Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Red Pass

Rumo ao 37

Red Pass

Rumo ao 37

Benfica 1 - 1 Sporting: Um Raio de Luz Chamado Félix

_JPT6609.jpg

 O João Félix envergonha os meus 18 anos. Tenho que esclarecer que até tenho muito orgulho nos meus 18 anos. Passei a estudar à noite para começar a trabalhar numa fábrica da Nestlé em Linda-a-Velha e saber o que custa a vida, passei a rapar o cabelo e abandonei o estilo de risco ao lado e a 2 de Outubro de 1991 arranjei o meu primeiro conflito laboral por querer sair mais cedo para ir à Luz ver o jogo com esse colosso de Malta, o Hamrun Spartans. Tudo muito engraçado mas com 18 anos não estava no relvado a fazer golos ao Sporting e o João Félix está. 

 

Foi o grande momento do derby. Cruzamento de Rafa, depois de Fejsa ter dado a Zivkovic que meteu rápido no português, bola para a área e o puto a saltar para fazer de cabeça o primeiro golo pela equipa principal e salvar o Benfica de uma derrota embaraçosa.

Aliás, esta jogada que deu o empate exemplificou na perfeição o que o Benfica não fez no resto do jogo. Meter velocidade, ligar o jogo rápido entre sectores e criar desequilíbrios e imprevisibilidade para quem defende. 

Não tenho outra maneira de dizer isto, este derby foi muito frustrante para quem já vê jogos destes desde os anos 80. Esperava mais do Benfica. 

Na teoria, este seria o Sporting menos forte na Luz dos últimos anos. Na verdade, não me lembro de uma equipa do Sporting tão remendada na Luz. Fizeram o seu jogo, acabaram o derby ao pior estilo de uma equipa de meio da tabela a lutar por um pontinho mas, lá está, tinham noção da enorme diferença de qualidade de um lado e do outro. 

O Benfica não fez o que lhe competia e o que se esperava. Acabou por ir caindo na teia que Peseiro montou, tornou o seu futebol previsível e anulável e deixou o adversário acreditar e crescer. 

O lance que dá o penalti, indiscutível, ao Sporting mostra bem tudo o que não era preciso fazer. Jardel passa a Rafa sem nexo. Ruben Dias acaba a fazer falta em Montero. Impensável estar a perder com este Sporting em casa. Mas aconteceu. 

Verdade que Salin engatou grande exibição, lá está, ao melhor estilo de equipa menor. Aquilo que eu achava que seria um trunfo, mais jogos nas pernas numa altura da época em que o cansaço não é dramático por ser o arranque da temporada, afinal teve efeito contrário. A equipa pareceu desgastada nas alturas em que era preciso imprimir velocidade. Gedson e Pizzi não estiveram tão fortes como em jogos anteriores. 

Sem Salvio para esticar o jogo pela direita, foi Rafa quem tentou desequilibrar, tendo Cervi no lado oposto a forçar a entrada de bola no meio onde Ferreyra voltou a estar desligado do resto da equipa. 

Acabou o Benfica com Seferovic e João Félix em campo a ser muito mais objectivo e perigoso. Eu já tinha escrito aqui que o miúdo até podia ser lançado mais cedo nos jogos. Quando entrou agitou sempre. Hoje mexeu com o marcador final.

Apesar da desilusão que foi esta noite queria deixar aqui uma curiosidade da primeira parte. Uma jogada colectiva em que a bola teve de passar pelo guarda redes do Benfica foi brindada com uma enorme assobiadela. A bola continuou a correr e acabou por ser uma das jogadas mais bem conseguidas da primeira parte na Luz. 

Outra nota, esta positiva, para a postura do rival na Luz. Desta vez, sem a rábula de nos trocar a ordem de ataque, com dirigentes na bancadas da Luz, sem stresses desnecessários.

Depois, deixem-me dizer que um derby à 3ª jornada é uma parvoíce em termos de calendário, a adrenalina desce para metade.

 

 

Finalmente, tenho lido muita coisa bonita sobre intenções de tornar o futebol português melhor. Muitas acções que ia tornar o espectáculo mais atraente, com mais qualidade e com o tempo útil de jogo a aumentar.

