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Red Pass

Rumo ao 38

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Braga 0 - 4 Benfica: Uma Exibição ao Nível do Preço Luxuoso dos Bilhetes

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São 3h56 da manhã de dia 2 de Setembro. Fui ver um jogo da jornada 4 da Liga NOS no domingo, o Braga - Benfica, e consegui chegar a casa antes das 4h da manhã. O meu muito obrigado para quem tutela o futebol em Portugal.

Quis o "sorteio" que o Benfica voltasse à Pedreira quatro meses depois daquela vitória por 1-4 com um estádio cheio num grande fim de tarde de futebol. Desta vez, o estádio esteve longe de encher e o jogo começou depois das 21h de um domingo. Há que esclarecer que o sector visitante não teve uma ocupação só de 1/3. Isso é uma análise errada. O Braga é que fez questão de só ceder bilhetes para 1/3 daquela bancada. Esse espaço esteve cheio de benfiquistas. O resto que esteve vazio foi por opção do clube da casa. 

Depois, importa dizer que para aquela "caixa de segurança" foram vendidos bilhetes de 31€ e 93€.

Pergunta o leitor: e qual era a diferença nos acessos e nos lugares?

Eu respondo: absolutamente nenhuma. 

Ou seja, para o Braga e para a Liga Portugal, um bilhete de 93€ dá acesso a um lugar com a mesma visibilidade e com a mesma entrada de um bilhete de 31€.

E em Abril como foi? Foi bancada esgotada de uma ponta a outra e sem bilhetes a 93€.

Eu esperava que os adeptos portadores de bilhetes de 93€ fossem levados ao colo por aquela interminável escadaria, tivessem uma água fresca à sua espera lá em cima e que no fim fossem transportados para o Aeroporto para regressarem a Lisboa de avião. 

Os preços aumentaram para lá dos limites do razoável, mas dentro dos limites da Liga Portugal, e as condições para os adeptos continuam as mesmas. Uma só escadaria de acesso para entrar e para sair. Saída que acontece para lá das 23h30 e que fora do estádio não tem iluminação até à estrada. 

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Realmente, é preciso gostar muito do Benfica para nos sujeitarmos a tudo isto. 

 

O plano da viagem foi feito entre amigos. Saída da Luz pelas 16h, paragem em Condeixa para uma boa sandes de leitão, umas imperiais e um pastel de Tentúgal e seguir caminho para a Pedreira. 

A expectativa para saber o 11 do Benfica era grande. Confirmou-se o regresso de André Almeida e a aposta em Taarabt. 

Mais do que acertar na equipa, a exibição do Benfica trouxe de volta aquele conforto, aquele entusiasmo e aquela tranquilidade de ver um futebol atraente. Perceber que esta é a normalidade da Era Lage. Sentir que a jogar assim estamos sempre mais perto de ganhar. 

Adel entrou de forma perfeita na posição "8", Florentino fez uma exibição magnifica, Raul de Tomas sempre que esteve em jogo fez quase tudo bem, Rafa foi sempre uma ameaça com a sua velocidade, Pizzi voltou a bisar quatro meses depois naquele relvado. Só Seferovic é que teve uma noite desinspirada mas mesmo assim trabalhou o suficiente para ficar ligado a um dos golos, neste caso, auto golos. 

Odysseas quando teve de aparecer esteve bem, e a defesa do Benfica só por uma vez foi ultrapassada, uma grande recepção de Ricardo Horta com um remate que o poste caprichosamente devolveu. Podia ter sido o 1-1 antes do intervalo. 

Para evitar mais sustos, o Benfica entrou ainda mais forte na 2ª parte e rapidamente ampliou a vantagem. De forma normal e natural. 

Cedo se resolveu um problema que não se adivinhava de fácil resolução. 

