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Red Pass

Rumo ao 38

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Benfica 4 - 2 Eintracht Frankfurt: Euro Félix !

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Apetece-me agradecer. Obrigado, Benfica por uma magnifica noite de futebol. De futebol de ataque, com espaço para pensarmos o jogo, com tempo para analisarmos o adversário e percebermos como podemos ultrapassá-lo. Que noite de futebol na Luz. Que jogo do João Félix! Que prazer que foi viver esta partida, antes durante e depois. 

Quem diz que estes jogos não interessam e que quanto mais depressa o Benfica ficar de fora da Europa, melhor é para a equipa, é porque não conhece o clube. Estas é que são as noites do Benfica. 

Vão lá perguntar a um adepto do Eintracht o que achou dos golos do Félix no Dragão e em Alvalade. Não vão responder. Sabem porquê? Porque lá fora sabem mais de um tal de Rui Pinto do que do João. O nosso campeonato não tem expressão no estrangeiro e a imagem que o futebol português tem transmitido para o exterior é de uma lixeira a céu aberto. Por isso, só hoje é que a Europa descobriu, verdadeiramente, o que vale o puto Félix. 

O Eintracht é a única equipa alemã nas provas da UEFA em Abril. O mediatismo germânico está todo à volta deste duelo com o Benfica. Fazer 4 golos ao Eintracht faz mais pelo prestigio internacional do Benfica numa noite do que 10 vitórias em Santa Maria da Feira com os mesmos 4 golos marcados. É esta a realidade. Com a vantagem de que a seguir ao jogo ninguém vem falar de árbitros, VAR e afins. 

Quem não percebe que estamos a 3 jogos de voltar a fazer história na Europa gosta do clube errado. Por outro lado, quem julga os adversários apenas e só pelos nomes também precisa de se actualizar. Esta equipa alemã é uma das revelações do futebol europeu desta temporada. Hoje mostraram os argumentos que validam esta teoria. Fortes ao nível atlético e físico, duros, com a ideia jogo assimilada e uma grande vontade em marcar golos, este Frankfurt é uma bela equipa de futebol.

Recebi várias mensagens indignadas com o "11" escolhido por Bruno Lage. Li comentários devastadores nas redes sociais sobre a equipa do Benfica. 

Os anos passam e o pessoal não aprende. Há muitas maneiras de pensar o jogo. O facto da escolha não ser óbvia não significa desprezo ou desistência de nada.Pede-se compreensão, respeito e calma. Em vez disso, os adeptos parecem entrar numa espécie de suicídio colectivo baseado num "11" que não esperavam. 

E no final, na conferência pós jogo está lá tudo explicadinho. O Seferovic ficou de fora para evitar haver uma referência óbvia para a defesa, o Gedson entrou para desiquilibrar no jogo entrelinhas e ligar o jogo, Bruno Lage percebeu o desenho táctico do adversário e as consequências de jogar com uma defesa de uma linha de três e reinventou o ataque do Benfica. Mais mobilidade, três jogadores na linha da frente, Rafa, Cervi e João Félix e reforçar o meio do campo onde o adversário é muito forte. 

A desconfiança deu lugar à euforia, o Benfica chegou ao 1-0 de penalti e com expulsão para adversário. Só que os alemães não se retraíram. Em vez de recuar 10 metros, tirar um avançado e lançar um defesa, o Frankfurt manteve-se equilibrado e com a mesma ideia de jogo. Um risco que lhes valeu o empate por Jovic, inevitável. 

Félix inventou uma vantagem antes do intervalo, num grande golo, que moralizou a equipa, apesar do susto do 2-2 anulado mesmo em cima do intervalo.

O Benfica sentiu que podia marcar mais e rapidamente chegou ao 4-1.

Um resultado tão bom que devia ter levado a luz à loucura e não aconteceu. 

Seferovic podia e devia ter acabado com a eliminatória quando falhou o 5-1. Kevin Trap fez uma enorme defesa, diga-se.

Assim, de um resultado confortável passou.se para um 4-2 traiçoeiro e incómodo para o jogo da 2ª mão.

O pior ficou para o fim, com o jogo sempre partido, sempre aberto, com ambas as equipas a tentarem surpreender, o Benfica optou por gerir a posse de bola. Pois, houve uns milhares de benfiquistas que resolveram assobiar a equipa nesse momento do jogo levando Bruno Lage ao desespero.

Quem não entendeu o que se passou na Luz, a riqueza táctica do jogo, a exibição colectiva superior do Benfica, a noite individual de Félix, Gedson e Samaris, a importância da vitória, a qualidade dos golos, a necessidade de posse de bola, não merece o privilégio de viver estas noites europeias. 

4-2 é curto para Alemanha? Pode ser, sim. Mas o Benfica pode marcar em Frankfurt e fazer a sua história. 

Aconteça o que acontecer, esta noite já ninguém me tira.

E acabar a noite no Edmundo, em Benfica, a jantar e a conviver com adeptos alemães do Frankfurt, não há dinheiro nenhum que pague. Quando ganhamos internamente sentimos apenas e só um alivio. Vamos jantar e temos que nos esforçar para não sabermos o que se diz nas lixeiras transformadas em canais interessados em futebol.
Ganhar na Europa é outra coisa. 

