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Red Pass

Rumo ao 38

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Vizela 1 - 2 Benfica: Lembram-se de Gabigol?

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As chegadas do Benfica aos 1/8 de final da Taça de Portugal nos últimos anos têm sido tão penosas que deviam ser alvo de estudo profundo. Já são várias as noites cinzentas que o Benfica acumula nesta primeira fase da prova. Foi aflitivo com o Real Sport Clube, com o 1º de Dezembro, com o Olhanense, com o Vianense, isto para nomear só alguns jogos em que a única boa recordação que ficou foi o apuramento. Passou a ser regra uma vitória de serviços mínimos nestes jogos mas, desta vez, a equipa baixou ainda mais a produção e esteve a perder desde os 6 minutos com uma equipa do terceiro escalão que jogou a maior parte do tempo com menos um jogador. 

O problema destes jogos não é só trazer à memória estas eliminatórias sofridas, o principal problema é levantar o fantasma de Gondomar. Ou mesmo do Varzim dos tempos de Fernando Santos. São tempos que não queremos reviver. 

Já mencionei a eliminatória com o Olhanense. Voltemos a Outubro de 2017. O que nos recordamos desse jogo da Taça de Portugal no Algarve com a equipa de Olhão? Que ganhámos por 1-0 com golo de Gabriel Barbosa. 

Como os ciclos no futebol são irónicos. Em 2017, Gabriel Barbosa mesmo resolvendo esse jogo para o Benfica era olhado com desconfiança pelos adeptos e pela imprensa. O empréstimo do Inter de Milão não resultou. 

Dois anos depois, o Benfica continua a ter muitas dificuldades nesta fase da Taça de Portugal e o Gabriel voltou a ser Gabigol.  Aquele jogo com o Olhanense será sempre o jogo em que o Gabigol marcou pelo Benfica. 
Este jogo com o Vizela será sempre aquele que o Benfica resolveu no final na mesma noite em que Gabriel Barbosa vencia a Libertadores treinado por Jorge Jesus que também teve a sua dose de jogos complicados na Taça de Portugal com o Benfica. 

Vale a pena elogiar o Vizela pela exibição, pela luta que deu, pela forma como se bateu mesmo com menos um, por ter recebido o Benfica na sua casa sem mudar para uma estádio maior. O Vizela deixou uma imagem muito boa do seu futebol e da ambição e jogar num nível superior. 

O Benfica preocupa. Depois do jogo sofrível nos Açores com o Santa Clara, a equipa voltou à competição e repetiu a má exibição. Ao intervalo perdia em Vizela, tal como perdia nos Açores. 

Tal como foi importante com o Santa Clara não perder o foco nos três pontos, hoje era importante garantir o apuramento. E só isso é que se aproveitou desta noite. O apuramento foi conseguido mas a exibição do Benfica foi assustadora. 

Costuma dizer-se que depois quando estamos no Jamor para jogar a final ninguém se lembra destas noites mas para lá chegarmos é preciso jogar muito mais. 

O objectivo mínimo foi cumprido, agora é olhar para a frente e pensar no jogo em Leipzig. E à primeira vista é uma deslocação nada confortável. 

Cova da Piedade 0 - 4 Benfica: Começo Convincente

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A Taça de Portugal como deve ser. Assim faz todo o sentido. O Benfica jogar na casa do clube da divisão inferior, neste caso o Cova da Piedade, com os jogadores a perceberem que é preciso respeitar o adversário, a competição e os adeptos. 

Foi o melhor arranque que me lembro do Benfica na Taça de Portugal nos últimos largos anos. Uma vitória tranquila e esclarecedora por 0-4 com vários pontos de interesse. O mais relevante, sem dúvida, é o regresso de Florentino à equipa. O meio campo voltou a ter Gabriel e Florentino, muito boas notícias. 

Pizzi e Vinicius bisaram e fizeram o resultado marcando em momentos determinantes do jogo garantindo um apuramento natural, lógico e sem sustos no estádio de uma equipa profissional da segunda Liga, portanto, superior a outros adversários de escalões mais baixos que defrontámos em edições recentes.