O apoio na bancada visitante foi brutal. Quando começam a jogar sujo com os adeptos do Benfica, a inventar obstáculos, a quererem evitar a presença de muitos, é quando os benfiquistas se juntam para apoiar mais forte. Se pensavam que depois de uma derrota, a Pedreira ia conseguir afastar o povo da equipa, enganaram-se. E vão estar sempre enganados quando esfregaram as mãos a pensar que estão todos a ser muito espertos prejudicando os benfiquistas com preços vergonhosos. 

Os adeptos do Braga que trataram os benfiquistas que se manifestaram no primeiro golo na bancada inferior de forma cobarde e violenta, são os mesmo que se riram com as condições impostas a quem quis ir para o sector visitante do seu estádio. Não se esqueçam que ainda vão ter de ir à Luz.

 

Uma resposta do Benfica de Lage à Benfica de Lage. Sem dramas, sem lamúrias, com trabalho, com motivação, e construindo mais uma goleada, mostrando que o normal deste Benfica é isto. Jogar e ganhar bem. 

Os que encheram o peito há uma semana com uma efémera liderança e os que acharam que uma derrota ia derrubar o campeão, devem ter percebido algo que já é certo e sabido há muito tempo: vão ter que levar connosco. Quer gostem ou não, quer queiram ou não. Com preços luxuosos ou com regressos a casa de madrugada já em dia útil de trabalho. A força do Benfica não se anula assim.

Uma nota final, mesmo na bancada superior, bem longe da zona de acção do primeiro tempo, consegui ver nitidamente João Novais a cortar com a mão uma bola que podia levar perigo à baliza do Braga. Não precisem de Juízos Finais. Mas o árbitro conseguiu não ver. Aposto que se estivesse numa zona de 93€ tinha visto. Afinal, os lugares até eram baratos com tão boa visibilidade.

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Não tentem brincar com o Benfica, respeitem o Campeão. 

 

Braga 1 - 4 Benfica: O Minho é Benfica!

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Para quem acha que isto de fazer mais de 700 Km's num dia só para estar onde o Benfica joga é uma festa e só divertimento deixo aqui o relato de um final de jogo que devia corar de vergonha todos os responsáveis pela organização do jogo de Braga e do seu policiamento. Num dos momentos mais felizes da temporada, no desfecho de um dos jogos mais complicados deste final de temporada, a euforia marcava aquela bancada superior destinada aos adeptos do Benfica. Uma goleada construída na 2ª parte garantiu os 3 pontos e a liderança a três jogos do fim. É ali, naquele momento, que os adeptos têm o direito de se manifestar, de celebrarem a vitória, de mostrar o seu alivio e contentamento. Devia ser naqueles minutos que a expressão festa do futebol desse sentido à vida de homens, mulheres, crianças, mais velhos e mais novos, todos unidos pelo amor ao Benfica. 

Nada mas mesmo NADA pode justificar a carga policial que testemunhámos das filas mais altas da bancada por ali abaixo, com os policias a baterem descontroladamente em TODOS os adeptos que pagaram para ir ver este jogo da Liga NOS.

Momentos de pânico e de vergonha que deve ter tirado a vontade de um dia voltarem a um estádio a dezenas de crianças, de pais, de homens e mulheres, jovens e idosos. 

Se a justificação era a pirotecnia usada na bancada, e que resultou em imagens incríveis como a que se pode ver abaixo, então isto devia dar até demissão do ministro da Administração Interna. 

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É que não conheço nenhuma lei neste país que diga que o uso de pirotecnia deve ser punida com violência gratuita e indiscriminada. Há castigos previstos, há multas previstas, até há quem todos os dias sonhe em fechar o estádio da Luz, o que não pode acontecer é este espectáculo absolutamente repugnante de violência policial. 

 

Quem organiza os jogos do Braga também devia vir dar explicação aos milhares de adeptos que encheram aquela bancada superior. Porque é que só se usa uma escadaria de acesso à bancada obrigando dezenas de milhares de adeptos a uma espera para entrar e, sobretudo, para sair absolutamente anormal. Repito, só se se pode usar uma escadaria, e portanto, uma entrada, para TODA a bancada. Vergonhoso, irresponsável, desrespeitoso.