Grande noite europeia que se viveu na Luz! 

Feirense 1 - 4 Benfica: Aquele Arco de 3 Maravilhosos Segundos no País dos Apitos

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 Desde sempre, acontece aquela desconfiança de quem nos rodeia e não entende a necessidade que temos em estarmos onde o Benfica joga. Mesmo que tenhamos de sacrificar um domingo familiar. Mesmo que tenhamos de acordar cedo num domingo após um sábado de borga. Mesmo que tenhamos que contornar vários obstáculos no trânsito, ironicamente originados pelo Benfica e a sua corrida anual, para reunirmos todos os elementos que vão viajar. Mesmo que saibamos que vamos passar o dia todo debaixo de chuva, A1 acima, A1  abaixo, e juntar o tempo frio à chuva no Estádio Marcolino de Castro. Já sabemos que isto não faz muito sentido mas o local onde o Benfica joga é uma espécie de íman que nos atrai fatalmente. Porque queremos fazer a nossa parte. Queremos sentir que estamos lá na bancada a apoiar os jogadores, um a um, quanto entram em campo e desviam o olhar para a plateia a ver se há muito apoio ou não. E, também, porque vamos à procura de viver emoções que só o futebol nos pode dar. Aliás, só o futebol do Benfica nos pode dar, porque isto é mais forte do que gostar só de futebol. 

Sim, o jogo dá na televisão e pode ser visto no maior conforto caseiro. Mas é a mesma coisa? Nem pensar! 

 

Vamos começar pelo minuto 49 do jogo Feirense - Benfica. Agora, o Glorioso está a atacar para o lado onde estamos a ver o jogo. Pela linha do meio campo, Grimaldo resolve surpreender chutando uma bola por alto que vai cair à entrada da grande área do Feirense. O guarda redes Caio precipita-se e tenta chegar à bola que entretanto é aliviada de cabeça por Bruno Nascimento. Rapidamente percebemos que Seferovic vai aproveitar para rematar de primeira, tentando uum golo épico de chapéu. Olhos na bola a sair do pé de Seferovic, silêncio quase total espontâneo e repentino, respiração suspensa e os olhares acompanham a trajectória de um arco perfeito que vai acabar dentro da baliza dos fogaceiros e que duras uns longos três segundos no ar. Explosão de alegria, o silêncio dá lugar a festejos exuberantes. Querem convencer-me que aqueles três segundos vistos em casa despertam a mesma emoção e os mesmo sentimentos? Não queiram. São instantes únicos. É futebol. 

Só momentos como este é que dão sentido à nossa presença ali. É que estar num estádio onde se permite que soe um apito nas bancadas que baralha espectadores e jogadores remete-me sempre para aquela final de Viena em 1990. Aconteceu hoje e parece que ninguém se importou. Deixo aqui a minha estranheza.

 

Para trás tinha ficado o golo de Pizzi que empatou o jogo. Também um momento muito emocionante, ao fim de vinte e oito (28) jornadas, o VAR conseguiu ver, finalmente, um penalti para o Benfica. 

Logo depois, o capitão André Almeida foi lá à frente garantir que o Benfica saía para o intervalo na frente do marcador.

Entre os minutos 40 e 50 do jogo, o Benfica resolveu um problema que se ia complicando com o passar do tempo. O golo de Sturgeon, aos 10', mostrou um Feirense que não bate certo com o lugar que ocupa na tabela. 

Todo o mérito para a equipa do Benfica pela maneira como deu a volta ao jogo e garantiu a vitória. Seferovic confirmou o 1-4 no último minuto de jogo proporcionando um excelente regresso a casa a todos os adeptos que só queriam sair dali na liderança do campeonato. 

Ver Ferro ao vivo é outra atracção que não dá para resistir. O central do Benfica está a crescer de tal maneira que não sei quanto tempo vamos poder ter o prazer de o ver a defender o manto sagrado. 

Samaris, Florentino e Taarabt apareceram nos lugares de Fejsa, Gabriel e Rafa, voltaram a dar óptimos sinais de validade como opções para titulares. A equipa pareceu segura e confiante, regressamos à exibição de Moreira de Cónegos. Apesar do golo sofrido, os ataques do Benfica voltaram a render quatro golos. Missão cumprida.

Falta falar do pré jogo. 

A viagem Lisboa - Santa Maria da Feira fez-se bem e sem paragens. A ideia era atacar logo o almoço bem perto do estádio. A escolha foi o restaurante Adega O Monhé. Fomos para a especialidade da casa, um cozido à portuguesa dentro de pão. Tem que ser encomendado porque é feito de véspera. O Chefe vem à mesa abrir o pão e explicar o processo de confecção. Há vários tipos de carne, enchidos, um molho apurado e couves no ponto.

Aprovadíssimo. Ficam as fotos para testemunhar o repasto:

Almoço bem sucedido, curta viagem para o estádio. Três pontos conquistados e para aproveitar esta dádiva de termos um jogo a terminar a horas decentes, desvio no regresso a casa para matar saudades do arroz de tomate com pasteis de bacalhau e panados no Manjar do Marquês em Pombal.