Um momento delicioso aconteceu mesmo à minha frente. Pizzi e Gustavo estendidos na relva. O jogador da casa aproveita o cumprimento de Pizzi para lhe pedir a camisola no final do jogo. Pizzi respondeu que sim e todos os que olhávamos para eles percebemos o momento. Futebol também é isto.

Lembro-me de ver o Cova da Piedade duas vezes na Luz a jogar para a Taça de Portugal. Em 1985, o Benfica venceu pelo mesmo resultado mas não serviu para entusiasmar o Terceiro Anel que já estava em guerra aberta com o treinador Csernai. O Benfica venceu a prova. 
Uns anos mais tarde, em 1989, nova vitória do Benfica, desta vez por 9-1. Nessas tardes lembro-me de imaginar como seria jogar na margem sul no campo do Cova da Piedade. Em 2019 concretizou-se essa curiosidade, boa vontade do clube de Almada, da FPF e do Benfica, que assim proporcionaram uma noite diferente aos adeptos dos dois clubes. 

Deve ter sido a viagem mais curta que fiz para ver o Benfica a jogar fora de Lisboa. Uma visita que marcou a minha estreia no Estádio Municipal José Martins Vieira e que mostrou ser possível realizar estes jogos em recintos mais modestos. 

Uma noite em que tudo correu bem, até o silencio no minuto dedicado ao grande Jordão, e que marca o arranque do Benfica na Taça de Portugal que todos esperamos que só acabe no Jamor no final da época. 

Tudo certo nesta rara incursão pela margem sul. Na memória fica a vista para a baliza onde o Benfica marcou os golos na segunda parte. Bola a entrar, festejos e um olhar que se perdia até às costas do Cristo Rei no horizonte a abraçar Lisboa.

Sporting 1 - 0 Benfica: Ficar à Porta do Jamor por Culpa Própria

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Esta é a primeira grande desilusão da Era Lage. 

Fui para Alvalade consciente que o resultado da Luz era enganador e traiçoeiro. Quando na primeira mão o Benfica não conseguiu fazer o 3-0 e acaba por sofrer o 2-1, acabou por voltar a dar vida a um Sporting que já estava quase KO. 

Não dei muita importância ao golo do adversário porque estava convicto que o Benfica ia repetir a exibição que fez no campeonato e na primeira mão da Taça. Foi isso que me habituei a esperar deste Benfica. E se alguma coisa corresse mal, cá estaria eu para dar força e olhar em frente. O que não aconteceu esta noite em Alvalade foi aquela atitude à Benfica. Eu não me importo de perder desde que seja com as ideias de jogo que Bruno Lage trouxe ao Benfica. Isto é, entrar para ganhar, saber que somos melhores do que o adversário e ir para cima deles. Ter bola, construir, procurar vencer, como se estivesse tudo zero a zero. Fiquei admirado com a passividade da equipa. Fiquei decepcionado com a postura do Benfica em deixar o tempo passar. É certo que houve algumas ocasiões de golo que podiam ter resolvido a meia final mas nunca é boa ideia gerir uma vantagem tão curta. Demos oportunidade para que Bruno Fernandes, o único jogador acima da média deste Sporting, voltasse a dar ânimo ao rival. 

O Benfica hoje colocou-se muito a jeito para um triste fim. E isso era algo que eu já não esperava ver tão cedo. 

Foi um duro golpe na moral do universo Benfica que já sonhava com uma dobradinha.
Agora, é preciso cerrar fileiras e ir à luta nas sete finais que faltam no campeonato. Um campeonato completamente inquinado, como se viu no sábado, onde o Benfica não tem margem de erro. Onde é importante manter a cabeça fria, ao contrário do que aconteceu hoje no final do jogo com Rafa a ser expulso. 

O país ficou feliz com o reencontro de irmãos verdes e azuis no Jamor, como tinha ficado feliz na final 4 da Taça da Liga, em Braga. O Benfica tem que se esmerar dentro e fora de campo. 

