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Red Pass

Rumo ao 37

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Benfica 2 - 3 Tondela: Impensável!

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Desafio número um: não perder a objectividade. Isto é, a crónica é sempre sobre o último jogo, a tentação é partir para balanços globais. Mantendo a objectividade vamos falar sobre este jogo.

Perder jogos com rivais directos não é agradável mas acaba sempre por acontecer com maior ou menor regularidade. Perder jogos em casa com equipas abaixo dos rivais directos é algo a que, felizmente, já me desabituei há vários anos. Há, quase, oito anos aconteceu a última surpresa inesperada na Luz. Uma derrota com Académica. Desde 2010 até 2018, o Benfica acabou, e bem, com derrotas caseiras com equipas de dimensão inferior. É o tipo de coisas a que me habituo bem e depressa. 

Portanto, perder hoje com o Tondela é voltar atrás quase uma década. Ser derrotado no penúltimo jogo da temporada em casa quando se estava a dois pontos do líder é inacreditável. 

Olhando friamente para o jogo, aceita-se o triunfo do Tondela. Por isso, parabéns ao Pepa pelo excelente trabalho que tem feito no clube.

Olhando para o Benfica é muito complicado perceber e reagir ao que aconteceu nesta partida. Há aqui factos que não ligam com o passado recente. Quando nos lembramos da época passada em que Pizzi ia sempre a jogo mesmo estando "tapado" com cartões amarelos durante muito tempo, fica difícil entender as ausências de dois titulares num jogo antes do derby. A mentalidade nunca tem sido esta. Só se os ausentes estavam sem condições físicas de ir a jogo e isso não sei. Nem interessa muito insistir nisso porque o jogo foi com o Tondela e qualquer jogador do plantel que seja chamado tem obrigação de ganhar a partida.

Começar a ganhar por 1-0 e consentir uma reviravolta até 1-3 é inaceitável. Alguma coisa não está bem. E nem foi a primeira vez esta temporada que a equipa consegue a vantagem para depois a desperdiçar de forma misteriosa. 

Reduzir tudo à ausência de Jonas é redutor e pode ser assustador.

Explicar tudo com más decisões nas substituições também é ridículo porque o Benfica teve muito tempo para reagir e não conseguiu.

Partir daqui para avaliações globais é perigoso e tentador. Mas como há mais dois jogos para disputar e um lugar na tabela classificativa por esclarecer é melhor focarmo-nos no que é preciso fazer para vencer o derby que é o próximo jogo. 

Para já e como ponto de partida temos uma ideia base fácil, é fazer tudo ao contrário do que se fez neste jogo. 

Hoje veio tudo à cabeça, o final de época em 2013, os tempos em que perdíamos com as "académicas" da vida com alguma facilidade, os anos a seco, tudo o que de mau, infelizmente, muitos de nós vivemos durante vários anos. Demasiados anos. Já nem me lembrava como é tão mau esta sensação de luto, de vazio, de frustração. 

Depois de tantas vitórias conquistadas com garra e superação nos últimos instantes como é que pode acontecer uma derrota destas? Impensável. 

Mesmo sem luz no fundo do túnel é preciso manter o foco, há dois jogos para ganhar. Não é uma fuga para a frente, é a realidade. Esta pode ser mais uma noite em claro a juntar a tantas outras no meu historial benfiquista. Mas tem que ser uma noite de reflexão e não de auto mutilação clubística.

Estoril 1 - 2 Benfica: Até à Última!

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Antes do jogo muita gente perguntava porque é que este ano mudaram a lógica das bancadas. Nas últimas épocas os grupos de apoio ficaram na bancada nova, desta vez foi tudo para a central. Não percebi se houve explicação oficial para isto ou se é resultado daquela palhaçada que aconteceu no jogo com o Porto.

Claro que a nós calhou o Estoril da primeira parte desse jogo surreal com o Porto. Um Estoril tão agressivo que o jogador Ailton personalizou na perfeição. Logo nos primeiros minutos varreu André Almeida e nem cartão viu, para depois aos 38' fazer penalti sobre Raul Jimenez, deixando o mexicano a sangrar. E claro que nem penalti, nem cartão. Assim, lá continuou o brasileiro em campo como se nada fosse. Parece fácil.

