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Red Pass

Rumo ao 38

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Benfica 0 - 0 Galatasaray: Apuramento Tranquilo

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Os ciclos no futebol são engraçados. Bem, na verdade, este ciclo no futebol do Benfica é engraçado. A plateia da Luz fica logo mais tolerante e compreensiva com os contextos das competições. Isto a propósito deste 0-0 desta noite. 

Apareceram cerca de 50 mil benfiquistas na Luz, o que é assinalável se pensarmos que há uns anos era complicado meter mais de 30 mil nos 1/4 de final com o PSV, por exemplo. 

A equipa foi acarinhada de principio ao fim, não houve impaciência, assobios, nem debandada. Nas bancadas percebeu-se que este jogo era a segunda metade de um duelo que o Benfica teve sempre controlado, nunca esteve em desvantagem na eliminatória, e que era o Galatasaray que tinha a responsabilidade de fazer golos. À partida, tudo isto parece absolutamente normal mas nem sempre é assim.

Recordemos aquela noite europeia com o Bordéus para a Liga Europa. Era a primeira mão e o Benfica vencia por 1-0. Sem conseguir fazer mais golos, o Benfica tentou gerir o jogo de maneira a garantir que não sofria golos, o que era importante para a viagem a França. A plateia da Luz, exigente, não perdoava a posse de bola sem criar perigo e os jogadores foram brindados com fortes assobiadelas. Tinha tudo a ver com o ciclo. 

Quando há esta confiança na equipa e no trabalho da equipa técnica, a compreensão é evidente. O jogo estava perto do final e ouvia-se o estádio a cantar pelo Benfica e até houve uma coreografia com luzes de telemóveis a iluminar as bancadas. Percebeu-se que havia uma necessidade da parte dos adeptos em mostrarem que estavam com a equipa e que entendiam o nulo, o primeiro da era Lage. 

Isto dá conforto à equipa. É verdade que hoje o Benfica não foi eficaz na finalização mas chegou a construir jogadas de ataca promissoras e vistosas. Florentino estreou-se a titular na Luz e encantou todos com uma exibição excelente.

Há um jogo muito importante com o Chaves e isso explica a tentação em ir controlando o jogo, a eliminatória e o tempo que corria favoravelmente. 

Foi um apuramento tranquilo, natural e entusiasmante para a próxima eliminatória. 

Entretanto, porque o Benfica também é isto, uma história à parte. Na 2ª feira na Vila das Aves, antes do jogo, conheci um benfiquista que quis partilhar a sua dedicação ao clube. É do norte e foi emigrante na Suíça até há pouco tempo. Agora que voltou, disse-me que o maior objectivo de vida é estar presente em todos os jogos do Benfica porque foi o que mais lhe custou no estrangeiro, não ver o Benfica ao vivo. Prometeu que ia à Luz ver a Liga Europa e levava chocolates da Suíça para o pessoal da BTV. E hoje entregaram-me mesmo um apetitoso e grande chocolate Denner - avelãs. Muito obrigado, isto também é o Benfica, generosidade, bondade e agradecimento.

 

 

Benfica 2 - 1 Galatasaray: Respect!

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(Fotos: João Trindade)

 

Quando vi Luisão apontar para a manga esquerda onde está a palavra Respect lembrei-me de Nuno Gomes no Dragão a apontar para as quinas de campeão numa época algo semelhante como esta. Tal como em 2005/06, o Benfica está com dificuldades em assumir com clareza a defesa do título interno mas brilha na Europa. O capitão quis lembrar que tem doze anos de clube e que o Benfica não é uma equipa qualquer que se abate às primeira contrariedades.

 

Nesta 4ª jornada da Liga dos Campeões era essencial garantir nova vitória em casa para deixar bem encaminhado o acesso aos 1/8 de final da prova, uma ambição que devia ser sempre o mínimo europeu do Benfica todas as épocas.

