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Red Pass

Rumo ao 37

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Benfica 1 - 3 Moreirense: Afinal, o Pesadelo Não Acabou...

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Hoje não foi um golo no último minuto, não foi uma noite má, nem azarada.
Hoje exigia-se à equipa uma resposta convincente após a noite negra do Jamor. Para ajudar, o futebol do clube teve toda a confiança do seu Presidente que aproveitou o aniversário do Estádio e da sua presidência para dar uma entrevista e discursar durante a semana. Renovou a confiança na equipa técnica e nos jogadores do clube.

Tinha a palavra a equipa do Benfica neste jogo em casa com o Moreirense.

Em dois minutos tudo parecia voltar à normalidade, Jonas e João Félix são as personagens principais das mudanças de Rui Vitória e fabricam o 1-0. Parecia que o mais complicado estava feito.

Puro engano. Foi só um rasgo de qualidade no meio de um descontrolo que se prolongou do Jamor para a Luz de forma surreal. A facilidade com que o Moreirense respondeu e chegou aos 1-3 fez lembrar aquele começo de jogo com o Boavista há dois anos. Também me fez lembrar daquela 5a feira negra, chuvosa, no Algarve em que a equipa Minhota fez a mesma reviravolta para chegar à final da Taça da Liga.

Só que desta vez, esta não é uma derrota isolada. É a terceira derrota seguida da equipa de futebol do Benfica. Uma novidade no reinado de Rui Vitória.

Estava até difícil lidar com todo o cenário. Quis esquecer depressa aquela noite no Jamor mas olhava para o relvado e via as mesmas cores azuis a vencerem por dois golos de vantagem perante o desespero dos vermelhos. Dentro e fora de campo.

Depois de tão inesperada derrota com o Belenenses SAD, os adeptos do Benfica quiseram marcar presença na Luz. Foram quase 50 mil nas bancadas a darem continuidade ao sinal de confiança que veio da presidência.

Mas perante tamanho desastre, a confiança deu lugar à indignação. 1-3 em casa com o Moreirense e ver o experiente Jardel a acabar expulso por impulsos de iniciante é de levar qualquer um ao desespero.

O Moreirense ganhou muito bem, fez por isso e mostrou futebol à altura da dimensão do resultado. Aqui não há dúvidas, parabéns a Ivo Vieira e aos seus jogadores.

As dúvidas moram do lado do Benfica. Não é fácil responder à pergunta mais evidente: o que se passa, Benfica?!

Perante este cenário o treinador do Benfica tinha duas hipóteses, confiava na palavra do Presidente e punha o lugar à disposição ou considerava que mais um resultado anormal, e a primeira sequência de três derrotas seguidas no seu ciclo não eram suficientes para se duvidar da sua validade à frente da equipa. Optou pela segunda dizendo que não é homem de desistir. Se ele acredita e o Presidente também, não há muito mais a fazer. O desafio que se segue é de grau de dificuldade muito elevado. A confiança está muito em baixo e nas bancadas não é melhor.

O Benfica fica a depender da capacidade de equipa técnica e dos seus jogadores para dar a volta a um contexto negro.

 

 

Belenenses 2 - 0 Benfica: SADismo!

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 Há coisas na minha vida que dispensava repetir. Golos fora de horas em Amesterdão, por exemplo. Pior que isso. Após uma derrota com um golo fora de horas em Amesterdão ter que ir ao Jamor e perder. Qual seria a probabilidade de voltarmos a ter duas derrotas seguidas nestes dois estádios? Muito pequena mas aconteceu. É o tipo de coincidências que odeio no futebol. 

Ainda meio encharcado da molha que apanhámos no Jamor, à semelhança da última vez que lá fomos, outra coincidência, está muito difícil de digerir este resultado. 

O Benfica no Jamor fez tudo o que não devia ter feito. Até não entrou mal no jogo mas cedo se viu que a eficácia na hora de finalizar continuava horrível. O expoente máximo foi aquele penalti que Salvio desperdiçou. A partir daí a equipa desligou-se e, muito pior que isso, desconcentrou-se permitindo que o Belenenses saísse de uma complicada situação de poder sofre um golo para ficar a ganhar por dois! Impensável. 

Em poucos minutos o Benfica desperdiçou uma vantagem no jogo, desperdiçou a oportunidade de aproveitar o que de bom apresentou em Amesterdão e desperdiçou o enorme balão de oxigénio que trazia do último jogo no campeonato, a vitória no clássico que tirava o Porto da liderança e colocava o Benfica em boa posição para gerir o topo da Liga. 

Um descontrolo emocional difícil de perceber que levou o Benfica a deitar tudo a perder até ao intervalo no Jamor.

As entradas de Jonas, Castillo e Zivkovic foram só um exemplo de desespero em que a equipa técnica e os jogadores entraram. Apesar de ter havido oportunidade para a equipa marcar, o Benfica nunca esteve perto de empatar o jogo. Aliás, o Belenenses ameaçou mais do que uma vez aumentar a vantagem.

Não foi por falta de aviso, a estreia de Silas nos azuis foi precisamente contra o Benfica no Restelo e já tinha criado muitas dificuldades. Nesse jogo um penalti falhado de Jonas deu lugar a um golo do Belenenses. Lá estão as coincidências. 

Hoje a reacção do Benfica ao penalti falhado foi ainda pior. 

Dantes, quando nestes clássicos tudo corria mal ao Benfica, usava-se o título Pesadelo no Restelo. Agora, Pesadelo no Jamor não serve para nada porque nem rima. Esta jornada para nós é toda surreal. Jogar no Jamor em Outubro, com chuva, à noite, contra uma equipa de futebol de uma SAD que não tem adeptos, que não tem emblema, que não tem história, torna tudo muito, muito estranho.

Mas, que fique claro, que o treinador Silas não tem culpa nenhuma de estar num projecto futebolístico aberrante. Silas continua a mostrar muita personalidade, muita qualidade de jogo e mereceu inteiramente a justa vitória que teve hoje. Não guardou substituições para os descontos, não mandou a sua equipa toda para a frente da baliza nem se pode dizer que tenha abusado do anti-jogo. Silas merecia o Restelo, merecia o carinho de uma massa adepta, merecia um clube a sério. 

 

Hoje, ao Benfica pedia-se uma resposta aquele doloroso golo a fechar o jogo na Holanda. Pedia-se uma vitória para ficar a liderar a Liga sozinho. Pedia-se, se possível, uma exibição agradável. Nada disto aconteceu. 

Olhando para os últimos três anos, com Rui Vitória, arrisco dizer que este foi um jogo à altura do União da Madeira no primeiro ano, do Vitória FC no Bonfim ou do Tondela na Luz na época passada. Para mim, cada um destes jogos foi o pior de cada uma das últimas três temporadas. De todos, este é o que aparece mais cedo na época. Os desaires com o União e Vitória acabaram por não atrapalhar o título de campeão. Mesmo a derrota com o Tondela não impediu que o Benfica chegasse à Champions League. Esta má exibição do Benfica não sei que consequências vai ter mas trouxe um dado novo, a contestação da bancada para com o treinador do Benfica. 