O jogo até começou bem para o Benfica, aos 10' Rafa fez o 0-1 e estavam assim dissipadas as dúvidas sobre as marcas que o clássico podia ter deixado. O problema é que a equipa nunca mais voltou a mostrar eficácia na hora de marcar. Nomeadamente Rafa ficou a dever mais uns quantos golos na sua conta pessoal e assim deixou sempre o jogo em aberto.

Este é um dos grandes mistérios deste Benfica, porque é que não mata os jogos mais cedo e acaba a dar vida ao adversário? Aconteceu aos 50' o golo do empate que foi anulado pelo VAR. Mas o sinal estava dado, o Estoril estava vivo e queria chegar aos pontos.

Aos 63' o Estoril empatou mesmo por Halliche, um central argelino que um dia Eurico Gomes apontou ao Benfica mas que nunca jogou de vermelho. Ou seja, na segunda parte do jogo a equipa de Rui Vitória caiu numa apatia difícil de compreender e meteu-se a jeito para perder pontos da Amoreira. 

Assim que o Estoril chegou ao empate percebemos que o jogo ia deixar de ter muito tempo útil de jogo. Logo a seguir ao golo jogadores deitados no relvado, às vezes aos pares, o guarda redes Renan mostrou que, por ele, passava o resto da partida estendido na relva a receber massagens. 

Aliás, um dos meus sonhos do futebol actual é que o Benfica consiga fazer um golo do meio campo quando o guarda redes adversário resolver sentar-se a agitar os braços enquanto a sua equipa tenta recuperar a bola. Aconteceu no Restelo, já aconteceu na Luz e ontem repetiu-se a rábula mesmo à minha frente. Nada me deixa mais irado que isto. O jogo a decorrer normalmente e, de repente, temos o guardião sentado a gozar com quem paga bilhete a interromper o jogo. 

Nestas paragens o meu destaque vai para o jovem Fernando Fonseca, camisola 12. Aproveitou todas as paragens para provocar os adeptos na bancada atrás da sua baliza na 2ª parte, entreteve-se a apanhar objectos do relvado para ir entregar ao árbitro e num corte que fez evitando novo golo de Rafa, festejou como se tivesse ganho a partida. Nada contra. Já acho mais estranho prolongar esse festejo virando-se para a bancada com ar de possuído e a bater forte no peito. Fui ver se tinha sido formado no Estoril e se estava feliz por estar a defender o seu clube de sempre. Surpreendentemente foi formado num clube muito mais a norte. Está explicado.

Também foi por ele que fiquei feliz com o golo de Salvio. Assim que a bola entrou olhei para Renan e para Fonseca. Ri-me.

Não sei se acredito em algo abstracto como a confiança invisível. A verdade é que perto do final do jogo, com 1-1 no marcador, dei por mim a pensar que era evidente que ia chegar o golo da vitória. Só por uma questão de tradição e de lógica. É que nos últimos anos tenho ido sempre ver o Benfica à Amoreira e os jogos parecem ser sempre iguais e muito dificeis. Já aconteceu começar a perder e dar a volta, já aconteceu chegarmos ao fim do jogo angustiados com um falhanço amarelo que podia ter dado empate e até já tinha acontecido entrar em tempo de descontos empatados. Na Taça de Portugal contra o 1º de Dezembro, em Outubro de 2016, o Benfica ganha o jogo com um golo depois dos 90' e naquela mesma baliza. Na altura foi Luisão a apurar o Benfica.

Ou seja, nada de novo na Amoreira. Desperdício, sofrimento, angústia, nervos, revolta e sair de lá com a vitória no bolso. Acho que encarei o golo de Salvio com a naturalidade de um ancião já muito batido nestas coisas da bola.

Em resumo, o Benfica cumpriu os mínimos exigidos para alimentar a esperança até ao fim. Esta foi só mais uma vitória arrancada a ferros que confirmam a crença em vencer até ao último segundo.

