Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Red Pass

Rumo ao 38

Red Pass

Rumo ao 38

Chaves 2 - 2 Benfica: Uma Odisseia Que Não Acabou Bem

chaves benfica.jpg

Há jogos que não me cheiram bem a uma grande distância. Esta partida em Chaves foi marcada há cerca de um mês e a partir daí foi sempre a complicar. Um jogo em Chaves numa 5ª feiras às 20h15 começa logo por ser estranho. Mas isto é uma Liga que tem o recorde de dias para a duração de uma jornada. Esta, por exemplo, dura cinco dias.

Depois de sabermos data e hora, o Chaves anuncia que o jogo serve para celebrar o seu 69º aniversário mas quem dá a prenda maior é quem quiser ir ao estádio sem ser sócio do clube da casa. Ou seja, um adepto do Benfica que quisesse comprar bilhete no estádio do Chaves teria que pagar a partir de 37€ e podia ir até 56€. 

O tempo passou e em vésperas do encontro o Chaves fez um comunicado em que decretou a proibição de adereços do Benfica numa bancada central. Mais do mesmo. Quem já tivesse comprado bilhete antes tinha que comer e calar.

Entretanto, no último jogo antes desta deslocação o Benfica perde João Félix, Sálvio e quase fica sem Grimlado. O espanhol recupera mas na frente teve que entrar Rafa e Cervi. 

A meio da semana há a despedida a Luisão e logo acontece uma lesão a Jardel e uma expulsão forçada por João Capela a Conti. Capela, o tal que expulsou Aimar. O tal que um dia viu Cardozo bater com uma mão no relvado revoltado por ver que o árbitro não marcou uma falta evidente a seu favor, e ... expulsou-o. Repetiu a dose em Trás-os-Montes.

Aliás, a nomeação de Capela foi mais uma desconfiança que tivemos antes do jogo. A outra foi nova mudança no árbitro para o Var. Sem justificações, apareceu Bruno Esteves em vez de Hélder Malheiro. Segunda jornada seguida com trocas de última hora. Estranho. Claro que Esteves e Capela não tiveram dúvidas num penalti por marcar sobre Gabriel na primeira parte. E zero de dúvidas na expulsão a Conti.

 

Voltemos ao pré jogo. Finalmente, chega a hora e tempo de verão dá lugar a uma noite de temporal. Relvado encharcado, dúvidas sobre a realização do jogo e partida a começar mais de uma hora depois da hora marcada. 

Forte abraço para o pessoal que foi a Chaves e que ainda levou com transito cortado na A3. Que tenha sido esta a pior deslocação da época, é o que desejo. 

Fomos a jogo e tudo mudou a nosso a favor. Entrar a ganhar 0-1 com um golo de Rafa era tudo o que o Benfica precisava para inverter todas estas más energias acumuladas antes da jornada. 

Mas a vantagem não foi ampliada, por acerto do guarda redes Ricardo e infeliz desacerto de Seferovic na hora de finalizar. O jogo ficou demasiado aberto para o Benfica conseguir dominar, o Chaves foi criando oportunidades que o mantiveram ligado ao jogo até ao intervalo. 

Na segunda parte pedia-se um segundo golo ao Benfica para que tudo acalmasse e fosse gerível do ponto vista físico e emocional. Mas sem conseguir matar o jogo, o Benfica deixou espaço para o empate que surgiu num mau momento de Odysseas que até ali tinha estado impecável. Um livre directo frontal quase sem barreira convidou Ghazaryan a rematar. O arménio, que acompanhou Daniel Ramos nesta passagem do Funchal para Chaves, aproveitou para fazer o empate num pontapé forte e colocado. 

Faltavam 20 minutos para o final e o Benfica ainda conseguiu reagir. Rúben Dias desmarcou Rafa que se isolou e bisou na partida. Parecia que toda esta maratona ia acabar bem. Jonas já estava em campo e festejou o 1-2.

Só que quando parecia que o jogo estava controlado na recta final pela equipa em vantagem aparece João Capela a mostrar vermelho directo a Conti numa falta em que o jogador do Chaves nem ia criar perigo de golo. Sem Jardel, sem Conti, as nuvens negras voltaram. Não houve quem não pensasse logo com que centrais o Benfica pode defrontar o Porto na próxima jornada. Com a equipa desgastada, com improvisos na defesa e no meio campo, o Benfica não soube roubar a bola e empurrar o adversário para o seu meio campo. O chaves teve força e engenho para desenhar a melhor jogada de toda a partida e dar a Ghazaryan a oportunidade de bisar empatando um jogo que pareceu amaldiçoado desde o dia em que foi marcado. 

