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Red Pass

Rumo ao 38

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Benfica 5 - 1 Boavista: Boa Vista Para os Derbys

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Lembram-se da teoria da monotonia? De jogos a correrem de feição sem ponta de emoção no que diz respeito ao vencedor da partida? Pois bem, a minha vida precisa disso, como sempre disse.

Mas, desta vez, o sentimento não é de tranquilidade e conforto. É complementar a isso. Além da tranquilidade de ver os três pontos seguros, há um sentimento crescente e entusiasmante à medida que o jogo avança. 

O discurso de Bruno Lage é concentrado no treino e no relvado começa a perceber-se esse cuidado.

Saídas de bola Lavolpianas, equipa mais junta, variações de corredores, preocupação em ter os defesas laterais a fazerem jogo interior, aí com muito mais destaque para o esquerdo por força da maior qualidade de Grimaldo em relação a André Almeida no que diz respeito à definição. Jogo entrelinhas constante com João Félix a assumir protagonismo, Gabriel a assumir muitas vezes penúltimas decisões em construção de ataque. 

Enfim, muitos pormenores para observar ao longo do jogo. Até no banco. Quando a bola pára e há lugar a livres ou cantos, Bruno Lage senta-se e Nelson Veríssimo sobe até ao limite da área técnica para ajudar na organização posicional, seja atacante ou defensiva. 

Por fim, o prazer e o privilégio de estarmos a assistir nas bancadas da Luz ao evoluir de uma "lenda" chamada João Félix. Está a acontecer história e nós estamos a testemunhar. 

Assim estamos mais perto de ganhar e o sentimento geral é positivo. Era a resposta que se pedia depois "daquilo" de Braga. 

Confiança no que está a ser feito.

 

 

Vitória de Guimarães 0 - 1 Benfica: Final Feliz

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Dois jogos em Guimarães na mesma semana. Duas vitórias por 0-1. Dois golos marcados pelos avançados. Partidas iguais? Nada disso.
O jogo do campeonato foi muito mais sofrido do que o jogo da Taça de Portugal. Na 3ª feira houve uma entrada forte e personalizada do Benfica que acabou por marcar o resto do jogo. Nesta 6ª feira, o Vitória apareceu muito melhor já com Tozé e André André no onze. Luís Castro tirou ilações do confronto da Taça e conseguiu montar uma equipa que condicionou a saída de bola do Benfica, recuperava facilmente a bola e manteve os três corredores muito activos ofensivamente durante todo o jogo. 
Foi a qualidade individual a equilibrar a partida, João Felix, Grimaldo, Gabriel e Cervi, foram os que melhor conseguiram criar desequilíbrios e inventar oportunidades para o Benfica atacar. 

Hoje, o Benfica não conseguiu movimentar-se com a equipa tão junta e mostrou muitas dificuldades em ligar o ataque. Um misto de mérito do adversário e sinais de fadiga física de alguns jogadores, como Pizzi. 

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Bruno Lage voltou a surpreender e chamou Castillo ao onze. Fez regressar Odysseas à baliza, Conti fez o lugar de Rúben Dias, Samaris o de Fejsa, Cervi na esquerda e o 4-4-2 foi assim alimentado. 

O avançado não convenceu, sinceramente, mas ficou a certeza que há oportunidades para todos. Rafa foi a grande surpresa e agitou mesmo o jogo. Gabriel apareceu no momento certo do jogo para inventar um passe magistral que chamou André Almeida a cruzar para um golo de Seferovic que vale 3 pontos. Todo o mérito para o brasileiro que aos 81 minutos de jogo teve capacidade para inventar uma jogada destas.

Vitória muito complicada, objectivo cumprido. Uma semana em Guimarães com êxito total. Que a próxima em Braga seja igual. 

Tiago Martins à imagem da organização desta Liga, fraco, provocador, inquinado e incompetente. Valoriza mais o triunfo.

Vitória de Guimarães 0 - 1 Benfica: Nas Meias Finais da Taça

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O 4-4-2 , que veio para ficar, foi trabalho para encarar o 4-3-3 do Vitória de Luís Castro. Com uma entrada muito forte e positiva no jogo veio o golo, um passe soberbo de Rúben Dias para uma recepção superior de João Félix que aproveitou para fazer o golo do apuramento. Depois foi preciso ajustar a equipa a versatilidade táctica do Vitória que passou para um 4-2-3-1 e na segunda parte, com muita mais domínio dos homens de Guimarães, teve entrar Gedson para contrariar o 4-4-2 que Luís Castro montou na tentativa de chegar ao empate.