Cabe agora à equipa técnica e aos jogadores darem uma resposta. É que isto hoje foi mau, não há outra maneira de o dizer. 

Espero voltar ao Jamor no dia 26 de Maio. Espero que nessa altura me recorde desta noite como a pior da época. E que não chova, claro. 

Preciso de um banho quente e de recuperar deste pesadelo. 

 

 

 

Ajax 1 - 0 Benfica: Desilusão Arena!

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O novo estádio do Ajax já se chamou ArenA de Amesterdão. O Benfica jogou lá no torneio da cidade em 2009 e venceu a equipa da casa. Uns anos mais tarde, o Ajax não conseguiu atingir a final da Liga Europa que se disputava no seu estádio. O Benfica perdeu essa final de forma inglória com um golo para lá dos 90 minutos. 

O estádio mudou de nome, agora é um justo tributo ao maior génio do futebol holandês, Johan Cruijff ArenA. Actualmente, é o estádio de uma das equipas da moda do futebol europeu. A qualidade de jogo do Ajax de Ten Hag tem encantado quem gosta de futebol. Uma mistura explosiva de referências que o técnico holandês traz dos tempos de Cruijff mais o trabalho que desenvolveu nas camadas jovens do Bayern dos tempos de Pep Guardiola e um conceito de jogo muito próximo do futebol atacante, bonito e da posse de bola. São estas características do treinador do Ajax. A isto junte-se uma mudança de mentalidade do clube ao optar por manter as várias pérolas jovens do plantel, em vez de vendas milionárias. Falamos de Ziyech, De Ligt, Dolberg ou De Jong, por exemplo. O director desportivo, Marc Overmars, manteve este núcleo de jovens jogadores e juntou-lhes reforços experientes como Tadic, Blind ou Labyad. 

O regresso do gigante holandês à Liga dos Campeões aconteceu esta época com uma normal vitória em casa com o AEK e na 2ª jornada surgiu o empate em Munique que alertou o meio mundo que ainda não tinha reparado na qualidade desta equipa.

Por tudo isto, o Benfica tinha uma tarefa muito aliciante pela frente. Este embate duplo com o Ajax é uma boa montra para o Benfica mostrar os seus jovens e o seu futebol enquanto luta directamente com o adversário para seguir em frente na prova. 

A equipa do Benfica, muito apoiada pelos incansáveis adeptos benfiquistas, esteve à altura do desafio e conseguiu repartir com o Ajax as iniciativas atacantes na primeira parte. Nada de novo aqui, com bola o Ajax é sempre muito perigoso e difícil de parar. Criou muitas dificuldades à defesa do Benfica que contou com mais uma noite extraordinária de Odysseas para manter a eficácia defensiva. 

Sempre que podia, o Benfica explorava a velocidade de Rafa e Salvio e a verticalidade de Seferovic. Fica na memória a bela jogada que deixou Salvio na cara do golo mas o argentino preferiu assistir os colegas em vez de rematar para golo. 

O treinador do Ajax sublinhou no final o prazer que teve em ver um jogo tão aberto, tão disputado e com duas equipas a procurarem o golo. Foi mais verdade na primeira parte do que na segunda mas o Benfica procurou sempre equilibrar o jogo e não abdicar da posse de bola. 

O jogo não merecia um empate sem golos, tinha sido noite para um empate com vários golos ou uma vitória para qualquer lado com muitos golos divididos. Mas com o 0-0 a manter-se, terá passado pela cabeça dos jogadores do Benfica que se não desse para ganhar, tinha de dar para pontuar. Perder o jogo é que não podia acontecer. 

Perder o jogo depois do minuto 90 é doloroso. Perder o jogo com uma bola que Conti tenta cortar e não consegue, logo ele que evitou de forma espectacular o 1-0 na primeira parte, é duro. Uma bola que depois até ia para fora mas Grimaldo tenta desviar e acaba na baliza. Perder o jogo nos descontos, neste estádio onde tanto sofremos naquela final da Liga Europa, parece maldição. Para nós esta é a Desilusão Arena. 

Foi um duro golpe nas aspirações do Benfica em continuar na Liga dos Campeões, no entanto, guardo os bons momentos que o Benfica teve nesta noite europeia, que sirvam de motivação para a segunda volta desta fase de grupos com dois jogos na Luz. 

Sertanense 0 - 3 Benfica: O Futuro Hoje

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 Começou o caminho para o Jamor 2018/19. Tal como nas edições mais recentes da Taça de Portugal, o Benfica voltou a conhecer um adversário inédito para inaugurar o caminho que queremos que dure até Maio. Desta vez, saiu em sorteio o Sertanense do terceiro escalão do futebol nacional. 

Lá veio a velha discussão da data e local do jogo. Já não é novidade para ninguém que estes jogos acabem por acontecer num dia de semana à noite, seguem-se compromissos europeus, e também já ninguém estranha que se jogue em casa emprestada do adversário. Tem sido quase sempre assim nos últimos anos. 

Tal como expliquei há uns anos, por altura do Vianense - Benfica, já não me dou ao trabalho de mudar a logisticamente a minha vida profissional e particular para ir ver um jogo destes em casa emprestada. Se for perto da zona onde vivo ainda me esforço, aconteceu com o Real Sport Clube, 1º de Dezembro ou Sintrense, por exemplo. Mas mais longe do que isso não contem comigo. 

Vi pela televisão e fiquei agradado com o resultado. Mas, especialmente, fiquei  muito contente por ter visto a estreia do Jota e a equipa a acabar com seis jogadores de campo formados no Seixal. O futuro é hoje!

Uma palavra para Svilar que ainda fez uma bela defesa, para Corchia que se estreou com a camisola do Glorioso, para Samaris que jogou como capitão, para Rafa que está a ter um arranque de época muito bom, para Jonas que regressou aos golos, para Ferreyra que não merecia que lhe anulassem aquele que era o segundo golo da época. 

Para os miúdos que foram ao jogo apenas deixo a ideia que todos sentimos que é por eles que passa a nossa felicidade daqui para a frente.

Permitam-me só que diga que ver Jota e Félix na mesma equipa num jogo oficial dos seniores do Benfica é de arrepiar. Isto vai ser mágico a partir daqui, putos!

O mais importante era vencer e mostrar que queremos ir ao Jamor. Os tempos mais recentes mostram que estes jogos nunca trazem goleadas que, às vezes, acabam por ser resolvidos com muita dificuldade. Com o Sertanense foi uma vitória tranquila, natural e descansada. Era o que se pedia. 

 

Quanto ao facto do jogo ter sido em Coimbra há que repensar algumas matérias nesta competição. 

Antes disso, um aparte por causa do equipamento do Benfica: não é possível arranjar calções vermelhos? Pessoalmente, não aprecio a cor preta nos calções.

A FPF tem muito mérito em ter modernizado a Taça de Portugal. Tem tido a capacidade de atrair mais clubes para a prova dividindo prémios de jogo interessantes para as equipas dos escalões amadores mas tem que resolver este problema a partir da 3ª eliminatória. 

