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Red Pass

Rumo ao 38

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Vitória de Guimarães 0 - 0 Benfica: O Berço dos Bi Campeões !

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Ora aqui está a crónica mais apetecida da temporada. BI CAMPEÕES ! !

A semana que nunca mais passava deu lugar a uma manhã de domingo esplendorosa de sol. A dúvida se o dia de verão também se tinha instalado no Minho rapidamente foi dissipada por mensagens. Um domingo maravilhoso de norte a sul anunciava algo de grandioso para este dia 17 de Maio.

 

Tudo estava mais do que combinado entre os amigos e companheiros de sempre destas romarias. Partida bem cedo. Incrível como não custa nada acordar de madrugada nestes dias!

Paragem em Torres Vedras para cumprir uma espécie de ritual, um pequeno almoço reforçado, para não lhe chamar bruto. Sandes de cozido à portuguesa e umas sagres. Pronto, pequeno almoço à campeão e prontos para aguentar a viagem até ao almoço.

Jogos no Minho têm sempre este atractivo, roteiro gastronómico forte.

Desta vez, a escolha obrigava a um desvio até perto do Rio Tâmega na zona de Marco de Canavezes. Um insuspeito barracão que nos recebeu com apurada feijoada, generoso bacalhau assado e valentes costeletas, tudo acompanhado com o vinho verde da região. Ainda tivemos direito a umas cavacas locais deliciosas. Quanto pagámos por este farnel? Dez euros a cada um. Adoro o norte!

 

De barriga aconchegada, fuga para o grande objectivo do dia.

 

O Benfica precisava de fazer o mesmo resultado que o Porto no Restelo mas o que todos queríamos era uma vitória na última deslocação do campeonato.

O jogo começou a alta ritmo e na nossa bancada sentia-se que íamos festejar depressa.

O facto de não estarmos a ganhar por 2 ou 3 golos ao fim de 20 minutos deixava-nos incrédulos e apreensivos. Ao meu lado, a cada golo falhado, ouvia falar do bruxo de fafe. Parecia bruxaria mas também me pareceu mais colinho quando o golo de Salvio é anulado. Era o 0-1, não havia fora de jogo mas continuou tudo empatado.

 

O jogo baixava de intensidade e o Vitória optava pelas constantes quebras de ritmo com os seus jogadores sem pressa nem vontade de jogar à bola. Foi tempo para respirar fundo e deitar um olhar mais profundo e atento aquelas bancadas brancas cheias de sol a contrastarem com o verde onde se perde de vista o teleférico na Montanha da Penha que serve de cenário por trás das bancadas do D.Afonso Henriques à nossa esquerda. Por momentos, aprecio aquele quadro e penso como é bonito o futebol numa tarde de calor.

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Faltava o golo do Benfica. Do Restelo também não chegavam notícias relevantes. Chegava o intervalo e aumentava a ansiedade ao saber que, afinal, o Porto já tinha conseguido chegar à vantagem.

 

Era preciso apoiar ainda mais e puxar o Benfica para a baliza do nosso lado. A ver se a sorte mudava e se não anulavam mais golos. Infelizmente, a segunda parte não teve o ritmo daqueles primeiros minutos de jogo e não houve grandes oportunidades de golo. A intenção da equipa de Rui Vitória em acalmar o jogo e perder tempo sempre que possível não me enervava só a mim. Ouvir em Guimarães bem alto "Joguem à bola, palhaços, joguem à bola" deve ser coisa rara naquele estádio para os da casa mas foi mais do que merecido.

 

O tempo passava e começávamos a pensar que tínhamos mais uma semana interminável pela frente até chegar o último jogo com o Marítimo. Os adeptos do Vitória estavam felizes por não terem de assistir a uma festa de campeão na sua casa.

Só que faltava saber o que se passava no Restelo. De repente a nossa bancada explode em alegria descontrolada contrastando com a apatia dentro do relvado e a reacção incrédula das bancadas brancas. Tiago Caeiro tinha empatado o Belenenses - Porto.

 

A partir daí aconteceu rara magia numa tarde de futebol em que há jogos ao mesmo tempo e falta informação oficial rápida. Continuávamos a puxar pelo golo definitivo do Benfica mas a atenção dispersava-se pelos telemóveis em busca de novidades alheias. De preferência que não houvesse novidades nenhumas a não ser o fim do outro jogo.

São momentos de insanidade total. Um olho no relvado, outro na palma da mão. O banco do Benfica ali à nossa frente, lá em baixo do lado direito, todo de pé a olhar para nós. Os jogadores a tentarem fingir que não era nada com eles e a procurarem chegar à baliza contrária. A bancada cada vez mais eufórica.

 

Até que, do nada, o resto do D. Afonso Henriques rejubila com um golo alheio. Todos virados para nós a festejar algo que não era deles mas que no momento lhes servia de feição. Parecia que não ia haver mesmo festa. Guardei o telemóvel e pensei na viagem para baixo e no descanso que me parecia precisar.

 

Uns minutos de desalento até que muitos companheiros na bancada começam a reagir e a dizer que os vitorianos estão maluquinhos da cabeça, já que no Restelo continuava tudo empatado! Correria escadas acima, escadas abaixo, para tentar perceber em que ponto é que estávamos.