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Domingo à noite em casa, missão cumprida. Menos um jogo para terminar o campeonato e a mesma sensação, temos capacidade para vencermos os próximos seis jogos. Tarefa árdua mas que tem de ser cumprida porque o nosso concorrente parece já ter esses jogos todos ganhos como temos constatado jornada após jornada. 

Sporting 1 - 0 Benfica: Ficar à Porta do Jamor por Culpa Própria

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Esta é a primeira grande desilusão da Era Lage. 

Fui para Alvalade consciente que o resultado da Luz era enganador e traiçoeiro. Quando na primeira mão o Benfica não conseguiu fazer o 3-0 e acaba por sofrer o 2-1, acabou por voltar a dar vida a um Sporting que já estava quase KO. 

Não dei muita importância ao golo do adversário porque estava convicto que o Benfica ia repetir a exibição que fez no campeonato e na primeira mão da Taça. Foi isso que me habituei a esperar deste Benfica. E se alguma coisa corresse mal, cá estaria eu para dar força e olhar em frente. O que não aconteceu esta noite em Alvalade foi aquela atitude à Benfica. Eu não me importo de perder desde que seja com as ideias de jogo que Bruno Lage trouxe ao Benfica. Isto é, entrar para ganhar, saber que somos melhores do que o adversário e ir para cima deles. Ter bola, construir, procurar vencer, como se estivesse tudo zero a zero. Fiquei admirado com a passividade da equipa. Fiquei decepcionado com a postura do Benfica em deixar o tempo passar. É certo que houve algumas ocasiões de golo que podiam ter resolvido a meia final mas nunca é boa ideia gerir uma vantagem tão curta. Demos oportunidade para que Bruno Fernandes, o único jogador acima da média deste Sporting, voltasse a dar ânimo ao rival. 

O Benfica hoje colocou-se muito a jeito para um triste fim. E isso era algo que eu já não esperava ver tão cedo. 

Foi um duro golpe na moral do universo Benfica que já sonhava com uma dobradinha.
Agora, é preciso cerrar fileiras e ir à luta nas sete finais que faltam no campeonato. Um campeonato completamente inquinado, como se viu no sábado, onde o Benfica não tem margem de erro. Onde é importante manter a cabeça fria, ao contrário do que aconteceu hoje no final do jogo com Rafa a ser expulso. 

O país ficou feliz com o reencontro de irmãos verdes e azuis no Jamor, como tinha ficado feliz na final 4 da Taça da Liga, em Braga. O Benfica tem que se esmerar dentro e fora de campo. 

Hoje foi mau porque perdemos com passividade e expectativa. Não pode voltar a acontecer. E quem tiver que levantar a voz contra todo este esquema de arbitragem e VAR que tanto beneficia o Porto, que levante bem alto e todos os dias, se for preciso. 

Hoje fiquei decepcionado. Domingo lá estarei no próximo jogo fora.

Ganhar na Feira! 

Benfica 1 - 0 Tondela: Obrigado, Seferovic

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Muito obrigado, Seferovic pelo fim de noite feliz e aliviado. Foi o único momento que salvou este sábado.

Desculpem o tom negativo, eu tenho sempre trazer aqui alguma emoção, muita subjectividade. Até podia dizer que uma vitória arrancada assim na recta final é mais emocionante e contraste com aquela monotonia que eu defendo para todos os jogos o do Benfica. Mas nem me apetece ir por aí. 

Passadas umas horas após o final do jogo não me passa um estranho desconforto que continuo a sentir. É horrível esta sensação que isto não depende só do trabalho da nossa equipa. E hoje vou mesmo desabafar.

Eu sei que foi má ideia, mas, talvez, pela hora do jogo eu estive a ver o Braga - Porto com atenção. E o que levo dali é facilidade e as certezas com que se marcam penaltis para o Porto e no lance que daria penalti para o Braga nada acontece.

Este desconforto é transportado para a Luz. Quando vejo o João Pedro a fazer um penalti do tamanho do estádio sobre Samaris e acontece o mesmo que aconteceu ao Braga, isto é, rigorosamente nada, a racionalidade deixa de funcionar. É demais.

Porque raio é que eu pago o meu lugar cativo no estádio e tenho de levar com Xistras?! Um árbitro que a última vez que tinha aparecido foi naquela famigerada final 4 da Taça da Liga, também conhecida como uma das maiores vergonhas do ano.

O Pepa e o Tondela não têm nada com isto, jogaram bem e fizeram o seu trabalho. O Benfica esteve longe de fazer um grande jogo e Taarabt foi a grande surpresa da noite. Mas lidar com gente como este Xistra e a sua equipa mais o VAR é desesperante.

Desculpem, mas hoje não senti nenhum prazer em adorar este jogo. Hoje senti que é muito fácil desrespeitar o Benfica. 

Só me apetece agradecer ao Seferovic, o golo e a vitória. Não há mais nada de bom a tirar deste dia. Nem o ambiente no estádio. Se queremos ser campeões também temos de fazer a nossa parte de fora. O Benfica é muito melhor apoiado fora da Luz do quem em casa, onde o ambiente tenso passa para dentro de campo uma ansiedade prejudicial. 

Enfim, foi só mais um dia no futebol português. Acabou bem para o Benfica mas isto é tudo deplorável.