A FPF tem que admitir que aprova os campos para as primeiras duas rondas sem grande critério. Eu fui ver um jogo da ronda inaugural no Algarve e posso dizer que o relvado do Olhanense estava horrível. Mas foi aprovada a realização do jogo com o Silves lá. O mesmo Olhanense que há um ano foi para o Estádio do Algarve receber o Benfica. 

É preciso explicar a todos os clubes que chegam a esta 3ª ronda que se calharem com uma equipa do primeiro escalão terão de fazer tudo para operarem um milagre, em muitos casos é disso que se trata, para receberem o jogo na sua casa. Relvados dignos, iluminação, bancadas, zona de imprensa, etc... Para isso teriam de contar com o apoio das câmaras municipais, das juntas de freguesia, da FPF e até dos clubes visitantes. Fazer tudo o que for possível para poder jogar na sua casa e dar sentido à aposta da FPF em obrigar estas equipas a jogarem em casa levando o futebol a cantos onde os clubes mais mediáticos nunca vão. 

Ora, não sendo possível cumprir esses requisitos então que se troque a ordem dos jogos. Porque não? É mais apeticível para jogadores, técnicos e  adeptos irem jogar a um estádio emprestado ou terem a experiência, para muitos única, de visitar o Estádio da Luz? Isto é válido para todas as equipas da primeira divisão. Fazia muito mais sentido proporcionar esse momento do que andar por campos emprestados. Esta é a minha opinião sobre a prova. Eu que guarda na memória com carinho as visitas de clubes como Régua, Ponte da Barca, Cartaxo, Estrela de Portalegre, Riachense, Dragões Sandinenses e tantos outros emblemas que um dia, por capricho de um sorteio, puderam pisar o palco da Luz. 

Depois, só mais duas achegas às regras da Taça. Não gosto do sistema de meias finais a duas mãos mas entendo-o do ponto de vista financeiro. Preferia que todas as equipas das ligas profissionais entrassem logo na primeira ronda do que terem mais dois jogos nas meias finais. A outra nota é referente à repescagem que se faz para a 2ª fase. Devia haver mais critério e não ser sorte pura. Uma equipa que cai nos penaltis merecia mais oportunidades que uma equipa que perde 9-0. 

Mas a Taça já está em andamento e o Benfica já passou o primeiro adversário. Interessa é o foco até ao Jamor.

Benfica 1 - 0 Porto: O Nosso Lema é o de Vencer

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 O Benfica chegou a este clássico muito pressionado. Demasiado pressionado para uma jornada 7, diga-se. Tudo porque empatou o derby em casa com o Sporting e voltou a empatar em Chaves num jogo cheio de peripécias. 

Depois, foi a segunda parte em Atenas que assustou os benfiquistas e juntou-se a estatística dos clássicos recentes mais o facto do Porto chegar à Luz à frente na classificação. 

A tudo isto juntou-se a lesão de Jardel, a expulsão de Conti em Chaves, dois jogadores que ficaram assim de fora do clássico, e a expulsão de Rúben Dias na Grécia que deixou o universo benfiquista à beira de um ataque de nervos.

Ainda sem Jonas em forma, sem o efeito explosivo de João Félix, adivinhava-se um fim de tarde complicado para o Benfica neste domingo. 

Muitas teorias à volta dos centrais, muitas dúvidas sobre a opção Lema. 

Terminado o clássico e o que mais li e ouvi da parte de adeptos e observadores deixou-me espantado. Ora, em 2018 toda a gente descobriu que se joga muito pouco futebol em Portugal. O Benfica conquistou uma vitória muito suada e importantíssima mas vamos discutir a qualidade de jogo do clássico.

Meus amigos, somar as primeiras partes dos mais recentes jogos Braga - Sporting e Benfica - Porto é obter um resultado de uma mão cheia de nada, em termos futebolísticos. Mas isso já eu sei há muito tempo. Já o digo e escrevo há muitos anos. Aliás, digam-me lá 5 grandes clássicos, cheio de qualidade de futebol a todos os níveis, que tenham acontecido nos últimos, vá lá, dez anos. Não há. E ninguém quis saber disso para nada nunca. 

Hoje, pelos vistos, está tudo muito preocupado com a qualidade de jogo. 

Já aqui escrevi há uns tempos e vou recuperar essa ideia, quando o Benfica começa a jogar eu não quero viver a festa do futebol, nem estou à espera de um futebol tipo Laranja Mecânica. Eu só quero uma coisa, uma vitória do Benfica. E quanto mais monótona, melhor. Um jogo do Benfica é um assunto muito sério na minha vida. A minha vida é cheia de capítulos de 90' que precisam de ser resolvidos com um triunfo. Se for com uma goleada, melhor. Se for com um recital de bola, muito melhor. Mas não perco o foco, o objectivo é fazer um golo mais que o adversário. Apenas e só isso.

Quando eu vejo um guarda redes histórico, como é Casillas, a levar um cartão amarelo aos 20' da primeira parte por estar a retardar a reposição de bola desde o começo do jogo concluo que a vontade de jogar é pouca. O Porto veio à Luz para não perder o jogo e para perder muito tempo útil de jogo. Foi uma estratégia. Mas influenciou directamente o tempo útil de jogo que deve ter tido uma percentagem ridiculamente baixa. 

O Benfica foi a jogo com Lema ao lado de Rúben, Gabriel no meio e Cervi na esquerda. De resto, tudo igual e expectável para este jogo. E foi muito bem. O Lema jogou e não houve drama nenhum. 

Eu sou do tempo das piores equipas de futebol que o Benfica teve na sua história. Anos 90. Sabem quantas vezes o Porto ganhou para o campeonato na Luz na década de 90? Duas. Isto significa que ganhámos jogos que ninguém esperava com equipas onde o Lema era rei e senhor, se jogasse nessa altura. Quando dramatizam as ausências antes de um clássico esquecem aquele jogo de 2009 e todos aqueles em que andávamos muitos pontos atrás na classificação. O Lema jogou e ganhou porque o nosso lema é o de vencer. Ah, e foi expulso. É que as expulsões para jogadores do Benfica estão muito baratas. Por exemplo, o Otávio teve muito que penar até ser reconhecido com um cartão amarelo. Para os homens da casa até saía à primeira falta. 

Houve muita bola pelo ar, muitas faltas, muito tempo perdido, uma equipa mais interessada em ganhar e outra em sair de Lisboa com a vantagem mínima na tabela classificativa. Que novidade houve neste clássico? Nenhuma. Esta é a história da grande maioria destes jogos. 

As boas notícias para os benfiquistas é que a equipa voltou para a segunda parte ainda mais motivada. Sentiu que podia mesmo vencer. Fez por isso. O Estádio acreditou e, por momentos, virou mesmo inferno da Luz empurrando a sua equipa para um golo que Casillas negou, embora houvesse fora de jogo. Aliás, como na primeira parte também um fora de jogo já tinha invalidado um incrível falhanço de Seferovic.

A grande defesa de Casillas a remate de Gabriel fez temer o pior, o espanhol costuma dar espectáculo na Luz. Mas, desta vez, passados poucos minutos aconteceu mesmo golo de Seferovic. Uma pressão alta, muita luta pela bola, recuperação, assistência inteligente de Pizzi e Seferovic a rematar para o 1-0. 

