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Red Pass

Rumo ao 37

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Benfica 4 - 2 Rio Ave: Voltar a Respirar

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O começo foi doloroso. Parecia que o pesadelo de Portimão estava para continuar... 

Mas quando a equipa ganhou confiança e acertou nas transições ofensivas aconteceu uma daquelas "remontadas" à antiga que dá gosto dizer que se esteve no Estádio para ver.

O cenário era complicado, a derrota na jornada a meio da semana ditou mesmo a queda da equipa técnica liderada por Rui Vitória e o sangue novo veio do banco da equipa B com Bruno Lage como rosto mais conhecido.

O desafio era, acima de tudo, convencer os jogadores a darem mais, muito mais, do que tinham mostrado contra o Portimonense. Bruno Lage preparou o jogo, olhou para o adversário e optou por um clássico 4-4-2. Ao contrário do que a convocatória parecia indicar, o parceiro de Seferovic não foi Ferreyra. Nem Castilho. Os dois reforços ficaram no banco e a aposta foi em João Félix. Portanto, na ausência do castigado Jonas, Seferovic e João Félix na frente. Salvio recuperou o lugar na direita e Cervi foi aposta na esquerda. Discutível a ausência de Zivkovic, uma boa dor de cabeça para o treinador.

No meio Pizzi e Fejsa, Gedson saiu da equipa depois da exibição nula do Algarve, e lá atrás tudo igual. 

Mudavam as dinâmicas atacantes com mais procura por jogo interior e relevância para o papel dos dois homens da frente que foram essenciais para a vitória. Pelos golos marcados e pelo que fizeram jogar.

Estas são as boas notícias deste novo ciclo. As más viram-se logo no começo da partida. Muitos desequilíbrios defensivos, pouca consistência no meio campo sem bola pouca oposição à velocidade e imprevisibilidade individual dos adversários. SE a ideia é melhorar o processo ofensivo, então é urgente afinar e acertar em toda a organização defensiva.

A perder por 0-2, à imagem do que tinha acontecido em Portimão, a equipa do Benfica ficava entregue a si própria. Aqui com a vantagem de jogar em casa e com os adeptos a quererem ajudar. Primeiro houve forte assobiadela à apatia da equipa mas assim que se percebeu que vontade de vencer era mais que muita a plateia começou a ajudar. Vieram os golos e a harmonia com as bancadas passou a ser total. 

O que me faz confusão actualmente no Estádio da Luz é a passagem da depressão colectiva à euforia desmedida em poucos minutos. Também me parece que os adeptos estão algo perdidos no meio de tantas emoções, boas e más. 

Já expliquei que nunca assobiei nem mostrei um lenço mas não critico quem o faz. Quando a equipa sofre o 0-2 achei normal a assobiadela geral. Não concordei porque acho que nunca vem ajudar em nada. Mas faz parte do jogo. Acho que ainda fico mais incomodado quando vejo a famosa onda depois de consumada a reviravolta. Se os assobios se explicam por justificado descontentamento com a fragilidade defensiva da equipa, a onda não tem explicação. Estamos numa fase delicada da época, mudámos de treinador e não sabemos por quanto tempo vamos ter esta equipa técnica, estamos a sete pontos do líder, andamos no 4º lugar da classificação, onde estão os motivos para a euforia? Por termos dado a volta a um resultado? Ok, tudo bem mas a mim parece-me exagerado.

Prefiro olhar para o que de bom saiu deste jogo de hoje, prefiro olhar para a frente e tentar perceber os problemas que Lage vai ter já nos Açores. Volta Jonas, quem sai? Mantemos o 4-4-2? E quando Rafa estiver recuperado? Enfim, temos tanto com que nos preocupar que nestas vitórias só consigo sentir alivio. 

Uma palavra elogiosa para Bruno Lage que aceitou o desafio de liderar a equipa num momento delicado e prestou um óptimo serviço ao clube. Tanto no jogo como nas declarações que se seguiram.

O golpe profundo de Portimão foi estancado hoje contra o Rio Ave. O futuro está já aí e é preciso manter este sentimento de missão. Sem euforias e sem depressões, de preferência.

Portimonense 2 - 0 Benfica: Fim da Retoma

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Começo pelo fim.