Moreirense 0 - 4 Benfica: O Lindo Pôr do Sol de Moreira de Cónegos

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Todos os domingos deviam ter um pôr de sol, ou sunset, como agora se diz, parecido com este que vivemos no Minho. Assim como, todos os jogos do Benfica deviam encaminhar-nos para a tal monotonia maravilhosa de sentirmos os três pontos conquistados quando ainda só passou uma hora de jogo. Um resultado tranquilo que nos permita desviar o olhar do relvado nos tempos mortos e contemplar a paisagem. Ou comentar com o companheiro do lado que o almoço estava tão delicioso que, se calhar, não precisamos de ir ao Manjar do Marquês para baixo. Este tipo de discussões que tem quando o jogo corre bem. No fundo, jogos que a minha vida precisa.

Mas tudo começa com os nervos no auge. Mesmo que não queiramos, trazemos na memória que o nosso rival nesta corrida ao título teve logo um penalti oferecido, negado pelo VAR, e um adversário amarelado, expulso pelo VAR, nos primeiros 6 minutos do seu jogo na véspera.

Quando vemos o Grimaldo a arrancar pela esquerda e a ser atingido da maneira perigosa que a foto de baixo testemunho, não queremos só uma falta. Queremos coerência numa guerra brutal que é a luta pelo título em que todos os pormenores contam. 

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Nem amarelo houve para o jogador do Moreirense! É disto que estamos a falar, não vejo a mesma coerência entre dois jogos separados por menos de 24 horas. Como não vi coerência da parte do árbitro da véspera em relação ao que tinha decidido na Luz na 2ª feira passada. É o que temos. 

A esperança é que a invasão que pintou o Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, de vermelho fosse motivação suficiente para a equipa de Bruno Lage ultrapassar todas as contrariedades e partisse para uma exibição convincente. 

Depois de uma noite europeia jogada com prolongamento há, apenas, três dias, a equipa do Benfica respondeu com personalidade, categoria, qualidade e frescura física que fazem corar de vergonha todos aqueles que desejaram a eliminação do clube da Liga Europa. Com boas ou más intenções. 

Este 0-4 no Minho veio demonstrar que não há dramas competitivos quando o objectivo é ganhar mais, é jogar melhor, é ir o mais longe possível e ter a ambição de vencer competições. 

Exibição gigantesca de Gabriel. O destaque é merecido mas toda a equipa esteve em enorme nível. O golo de Jonas deve ter sido o mais festejado deste fim de tarde mas com isto do VAR a vontade de celebrar esfuma-se. Quando João Félix faz o 0-1 lá no outro lado, é uma pintura belíssima que cravamos na nossa memória. A bola passa, chega ao João que está enquadrado com a baliza. Nós estamos enquadrados com o lance, bem de frente lá no outro lado na bancada visitante. A baliza está enquadrada com uns painéis onde se destaque o emblema do Moreirense. Por trás as enormes verdes árvores, o céu azul e o sol a brilhar com grandes nuvens brancas. E nestes segundos em que conseguimos enquadrar isto tudo sai um remate perfeito, cheio de força, indefensável, como que a querer dizer cheio de raiva: anula lá isto agora!

 

São pormenores que capto porque já nem me apetece festejar muito, só gritar golo e ficar a olhar para o árbitro que tem sempre dúvidas quando o Benfica faz um golo. E têm sido tantos. Os golos marcados e anulados. 

Depois do árbitro dar ordem para seguir o jogo é que o marcador da casa passa para 0-1. Quando o jogador do Moreirense toca na bola, o árbitro de imediato se benze! Um gesto que repetiu em todas as saídas de bola após os golos. O que me faz concluir, com todo o respeito, que se calhar o senhor devia estar na missa de domingo porque para se expulsar um jogador por aquela falta no Grimaldo não é preciso ser católico, é ser só competente.

Nem vou comentar a "polémica" com um lance de uma bola que nem entrou...

Samaris, perto do intervalo, aproveitou mais um canto de Pizzi e deixou-nos em paz.
Na 2ª parte era urgente fazer o terceiro para não haver pensamentos sobre o jogo com a SAD Codecity. Jonas lançou Rafa que nos fez o favor de descansar com o 0-3. Até ao 0-4, um golo engraçado em que se nota que Florentino é tão bom no desarme que até pode fazer marcar assim, foi uma tranquilidade absoluta que muito aprecio. 

A tal folga para olhar para este pôr do sol.

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Sobre o almoço remeto-vos para a crónica do jogo com o Aves quando falei da Taberna Rocha Pereira, na Vila das Aves. Em equipa que ganha não se mexe, e voltámos em peso a este espaço que tem uma vitela estupenda. É tudo bom, a comida, o vinho, o atendimento e a simpatia do pessoal da casa. Até deu para ver a vitória do Liverpool na televisão da sala.

As viagens de regresso assim até custam menos, Houve paragem na Mealhada, claro, mas só deu para um rissol de leitão que o almoço ainda não estava digerido. 

A Liga Portugal podia pensar na diferença que faz para os adeptos um jogo terminar às 20h em vez de começar às 21h, ou perto disso. É que assim, conseguimos chegar a casa a uma hora minimamente decente e aligeirar os problemas familiares que estas deslocações irracionais e anti sociais, nos trazem. Pensem nisso. 