É para isto que eu vou ao estádio. Para viver e festejar o golo. E logo a seguir ficar angustiado por ver que ainda falta uma eternidade para terminar o jogo.

A partir daí é que se viu o Porto interessado em jogar e chegar ao golo mas o Benfica resistiu com confiança e em harmonia com as bancadas. Foi assim até ao fim. À Benfica! 

Naquele estádio ninguém estava incomodado com uma defesa liderada pelo miúdo Rúben, que fez enorme exibição, diga-se. Ninguém desmotivou o Lema, que não merecia acabar o jogo daquela maneira. De certeza que nestas bancadas estavam companheiros que se habituaram a vibrar com golos ao Porto inesperados de Bruno Basto, por exemplo. Ou de Valdir. Ou de Tahar. Passámos por isso tudo e ainda cá andamos. 

Porque raio íamos vacilar hoje? Isto é o Benfica. E há pouca coisa no mundo mais bonita que a harmonia única da Luz entre equipa e adeptos. Hoje houve.

O Benfica ganhou e ganhou bem. Recuperou a liderança e olha para o horizonte com confiança. Há jogadores a recuperarem que vão dar mais qualidade à equipa. Vencer o Porto antes de mais uma paragem na Liga é moralizante. 

Mas não me venham com a conversa da qualidade de jogo do clássico. Há anos que estes jogos passam ao lado das melhores expectativas. Estas partidas não são para exibições, são para ganhar. 

Agora, se quiserem discutir honestamente a qualidade de futebol da Liga NOS de forma séria e aberta, contem comigo. Mas não passa por clássicos e derbys. Se quiserem discutir que, se calhar, tudo isto é reflexo de Portugal se ter tornado um país de adeptos de sofá e de futebol (mal) falado, também podem contar comigo. Mas para olhar para um clássico e torcer o nariz pela sua qualidade, isso não. Aqui as equipas só querem ganhar. Foi assim na Luz, será assim no Dragão. 

Muito saboroso, este triunfo contra um clube que tudo tem feito para abater o Benfica movidos por um ódio visceral e regional que os cega de raiva. O Benfica ganhou. Tão bom. 

AEK 2 - 3 Benfica: Um Profundo Alívio

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 Vistos e revistos os jogos mais recentes do AEK até esta 3ª feira a conclusão era simples: o Benfica em Atenas só tinha duas hipóteses, ganhar ou vencer. 

Era o que se pedia à equipa de Rui Vitória, entrar no segundo jogo da Champions League de maneira autoritária, assumir de forma convicta o favoritismo e assumir que há muito mais qualidade individual e colectiva na Luz do que algum dia existirá no AEK.

O contexto deste jogo não era o melhor. Pontos perdidos de forma dolorosa no final do jogo de Chaves, baixa de Jardel para os próximos jogos, baixa de Conti para o Clássico que está no horizonte e também influencia pensamentos. A juntar a este quadro uma sequência terrível de derrotas nesta fase da Liga dos Campeões que era urgente travar.

A tudo isto o Benfica respondeu com uma entrada convincente e que nos descansou a todos. Era aquilo que se pedia. Um Benfica forte à procura de chegar ao golo e sem hesitações. 

As apostas do treinador para este jogo foram para Rafa, prémio pelo bom arranque de época, e Conti no lugar de Jardel. Salvio e Gedson regressaram naturalmente aos seus lugares, com Gabriel lesionado e Cervi ficando no banco. 

Foi pelo lado esquerdo que o Benfica deu o mote. Grimaldo sempre muito activo a lançar o ataque descobriu do seu lado várias opções para criar perigo. Foi com toda a naturalidade que o Benfica chegou rapidamente ao 0-2. Seferovic voltou a marcar na Champions e o baixinho Grimaldo fez um simbólico golo de cabeça. 

Estava feito o mais complicado. O Benfica afastava a pressão, deixava os gregos perdidos e mostrava mais eficiência que o Ajax mostrou em Amesterdão quando recebeu o AEK e só começou a marcar na segunda parte. 

Com metade da primeira parte jogada cabia ao Benfica decidir o que queria do jogo. A minha decisão, sentado confortavelmente a ver o jogo à distância na televisão ( a sofrer com a qualidade dos comentários da TVi ) seria de continuar a carregar. Não de forma intensa mas sim de maneira objectiva, tendo bola e procurando sempre aumentar a vantagem. Era a melhor resposta para terminar o ciclo europeu negativo e dava jeito na classificação final ter um saldo bom de golos.

Não sendo possível manter o ritmo, pedia-se então um controlo absoluto do jogo evitando surpresas ou contrariedades. Fico com a ideia que este Benfica ainda precisa de trabalhar muito este aspecto, gerir vantagens, expectativas e controlar bem a posse de bola. O AEK reagiu e até ao intervalo ficava a ideia que o Benfica não se importava de atrair os gregos para o seu meio campo confiando nas saídas rápidas com Salvio e Rafa à cabeça. 

Seria algo para afinar na segunda parte, talvez refrescando as alas, afinal havia Zivkovic e Cervi no banco. Portanto, tudo parecia sobre controlo.

Até que acontece a expulsão de Rúben Dias. Tão desnecessária quanto indiscutível. O jovem central do Benfica não podia nem devia ter perdido o controlo do lance daquela maneira. Primeiro porque já leva mais de um ano a titular no Benfica e, agora na Selecção, depois porque era ele o líder natural da defesa após a lesão de Jardel e, finalmente, porque era tudo o que a equipa não precisava para o segundo tempo.

Entrou Lema, saiu Salvio. Pizzi foi para a direita. Pedia-se concentração, cabeça e foco para reorganizar a equipa. Mas o Benfica que foi para a segunda parte estava no pólo oposto daquele que começou o jogo.

Obviamente que o AEK ia reagir e dar tudo para regressar ao jogo mas não era de esperar uma transformação tão grande que deixou a equipa do Benfica completamente perdida em campo durante largos minutos. Não há explicação para o desnorte defensivo, principalmente a nível posicional, com a equipa a não conseguir ter bola e sempre a correr atrás do adversário. 

O AEK fez o primeiro. O AEK fez o segundo. E quando já se adivinhava o terceiro, apareceu Odysseas Vlachodimos a justificar a sua titularidade. Uma defesa espantosa a negar o hat trick a Klonaridis que já ia festejar a reviravolta no marcador. 

Esse momento teve o condão de fazer regressar a equipa ao jogo. Até aí nada tinha resultado. Nem Pizzi na direita, nem a entrada de Alfa Semedo.

Foi , portanto, o guarda redes a chamar de volta a equipa, Alfa Semedo disse presente e assumiu a bola no meio campo. Correu com a baliza na mente e resolveu rematar cruzado para um golo tão valioso quanto inesperado. Um rasgo individual inspirado naquela defesa fabulosa. A equipa agradeceu e uniu-se, agora sim, de maneira objectiva e determinada. O AEK sentiu o golo e até final a vitória do Benfica não sofreu mais ameaças. 