Tudo isto é muito fácil de chegar aqui e publicar porque foi dito e explicado por Bruno Lage na conferência de imprensa. Simples e eficaz, leitura do jogo, explicação das alterações, justificação para as substituições e ainda explicação de como foi jogando o adversário.

E o que é que o treinador do Benfica ganhou com isto? Teve direito a uma pergunta sobre o seu ordenado. Resposta para a eternidade: "E vocês, quanto ganha? Se revelar eu também digo". Tudo com um sorriso na cara, depois de uma expressão de espanto e com um olhar de quase pena pelo jornalista. 

Luís Castro falou depois e foi mais do mesmo. Narrativa à volta do jogo e das opções tácticas e individuais. Um show de bola além do jogo jogado. Só não lhe perguntaram pelo ordenado.

Atitude positiva dos jogadores no final do encontro a irem até perto dos valentes adeptos benfiquistas presentes em Guimarães para agradecerem o apoio. Alguns foram dos Açores para o Minho para ajudar a equipa neste objectivo, muitos outros são da região e uns quantos viajaram centenas de quilómetros de maneira absolutamente irracional, numa 3ª feira para um jogo que começou às 20h45 e podia ter tido prolongamento. O tal respeito pelos adeptos.

Apuramento para as meias finais conseguido. Não há tempo para elogios nem festejos. Segue-se a primeira partida da 2ª volta do campeonato. Pede-se o mesmo compromisso e a mesma atitude. 

Santa Clara 0 - 2 Benfica: Regresso Triunfante aos Açores

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Desde 2002 que o Benfica não jogava nos Açores para o campeonato. Esteve lá em 2009 num jogo amigável que na altura deu o que falar porque era o arranque daquele Benfica entusiasmante de Jorge Jesus mas era um encontro particular.

Este regresso não foi um jogo normal de rotina da Liga. O resultado foi normal, exibição tranquila, triunfo sem contestação. Até deu a ideia que o resultado podia ter sido mais robusto e a exibição mais exuberante. 

Só não foi uma vitória rotineira porque o Benfica vive dias de interrogações à volta da sua equipa de futebol. Este foi o segundo jogo de Bruno Lage que tem aproveitado bem a oportunidade para mostrar as suas ideias, apontar o dedo às fragilidades da equipa e em vez de se pôr em bicos de pés com os resultados positivos prefere ser frontal e directo lembrando que a equipa tem o dever de reconquistar os sócios do Benfica e de trabalhar muito para atingir melhores níveis de qualidade de jogo. 

Aliás, é Bruno Lage quem faz a grande notícia à volta da situação actual do Benfica quando diz na conferencia de imprensa que o 4-4-2 é sistema para ficar. 

Para este jogo optou por dar mais presença no corredor central com a surpreendente entrada de Gabriel, Pizzi foi para a direita onde Salvio ainda não mostrou o suficiente para recuperar o lugar. Zivkovic foi a jogo no lugar de Cervi e manteve a dupla atacante. 

Muita pressão na saída de bola adversário, mais posse de bola, jogadores mais juntos e mais presença na área adversária. Parecem princípios básicos mas precisam de trabalho e dedicação por parte dos jogadores.

O Benfica fez o 0-1 por Seferovic e só não foi para o intervalo a ganhar por mais porque o VAR resolveu estragar uma boa decisão do árbitro que considerou penalti sobre Pizzi. O VAR cá está sempre para atrapalhar uns e ajudar outros. Não houve penalti mas houve expulsou para o Santa Clara. 

Na 2ª parte o Benfica entrou muito bem e fez o 0-2 de maneira natural, Jardel de cabeça num canto. Depois, a equipa falhou várias vezes a hipótese de construir uma goleada.

O objectivo principal foi cumprido, terminar a 1ª volta com uma vitória, subir mais um lugar na tabela e continuar a vencer.

Com estas duas vitórias fica a ideia que a mudança técnica no Benfica pode ser de prazo maior e o lugar provisório de Bruno Lage pode ser estendido para a 2ª volta do campeonato. A leitura é sempre subjectiva, se estes dois jogos não tivessem rendido 6 pontos agora estava-se a especular quem seria o treinador escolhido para vir para a Luz. Assim, a solução pode estar encontrada. Com todos os riscos que vitórias contra adversários como Rio Ave e Santa Clara possam vir.

Aguardemos pelo jogo da Taça de Portugal da próxima semana para termos uma ideia mais clara do futuro imediato do Benfica.

