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Red Pass

Rumo ao 38

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Bayern 5 - 1 Benfica: Mau!

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Vamos lá esclarecer umas ideias. O Benfica perder nunca pode ser uma normalidade. O Benfica ser goleado é impensável. O Benfica sofrer cinco golos é vergonhoso. Uma vergonha a que já assisti vezes de mais na minha vida de benfiquista. E penso sempre que é a última vez cada vez que volta a acontecer. E quando acontece o que eu espero é que os jogadores reajam com dignidade. Sejam os jogadores que levaram 5 na Luz nos anos 90, sejam os jogadores que levaram 5 com a anterior equipa técnica, sejam os jogadores do plantel da época passada em Basileia, sejam os jogadores desta época em Munique. Para mim, não chega o discurso do levantar a cabeça. Isto é válido também para o treinador e para os dirigentes do clube. Uma noite trágica destas nunca pode ser só mais uma ou uma inevitabilidade. Não pode acontecer. 

Todos têm que saber estar à altura do peso, da história e da glória que o emblema do Benfica representa. Todos. 

Se há mais de dois mil associados e adeptos do clube que puderam, quiseram e estiveram no Allianz Arena a puxar pela equipa, a carregarem uma mística conhecida em todo o mundo, é preciso, antes de mais nada, respeitá-los. Para eles o meu obrigado e votos de bom regresso.

Eles, tal como todos os que acompanhámos à distancia, sabem a importância destas noites. É nestas alturas que o Benfica pode acrescentar mais honra ao seu historial. Esperamos sempre o melhor.

Sabemos que do outro lado não está uma equipa qualquer mas depois de ver e rever o que fizeram ali recentemente equipas como o Dusseldorf, Friburgo ou Monchengladbach, esperava-se uma oportunidade para o Benfica. Infelizmente, o Benfica só existiu naquele relvado durante uns dois minutos. O tempo que durou a jogada do golo do Gedson. De resto, não se viu nada. 

A ideia era ir a Munique tentar tirar proveito do mau momento e da instabilidade à volta do Bayern, arrancar uma boa exibição para moralizar e entusiasmar a equipa do Benfica que tem passado o último mês competitivo de forma agoniante. 

Era uma boa oportunidade. Foi uma decepção total. Sofrer 5 golos é sempre motivo de vergonha, assuma-se isso. 

Todos têm que perceber isso. Seja em Munique, seja na Grécia. Seja nos anos 90, seja em 2018. O Benfica não se fez de noites destas. As reacções deviam ser de acordo com isto. 

 

Benfica 2 - 1 Arouca: Doloroso Apuramento

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Isto nem é novo no reinado de Rui Vitória, vitórias apertadas com exibições muito pobres nas primeiras rondas da Taça de Portugal já aconteceram em outras épocas. Lembro-me, assim de cabeça, do 1-2 contra o Vianense e no ano a seguir o mesmo resultado no Estoril com o 1º de Dezembro. Em ambos os jogos o golo da vitória veio perto do final, tal como hoje.

A grande diferença é que nessa altura havia um enorme capital de confiança à volta da equipa porque vinha de épocas triunfantes e, portanto, uma noite desinspirada, mesmo que contra equipas de escalões inferiores, era desculpada pelo resultado prático final.

Desta vez, o contexto é muito mais delicado. Hoje, o Benfica precisava de uma boa exibição e um resultado tranquilo para dar sequência à vitória de Tondela, recuperar alguns jogadores, ganhar outros e embalar para um novo ciclo que tem na próxima paragem em Munique o ponto mais exigente.

Rui Vitória aproveitou o segundo jogo do Benfica na Taça de Portugal desta época para lançar Krovinovic, dar nova chance a Corchia, apostar em Zivkovic e, o mais relevante de tudo, recorrer ao 4-4-2 pela primeira vez esta temporada.

O resultado de todas estas apostas foi uma enorme desilusão. Salvou-se Svilar, que manteve o Benfica em jogo com uma enorme defesa já na recta final da partida, Seferovic e Jonas sempre inconformados, a espaços Krovinovic deu um ar da sua graça e Rafa acabou por ser decisivo ao marcar o golo que evitou um embaraçoso prolongamento.