Muito bem, então o que foi isto que este Godinho veio fazer à Luz?! Atenção, não estou a falar em lances polémicos nem nada disso, o tom deste blogue não é esse. Falo no tempo perdido e das rábulas para fazer parar o tempo útil de jogo. Do mais enervante que já vi num estádio. E não me pareceu que Godinho tivesse poder para tornar o jogo melhor. Foi pena.

Esta foi a primeira grande desilusão da época, pedia-se uma vitória num derby que deixasse a equipa moralizada para o jogo decisivo na Grécia. Não foi possível e a derrota caseira do Porto atenuou um pouco esta frustração. 

Mas o sucesso desta primeira etapa depende muito da qualificação europeia e da viagem à Choupana que se segue. Tudo com a companhia de João Félix, de preferência, o verdadeiro raio de Luz neste derby.

Sporting 0 - 0 Benfica: Vitória Bateu nos Postes

31948855_10160369178625716_332154572896206848_o.jp

Pedia-se resposta à Benfica no derby de Alvalade. Foi o que aconteceu. Aliás, aconteceu de tal maneira que apetece perguntar onde é que andou aquele Benfica da primeira parte nos jogos com o Porto e Tondela ?! 

A primeira parte do derby foi das melhores exibições que vi esta época e que deixa em aberto uma saudável discussão sobre o que podia ou pode ser o futebol da equipa de Rui Vitória. E um dos temas a discutir tem que ser a gestão da qualidade individual do plantel e as opções que podem originar. 

Ora, em Alvalade, Rui Vitória pensou num esquema diferente com Samaris e Fejsa no meio, Pizzi mais à direita, Rafa na esquerda, e Zivkovic atrás de Raul. Lá atrás a única novidade foi Douglas no lugar do ausente Almeida. E, digo já, que o brasileiro até fez um jogo bem positivo. 

Estas variáveis atacantes resultaram na perfeição e o Benfica partiu para uma primeira metade de jogo muito personalizada entusiasmante e que merecia melhor sorte na hora da finalização. Duas bolas no poste e duas intervenções de Rui Patrício, o melhor do Sporting, evitaram uma justa vantagem que daria para garantir três valiosos pontos. É um pouco a imagem deste Benfica 2017/18, quando joga muito marca pouco ou nada, quando joga pouco vence em esforço. Infelizmente, esta conjugação não saiu certa e o Benfica arrisca-se a acabar em 3º lugar depois de ter passado pelo Dragão e Alvalade sem sofrer um golo. 

Aliás, Varela deve ter tido uma das noites mais tranquilas da sua carreira. Só me lembro de ter feito uma defesa a remate de Coentrão. 

Se fizermos o balanço dos dois derbys, o que dá vantagem ao Sporting é um golo na Luz marcado em fora de jogo. Não deixa de ser irónico e simbólico que numa época marcada pelo maior ataque de dois clubes aliados e unidos pelo ódio ao Benfica, a vantagem no acesso à Champions se resuma a isto.

Igualmente irónico, é que na época de estreia do VAR os dois árbitros dos derbys não tenham tido necessidade de utilizar as ferramentas ao seu dispor para julgar melhor. Recordando a vergonha dos penaltis esquecidos da Luz: empurrão de Coentrão a Jardel, mão de Coentrão na área, mão de Piccini na área, mão de William na área e, claro, Acuña fora de jogo no momento do tal golo do Sporting. 

Só para relembrar os últimos minutos do derby de Alvalade, a entrada de Bruno Fernandes que foi presenteado com um cartão amarelo e o caricato lance na área do Sporting em que é assinalada uma falta num choque de Patrício com um companheiro seu, fora da pequena área, e que fez a bola sobrar para um remate para golo. Tudo normal, portanto. Estamos falados quanto a VAR, Xistras e Macrons. 