 

Benfica 0 - 1 Porto: Desilusão

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Um regresso a 2013 para o qual não estava nada preparado. Na altura fiquei dias sem dormir após o empate a um golo com o Estoril na Luz naquela 2ª feira negra depois de uma jornada europeia épica. Foi uma viagem alucinante do céu ao inferno em poucos dias. Passei mal, aquele resultado deixou-me de rastos. De tal maneira que sempre que me falam do golo do Kelvin em lembro-me logo do momento em que saí da porta da bancada da Luz na noite do Estoril e senti-me morto vivo. Ainda hoje acho que o último campeonato que não vencemos foi mais por culpa daquele jogo com o Estoril do que por causa dos momentos finais no jogo seguinte. 

Também senti que estávamos muito mais perto de ganhar campeonatos se continuássemos a competir da mesma forma. Tanto assim foi que nos quatro anos seguintes fomos campeões. Sempre na base do sofrimento, sempre a aproveitar deslizes de terceiros, sempre cheios de alma. 

Foi com base nesta ideia que fiquei muito optimista quando saímos de Setúbal no primeiro lugar. Ficámos com o destino na mão. 

Era importante perceber o momento e focar tudo numa vitória no clássico, era o jogo mais importante de uma vida. Ganhando ficava tudo bem encaminhado. Não me agradava nada a ideia de pensar num empate, demasiado perigoso tendo em conta as saídas que ainda temos até ao final. 

Claro que isto é tudo em teoria, temos que saber o que queremos de um jogo mas também temos que saber gerir aquilo que o jogo nos dá. Se a poucos minutos do fim sentirmos que já não dá para ganhar então não podemos permitir uma derrota, aprendemos isso com o mestre Giovanni Trapattoni.

Aconteceu tudo ao contrário do que queríamos. O jogo não nos saiu bem, a expectativa de cair em cima do Porto em buscar de uma vitória que os deixasse KO não aconteceu como todos imaginámos porque entre a realidade e o que desejamos vai uma considerável distante.

Quando Pizzi puxou o pé atrás para rematar contra Casillas na baliza norte tive aquela batida no coração do é agora. Não foi e assim ficámos muito mais vulneráveis a pensamentos sobre o futebol português. Tais como é que é possível termos ali o Soares Dias a apitar um jogo um ano e pouco depois de ter sido ameaçado por adeptos que estavam no sector visitante do estádio. Será por isso que não viu da mesma maneira que eu vi o Zivkovic ser empurrado na área azul? Terá sido pelas ameaças que achou por bem não mostrar o segundo amarelo ao Sérgio Oliveira? Nunca vamos saber mas o clima do nosso futebol faz com que fiquemos a pensar nestas coisas.

Falando do nosso futebol, o do Benfica, também nunca saberemos se com Jonas recuperado em campo o jogo teria corrido melhor. A verdade é que a equipa age de maneira diferente, já o tínhamos visto em Setúbal, e com Raul a titular fica sempre a faltar um Jimenez a entrar na 2ª parte para agitar o jogo. 

Aquele pontapé do Herrera não podia ter acontecido naquela altura do jogo. Aconteceu e agora fica tudo muito complicado. 

A diferença em relação a 2013 é que ficam a faltar mais jogos mas o problema é que já não temos o destino nas nossas mãos, temos que esperar milagres de terceiros e isso nunca é bom. Não é impossível mas não é expectável.

Resta-nos cumprir a nossa obrigação nos jogos que faltam e esperar que esta tarde na Luz não tenha sido o pesadelo final que neste momento realmente é. 

Vitória de Setúbal 1 - 2 Benfica: Raul Gozou o Prato!

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 O caro leitor deve estar a estranhar a imagem que ilustra esta crónica. Aviso, desde já, que não está preparado para esta pequena história.

Ora, o que vemos aqui? Este é o cenário que quem está na bancada Superior Sul do Bonfim vê ao olhar de dentro do Estádio para fora. Trata-se de uma igreja que está ali mesmo ao lado. Chamo a atenção para os objectos redondos brancos. São três. 