De resto, é difícil quantificar e qualificar a exibição do Benfica esta noite com o Arouca da segunda divisão.

Só se aproveitou mesmo o resultado, um alivio merecido para as duas dezenas de milhar de adeptos que fizeram questão de aparecer na Luz.

Tondela 1 - 3 Benfica: Entrar a Perder, Sair a Ganhar

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Neste fim de semana percebi que há algo de muito errado entre a minha vida e os jogos do Benfica em Tondela. Desde que a equipa de Tondela subiu à primeira divisão nunca consegui ir ao Estádio João Cardoso. No primeiro ano porque resolveram jogar em Aveiro, no segundo porque tinha acabado de ser operado a uma clavícula partida, no ano passado e este ano houve conflitos de agenda profissional. Sendo assim, Tondela é dos poucos estádios da primeira divisão que não visitei. Juntamente com o do Santa Clara, nos Açores. E já coloco aqui o bizarro recinto da SAD belenense como visitado.

Não poder ir em viagem tira grande interesse à crónica do jogo, assim não há sugestões gastronómicas nem relatos de frio e chuva. No entanto, ficar em casa a sofrer ao longe não me poupa a receber uma overdose de imagens gastronómicas de fazer inveja. Reti um local que parece merecer visita, Três Pipos. É explorar. A malta que divulgou é de confiança.

Aproveito para começar por aqui, a presença de adeptos naquela bancada atrás da baliza, descoberta, ao frio e à chuva com um apoio insaciável do primeiro ao último minuto é a representação irracional do que é ser Benfica. No fundo, é colocar em prática aquela teoria do vê o que podes fazer pelo Benfica em do que o Benfica pode fazer por ti. Assim, se enche uma bancada com uma força vocal incrível mesmo que a equipa não ganhe um jogo há um mês e venha de uma anormal ciclo de derrotas na Liga portuguesa. 

Aliás, o Benfica chega a Tondela de moral em baixo. A exibição com o Ajax não foi grande coisa e o lance final em que Gabriel podia ter dado 3 pontos europeus ao Benfica acabou por agudizar ainda mais a frustração. Como se não chegasse, ainda não tinha passado um minuto de jogo e já o Tondela estava a ganhar. Pelo lado de Grimaldo há um cruzamento que Conti reage mal e acaba por fazer auto golo. Pior arranque era impossível. 

E o que se ouviu na transmissão televisiva? Um apoio ainda maior dos adeptos do Benfica. 

Vou despachar a questão do Conti. Espero vê-lo jogar com mais regularidade, se é verdade que não foi feliz nos golos do Tondela e Ajax, há que dizer que nos mesmos jogos fez dois cortes em cima da linha de golo verdadeiramente impressionantes. 

Tudo o que se pode dizer a partir daqui é que a equipa soube estar ao nível do apoio dos seus seguidores. Jonas voltou a ser essencial na equipa, Rafa deu o mote pelo lado direito e não foi feliz na primeira parte na hora de finalizar, depois compensou com o 1-3, Pizzi e Gabriel assumiram as despesas de construção. A exibição não foi deslumbrante mas o objectivo foi cumprido. Reviravolta liderada por Jonas, no primeiro remate à baliza do Tondela. Na segunda parte, já com o Tondela com menos um jogador, a entrada de Seferovic para o lado de Jonas revelou-se determinante para os três pontos. Fica até no ar a dúvida se não vale a pena ponderar este regresso a um sistema de dois jogadores mais avançados que, como sabemos, com Jonas já deu tão bons resultados. 

Ver o jogo na televisão é uma tortura. A realização é horrível, fiquei a perceber que as repetições não assim tão importantes para a emissão em directo. Se ficarem dúvidas, a Sport Tv remete para um programa chamado Juízo Final ou algo assim parecido. Ou seja, as imagens ficam congeladas para mais tarde alimentarem mais polémica. Acho bem, há pouca no futebol português. O melhor exemplo disto é a repetição do lance da primeira expulsão. Quando, finalmente, o realizador vai buscar o plano em que se vê melhor a chegado do jogador do Tondela a Cervi o plano muda e o narrador empurra para o tal programa. Até Vítor Paneira fica a falar sozinho. Enfim, é tão melhor ir ver os jogos aos estádios. 