O Benfica é líder, está na corrida em mais duas competições, anda a jogar bem, marca que se farta e tem um treinador que nos orgulha no campo e nas salas de imprensa. 

Lidem com isso. 

 

Benfica 3 - 0 Dinamo de Zagreb ( após prolongamento ): Remontada Arrancada a Ferro

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Vou começar pelo fim. Como reza (quase) sempre a tradição nos jogos na Luz, a ceia aconteceu no Edmundo, em Benfica. Até aqui nada de novo. Uma noite feliz, amigos contentes, conversa prolongada e horas de sono perdidas à mesa. No regresso a casa a surpresa de ter este cachecol vintage bem dobrado em cima da mota.

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Ou foi uma simpática oferta de um benfiquista, hipótese muito remota, ou alguém se esqueceu dele depois de ter ficado a prolongar a conversa à porta do restaurante. Seja como for, fica bem entregue e passará a acompanhar-me. 

Voltando ao principio, ou até ao pré jogo. Cheguei a ler e ouvir que o melhor era cair já hoje para não termos mais que nos distrair do objectivo do campeonato. 

Eu respeito todas as opiniões mas não me podem pedir que concorde com isto. Já o escrevi aqui no blog noutros anos e hoje repito, para mim o Benfica tem de andar nas provas da UEFA até Abril, isto é o mínimo dos mínimos. Quem não entende isto não percebe que o Benfica ganhou o prestigio que tem ganhando na Europa. Uma época normal do Benfica tem que ter jogos das provas da UEFA até Abril, pelo menos. Depois, há as excepções. Um sorteio complicado, uma eliminatória infeliz, uma fase de grupos atípica, enfim, algo justificado para ser uma excepção. Este tem de ser o objectivo, o que é completamente diferente de dizer que o Benfica tem obrigação de eliminar sempre toda e qualquer equipa que apareça pela frente desde que não se chame Real, Barça, Bayern, Manchester ou Juventus. São assuntos diferentes e bem perceptíveis.

Dito isto, é óbvio que o Benfica tinha que eliminar o Dinamo de Zagreb. Era essa a sua obrigação de acordo com o seu historial. Podia custar mais ou menos mas tinha de seguir em frente. 

Custou mais. Bruno Lage manteve-se coerente com a aposta em jogadores menos rodados, renovou a ala esquerda e a dupla de ataque e foi à luta. Teve que chamar reforços do banco, Jonas, Grimaldo e Félix, para conseguir ultrapassar um bem organizado Dinamo que veio disposto a defender o 1-0 da Croácia. Demorou mas o Benfica conseguiu anular a desvantagem, por Jonas, e foi preciso prolongamento para carimbar a passagem aos 1/4 de final da Liga Europa. Pizzi e Rafa fizeram um jogo incrível, e Ferro merece todos os elogios da noite. Fez um golaço que consumou a reviravolta na eliminatória e defensivamente foi um esteio. 

Um apuramento justíssimo e muito importante para que o clube recupere a sua posição europeia. 

 

Houve desgaste? Sim. O treinador terá que fazer alterações para Moreira de Cónegos? Claro que sim. Mas a vida do Benfica tem que ser esta. 

Eu não sei como é que algum benfiquista consegue ser tão racional e objectivo que ao ver a bola rolar numa noite europeia começa a desejar que o jogo corra mal para a equipa ser eliminada e não ter que se esforçar mais até Maio. Eu não consigo pensar assim. Aos 10 minutos já estou desesperado por ver o tempo passar e ainda estar em desvantagem na eliminatória. Talvez sejam traumas de juventude. Daquela noite com o Dukla. Daqueles anos com o Bastia ou o Halmstad, ou talvez até seja daquelas épocas em que não fomos à Europa. Para mim, é impensável torcer para o Benfica sair de competição nas provas da UEFA. 
Foi uma grande noite europeia, à Benfica! Em frente é o caminho. O cansaço físico é superado pela moral vitoriosa psicológica.

Benfica 2 - 2 Belenenses SAD : Suicídio Assistido

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Uma das muitas coisas boas que o Benfica trouxe do Dragão na jornada anterior foi o facto de poder empatar um jogo dos últimos 10 do campeonato e continuar a depender de si para ser campeão. 

Pois bem, o empate apareceu quando menos se esperava e agora sobram 9 jogos sem margem para errar. 

O mais complicado vai ser explicar daqui a alguns anos como é que o Benfica perdeu pontos num jogo destes. Contra uma SAD que ninguém sabe ao certo como se chama, sem emblema, sem estádio e sem adeptos, o Benfica deixou escapar cinco pontos.

Na primeira volta entrou bem, falhou um penalti e acabou por perder o jogo. Esta noite, teve imensas dificuldades em chegar à vantagem e quando parecia confortável com o 2-0 cede um empate. Incompreensível.

Destaque para a simpatia de Soares Dias no Jamor e de Capela na Luz para com a equipa de identidade misteriosa com duas arbitragens que explicam porque é que Portugal não tem representantes em provas como o Mundial ou a fase decisiva da Champions League.

