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Red Pass

Rumo ao 38

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Benfica 0 - 0 Vitória de Guimarães: Quase 40 Mil na Luz Pedem Mais

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Tenho que começar por congratular os benfiquistas que foram à Luz ver a estreia do Benfica na Taça da Liga 2019/20. Quase 40 mil adeptos nas bancadas é muito significativo para assistir a um jogo da terceira competição, em termos hierárquicos, do calendário do futebol português. Tanta vez que critiquei ao longo dos últimos anos o desinteresse do público afecto ao Benfica por jogos oficiais, mesmo que da Taça da Liga, que devo mesmo elogiar a composta plateia do Estádio da Luz nesta 4ª feira. E uma palavra também para os muitos adeptos do Vitória que conseguiram estar a apoiar a sua equipa a meio da semana às 19h tão longe da sua cidade. Grandes.

O jogo despertava interesse por colocar frente a frente duas equipas já bem rodadas esta época, com compromissos europeus, e com promessa de bom futebol. 

Já se sabe que nesta prova os treinadores acabam por mudar bastante o desenho e os nomes das suas equipas e, por isso, dificilmente temos ideias tão organizadas e articuladas como no campeonato. 

A verdade é que foi a equipa de Ivo Vieira, que se confirma como um treinador muito interessante, a mostrar mais qualidade colectiva e com futebol mais convincente. Numa espécie de 4-2-3-1, o Vitória apresentou algumas caras novas. Douglas na baliza, Sacko na direita, Florent na esquerda, Pedro Henrique e Frederico Venâncio como centrais. Depois Agu e Denis como médios mais baixos, Davidson, André Almeida e Rochinha no apoio a Léo Bonatini. Uma boa ideia com lances promissores e que só não deram vantagem aos minhotos porque esbarraram numa bela estreia de Zlobin com alguma infelicidade à mistura. 

Já Bruno Lage lançou Zlobin, a melhor revelação da noite, Jardel ao lado de Ruben, Tomás e Nuno Tavares nas alas. Samaris regressou ao meio, Gedson estreou-se como titular esta época, Taarabt manteve a posição e Caio como extremo. Na frente, Seferovic novamente a titular com a companhia de Jota, eles que inventaram o golo da vitória em Moreira de Cónegos.
Houve muitos problemas para ligar o jogo e para conseguir que Adel, Jota ou Gedson fizessem a diferença no jogo interior. Ideias que foram bem contrariadas pelo posicionamento do Vitória. 

Um 0-0 inquietante e que foi enervando a plateia da Luz habituada a festejar golos.

Na 2ª parte houve mais Benfica. Tomás Tavares soltou-se e apareceu bem ofensivamente, Gedson e Taarabt assumiram mais jogo mas não foi o suficiente para fazer a diferença na finalização. 

Samaris acabou substituído e mostrou um momento de forma pouco interessante, Caio e Jota também não conseguiram agarrar a oportunidade e deram lugar a Rafa e RDT. Para o lugar de Samaris entrou Gabriel, a melhor notícia do dia. 

Com estes três reforços, o Benfica ganhou dinamismo, mais objectividade, velocidade e impôs o seu futebol mais habitual. 

Mas não chegou. Mesmo porque do outro lado foram a jogo Lucas Evangelista, André Pereira e Marcus Edwards, tudo jogadores de boa qualidade. 

O Benfica foi mais forte depois das trocas e mostrou querer ganhar o jogo, esteve perto de conseguir fazer golo em duas ou três oportunidades mas acabou mesmo a zero. 

Os quase 40 mil que foram à Luz deram o sinal que querem ver o Benfica ganhar esta competição, cabe agora à equipa lutar pelo apuramento em Setúbal e na Covilhã.