Ao contrário do que a imprensa generalista e especializada quer fazer passar, eu não sou nenhum criminoso incendiário. Não bastava o enorme "cabeção" que levava ao sair do estádio com a miserável passagem do Benfica pelo Algarve, ainda tive que atender chamadas e responder a sms que davam conta de uma bancada a arder. Precisamente, aquela onde estive a ver o jogo. Meus amigos, se não sabem distinguir umas tochas acesas no chão entre cadeiras e um incêndio, então não são os adeptos que são incendiários, são vocês todos que são uns idiotas. Os que fazem as notícias, os que as passam e os que as engolem. Se querem preocupações com fogos no Algarve vão fazer alguma coisa pelas vítimas de Monchique e arredores. Cambada de hipócritas.

Ainda na sequencia da negra noite, depois do jogo o único momento bom foi rever e saudar gente boa que é movida pelo Benfica, do sul ao norte, porque o regresso a casa foi um pesadelo de dezenas e dezenas de quilómetros de nevoeiro cerrado pela A2.

Antes do jogo, tudo certo, tudo bem. 

Ir ver o Benfica a Portimão a meio de uma semana de trabalho equivale a fazer esforços e sacrifícios só para vermos a nossa equipa ao vivo. Ao contrário do que a Liga de clubes pensa, o sucesso de um estádio cheio numa gelada 4ª feira à noite não tem nada a ver com a vaidade e soberba que o Pedro Proença mostra em todas as suas intervenções públicas. O estádio de Portimão está cheio APESAR da organização da Liga. APESAR de marcarem os jogos tarde a más horas, APESAR de tratarem os adeptos mal dentro e fora do estádio. Percebam isso, não se vangloriem de um campeonato que deve é um exemplo do que não deve ser uma organização. Basta dizer que saímos de Portimão sem saber datas e horas da próxima deslocação. 

Depois o clube Benfica também tem de perceber que ninguém está ali aquela hora, num dia de trabalho, metendo folgas, férias, adiando compromissos e deixando as famílias para segundo plano, por causa de um dirigente, de um treinador ou de algum jogador. Nada disso. Os que estão ali, estão pelo Benfica. Já foi assim naquela noite fria em que os adeptos quiseram estar no primeiro jogo do ano numa inédita deslocação à Trofa. Curiosamente, o jogo de ontem leva-me precisamente para essa época do Quique Flores, a mesma derrota por 2-0 e o mesmo sentimento de impotência perante uma ideia de jogo falida.

Mesmo sabendo que a equipa joga mais mal que bem, mesmo sabendo que a aposta nesta equipa técnica tem estado por um fio, ou por uma derrota, os adeptos lá estavam. Quem critica no conforto do sofá nunca vai entender o sentimento de quem faz tudo por estar lá. 

O que aconteceu em campo foi o chamado desastre à espera de acontecer. Ontem foi o ponto final da tal retoma que fez de Dezembro um mês vitorioso e que deixou no jogo com o Braga uma clara ilusão imediatamente contrariada em mais um apuramento na Taça da Liga sofrido e envergonhado.

Exibição desastrosa do Benfica. Desfocados, desconcentrados, vencidos e sem soluções externas. 

Não há desculpas para um jogo assim que simbolicamente marca o arranque do ano 2019. Só faço uma ressalva ao Jonas que me pareceu mal expulso. 

De resto, nem há ponta por onde pegar. Uma letargia que se estendeu às bancadas onde até os adeptos pareciam conformados com o triste espectáculo. Parecia que estava tudo à espera de uma noite assim. 

Mas não é bem assim. Nós quando tomamos a decisão de juntar um grupo e viajar de Lisboa ao Algarve, a ideia nunca é voltar com este sentimento de tristeza e depressão. Por isso, é que combinamos encontros e reencontros, nos sentamos à mesa a comer, a beber e a partilhar histórias e opiniões entre várias gerações de benfiquices. Somos sempre muito bem recebidos e tratados no Algarve. Desta vez, o repasto foi em Pêra no pequeno e acolhedor restaurante Boa Onda. Muitos e bons petiscos, variada carne e aguardente de figo. Procurem que vale a pena. 