E o que dizer dos relatos que nos chegaram do outro lado do estádio onde adeptos do Benfica foram agredidos, muitos tiveram que ter tratamento hospitalar, com invasões de adeptos do Braga até aos camarotes? E agressões adeptos à saída do estádio. Vai tudo assobiar para o ar? Vergonha alheia.

Para terminar este quadro negro, porque raio temos que levar com uma coreografia que não nos deixa ver nada para o relvado até o jogo começar? Era do lado das claques "legalizadas" do Braga? Ok, então façam coreografia em que a altura não ultrapasse as suas bancadas. Na Luz não se tapa a bancada dos visitantes com panos. 

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Como se vê, o respeito pelo adepto do futebol é zero. Tudo se faz para afastar as pessoas dos estádios. Mesmo assim, a Pedreira hoje teve a maior enchente da temporada. E isso deve-se apenas e só a um amor incondicional e irracional que os adeptos do Benfica têm pelo seu clube. É caso único em Portugal, é caso raro na Europa. É uma das principais fontes de inveja e ódio do resto do país. Esta invasão benfiquista a Braga transtornou muita gente e deu um conforto à equipa que pode valer momentos históricos. 

Mandaram 1500 bilhetes para a Luz? A resposta dos benfiquistas foi esmagadora. 

O jogo não começou bem? Não. Até parecia que o empate de Vila do Conde bloqueava o futebol ofensivo do Benfica, quando devia ser o contrário. Ao intervalo a derrota pesava imenso nos pensamentos de quem tanto espera da equipa. Não tínhamos atravessado o país para ver uma exibição tão apagada. O povo benfiquista que invadiu a Pedreira não foi ali para ver o Braga a ganhar com um penalti de Wilson Eduardo. 

A 2ª parte começa com um apoio ainda mais forte da bancadas. Quando aos 52' João Félix viu a bola ser desviada por Tiago Sá para o poste, a Pedreira estremeceu com o bruá dos benfiquistas. A equipa acordou de vez, as bancadas explodiram de vez em apoio furioso para a reviravolta, não houve ninguém naquele recinto que não tenha sentido que ia acontecer remontada.

Aos 59' e 65', Pizzi não vacilou e colocou o Benfica na frente com dois penaltis. 
Pizzi que passou a ser o jogador com mais influência neste campeonato, com 12 golos e 19 assistências. Esteve directamente ligado em 31 dos 91 golos do Benfica. Isto porque além dos golos, ainda fez uma assistência para Rúben Dias aos 69'. 

Rúben Dias que está a fazer uma temporada soberba, bateu hoje o recorde de jogos pelo Benfica numa época, superando... Pizzi. Líder natural da defesa e da equipa. Autoridade do Seixal para a equipa principal do Benfica.

Rafa fechou a contagem regressando aos golos. Aos 90', um grande golo a fechar uma 2ª parte de sonho da equipa. Rafa que também está na sua melhor campanha de sempre, já bateu o ser recorde de golos marcados.

Toda a equipa percebeu o momento do jogo, o contexto do campeonato e a necessidade de vencer num campo complicado. Repetiu os 4 de Moreira de Cónegos e de Santa Maria da Feira, as últimas saídas da equipa.

É muito importante perceber que só com uma atitude superior nos segundos 45' foi possível evitar um drama. Estamos tão perto de ser felizes como de entrar em depressão profunda. Tem que haver equilíbrio. Dentro e fora de campo. Celebrar os 3 pontos e depois esquecer este jogo e começar a pensar que o Portimonense em Janeiro ganhou por 2-0. Levar isto a sério, sem euforias nem fanfarronices. Era importante que todos pensassem assim. Não faltam exemplos de falhanços na recta final do campeonato. De preferência, que nos próximos três jogos haja mais Benfica da 2ª parte e menos da 1ª. 

Antes do grande jogo em Braga, houve desvio até Vila Verde para revisitar um restaurante que devia ser considerado uma das maravilhas de Portugal. O Torres, em Vila Verde, tem uma oferta gastronómica imbatível ao nível da proteína. 
Foi isto que aconteceu:

Longa vida aos senhores benfiquistas do Torres.