 

A ida a Alvalade é, de longe, a que exige maior sacrifício mental. Prefiro mil vezes ir a Chaves ou Portimão, só para dar exemplos de campos bem distantes de casa, trocando o conforto da proximidade, pela sanidade mental. Para quem não costuma ir a Alvalade ver o derby ficam alguns apontamentos curiosos que valorizam muito os que se dão ao trabalho de tirar um dia para passar esta experiência a preços bem puxados.

Para começar, quem compra um bilhete para o derby não é obrigado por lei a seguir para o estádio na chamada caixa de segurança. Eu recuso-me a ir em manada sobre ordens de agentes da autoridade nervosinhos e cheios de vontade de malhar em tudo o que mexe. Como tal, a Liga e os responsáveis pela segurança do jogo têm que, de uma vez por todas, pensar um pouco mais além e resolver a vergonha que é aquele acesso à bancada visitante do estádio do Sporting. 

Eu sei, por experiência própria, que na Luz os adeptos visitantes que cheguem fora das caixas podem ficar em segurança, isolados e com vigilância policial à espera que as portas abram num espaço reservado para eles. E bem. Vejo isto todas as épocas.

Porque é que eu chego à porta que dá acesso à bancada de Alvalade onde vou entrar e tenho de ficar no meio de uma rua cheio de adeptos do Sporting? Já alerto para isto há muito tempo. É que são cada vez mais os adeptos que perderam a paciência para caixas de segurança e vão para o estádio mais cedo. Claro que com tanta mistura a confusão é inevitável. E quando os adeptos da casa pensam que estão em maioria e resolvem partir para a agressão são surpreendidos com um forte contra ataque de muitos mais adeptos visitantes que estão ali perto. E a polícia já só tem tempo para reagir com violência descontrolada. Isto tem que ser resolvido porque na Luz já está há muito tempo controlado.

Depois, entrar naquele estádio e ver que pintaram nas bancadas que ganharam 22 campeonatos, os nomes de Figo e Cristiano Ronaldo com Bolas de Ouro feitas no Sporting e outras preciosidades é de uma vergonha alheia que não tem explicação. Na nossas últimas 16 visitas aos dois estádios do Sporting para ver derbys para o campeonato há um facto comum em todas elas, nunca ganharam um só campeonato. Nem um. Mas há 16 anos tinham 18 títulos de campeão e entretanto escrevem 22. É o Sporting. 

É o Sporting das claques legalizadas. As tais que estão dentro da lei e que devem ser seguidas como exemplo. As que são incentivadas pelo clube e podem interromper um derby nos primeiros minutos com uma inacreditável chuva de tochas para cima da baliza de Patricio! A lei permite que as claques soltem fogo de artificio (!) na bancada. E todos esperamos que o circo acabe para podermos ver o jogo. As claques que podem mostrar lindas coreografias que assinalam datas e locais de confrontos violentos como exemplo para todo o país ver. Com orgulho. Claques que podem mostrar frases durante a partida altamente originais e variadas. Para se ter uma ideia, mostraram uma especialmente bonita umas três ou quatro vezes que dizia apenas e só: Filhos de Uma Grande Puta! Poético, não é? Mas legal, atenção.

São aquilo, nunca passarão daquilo e, por isso, é que precisam de inventar campeonatos ganhos a meio de uma seca que já vai em 16 anos e também exibirem bolas de ouro de jogadores de clubes de outras dimensões. 

Também é engraçado ver que o arranque da 2ª parte é abortado porque os fios da "aranha" que suporta a câmara por cima do relvado caíram. Enfim, é uma viagem a uma realidade paralela e virtual que não é fácil de gerir mas que, felizmente, só acontece uma vez por temporada. 

 

Tudo adiado para última jornada, a ver se o fica desta temporada é um prémio final para esta boa exibição no derby ou um castigo pela incompreensível derrota com o Tondela.

Benfica 1 - 1 Sporting: Banho de Realidade

_JPT5272.jpg

 No espaço de um mês, o Benfica defrontou em campo as duas realidades virtuais que passaram a mandar no futebol português. No Dragão, por exemplo, ficámos a saber que verdade desportiva é o Filipe arrancar pela raiz o melhor marcador do campeonato e não ser expulso. Aliás, nem merecedor de cartão amarelo. Entre outras coisas, no mesmo jogo também ficámos a saber que por 3 mil euros é perfeitamente possível um adepto sair da bancada, entrar no terreno de jogo e agredir um dos intervenientes, neste caso o Pizzi, e ser retirado para nunca mais se falar do insólito momento.