Depois há momentos de prazer que ninguém nos tira, esplanada com cerveja e aquele sol algarvio que até no inverno parece verão. As conversas sempre à volta do mesmo. Isto ninguém compra, ninguém explica, ninguém troca. 

O resto é um jogo a que estamos sujeitos. Inesperado não foi, desagradável e inaceitável é sempre que o Benfica perde. 

Na viagem para Lisboa vinha a pensar nas coincidências do futebol. O primeiro jogo de Rui Vitória no Benfica foi no Algarve e correu mal. Simbolicamente este último jogo foi na mesma região e o sentimento de azia é igual. 

 

Aves 1 - 1 Benfica: De Volta à Final Four da Taça da Liga

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Havia muita expectativa para este último jogo do Benfica em 2018. Era também o último jogo da fase de grupos da Taça da Liga. As duas vitórias na Luz abriam as portas da fase final com confiança. Bastava o empate na Vila das Aves para a equipa de futebol do Benfica entrar em 2019 a lutar por quatro diferentes competições.

Apesar deste contexto, Rui Vitória tinha prometido na conferência de imprensa pré jogo que o Benfica não ia para empatar, ia jogar para ganhar. Aliada a essa promessa estava na memória de todos a goleada ao Braga no domingo que deixava no ar a possibilidade da equipa voltar a exibir-se mais de acordo com as exigências do clube.

Nada disto aconteceu. Mesmo com poucas mexidas no onze, Svilar, Yuri e Seferovic, foram as grandes mudanças, o Benfica voltou ao pragmatismo das exibições cinzentas tendo como única prioridade cumprir o objectivo principal, o apuramento. Mesmo assim, esse objectivo esteve em perigo quando o Aves se adiantou no marcador já na 2ª parte. Foi preciso recorrer a Jonas e alargar a frente de ataque para que aparecesse o golo salvador de Seferovic.

Foi um apuramento sofrido, pouco entusiasmante mas cumpridor. Para se ganhar esta competição é preciso estar em Braga em Janeiro, e isso foi garantido.

O Benfica termina o mês como começou, focado em cumprir objectivos. O bom futebol de domingo fica para provar se tem continuidade em Portimão ou não. 

Acabou-se 2018, o primeiro ano sem registo de qualquer conquista em termos de futebol pela primeira vez em muitos anos. Que não se repita em 2019. 

Benfica 6 - 2 Braga: Cabaz de Natal

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Já o Benfica goleava e a equipa trocava quando se ouviram vários assobios das bancadas. A golear, com bola e os adeptos queriam mais. Fico tranquilo, exigência à Benfica é isto.

O Benfica hoje arrancou uma bela exibição e um resultado muito forte contra uma das melhores equipas da Liga NOS. 

Passa, assim, com distinção o ciclo bem complicado de jogos de Dezembro, depois da dupla deslocação ao Bonfim e aos Barreiros. 

Beneficia da derrota do Sporting em Guimarães e ultrapassa o Braga na tabela classificativa.

Não me vou alongar na crónica porque hoje só me lembro dos benfiquistas que se indignaram com o título da crónica que fiz depois do Benfica-Ajax. Foi essa reacção que me fez desactivar a página do Red Pass no facebook rede social que mais imbecis alberga por metro quadrado. Quem costuma vir aqui à procura de embirrar, hoje nem se deve dar ao trabalho. 

A equipa devia uma exibição assim aos seus sócios e adeptos, hoje saiu tudo bem. Bem a tempo do Natal. Eu vivo para noites assim. 

Bom Natal. 

 

 

Montalegre 0 - 1 Benfica: Pragmatismo a Mais

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A viagem do Benfica a Montalegre para a Taça de Portugal fica marcada pelo facto do clube da casa ter feito questão de jogar em casa. Algo que ando há anos a pedir aos clubes mais pequenos, que saibam aproveitar estas oportunidades para tornar estes dias inesquecíveis para as suas terras. 

Portanto, todos os elogios para o enorme esforço e todo empenho do Montalegre em tornar possível receber o Benfica no seu estádio. Melhorias na iluminação, mais bancadas e tratamento de relvado. Infelizmente, neste último aspecto os esforços não resultaram em grande coisa, o relvado não aguentou a chuva e acabou em muito mau estado.