Grande dia passado na estrada, mais uma visita ao Minho bem sucedida no dia em que César Brito fez magia nas Antas em 1991. Um dia inspirador que trouxe o Famalicão de volta À primeira divisão. Mais uma viagem ao Minho para a próxima temporada. Aliás, duas, que o Gil Vicente também vem aí. Gastronomia da boa não faltará na próxima época.

Para já, só interessa o jogo com o Portimonenses. Temos um 2-0 para rectificar na Luz.

Só isto interessa. 

 

Benfica 6 - 2 Braga: Cabaz de Natal

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Já o Benfica goleava e a equipa trocava quando se ouviram vários assobios das bancadas. A golear, com bola e os adeptos queriam mais. Fico tranquilo, exigência à Benfica é isto.

O Benfica hoje arrancou uma bela exibição e um resultado muito forte contra uma das melhores equipas da Liga NOS. 

Passa, assim, com distinção o ciclo bem complicado de jogos de Dezembro, depois da dupla deslocação ao Bonfim e aos Barreiros. 

Beneficia da derrota do Sporting em Guimarães e ultrapassa o Braga na tabela classificativa.

Não me vou alongar na crónica porque hoje só me lembro dos benfiquistas que se indignaram com o título da crónica que fiz depois do Benfica-Ajax. Foi essa reacção que me fez desactivar a página do Red Pass no facebook rede social que mais imbecis alberga por metro quadrado. Quem costuma vir aqui à procura de embirrar, hoje nem se deve dar ao trabalho. 

A equipa devia uma exibição assim aos seus sócios e adeptos, hoje saiu tudo bem. Bem a tempo do Natal. Eu vivo para noites assim. 

Bom Natal. 

 

 

Braga 1 - 3 Benfica: O Minho é Vermelho e Branco!

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 Olhem bem para esta imagem porque isto é aquilo que a organização do campeonato e o canal de televisão que passa quase todos os jogos da prova não querem que se veja nem que aconteça. Isto é a massa anónima de adeptos do Sport Lisboa e Benfica que enche por completo uma das quatro bancadas da famosa Pedreira. Não é um canto da bancada, atenção. É mesmo a bancada superior toda!
A Sport TV não quer apontar as suas câmeras para a maior invasão anual de adeptos visitantes aquele estádio, não quer mostrar a força inexplicável de milhares e milhares de adeptos que não se importam de sujeitar às condições vergonhosas a que são sujeitos pela organização da prova, à falta de respeito dos responsáveis do clube do Minho, à afronta que é marcar um jogo no inverno que acaba perto das 22h30. São milhares de adeptos juntos que simbolizam o amor incondicional a um clube que suscita inveja e ódio sem par em Portugal e que alheios à maior campanha de difamação que este país já viu, superam todos os contras para mostrar a jogadores e equipa técnica que nunca estarão sozinhos e que nós acreditamos até ao fim neles. Mesmo que tenhamos de ficar mais uma hora num estádio vazio ao frio e massacrados por um sistema de som altíssimo a passar em loop cânticos dos adeptos do Braga. Pelo menos, deu para perceber que no meio do ódio que mostram conseguem adaptar cânticos que os adeptos do Benfica há anos entoam por esse país fora. Até aquele inspirado no Lisboa, Menina e Moça que no Minho faz imenso sentido.

Só para que fique uma ideia da maneira como se tratam os adeptos que pagam para ver um jogo da sua equipa no meio destas condições miseráveis fica a imagem da saída do estádio. Uma bancada inteira a ser encaminhada para duas miseras escadarias numa das pontas da bancada. Miseráveis!

 

Quem manda neste futebol devia reflectir sobre o facto de viver à conta desta paixão irracional de adeptos. É que por cada experiência destas, são mais os adeptos que prometem não voltar os pés na Pedreira do que aqueles que dizem ir buscar mais companhia para a próxima vez.