 

Ou seja, o Porto que carrega forte desde Maio na conspurcação do futebol português depois de ter apelidado de Liga Salazar o nosso campeonato e ter entrado num ciclo descontrolado de devassa de vidas alheias, dentro de campo não mostrou ser superior ao tal Benfica que só ganhou 4 ligas seguidas por aldrabice. Não bateu certo a realidade nua e crua com a virtual.

 

Agora foi a vez do Sporting. O clube que deixou de ter um leão como símbolo e um lema de vida distinto, algo como serem diferentes com uma postura mais clássica que os marcou durante décadas, passou a ser o clube do Bruno que é o "Ai Jesus" de toda a imprensa, seja geral ou desportiva. O homem que em 2018 acha divertido ir com os cabecilhas criminosos das suas claques num cortejo folclórico. Repito, em 2018! O Vale e Azevedo fez isso no final do século passado em Alvalade e conseguiu ter mais classe. O Presidente Vilarinho prometeu quando chegou ao Benfica ver dois jogos na Luz no meio dos topos. Cumpriu, viu um jogo nos Diabos Vermelhos e outro nos No Name Boys. Foi no começo deste século. Portanto, em 2018 isto nem é original é só mais circo.

Mas resulta. Claro que resulta. Estamos nós à espera de notícias relevantes como os "11" que os treinadores vão lançar, quem vai para o banco, quem irá para a bancada, haverá surpresas de última hora? E o que nos dizem as notificações das aplicações de sites e jornais de uma maneira global? Que o Bruno já está em Alvalade, vejam o vídeo de Bruno a saltar enquanto sorri a dizer que não é lampião ou deliciado ao som de FDP SLB, que Bruno já vai a andar com o cortejo. Sim, pasme-se! O Bruno sabe andar e portanto é notícia. Que o Bruno já está na Luz, e que o Bruno tira fotos na bancada e por aí fora. É a isto que o futebol se resume em dia de derbi.

O Bruno e o Saraiva e tropa online toda reunida no dia da ida à Luz. Eles que informaram o mundo que o Benfica só ganha campeonatos por causa de vouchers para jantar. Eles que orquestraram uma campanha vergonhosa contra o nosso treinador, contra a equipa técnica, contra o presidente, contra tudo o que mexe. Eles que todos os dias falam em descer de divisão, eles que assumem de vez o sonho de terem um mundo sem o maior pesadelo deles, o Benfica. Eles que, finalmente, mostram ao mundo que nasceram para serem o Benfica mas em mau.

E isto tudo porquê? Porque se acham melhores. Por exemplo, na última semana o treinador bi campeão nacional, homem que concretizou o Tetra contra tudo e contra todos, deu uma entrevista ao Record. A entrevista serviu para uma edição. Rui Vitória não ofendeu ninguém, não pediu descidas de divisão para ninguém, não se meteu com ninguém.

Depois, o mesmo jornal apresenta uma entrevista com o Bruno. Não foi coisa para uma capa e uma edição. Nada disso, é material para duas capas, duas edições, sendo uma delas em pleno dia de derbi. Por aqui se vê a opção editorial da nossa imprensa, a tal que depois pede fair play e que todos se divirtam. Do Benfica fala o treinador sobre futebol, do Sporting fala o Bruno sobre... enfim, sobre tudo.

 

Ou seja, o Sporting joga um futebol fabuloso, avassalador e de uma qualidade superior. Mas não é este ano. Jogam assim desde 1906 só que os malandros dos benfiquistas boicotam a arte única do futebol verde e acabam por ganhar o dobro dos campeonatos. Uma questão que Bruno já resolveu, decretou que ao fim destas décadas todas fomos todos uns anormais e, portanto, o Sporting tem 22 campeonatos. Lá chegaremos à equivalência da Taça das Taças para Liga dos Campeões, vão ver.