Hoje foi mau porque perdemos com passividade e expectativa. Não pode voltar a acontecer. E quem tiver que levantar a voz contra todo este esquema de arbitragem e VAR que tanto beneficia o Porto, que levante bem alto e todos os dias, se for preciso. 

Hoje fiquei decepcionado. Domingo lá estarei no próximo jogo fora.

Ganhar na Feira! 

Benfica 2 - 1 Sporting: Depressão Boa

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Pode uma depressão ser algo positivo? Sim. Em futebol tudo é possível. Neste momento sinto-me deprimido após duas vitórias contra o Sporting. Há pouco mais de um mês, estava a começar o ano com uma derrota em Portimão. Se me dissessem no Algarve que um mês depois estava a ganhar dois derbys seguidos, no mínimo, ia desconfiar. Mas cá estamos na luta, não só ganhámos como ficamos pouco convencidos com os números. 

É tudo uma questão de perspectiva. Devíamos estar mais satisfeitos por termos um total de golos de 6-3 no espaço de três dias contra o rival de Lisboa. O problema é que já sabemos que é possível um resultado assim só numa tarde e, portanto, exigimos sempre mais. 

Um jogo em que começámos a sentir que a equipa estava perto de chegar a um tranquilo 3-0, transformou-se num curto 2-1. Mas é um triunfo e ganhar derbys é sempre importante. Depois do que vimos em Alvalade para o campeonato, este resultado nem devia ser grande preocupação, no entanto, os sportinguistas exibiam um ar de satisfação e alivio no final do jogo, contrastando com as lamentações dos benfiquistas. Os primeiros não venceram nenhum dos últimos cinco jogos, perderam dois derbys seguidos, os adeptos do Benfica nos últimos oito jogos ganharam sete, e o que perderam ficou atravessado num fora de jogo que dava o 2-2 no clássico. 

Perante este cenário, só posso concluir que alguma coisa está a ser muito bem feita no Benfica, a ganhar, a jogar bem, com miúdos cheios de talento, Ferro é mais um a chegar à primeira equipa, e mesmo assim sabe a pouco. É o Benfica. 

Estamos a 90 minutos de regressar ao Jamor e com um golo de vantagem. Quando formos a Alvalade jogar a 2ª mão, em Abril, já ninguém se vai lembrar deste jogo de hoje. Este hiato entre as duas mãos da meia final é só mais uma aberração do calendário futebolístico português. Não acho que haja grande problema, é só encarar esse jogo com a mesma seriedade que se demonstrou no jogo da Liga. 

A estar deprimido, que seja assim em ciclos de vitórias. 

Ouvi Bruno Lage explicar que a equipa começou a pressionar com emoção, entusiasmada por sentir que podia chegar ao 3-0. Vivo bem com isso, prefiro que seja assim do que ver a equipa toda recolhida a segurar o resultado e acabar por sofrer um golo. 

Continuemos a jogar com emoção, continuemos a exigir mais e melhor. Sinto que estamos a crescer juntos. Todos! 

Dois derbys, duas vitórias. Redução para três pontos atrás do líder no campeonato e meio caminho andado para o Jamor. Moralizados para o regresso à Liga na Luz com o Nacional.

Vitória de Guimarães 0 - 1 Benfica: Nas Meias Finais da Taça

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O 4-4-2 , que veio para ficar, foi trabalho para encarar o 4-3-3 do Vitória de Luís Castro. Com uma entrada muito forte e positiva no jogo veio o golo, um passe soberbo de Rúben Dias para uma recepção superior de João Félix que aproveitou para fazer o golo do apuramento. Depois foi preciso ajustar a equipa a versatilidade táctica do Vitória que passou para um 4-2-3-1 e na segunda parte, com muita mais domínio dos homens de Guimarães, teve entrar Gedson para contrariar o 4-4-2 que Luís Castro montou na tentativa de chegar ao empate.

Tudo isto é muito fácil de chegar aqui e publicar porque foi dito e explicado por Bruno Lage na conferência de imprensa. Simples e eficaz, leitura do jogo, explicação das alterações, justificação para as substituições e ainda explicação de como foi jogando o adversário.