Benfica 4 - 2 Rio Ave: Voltar a Respirar

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O começo foi doloroso. Parecia que o pesadelo de Portimão estava para continuar... 

Mas quando a equipa ganhou confiança e acertou nas transições ofensivas aconteceu uma daquelas "remontadas" à antiga que dá gosto dizer que se esteve no Estádio para ver.

O cenário era complicado, a derrota na jornada a meio da semana ditou mesmo a queda da equipa técnica liderada por Rui Vitória e o sangue novo veio do banco da equipa B com Bruno Lage como rosto mais conhecido.

O desafio era, acima de tudo, convencer os jogadores a darem mais, muito mais, do que tinham mostrado contra o Portimonense. Bruno Lage preparou o jogo, olhou para o adversário e optou por um clássico 4-4-2. Ao contrário do que a convocatória parecia indicar, o parceiro de Seferovic não foi Ferreyra. Nem Castilho. Os dois reforços ficaram no banco e a aposta foi em João Félix. Portanto, na ausência do castigado Jonas, Seferovic e João Félix na frente. Salvio recuperou o lugar na direita e Cervi foi aposta na esquerda. Discutível a ausência de Zivkovic, uma boa dor de cabeça para o treinador.

No meio Pizzi e Fejsa, Gedson saiu da equipa depois da exibição nula do Algarve, e lá atrás tudo igual. 

Mudavam as dinâmicas atacantes com mais procura por jogo interior e relevância para o papel dos dois homens da frente que foram essenciais para a vitória. Pelos golos marcados e pelo que fizeram jogar.

Estas são as boas notícias deste novo ciclo. As más viram-se logo no começo da partida. Muitos desequilíbrios defensivos, pouca consistência no meio campo sem bola pouca oposição à velocidade e imprevisibilidade individual dos adversários. SE a ideia é melhorar o processo ofensivo, então é urgente afinar e acertar em toda a organização defensiva.

A perder por 0-2, à imagem do que tinha acontecido em Portimão, a equipa do Benfica ficava entregue a si própria. Aqui com a vantagem de jogar em casa e com os adeptos a quererem ajudar. Primeiro houve forte assobiadela à apatia da equipa mas assim que se percebeu que vontade de vencer era mais que muita a plateia começou a ajudar. Vieram os golos e a harmonia com as bancadas passou a ser total. 

O que me faz confusão actualmente no Estádio da Luz é a passagem da depressão colectiva à euforia desmedida em poucos minutos. Também me parece que os adeptos estão algo perdidos no meio de tantas emoções, boas e más. 

Já expliquei que nunca assobiei nem mostrei um lenço mas não critico quem o faz. Quando a equipa sofre o 0-2 achei normal a assobiadela geral. Não concordei porque acho que nunca vem ajudar em nada. Mas faz parte do jogo. Acho que ainda fico mais incomodado quando vejo a famosa onda depois de consumada a reviravolta. Se os assobios se explicam por justificado descontentamento com a fragilidade defensiva da equipa, a onda não tem explicação. Estamos numa fase delicada da época, mudámos de treinador e não sabemos por quanto tempo vamos ter esta equipa técnica, estamos a sete pontos do líder, andamos no 4º lugar da classificação, onde estão os motivos para a euforia? Por termos dado a volta a um resultado? Ok, tudo bem mas a mim parece-me exagerado.

Prefiro olhar para o que de bom saiu deste jogo de hoje, prefiro olhar para a frente e tentar perceber os problemas que Lage vai ter já nos Açores. Volta Jonas, quem sai? Mantemos o 4-4-2? E quando Rafa estiver recuperado? Enfim, temos tanto com que nos preocupar que nestas vitórias só consigo sentir alivio. 

Uma palavra elogiosa para Bruno Lage que aceitou o desafio de liderar a equipa num momento delicado e prestou um óptimo serviço ao clube. Tanto no jogo como nas declarações que se seguiram.

O golpe profundo de Portimão foi estancado hoje contra o Rio Ave. O futuro está já aí e é preciso manter este sentimento de missão. Sem euforias e sem depressões, de preferência.

Portimonense 2 - 0 Benfica: Fim da Retoma

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Começo pelo fim.