 

Aparecem aqueles 90 minutos de jogo, um pormenor que hoje em dia só atrapalha as notícias à volta dos Brunos e dos J. Marques desta vida. Uma chatice chamada jogo de futebol. O tal momento em que nos vamos impressionar com o futebol de outro mundo do Sporting, o tal que só não ganha campeonatos porque o Benfica corrompe tudo à volta.

Até começam bem, sem se perceber como ficam em vantagem no derbi com um golo de Gelson. E a partir desse momento? Bom, poucas vezes na vida vi o Benfica a ser tão superior num derbi! Festival de golos falhados, a super equipa do Sporting completamente vulgarizada em campo e ligada à máquina pelo tal golo. Só deu Benfica.

Voltamos à chatice da realidade virtual dentro de campo não valer nada. Era com este futebol que iam dominar o mundo? Não me parece.

 

 

 Então para quê tanto e tanto barulho, tanta violência verbal contra árbitros e demais agentes desportivos? Resposta fácil. É seguir os factos. Empurrão de Coentrão a Jardel, mão de Coentrão na área, mão de Piccini na área, mão de William na área, Acuña fora de jogo no momento do tal golo do Sporting. O que dizem os donos da verdade absoluta e universal do futebol? Nada. O VAR resolve. O tal VAR.

Mas será que algum destes lances pode ter tido influência no jogo? Será que, ao menos, pode ter havido polémica em tanta decisão sempre a beneficiar o mesmo lado? Claro que não! Tudo perfeito.

Meu caros, a realidade virtual deles é esta. É nisto que sonham viver. É isto que os faz viver. Um mundo em que o Benfica seja uma personagem secundária dos passeios deles sem vergonha e sem futebol que se veja porque só pensam em ganhar um campeonato. Um que seja. São capazes de vender as mães para celebrarem um campeonato, por isso acham que o derbi foi um tratado de verdade desportiva. Por isso, cantavam euforicamente perto dos 90 minutos, como se não fossem o Sporting e como se não lhes fosse acontecer alguma coisa inesperada porque são o... Sporting. Claro que aconteceu. O Jonas já marcou ao Sporting. O melhor marcador do campeonato não se deixou embriagar de felicidade por ter assistido pasmado a uma decisão que já todos achávamos impossível, marcar uma falta por mão na bola dentro da área do Sporting a favor do Benfica. O milagre aconteceu, Jonas respondeu com a habitual eficácia.

 

Portanto, na realidade virtual verde e azul, o Benfica continua a mandar nisto tudo com os árbitros, o VAR, os delegados e tudo o mais na mão. Nessas realidades, o Sporting e o Porto jogam um futebol fabuloso muito superior a tudo o resto.

Só que depois vem aquela coisa chata do banho de realidade, do confronto dentro de campo com a bola a rolar. No Dragão, o Porto não foi superior, na Luz o Sporting foi vulgarizado e acabou salvo pelo VAR.

 

Eu vivo bem com as realidades virtuais desde que não me chateiem com palermices. Vivo mal é com o sentimento de impotência em plena Luz com o Benfica a jogar o suficiente para sair com um vitória tranquila de um derbi inquinado. Afinal, vale mesmo a pena viverem em clima de terrorismo permanente sem limites e sem escrúpulos. Pelo menos, os terroristas continuam bem posicionados para sonharem com um título. O problema deles é que o Benfica, mesmo assim, continua vivo e na luta.

Nos últimos 14 derbis na Luz o Sporting ganhou um. Nos últimos seis derbis, o Sporting ganhou um (nos 90 minutos, na Taça de Portugal depois venceu no prolongamento). Nos últimos sete jogos do Benfica contra Porto e Sporting, o Benfica não perdeu nenhum. Esta é a realidade factual.

 

Espero que tenham percebido a coreografia no Topo Sul da Luz. É assim que se responde ao ódio e à inveja. Este é o Registo.

E agora que já vimos a qualidade estrondosa do futebol dos nossos adversários, voltemos a meter o foco nos nossos jogos, juntemo-nos para lutar pelo Penta que é uma realidade bem possível.