Acima destes mistérios está Silas que montou uma bela equipa com o plantel que tem e revela uma identidade forte no jogo. Obrigou o Benfica a jogar por fora, levou a equipa de Lage a exagerar nos cruzamentos porque fechou por dentro e raras vezes o Benfica conseguiu jogo interior com qualidade. 

Mérito do trabalho de Silas. Só que esse mérito não lhe dá o direito de estar acima de Rúben Amorim, por exemplo. O treinador do Casa Pia anda a ser perseguido por não ter curso e dar ordens para a equipa no banco. Hoje vi Silas a fazer o mesmo e ninguém pareceu muito preocupado. Vivemos no futebol do faz de conta, como sabemos.

Quando Jonas fez o 1-0 e festejou com Bruno Lage tudo parecia bem encaminhado para mais uma noite feliz. Depois Samaris rematou para o 2-0 e sentiu alivio. Longe de pensar que Odysseas pudesse facilitar daquela maneira. Ressuscitou a SAD azul. Como se não bastasse, Rúben Dias ofereceu o 2-2. Dois jogadores importantíssimos na vitória no Dragão que hoje não deviam ter falhado mas falharam. 

Cabe à equipa reagir e mostrar que tem fibra de campeã.

Isto hoje foi um suicídio assistido tão surpreendente quanto triste. Há que reagir na próxima 5a feira para seguirmos moralizadas para Moreira de Cónegos.

Percebem porque é que prefiro a monotonia dos resultados sem emoção? 

Dinamo Zagreb 1 - 0 Benfica: Para Rectificar na Luz

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Foi, claramente, a exibição menos interessante do Benfica de Bruno Lage. Há vários factores que podem explicar esta derrota e o resultado negativo.

Quando se fazem opções claras e todos ficam confortáveis com os riscos corridos, então não há que dramatizar muito. Contextualizando este desafio, é preciso perceber que o Benfica vem do ponto mais alto da época, foi ao Porto roubar a liderança ao rival no campeonato, e precisa confirmar essa liderança na próxima 2ª feira contra a SAD do Belenenses que está num bom momento e venceu o Benfica na primeira volta. 

Assim sendo, Bruno Lage optou por ir a jogo sem André Almeida, Samaris, Rafa e Pizzi. Manteve a dupla da frente e tentou garantir as boas dinâmicas com as presenças de Gabriel, da dupla da frente e do quarteto defensivo, que só teve Corchia como novidade. Ficou a ideia que o Benfica assumiu na Croácia que esta eliminatória é para decidir na Luz. 

No entanto, o balanço final desta primeira parte do duelo com o Dinamo deixa sinais preocupantes. Desde logo a lesão de Seferovic que acabou por afectar toda a manobra ofensiva do Benfica. A partir daqui Bruno Lage teve que ir improvisando. Puxou Gedson da direita para o meio, lançou Cervi, recorreu a Rafa e a Zivkovic. Nenhuma das opções resultou em melhorias dentro campo. Krovinovic foi titular e não aproveitou a aposta, demasiado ansioso e perdido nas movimentações da equipa. Aliás, pareceu-me que o grande problema do Benfica foi mesmo posicional, demasiados jogadores fora das zonas de decisão e dinâmicas perdidas. 

Rúben Dias teve um momento infeliz que marcou o jogo, fez penalti e Petkovic fez o resultado. 

O Benfica teve uma oportunidade por Grimaldo, bom passe de Gabriel e João Félix a deixar passar mas foi a excepção numa noite cinzenta. 

Hoje a equipa não correspondeu ao que foi pensado para o jogo, o Dinamo fez o seu jogo, confirmou a qualidade que tem com bola e sem bola.

O resultado de 1-0 em provas europeias é muito traiçoeiro. Se os croatas marcarem na Luz a tarefa fica muito complicada. Mas o Benfica de Bruno Lage tem mostrado uma capacidade goleadora que dá esperanças para uma reviravolta na próxima semana. Terá de ser um Benfica de campeonato nacional, não poderá voltar a repetir esta versão alternativa de lado b

Fica a eliminatória em aberto, tal como o treinador do Benfica previu antes do jogo mas agora a margem de erro do Benfica é muito curta.

Há alguém que não acredite na remontada na Luz?

Porto 1 - 2 Benfica: Ultrapassagem Histórica

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Fez-se história no Porto. Cheguei a ir ver o Benfica às Antas mas nunca vi um triunfo lá. No Dragão tenho ido várias vezes e nunca apanhei o Benfica a vencer. Hoje foi o dia em que tudo mudou. Vi o Benfica revirar um resultado no Porto, festejei uma enorme vitória e vi o Benfica regressar à liderança do campeonato. Mesmo assim, nada disto foi o mais importante e marcante deste sábado passado na A1 para cima e para baixo só para estar no estádio com o Benfica. O momento em que tudo fez sentido aconteceu uns minutos antes do jogo começar. A equipa do Benfica corre para a nossa bancada, que já fervia de entusiasmo desde o aquecimento, e André Almeida deu a mão ao companheiro do lado que fez o mesmo e assim sucessivamente, até que toda a equipa se curvou perante aqueles milhares de adeptos replicando a lendária vénia dos jogadores ao Terceiro Anel em pleno estádio do Dragão. Emocionei-me de verdade. Um simples gesto, uns segundos de empatia, o suficiente para sentir logo ali que se vivia uma noite especial. 

