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Benfica 2 - 0 Vitória de Guimarães: Jonas nasceu dia 1 de Abril porque é demasiado bom para ser verdade!

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 Lembro-me que em 1990 fiquei eufórico com os 33 golos que o grande Mats Magnusson fez no campeonato 1989/90. Era a confirmação da tradição de um clube alimentado por grandes goleadores da história do futebol. Isto só para servir de termo de comparação com os dias de hoje, no último dia de Março de 2018, Jonas iguala os 33 golos do sueco com toda a naturalidade. É o melhor jogador estrangeiro que já vestir a nossa camisola. Uma lenda em movimento, um privilégio assistir aos seus jogos, uma epifania inesperada quando chegou à Luz a preço zero.

Está de parabéns hoje, faz 34 anos e faz todo o sentido que tenha nascido no dia 1 de Abril porque é demasiado bom para ser verdade. Este pensamento recolhi das redes sociais que vibram com os feitos do nosso Jonas Pistolas. 

Isto leva-me a perguntar o que é se passa com cerca de 10 mil benfiquistas que tinham entrada garantida na Luz e não apareceram nem passaram essa oportunidade para terceiros. Que não possam ir ao estádio eu entendo mas é inaceitável que não tenham o cuidado de emprestar o cartão a alguém. Nem que seja só para ver o Jonas ao vivo.

 

O jogo com o Vitória não foi nada fácil. A vantagem de Rui Vitória nesta fase do campeonato é ter encontrado um "11" forte e equilibrado que tem repetido quase sempre nas últimas sete partidas. A equipa acaba sempre por conseguir achar o caminho do golo mesmo que tenha apanhado valente susto com um golo anulado por fora de jogo e confirmado pelo VAR. 

Foi preciso esperar pelo final da primeira parte para ganhar um penalti por mão na bola de um adversário que o árbitro não viu mas teve que rever por causa do VAR. É justiça poética que na parte decisiva da prova o VAR seja assim decisivo no Estádio da Luz, confirmando-se que o Benfica seria prejudicado que não houvesse tecnologia, como não houve nas últimas quatro temporadas. 

 Jogar na Luz a meio de uma quadra festiva como é a Páscoa, num fim de semana alargado, proporciona um ambiente diferente na Luz com muitas famílias no Estádio imunes à campanha de destruição do futebol que se verifica todos os dias um pouco por todo o lado. Na Luz respira-se Benfica, os benfiquistas só querem saber da sua equipa, dos seus jogadores, dos seus ídolos e acreditam totalmente no trabalho que o futebol do Benfica. E isto é um pequeno milagre que está a acontecer porque se formos pelo "trabalho" que tem sido feito fora do Benfica por todos os agentes envolvidos na competição o estádio já devia estar vazio. A conclusão é que o Benfica é muito maior que o futebolzinho português todo junto. Algo que já desconfiava mas que agora assume relevo de facto.

 

É aqui que entra em acção o papel dos benfiquistas no estádio. Com o resultado num perigoso 1-0 durante a segunda parte, os adeptos reagiram dando energia extra à equipa. Cânticos fora dos topos, resposta à altura contra a claque do Vitória e uma motivação que levou o Benfica a fazer o 2-0 e mais um momento de magia. Raul Jimenez confirma-se como o melhor suplente do mundo, entra sempre com alegria de um miúdo que vai fazer a sua estreia e trazia um sonho por realizar. Um passe de letra para a cabeça de Jonas ali na Baliza Grande. Um momento para marcar este campeonato.

 

Além de ter o "11" bem organizado, Rui Vitória tem do seu lado o facto de ter um plantel recheado de campeões que sabem o que é preciso realmente fazer nestes últimos meses de competição. Ter no banco de suplentes homens como Luisão, Raul, Samaris ou Salvio, é um luxo que pode ser determinante para esta recta final de campeonato. 

Sente-se que o Benfica está forte e como tal também deve incomodar todos os envolvidos na campanha mais negra contra o futebol que já se viu em Portugal e que julgavam ser suficiente para matar o Tetra Campeão.

Estamos vivos e estamos na luta. 

E temos Jonas!