 

Eles que voltem à realidade virtual verde e azul com a bênção da toda a imprensa desportiva e geral deste país. Já há noticias da ressaca do Bruno?

Finalmente, a Pausa na Liga com Paz

pedro-proença-fpf.jpe

 

Quatro jornadas disputadas e os reis do barulho de verão estão isolados no comando do campeonato. Fim de Agosto e tudo tranquilo no futebol português. Finalmente, a verdade desportiva chegou a Portugal e, portanto, até é de esperar que aqueles programas que incitam ao ódio anti benfiquista tenham descanso e passem o Música no Coração naqueles horários. Ódio que se faz espalhar um pouco por todo lado, como podemos ver naquele caso bonito, digno e exemplar, na bancada de Paços de Ferreira, no jogo como Vitória SC, quando avô e neto foram corridos para fora do recinto por ousarem vestir camisolas do Benfica. Aconteceu numa Liga que tem como bonitos slogans levar mais gente aos estádios e fair plays e cenas assim...

 

O Benfica perdeu os primeiros pontos. Alegria no ar.

O Sporting cumpriu o seu destino de ganhar todos os jogos nesta temporada. Nada os vai parar. Nem golos fora de horas, nem VAR's. A Battagila , para já, está ganha:

 

 

A paz é tão bonita que os pro activos directores de comunicação & queixinhas estão em profundo silêncio e ainda chocados com o animalesco Eliseu.

Sobre o vídeo de cima nem uma palavra azul e, obviamente, da imagem em baixo nem um comentário verde.

É pena porque o Brahimi é tão feliz em Braga que nos faz lembrar a forma injusta como foi expulso há uns meses no mesmo recinto e a maneira superior como reagiu a tudo. Felizmente, esta época pode explanar toda a sua qualidade futebolística expressada numa imagem:

brahimi.jpg

 Por falar em Braga, e o que dizer das reflexões feitas sobre o facto de Abel Ferreira deixar no banco quatro habituais titulares e entre eles os laterais emprestados pelo Sporting, Esgaio e Jefferson ? Ah, não houve reflexões em saraivada? Que pena...

O Abel podia ter esperado pela pausa de meio mês que o campeonato vai ter mas preferiu fazer descansar meia equipa em plena competição. Bravo, Braga!

Assim dá gosto ver o futebol português em tempo de verão. Tudo está bem quando vai bem.

E aquele fosso competitivo que faz equipas com orçamentos pobres serem carne para canhão?

rp1.jpg

 

Felizmente, o campeonato agora pára e prolonga-se este bom ambiente no futebol português. Assim, sim.

 

 

 

O Triunfo dos Sucateiros

ng5831007.jpg

 Assim que percebeu a distância que tinha de percorrer entre cumprir promessas de ganhar campeonatos e a dura realidade, o presidente do Sporting atirou-se para um caminho que é um caminho sem volta. Atacar o Benfica sempre numa estratégia de vale tudo levando tudo à volta do futebol português para níveis de lodo até aqui desconhecidos. Tudo começou num célebre serão televisivo onde o líder verde atribuiu o sucesso do futebol do Benfica a vouchers. A partir daí foi sempre a descer. A descer o nível das discussões e a descer o sucesso do futebol verde.

O Porto ainda demorou em abraçar a causa do seu histórico aliado. Estavam convencidos que iam conseguir chegar ao título mais depressa e, por isso, entretiveram-se a comprar e a despedir treinadores. Quando perceberam que iam chegar ao 4º ano sem campeonato e sem nenhuma outra conquista, olharam para o seu aliado verde e abraçaram a causa do desespero.

Foi assim que chegámos a este mar de lodo que é o actual futebol português. Ataques sem fim ao Benfica que responde conquistando troféus.

A dada altura os rivais lançam a campanha video árbitro. Pronto, a partir da entrada do VAR acabava-se a campanha de sucessos do Benfica. Junte-se a isto uma inédita novela no canal azul que animou o verão sem futebol e estava montada a estratégia da santa aliança.