E o que é que o treinador do Benfica ganhou com isto? Teve direito a uma pergunta sobre o seu ordenado. Resposta para a eternidade: "E vocês, quanto ganha? Se revelar eu também digo". Tudo com um sorriso na cara, depois de uma expressão de espanto e com um olhar de quase pena pelo jornalista. 

Luís Castro falou depois e foi mais do mesmo. Narrativa à volta do jogo e das opções tácticas e individuais. Um show de bola além do jogo jogado. Só não lhe perguntaram pelo ordenado.

Atitude positiva dos jogadores no final do encontro a irem até perto dos valentes adeptos benfiquistas presentes em Guimarães para agradecerem o apoio. Alguns foram dos Açores para o Minho para ajudar a equipa neste objectivo, muitos outros são da região e uns quantos viajaram centenas de quilómetros de maneira absolutamente irracional, numa 3ª feira para um jogo que começou às 20h45 e podia ter tido prolongamento. O tal respeito pelos adeptos.

Apuramento para as meias finais conseguido. Não há tempo para elogios nem festejos. Segue-se a primeira partida da 2ª volta do campeonato. Pede-se o mesmo compromisso e a mesma atitude. 

Montalegre 0 - 1 Benfica: Pragmatismo a Mais

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A viagem do Benfica a Montalegre para a Taça de Portugal fica marcada pelo facto do clube da casa ter feito questão de jogar em casa. Algo que ando há anos a pedir aos clubes mais pequenos, que saibam aproveitar estas oportunidades para tornar estes dias inesquecíveis para as suas terras. 

Portanto, todos os elogios para o enorme esforço e todo empenho do Montalegre em tornar possível receber o Benfica no seu estádio. Melhorias na iluminação, mais bancadas e tratamento de relvado. Infelizmente, neste último aspecto os esforços não resultaram em grande coisa, o relvado não aguentou a chuva e acabou em muito mau estado.

O povo respondeu ao apelo e encheu o estádio, quase 6 mil adeptos na festa da Taça. Uma festa praticamente local, com o arranque do jogo para as 20h45 de um dia útil de trabalho afastou quem queria ir de mais longe. Não todos, na bancada atrás do golo de Conti lá estavam muitos dos rapazes que costumam acompanhar a equipa a todo o lado. 

Elogios também para a equipa do Montalegre que tentou sempre jogar um futebol apoiado, sem chuto para a frente, sem anti jogo e com ambição em fazer sempre mais e melhor.

Quanto à equipa do Benfica só posso dizer que cumpriram o objectivo principal, seguir em frente na competição. Todo o resto foi passar ao lado de tudo o que os adeptos querem sempre, mais futebol, mais golos, mais espectáculo. O pragmatismo do 0-1 continua a ser o único caminho que a equipa conhece. Foi assim no Bonfim, no Funchal e agora em Montalegre. 

Vão-se cumprindo as etapas à espera de mais e melhor. 

O jogo com o Braga na ante véspera de Natal é um grande teste a esta "retoma". 

Grande abraço para as gentes de Montalegre e as maiores felicidades.

Benfica 2 - 1 Arouca: Doloroso Apuramento

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Isto nem é novo no reinado de Rui Vitória, vitórias apertadas com exibições muito pobres nas primeiras rondas da Taça de Portugal já aconteceram em outras épocas. Lembro-me, assim de cabeça, do 1-2 contra o Vianense e no ano a seguir o mesmo resultado no Estoril com o 1º de Dezembro. Em ambos os jogos o golo da vitória veio perto do final, tal como hoje.

A grande diferença é que nessa altura havia um enorme capital de confiança à volta da equipa porque vinha de épocas triunfantes e, portanto, uma noite desinspirada, mesmo que contra equipas de escalões inferiores, era desculpada pelo resultado prático final.