O povo respondeu ao apelo e encheu o estádio, quase 6 mil adeptos na festa da Taça. Uma festa praticamente local, com o arranque do jogo para as 20h45 de um dia útil de trabalho afastou quem queria ir de mais longe. Não todos, na bancada atrás do golo de Conti lá estavam muitos dos rapazes que costumam acompanhar a equipa a todo o lado. 

Elogios também para a equipa do Montalegre que tentou sempre jogar um futebol apoiado, sem chuto para a frente, sem anti jogo e com ambição em fazer sempre mais e melhor.

Quanto à equipa do Benfica só posso dizer que cumpriram o objectivo principal, seguir em frente na competição. Todo o resto foi passar ao lado de tudo o que os adeptos querem sempre, mais futebol, mais golos, mais espectáculo. O pragmatismo do 0-1 continua a ser o único caminho que a equipa conhece. Foi assim no Bonfim, no Funchal e agora em Montalegre. 

Vão-se cumprindo as etapas à espera de mais e melhor. 

O jogo com o Braga na ante véspera de Natal é um grande teste a esta "retoma". 

Grande abraço para as gentes de Montalegre e as maiores felicidades.

Marítimo 0 - 1 Benfica: Vitória com Exibição Pobre mas Honesta

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O Benfica foi à Madeira para defrontar o Marítimo num estádio onde não tem sido feliz nas últimas duas temporadas, perdeu em 16/17 e empatou na época passada.

Esta noite, o Benfica foi ganhar no Funchal e aumentou assim a série de vitórias seguidas para cinco jogos. Nestes cinco jogos não sofreu nenhum golo.

Ou seja, não vos trago novidades nenhumas aqui. Isto porque o Benfica acaba de completar a dose dupla de jogos seguidos fora da Luz no campeonato, no Bonfim e nos Barreiros, dois terrenos bem complicados tradicionalmente, com um total de seis pontos mas com uma qualidade de futebol que deixa os seus adeptos à beira de um ataque de nervos. 

Ficou claro que neste mês de Dezembro a prioridade é vencer, jogar bem é um luxo que a equipa não está a conseguir atingir. 

Portanto, fica a preocupação de mais uma exibição apagada mas o conforto de um triunfo que já nos escapou noutros tempos a jogar bem.

Mas admitir que a qualidade das exibições tem andado abaixo dos mínimos exigíveis é meio caminho andado para que a equipa perceba que no Benfica não basta ganhar. Só que neste preciso momento, ganhar é a única maneira de sobreviver num campeonato onde todos podem ter uma noite má menos os dois rivais do Benfica. E não, não estou a esquecer o Braga.

O Porto numa noite má chega à recta final do seu derby a fazer um penalti que lhe podia custar uma derrota mas é perdoado e acaba a vencer o jogo. Ou numa noite má, o Porto começa a perder em casa com o Portimonense, volta a fazer um penalti que dava o 0-2 e acaba a ganhar 4-1. Ou ainda noutra noite má, está nos Açores com muitas dificuldades em ultrapassar o 1-1, e marca o golo da vitória num lance que começa numa falta do seu atacante. E podia estar aqui mais umas linhas a descrever o que tem sido o papel do VAR nos jogos do Porto até à jornada 1. 

Depois temos o Sporting a perder 0-2 em casa com o Nacional e um penalti inexistente devolve a equipa o jogo antes do intervalo. Aliás, a ligação entre o Sporting e os penaltis nesta temporada faz pensar que podem bater o recorde surreal dos tempos de Jardel! 

O Benfica quando tem uma noite má perde com o Moreirense ou Belenenses. Mas perde mesmo. Esta diferença reflecte-se na tabela actual.

Curiosamente, quando azuis são beneficiados há um profundo silêncio verde. Quando os verdes são ajudados há um comovente silêncio azul. O Braga deve estar à espera da próxima semana para reagir. 

Nada disto faz esquecer as pobres exibições do Benfica, volto a escrever para que ninguém pense que quero passar por cima disso. Os triunfos do Benfica podem ser pobres mas são honestos! Nos jogos do Benfica nem nos lembramos que vivemos tempos de VAR. Nunca se enganam para este lado. Por isso, dou muito valor aos triunfos de 1-0, dou muito valor ao Jonas. É pouco? É. Mas é com o trabalho dos nossos jogadores e sem ajudas externas. 