Rui Vitória tinha uma tarefa complicada pela frente devido à reconhecida limitação do plantel em termos qualitativos a que se juntavam ausências de vulto por lesão ou castigo. O ensaio em Aveiro não foi entusiasmante mas o treinador optou por disfarçar as ausências do determinante Samaris e do útil Fejsa com uma dupla de missões mais definidas, André Almeida mais como "6" e Talisca como "8". Na defesa voltou a normalidade com Silvio a ocupar o lugar da revelação na direita, Nelson Semedo. Na frente a dupla continuou a ser Jonas e Raúl Jimenez por lesão de Mitroglou.

 

A grande incógnita era saber como se ia portar o meio campo do Benfica num desafio tão importante e contra uma equipa com argumentos individuais consideráveis.

Era preciso construir e criar oportunidades mas também ter atenção na luta a meio terreno com os turcos a apostarem numa dupla de médios defensivos formada pelo excelente capitão Selçuk Inan e Bilal Kisa a que se juntava Sneijder na hora de pressionar e construir ataques. Depois ainda bem servidos nas alas por Podolski, jogador de topo, e Sabri Sarioglu. Na frente, preocupações acrescidas com o regresso ao "11" de Burak Yilmaz. Embora ninguém queira saber deste "pormenor", o Galatasaray não é propriamente uma equipa fraca, principalmente do meio campo para a frente.

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 Mas como é tradição por cá, o nome do adversário não entusiasma, o conhecimento dos intervenientes é quase nulo e o facto de ser um jogo absolutamente decisivo no futuro europeu do Benfica, só por si não chega para encher o estádio numa das noites europeias mais importantes na Luz até ao final do ano.

No fim do jogo, perto da loja adidas um simpático grupo de adeptos turcos tinha duas grandes dúvidas: qual era o caminho mais perto para o metro e qual era a razão para os benfiquistas desprezarem um jogo da Champions deixando o estádio meio vazio? Indiquei-lhes o caminho para o Alto dos Moinhos.

 

O Benfica entrou bem no jogo a reboque da inspiração de Nico Gaitán que deu o mote para o assalto aos 3 pontos. Rapidamente se percebeu que não ia ser fácil porque o treinador Hamza Hamzaoglu estava mais preocupado em anular as opções de ataque encarnado do que tentar impor o seu jogo. Ou seja, o empate satisfazia os turcos.

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O Benfica quando tem que fazer as despesas do jogo até se sente bem e disfarça os problemas de crescimento que a equipa tem mostrado. Para isso conta com Gaitan que é determinante para desequilibrar o jogo. Talisca assumiu o papel de médio atacante e esforçou-se por ter a bola. Bem nos passes longos a procurar desmarcar no espaço os homens das alas, mas com grandes dificuldades tácticas e técnicas na recuperação de bola. Pior, André Almeida em posição defensiva. Ele que foi escolhido para "6", cometeu erros básicos de posicionamento quando caía na tentação de ir logo fechar nas alas deixando espaço para os médios adversários aparecerem em zona frontal de finalização. Estes problemas de compensação pagam-se caros e são um dos maiores desafios que o treinador do Benfica tem por resolver.

Também a atacar a dupla do meio campo não oferece grandes opções, a equipa acaba naturalmente por procurar Gaitan para a iniciativa individual. Não há qualidade no meio para se pegar no jogo.

O trunfo da equipa foi reconhecer estas limitações e cerrar esforços mostrando grande ambição em chegar à vitória, o que é um dado muito positivo.

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Depois de algumas jogadas promissoras e dois sustos na baliza de Júlio César o Benfica pegou definitivamente no jogo. Sentia-se a vontade de ganhar. Aos 52' Jonas aproveita a hesitação da defesa turca para dar seguimento a um livre para área de Gaitán e fez o merecido 1-0.

Só que, tal como aconteceu na Turquia, o Benfica deixou o Galatasaray responder. É aqui que se notam as deficiências defensivas. A equipa dá imenso espaço entre linhas e reage tarde às movimentações contrárias. Depois quando há homens com a qualidade de Sneijder e Podolski é ainda mais complicado evitar o que o alemão concretizou. 1-1 seis minutos depois do golo de Jonas.

