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Red Pass

Rumo ao 37

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Gil Vicente 0 - 5 Benfica: Este Campeonato Não Merece Este Benfica

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Depois do circo à volta do nome de um treinador rival, passou-se uma semana a falar do árbitro escolhido para este jogo do Benfica. O tal Capela, que a mim só me faz lembrar uma expulsão a Pablo Aimar em Olhão, antes de um importante clássico, e outra expulsão épica de Cardozo num derby na Luz em que CarDeuz deu um murro na relva e foi de vela, expulso pelo Capela.
Uma festa, rosnaram os azuis, choraram os verdes e até Zé Mota ouviu vozes do outro lado do mundo!

Depois começa o jogo e acontece mais um recital de bola do Benfica, com um futebol de ataque irresistível, jogadas bonitas ao primeiro toque e golos para todos os gostos e feitios.
Fico chateado com este tipo de exibições do meu clube porque acho que são mesmo pérolas a porcos, o futebol português não merece uma equipa a jogar futebol deste nível. Claro que nós, adeptos benfiquistas, merecemos isto tudo e muito mais mas todos os outros não! Mereciam é que o Benfica não mostrasse mais do que duas ou três jogadas vistosas por encontro e chegasse à vitória de penalti. Podia ser com um daqueles sete que o Capela deu ao Porto em 12 jogos que arbitrou.

 

Felizmente, nos últimos anos o Benfica voltou a estar sempre na luta pelo primeiro lugar. Voltámos ao nosso lugar de conviver em busca da glória semana a semana, jogo a jogo e por isso a conversa de colinho já não tem qualquer efeito negativo no clube ao contrário do que acontecia até há pouco tempo. Habituámo-nos a ver o nosso excelente futebol ser reduzido por rivais, imprensa, observadores e comentadores a ... colinho.

Quando se ganha um campeonato nacional com David Luiz, Aimar, Saviola, Di Maria, Ramires, Fábio Coentrão e Cardozo, tudo rapaziada que não joga mal à bola, convenhamos, e a justificação para o sucesso é colinho, em vez de nos questionarmos como é que um Braga conseguiu lutar até ao último minuto contra esta equipa, está tudo dito sobre o futebol português.

A partir daqui foi remédio santo, quando se levanta a questão do colinho, como tanto se tem feito este ano, e o Benfica responde com uns meros 0-5 no Minho é a maior prova que estamos vacinados. Repito, não merecem este futebol.

 

Já nós, adeptos, sabemos a equipa que temos e sentimos que grandes dias estão para acontecer. Por isso, vivemos cada jogo como se vivem os grandes momentos da vida.

Acredito que qualquer benfiquista prefira assistir as estas jornadas no estádio ao lado da equipa, embora saiba de quem não tenha paciência para a logística envolvente e não se importe de ver confortavelmente na televisão mas são uma minoria.

Da minha parte, se pudesse, via todo e qualquer jogo do Benfica ao vivo. Entre outras razões, odeio ver na televisão porque não gosto das realizações, dos comentários e tudo me deixa nervoso, além de saber que vou saber que o meu clube marcou uns bons segundos depois de a coisa ter acontecido no local.

 

Decidir ir para Barcelos a meio de um fim de semana prolongado pode trazer um certo desconforto caseiro. Está bom tempo a sul, a minha mulher é lá que tem a família, e seria uma óptima oportunidade para um retiro ao sol e um regresso calmo com passagem por casa da minha mãe para lhe dar um beijo neste dia que alguém resolveu dedicar a elas. Felizmente, que tenho uma mulher que lida com toda a naturalidade do mundo à explicação do "eu tenho de ir para Barcelos" e uma mãe que me avisa "oh, filho o importante é o Benfica ganhar". Caminho livre para Barcelos.

 

Amigos reunidos, carros organizados e objectivo definido: ir apoiar o Maior e atacar a gastronomia local. Sendo que "local" aqui é em sentido alargado. Sair de Lisboa de manhã e parar em Torres Vedras para uma sandes de cozido com umas minis. Que pequeno almoço à campeão!

Bom mote para uma viagem até Poiares, São Roque, perto de Ponte de Lima. Taberna do Afonso, casa familiar com paredes de pedra que serve um bacalhau assado fortíssimo com azeite, tal como umas costeletas de tamanho xxl de óptima qualidade. Broa a acompanhar e malga de vinho verde tinto sempre cheia. Antes da abaladiça, um pouco de queijo com marmelada e maçã. Agora, sim, a ida para o estádio Cidade de Barcelos estava acautelada.

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Entrar na bancada e perceber que Sulejmani está no lugar de Salvio em vez de Ola John ou Talisca. Parecia boa ideia. Foi boa ideia.