 

A meio da segunda parte já tinha entrado naquele período desesperado de começar a andar de um lado para o outro na fila mais alta da bancada e pensar a que minuto é que a angústia ia passar. Enquanto os jogadores do Vitória não marcavam um livre vi três pratos de plástico no chão e resolvi pegar neles. O jogo recomeçava e a bola sai de campo com reposição novamente para a equipa da casa. Em sinal de irritação lancei os pratos para fora do estádio sem me preocupar mais com aquele momento. 

Pouco tempo depois um companheiro de bancada chama-me e aponta para os pratos que estavam como a fotografia documenta. Diz ele: já viste como ficaram os pratos? Incrível, dois equilibrados no telhado e um no chão. Sabes o que quer isto dizer? Está feito! Está limpo! Um no chão , dois no telhado, vamos ganhar 1-2! 

Ri-me e voltei a olhar para o relvado na esperança que aquela inesperada macumba tivesse efeito rápido na equipa. Salvio deu um sinal quando se isolou mas finalizou por cima. Até que aparece o penalti. Nervos, muitos nervos, quando Raul parte para a bola. Festa total na bancada com o golo. No meio da euforia quem aparece? o Companheiro com ar deliciado a apontar lá para fora. Eu nem percebi o que era até que ele se aproximou e apontou para os pratos a gritar: Estás a ver?! Eu não disse?!

Há muito tempo que não abraçava assim um companheiro de luta desconhecido até aquele momento. 

 

Ou seja, há toda uma multidão espalhada pelo mundo empenhada em estudar o jogo desenvolvendo teorias sobre estatísticas do jogo, sobre planos científicos de treino, sobre aplicação de estratégias e tácticas para depois vir um gajo de Lisboa para Setúbal lançar uns pratos de plástico na bancada e resolver o jogo. 

Estes delírios colectivos dentro dos 90 minutos que nos movem semana a semana são fabulosos. 

 

Sobre o jogo, deve ser isto a que chamam estrelinha de campeão. Vitória arrancada a ferros numa exibição com pouca inspiração mas muita transpiração. 

O facto de Jonas não ter ido a jogo criou um ambiente de tensão extra ao jogo mesmo antes deste começar. Hoje percebeu-se a tal influencia que Jonas tem na equipa além dos golos. É ele o elo mais forte de ligação entre as dinâmicas da equipa. Sem dúvida nenhuma que faz toda a diferença irmos com o "10" ou não irmos. A equipa ressentiu-se, o jogo atacante nunca saiu fluido, nem natural, nem convincente. 

Ironia das ironias, quem resolve a partida é Raul Jimenez ao empatar com um golo ao segundo poste após cruzamento de Rafa e ao marcar o tal penalti. Não é a mesma coisa jogar com o brasileiro ou o mexicano mas ambos apresentam qualidades muito importantes que nos permitem ganhar jogos. 

Não foi bonito nem entusiasmante? Talvez não mas lembro jogos parecidos em rectas finais de campeonatos que acabaram bem para nós, nomeadamente um jogo na Luz com este mesmo Vitória que também começou com um golo cedo dos sadinos e ia acabando mal com um atraso de Pizzi mal calculado. Tal como hoje, saímos desse jogo esgotados emocionalmente. 

Vitória importantíssima.

Uma nota para o repasto pré jogo. Desta vez, reuniu-se à mesa gente vinda do Minho, do Porto, do Algarve ou de Lisboa. Nem todos se conheciam, novas amizades se fazem e todos unidos por um motivo superior, o Sport Lisboa e Benfica. Grande almoço no restaurante O Miguel em Setúbal. Entradas óptimas, ovas, salada de polvo, queijo, choco. E pratos à altura, nomeadamente os filetes de peixe galo com açorda. Saciou a fome até ao regresso a casa. Uns com viagens mais longas do que outros e apenas com uma certeza, para a semana todos fazemos outra vez o mesmo caminho para ver o Benfica jogar. 

Esta é a força que nenhuma saraivada nem num jota marques conseguirá entender ou obter para os seus lados. É a força única do Benfica que já está imune às azias pós jogo e com foco no próximo.