Tudo parecia estar a funcionar quando, finalmente, regressa aquela coisa que se joga dentro de um campo relvado, um jogo acessório chamado futebol, aquela partida longe das mesas dos estúdios de televisão e decidida pelos melhores jogadores e treinadores.

O Benfica tetra campeão sem video árbitro deu lugar ao Benfica vencedor da Taça de Portugal no Jamor, vencedor da Supertaça em Aveiro e ao Benfica vencedor na 1ª jornada da Liga NOS, tudo com video árbitro. Assim, dentro de campo reduziu-se a cinzas meses de entulho mediático.

Perguntavam muitos benfiquistas para que era aquele barulho todo quando já se percebeu que Luisão, Fejsa, André Almeida, Jonas, Pizzi, Raul ou Seferovic são imunes a todo aquele terrorismo verbal e escrito?

A resposta está aí.

Façamos um exercício simples. O Benfica venceu as últimas três competições oficiais do futebol português, duas já com video árbitros. Digam-me um jogo dessas três competições que o Benfica tenha vencido da mesma forma que o Sporting nesta 2ª jornada da Liga NOS.

Então, ser incendiário, sucateiro rei do entulho e do lamaçal mediático compensa ou não compensa ?

O Benfica é só Emprestados

emprestad.jpg

 É assim que isto funciona. Somos uns malandros que só compramos para emprestar. Os outros não. Os outros, coitados, só emprestam as pobres crianças formadas desde sempre em Alcochete para crescerem em competição. Como o Gauld. Como o Jefferson. Aliás, bem vistas as coisas, o Sporting já leva tantos ou mais jogadores emprestados por essa primeira liga fora. Até empresta ao Aves que aceitou começar o campeonato muito antes dos outros. Pormenores.

Fenómenos de Verão da Santa Aliança

santa aliança.jpeg

 Os últimos Verões revelaram umas manobras engraçadas por partes do clubes que prometem ganhar tudo aos seus adeptos e acabaram as últimas quatro épocas a ver os benfiquistas festejarem como nunca. É preciso criar uma realidade virtual, um mundo paralelo onde se constroem teorias e loucuras que entretenham os seguidores desesperados por mais um verão tão quente que só lhes faz recordar a seca de títulos dos seus clubes.

 

No Sporting não se fez a coisa por menos. Depois de mais de cem anos de história que resultavam (até 2016) em 18 campeonatos conquistados, desceu um deus à terra para nos ensinar que tudo o que sabíamos era errado! Afinal, o Sporting tem 22 campeonatos ganhos e euforicamente festejados. Como? Num gabinete de comunicação em mais um versão de seca. Mérito para aquela gente que, apesar, de não terem um campeonato para festejar há mais de 15 anos (!), conseguem sempre inventar algo para se sentirem os maiores do mundo naquele intervalo de tempo chamado defeso. Portanto, num verão somaram 4 Ligas e passaram a viver com isso, aldrabam o palmarés em tudo o que é publicação. Até o ilustre sportinguista Rui Miguel Tovar sente vergonha disto.

 

Este ano, coube a vez ao Porto de reinventar a história. Numa comovente relação tórrida, o Porto reconhece que o clube do Bruno passe a ter 22 títulos de campeão nacional. Por sua vez, o Sporting, aquele clube que se dizia diferente, que fazia lutos contra o sistema e que odiava as práticas do Apito Dourado chegando a fazer queixas contra os azuis, agora assiste calado à limpeza da maior aberração jurídica que há memória.
Um clube é punido por corrupção. O clube aceita a punição e comunica que não vai recorrer. 10 anos depois um recurso diz que afinal eles são inocentes.
Agora, os que não recorreram e se aceitaram ser culpados, festejam a sua inocência. Os verdes aplaudem em silêncio ensurdecedor.

Muito engraçados estes Verões com enredos originais e alternativos.

Entretanto, o Benfica ganhou 4 campeonatos seguidos e acabou com aquela discussão que animava os media, qual o clube português mais vencedor?
Calma, o Benfica fez o tetra mas, no fundo, todos sabemos que a resposta à pergunta é: Sporting, claro.