Desta vez, o contexto é muito mais delicado. Hoje, o Benfica precisava de uma boa exibição e um resultado tranquilo para dar sequência à vitória de Tondela, recuperar alguns jogadores, ganhar outros e embalar para um novo ciclo que tem na próxima paragem em Munique o ponto mais exigente.

Rui Vitória aproveitou o segundo jogo do Benfica na Taça de Portugal desta época para lançar Krovinovic, dar nova chance a Corchia, apostar em Zivkovic e, o mais relevante de tudo, recorrer ao 4-4-2 pela primeira vez esta temporada.

O resultado de todas estas apostas foi uma enorme desilusão. Salvou-se Svilar, que manteve o Benfica em jogo com uma enorme defesa já na recta final da partida, Seferovic e Jonas sempre inconformados, a espaços Krovinovic deu um ar da sua graça e Rafa acabou por ser decisivo ao marcar o golo que evitou um embaraçoso prolongamento.

De resto, é difícil quantificar e qualificar a exibição do Benfica esta noite com o Arouca da segunda divisão.

Só se aproveitou mesmo o resultado, um alivio merecido para as duas dezenas de milhar de adeptos que fizeram questão de aparecer na Luz.

Sertanense 0 - 3 Benfica: O Futuro Hoje

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 Começou o caminho para o Jamor 2018/19. Tal como nas edições mais recentes da Taça de Portugal, o Benfica voltou a conhecer um adversário inédito para inaugurar o caminho que queremos que dure até Maio. Desta vez, saiu em sorteio o Sertanense do terceiro escalão do futebol nacional. 

Lá veio a velha discussão da data e local do jogo. Já não é novidade para ninguém que estes jogos acabem por acontecer num dia de semana à noite, seguem-se compromissos europeus, e também já ninguém estranha que se jogue em casa emprestada do adversário. Tem sido quase sempre assim nos últimos anos. 

Tal como expliquei há uns anos, por altura do Vianense - Benfica, já não me dou ao trabalho de mudar a logisticamente a minha vida profissional e particular para ir ver um jogo destes em casa emprestada. Se for perto da zona onde vivo ainda me esforço, aconteceu com o Real Sport Clube, 1º de Dezembro ou Sintrense, por exemplo. Mas mais longe do que isso não contem comigo. 

Vi pela televisão e fiquei agradado com o resultado. Mas, especialmente, fiquei  muito contente por ter visto a estreia do Jota e a equipa a acabar com seis jogadores de campo formados no Seixal. O futuro é hoje!

Uma palavra para Svilar que ainda fez uma bela defesa, para Corchia que se estreou com a camisola do Glorioso, para Samaris que jogou como capitão, para Rafa que está a ter um arranque de época muito bom, para Jonas que regressou aos golos, para Ferreyra que não merecia que lhe anulassem aquele que era o segundo golo da época. 

Para os miúdos que foram ao jogo apenas deixo a ideia que todos sentimos que é por eles que passa a nossa felicidade daqui para a frente.

Permitam-me só que diga que ver Jota e Félix na mesma equipa num jogo oficial dos seniores do Benfica é de arrepiar. Isto vai ser mágico a partir daqui, putos!

O mais importante era vencer e mostrar que queremos ir ao Jamor. Os tempos mais recentes mostram que estes jogos nunca trazem goleadas que, às vezes, acabam por ser resolvidos com muita dificuldade. Com o Sertanense foi uma vitória tranquila, natural e descansada. Era o que se pedia. 

 

Quanto ao facto do jogo ter sido em Coimbra há que repensar algumas matérias nesta competição. 

Antes disso, um aparte por causa do equipamento do Benfica: não é possível arranjar calções vermelhos? Pessoalmente, não aprecio a cor preta nos calções.

A FPF tem muito mérito em ter modernizado a Taça de Portugal. Tem tido a capacidade de atrair mais clubes para a prova dividindo prémios de jogo interessantes para as equipas dos escalões amadores mas tem que resolver este problema a partir da 3ª eliminatória. 