Fiquei arrepiado pelos que fizeram as viagens comigo, pelos companheiros habituais destes dias à Benfica a galgar Km's pelo país fora e que estavam espalhados pela bancada, por todos aqueles que não puderam estar ali connosco, por todos os que foram ao hotel receber e, principalmente, despedirem-se da equipa com entusiasmo, por todos os que passaram a vida atrás do Benfica e já não estão entre nós e, especialmente, para o Sérgio, que mais do que ninguém, merecia estar ali a aplaudir a vénia.

 

O jogo começa e está muito fácil acompanhar os jogos do Benfica actualmente. Porque gosto do "11", porque adoro a ideia de jogo do Benfica, porque confio no trabalho que nos apresentam, porque sinto que vamos ser felizes e porque sei que temos talento e capacidade para brilhar nas grandes noites.

E nem quando sofremos um golo em pleno Dragão, o entusiasmo diminui. Escrevo estas linhas para lá das 3 da manhã e ainda não tive oportunidade de ver com calma o jogo na televisão mas fiquei com a clara impressão que o 1-0 não devia ter sido validado por influência de Pepe em fora de jogo a perturbar a visão de Odysseas. Mas depois do que vimos na meia final da Taça da Liga, já nada me espanta...

Tal como em Braga, o Benfica respondeu forte. Sempre que a bola entra nos homens do meio campo para a frente, sentimos que algo de bom pode acontecer. Gabriel, Pizzi, Rafa, Felix e Seferovic movem-se com um aviso invisível na testa a dizer perigo em construção

Festejei muito o golo do João. Imaginei várias vezes que ele marcaria naquela baliza. Nenhum dos meus desejados festejos fez justiça ao festejo de Félix. De braços cruzados a olhar para a "curva" legalizada depois de deslizar de joelhos. Uma imagem imortalizada em belas fotografias só superada pela pressa de Rafa a ir buscá-lo e com a bola debaixo do braço a dizer que o empate não serve. Isto é o Benfica, queremos ganhar.

Ironia do destino, foi Rafa quem culminou uma bela ideia de Pizzi, rematou sem hipótese para Casillas. Estava feita a remontada, chegava o Benfica à liderança novamente. 

Sérgio Conceição mexeu e remexeu, reagiu à expulsão de Gabriel, mais uma para o Benfica num clássico, e o Benfica sempre manteve as linhas. Lage lançou com calma Gedson, Corchia e Cervi. 

Na recta final o Porto acertou na barra, Odysseas fez uma grande defesa, Samaris fez um magistral corte e o Porto acabou desesperado a tentar empatar num livre directo que nada deu. 

O Porto perdeu e perdeu bem. Saiu derrotada a esperteza de uma cura milagrosa num pobre Marega que a meio da 1a parte já se arrastava, saiu derrotada a espertice do treinador do Porto muito confiante em saber tudo do 11 do Benfica e saiu derrotada toda aquela inveja e ódio vindo das bancadas do Dragão. 

É golos marcados, vitórias consecutivas, vitórias nos dois clássicos, enfim, uma chuva de recordes que vão caindo perante toda a tranquilidade do mundo que Bruno Lage apresenta. Vivem-se dias bonitos na Luz.

Se a vénia no pré jogo marcou a noite, há que dizer que o agradecimento da equipa não lhe ficou atrás. Aquele agradecimento genuíno e ciente que foi um grande resultado mas que continua tudo na mesma. Na próxima jornada temos de começar tudo do zero e somar mais 3 pontos. Será assim até ao fim. 

Abandonar a familia por um sábado dedicado ao Benfica teve uma recompensa muito valiosa, daí toda aquela alegria no final. E não se preocupem que ali naquela bancada ninguém deu nada por conquistado ou resolvido. Antes pelo contrário, a capacidade de sofrimento aumentou.

 

Por falar em sofrimento, o que dizer do apedrejamento ao autocarro do Benfica e à viatura do Presidente? Repetiu-se a loucura de 2010 e a ideia que dá é que as pessoas com responsabilidades neste país querem fazer passar que é uma situação perfeitamente normal e justificada naquele ponto do país. Lembram-se da final da Libertadores entre River e Boca? Recordam-se do que se disse e escreveu sobre o adiamento desse jogo que passou de Buenos Aires para Madrid? 

Pois, parece que sendo no Dragão é tudo perfeitamente normal e aceitável. 

Não é. É gravíssimo e devia ter consequências imediatas.

Escrevi isto e já estou a imaginar que a resposta seja mais um pedido de interdição do Estádio da Luz...

 

E o que dizer dos adeptos legalizados? Os que, teoricamente, atacam viaturas oficias do clube que os visita e que podem colocar panos num local estratégico com campo de visão junto ao relvado a dizer Ides Sofrer Como Cães. O PAN não se incomoda com isto? Não era de perguntar à Liga porque é que um pano destes entra no estádio, quando todos os que vamos aos jogos sabemos o controlo apertado que nos fazem até com frases em cachecóis?

