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Red Pass

Rumo ao 38

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Robert Enke no Benfica - 2001/2002 (parte 3 e última)


Depois de duas épocas negras, Enke manteve-se na Luz determinado a ajudar a inverter a situação. Agora já com o problema da presidência resolvido, com Toni desde início, e com forte apostas em reforços como Sokota, Simão, Zahovic, Drulovic, Mantorras, Argel, e Caneira, renascia a esperança na Luz. O arranque de campeonato foi irregular mas sem derrotas, 7 vitórias, 6 empates.

Esta foi a época em que Robert Enke chega a capitão do Benfica, embora Fernando Meira fosse a primeira escolha.
Enke já era um dos indiscutíveis na equipa, e já havia um enorme carinho no Terceiro Anel pelo miúdo. Nunca mais me esqueci do ritual da sua chegada a cada baliza no início da partida e no começo da segunda parte. Corrida em direcção ao poste direito e uns pontapés na base para tirar a terra das chuteiras, um passo para o lado e com aquele seu ar comprometido, direito, e com classe batias palmas virado para aquele lado do Topo. Repetia depois o gesto no outro poste. Sempre. É uma imagem que fica.

Nesta época não houve Europa por isso estava tudo concentrado no campeonato. Mas a estreia não correu bem. Um empate na Póvoa de Varzim consentido já nos descontos com um auto golo de Cabral deixava logo a nação benfiquista em estado de nervos. Chegámos à vantagem de 0-2, Zahovic e Meira, e depois aos 83' Fumo reduz, para no final do jogo sofrermos o empate.
Seguiram-se dois jogos na Luz e duas vitórias, 2-0 ao Salgueiros, e 3-2 ao Vitória sadino com hat trick de Mantorras.
Na saída a Aveiro repetiu-se a história da primeira jornada e o SLB depois de chegar ao 0-2 permitiu a reviravolta do Beira Mar com Fary a bisar. Sokota aos 58' empatou, e terminou assim.
Seguiu-se o Porto na Luz e empate a zero, com Enke em bom plano. Saída ao Restelo e empate 1-1, com Marcão a voltar a marcar para os azuis, depois de Mantorras nos ter dado vantagem. Enke assistiu à explosão de Mantorras. Literalmente.
A 20 de Outubro de 2001 no jogo com o Gil Vicente na Luz Enke sentiu, e viu, todo o enorme carinho, e respeito, que os rapazes sempre presentes e sem nome tinham por ele como se pode recordar nesta foto:



Mais uma série de bons resultados apesar do empate caseiro com o Leiria, e um nulo cedido ao Vitória minhoto, até que chega o famoso derby da ventania que derrubou Jardel.
Depois de estarmos a ganhar por 2-0, Simão e Zahovic, o Sporting com a ajuda de Duarte Gomes inventou um empate que marcou a parte final da 1a volta.

Benfica-2 Sporting-2 de 2001
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Pedro Proença na jornada a seguir ajudou o Boavista a vencer 1-0 a 23 de Dezembro de 2001 num jogo que Pedro Emanuel massacrou Mantorras e só foi amarelado aos 90'. Foi neste jogo que Robert Enke se estreou com a braçadeira de capitão que envergou com orgulho notável.
Este jogo no Bessa fica marcado também por ter sido o último com Toni a treinador.

A 5 de Janeiro de 2002 na recepção ao Marítimo novo treinador no Benfica. Jesualdo Ferreira começava com um empate 1-1, mais um de Mantorras, e também ele confiava totalmente em Enke que se manteve como titular e capitão do Benfica.
Foi assim até 2 de Março de 2002, dia em que Enke defendeu pela última vez a nossa baliza. Foi na Luz contra a União de Leiria que venceu por 0-2 com golos de Maciel e Derlei.
Pelo meio , em Fevereiro, tinha ficado um clássico nas Antas já com Mourinho no banco do Porto, que acabou expulsou, e com derrota nossa por 3-2. Ao golo de Simão responderam Deco, Alenichev, e Capucho. Mantorras ainda reduziu.

Até final da temporada a baliza ficou entregue a Moreira que viveu o seu primeiro derby em Alvalade em mais um empate bem inventado pelos vizinhos que nessa altura resolviam tudo com penaltis nos últimos minutos. Empate 1-1 depois de Jankauskas ter dado vantagem ao Benfica.

Na Taça uma viagem tranquila a Infesta, vitória por 0-3 e depois caímos no desempate com o Marítimo no Funchal após 1-1 no prolongamento na Luz num jogo horrível que Zahovic empatou aos 117'. Nos Barreiros o golo foi de ... Van der Gaag.