Tudo se torna mais penoso quando é um domingo gordo com uma maratona impressionante de jogos de todo o mundo. Liverpool, Chelsea, Manchester, Frankfurt, Roma, Milão, Boca e River, enfim, dezenas de jogos à volta da transmissão de Tondela e ficamos com a ideia que o jogo nacional é o que é pior tratado televisivamente. Felizmente, são muitas mais as vezes que vejo ao vivo do que assim. 

O Benfica encerra este ciclo horrível com uma vitória em Tondela. Curiosamente, nunca lá fui e só temos vitórias. Para a próxima não sei se é melhor resistir ao Três Pipos. 

 

Agradecimentos - Sapos do Ano 2018

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 Quero agradecer ao Sapo, pelo convite que me fez para alojar aqui o blog há uns anos, e às pessoas que elegeram o Red Pass para ser um dos blogs do ano na área do desporto.

Tudo aqui:

Sapos do Ano 2018

Desporto

Blogs nomeados foram (sem nenhuma ordem especial)

Camarote Leonino - https://camaroteleonino.blogs.sapo.pt/

Bike Azores - https://bikeazores.blogs.sapo.pt

És a nossa Fé! - https://sporting.blogs.sapo.pt/

Pedalo pela cidade … https://pedalopelacidade.wordpress.com/

Fit, Food, Fashion and Fun - https://fit-food-and-fashion-4fs.blogs.sapo.pt/

O Belo Voar da Águia - http://obelovoardaaguia.blogspot.pt/

O Maior Clube do Mundo - https://omaiorclubedomundo.blogs.sapo.pt/

De Sedentário a Maratonista - https://desedentarioamaratonista.blogs.sapo.pt/

Correr na Cidade - https://corrernacidade.com/

Novo Blog Geração Benfica - http://geracaobenfica.blogspot.com/

GO Carol - https://gocarol.blogs.sapo.pt/

RedPass - https://redpass.blogs.sapo.pt/

Atrás da Baliza Grande - https://atrasdabalizagrande.blogs.sapo.pt

Um Par de Botas - https://umpardebotas.blogs.sapo.pt/

The Cat Run - https://thecatrun.blogs.sapo.pt

 

 

Benfica 1 - 1 Ajax: Onana Não Deixou

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 Na Holanda o jogo ia acabar empatado a zero mas no último minuto um remate de Mazraoui acabou com a bola dentro da baliza e o Ajax venceu o jogo. Na Luz, no último segundo da partida, a bola vai para o pé de Gabriel que muito perto da baliza atira para aquele que seria o 2-1. Onana esticou o pé e segurou o empate. Detalhes nos instantes finais de dois jogos que, praticamente, deixam o Benfica fora da Champions League. 

Obviamente, o jogo da Luz não se resume ao último segundo. 

O Benfica fez uma primeira parte que lhe permitiu chegar ao intervalo a vencer por 1-0 muito por mérito de Jonas. Em relação ao ciclo de péssimos jogos que a equipa vinha a fazer, Rui Vitória deixou de fora Pizzi e apostou num meio campo com Gabriel e Gedson à frente de Fejsa, chamou os argentinos Salvo e Cervi para as alas e deu a titularidade a Jonas. 

A equipa pareceu determinada em dar uma imagem diferente daquela que tem mostrado incompreensivelmente na Liga portuguesa e acabou mesmo por fazer o golo por Jonas. O Ajax já não sofria um golo desde o jogo de Munique, foram 654 minutos e zero golos sofridos. 

Mas se comecei pelos últimos instantes dos dois jogos entre Ajax e Benfica, é justo recuperar a forma como o Ajax falhou o empate em cima do intervalo. Podia ter acontecido ali o 1-1.

O avisou ficou no ar mas as lesões de Jonas e Salvio não ajudaram a equipa a manter o ritmo de procura por um segundo golo. Antes pelo contrário. O Ajax assumiu que queria pontuar e cresceu muito no jogo. Conseguiram o empate por Tadic e, mais do que isso, deixaram toda a impressão que querendo ter a iniciativa do jogo, dificilmente não teriam hipóteses de marcar. 