Benfica 2 - 0 Vitória de Guimarães: Jonas nasceu dia 1 de Abril porque é demasiado bom para ser verdade!

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 Lembro-me que em 1990 fiquei eufórico com os 33 golos que o grande Mats Magnusson fez no campeonato 1989/90. Era a confirmação da tradição de um clube alimentado por grandes goleadores da história do futebol. Isto só para servir de termo de comparação com os dias de hoje, no último dia de Março de 2018, Jonas iguala os 33 golos do sueco com toda a naturalidade. É o melhor jogador estrangeiro que já vestir a nossa camisola. Uma lenda em movimento, um privilégio assistir aos seus jogos, uma epifania inesperada quando chegou à Luz a preço zero.

Está de parabéns hoje, faz 34 anos e faz todo o sentido que tenha nascido no dia 1 de Abril porque é demasiado bom para ser verdade. Este pensamento recolhi das redes sociais que vibram com os feitos do nosso Jonas Pistolas. 

Isto leva-me a perguntar o que é se passa com cerca de 10 mil benfiquistas que tinham entrada garantida na Luz e não apareceram nem passaram essa oportunidade para terceiros. Que não possam ir ao estádio eu entendo mas é inaceitável que não tenham o cuidado de emprestar o cartão a alguém. Nem que seja só para ver o Jonas ao vivo.

 

O jogo com o Vitória não foi nada fácil. A vantagem de Rui Vitória nesta fase do campeonato é ter encontrado um "11" forte e equilibrado que tem repetido quase sempre nas últimas sete partidas. A equipa acaba sempre por conseguir achar o caminho do golo mesmo que tenha apanhado valente susto com um golo anulado por fora de jogo e confirmado pelo VAR. 

Foi preciso esperar pelo final da primeira parte para ganhar um penalti por mão na bola de um adversário que o árbitro não viu mas teve que rever por causa do VAR. É justiça poética que na parte decisiva da prova o VAR seja assim decisivo no Estádio da Luz, confirmando-se que o Benfica seria prejudicado que não houvesse tecnologia, como não houve nas últimas quatro temporadas. 

 Jogar na Luz a meio de uma quadra festiva como é a Páscoa, num fim de semana alargado, proporciona um ambiente diferente na Luz com muitas famílias no Estádio imunes à campanha de destruição do futebol que se verifica todos os dias um pouco por todo o lado. Na Luz respira-se Benfica, os benfiquistas só querem saber da sua equipa, dos seus jogadores, dos seus ídolos e acreditam totalmente no trabalho que o futebol do Benfica. E isto é um pequeno milagre que está a acontecer porque se formos pelo "trabalho" que tem sido feito fora do Benfica por todos os agentes envolvidos na competição o estádio já devia estar vazio. A conclusão é que o Benfica é muito maior que o futebolzinho português todo junto. Algo que já desconfiava mas que agora assume relevo de facto.

 

É aqui que entra em acção o papel dos benfiquistas no estádio. Com o resultado num perigoso 1-0 durante a segunda parte, os adeptos reagiram dando energia extra à equipa. Cânticos fora dos topos, resposta à altura contra a claque do Vitória e uma motivação que levou o Benfica a fazer o 2-0 e mais um momento de magia. Raul Jimenez confirma-se como o melhor suplente do mundo, entra sempre com alegria de um miúdo que vai fazer a sua estreia e trazia um sonho por realizar. Um passe de letra para a cabeça de Jonas ali na Baliza Grande. Um momento para marcar este campeonato.

 

Além de ter o "11" bem organizado, Rui Vitória tem do seu lado o facto de ter um plantel recheado de campeões que sabem o que é preciso realmente fazer nestes últimos meses de competição. Ter no banco de suplentes homens como Luisão, Raul, Samaris ou Salvio, é um luxo que pode ser determinante para esta recta final de campeonato. 

Sente-se que o Benfica está forte e como tal também deve incomodar todos os envolvidos na campanha mais negra contra o futebol que já se viu em Portugal e que julgavam ser suficiente para matar o Tetra Campeão.

Estamos vivos e estamos na luta. 

E temos Jonas!