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Rumo ao 38

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Benfica 2 - 1 Lyon: A Tradição Cumpriu-se

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Em 1990 vencemos o Marselha na Luz por 1-0. Todos sabem que foi épico. Em 2005, vitória contra o Lille por 1-0. Em 2010 ganhámos contra o Lyon numa emocionante 4-3. Em 2014 batemos o PSG por 2-1. Em 2014 o Mónaco perdeu na Luz por 1-0. E antes de eu nascer, em 1967 o Benfica ganhou ao Saint Etienne por 2-0. A única vitória por mais de um golo.

Ou seja, vi todos os jogos na Luz do Benfica contra franceses a contar para a Taça/Liga dos Campeões Europeus. O Benfica venceu sempre mas nunca convenceu. Hoje cumpriu-se a tradição. 

Em 2019 o contexto deste reencontro com o Lyon era cinzento, o Benfica chegou ao 3º jogo da fase de grupos a precisar de vencer e voltar a fazer parte das contas de um grupo muito equilibrado. 

Bruno Lage preparou o jogo com uma estratégia interessante, tirar uma das referências ofensivas ao Lyon e apostar em Seferovic mais adiantado com Rafa bem perto. Encostou Gedson na direita, deixou Pizzi no banco, e lançou Cervi na Esquerda. Uma dinâmica atacante inesperada e que terá atrapalhado as ideias de Rudi Garcia.

Florentino recuperou a tempo de se estrear na Champions à terceira jornada, Gabriel manteve a posição depois de paragem prolongada e atrás Tomás Tavares continuou como defesa direito. 

Só por má fé ou desconhecimento é que se pode catalogar esta aposta inicial de Lage como rotação ou "invenção". Houve um plano de jogo, uma estratégia que levou a colocar algumas caras novas e posições inesperadas. Mas foi estratégia. Boa ou má, foi uma ideia. 

Da maneira como o jogo começou e com o golo do Benfica tão cedo no jogo, é seguro dizer que o plano de jogo resultou bem e equipa do Benfica respondeu de acordo com as expectativas da equipa técnica. Foi uma enorme pena ver Rafa a sair de campo ao fim de um quarto de hora de jogo e perceber que Seferovic ficou a , digamos, 60% das suas capacidades depois de uma entrada que devia ter resultado na expulsão do central do Lyon. 

Bruno Lage teve que mexer no que de bom tinha pensado e optou pela forma mais segura, Pizzi para a direita e Gedson para perto de Seferovic. Perdeu-se o efeito do começo do jogo. 

Com o resultado em 1-0, a equipa começou a mostrar que não estava disposta a arriscar a procura do segundo golo e quis entrar num perigoso controle de vantagem mínima. Depois de um susto com uma bola na trave, veio mesmo o golo do inevitável Depay. Um empate que servia bem aos instaveis franceses e que deixavam a Luz à beira do desespero. 

Pizzi tentou de longe dar a vitória ao Benfica mas a bola bateu no poste. Revoltado com a pouca sorte europeia que tem acompanhado a equipa, Pizzi ficou muito atento à reposição de bola e deixou Anthony Lopes mal ao adivinhar onde a bola lançada pelo guarda redes português ia cair. Foi um golo pleno de oportunidade e de reacção perfeita. Um golpe inesperado que devolveu a vantagem ao Benfica e garantiu a vitória tão desejada e necessária. 

Agora é dar seguimento a este triunfo em França. 

O Lyon não perdia na fase de grupos da Champions há 11 jogos, última derrota com a Juventus em 2016, o Benfica conseguiu os primeiros três pontos europeus desta época. O primeiro passo para uma retoma europeia está dado.