O objectivo principal foi conseguido, três pontos muito importantes por todas as razões já apontadas. Fim de ciclo negativo na Europa, resposta ao empate de Chaves, ânimo para o clássico, encaixe financeiro e a felicidade de ver um miúdo que já tinha dado um sinal parecido com este na pré época contra o Borussia de Dortmund. 

A diferença entre o Benfica do começo da partida e o da segunda parte é que no final podíamos estar muito mais satisfeitos e até motivados para os próximos duelos e assim sentimo-nos apenas aliviados. Muito aliviados. De respirar fundo e sorrir a olhar para os primeiros três pontos na tabela da Champions. 

Descansar, preparar o clássico e cerrar fileiras para vencer.

Benfica 0 - 2 Bayern: Toda Uma Aborrecida Realidade

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Vivemos tempos muito estranhos à volta do futebol. 

Pessoas que continuam a insistir com casamentos e baptizados no mês de Setembro que estragam a minha folha de presenças seguidas na Luz para ver jogos oficiais do Benfica. Sim, voltou a acontecer. Em 2011 faltei a um Benfica - Vitória SC, em 2013 não apareci num Benfica - Paços de Ferreira e no passado sábado estive ausente no Benfica - Rio Ave. Casamentos e baptizados envolvendo pessoas que muito estimo, familiares e amigos. Ocasiões únicas que obrigam a abrir uma dolorosa excepção no ritual pessoal de ver todos os jogos oficiais do Benfica em casa desde a década de 80. Portanto, Não me lembro do último jogo que perdi em casa para a Taça de Portugal, se aconteceu foi há muitos anos mesmo, não perco um jogo para o campeonato na Luz desde esse baptizado de 2013 e na Taça da Liga a contagem voltou a zeros no sábado. Por isso, não houve crónica. Fica aqui a explicação.

 

Pus-me a pensar há quanto tempo não perco um jogo europeu do Benfica na Luz. Não me lembro de falhar uma noite europeia na Luz. Felizmente, não há muitas celebrações de casamentos ou baptizados a meio da semana. 

Posto isto, percebe-se a motivação e a alegria com que voltei à Luz para o terceiro jogo europeu na Luz da época. O primeiro na fase de grupos da Liga dos Campeões. Este estado de espírito tem tudo a ver com expectativas. Dos três jogos que já fizemos nesta prova, este foi o que encarei de maneira mais tranquila e despreocupada. Eu queria era chegar a esta noite. Andámos a sofrer com PAOK e Fenerbahçe para podermos receber equipas como o Bayern. 

 

Voltando a pegar na frase que abre o texto. Estamos em 2018 e na semana em que estreia a mais espectacular prova de clubes do mundo, Portugal teve a menor audiência televisiva à volta da competição. De repente, o país percebeu que não ia ver o Liverpool, Inter, PSG, Tottenham, Barcelona, Real nem o Benfica. À boa maneira portuguesa, estalou a "guerra" nas redes sociais. Quem se indigna por não ter acesso à Nowo e, por isso, não poder ver o jogo na sua televisão da maneira mais tradicional é acusado de adorar a Sport TV. Quem defende que é preciso estar a par das técnicas de airplay, instalação de Apps, uso de cabos de rede, e afins, é acusado de estar feito com a Eleven Sports que, por sua vez, é acusada de se estar nas tintas para os clientes, especialmente as gerações mais velhas, e encher os seus quadros com profissionais do Porto Canal. 

Tudo isto está exposto publicamente nas redes sociais. A grande conclusão de tudo isto, sem eu querer apontar culpas a ninguém, nem fazer juízos de valor, é que em 2018 é bastante complicado ter acesso às transmissões dos jogos da melhor competição de futebol de clubes do mundo e se quisermos ver resumos somos contemplados com um trabalho que, aqui aponto mesmo o dedo ao péssimo serviço, a TVi nos serve com um programa de rescaldo da Champions League absolutamente ofensivo para quem gosta de futebol. Ao que se junta uns resumos da Eleven Sports sem a qualidade mínima para serem apresentados ao público. 

Como é que é possível andar tão para trás?

 

Para preparar o jogo com o Bayern fui ver com atenção os três últimos jogos deles na Bundesliga. Ora, como o campeonato alemão também passou para a Eleven Sports não consegui ver nenhum deles em directo e para os recuperar tive que procurar meios alternativos. Ao contrário do que possam pensar, eu pago para poder aceder a jogos completos, mesmo que gravados, resumos ou só golos. Invisto mensalmente no acesso ao site instatscout.com e não tenho problema em assumir que mais depressa vou continuar a ser cliente deles do que vou dar dinheiro por um serviço que me promete um Inter - Tottenham e não o transmite de inicio ou que me garante que dá o Benfica - Bayern na Youth League e depois apresenta motivos alheios para não dar. Lamento mas, para já, ficamos assim. 

 

A facilidade com que podemos estudar e preparar a visita do Bayern à Luz dá-nos o conforto de nos sentarmos na cadeira do estádio olhar para a equipa adversária e conhecer bem todos os jogadores do outro lado sem recorrer a cábulas e identificar a forma de jogar logo nos primeiros minutos. Só que esse conforto dá lugar a um sentimento de desespero assim que percebemos que o facto de sabermos tudo sobre eles não quer dizer que possamos evitar que sejam superiores. A forma como o Bayern sai da pressão perto da sua baliza para subir no terreno de maneira natural até servir Lewandowski, que num gesto genial se enquadra para marcar facilmente o golo, é desesperante. Já vimos aquilo antes, ainda o polaco está a puxar o pé atrás já sabemos que vai ser golo e no entanto não estamos a ver como evitar que aquilo tudo volte a acontecer. E voltou. 

 

Há que dizer que o Bayern até surpreendeu com o seu "11" na Luz. Fez seis trocas de jogadores em relação ao último jogo. Último jogo que foi a contar para o campeonato, enquanto que por cá tivemos uma bizarra jornada da Taça da Liga, coisa única entre as melhores Ligas da Europa. Problemas de calendário que eu nunca vou entender. 

Aqui, Niko Kovač, novo treinador do Bayern, que já tinha sido feliz na Luz no Croácia - Inglaterra do Euro 2004, acertou em cheio na gestão da equipa. Destaque para a estreia de Renato Sanches a titular. Ganhou uma nova vida, o puto, ganhou mais uma estrela, a equipa. E, sem ter culpa nenhuma, despoletou mais uma polémica interminável de medição de benfiquismo entre benfiquistas. 

Lá está, vivemos tempos muito estranhos à volta do futebol quando no rescaldo de um jogo com o Bayern o tema é a reacção da Luz ao golo do Renato.

Da minha parte estou muito tranquilo com isto. Nem é preciso chegar ao Rui Costa. Basta relembrar o que escrevi aqui em 2012 quando a Luz recebe com uma ovação o Nuno Gomes vindo do banco do Braga e que ajudou os minhotos a chegarem ao 1-1 de imediato. Também fiz o mesmo reparo quando Iniesta foi a jogo na Luz. Aplaudir, reconhecer a qualidade, retribuir o carinho ou demonstrar apoio a um dos nossos, tudo bem. Mas sempre depois de terminado o jogo. Durante aqueles 90 minutos nada é mais importante que o Benfica. Nem jogadores, nem treinadores, nem casamentos, nem baptizados, mesmo que me tirem do meu lugar. Mas isto é apenas a minha opinião, a minha maneira de ser e a minha forma de pensar e a minha postura no Benfica. Não vou obrigar ninguém a ser como eu, nem é essa a minha ideia. Mas tenho direito a partilhar, explicar e divulgar o meu pensamento.