De estômago bem forrado, ali de pé preparado para sofrer na penúltima saída do campeonato rapidamente deu para perceber que o cinzento do céu não ia alastrar à nossa exibição.

Portugal é assim, nós ali em pleno Minho à chuva, com temperatura fresquinha, o céu bem carregado no seu cinzentismo tão nortenho e no telemóvel uma fotografia de uma praia do Algarve cheia de sol e céu azul com um irónico aviso: aqui também chove. Sim, também gosto muito de ti, mulher!

 

Fácil, bonito, empolgante, contagiante, assim foi o futebol do Benfica que rapidamente tratou de pôr as bancadas em festa total. Tanta ganância barcelense em sacar dinheiro aos adeptos deu num triste cenário de bancadas com muitas cadeiras vazias. Mais uma vez, não merecem o futebol do Benfica.

 

A facilidade com que chegámos ao intervalo a ganhar 0-2 não me deixava tranquilo. Lembrava-me de duas ocasiões em que vi este confronto lá longe no Algarve. Ganhávamos 0-2 e acabou 2-2 acabnado eu a dar um murro na parede que assustou familiares menos preparados para finais dramáticos futebolísticos. O outro foi o da época passada, mais um dramático empate que nem é bom lembrar.

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A jogarem para a nossa baliza, os rapazes não abrandaram o ritmo, e mesmo com a triste saída de Gaitan, a equipa veio fazer 3 golos do nosso lado. Jonas e Lima, uma dupla que dá ainda mais gosto ver quando estamos tão perto do relvado de frente para eles.

Samaris, Fejsa, Ruben Amorim, Pizzi e Talisca, todos a tratarem a bola por tu e com vontade de a fazer circular rumo ao golo. Jardel e Luisão a subirem, sente-se que vem aí golo. E Maxi? que exibição!

São 90 minutos em que tudo parece estar correcto no mundo e que dão todo o sentido à vida. Se fizemos estas centenas de km's para ver o Benfica foi porque o clube só tinha coisas boa para retribuir. Uma viagem em que se festeja mais uma vitória sobre o rival em futsal. Mais uma facada no maior ecletismo do planeta e um excelente tónico para uma caminhada ainda mais animada. O golo de Xavier na vitória da equipa B e uma goleada a deixar o Benfica à beira do Bi-campeonato. Que dia!

Tão bom para nós e que deve doer tanto aos outros. O Colinho é isto, obrigado por terem inventado a expressão.

 

O regresso numa noite de inverno com paragem em Matosinhos para uma francesinha não podia ser mais épico. No Requinte sala cheia e durante a espera um encontro imediato entre dois grupos de adeptos apaixonados pelos seus clubes. Nós e cerca de 30 flavienses!

Uma turma que vinha de Olhão decepcionada com a derrota do Chaves na luta pela subida. Por 100€ cada um deles, homens e mulheres, tiveram direito a voo de ida e volta, carro alugado, alojamento e bilhete do jogo. Só a equipa falhou. Dizem ter saudades de Norton de Matos e prometeram depois do repasto uma viagem rápida para Chaves para receberem a equipa com alguns recados.

Lá dentro, a meio do jantar, da nossa mesa cantou-se "nós só queremos o Chaves na 1ª". Animámos aquela gente que comia em silêncio. Retribuíram a simpatia e saíram mais motivados.

Mais um dia à Benfica. Estou saciado. Gastronomicamente e futebolisticamente. Podem voltar para o vosso circo até ao jogo com o Penafiel.

 

 

 

Em Barcelos O Jogo Começa 0-0

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É natural que depois da tensão do clássico haja da parte dos benfiquistas um certo sentimento de alivio por olhar em frente e ver que só faltam quatro jogos para serem felizes. Desses quatro só precisamos de vencer três para concretizar o grande objectivo da época.

Feito o rescaldo do clássico, vistas e revistas a bonitas imagens da Luz que correram o mundo, encerrada a polémica com o nome do treinador do Porto que resultou em bons momentos de humor, temos que fazer um "reset", respirar fundo e recomeçar tudo de novo.

É que nada, absolutamente nada, está ganho. O que nos espera em Barcelos é precisamente o mesmo que nos esperava em Arouca, Moreira de Cónegos, Paços de Ferreira ou Vila do Conde. E , como sabemos, nestas últimos duas deslocações tudo correu mal. Não é preciso lembrar como é que num jogo em que falhámos um penalti e acertámos várias vezes nos postes acabámos a perder no último minuto. Nem a maneira como deixámos o Rio Ave recuperar do 0-1 para o 2-1. É sempre complicado.