Com o jogado lançado sobrava a dúvida, o Benfica ia voltar a pegar no jogo ou o Galatasaray ficaria embalado pelo golo? Felizmente, a vontade dos jogadores do Benfica voltou a ser determinante e voltaram à carga.

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Talisca tentou de longe mas ao lado, o brasileiro até devia apostar mais neste aspecto porque tem remate fácil e colocado, mas foi novamente de bola parada que apareceu o golo da vitória. Canto de Gaitan, Jimenez dá para Luisão que volta a fazer um golo decisivo naquela baliza onde tem coleccionado momentos inesquecíveis. Bem, o capitão a lembrar que é preciso respeito.

 

Sobravam mais de vinte minutos e a acção dos treinadores ia ser determinante. Se Hazam não arriscou por aí além, Vitória também não ousou mudar nada nos sistema. Talvez a equipa pedisse um reforço no meio campo abdicando de um avançado mas apenas aconteceu refrescar a ala direita com a troca de Guedes por Carcela. Só aos 81' entrou Pizzi para o lugar do lesionado Jonas e a aposta em Cristante é nula porque foi aos 93 minutos...

 

O Benfica aguentou a vitória com um final bem sofredor onde Júlio César e Eliseu foram heróis ao negar o empate.

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Pelo meio ficam algumas notas individuais, nomeadamente para Raul Jimenez e Gaitán. O mexicano continua a mostrar alguns dados interessantes que já mencionei noutras crónicas, é o primeiro a pressionar o adversário, atrapalhou Muslera e caiu em cima do transportador da bola à saída da área turca criando recuperações de bola, integra-se bem no ataque, até deu o golo a Luisão mas um avançados de 9 milhões de euros tem que mostrar outra qualidade na finalização. O falhanço após a brilhante jogada de Gaitán é inexplicável, mesmo reconhecendo a grande defesa de Muslera.

O argentino é o craque indiscutível da equipa mas isso não o deixa isento de criticas. Não pode levar aquele primeiro cartão amarelo, por muita razão que tivesse. Nesta competição já se sabe como os árbitros se defendem mostrando cartões por tudo e por nada. Gaitán amarelado não pode tentar uma recepção de classe para depois perder a bola e ter de ir derrubar o adversário evitando, bem, o contra ataque perigos a dez minutos do fim. Tinha de ser mais prático a abordar a recepção de bola mas , sobretudo, tinha que ter evitado o primeiro amarelo. Deixou a equipa num situação delicada para os últimos dez minutos. O génio não pode desculpar tudo.

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 Tudo terminou bem, o Benfica soma 9 pontos em quatro jogos, é uma grande campanha europeia. Agora falta carimbar a passagem, de preferência vencendo o grupo. Estas noites europeias mereciam mais gente nas bancadas.

Bilhetes Para o Galatasaray

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No acto de aquisição do(s) bilhete(s), o Sócio tem de apresentar obrigatoriamente o seu cartão de Sócio. Os Adeptos devem apresentar obrigatoriamente um documento de identificação (Cartão de Cidadão, Passaporte ou Carta de Condução). Os dados do comprador estarão identificados em todos os bilhetes comprados.

Nos jogos fora de Casa será obrigatória a apresentação de um documento de identificação por cada bilhete adquirido.

Os bilhetes estão à venda a partir deste sábado nos locais habituais: Bilheteiras do Estádio, loja.slbenfica.pt e Casas do Benfica. A partir de sábado, dia 24 de outubro, todas as compras para os jogos da UEFA terão de seguir obrigatoriamente as condições de venda referidas.

Galatasaray 2 - 1 Benfica : Ironicamente Traídos Pelo Génio

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A UEFA falha em pormenores básicos. Reparem, um jogo da Champions que começa com uma obra de arte como aquela que Nico Gaitán assinou por cima de Muslera, ainda por cima a jogar longe da Luz, devia dar o que pensar. É que a jogada entre Jonas e Gaitán resultou no 12º golo do dia do Benfica na Turquia, isto somado os seniores com os miúdos da formação dos dois clubes.