Ao contrário do que a imprensa generalista e especializada quer fazer passar, eu não sou nenhum criminoso incendiário. Não bastava o enorme "cabeção" que levava ao sair do estádio com a miserável passagem do Benfica pelo Algarve, ainda tive que atender chamadas e responder a sms que davam conta de uma bancada a arder. Precisamente, aquela onde estive a ver o jogo. Meus amigos, se não sabem distinguir umas tochas acesas no chão entre cadeiras e um incêndio, então não são os adeptos que são incendiários, são vocês todos que são uns idiotas. Os que fazem as notícias, os que as passam e os que as engolem. Se querem preocupações com fogos no Algarve vão fazer alguma coisa pelas vítimas de Monchique e arredores. Cambada de hipócritas.

Ainda na sequencia da negra noite, depois do jogo o único momento bom foi rever e saudar gente boa que é movida pelo Benfica, do sul ao norte, porque o regresso a casa foi um pesadelo de dezenas e dezenas de quilómetros de nevoeiro cerrado pela A2.

Antes do jogo, tudo certo, tudo bem. 

Ir ver o Benfica a Portimão a meio de uma semana de trabalho equivale a fazer esforços e sacrifícios só para vermos a nossa equipa ao vivo. Ao contrário do que a Liga de clubes pensa, o sucesso de um estádio cheio numa gelada 4ª feira à noite não tem nada a ver com a vaidade e soberba que o Pedro Proença mostra em todas as suas intervenções públicas. O estádio de Portimão está cheio APESAR da organização da Liga. APESAR de marcarem os jogos tarde a más horas, APESAR de tratarem os adeptos mal dentro e fora do estádio. Percebam isso, não se vangloriem de um campeonato que deve é um exemplo do que não deve ser uma organização. Basta dizer que saímos de Portimão sem saber datas e horas da próxima deslocação. 

Depois o clube Benfica também tem de perceber que ninguém está ali aquela hora, num dia de trabalho, metendo folgas, férias, adiando compromissos e deixando as famílias para segundo plano, por causa de um dirigente, de um treinador ou de algum jogador. Nada disso. Os que estão ali, estão pelo Benfica. Já foi assim naquela noite fria em que os adeptos quiseram estar no primeiro jogo do ano numa inédita deslocação à Trofa. Curiosamente, o jogo de ontem leva-me precisamente para essa época do Quique Flores, a mesma derrota por 2-0 e o mesmo sentimento de impotência perante uma ideia de jogo falida.

Mesmo sabendo que a equipa joga mais mal que bem, mesmo sabendo que a aposta nesta equipa técnica tem estado por um fio, ou por uma derrota, os adeptos lá estavam. Quem critica no conforto do sofá nunca vai entender o sentimento de quem faz tudo por estar lá. 

O que aconteceu em campo foi o chamado desastre à espera de acontecer. Ontem foi o ponto final da tal retoma que fez de Dezembro um mês vitorioso e que deixou no jogo com o Braga uma clara ilusão imediatamente contrariada em mais um apuramento na Taça da Liga sofrido e envergonhado.

Exibição desastrosa do Benfica. Desfocados, desconcentrados, vencidos e sem soluções externas. 

Não há desculpas para um jogo assim que simbolicamente marca o arranque do ano 2019. Só faço uma ressalva ao Jonas que me pareceu mal expulso. 

De resto, nem há ponta por onde pegar. Uma letargia que se estendeu às bancadas onde até os adeptos pareciam conformados com o triste espectáculo. Parecia que estava tudo à espera de uma noite assim. 

Mas não é bem assim. Nós quando tomamos a decisão de juntar um grupo e viajar de Lisboa ao Algarve, a ideia nunca é voltar com este sentimento de tristeza e depressão. Por isso, é que combinamos encontros e reencontros, nos sentamos à mesa a comer, a beber e a partilhar histórias e opiniões entre várias gerações de benfiquices. Somos sempre muito bem recebidos e tratados no Algarve. Desta vez, o repasto foi em Pêra no pequeno e acolhedor restaurante Boa Onda. Muitos e bons petiscos, variada carne e aguardente de figo. Procurem que vale a pena. 

Depois há momentos de prazer que ninguém nos tira, esplanada com cerveja e aquele sol algarvio que até no inverno parece verão. As conversas sempre à volta do mesmo. Isto ninguém compra, ninguém explica, ninguém troca. 

O resto é um jogo a que estamos sujeitos. Inesperado não foi, desagradável e inaceitável é sempre que o Benfica perde. 

Na viagem para Lisboa vinha a pensar nas coincidências do futebol. O primeiro jogo de Rui Vitória no Benfica foi no Algarve e correu mal. Simbolicamente este último jogo foi na mesma região e o sentimento de azia é igual.