A 5 de Maio de 2002 jogou-se a última jornada dessa época. O Benfica recebeu o Marítimo e desta vez ganhámos por 3-2. Mantorras bisou e Gaúcho marcou na própria.
Foi a última época de Enke no Benfica, fez 32 jogos e teve como companheiros gente ilustre como:
Toni, Porfírio, Pesaresi, Andrade, Fernando Aguiar, Armando, Cabral, Júlio César, Ednilson, Andersson, e João Manuel Pinto.

Como recordação guarda a imagem da última corrida dele no relvado da Luz. Discreto ficou sozinho em campo no fim do jogo e fez questão de dar uma volta ao campo aplaudindo os adeptos e agradecendo o carinho de 3 épocas no Benfica.

Nessa altura especulava-se muito que o seu futuro seria no FC Porto o que criou algum mau ambiente na Luz, e nas Antas.
Vítor Baía não gostou de saber do real interesse dos seus dirigentes no alemão e fez questão de o mostrar. Enke, por seu lado, sempre sossegou dirigentes e adeptos encarnados dizendo que era senhor do seu passe e que em Portugal só jogaria pelo Benfica. O seu sonho era outro, queria experimentar o Barcelona. Quem não quereria?
Chegado o verão confirma-se a transferência de Enke a custo zero para o Barça. Mais tarde soube-se que o interesse portista era verdadeiro e que o nosso alemão os desprezou. Ao contrário de outros tristes que correm para norte cegos pelo dinheiro.
Enke foi enorme na sua saída.

Segui a sua carreira com atenção e fiquei muito feliz quando o vi ser chamado à mannschaft! O seu trajecto sempre foi manchado pela falta de sorte. Não foi feliz em Barça, nem na Turquia onde esteve emprestado, e quando regressou à Alemanha e estava no auge lesionou-se. Nos últimos tempos andou afastado dos relvados por uma virose intestinal, e quando regressou em boa forma à baliza do Hannover segurou um empate 2-2 com o "meu" Hamburgo.
Era sabido que gostava de terminar a sua carreira no Benfica. Nos últimos tempos sempre que se falou em reforço da nossa baliza, mesmo para Janeiro, era inevitável não pensar em Robert Enke.
Terminou a sua vida, a nós resta-nos perpetuar o seu valioso contributo ao Benfica.

Robert Enke no Benfica - 2000/2001 (parte 2)



Como já foi dito em muitos dos textos agora publicados, Robert Enke foi um profissional cheio de talento, disciplinado, ambicioso e bom colega de equipa. Mas foi um homem perseguido pelo azar. A sua qualidade enquanto jogador merecia melhores destinos, e em várias alturas determinantes da sua carreira o azar não o largava.
Já disse na primeira parte deste artigo dedicado a Enke que o alemão não teve sorte nenhuma em ter vindo para o Benfica precisamente na pior altura da história do clube! Um jovem, na altura com 22 anos, cheio de potencial completamente perdido num lamaçal em que o nosso clube vivia.

Se a época 99/00 foi má, a que se seguiu conseguiu ser a pior de sempre! E Enke viveu o bater no fundo do nosso clube.
2000/01 foi a época do bater no fundo, repito. Felizmente foi também o fim da Era Vale e Azevedo. Enke assistiu à triste partida de João Pinto e à chegada de mais reforços. Nesta época o alemão fez 42 jogos oficiais contra 12 de Bossio.
A estreia foi nas Antas e uma derrota por 2-0, golos de Alenichev e Jorge Costa, anunciou logo o pesadelo que aí vinha.
Ganhámos por 4-1 ao Beira Mar na estreia em casa, golos de Sabry, Poborsky, Maniche, e do grande reforço Van Hooijdonk. Mas fora da Luz empate em Leiria 1-1 graças a um golo de Chano no último minuto, derrota no Bessa 1-0, marcou Duda, empate em Paços 0-0, derrota na Madeira 3-0 com o Marítimo... Enfim, sempre embalados.

Aqui importa contar que Enke e seus companheiros ao 4º jogo para o campeonato, 2-1 ao Estrela da Amadora na Luz, ficaram sem treinador. O alemão Heynckes não resistiu à contestação e bateu com a porta após esse jogo que, diga-se, foi ganho por milagre de Van Hooijdonk que bisou nos últimos 3 minutos da partida depois de Djalma ter dado vantagem ao Estrela aos 79'!

Eram tempos de loucura na Luz. Tempos negros, muito maus. E como tudo acontecia ao Benfica nessa semana o pior presidente da nossa história foi chamar para treinador aquele que seria um dos melhores da actualidade. Só que como Enke, Mourinho chegou ao Benfica na hora, e no tempo, errado.
José Mourinho não teve dúvidas, para ele o titular da nossa baliza só podia ser o jovem Enke, e foi assim que a 23 de Setembro de 2000 se estreou no banco do SLB no Bessa. Ganhou o Boavista 1-0, como já tinha escrito.
Mourinho esteve no banco até 3 de Dezembro altura do famoso derby dos 3-0, que se seguiram a uma épica vitória em Guimarães; 0-4.