A ganhar assim tão cedo a tendência era ver a equipa relaxar. Foi o que aconteceu. A UEFA devia ter dado o jogo por terminado logo após o lance de Gaitán. Estava tudo visto, a partir dali seria sempre a descer.

 

A verdade é que o Benfica entrou muito bem no terceiro jogo da maior competição de clubes do mundo, vinha moralizado com duas vitórias, uma delas no campo da equipa mais forte do grupo, e até já se apontavam para a quebra de recordes. O golo logo no começo deu uma falsa sensação de facilidade num terreno sempre complicado e contra uma equipa que tem bons argumentos, principalmente no ataque com duas figuras do futebol mundial como são Sneijder e Podolski.

 

O Galatasaray não acusou o golo sofrido que teve o efeito de apressar a equipa turca num assalto imediato à baliza de Júlio César. Era de esperar que o Benfica lidasse bem com a pressão dos turcos e aproveitasse para usar um dos seus maiores trunfos, rápidos contra ataques a apostar na velocidade de Guedes, no génio de Gaitán e na eficácia de Jimenez e Jonas. A eficácia não esteve presente no Turk Telecom Arena, e o Benfica pagou caro por isso.

 

Em 33 minutos o Galatasaray deu a volta ao marcador. Primeiro num penalti por mão na bola de André Almeida. Em Madrid um lance parecido passou sem danos mas desta vez deu mesmo oportunidade para Selçuk Inan empatar. Depois Podolski arrancou pela direita, aproveitando um passe longo de Chedjou e sem oposição de Eliseu, fez com classe o 2-1.

Foi uma grande resposta da equipa de Hamza Hamzaoglu que anulou por completo aquela entrada de sonho do Benfica.

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Assim, na 2ª parte o Benfica encarava um novo desafio. Voltar a agarrar no jogo, procurar novamente o golo para evitar a derrota. Disto resultou uma segunda metade de jogo bem mais entusiasmante do Benfica.

Mesmo criando algumas oportunidades de golo, o Benfica não se livrou de grandes sustos que podiam ter dado mais golos para os da casa, o poste e Júlio César evitaram diferença maior no marcador. Não tão bem estiveram os dois defesas laterais, noite para esquecer mesmo. Também na frente não houve inspiração, Jonas e Raúl Jimenez não foram eficazes e andaram longe do jogo quando a equipa mais precisava. Pior foi o aspecto táctico, sem ajudas entre sectores o meio campo do Benfica ficou demasiado exposto e só Samaris, obviamente, não chegava para contrariar a zona do terreno onde os turcos desiquilibraram a partida. André Almeida andou perdido muito por culpa do desvio de Sneijder do meio para ala sem que nenhum dos jogadores mais adiantados viesse ajudar a equilibrar a equipa do ponto vista defensivo.

 

Rui Vitória percebeu tudo isto, tirou os dois defesas laterais, procurou dar sangue novo no meio campo e criar novas soluções na frente com a entrada de Mitroglou, demasiado tarde, Pizzi e Victor Andrade.

 

Se fossemos outro clube que todos conhecemos bem, estávamos agora a chorar um penalti que ficou por marcar para nós, Sneijder meteu-se a jeito ao puxar o braço e a camisola de Raul Jimenez mas preferimos ver o que correu mal e fazer uma leitura sensata de um jogo que começou muito bem e acabou a ferver com o Benfica em cima da área turca a ganhar um canto que o árbitro nem deixou marcar.

 

Ironicamente, o obra de arte de Gaitán traiu a concentração da equipa. O Galatasaray também não é o Carcavelinhos, expressão muito na moda, e em casa tem argumentos válidos. Mas fica a ideia que o Benfica não é inferior ao campeão da Turquia e na Luz pode rectificar este amargo 2-1.