Dois pontos perdidos mesmo no final da partida, lesões de Jardel e Gabriel para avaliar, suspensão de Conti para gerir e uma viagem a Atenas já no horizonte que por marcar o futuro europeu da equipa. 

Estamos em alta pressão e não podemos perder o foco apesar de tanta odisseia à volta do futebol do Benfica. Esta não acabou bem. 

Benfica 2 - 0 Aves: João Félix Não Engana

_JPT3199.jpg

 Apetece-me agradecer a espertice do Aves ter optado por obrigar o Benfica a jogar primeiro para a baliza sul, ao contrário do que costuma ser tradição na Luz.

Obrigado, Aves. Assim, foi da maneira que vi mesmo ali à minha frente o magnifico lance do primeiro golo do Benfica. O trabalho e a assistência do Pizzi para a finalização superior do João Félix. Segundo golo do miúdo na Liga e segundo golo nesta baliza.

Um regresso ao campeonato que serviu para lançar Gabriel no onze, o brasileiro fez por merecer a aposta, e dar a titularidade a João Félix. A equipa respondeu bem e fez por evitar o susto da época passada quando esteve 70 minutos para fazer o primeiro golo.

O Benfica podia, e devia, ter feito muitos mais golos na primeira parte. Jogou o suficiente para construir cedo uma vitória tranquila.

Mas só na 2ª parte é que o triunfo ficou certo. Pelo meio, um sentimento misto. Por um lado, a satisfação de ver a ala esquerda a carburar muito bem, por outro, o Benfica acabou com esse flanco renovado por saídas de Félix e Grimaldo, ambos lesionados. Espera-se que sem gravidade.

Por ironia do destino, Cervi entrou e foi ele a fazer o 2-0 que deu mais justiça ao marcador e descanso às bancadas.

Por falar em entrar, Jonas regressou. Foram 20 minutos em campo que muito animaram a plateia da Luz. Que tenha sido o começo de um novo ano da lenda Jonas no Benfica.

Acabou por uma vitória normal e objectivo cumprido.

 

 

Antes do começo da partida tive oportunidade de reencontrar o amigo Vítor Pimenta que fez questão de me oferecer uma camisola do Aves, Luquinhas, repetindo um gesto que já tinha feito pelo Gil Vicente, Rio Ave e Varzim. Uma amizade que já vem dos anos 80, um respeito mútuo que em 2018 ganha um simbolismo maior, já que parece que toda a gente se esqueceu como é bom ter amigos no futebol.

Por falar nisso, agora não se lembrem de irem buscar imagens da entrega da camisola antes do jogo para especularem cenas. Algo em que Portugal está muito forte.

 

Bom regresso ao campeonato para dar continuação já na próxima 5ª feira em Chaves.

 

 

 

Benfica 0 - 2 Bayern: Toda Uma Aborrecida Realidade

_JPT1745.jpg

Vivemos tempos muito estranhos à volta do futebol. 

Pessoas que continuam a insistir com casamentos e baptizados no mês de Setembro que estragam a minha folha de presenças seguidas na Luz para ver jogos oficiais do Benfica. Sim, voltou a acontecer. Em 2011 faltei a um Benfica - Vitória SC, em 2013 não apareci num Benfica - Paços de Ferreira e no passado sábado estive ausente no Benfica - Rio Ave. Casamentos e baptizados envolvendo pessoas que muito estimo, familiares e amigos. Ocasiões únicas que obrigam a abrir uma dolorosa excepção no ritual pessoal de ver todos os jogos oficiais do Benfica em casa desde a década de 80. Portanto, Não me lembro do último jogo que perdi em casa para a Taça de Portugal, se aconteceu foi há muitos anos mesmo, não perco um jogo para o campeonato na Luz desde esse baptizado de 2013 e na Taça da Liga a contagem voltou a zeros no sábado. Por isso, não houve crónica. Fica aqui a explicação.

 

Pus-me a pensar há quanto tempo não perco um jogo europeu do Benfica na Luz. Não me lembro de falhar uma noite europeia na Luz. Felizmente, não há muitas celebrações de casamentos ou baptizados a meio da semana. 