Voltando ao golo do Renato. Fiquei contente por ele de uma forma racional. Só que no momento estou em modo irracional. Quero um golo é na baliza do Bayern e até podia ser o Renato a marcar que até me dava mais jeito e aí, sim, aplaudia. Sendo que o puto fez o 0-2 para o Bayern não aplaudi. Observei a reacção do miúdo e do estádio. Sinceramente, não me chocou. Nem o facto dele não festejar, nem a espontaneidade dos aplausos. Eu não sou assim mas acho que o Renato merece muito este carinho por tudo o que nos deu, por tudo o que lhe fizeram de mal e pelo ano difícil que passou, onde foi dado como acabado. 

 

Ainda recorrendo ao arquivo do blogue, eu já expliquei uma vez como vivo estas noites contra estes gigantes da Europa. Na noite em que Messi trocou de camisola com o seu ídolo Aimar, do Benfica, eu escrevi algo que continua a ser válido hoje. A minha coerência futebolística ajusta-se nestas noites. O que pensava em 2012 ainda penso hoje. Acho que estas noites contra equipas como o Bayern são para desfrutar. Mais do que para julgar um treinador, uma equipa, um plantel, são para apreciar. Vamos sempre com a ilusão que aconteça uma noite monumental para a nossa equipa a coincidir com uma noite infeliz do adversário. É essa a magia do futebol. Mas sabemos que se tudo correr dentro da lógica o resultado vai ser negativo. Foi o que aconteceu hoje. Tal como em 2012. Felizmente, a história do Benfica está carregada de noites épicas e lendárias em que o nosso clube se agigantou dentro, e fora, do relvado. Já aconteceu muitas vezes desde os anos 50, por isso é que temos duas Taças dos Campeões no nosso Museu, por isso é que temos presenças em tantas finais europeias, por isso é que estes gigantes nos tratam com tanto respeito antes e depois dos jogos. Vai voltar a acontecer, claro. Esta não foi uma dessas noites. O Bayern é melhor. Se tudo correr bem há de mostrar a sua força nos outros cinco jogos e se o Benfica cumprir a sua parte, continuará na Europa depois de Dezembro. 

Este primeiro jogo foi para apreciar. O próximo tem que ser para vencer na Grécia.
Quando ganhámos ao Manchester United e Liverpool com jogadores como grande Beto em campo, não passámos a ser a melhor equipa de futebol da Europa, apesar da nação benfiquista ter ficado, e bem, em euforia descontrolada. Assim como quando perdemos com o Bayern e Barcelona na Luz por 0-2 não passamos a ser um lixo no contexto das provas da UEFA. Nós somos o Benfica e isso chega-nos. Ou devia chegar, já não sei. Vivemos tempos muito estranhos à volta do futebol. É esta a nossa aborrecida realidade. 

 

 

Benfica 2 - 0 Aves: Pessoal, Que Desprezo é Esse?!

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Na época de todos os ataques contra o Sport Lisboa e Benfica, numa escala nunca vista em Portugal, a sua equipa de futebol voltou a dar uma demonstração de grandeza e de como nada disto bate certo. 

Se o Benfica criou um sistema que lhe facilita a vida no futebol para ganhar mais que os outros porque é que eu aos 70 minutos de um jogo com o Aves em casa estou a ficar sem fome, apesar de não ter almoçado, estou a vislumbrar insónias, apesar de me ter deitado tardíssimo por causa do Lisboa Dance Festival e ter madrugado no dia jogo? 

O golo de Jonas aos 71 minutos foi arrancado a ferros, foi mais uma jogada só possível pela qualidade superior do nosso "10" mas também pelo remate de Fejsa e pela insistência de Cervi.

Se o Benfica tem a vida assim tão facilitada porque é que sofremos tanto? 

Eu dou a resposta, porque ninguém nos dá nada! Ninguém facilita nada contra o Benfica. 

Numa realidade paralela que foi sendo construída desde o título de 2014 e elevada a uma dimensão gigantesca no verão de 2017, o Benfica é um malandro que só ganha porque controla tudo e todos. 

Na realidade, tal como ela é, eu sou um adepto que nos últimos quatro anos tenho visto a maior parte dos jogos do Benfica nos estádios e posso garantir que a maioria deles foi ganha na raça como este com o Aves. 

 

Neste contexto permitam-me que expressa a minha revolta por ver os adeptos do Benfica na Luz alheados da realidade. 

O jogo termina, sofremos juntos mais de uma hora com um empate a zero, pensámos mil um cenários até aparecer essa entidade superior chamada Jonas, vibrámos com mais um golo do nosso Rúben Dias. Vivemos os últimos minutos aliviados, com o sentimento que o fim de semana estava a correr lindamente, com vontade de ir jantar com amigos e fazer planos bonitos em família para domingo. Tudo porque o objectivo principal estava cumprido.

O jogo termina, os suplentes e a equipa técnica entram em campo para celebrar com os 11 jogadores que terminaram a partida. Felizes, aliviados e com vontade de agradecer a presença e o apoio de mais de 50 mil adeptos na Luz. Mas quando olham para as bancadas, enquanto arranca o "hino" a imagem é desoladora. A maior parte dos benfiquistas já estão do lado de fora do estádio, muitos dos que ainda lá estão nem olham para o relvado e dirigem-se cheios de pressa para as saídas. Isto enquanto os nossos homens, juntos, aplaudem os poucos que ainda lá estão.

Isto não devia ser assim. Não pode ser assim. Os benfiquistas deviam esperar mais uns míseros minutos para aplaudir e agradecer o esforço dos nossos, mostrar-lhes que estamos juntos. Não é nas hashtags das redes sociais que a coisa funciona, isso é realidade paralela. 

É um gesto cultural, educacional até. Ficar mais uns minutos depois do fim do jogo e respeitar a saída dos homens que carregam a felicidade dos nossos dias naqueles pés. 

Eu não acho piada nenhuma aqueles rituais da moda que obrigam os jogadores a irem a vários pontos dos estádios fazer coreografias de plástico e importadas de outras paragens como suposto agradecimento aos seus adeptos. Dispenso isso tudo. Apenas peço que a equipa tenha a dignidade de se juntar, olhar para as bancadas e de cabeça bem levantada agradeça a presença e apoio. Nada mais. E até estou bem à vontade para falar disto porque já tenho aqui criticado ocasiões em que os jogadores se esquecem dos seus adeptos e saem apressados. 

Aqui é ao contrário, na Luz despreza-se aqueles minutos de felicidade e de alivio que faz com a nossa vida seja melhor até aos próximos 90 minutos.

Desculpem o desabafo mas não consigo mesmo entender.