De resto, esta foi uma das derrotas menos dramáticas na Europa dos últimos anos, continuamos na frente do grupo, temos dois jogos em casa e um fora, vamos defrontar o adversário directo na luta pela qualificação no estádio da Luz e as expectativas de seguir em frente na Champions estão intactas. O plano B, um desvio para a Liga Europa, também parece não estar em perigo. Portanto, esta está a ser uma das melhores épocas europeias na principal prova da UEFA dos últimos tempos. Mas os organizadores que pensem nisso do golo mais bonito valer logo a vitória.

Galatasaray: à procura da chama no meio da fama - por Nuno Travassos, Maisfutebol

Galatasaray: à procura da chama no meio da fama
PONTO FORTE: poder ofensivo
A força do coletivo é sempre mais perigosa do que a soma das individualidades, mas o valor de jogadores como Wesley Sneijder ou Lukas Podolski não pode ser ignorado. O médio holandês e o avançado alemão podem resolver um jogo sozinhos, tal como Burak Yilmaz também merece todos os cuidados. O Galatasaray é uma equipa com bastante poder ofensivo, até pela forma quase inconsciente com que se lança para a frente.

PRONTO FRACO: anarquia tática e passividade
O lado B deste poder ofensivo é a anarquia tática. A facilidade com a equipa se desequilibra taticamente, tendo em conta o número de jogadores que coloca na frente. Existe uma certa anarquia tática no Galatasaray, colada sobretudo às estrelas da companhia, que pouco contribuem em termos defensivos. As constantes trocas de posição no ataque também condicionam muito o equilíbrio da equipa, num cenário agravado pela enorme passividade demonstrada pela equipa em organização defensiva. No meio de tanta fama falta até alguma chama, algo nada habitual em equipas turcas.

A FIGURA: Lukas Podolski

Foi o último nome sonante a juntar-se ao plantel do Galatasaray, e para já com indicadores positivos, pelo menos no que diz respeito a golos marcados. Nesta altura é o melhor marcador da equipa, com quatro tentos. Tem jogado a partir da ala, mas aparecendo sempre na área, como segundo avançado, com elevada eficácia. Em contrapartida contribui muito pouco em termos defensivos, permitindo muitas vezes que o lateral avance no corredor livremente.

ONZE BASE:
passe com o cursos por cima de cada jogador para ler a análise individual

OUTRAS OPÇÕES:
99. Cenk Gönen
: guarda-redes suplente do Besiktas nas últimas três épocas, mudou-se esta época para o Galatasaray sabendo que vai ficar na sombra de Muslera.
67. Eray Iscan: guarda-redes de 24 anos, formado no Galatasaray. Terceiro na hierarquia, tem apenas nove jogos pela equipa principal.
26. Semih Kaya: internacional turco de 24 anos, é um central tecnicamente evoluído e com bastante potencial, mas que tarda em dar o «salto» para um patamar mais sólido. Tem cometido alguns erros pontuais, e nesta altura parece ser a terceira opção para o eixo da defesa.
28. Koray Günter: central alemão de apenas 21 anos, formado no Borussia Dortmund, ainda não foi utilizado esta época.
38. Tarik Çamdal: lateral direito de 24 anos, internacional turco, também ainda não jogou em 2015/16. A titularidade tem sido discutida entre Sabri e Denayer.
64. Jason Denayer: defesa belga de apenas 20 anos, emprestado pelo Manchester City, é central de raiz mas fez apenas um jogo nessa posição (frente ao At. Madrid). Nos outros quatro jogos como titular atuou como lateral direito. Arrisca menos do que Sabri (embora também explore frequentemente o corredor), mas fecha melhor junto dos centrais.
4. Hamit Altintop: antigo jogador de Schalke, Bayern e Real Madrid, o internacional turco de 32 anos foi operado ao joelho em agosto.
6. Jem Karacan: médio-centro turco de 26 anos, nascido em Inglaterra e formado no Wimbledon e no Reading. Dois jogos como suplente utilizado.
14. José Rodríguez: médio espanhol de apenas 20 anos contratado esta época, e que estava vinculado ao Real Madrid (em 2014/15 esteve emprestado ao Corunha). Tem sido a terceira opção para o meio-campo, com um perfil pouco autoritário no plano defensivo e pouco influente na construção ofensiva.
29. Olcan Adin: lateral/extremo esquerdo de 30 anos, foi titular uma vez apenas, integrando o quarteto defensivo.
52. Emre Çolak: também só fez um jogo a titular, e precisamente na receção ao Atlético de Madrid. Suplente utilizado em mais cinco encontros, pode jogar como médio-centro ou a partir de uma ala.
9. Umut Bulut: avançado já com 32 anos, muito experiente. Tem um perfil idêntico ao de Burak Yimlaz, embora um pouco menos explosivo: possante mas também móvel, muito combativo e incisivo na área. Dois golos marcados esta época.
18. Sinan Gümüs: extremo de 21 anos nascido na Alemanha, também gosta de aparecer com frequência em zona frontal. Utilizado em apenas seis jogos até ao momento, mas só um como titular.
 