No meu grupo, por exemplo, já levei um benfiquista contrariado de Lisboa para Braga. Já tinha prometido nunca mais lá voltar devido a experiências anteriores. E eu sei que ele é que está certo. E voltou a viver momentos que dão razão à recusa em não voltar ali. Apesar disso tudo, fui eu que desafiei o lado irracional. Tinha um convite irrecusável há meses para almoçar na tarde do jogo com gente que muito estimo e que vive no norte do país. Desde que foi agendado o jogo para este fim de semana fomos moldando este almoço e convocando mais benfiquistas.

Não tenham dúvidas que é isto que mexe com a multidão vermelha, o Benfiquismo! A Liga de Clubes, a Sport TV, e todos os agentes que vivem à volta do nosso futebol não entendem a sorte que é ter uma multidão destas sempre pronta para comparecer onde o Benfica for jogar. Só tinham de estimar isso e não estragar. Mas, infelizmente, já perceberam que podem fazer tudo para estragar a experiência que a malta não desiste.

 

 

Lá fomos, um grupo de quatro benfiquistas, de Lisboa para Barcelos rumo a um almoço que se revelou inesquecível. Sem querer entrar em pormenores nem maçar os leitores, deixo a sugestão para uma experiência diferente ao nível gastronómico minhoto. Por norma, costumo deixar dicas de locais com preços simpáticos e comida boa em quantidade e qualidade. Desta vez, o conceito é mais requintado. Um espaço muito bonito com vista para Barcelos, uma decoração impecável e um conceito gastronómico que vai do melhor que os pratos da região oferecem para uma apresentação arrojada e elaborada. Entradas excelentes, pratos variados e óptimos, desde carne maturada a arroz de tamboril e uma sobremesas inesquecíveis. Vale a visita em ambiente familiar ou em turismo. Aliás, é esse o nome do espaço, Turismo Restaurante Lounge. Digam ao Jorginho que vão daqui. A todos que partilharam esta mesa, um grande abraço de agradecimento por mais uma bela tarde de benfiquismo.

 

E só por isto já estava justificada viagem ao Minho. Obviamente, o convívio foi óptimo mas o motivo principal não nos deixava fazer a digestão como deve ser. Havia um jogo muito complicado para ganhar e era o resultado que ia determinar a disposição da viagem de volta.

 

O Benfica em Braga confirmou tudo o que tenho vindo aqui a escrever em jogos para o campeonato nos últimos meses. A equipa entrou bem e desinibida, como no Dragão, focada e determinada em vencer, como no derby, e mostrou qualidade e processos bem definidos no seu jogo que resultou em golos e na vitória como em Tondela ou Moreira de Cónegos. Este Benfica luta pelo título, por muito que nos queiram chamar bonecos, por muito que insistam que só ganhamos com esquemas. Mais uma vez, três golos sem espinhas que resultam de uma qualidade atacante superior, três golos bonitos sem a ajuda de ninguém. Um lance duvidoso de vídeo árbitro que, obviamente, voltou a não dar em nada. Mais um penalti para juntar à enorme lista de perdões.

 

Quando me perguntam como é que ainda tenho paciência para passar um sábado na estrada e não ficam convencidos com a resposta básica de ser por benfiquismo, por amizades com benfiquistas, então tenho uma boa imagem para vocês. Estar na bancada a ver o Jonas começar uma jogada dando a bola para a direita, ver o André Almeida a correr e a preparar um cruzamento para área, fixar o olhar na bola, ao mesmo tempo desviar o foco para ver que Jonas já lá está pronto para cabecear e viver o momento em que a bola sai da cabeça de Jonas para o fundo da baliza. São 5 segundos? Serão 3 segundos? Não sei, são instantes que ficam cravados na memória para sempre e que suscitam um sentimento que não encontra igual em mais nenhuma ocasião da vida. Um golo belíssimo do Benfica vivido no estádio, longe de casa, a horas do nosso local de conforto. Maravilhoso. Enquanto formos sentindo isto não há organização da Liga que nos feche em casa, não há transmissões da Sport TV que disfarcem a nossa paixão. Não há inveja nem ódio neste país que nos faça desviar um milímetro da paixão e do orgulho imenso que temos em sermos Benfica!

