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Red Pass

Rumo ao 38

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Bayer Leverkusen 3 - 1 Benfica : Desilusão!

À terceira foi de vez, o Bayer venceu um jogo ao Benfica que caiu com estrondo em Leverkusen.

 

Jorge Jesus mexeu na equipa, como é habitual nestes jogos europeus, só que as alterações revelaram-se ineficazes e o factor surpresa/motivação que costuma resultar na Liga Europa teima em dar mau resultado na Champions League. Uma entrada muito macia que deixou a equipa à mercê do intenso pressing do Bayer logo à saída da área do Benfica não deixando a equipa portuguesa entrar no jogo.

 

Uma primeira parte tão má que chegou a lembrar Paris do ano passado! O Bayer chegou ao 2-0 e só não ampliou porque houve bola ao poste, falhanço inacreditável de Çalhanoğlu e outros que tais. Quando ao fim de uma hora de jogo o Benfica consegue entrar na disputa do resultado com um belo golo de Salvio permitiu a imediata reacção dos alemães que sacaram um penalti a Jardel e resolveram o jogo.

 

Jorge Jesus optou por fazer descansar Maxi Pereira, Lima e Samaris, curiosamente todos chamados ao jogo na 2ª parte e lançou Júlio César na baliza. Cristante passou ao lado do jogo, assim como Talisca, Derley lutou como pode na frente e André Almeida foi o menos mau tanto na direita como depois no meio campo. A grande desilusão foi mesmo Júlio César.

 

Não querendo ser injusto e basear a opinião num só jogo, Júlio César foi tudo aquilo que a equipa não precisava e deixou uma imagem absolutamente assustadora para quem ficou órfão de Oblak e entregue a Artur. O reforço brasileiro em nada fez esquecer Artur. Fez asneira ao defender para a frente permitindo a recarga do inevitável Kießling, pareceu antecipadamente derrotado no pontapé de Son, onde não podia fazer muito, diga-se, e até no penalti deixou os adeptos a suspirarem por Artur que já brilhou nessa situação esta época. Depois, não se vê em Júlio César um ar motivado, um sinal de inspiração, parece abatido e ainda a pensar na tragédia do Mundial. Se calhar não foi boa ideia ter posto o homem em contacto com alemães tão cedo, a goleada do Brasil ainda deve estar naquela cabeça. Fiquei muito desiludido com o guarda redes. Fico muito preocupado com a nossa baliza.

 

Do lado do Bayer brilharam todos os craques de que falámos aqui nos últimos dias, além dos marcadores dos golos, o colectivo do Bayer foi muito forte fisicamente e bastante coeso tacticamente. Tudo o que se sabia deles vimos hoje em prática. Preocupante é o Benfica não ter dado sinais de conseguir contrariar tudo o que já se sabia do adversário. Foi má a entrada do jogo, foi horrível a sensação ao intervalo de impotência, houve uma pequena esperança na altura em que Salvio reduz mas depois do 3-1, com mais de 25 minutos para jogar, a imagem de baixar os braços e desistir da partida foi o pior da noite.

 

Tudo bem que a prioridade é o campeonato mas não podemos fazer exibições destas na maior prova de clubes do mundo. Claro que tenho de voltar a bater na mesma tecla que bati no Estoril, Jardel e Eliseu quando estão no mesmo raio de acção defensiva são assustadores e não inspiram confiança nenhuma. Muito preocupante que em noite de mudanças e novas oportunidades não tenhamos visto nem Lisandro Lopez a sair do banco, nem Benito nos convocados. Passar de Garay para Jardel é deprimente e dá muitos desgostos, sendo que o brasileiro é um óptimo suplente.

 

Noites destas deixam um rasto de tristeza e pouca esperança num futuro europeu. Um Benfica tão espectacular na Liga Europa e tão tristonho na Liga dos Campeões, não dá para equilibrar a fórmula? Não peço uma utópica candidatura à vitória em Berlim mas exige-se uma participação digna nesta fase. Se a Europa estiver a atrapalhar muito o objectivo Bi-Campeonato, sem dúvida o mais importante, então evitem a Liga Europa. De preferência seguindo em frente na Champions League, algo que já não me parece nada acessível.

 

 

 

 

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