Posto isto, percebe-se a motivação e a alegria com que voltei à Luz para o terceiro jogo europeu na Luz da época. O primeiro na fase de grupos da Liga dos Campeões. Este estado de espírito tem tudo a ver com expectativas. Dos três jogos que já fizemos nesta prova, este foi o que encarei de maneira mais tranquila e despreocupada. Eu queria era chegar a esta noite. Andámos a sofrer com PAOK e Fenerbahçe para podermos receber equipas como o Bayern. 

 

Voltando a pegar na frase que abre o texto. Estamos em 2018 e na semana em que estreia a mais espectacular prova de clubes do mundo, Portugal teve a menor audiência televisiva à volta da competição. De repente, o país percebeu que não ia ver o Liverpool, Inter, PSG, Tottenham, Barcelona, Real nem o Benfica. À boa maneira portuguesa, estalou a "guerra" nas redes sociais. Quem se indigna por não ter acesso à Nowo e, por isso, não poder ver o jogo na sua televisão da maneira mais tradicional é acusado de adorar a Sport TV. Quem defende que é preciso estar a par das técnicas de airplay, instalação de Apps, uso de cabos de rede, e afins, é acusado de estar feito com a Eleven Sports que, por sua vez, é acusada de se estar nas tintas para os clientes, especialmente as gerações mais velhas, e encher os seus quadros com profissionais do Porto Canal. 

Tudo isto está exposto publicamente nas redes sociais. A grande conclusão de tudo isto, sem eu querer apontar culpas a ninguém, nem fazer juízos de valor, é que em 2018 é bastante complicado ter acesso às transmissões dos jogos da melhor competição de futebol de clubes do mundo e se quisermos ver resumos somos contemplados com um trabalho que, aqui aponto mesmo o dedo ao péssimo serviço, a TVi nos serve com um programa de rescaldo da Champions League absolutamente ofensivo para quem gosta de futebol. Ao que se junta uns resumos da Eleven Sports sem a qualidade mínima para serem apresentados ao público. 

Como é que é possível andar tão para trás?

 

Para preparar o jogo com o Bayern fui ver com atenção os três últimos jogos deles na Bundesliga. Ora, como o campeonato alemão também passou para a Eleven Sports não consegui ver nenhum deles em directo e para os recuperar tive que procurar meios alternativos. Ao contrário do que possam pensar, eu pago para poder aceder a jogos completos, mesmo que gravados, resumos ou só golos. Invisto mensalmente no acesso ao site instatscout.com e não tenho problema em assumir que mais depressa vou continuar a ser cliente deles do que vou dar dinheiro por um serviço que me promete um Inter - Tottenham e não o transmite de inicio ou que me garante que dá o Benfica - Bayern na Youth League e depois apresenta motivos alheios para não dar. Lamento mas, para já, ficamos assim. 

 

A facilidade com que podemos estudar e preparar a visita do Bayern à Luz dá-nos o conforto de nos sentarmos na cadeira do estádio olhar para a equipa adversária e conhecer bem todos os jogadores do outro lado sem recorrer a cábulas e identificar a forma de jogar logo nos primeiros minutos. Só que esse conforto dá lugar a um sentimento de desespero assim que percebemos que o facto de sabermos tudo sobre eles não quer dizer que possamos evitar que sejam superiores. A forma como o Bayern sai da pressão perto da sua baliza para subir no terreno de maneira natural até servir Lewandowski, que num gesto genial se enquadra para marcar facilmente o golo, é desesperante. Já vimos aquilo antes, ainda o polaco está a puxar o pé atrás já sabemos que vai ser golo e no entanto não estamos a ver como evitar que aquilo tudo volte a acontecer. E voltou. 

 

Há que dizer que o Bayern até surpreendeu com o seu "11" na Luz. Fez seis trocas de jogadores em relação ao último jogo. Último jogo que foi a contar para o campeonato, enquanto que por cá tivemos uma bizarra jornada da Taça da Liga, coisa única entre as melhores Ligas da Europa. Problemas de calendário que eu nunca vou entender. 