ANÁLISE DETALHADA:
 
PROBLEMAS EM CASA. Embora atravesse a melhor fase da época, com cinco jogos sem perder, o Galatasaray está a fazer um início de época irregular. Em onze jogos a equipa turca venceu seis, empatou três e perdeu dois. Curiosamente as duas derrotas foram sofridas em casa, frente ao Atlético de Madrid e ao Osmanlispor, para além de um empate na receção ao Mersin, último classificado da Liga turca, com apenas dois pontos. Em casa o Galatasaray tende a desequilibrar-se mais, perante a obrigatoriedade de assumir o domínio do jogo, e isso tem saído caro.
 
4x2x3x1 OU....4x2x4? O Galatasaray joga habitualmente em 4x2x3x1 (ou 4x3x3, se Sneijder partir de uma ala), mas na prática isto converte-se frequentemente em 4x2x4. A vertigem ofensiva faz com que a equipa fique muitas vezes partida, e a dupla de médios é impotente para travar as transições rápidas dos adversários. Para além disso a defesa raramente tem a preocupação de encurtar a equipa subindo um pouco no terreno, pelo que esta postura estendida é terreno livre para o contra-ataque.
 
CRUZAMENTOS COM MUITOS ALVOS. Os extremos do Galatasaray procuram muito zonas interiores. Sobretudo Podolski, mas também Sneijder quando parte da esquerda, ou mesmo Oztekin. Isso tem a ver com as próprias características dos jogadores, mas também está associado a uma aposta no jogo exterior que passa pela subida dos laterais. O Galatasaray recorre muito aos cruzamentos de Sabri e Carole, que na área acabam por ter sempre três a cinco «alvos»: os dois extremos, o ponta de lança e o médio mais ofensivo (pelo menos).

  
A ÚLTIMA BARREIRA ESTÁ LOGO ALI. Nas raras vezes em que consegue organizar-se defensivamente, o Galatasaray apresenta-se em 4x5x1 ou 4x4x2 (depende se Sneijder está na ala ou no meio). Tirando o incómodo provocado habitualmente pela pressão de Burak Yilmaz, as duas primeiras linhas defensivas do Galatasaray são demasiado permissivas. Mesmo a linha intermédia deixa jogar com relativa tranquilidade, não só nas alas como também no corredor central, onde parece faltar um jogador mais agressivo e com outra amplitude, até para remendar o já falado desequilíbrio tático crónico.


 
EXECUTANTES DE PRIMEIRA CATEGORIA. Seis dos vinte golos marcados pelo Galatasaray surgiram através de lances de bola parada (30 por cento), sendo que o trunfo maior têm sido mesmo os livres laterais (quatro golos). Aqui importa destacar a qualidade dos executantes, sobretudo Selçuk Inan e Wesley Sneijder. No plano defensivo apenas três dos doze golos sofridos surgiram de bola parada (25 por cento), mas contando uma grande penalidade e um livre direto. O outro tento foi marcado de pontapé de canto, precisamente pelo Atlético de Madrid. O Galatasaray adota uma defesa à zona neste tipo de lances, que se tem revelado relativamente eficaz.