A FPF tem que admitir que aprova os campos para as primeiras duas rondas sem grande critério. Eu fui ver um jogo da ronda inaugural no Algarve e posso dizer que o relvado do Olhanense estava horrível. Mas foi aprovada a realização do jogo com o Silves lá. O mesmo Olhanense que há um ano foi para o Estádio do Algarve receber o Benfica. 

É preciso explicar a todos os clubes que chegam a esta 3ª ronda que se calharem com uma equipa do primeiro escalão terão de fazer tudo para operarem um milagre, em muitos casos é disso que se trata, para receberem o jogo na sua casa. Relvados dignos, iluminação, bancadas, zona de imprensa, etc... Para isso teriam de contar com o apoio das câmaras municipais, das juntas de freguesia, da FPF e até dos clubes visitantes. Fazer tudo o que for possível para poder jogar na sua casa e dar sentido à aposta da FPF em obrigar estas equipas a jogarem em casa levando o futebol a cantos onde os clubes mais mediáticos nunca vão. 

Ora, não sendo possível cumprir esses requisitos então que se troque a ordem dos jogos. Porque não? É mais apeticível para jogadores, técnicos e  adeptos irem jogar a um estádio emprestado ou terem a experiência, para muitos única, de visitar o Estádio da Luz? Isto é válido para todas as equipas da primeira divisão. Fazia muito mais sentido proporcionar esse momento do que andar por campos emprestados. Esta é a minha opinião sobre a prova. Eu que guarda na memória com carinho as visitas de clubes como Régua, Ponte da Barca, Cartaxo, Estrela de Portalegre, Riachense, Dragões Sandinenses e tantos outros emblemas que um dia, por capricho de um sorteio, puderam pisar o palco da Luz. 

Depois, só mais duas achegas às regras da Taça. Não gosto do sistema de meias finais a duas mãos mas entendo-o do ponto de vista financeiro. Preferia que todas as equipas das ligas profissionais entrassem logo na primeira ronda do que terem mais dois jogos nas meias finais. A outra nota é referente à repescagem que se faz para a 2ª fase. Devia haver mais critério e não ser sorte pura. Uma equipa que cai nos penaltis merecia mais oportunidades que uma equipa que perde 9-0. 

Mas a Taça já está em andamento e o Benfica já passou o primeiro adversário. Interessa é o foco até ao Jamor.

Rio Ave 3 - 2 Benfica (Após Prolongamento): A Derrota Interna Mais Amarga da Época

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 Estive no Algarve no jogo com o Olhanense e fui à Luz ver a eliminatória com o Vitória de Setúbal. Estive para ir a Vila do Conde mas acabei por ficar em Lisboa por motivos profissionais. Quero começar por mandar forte abraço a todos os que viajaram até ao Estádio dos Arcos a meio da semana para apoiar o Benfica num jogo que acabou perto da meia noite e ambiente de inverno.

Obviamente, esperava que esta caminhada acabasse no Jamor. Espero sempre. E como nos últimos anos até temos ido com alguma regularidade a finais, não esperava menos esta época.

A apreensão da altura do sorteio confirmou-se hoje em campo. O Rio Ave joga bem, é forte em casa e já em Agosto não tínhamos passado lá.

A diferença para as outras eliminatórias é que, desta vez, Rui Vitória não fez rotação e foi com a sua melhor equipa para dentro de campo mostrando o respeito pelo adversário e pela competição que se esperava.

Ironicamente, o Benfica esta noite fez a melhor primeira parte da época. Faltou concretizar mais oportunidades, particularmente Salvio devia ter feito pelo menos um golo. A equipa ficou-se pelo golo de Jonas, excelente, por sinal, e foi para o intervalo a vencer.

Na 2ª parte confirmou-se que os falhanços da 1ª parte iam sair caros. O Rio Ave acertou posições, foi até ao fim com as suas ideias, futebol de posse de bola, construir desde trás, pressionar alto e deu espaço aos seus melhores artistas para brilharem. Criaram dificuldades e conseguiram dar a volta ao 0-1.