Aqui, Niko Kovač, novo treinador do Bayern, que já tinha sido feliz na Luz no Croácia - Inglaterra do Euro 2004, acertou em cheio na gestão da equipa. Destaque para a estreia de Renato Sanches a titular. Ganhou uma nova vida, o puto, ganhou mais uma estrela, a equipa. E, sem ter culpa nenhuma, despoletou mais uma polémica interminável de medição de benfiquismo entre benfiquistas. 

Lá está, vivemos tempos muito estranhos à volta do futebol quando no rescaldo de um jogo com o Bayern o tema é a reacção da Luz ao golo do Renato.

Da minha parte estou muito tranquilo com isto. Nem é preciso chegar ao Rui Costa. Basta relembrar o que escrevi aqui em 2012 quando a Luz recebe com uma ovação o Nuno Gomes vindo do banco do Braga e que ajudou os minhotos a chegarem ao 1-1 de imediato. Também fiz o mesmo reparo quando Iniesta foi a jogo na Luz. Aplaudir, reconhecer a qualidade, retribuir o carinho ou demonstrar apoio a um dos nossos, tudo bem. Mas sempre depois de terminado o jogo. Durante aqueles 90 minutos nada é mais importante que o Benfica. Nem jogadores, nem treinadores, nem casamentos, nem baptizados, mesmo que me tirem do meu lugar. Mas isto é apenas a minha opinião, a minha maneira de ser e a minha forma de pensar e a minha postura no Benfica. Não vou obrigar ninguém a ser como eu, nem é essa a minha ideia. Mas tenho direito a partilhar, explicar e divulgar o meu pensamento.

Voltando ao golo do Renato. Fiquei contente por ele de uma forma racional. Só que no momento estou em modo irracional. Quero um golo é na baliza do Bayern e até podia ser o Renato a marcar que até me dava mais jeito e aí, sim, aplaudia. Sendo que o puto fez o 0-2 para o Bayern não aplaudi. Observei a reacção do miúdo e do estádio. Sinceramente, não me chocou. Nem o facto dele não festejar, nem a espontaneidade dos aplausos. Eu não sou assim mas acho que o Renato merece muito este carinho por tudo o que nos deu, por tudo o que lhe fizeram de mal e pelo ano difícil que passou, onde foi dado como acabado. 

 

Ainda recorrendo ao arquivo do blogue, eu já expliquei uma vez como vivo estas noites contra estes gigantes da Europa. Na noite em que Messi trocou de camisola com o seu ídolo Aimar, do Benfica, eu escrevi algo que continua a ser válido hoje. A minha coerência futebolística ajusta-se nestas noites. O que pensava em 2012 ainda penso hoje. Acho que estas noites contra equipas como o Bayern são para desfrutar. Mais do que para julgar um treinador, uma equipa, um plantel, são para apreciar. Vamos sempre com a ilusão que aconteça uma noite monumental para a nossa equipa a coincidir com uma noite infeliz do adversário. É essa a magia do futebol. Mas sabemos que se tudo correr dentro da lógica o resultado vai ser negativo. Foi o que aconteceu hoje. Tal como em 2012. Felizmente, a história do Benfica está carregada de noites épicas e lendárias em que o nosso clube se agigantou dentro, e fora, do relvado. Já aconteceu muitas vezes desde os anos 50, por isso é que temos duas Taças dos Campeões no nosso Museu, por isso é que temos presenças em tantas finais europeias, por isso é que estes gigantes nos tratam com tanto respeito antes e depois dos jogos. Vai voltar a acontecer, claro. Esta não foi uma dessas noites. O Bayern é melhor. Se tudo correr bem há de mostrar a sua força nos outros cinco jogos e se o Benfica cumprir a sua parte, continuará na Europa depois de Dezembro. 

Este primeiro jogo foi para apreciar. O próximo tem que ser para vencer na Grécia.
Quando ganhámos ao Manchester United e Liverpool com jogadores como grande Beto em campo, não passámos a ser a melhor equipa de futebol da Europa, apesar da nação benfiquista ter ficado, e bem, em euforia descontrolada. Assim como quando perdemos com o Bayern e Barcelona na Luz por 0-2 não passamos a ser um lixo no contexto das provas da UEFA. Nós somos o Benfica e isso chega-nos. Ou devia chegar, já não sei. Vivemos tempos muito estranhos à volta do futebol. É esta a nossa aborrecida realidade. 