 

Por fim, hoje tinha sido um grande dia para o Secretário de Estado do Desporto, para os responsáveis do IPDJ, para governantes, para responsáveis da Liga Portugal e da Federação Portuguesa de Futebol, tiraram os rabinhos do sofá e fazerem-se à estrada para perceberem como estão tão longe da realidade quando pensam que controlam isto tudo com comunicados, entrevistas e ameaças. Hoje não houve comboios. Tirando seis autocarros de um grupo organizado de sócios do Benfica, o resto foi tudo de carro. Se os adeptos do Benfica tivessem receio, fossem mais racionais, sentissem medo deste desafio, muitos lugares tinham ficado vazios. 

É uma tremenda irresponsabilidade, acharem que mais de 2500 adeptos se deslocam à cidade do Porto sem perceber muito bem onde e como estacionar as viaturas e que tudo vai correr sem problemas. Hoje tudo podia ter descambado muito facilmente, as pessoas com responsabilidades à volta do futebol deste país não sonham com o que é um contexto desta natureza. Felizmente para elas e para nós, a malta só quer ver o Benfica e estar ao lado da equipa. Por isso, todos fazem estas loucuras esperando sempre que tudo corra bem. E hoje correu, o Benfica ganhou. Mas aquela imagem de dezenas de carros a chegarem e meia dúzia de policias completamente perdidos perto do local onde indicaram como ponto de encontro, será sempre inesquecível. 

Continuem a brincar com isto. 

Uma coisa é garantida, o Benfica terá lá sempre a sua gente, seja onde for, seja contra quem for. A vontade de ver o Benfica é maior do que qualquer racionalidade. 

A paragem para almoço foi em Condeixa na Casa da Júlia. Leitão da Bairrada, entradas simples de chouriço picante e queijo seco. Vinho branco à pressão e uma sobremesa baseada em ovos moles. Tudo aprovadíssimo. 

No regresso, a afluência à estação de serviço da Mealhada era de tal ordem caótica que só parámos em pombal. Aposta na sandes de leitão e pastel de bacalhau. A sandes não tem comparação com a da Mealhada. Pior, embora o preço seja um roubo na mesma. 

Foi uma vitória muito importante, histórica e coloca este maravilhoso Benfica de Bruno Lage na frente. Agora começa uma nova era e um novo desafio para Lage, manter o primeiro lugar até ao fim. 

Da nossa parte, há forças para isso, assim sendo, entreguem-se treino a treino, jogo a jogo, como diz o Mister , para manter e aumentar o nível de satisfação. 

Saborear esta bela jornada e depois começar tudo do zero. 

 

 

Benfica 4 - 0 Chaves: O Fabuloso Hábito de Golear

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Vou começar pelo fim. Fiquei intrigado com a reacção de Gabriel, ainda no relvado, ao receber o justo prémio de melhor em campo. Só mais tarde fiquei a saber que perdeu a sua avó antes do jogo mas fez questão de jogar. Fez uma excelente exibição e recolheu ao balneário a chorar. 

É uma situação rara que merece que se comece o texto por aqui. Gabriel é um dos nossos, está num momento de forma incrível e hoje mostrou um profissionalismo e um compromisso com a equipa que não será esquecido. Grande abraço, Gabriel. Obrigado! 

 

No pólo oposto coloco o treinador do Chaves. Tenho todo o direito de não gostar de Tiago Fernandes, assim como ele teve todo o direito de dizer o que bem lhe apeteceu até ser goleado na Luz. Não quero deixar escapar a oportunidade de dizer que a equipa do Tiago foi do mais ridículo que vi na Luz nos últimos tempos. Defender com dois blocos de cinco jogadores muito baixos, abdicar de pressionar alto e apostar tudo num 0-0 à anos 80, já nem o pai do Tiago fazia disto. 

Quando golear se torna um hábito é sinal que algo de muito bom está a acontecer na minha vida. Vivo bem sem a incerteza no resultado, vivo muito bem com intervalos em 3-0, sou capaz de passar o resto da minha vida a ver o Benfica a jogar assim e a vencer sem emoção nenhuma. João Félix, Seferovic, Rafa e Jonas, todos a marcarem e, mesmo assim, a plateia lamenta que Jota ainda não tenha molhado o bico. É este Benfica que gosto. 

Ver Florentino a titular e achar que ele já ali está há várias épocas naquela posição, é este o nível de confiança que tenho ao ver o Benfica jogar.

 

Jogos com a equipa visitante, o Chaves, neste caso, a levar 3-0 mas preferir perder tempo e optar pelo anti jogo para evitar levar mais em vez de tentar mostrar algum futebol que se veja, um objectivo de vida que hoje foi largamente atingido.

Ter uma vantagem tão confortável no marcador que dá para nos rirmos da eficácia entre equipa de arbitragem e VAR. Uma lástima, o que Manuel Mota veio fazer à Luz. 

 

Tudo isto está muito bem, tudo isto é muito bonito mas a seguir é que vem o jogo mais importante. Porque é o próximo e porque todos estamos a pensar no mesmo, continuar este bom futebol e estes bons resultados. 

 

PS: devolvam as riscas verticais à camisola do Chaves. este equipamento é ridículo.