É isto que eles não entendem, é isto que os motiva a viver para acabarem connosco.

Lamento, mas vão ter que levar com o mar vermelho até ao fim.

Para terminar, a viagem de regresso é dura mas há sempre aquela sandes de leitão para nos motivar até casa. O Benfica não se explica, vive-se.

 

Benfica 1 - 1 Braga: Gloriosos 24160

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Há pouco mais de um mês o Benfica recebeu o Braga na Luz para o arranque do campeonato. O Benfica vinha da conquista da Supertaça e conquistou os três pontos contra o Braga.

Repito, pouco mais de um mês depois e o contexto futebolístico está virado ao contrário. O Benfica volta a receber o Braga na Luz mas em luta para inverter um ciclo negativo que teima em manter-se.

Rui Vitória sentiu necessidade de lançar novas caras, novos nomes e algumas estreias no clube, como foi o caso de Krovinovic. Também tentou inovar na organização táctica da equipa.

Júlio César voltou à baliza, Eliseu, André Almeida, Jardel e Ruben Dias, na defesa. Depois, Filipe Augusto e Samaris, com Krovinovic mais à frente e Gabriel na direita, Rafa na esquerda e Raul na frente de ataque.

O mais interessante é que a equipa respondeu de forma positiva, tomou conta do jogo, mostrou vontade e chegou ao 1-0 por Raul.

O que é misterioso é o que se passa depois. Uma espécie de apagão colectivo progressivo que vai deixando a equipa apática a assistir à reacção do adversário até este chegar ao golo. Foi assim com o Portimonense, CSKA e Boavista. Muito estranho.

Dá ideia que psicologicamente a equipa não está estável, sinais mais evidentes à medida que chegamos perto do final do jogo e não se vê objectividade no ataque. Jonas podia ter dado a vitória mas André Moreira negou-lhe o golo e há uma jogada de Gabriel pela direita que é interrompida por fora de jogo inexistente e que dava golo. São pormenores que podiam ter mudado a história do jogo.

As coisas não estão a sair a bem mas hoje viu vontade de mudar o rumo dos acontecimentos, seja pela aposta em novos jogadores, seja pela escolha táctica, seja pela maneira como se chegou à vantagem.

É verdade que o ciclo é delicado mas falamos de três jogos seguidos para três competições completamente diferentes. Marcámos passo em todas elas mas não é o mesmo do que estar três jogos sem ganhar para o campeonato.É uma fase má que a equipa precisa de ultrapassar e hoje voltou a contar com a ajuda dos seus adeptos.

 

(Fotogaleria: João Trindade)

 

24160 que foram dignificar uma competição tratada aos pontapés pela Liga de Clubes. Que justificação dá a Liga para este Grupo ter o seu primeiro jogo depois da 9 da noite e até há pouco tempo nem se saber bem quando é que se disputava o outro encontro. Que competição é esta que tem um calendário completamente baralhado, o Porto adiou o seu jogo por alma de quem?! Um grupo que era para ter o Real mas que foi afastado para entrar o Belenenses que, por sua vez, trocou de lugar com o Portimonense como parceiro de Benfica e Braga. Isto é tudo surreal mas 24160 quiseram acompanhar a sua equipa numa competição que apenas o Benfica costuma prestigiar.

24160 que percebem o momento mau que a equipa atravessa e fizeram um esforço por vir ao estádio aproveitando os preços dos bilhetes baratos.

24160 num jogo de abertura da Taça da Liga na Luz deve ser um recorde, costumamos ser menos.

24160 nas bancadas não chega a ser metade da lotação do estádio e, por isso, temos sempre de perguntar pela outra metade. Parece-me que a equipa precisa do apoio dos seus adeptos mais do que nunca.

Valentes 24160, mereciam mais felicidade naquele último tiro do Jonas.

