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Red Pass

Rumo ao 37

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Galatasaray 1 - 2 Benfica: Amor é Isto!

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Dá-me ideia que o Galatasaray vai protestar o jogo porque já percebeu toda a marosca que o Benfica anda a fazer nas diferentes competições. Depois de ter dado 10 ao Nacional porque os jogadores de Costinha, esse insuspeito e assumido anti-benfiquista, facilitaram, como ficou expresso pela metade da sociedade portuguesa não benfiquista, hoje o Benfica desenvolveu um plano terrível para vencer pela primeira vez na Turquia. Bruno Lage resolveu lançar uma equipa de crianças, Baby Benfica, segundo a crónica da Marca, para baralhar os turcos. Os jogadores do Galatasaray estavam todos desconcentrados a pensar nas namoradas abandonadas em plena noite de São Valentim. Os putos do Benfica nem sabiam que dia é que era porque , a maior parte deles, nem idade tem para namorar, daí estarem focados em jogar e ganhar. Lamentável, meus caros. Assim, não. Isto não é o meu Benfica. Sempre a inventarem artimanhas para vencer injustamente.

 

Noutra dimensão, vi muita gente preocupada com o facto do jogo atrapalhar o programinha de dias dos namorados. Também vi muito pessoal preocupado com a convocatória para este jogo. Os mesmos que criticaram a falta de rotação antes do Nacional, agora entraram em pânico com as ausências de Grimaldo, Pizzi, Jonas, Fejsa, Jardel, etc... O Benfica não é um clube fácil.

Voltando à malta que vacilou entre ver o Glorioso e o programa de São Valentim, é nestes dias que podem resolver as vossas vidas pelo melhor. Se ouviram o vosso homem ou a vossa mulher a largar questões do género "o Benfica é mais importante do que eu?", então é porque o futuro não é risonho. 

O Benfica não tem comparação, nem é um amor de São Valentim. O Benfica é vida. Mas é vida hoje, que vive uma fase empolgante, como já era no dia 14 de Fevereiro de 2000. Nessa noite, jogámos em Setúbal, numa 2ª feira à noite, e houve quem tivesse a lata de convidar a namorada para jantar nos arredores do Bonfim. E ver o jogo, claro. Relembro só o contexto dessa partida: menos de três meses antes, levámos 7 em Vigo, curiosamente nessa altura ninguém desconfiou de nada. Menos de um mês antes, o Sporting eliminou o Benfica na Luz para a Taça de Portugal, 1-3. E mesmo assim, nesse dia dos namorados de 2000 houve quem achasse mais importante arranjar maneira de arrastar a namorada para as bancadas do Bonfim, do que ir namorar tranquilamente sem viagens Lisboa - Setúbal - Lisboa. Porque o Benfica é maior que qualquer amor. Não é uma opinião é um facto. Portanto, o segredo nunca é comparar, nem ter que optar entre ver o Benfica e um jantar romântico. O segredo é encaixar o amor no meio da existência do Benfica. E nem vale a pena cederem só uma vez porque a médio / longo prazo isso vai acabar. Ou acham que ao abdicarem de ver hoje este regresso à Liga Europa para brilharem num restaurante da moda, com ambiente fofinho vai superar o facto de não terem visto em directo e com atenção a estreia do Florentino a titular do Benfica? Ou a tranquilidade com que Odysseas cresce na baliza? Ou a comovente dupla Ferro - Dias com Corchia recuperado e Yuri a provocar o penalti que Salvio aproveitou? Ou o enorme jogo que Gedson fez, tanto ao meio como na direita, a entrega do Cervi e mágica dupla atacante Seferovic - Félix? 

Acham que algum dia vão perdoar a vossa cara metade que fez beicinho e chantagem só para se sentirem mais importantes que o Benfica? Não vão conseguir. 

Só há um tipo de casais felizes, os que aceitam a existência do Benfica com todo o respeito e com toda a naturalidade. Os que aceitam que o papel mais importante na vida do parceiro ou parceira é aquele espaço temporal que acontece entre o final de um jogo e o começo do próximo. E, caramba, é muito tempo útil para namorar, não me lixem! 

Não se enganem a vós próprios, encontrem o vosso par perfeito, porque a escolha mais difícil e acertada da vossa vida já está tomada, é serem do Benfica. E isso é um privilégio que é preciso saber dignificar. 

É mais fácil do que parece. E olhem para os que não são deste maravilhoso clube, vejam na insanidade mental gradual em que estão a cair. Nós estamos no bom caminho. Pensem nisso.