Benfica-3 Sporting-0 de 2000
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V. Guimarães-0 Benfica-4 de 2000
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Enke foi sempre titular da baliza de Mourinho, mas os tempos eram tão maus que o Benfica com um dos melhores do mundo no banco, e um dos melhores do mundo na baliza, levou 3-0 nos Barreiros, Lagorio marcou os 3, e não conseguiu dar a volta ao Halmstad na 1ª eliminatória da UEFA! Na Taça de Portugal ainda foram a Campo Maior ganhar 0-1, golo de Sabry.
Desta fase ficou a eterna admiração de Mourinho por Enke.

Depois caiu Vale e Azevedo e Vilarinho teve que tirar Mourinho do banco para o entregar a Toni conforme havia prometido. O regresso de Toni foi mais um triste episódio que Enke viveu. O resto da temporada foi um descalabro.
Começou logo numa derrota em Alverca por 2-1, Mantorras e Milinkovic deram a volta ao resultado que João Tomás pôs a nosso favor, depois o Gil Vicente arranca um nulo na Luz, e segue-se a melhor fase da época.
Vitórias em Vidal Pinheiro, 5-1 em casa ao Aves, grande vitória a 21 de Janeiro de 2001 na Luz contra o Porto em noite de dilúvio. Marcaram Van Hooijdonk, duas vezes, e Capucho.

Benfica-2 FCPorto-1 de 2001
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Mais vitórias em Aveiro, em casa ao Leiria, na Amadora com Roger a assinar o melhor jogo de águia ao peito, e depois um nulo em casa com o Boavista.
Esse empate foi o ponto final das esperanças e iniciou um dos piores, senão mesmo o pior, ciclo do Benfica num campeonato!
Até aqui Enke sempre titular.
Derrota em Braga 3-1, com Luís Filipe a bisar, derrota em Belém 1-0, Marcão marcou, inacreditável derrota caseira com o Paços de Ferreira 2-3, e fim de ciclo para Enke.
Passou Bossio para a baliza mas os resultados não melhoraram. Derrota de 3-0 em Alvalade, derrota em casa por 0-2 com o Alverca, Dudic marcou na própria e Rui Borges, derrota por 3-0 em Barcelos e empate caseiro com o Salgueiros.
Enke voltou para fechar o campeonato na Vila das Aves num jogo que ficou 4-4!

Na Taça de Portugal o Benfica recebeu o Porto e ia repetindo a vitória do campeonato, só que Maric aos 84' empatou tudo. Maniche tinha feito o 1-0 aos 53'. Enke jogou na Luz, e foi às Antas jogar o desempate numa das nossas noites mais negras. Derrota por 4-0.

Nesta época o Benfica ficou em 6º, pior classificação de sempre, e não foi apurado para a UEFA!
Enke teve companheiros deste calibre:
Uribe, Toy, Dani, Geraldo, Rui Baião, André, Escalona, Rojas, Ricardo Esteves, Dudic, Carlitos, Diogo Luís...

Robert Enke no Benfica - 1999/2000 (parte 1)


Agora mais a frio vou falar de Robert Enke. O guarda redes merece uma abordagem mais contextualizada que os "posts" de circunstância e para isso é preciso deixar acalmar as emoções para que se publique algo mais objectivo.

Digo já que Enke foi o 3º melhor guarda redes que vi jogar no Benfica. Melhor do que ele só o Bento, e Preud'Homme. Curiosamente, destes 3 apenas o belga ainda está entre nós.

Robert Enke sofreu do mesmo mal de Preud'Homme, chegou ao Benfica no tempo errado. O belga devia ter chegado uns 10 anos antes, e o alemão devia estar a chegar agora. O Benfica de 1999 era um pesadelo difícil de viver. Visto com uma década de distância até dá para rir ao lembrar os jogadores que passaram pela Luz, e alguns resultados que ficam a manchar a nossa gloriosa história. O mérito destes excelentes guarda redes foi não ter deixado o panorama piorar ainda mais.

Quem me conhece sabe que adoro o futebol alemão. Desde 1988 que apoio sempre a Alemanha nas fases finais das grandes competições, torço pelo Hamburgo, e acompanho de perto a Bundesliga.
Depois da recusa histórica de Artur Jorge à contratação de Klinsmann, em 1999 eu via, finalmente, um alemão a vestir o manto sagrado.