Que tudo volte ao normal no sábado com o Paços de Ferreira, já noutra competição.

Taça CTT - Grupo A: Benfica, Real, Vitória FC e Braga

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O grupo A do Benfica na Taça CTT tem os seguintes adversários: Real, V. Setúbal, Braga.

O vencedor deste grupo joga a meia final com o vencedor do grupo C formado por V.Guimarães, Feirense, Moreirense e Oliveirense.

A Final Four disputa-se no Estádio do Braga.

 

 

1ª jornada: SL Benfica - SC Braga

20 ou 21 de setembro

 

2ª jornada: SL Benfica - Real SC

25 ou 26 de outubro

 

3ª jornada: Vitória FC - SL Benfica

29 ou 30 de novembro

 

 

Benfica 3 - 1 Braga: Cá Estamos. A Ganhar. Para Não Variar.

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 Há um medo cénico em mim antes de todos os jogos que inauguram os nossos campeonatos. Possivelmente, isto vem do facto de o Benfica ter apresentado uma estatística durante alguns anos que dizia que os arranques eram quase sempre em falso. Ora, bem sei que a tradição tem mudado nos últimos anos e, agora, com Rui Vitória o primeiro jogo da Liga tem sido sempre vitorioso.

Mesmo assim, há aquele desconforto de ter de começar tudo de novo. Depois, o contexto não ajuda nada. As pré épocas acabam sempre em drama, os resultados não empolgaram, a imprensa levanta alarmes por cada jogador que sai, as exibições não convencem e, de repente, muita gente convence-se que está tudo mal, adeptos encarnados incluídos, dentro de um clube que é tetra campeão.

Depois, vem o primeiro jogo a sério da temporada e o Benfica acaba em festa com a conquista de mais um troféu. Aumenta a estatística de competições ganhas, o Museu Cosme Damião abre portas para receber mais uma taça, neste caso Super, os adeptos entusiasmam-se com um reforço como Seferovic, lembram-se da eficácia de André Almeida, da utilidade de Jardel e continuam a desconfiar do miúdo Varela mas já com um sorriso vencedor.

Acresce a todo este contexto um arranque de Liga NOS completamente absurdo. Não há em nenhum país do mundo um campeonato que comece num domingo, no dia seguinte à Supertaça que abre a temporada, e que veja a jornada 1 estender-se até... 5ª feira!

Ora, o Benfica acorda no domingo a festejar a estreia positiva na temporada mas deita-se já a 3 pontos do líder do novo campeonato. Quando, finalmente, entra em campo numa 4ª feira (!!) à noite já tem os dois rivais a 3 pontos de distância. É o que é, não deixa de ser tudo muito exótico, chamemos-lhe assim.

 

E para estreia calha-nos defrontar o Braga. Clube que tem andado sempre no Top 4 do nosso futebol, com uma eliminatória europeia já disputada e, portanto, com bom andamento. Tirando os dois rivais históricos, não se podia escolher adversário mais exigente, pelo menos, do ponto de vista teórico.

Ainda bem. Deu para ver que, afinal, o Benfica já está preparado para o campeonato, que a equipa já apresenta um futebol digno de um tetra campeão e que os dramas da pré época ficaram onde devem ficar sempre, na pré época.

 

Olhando para o 11 que Rui Vitória escolheu para o primeiro jogo na Luz desde que festejámos o tetra, só vislumbramos duas novidades, Bruno Varela na baliza, uma cara conhecida desde a nossa formação e Seferovic na frente. Dizer que Jardel e André Almeida ou mesmo Eliseu são uma espécie de remendo é parvo, uma vez que todos eles já fazem parte do núcleo duro do plantel há uns anos valentes.

Portanto, a pressão vai toda para o jovem guarda redes que ao ter a oportunidade da sua vida também sente todo o peso da responsabilidade de ser o nome mais falado quando se discute reforços. Neste aspecto, a estatística protege o miúdo, dois jogos oficiais, duas vitórias, 3 pontos e uma Supertaça. Nada mau. Não sei se é para continuar sem mais concorrência do que a actual mas, para já, o Bruno Varela merece o nosso carinho, acho eu.