 Quanto ao jogo, agora é fácil dizer que Rui Vitória devia ter começado com um esquema de 4-4-2 com Raul no lugar de João Carvalho. Não sei se a equipa técnica durante a semana chegou a ponderar essa mudança, sei que nós enquanto observadores e adeptos passamos muito tempo a pensar no futebol da nossa equipa e equacionamos todas as hipóteses. Mas mesmo que se defenda esta alteração por ausencia do Pizzi há sempre bons argumentos para sustentar a continuidade do 4-3-3. Desde logo uma nova oportunidade a João Carvalho e, a mais forte de todas, é que tem resultado bem e até serviu para golear o último adversário. 

Desta vez, o muro do Aves foi mais resistente e o futebol dinamico construído pelas alas não estava a chegar para colocar problemas a Adriano. A defesa do Aves esteve muito confortável com o 4-2-3-1 de José Mota. 

Foi mesmo preciso recorrer a Raul Jimenez para abrir o ataque do Benfica e dar mais garra também. Foi tudo construído em tempo útil, a partir dos 70 minutos é quando entramos ali na zona vermelha das emoções, portanto, o 2-0 feito na recta final do jogo é justo. 

O que nos faz sair da Luz de cabeça levantada é o sentimento que sofremos muito para ganhar 3 pontos. Só com a nossa qualidade e luta. Sem truques de golos para lá do tempo, sem VAR's, sem lances polémicos, sem protagonismo de árbitros e terceiros. Esta é a realidade. 

E isto nao deve ser desprezado, caros companheiros de bancada. Nem que fosse só por estarmos a ver a evolução de uma Lenda chamada Jonas ao vivo. 

 

Há Quatro Anos Despedi-me Assim de Eusébio

 

Nasci em Abril de 1973 em Moçambique. Vim logo para Lisboa e os meus pais foram viver para a rua em frente ao Califa onde havia uma paragem de eléctricos e autocarros. A paragem em que o povo saía e rumava a pé para a Luz subindo a rua onde eu ia viver mais de três décadas da minha vida.

 

Tinha eu dois meses e meio de vida e o Benfica ganhava 6-0 ao Montijo e sagrava-se campeão nacional. Marcaram Toni e Jordão, pelos humanos. Eusébio fez quatro golinhos.

Esta introdução serve para explicar que não faço a menor ideia qual foi o momento em que deixei o Benfica entrar na minha vida, eu é que entrei na vida do Benfica sem ter consciência disso. Já fazia parte do universo encarnado por defeito. O Estádio ao lado de casa, o povo benfiquista a passar à minha porta aos domingos e quartas à noite, estava tudo feito mas faltava o empurrão. 

O pai da minha mãe, o avô Alberto, fez o resto ao passar-me aquele benfiquismo lindo cada vez que ia lá a casa ver a bola, como se dizia. O padrinho da minha irmã, o tio Victor, criou definitivamente o monstro (eu) ao levar-me para o Estádio quando a família achou que eu já tinha idade para isso.

Até ao dia que entrei na Luz para ver um jogo a sério ficou muito tempo para trás de sonhos a ouvir relatos e, raramente, a ver na televisão com um curioso ritual. Se era jogo europeu, quarta feira à noite, ficava na varanda virada para a rua do califa a olhar fixamente para o impressionante clarão que rompia o negro da noite por trás daqueles prédios vermelhos mais perto do estádio com a janela um pouco aberta para ouvir o , igualmente, impressionante barulho do povo a gritar cada golo. Ainda hoje tenho na mente esse som maravilhoso! Ouvia o relato e assim que se começava a gritar golo na rádio tirava o som para ouvir o verdadeiro "bruá" da Catedral. Era um quadro mágico, o clarão das luzes a iluminar o céu e o som do golo festejado.

Nos jogos de dia ligava o rádio e ouvia os relatos enquanto reproduzia o jogo na alcatifa em cima do tapete do Subbuteo. E tão feliz que uma criança pode ser assim, nem imaginam.

 

Foi também nesta fase pré Estádio que descobri que uma década antes o Benfica tinha dominado a Europa do futebol e que havia muitos jogadores para descobrir além daqueles que jogavam na altura. O avô Alberto contava histórias sobre o Benfica europeu, sobre campeonatos nacionais ganhos, sobre os Magriços e de como era bom ganhar ao Sporting. O tio Victor explicava o problema de sucessão dos grandes craques dos anos 60, das esperanças que tinha nos novos miúdos e de como era bom ganhar ao Sporting. Em comum havia sempre um nome: Eusébio. Já uma lenda na minha cabeça e mal tinha ele acabado de jogar.

 

Depois veio a escola primária, a preparatória e o Liceu. Não poucas vezes ao dizer alto o nome e a naturalidade , Moçambique, recorde-se, o eco era repetido: terra do Eusébio! O orgulho que eu tenho de ter nascido no país do Eusébio!

Frequentei as escolas de Benfica, perto de casa e perto da Luz. Rapidamente as idas ao estádio em dias de jogo se tornaram curtas. Era preciso ir lá ver treinos, estar perto dos jogadores, ver as imensas bancadas despidas, viver o Benfica. Assim foi fácil para mim ter o primeiro encontro com Eusébio relativamente cedo.

Começo dos anos 80, fim de tarde da Luz. Porta principal ao pé da águia de pedra, passam alguns jogadores a caminho dos seus carros e simpaticamente distribuem fotos autografadas a quem os esperava. De repente vejo Eusébio a poucos metros de mim. Eu, que nem 10 anos tinha e andava ali a pedir autógrafos e "bacalhaus" a tudo o que tivesse pernas e saísse da porta dos balneários, fiquei siderado! Não tive reacção, não pedi nada, não falei, ele passou-me a mão pela cabeça e riu-se. Fiquei horas com aquela imagem na mente, o Eusébio tocou-me.

 

E aqui começou uma relação que até hoje nunca consegui clarificar na minha vida. Eu recebi o Eusébio como herança e já em formato de lenda. Mas ao mesmo tempo ele estava ali bem perto de carne e osso.

Mais tarde descobri que Eusébio morava perto da Estrada de Benfica. Foi num daquelas noites de inverno que perto da escola ia com a minha mãe à papelaria, do outro lado da estrada vi Eusébio a sair de um carro. Gritei para a minha mãe que tinha de ir pedir um autógrafo, desatei a correr em direcção a ele para lhe dizer que o primeiro livro que escolhi para ler na biblioteca da escola era sobre o Mundial de 1966. Pelo meio ficou a Dalila em pânico depois de me ver cruzar a estrada de Benfica sem pestanejar. Eusébio ouviu-me, deu-me o autógrafo, esperou pela minha mãe e disse-me para não voltar a atravessar assim a estrada.

A partir daqui cruzei-me com o Rei muitas vezes, felizmente, e sempre com sorrisos à mistura.

 

Foi à conta dele que fiz coisas sem grande sentido para as pessoas que conviveram comigo ao longo dos anos. Tais como ver os jogos inteiros de Portugal em 1966. É estúpido, um gajo já sabe quanto fica o jogo e quem marca os golos. Pois é mas aquilo é magia pura. Mais tarde consegui ver jogos inteiros do Benfica nas caminhadas triunfantes na Taça dos Campeões Europeus. Impressionante!