O Benfica está a jogar pouco e a ganhar. Os outros é que jogam todos muito à bola e são uns santos. Exigência para dentro e para fora, é isto que temos de ter. E saber aproveitar as vitórias.

Benfica 1 - 0 AEK: Objectivos Mínimos Cumpridos

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Apesar de já não haver possibilidade de lutar pelo apuramento na Champions League, este último jogo trazia alguns objectivos concretos para cumprir.

Os imediatos, somar 2,7 milhões de euros com uma vitória, somar três pontos para a passagem para a Liga Europa ser menos complicada ficando entre os cabeças de série no próximo sorteio e a dignidade de somar sete pontos na prova.

Os objectos de contexto eram mais abstractos mas também importantes. Juntar mais uma vitória seguida neste mês de Dezembro, fazer mais um jogo sem sofrer golos, dar minutos a jogadores como João Félix, ajudar a recuperar a confiança competitiva depois de um ciclo horrível, deixar uma imagem vitoriosa na última jornada europeia do ano e conseguir uma boa exibição para animar os adeptos.

Esta última parte não foi de todo conseguida. Tudo o resto foi cumprido mas com um jogo nada entusiasmante. 

Portanto, a equipa voltou a encontrar o caminho das vitórias mas sente-se que tudo é conseguido em esforço. Hoje foi a inspiração de Grimaldo a bater um livre directo, um golo de bola parada, a dar uma vitória importante que faz cumprir todos os parâmetros que apresentei atrás. Antes, Seferovic não foi feliz com demasiada pontaria nos postes e voltou a repetir a façanha após o golo.

Objectivos imediatos cumpridos, o Benfica passa agora para a Liga Europa como cabeça de série mas o nível exibicional continua longe do desejado. 

Segue-se mais uma prova de fogo na Madeira.

Vitória de Setúbal 0 - 1 Benfica: Jonas Vence Tropa de Choco

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Está na hora de assumir que odeio o Estádio do Bonfim. A primeira vez que lá entrei foi na década de 80 e já cheirava a mofo. Era uma viagem aos anos 60, pelo menos. Em 2018 a sensação é exactamente a mesma, mesmo porque o recinto continua inalterado. 

As longas filas para entrar, os acessos, as cadeiras, as bancadas, o ódio que se sente na gente da casa, a maneira exageradamente agressiva com o Vitória sempre joga contra o Benfica. Hoje tinham 13 faltas cometidas ao intervalo. Na recepção ao Porto fizeram 13 falta durante o jogo todo! 

Tudo é mau naquele estádio. O relvado, o frio, o vento,  a visibilidade, a distância para o terreno de jogo, tudo é mau. Então porque é que insisto em lá ir? Mais... Como é que é possível que este seja um dos estádios onde mais entrei na vida para ver o Benfica? 

Porque, geograficamente, fica muito perto de casa. Porque é dos raros recintos abaixo do Rio Tejo que temos para ver o Benfica. Porque se junta sempre uma turma de amigos e companheiros de bancada para apreciar a gastronomia sadina. Hoje não foi excepção, excelentes doses de choco frito a um preço muito acessível numa espécie de lanche ajantarado.

E para ver o Benfica acabamos sempre por esquecer todas as contrariedades que o Bonfim oferece. Pelos vistos, até ataque ao autocarro do Benfica houve. Bons exemplos que os sadinos importam.

Esta noite, ao entrar no Estádio do Vitória houve a sensação de sempre, daquela viagem no tempo. Mas com o desenrolar do jogo percebi que, desta vez, era uma viagem aos dourados anos 90. Que arbitragem foi esta?! 

O Mendy fez 8 faltas e não viu um amarelo. Pizzi fez uma falta, levou um amarelo. Almeida também levou amarelo à 3ª falta. O Mano faz uma falta que trava um perigoso ataque do Benfica e não leva o segundo amarelo. Enfim... 

Mas o meu lance favorito é aquele golo do Zivkovic em que é assinalado fora de jogo quando ele arranca antes do meio campo. E o Vitória marca essa falta com a bola para lá da linha do seu meio campo. Delicioso.