O jogo caminhava para o minuto 90 e nova explosão no mar vermelho atrás da baliza do Vitória. Já poucos olhavam para o relvado, abraços, lágrimas, saltos, cachecóis e bandeiras ao alto e o grito de campeões saía pela primeira vez com convicção.

Eu, desconfiado, tentava compreender o que foi aquela festa dos vitorianos uns minutos antes. Continuei concentrado no relvado. Ao ver a festa que começava no banco do Benfica, sorri.

Há um livre para a nossa área e sobem os jogadores de preto e branco. Sustive a respiração. Não se passou nada, respirei fundo. Já não tirava os olhos de Soares Dias. Apitou mas era para um lançamento lateral. À minha volta a festa já era de arromba. Até que vejo o braço do árbitro a apontar para o meio do campo e nem ouvi o apito final, só vi a correria louca dos mantos sagrados no relvado de Guimarães.

Emocionei-me durante uns minutos que são só nossos. Lembrei-me de quem está a 300 kms de distância e quem já nem cá está. Dos amigos que ficaram em Lisboa, da mãe que trocou mensagens comigo até à vitória final, do pai, que apesar de lagarto acaba sempre por gostar destes momentos, e, claro, da minha mulher que me atura esta loucura desde o primeiro dia. Nesta altura nem tenho que lhe agradecer pelo apoio, estes dias são fáceis. Agradecer é por todos os dias que não acabam assim.

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 De seguida abraçar todos os amigos e companheiros de bancada. Uma família sempre presente. Aplaudir os jogadores e festejar com eles.

E depois encarar uma espera incompreensível de mais de uma hora fechados numa bancada e ver à distância a festa que começava no resto do país. Mais de uma hora fechados, repito.

 

Entretanto, voltei a lembrar-me daqueles festejos loucos dos adeptos do Vitória na recta final do jogo. Que é que foi aquilo? Alguém me explica que foi por causa de um penalti marcado a favor do Porto que originou aquela alegria. Só que depois o Jackson falhou e o Porto empatou. Esta versão corria forte na bancada.

Uma hora depois fico a saber que nem houve penalti nenhum. Mantém-se o mistério. Pessoal do Vitória, o que é que foi aquilo?!?

Como são bonitos os dias de estádio com futebol à mesma hora. As lendas que nascem e morrem. Daqui a uns anos há de haver alguém a jurar que o Porto falhou mesmo um penalti no fim do jogo do Restelo...

 

Aquele descanso que parecia precisar, de que falei mais atrás, deu lugar a uma vontade incontrolável de festejar e fazer 300 kms para fazer parte de uma festa que também devia ser nossa.

Como não temos aviões à espera, temos de fazer o mesmo caminho a pé do estádio ao estacionamento e depois de carro até Lisboa. A meio da viagem percebemos que já tinham estragado a festa do Marquês e, portanto, o destino era o lar, doce lar. Sabe tão bem regressar a casa como Bi Campeão e ver aquele sorriso cúmplice à nossa espera.

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Tal como em 2005, festejei o título no estádio onde o Benfica jogou. Não estive no Marquês nem com os meus amigos que ficaram por Lisboa. Paciência, festejei onde tinha que festejar.

Termino recordando como tudo começou. Uma noite de verão em Pêra, no Algarve, em casa do meu amigo Luís com a sua família e o casal amigo Sil e Sérgio, juntámo-nos para ver a Supertaça. Uma pré época deprimente que deu lugar a uma exibição esperançosa. Quando Artur defendeu o penalti que garantia o primeiro troféu da época, abracei o Luís e saiu-me a frase: Vamos ser campeões. Vamos ganhar o Bi! Foi hoje, pessoal!

 

Olha, Olha o Mota...

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Portanto, o Adriano lixou o plano do José Mota ir ao Dragão sem o seu guarda redes titular. Devia ser uma ideia vinda do outro lado do mundo...

Ora cá Está, Mais Colo!

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No começo da semana falei aqui da situação dos jogadores impedidos de jogar pelo Nacional na próxima jornada. O goleador Marco Matias viu o 5º cartão amarelo e está de fora.

Depois havia a situação de Tiago Rodrigues. emprestado pelo Porto, que já tinha visto 3 cartões amarelos pelo Porto B e agora juntou mais dois pelo Nacional e , teoricamente, ficava de fora no reencontro com a sua equipa.

Durante a semana os dirigentes do Nacional levantaram algumas dúvidas e foi com surpresa que a Liga informou que , afinal, Tiago Rodrigues estava livre para jogar contra o Porto pois só estavam contabilizados os dois cartões amarelos que viu a alinhar pelos madeirenses.

Manuel Machado terá ficado aliviado por ter menos uma baixa e assim tudo parecia bater certo. Até que hoje sai a convocatória para o jogo e acontece isto:

 

Tiago Rodrigues, médio que está emprestado pelo FC Porto, ficou de fora da convocatória para o jogo de amanhã. O jogador tem uma gastroenterite e está, assim, impedido de defrontar a equipa portista. Marco Matias, que cumpre castigo, e Marçal, lesionado, também são baixas certas.

 

Caramba, que azar! Deve ter sido a mesma gastroenterite  que afectou Kayembe...