 

Entretanto, ia crescendo a ver o Benfica. As inesquecíveis noites europeias dos anos 80 na Luz vi com o meu pai, sportinguista, que torcia pelo Benfica na Europa muito por culpa de Eusébio e companhia e nos jogos de domingo à tarde passei a ir com a rapaziada lá da rua.

Habituei-me a ver Eusébio nas equipas técnicas do Benfica, a trabalhar na formação do clube e , mais tarde, como embaixador ou algo assim parecido.

 

Ainda ele fazia parte da equipa técnica como treinador de guarda redes fez-se um passatempo no campo de treinos nº2. Foram às escolas ali da zona convidar os alunos a aderirem a um desafio que era ir defender um penalti do Eusébio para ganhar bilhetes para um jogo europeu. Obviamente fui. Era malta a perder de vista e o bom do Eusébio ali a chutar a tarde toda. Até chegar a minha vez ninguém tinha defendido nada. Recordo-me de estar na baliza, sendo que nessa altura eu tinha a mania que era o Bento nos jogos de rua, e em vez de olhar para a bola fixei o olhar na figura do King. Ele chutou e eu nem vi onde é que a bola entrou, ao ouvir aquele barulho romântico da bola a enrolar-se nas redes saí disparado da baliza para o abraçar perante os protestos dos organizadores. E então , ganhei o bilhete? Claro que não, ganhei um abraço ao Eusébio!

Lembro-me de contar isto em casa todo orgulhoso perante o sorriso de aprovação da minha mãe. Depois a magia acabou quando o meu pai, sempre bem mais realista, fez uma observação pertinente: "Olha lá, mas tu não tinhas aulas à tarde?". Uma criança sofre muito, todos sabemos...

 

Aos poucos percebi que o Eusébio era uma lenda viva demasiado grande para um clube que inevitavelmente ia perder grandiosidade. Habituei-me a um grau de exigência nas bancadas da Luz que roçava o lunático! O Benfica a construir goleadas de 7, 8, 9-0 ao Penafiel, ao Varzim, ao Vitória de Guimarães e eu nunca pude festejar dignamente essas "tareias" porque à minha volta todos eram mais velhos e encolhiam os ombros. "Isto com o Eusébio eram 14 ou 15."

Eu cresci com os ressacados do maior Benfica da história.

 

 

Em 1982/83 vi o melhor Benfica da minha vida. Fui a todos os jogos na Luz, portugueses e europeus, e nunca senti aquelas bancadas verdadeiramente rendidas aquela equipa. Criticavam o Nené, imagine-se! Para mim era maravilhoso ver aquele Benfica jogar mas depois da final perdida com o Anderlecht percebi que, realmente, faltava ali qualquer coisa para ser um Benfica à altura do Benfica de... Eusébio.

 

Depois vieram as lições nobres. Quando eu mostrava orgulho na pêra que o Bento deu ao Manuel Fernandes o avô Alberto explicava que isso já não era o Benfica dele. Ele viu o Eusébio a marcar um golo ao Yashin e em vez de ir festejar foi cumprimentá-lo, ele viu o Eusébio rematar dramaticamente para o golo na final que dava a 3ª Taça dos Campeões ao Benfica em pleno Wembley contra o Manchester United e ao ver que o inglês defendeu valentemente foi dar-lhe os parabéns pela defesa e aplaudiu!

 

Por isso é que 48 anos depois vemos o Old Trafford a aplaudir de pé comoventemente o minuto de silêncio do King.

E é aqui que quero chegar. A grandiosidade, a nobreza, o nome de Glorioso, foi tudo erguido a partir das conquistas internas e externas das equipas onde brilhou Eusébio. Obviamente não vamos esquecer todos os outros grandes nomes que jogaram com ele, que jogaram antes dele e alguns que apareceram já depois da sua retirada. A verdade é que Eusébio pelos seus golos, pela sua educação, pela sua humildade, pela sua figura, encarnou o Benfica e engrandeceu-o à escala planetária.

 

Já me aconteceu em Espanha, na Holanda, em França e , principalmente, em Inglaterra ver e ouvir reacções incríveis só pelo facto das pessoas verem o emblema do Benfica num casaco, numa camisola, num cachecol! Sem eu abrir a boca fui cumprimentado ao som de : "Benfica! EUSÉBIO!" É assim em todo o mundo.

 

Esta foi a herança mais valiosa e pesada que Eusébio deixou ao Benfica, o respeito! O outro nome do Sport Lisboa e Benfica no mundo é Eusébio. O respeito e admiração que as pessoas têm pelo nosso emblema deve-se muito a Eusébio.

 

Infelizmente, Eusébio morreu hoje. O Eusébio dos autógrafos, dos sorrisos na rua, dos acenos, o homem desapareceu. A lenda continua, já era maior que ele há 40 anos quando eu nasci, vai ficar ainda maior.

Benfica 2 - 2 Portimonense: 2ª Parte Inaceitável!

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 Por alturas da conquista da Taça de Portugal em Maio deixei aqui um recado a todos os benfiquistas que viraram costas à cerimónia da entrega da taça. Pedi que nunca se cansem de vencem. Nunca desprezem a conquista de um troféu. Nunca deixem de festejar um triunfo do Benfica numa competição. Nunca pensem que será sempre assim ou que é fácil.

Isto aconteceu a meio deste ano e nunca me passou pela cabeça voltar aqui ao assunto. Muito menos para mudar o foco para jogadores.

Sim, desta vez a mensagem para os jogadores. Isto é o Benfica e aqui ninguém se pode cansar de ganhar. Somar triunfos e títulos nunca pode ser aborrecido nem um problema, tem que ser a normalidade do clube. Noites más todos temos, jogos de desfecho injusto podem acontecer, surpresas desagradáveis em jogos que não era suposto perder fazem parte do futebol. Agora, achar que a tarefa está concluída antes de tempo ou deixar o destino em mãos alheias é inaceitável. Hoje tenho que pedir aos jogadores que representam o clube, não se cansem de vencer. Não se cansem de jogar finais, não se cansem chegar mais longe. Isso não faz sentido.

Não é aceitável deixar o Portimonense voltar ao jogo depois de uma vantagem de dois golos. Como disse o Jonas, não é aceitável deixar o adversário jogar à vontade. Havia um objectivo para cumprir, não eram só os 3 pontos, era necessário também fazer golos e criar pressão nas outras equipas.

O Benfica vinha de uma bela exibição no campeonato, começa o jogo na Luz a vencer com um bonito golo, chega ao 2-0 e tem tudo para fazer do último jogo na Luz em 2017 uma digna despedida.

Inexplicavelmente, na segunda parte a equipa eclipsou-se!

Todos os jogadores do Benfica precisam de renovar a ambição a cada jogo. Tem sido assim, pelo menos, nos últimos quatro anos. Hoje não era noite para facilitar. Mais de 20 mil adeptos disseram presente nas bancadas numa 4ª feira à noite antes do Natal. As escolhas de Rui Vitória foram no sentido de levar muito a sério a partida e, por isso, só aconteceram 3 alterações de campo mais o guarda redes. Nada fazia prever um final tão amargo mas foi o que aconteceu.

A sério, nunca se cansem de ganhar.