A partir da altura em que se viu a perder, o Benfica nunca mais teve o controlo do jogo nem das emoções, andou sempre a correr atrás do prejuízo dando tudo para evitar a eliminação. Jonas permitiu a defesa de Cássio numa grande penalidade perto do final dos 90'. Aliás, Cássio defendeu quase tudo o que havia para defender. A história da sua carreira contra o Benfica, sempre o melhor em campo.

Com muito coração o Benfica evitou a derrota por Luisão num canto muito perto do final do minuto 90. Alivio e esperança, foi o que se sentiu no universo Benfica. O problema é que logo depois o capitão sai de campo com uma lesão e deixa a equipa desequilibrada e já com as três substituições feitas.

O Benfica partiu para o prolongamento com a equipa toda remendada e improvisando posições. A expectativa era de atacar porque a maioria dos seus jogadores em campo tinham essas características, mesmo com menos um jogador.

Mas o Rio Ave manteve o seu plano de jogo e rapidamente chegou à vantagem no prolongamento. Aí a equipa do Benfica já não teve mais coração para voltar ao jogo.

Os jogadores deram tudo, a primeira parte não deixava adivinhar um fim tão negro, jogou a equipa mais forte. O Rio Ave tudo aguentou e passa com mérito aos 1/4 de final da Taça de Portugal.

Sinto o mesmo vazio de há dois anos. Na altura eliminados em Alvalade. É duro quando se percebe que não vamos voltar ao Jamor, no fundo é o fim da magia daquela tarde chuvosa de Maio que nos deu mais uma Taça de Portugal. A seguir vencemos a Supertaça e pensamos que voltar ao Jamor é um destino que ninguém nos pode tirar. Dói quando sentimos que esta época não vamos lá. Espero que este vazio volte a dar lugar à alegria de vencer o campeonato como há dois anos.

 

Benfica 2 - 0 Vitória de Setúbal: Os Mistérios do Futebol Português num Apuramento Lógico

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 Vou começar pelos pormenores que ninguém quer saber. Um jogo da Taça de Portugal no Estádio da Luz, o primeiro desta temporada. Ora, diz a regra, bem velhinha, que nesta competição em caso de semelhança nas cores dos equipamentos a equipa da casa muda o equipamento. Passei a minha vida toda a ver jogos entre Benfica e Vitória F.C. tanto no Bonfim como na Luz com os clubes a usarem as suas cores de equipamento normais. Aliás, em 2005 no Jamor o Vitória bateu o Benfica com as suas camisolas verde e brancas às riscas verticais.

Pois bem, expliquem-me lá qual é a necessidade de usar o equipamento alternativo. E se havia essa necessidade porque é que não foi a equipa da casa a mudar?

O mais engraçado é que com tanta preocupação em alterar as cores tradicionais, a equipa sadina conseguiu ir a jogo com um guarda redes equipado com cores que se confundiam com as camisolas do Benfica. Dizem-me que na televisão ainda era mais evidente do que no estádio. Tanto assim foi que Cristiano na 2ª parte aparece equipado de... amarelo!

Eu sei que sou um chato do caraças com estes pormenores, mas também gostava de saber o que aconteceu às quinas de campeão nacional nas mangas das camisolas do clube campeão? Não era costume na Taça de Portugal o "ovo" da Liga desaparecer para dar lugar às quinas de campeão numa manga? Agora, só vejo lá outro "ovo", o da Taça de Portugal, presumo que seja devido ao Benfica ser o actual vencedor do troféu.

Mistérios do futebol português que não interessam a ninguém mas que eu gostava muito de saber as respostas.

 

 

 

Para entrarmos no jogo mais uma curiosidade, o Vitória F.C. de José Couceiro não perdeu a oportunidade de trocar o campo obrigando o Benfica a jogar para sul na primeira parte. Fica registado.

 

Depois de uma paragem para as selecções definirem as suas posições no próximo mundial, a competição regressou a Portugal. A 4ª eliminatória da Taça de Portugal, 2ª para estas duas equipas, foi disputada na Luz e resultou no apuramento do Benfica para a próxima ronda.