 

 

Um Levezinho e Esquecido Dopado

102529159.jpg

Isto até já tem uns dias e está ao alcance de qualquer pessoa que aceda à revista do Expresso da semana passada. Pelos vistos, no meio de tanto barulho ninguém teve grande vontade em investigar declarações graves do ex treinador da Selecção e, em tempos, do Sporting.

Já que está tanto na moda, podemos pedir para tirar os campeonatos ao Sporting do Liedson? Ah, não existem? Não faz mal, retirem-se aqueles inventados no verão passado, só a título simbólico.

E no último, e tão festejado, título do Porto quem é que estava em campo no clássico do Kelvin? Pois. Também devemos pedir para retirar esse, seus dopados ?
É que o Carlos Queiroz é muito claro, ora atentem:

 

 

Sporting 1 - 1 Benfica: Líderes!

18056293_10158561828340716_1674913384631489177_o.j

Estamos em 2017 e a chegada ao sector visitante do Estádio da "maior potência desportiva nacional" continua a ser uma selvajaria.

Na Luz, qualquer visitante que vá para a sua bancanda, sabe que é escoltado pela polícia, ou junta perto do acesso de entrada ao seu sector, sem ter que se cruzar com adeptos da casa.

Em Alvalade, qualquer adepto da equipa visitante que não esteja com paciência para o cortejo a pé desde a Luz e que opte por fazer a curta viagem em grupo num Táxi/Cabify/Uber, é riscar o que gostam menos, e sair na descida por trás das bombas da BP e MacDonalds nos sinais de trânsito em frente à sua porta de entrada, tem de conviver com gente feia e muito mal vestida em tons de verde. É verdade que há muito policiamento, mas o sentimento de haver confrontos é permanente.

Portanto, "maior potência nacional" do terceiro mundo.

 

O jogo foi vivido pela Santa Aliança como sendo obrigatório a equipa da casa vencer. Os azuis porque não cumpriram a sua parte até aqui e contavam com uma ajudinha dos seus grandes amigos, os verdes porque nasceram só para isto, tentar ganhar derbys e depois irem de férias.

 

O jogo começou da pior maneira possível, e nem estou a falar da apresentação dos jogadores do Sporting nos ecráns do estádio com óculos escuros.

Ederson teve uma péssima recepção de bola e fez um inesperado penálti que deixou o Sporting em vantagem.

O futebol tem destas coisas, há pouco mais de um ano, fomos surpreendidos com a chamada de Ederson para a baliza em pleno derby. Acabou por correr tudo bem, desta vez, faz um penalti.

 

17966329_10158561863630716_8816740185813672237_o.j

 

Trata-se de excesso de confiança. já se tinha visto algo parecido com o Marítimo em casa mas sem consequências. Por um lado é bom, podemos retardar a transferência do guarda redes mostrando este lance infeliz aos possíveis interessados. Por outro é preocupante.Não se pode dar abébias, Ederson.

 

O que interessa é que a equipa do Benfica reagiu bem, com tranquilidade e não perdeu a cabeça. Foi equilibrando o jogo e crescendo na partida.

Já que ainda hoje falam de lances polémicos na Luz no jogo da primeira volta, hoje podemos falar daquela falta sobre grimaldo, da falta de Bruno César sobre Lindelof e do empurrão a Rafa? Ah, se calhar são três penaltis que já nada importam, é isso? O Benfica manda nisto tudo.

 

Muito melhor o Benfica na 2ª parte e o golo do empate a surgir num livre magistral de Lindelof. Uns segundos antes, tiro as medidas à barreira e posicionamento de Rui Patrício e reparo num pano atrás da baliza que diz: "Aqui a festa é verde". E pronto, já se sabe que nestas coisas lagartas isto não falha. Golo do empate, e Alvalade passou a ser só para cânticos de campeões.

 

Perder dois pontos neste terreno é sempre mal mas a 4 jogos do fim há que fazer contas e perceber o contexto. Foi um ponto conquistado com muita luta que dá acesso a 4 jogos finais com vista para o Tetra.