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Red Pass

Rumo ao 38

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Rumo ao 38

O Exemplar Artur Agostinho

Numa altura que vivemos um sentimento próximo do ódio a uma corja afecta a um clube regional que continua a usar a violência para exprimir o seu complexo de inferioridade em relação ao nosso clube, numa altura em que vejo pedidos desesperados aos benfiquistas para que mantenhamos a calma aparece uma notícia ainda mais triste que nos pode devolver à razão.

 

Faleceu Artur Agostinho. Não precisa de apresentações nem de elogios. Mas posso usar a sua figura para recordar os mais distraídos porque é que a nossa rivalidade pura é com o outro clube de Lisboa e não com uma bando de batoteiros mafiosos rodeados de filhos da fruta.

O senhor Artur Agostinho foi um sportinguista assumido. Coisa rara, enquanto jornalista, assumir a sua paixão clubística. Ele assumiu e nunca vi nenhum benfiquista não gostar dele e do seu trabalho por rivalidade. Era respeitado porque era um senhor, era um sportinguista que mostrava enorme respeito pelo Benfica e pelas suas figuras simbólicas. Relatou com emoção jogos nossos, gritou com convicção golos nossos, tinha relações de amizade com alguns dos nossos melhores jogadores de sempre. Há cerca de dois meses foi uma das valiosas presenças no palco do Coliseu dos Recreios em Lisboa na festa de homenagem ao nosso Eusébio.

Um grande senhor da nossa comunicação e um representante do tempo em que os nossos rivais ainda não tinham trocado o amor próprio pelo ódio comum ao nosso clube.

A minha homenagem a Artur Agostinho que fica eternamente como um exemplo de sportinguismo que merece a nossa rivalidade.