A reacção do Benfica na recta final podia ter valido o golo da vitória, como já vimos, mas Onana acabou por ser tão decisivo como Tadic.

Ponto muito positivo para o ambiente na Luz durante o jogo, os adeptos sempre estiveram com a equipa. Apoio não faltou até ao fim, as bancadas queriam uma vitória e fizeram questão de fazer frente ao impressionante número de adeptos holandeses que vieram a Lisboa apoiar o Ajax. 

Depois de ter terminado o jogo, é que viu e ouviu contestação ao treinador e desagrado por mais um jogo sem vencer. 

Não me parece que seja possível continuar na Champions League após esta fase de grupos. Faltam dois jogos, um Munique, outro em casa com o AEK que deve servir para confirmar a continuidade na Europa por via da Liga Europa.

Fica um sentimento de desilusão, era neste embate duplo com o Ajax que se jogava a continuidade na Champions, houve infelicidade em momentos chave dos dois jogos mas, sinceramente, parece-me que a equipa holandesa, nesta fase, é melhor e merece seguir o seu sonho europeu neste regresso à Liga dos Campeões.

 

Benfica 1 - 3 Moreirense: Afinal, o Pesadelo Não Acabou...

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Hoje não foi um golo no último minuto, não foi uma noite má, nem azarada.
Hoje exigia-se à equipa uma resposta convincente após a noite negra do Jamor. Para ajudar, o futebol do clube teve toda a confiança do seu Presidente que aproveitou o aniversário do Estádio e da sua presidência para dar uma entrevista e discursar durante a semana. Renovou a confiança na equipa técnica e nos jogadores do clube.

Tinha a palavra a equipa do Benfica neste jogo em casa com o Moreirense.

Em dois minutos tudo parecia voltar à normalidade, Jonas e João Félix são as personagens principais das mudanças de Rui Vitória e fabricam o 1-0. Parecia que o mais complicado estava feito.

Puro engano. Foi só um rasgo de qualidade no meio de um descontrolo que se prolongou do Jamor para a Luz de forma surreal. A facilidade com que o Moreirense respondeu e chegou aos 1-3 fez lembrar aquele começo de jogo com o Boavista há dois anos. Também me fez lembrar daquela 5a feira negra, chuvosa, no Algarve em que a equipa Minhota fez a mesma reviravolta para chegar à final da Taça da Liga.

Só que desta vez, esta não é uma derrota isolada. É a terceira derrota seguida da equipa de futebol do Benfica. Uma novidade no reinado de Rui Vitória.

Estava até difícil lidar com todo o cenário. Quis esquecer depressa aquela noite no Jamor mas olhava para o relvado e via as mesmas cores azuis a vencerem por dois golos de vantagem perante o desespero dos vermelhos. Dentro e fora de campo.

Depois de tão inesperada derrota com o Belenenses SAD, os adeptos do Benfica quiseram marcar presença na Luz. Foram quase 50 mil nas bancadas a darem continuidade ao sinal de confiança que veio da presidência.

Mas perante tamanho desastre, a confiança deu lugar à indignação. 1-3 em casa com o Moreirense e ver o experiente Jardel a acabar expulso por impulsos de iniciante é de levar qualquer um ao desespero.

O Moreirense ganhou muito bem, fez por isso e mostrou futebol à altura da dimensão do resultado. Aqui não há dúvidas, parabéns a Ivo Vieira e aos seus jogadores.

As dúvidas moram do lado do Benfica. Não é fácil responder à pergunta mais evidente: o que se passa, Benfica?!

Perante este cenário o treinador do Benfica tinha duas hipóteses, confiava na palavra do Presidente e punha o lugar à disposição ou considerava que mais um resultado anormal, e a primeira sequência de três derrotas seguidas no seu ciclo não eram suficientes para se duvidar da sua validade à frente da equipa. Optou pela segunda dizendo que não é homem de desistir. Se ele acredita e o Presidente também, não há muito mais a fazer. O desafio que se segue é de grau de dificuldade muito elevado. A confiança está muito em baixo e nas bancadas não é melhor.

O Benfica fica a depender da capacidade de equipa técnica e dos seus jogadores para dar a volta a um contexto negro.