Tive oportunidade de mostrar a minha satisfação pela aquisição de Seferovic a tempo e horas. Antes deste jogo recordei que o suíço costuma brilhar nas estreias em casa dos seus clubes e nos arranques de temporada, foi assim no Novara, em 2012, na Real Sociedad, em 2013 e no Eintracht, em 2014. Seferovic confirmou a regra e marcou contra o Braga. Melhor do que isso, mostrou porque é um excelente reforço para um sector já muito bem servido. Não engana.

 

E depois, apesar de todo o drama que se levanta todos os anos à volta do plantel do Benfica, enquanto a equipa apresentar jogadores em campo como Fejsa, Pizzi, Salvio, Cervi e Jonas, a qualidade vai sempre falar mais alto do que o ruído.

O Benfica voltou a apresentar aquele futebol sedutor durante largos minutos da primeira parte, chegou ao 2-0 e podia ter ampliado. Aliás, devia ter feito mais golos para resolver a questão mais cedo. Neste particular, Salvio não tem estado nada feliz na hora de se consumar as boas exibições com um resultado a condizer.

Ironia das ironias, na 2ª parte, já com o resultado em 2-1 após golo de Hassan antes do intervalo, foi Salvio a aparecer rápido em frente à baliza e confirmar o bom trabalho de Cervi na esquerda. Salvio fez golo e, espera-se, encontrou o caminho certo da finalização.

Voltemos atrás para falar do golo de Seferovic. Jonas na esquerda em cima de Esgaio faz o que quer e cruza superiormente para uma finalização à ponta de lança do novo jogador do Benfica. Um tratado.

Mas Jonas queria mais, e nós também. De uma bola a cair do céu mal aliviada na área do Braga, o nosso "10" dá um passo atrás, afia a mira e atira de primeira num golo de rara beleza. Este número, Jonas ainda não tinha apresentado na Luz. Que golo!

Portanto, 3 golos contra o Braga, nenhum deles deixa ponta por onde pegar para os odiadores de serviço, uma exibição que acalma as hostes encarnadas, enerva, ainda mais, os antis e fica a sensação que estamos a trabalhar para melhorar esta equipa.

Discretamente, na recta final da partida, ainda houve tempo para a estreia na Luz de mais um puto promissor, Diogo Gonçalves tem tudo para seguir a carreira feliz de outros miúdos vindos do Seixal.

 

Quanto ao video árbitro, no Jamor ganhámos, em Aveiro ganhámos e na estreia na Luz ganhámos. Obviamente, passámos do discurso de Maio em que com esta novidade o Benfica ia deixar de ganhar para um bem mais engraçado que sugere que o VAR só beneficia o Benfica.

Sabem o que é que beneficia mesmo o Benfica? Os adeptos que encheram o estádio e que exigem sempre mais ao clube. Desculpem lá mas vão ter que levar connosco outra vez porque no Benfica não nos cansamos de ganhar e quanto mais nos odiarem mais fortes nos vão tornar. Eu lembro-me bem do tempo das palmadinhas nas costas, nas temporadas de miséria em que os rivais vinham com palavras bonitas dizer que era bom que o Benfica voltasse aos bons tempos porque o futebol português precisava de um Benfica forte. Discurso carregado de hipocrisia e sorrisos mal disfarçados. Prefiro estes tempos em que esta tudo mal no plantel, que as épocas são mal planeadas, que as lesões são uma vergonha, que as transferências não prestam, que só ganhamos por e-mail, que compramos campeonatos com vouchers, que os nossos adeptos mais ferrenhos são ilegais, tudo o que vocês quiserem. O problema dos odiadores vai além da desesperada inveja, o problema é que nós somos o Sport Lisboa e Benfica e quanto mais nos atacam mais fortes respondemos. E é tão bom ser do Benfica, como sabem.

Ah, entretanto, hoje acaba a jornada 1. Amanhã começa a jornada 2. Engraçado, não é?