 

 

Nacional 0 - 4 Benfica: Wake me up when September ends

sefero.jpg

 Na conferência de imprensa de lançamento do jogo o treinador do Nacional disse que dividia o favoritismo pelas duas equipas. O mesmo homem que há uns tempos fez capa da revista do Expresso afirmando orgulhosamente que era sportinguista e anti-benfiquista.

Como tenho memória devo dizer que estas goleadas sabem sempre melhor quando são conseguidas contra esta gente que odeia o Benfica. Já a meio da semana, outro treinador de uma equipa às riscas preto e brancas acabou mal depois de muito optimismo. 

O Benfica tinha um desafio complicado neste fecho de ciclo de jogos. Era preciso repetir toda a qualidade mostrada em Salónica para garantir 3 pontos no campeonato.

Relembro que as duas saídas no arranque desta Liga foram ao Bessa, único estádio onde perdemos na época passada, e à Choupana, uma viagem sempre complicada. Pelo meio, recebemos o Vitória de Guimarães, que depois venceu no Porto e o derby de Lisboa. Se isto fosse escolhido por algum rival não seria mais complicado na teoria. 

A resposta da equipa voltou a ser eficaz, tremenda, entusiasmante e convincente. 

O Nacional vinha de uma vitória moralizadora no Bonfim, o treinador estava com o tal discurso forte, a direcção resolveu fazer a rábula da proibição de adereços do Benfica nas suas bancadas. Mas o Benfica teve o apoio de sempre e mostrou depressa ao que ia. Com o mesmo 11 da qualificação europeia, a equipa de Rui Vitória tomou conta do jogo e criou várias oportunidades para marcar. Quis o destino que fosse Sferovic o homem em destaque, fez o primeiro golo e ofereceu o segundo a Salvio. 

A vitória estava bem encaminhada ao intervalo, na segunda parte houve menos espectáculo mas Pizzi quis fazer mais duas assistências que atestam o grande momento de forma que atravessa, para Grimaldo e para... Rafa! 

Do lado Nacional um grande destaque, Arabidze, nascido na Georgia, 20 anos, canhoto, 1m 73cm de altura, fez enorme exibição. Está emprestado pelo Shakhtar de Paulo Fonseca. 

A lamentar apenas a lesão de Fejsa que saiu com dores. 

 

Este Benfica 2018/19 teve uma apresentação muito dura e exigente mas o balanço desta primeira etapa é muito bom. 

Odysseas voltou a mostra na Madeira que a baliza está bem entregue, Ruben e Jardel no meio, André e Grimaldo nas alas garantem a continuidade do trabalho defensivo que já vem da época passada. Os dois alas combinam bem com os extremos, Cervi e Salvio. Os argentinos estão a ter um belo inicio de temporada, Salvio está ao nível do melhor que já vimos desde que chegou à Luz. 

Pizzi num momento de forma incrível, conta com Gedson como a grande surpresa nesta equipa. Mais uma exibição de grande qualidade do miúdo. Alfa Semedo entrou para o lugar de Fejsa e luta com tudo pelo seu espaço na equipa. Tem a confiança do treinador e dos companheiros. Na frente, o momento é de Sferovic. O suíço foi aposta na Grécia e justificou nova oportunidade na Choupana. Marcou e assistiu. Há quatro homens para jogar na frente, nesta altura o internacional da Suíça é o que está melhor. Hoje foi mais do que útil, foi essencial. 

Uma palavra para Rafa que foi a jogo no momento em que se sente mais confortável, transições rápidas. Pizzi lançou-o e Rafa aproveitou para marcar. Grande sinal de presença. 

Finalmente, João Félix. A terceira aposta jovem para esta temporada tem escrito por todo o lado a palavra craque. Vai ser uma bela época para o João. 

 

Uma pré época equilibrada com adversários fortes, uma abordagem ao mercado que não deixou nada para a última da hora, renovações com Ruben e Gedson em vez de vendas milionárias, porta fechada à saída de jogadores importantes na equipa, um arranque na Liga que vale o primeiro lugar graças a golos marcados e um apuramento brilhante para a Liga dos Campeões depois de um sorteio pouco favorável.

Setembro chegou com um quadro bem animador para o futebol do Benfica. Dá vontade de recuperar o clássico dos Green Day: Wake me up when September ends.

Bons sonhos, perdão, boa sorte para os internacionais que vão representar os seus países nas próximas semanas.