 

Vamos para Barcelos com a moral em alta e a motivação de concretizar um objectivo que escapa ao clube há duas décadas, festejar dois campeonatos seguidos. Mas isso não muda nada no marcador. Quando o jogo começar vai estar 0-0 e vamos ter muito que lutar e sofrer para trazer os 3 pontos.

 

É que o Gil Vicente nem é o adversário mais simpático para as nossas cores em termos de deslizes. Em 17 jogos para o campeonato o Benfica já saiu de Barcelos a perder pontos por 6 vezes. Duas derrotas e quatro empates.

Mesmo no reinado de Jesus os jogos contra o Gilé nunca foram fáceis. Basta lembrar a época passada...

 

Pessoalmente, já vi este confronto fora da Luz em três estádios diferentes. Curiosamente, a primeira vez que assisti a um Gil Vicente - Benfica o jogo foi na Póvoa de Varzim. Setembro de 1996, aproveitei a boleia de um casal amigo que ia comprar mobília a Paços de Ferreira para os convencer na volta a irmos à Póvoa ver o jogo. Ganhámos por 0-3 com golos de Hélder e Donizete que bisou.

Depois em Outubro de 1999 vi no Estádio 1º de Maio uma vitória por 0-2, golos de Manniche e Calado.
O Gil Vicente andava a receber os grandes fora de Barcelos por causa das transmissões televisivas serem à noite. Por isso, nunca cheguei a ver o Benfica no seu antigo campo Adelino Ribeiro Novo.

Em Outubro de 2004 vi, finalmente, o Benfica em Barcelos. Já no novo Estádio Cidade de Barcelos e a convite do Vítor Pimenta, fisioterapeuta no Gil e antigo companheiro de liceu que agora está no Varzim. Fui com o meu amigo do norte, Pedro Varela, para a bancada de sócios do Gil. Foi quando aprendi que lá grita-se pelo Gilé, por uma questão fonética. O jogo foi muito complicado, Nandinho deu vantagem aos da casa perto do intervalo. O empate só chegou aos 90' num livre de Simão Sabrosa que de tanto festejar afastei toda a gente à minha volta. Na bancada adversária, note-se.

 

Isto tudo só para relembrar que nada está ganho e que ainda vamos ter muito que sofrer se queremos ser felizes. Este vai ser só mais um passo rumo ao objectivo que começámos a perseguir em Agosto. Para que fique no ar um sentimento positivo, foi no Minho contra o Gil Vicente que festejámos aquele título tão especial de 1994.

 

Bilhetes Para Barcelos

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O Gil Vicente recebe, no próximo sábado, 2 de Maio, o SL Benfica na 31.ª jornada do Campeonato Nacional. Todos a Barcelos apoiar os Campeões Nacionais em mais uma “final”!

Os bilhetes estão à venda a partir das 14h00 desta terça-feira, nos locais habituais.

 

Locais de Venda:
- Bilheteiras Estádio da Luz

- Departamento das Casas do Benfica

Preço dos Bilhetes:

- Topo Norte – 20,00 €

- Bancada Central Nascente – 40,00 €

- Bancada Central Poente – 60,00 €

 

Benfica 1 - 0 Gil Vicente: Vitória Curta Por Linhas Tortas

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 (Foto: João Trindade) 

 

Um jogo na Luz tão perto do Natal é sempre um dia especial. Pelos adeptos que retardam a saída de Lisboa para verem mais um jogo, pelos adeptos que vêm a Lisboa fazer as suas compras e aproveitam para ver um jogo do Benfica e pelos adeptos que nesta altura do ano regressam a Lisboa e correm para a Luz. Ambiente familiar, muitas crianças, bancadas bem compostas porque os benfiquistas queriam ultrapassar o choque da Taça de Portugal consolidando a vantagem no campeonato tão bem ganha no Dragão.

 

Também por ser uma época especial tive a oportunidade de ceder 3 bilhetes que foram oferecidos depois de umas compras na Megastore do Estádio e que o leitor Tiago Veiga aproveitou no Facebook deste blog para levar os seus dois filhos ao futebol.

 

Tudo certo para o Benfica arrancar para uma exibição convincente com resultado a condizer. Só que a noite não foi nada fácil, a jogar contra uma equipa que ainda não venceu um jogo no campeonato, o Benfica não foi além de um curto 1-0.

A prova que a derrota com o Braga na 5ª feira anulou o entusiasmo trazido do Porto está na exibição fraca do Benfica. Mais do que arranjar desculpas, há que ser realista e o Benfica sem Luisão, Enzo e Salvio não pode ter a mesma qualidade.