Depois da época louca de Souness, que acabou com Shéu no banco, Vale e Azevedo resolveu apostar tudo em Jupp Heynckes que exibia no seu currículo uma Liga dos Campeões pelo Real Madrid. Mais uma vez a esperança renascia e entre os reforços chegava Enke.

Lembro-me perfeitamente da apresentação da equipa no antigo estádio da Luz. Foi um jogo entre o Benfica e o... Benfica. Estádio com milhares de adeptos para ver um jogo treino entre duas equipas do Benfica com o plantel dividido ao meio. Logo nessa noite consegui irritar-me com meia bancada à minha volta. Como era possível haver dúvidas quanto à baliza?! Para mim só podia ser Robert Enke. Tinha estilo, tinha envergadura atlética, e era alemão! Como poderiam os meus companheiros de bancada olharem para um argentino alto, desajeitado, com pinta de padeiro, que jogava de calças de fato de treino e se chamava Bossio?!
Naquela noite elegi logo o nosso número 1 e não estava enganado.

Apesar de Heynckes ter dito que Enke ainda era muito novo e que Bossio tinha todas as condições para ser titular ao fim de uns jogos de preparação viu-se logo a diferença enorme entre os dois e assim foi com naturalidade que Enke defendeu a nossa baliza no 1º jogo do campeonato em Vila do Conde. Empate 1-1.
O problema de Enke nessa temporada é que a equipa que defendia era completamente desiquilibrada.
Relembremos quem jogava à frente do alemão. Andrade, Paulo Madeira, Ronaldo e Sérgio Nunes. Tahar entrou ao intervalo.
No meio Calado, o genial Poborsky, Kandaurov, e ... Luís Carlos! Ainda entrou Chano.
Na frente João Pinto, o capitão, e Nuno Gomes que foi substituído por... Porfirio!
Além destes craques o nosso plantel contou ainda ao longo da época com: Pepa, Jorge Ribeiro, José Soares, Marco Freitas, Mawete, Cadete, João Tomás, Tote, Okunowo, Uribe, Sabry, Machairidis, Rojas, Bruno Basto, Maniche...

Enke foi mesmo o melhor , e único, reforço digno desse nome. Memorável actuação na Grécia frente ao PAOK com vitória por 0-2, e igual exibição na Luz onde o Benfica foi obrigado a ir a penaltis e aí Enke brilhou defendendo dois.
Mais valia não ter defendido nenhum já que a seguir veio o Celta.
Na primeira eliminatória da UEFA outro jogo ficou na memória com o Benfica vencer na Roménia o D.Bucareste por 0-2 depois de ter perdido por 1 na Luz.

D. Bucareste-0 Benfica-2 de 1999
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Na Taça de Portugal só fizemos 3 jogos. Com o Torres Novas jogou Nuno Santos, com o Amora na Luz jogou Bossio, célebre jogo à noite a 12 de Janeiro de 2000 com umas mil pessoas nas bancadas a apanhar chuva e frio e o Benfica venceu por 7-0 com dois irmãos a alinharem de início. Mas estes muito longe do brio e carácter dos grandes Bastos Lopes. Fui ver este jogo. Enke foi titular nos 1/8 de final porque o adversário era o Sporting. Perdemos 1-3 com Acosta a fazer dois golos. O nosso golo foi apontado por Uribe!

No campeonato o jogo memorável aconteceu em Alvalade (obviamente). Enke defendeu tudo o que havia para defender. Recorde-se que este era o tal jogo que os nossos rivais apelidaram de jogo dos cabeçudos já que se preparavam para serem , finalmente, campeões à nossa conta.
Enke não gostou da imagem de cabeçudo e recusou-lhes o golo. Sabry, entrou e devolveu-lhes o rótulo que perdurará no tempo. Cabeçudos! Muito à conta de Enke!

Sporting - 0 Benfica - 1, 1999/2000
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Nessa época Enke não foi sempre titular da baliza. Entre lesões e opções técnicas foi alternando com Bossio. Após um jogo como Farense na Luz em que os algarvios chegaram ao 0-2 mas que acabou com uma goleada de 6-2, Enke saiu da equipa.

Benfica-6 Farense-2 de 2000
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Bossio foi levar 3 à Amadora, empatámos no Bessa 1-1, ganhámos ao Alverca 3-2, perdemos pelo mesmo resultado em Braga, mas uma vitória sobre o Porto em casa, e outra em Campo Maior por 2-4 mantiveram o argentino na baliza. Até que o Belenenses foi vencer à Luz por 2-3 ( mais 3 sofridos por Bossio) no jogo em que Fernando Mendes marcou e insultou o nosso clube. A partir daí Enke voltou ao seu lugar.
Acabámos em 3º lugar com 7 derrotas!