Eu também quero muito ver o Benfica a jogar um grande futebol, a vencer fácil e a dar espectáculo. Curiosamente, em Setúbal raramente vi tal coisa acontecer na minha vida desde os anos 80. Aliás, quando vou para o Bonfim vou mentalizado para sofrer e só peço para ganhar nem que seja só por 0-1 com um golo de Jonas. Está óptimo.

O Benfica podia e devia ter saído de Setúbal com um resultado mais tranquilo mas por não ter conseguido concretizar, Rafa, Grimaldo e Zivkovic, por exemplo, não tiveram sorte nenhuma nas finalizações, a equipa acabou a defender a magra vantagem com Odysseas a negar o empate ao 88'. Altura em que o Vitória foi realmente perigoso, a dois minutos dos 90! 

São 3 pontos conquistados num terreno tradicionalmente complicado contra uma arbitragem incrível.

Já tivemos más noites em Setúbal ao longo dos anos. Hoje o desfecho foi bom. Mas, por exemplo, no Jamor uma noite desinspirada custou logo uma derrota penosa. O líder da prova já ameaçou ter noites más, como essa, mas há sempre alguma coisa a endireitá-lo. No Bessa foi um penalti ignorado, em casa contra o Portimonense passou-se de um possível 0-2 para um triunfo de 4-1 com outro penalti esquecido. Assim fica muito fácil. Muito fácil mesmo. Que Braga e Sporting finjam que estão mortos quando deviam reagir a isto, é lá problema deles. O Benfica não se pode calar. É que voltar aos anos 90 é como ir ao Bonfim, cheira sempre a Mofo e já sabemos com o que contamos.

Benfica 2 - 0 Paços de Ferreira: O Regresso Às Origens

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Entre amigos de sempre, companheiros de bancada, mantenho uma espécie de competição interna de mostrar quem é que não perde um jogo oficial do Benfica na Luz há mais tempo. Eles sabem quem são. Aqueles que se conseguem rir destas parvoíces e destes pormenores. Gente com quem podemos dizer o número de jogos que não vimos na nova Luz e as respectivas justificações para as ausências. Dá sempre para várias horas de tertúlia e algumas risadas.

Geralmente, os motivos são sempre de força maior. Motivos profissionais ou escolares, celebrações familiares ou de amigos, nascimentos ou lutos. 

Era aqui queria chegar. Esta época vi pela primeira vez a Taça da Liga na Luz. Isto porque em Setembro tive que quebrar a corrente de não falhar um jogo na Luz que já tinha alguns anos a fio. Casamento de sobrinhos no Algarve. O Benfica bateu o Rio Ave e a boda foi um sucesso. Tudo bem. 

Tive que mudar a conversa na competição para quantos jogos para a Liga, Taça de Portugal ou Europa é que falhaste nos últimos anos. 

Hoje, foi um dia triste para um desses amigos. Um companheiro de bancada. De bancadas, da Luz, dos pavilhões, dos estádios por esse país fora e até por essa europa fora. Um benfiquista daqueles com quem estamos sempre a aprender, exigente, dedicado e sempre pronto a defender o clube até ao limite. 

Em dia de jogo do Benfica comunicou que perdeu o pai. um dos golpes mais duros que a vida tem para nos dar. Depois de lhe mandar um abraço pensei logo se ele iria ao jogo. Não há choque nenhum em pensar nisto nesta hora, é o maior tributo que lhe posso fazer. 

O Benfica cumpriu a sua parte. Venceu o segundo jogo no seu grupo na Taça da Liga e está perto de voltar à Final Four da competição. Mesmo com várias alterações na equipa, o Benfica ganhou com tranquilidade e naturalidade. Longe dos sustos e da exibição desastrada que se tinha visto com o Arouca para a Taça de Portugal. A comparação é legitima, os adversários são ambos da segunda divisão. O Paços de Ferreira, treinado pelo rei das subidas, Vítor Oliveira, podia tentar uma surpresa na Luz. Foi este treinador que afastou o Benfica há um ano nesta prova. 

Os golos de Seferovic e João Félix deram segurança à equipa que tentou ter sempre o jogo controlado e estar longe de sofrer sobressaltos. 