Curiosamente, foi a Taça de Portugal a abrir um novo ciclo positivo para o Benfica nas competições internas. Desde o desafio no Algarve com o Olhanense que a equipa de Rui Vitória só soma triunfos. Foi ao norte bater o Aves e o Vitória de Guimarães, ganhou ao Feirense em casa e agora confirmou o ciclo positivo com mais uma vitória. O próximo desafio interno é uma repetição do encontro de hoje mas a contar para o campeonato e será bem diferente do que vimos hoje.

 

O Benfica apresentou duas ideias fortes para esta partida, a manutenção na aposta do 4-3-3 que deu bons sinais em Guimarães e uma janela de oportunidade para vários jogadores menos utilizados. Ao que se acrescenta mais uma estreia de um miúdo trabalhado no Seixal, o norte americano Keaton Parks que até fica bem ligado ao jogo por acção sua no 2º golo da equipa.

 

Portanto, o desenho táctico manteve-se, as individualidades mudaram. Varela regressou à baliza, curiosamente bem menos ansioso do que no começo da época, Douglas na direita, Grimaldo na esquerda, Luisão e Jardel no meio, isto na defesa.

No meio campo, Samaris, Pizzi e Krovinovic, nas alas Cervi e Rafa, na frente Jonas.

O Benfica venceu o jogo mas voltou a demonstrar uma atracção pelo perigo algo incompreensível, isto porque chega ao 1-0 de maneira natural. Após muita posse de bola, vários ataques, pressão alta, velocidade e oportunidades de perigo até chegar o golo. Um original canto batido por Pizzi com a bola rasteira que vai até Cervi, o argentino agradece e remata convictamente para golo.

Antes de Pizzi bater o canto, o capitão do Vitória, Nuno Pinto, não tirou uma bola do relvado que estava ao seu lado a atrasar a continuação do jogo. Irritou Pizzi e a bancada. Acabou por sofrer golo. O futebol por vezes bate tão certo.

Depois de conseguida a vantagem a equipa caiu na tal tentação de recuar, ceder a posse de bola e voltar a procurar o segundo golo. É estranho e tem acontecido regularmente esta época.

 

A tendência manteve-se na 2ª parte e só com as entradas de André Almeida, Raul e Keaton é que se sentiu sangue novo na equipa. Estar a vencer por 1-0 é sempre intranquilo e se pensarmos que nos últimos três encontros com o Vitória de Setúbal o Benfica só venceu um que acabou com um grande susto que podia ter dado um dramático 2-2, temos o cenário que justifica os nervos vividos nas bancadas da Luz.

Por falar em bancadas, nem 30 mil benfiquistas acharam que este cartaz, um duelo entre clubes que já venceram Taças de Portugal e Taças da Liga, com bilhetes a preços reduzidos, era digno da sua presença. Os outros aguardam confortavelmente pelo Jamor.

 

É verdade que a vantagem era mínima mas também não se pode dizer que o Vitória tenha estado muitas vezes perto do empate. Varela respondeu muito bem a uma oportunidade que podia ter dado o empate com uma finalização de um jogador do Vitória em flagrante fora de jogo. Depois veio o lance que os entendidos vão falar para sempre e até, quem sabe, fazer livros. João Amaral isolado tenta meter a bola entre as pernas de Varela, só que este consegue parar o remate fazendo a bola ressaltar para as suas costas onde já estava Jardel a aliviar. Enquanto se virava para chegar à bola envolveu-se com o jogador sadino que caiu. João Capela podia ter apitado penalti mas interpretou que Jardel já tinha resolvido o lance antes. Foi isto que vi.

 

Para acabar com as dúvidas, Krovinovic fez o 2-0 que arrumou a questão e apurou a equipa para os 1/16 de final da Taça de Portugal.

Uma vitória lógica e natural, um ciclo de vitórias a nível interno muito interessante, um sistema táctico que parece que veio para ficar, algumas oportunidades agarradas, outras nem tanto e uma exibição que não deslumbrou mas suficiente para garantir o objectivo da noite.

Segue-se a Europa.