Podemos discutir se Lisandro não será melhor do que César ao lado de Jardel, que cumpriu o seu 100º jogo de águia ao peito, podemos discutir se as substituições de Jesus são as mais acertadas mas o que não tem discussão é que a qualidade deste plantel é menor e  que com lesões e castigos, a tarefa fica bem mais complicada.

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 (Foto: João Trindade) 

 

Era importante marcar cedo para tranquilizar tudo e todos, dentro e fora de campo. Não foi possível, só à passagem da meia hora é que Ola John desmarca Maxi, o melhor em campo,  e fura a muralha de Barcelos. Depois veio a confirmação que o capitão estava fora de jogo. Ok, por isso é que ele não marcou e atirou ao poste para não se dizer que houve um golo irregular. Assim foi Gaitán que aproveitou e na recarga fez o 1-0.

Claro que isto deu barulho. Não é normal validarem golos em fora de jogo num estádio em Lisboa que não tenha como autor o Montero, daí a estranheza.

Obviamente, no estádio não percebi que Maxi estava adiantado mas vendo as imagens não há margem para dúvidas. Mais uma razão para exigir uma goleada e fazer esquecer este erro alheio. Infelizmente, foi mesmo este o único golo da noite. Fomos beneficiados por isso. Podia aqui dizer que é para compensar os erros com que somos prejudicados noutros jogos mas se forem reler as crónicas até Agosto raramente encontram uma frase dedicada a arbitragens. Fica este registo.

 

Nas notas individuais destaco Benito, o defesa esquerdo parece-me estar em plena evolução mostrando bom trabalho desde o verão. Talisca, hoje atrás de Jonas e Lima, vem confirmando o que já escrevi há umas semanas: sem golo parece andar ali meio perdido mas é importante no aspecto do equilíbrio táctico da equipa, isso é evidente. Samaris mantém o mistério em volta dele e as dúvidas aumentam com uma possível saída de Enzo e avanço no terreno. A ver vamos.

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 (Foto: João Trindade) 

 

A segunda parte foi fraquinha, o Gil Vicente ameaçou várias vezes fazer o empate que as bancadas temiam e por isso reagiam com assobios. Aqui dou razão a Jorge Jesus, o pessoal tem que perceber que isto não é um jogo de exibição, mesmo que em época natalícia, e que está em causa uma vitória muito importante para manter a liderança isolada.

Se há jogadores em campo pouco habituados a jogar, se as coisas não estão a sair bem, se há nervosismo pelo resultado curto porque é que das bancadas há de vir uma dose extra de nervos em forma de assobios?! Não faz sentido, temos que perceber o nosso papel. Não vamos todos exibir um QI ao nível de um Ola John ou Tiago (Bebé), ok?

Isto não quer dizer que os adeptos tenham de estar contentes com a fraca exibição, nada disso. Apenas não piorem o cenário. Queremos todos chegar a Maio na frente, certo? Numa maratona destas acontecem jogos menos conseguidos e dos quais não guardamos grandes memórias mas os 3 pontos são essenciais. Foi isso que aconteceu hoje, com o "pormenor" da ausência de jogadores importantes.

 

Não sei se há muitos leitores que em 1990 já acompanhassem o Benfica. Todos os que nasceram por essa altura nunca viram uma campanha tão boa no campeonato até esta altura. Nos últimos anos só em 1990/91 é que o Benfica cedeu um empate e sofreu uma derrota com este número de jogos! A caminhada na Liga está a ser exemplar, o empate foi oferta do Artur a uns tristes que vão a 10 pontos de distância e a derrota foi com o ... Braga, uma espécie de besta negra da Era JJ.

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(Foto: João Trindade) 

 

Não foi brilhante mas na época passada contra este Gil Vicente ainda foi mais arrepiante, como se devem lembrar, e acabou por ser o empurrão para o título. Espero que esta curta vitória seja um passo atrapalhado mas convicto para repetir o sucesso no campeonato.

 

Bom Natal a todos que costumam vir aqui só ler as crónicas, especialmente ao companheiro do Mogadouro que me veio dar um abraço antes do jogo, e não se esqueçam que antes do fim do ano voltamos a jogar na Luz para começar a defender o outro título que temos de ganhar esta época.

Preços Para Belém e Gil Vicente na Luz

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 Para quem não tem RedPass, estão aqui os preços para sócios e adeptos referentes aos dois últimos jogos do ano para o campeonato na Luz. Ano de 2014, em que festejámos o título de campeões nacionais, campeonato nacional que lideramos à entrada do mês de Dezembro. Mês de Dezembro que é mês de subsidio de Natal. Ainda não é inverno mas faz frio, esta pode ser uma boa desculpa para a metade do estádio que costuma estar vazia.