Apenas 17 mil benfiquistas acharam que o jogo era digno da sua presença. Aplaudiram a equipa no fim.

Entre esses 17 mil adeptos, lá estava o R.S. na bancada. Num dos dias mais tristes da sua vida, teve o consolo de ver o seu Benfica a jogar. Ainda recebeu a camisola do Jonas porque o Benfica tem pessoas que o humanizam. Não foi só esta vitória e este jogo que foi para ti, o Benfica está sempre lá para os dedicados como tu. Como tu estás para o Benfica. Isto só está ao alcance de alguns, no entanto, é esta grandeza que faz deste clube o mais amado do país. Às vezes é bom voltar às origens para se entender isso. 

Benfica 4 - 0 Feirense: Chicotada Psicológica Invertida

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Escrevi aqui sem rodeios depois do jogo de Munique que era preciso reagir a sério. Não punha de parte uma mudança de equipa técnica e a Direcção do clube também não, como se percebeu nos dias seguintes. 

Foi a semana mais complicada de Rui Vitória desde que chegou ao Benfica e uma das mais delicadas do reinado de Luís Filipe Vieira. A decisão de mudar de treinador chegou a ser uma realidade que acabou por não acontecer num último momento por convicção do Presidente. Uma originalidade com o campeonato em andamento. A chamada chicotada psicológica invertida.

Pelo que entendi, o Presidente percebeu a gravidade das exibições da equipa, não só de Munique mas do último mês competitivos depois de uma vitória no clássico, e quis alterar as coisas mudando o treinador. Depois, num pensamento mais ponderado terá avaliado a falta de tempo que qualquer treinador teria ao entrar agora. Não há tempo para entrar, treinar, impor conceitos, mudar treinos, afinar estratégias. Isto porque entrámos no último mês do ano e o mais exigente desta época com jogo de três em três dias para o campeonato, Taça de Portugal, Taça da Liga e o que resta da Liga dos Campeões. Vieira terá pensado que a via mais fácil era deixar cair o treinador e ficar entregue à sorte de um novo projecto. Pensou na via mais complicada e optou por segui-la. Isto é, falar com o plantel e saber com o que podia contar. Pelos vistos, o plantel deu-lhe garantias de mais entrega, mais qualidade e motivação total para vender todas as provas. Houve esse compromisso entre plantel, Presidente e treinador. Foi a via menos esperada, mais difícil e muito arriscada. 

É sempre mais fácil mudar um líder do que lidar com um plantel. 

A decisão mexeu com toda a nação benfiquista, causou surpresa e até mal estar mas a verdade é que não vi ninguém abandonar o barco até agora. 

Restava saber se a equipa ia devolver em campo a tal confiança prometida.  

Mais 40 mil adeptos quiseram ir ao Estádio da Luz para ver se a equipa ia dar seguimento à vitória de Tondela, há quase um mês, e aceitaram o desafio de apoiar. Os dois Topos manifestaram o seu descontentamento com o futebol do Benfica em silêncio, só interrompido com o Ser Benfiquista ao minuto 30. Curiosamente, de outros sectores do estádio veio apoio mesmo com zero a zero no marcador. 

A primeira parte não foi brilhante. O Feirense fez a rábula de mudar o campo obrigando o Benfica a atacar para norte na 2ª parte. O castigo voltou a aparecer para com quem brinca com as tradições da Luz. Foi na baliza norte que o Benfica fez 4 golos em 45 minutos, resolvendo o jogo e somando os 3 pontos.

Uma primeira batalha ganha depois da intervenção presidencial. Mas a desconfiança ainda é muita e é preciso pensar que há deslocações a Setúbal ou ao Funchal, por exemplo, durante o mês. É preciso jogar mais tempo como na 2ª parte. 

Zivkovic, Rafa e Jonas aproveitaram da melhor forma a aposta no 4-3-3. Pizzi, Gedson e Fejsa subiram de produção na segunda parte, e ficou claro que é nestes jogadores que Rui Vitória mais confiança. 

4-0 ao Feirense era a resposta que se esperava. Agora, tem que ser atitude para continuar. Caso contrário, de pouco vale esta goleada.