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Red Pass

Rumo ao 38

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Benfica 6 - 0 Marítimo: A Realidade dos 90%

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 Conclui-se desta eliminatória da Taça de Portugal que, actualmente, há três realidades distintas no futebol português que importa abordar.

A primeira realidade diz-nos que o Benfica nos últimos anos evolui estratégias, posturas e conceitos de jogo que lhe permitam ser líder. No Benfica, percebeu-se que o essencial é vencer os jogos que representam à volta de 90% do nosso calendário. É preciso não vacilar com os Marítmos da vida, com todo o respeito para o clube da Madeira e todos os outros. É preciso jogar mais e de forma convincente naqueles jogos que acabam por ser a maioria da nossa vida. De que vale jogar muito bem um derby se depois não ganhamos aos Tondelas? O que interessa eliminar um rival numa competição se depois não ultrapassamos o Chaves?

O foco tem de estar nos jogos típicos do nosso calendário. E nesses jogos o Benfica nos últimos anos tem sido avassalador. Quando tudo sai bem podemos ter exibições de luxo como a de ontem. Quando as partidas ficam mais apertadas, há a alma e o querer chegar à vitória até ao último segundo.  Uma coisa é certa, partimos sempre para estes jogos confiantes que a equipa vai determinada e sabe como ganhar.

 

Depois há a realidade dos clássicos e derbys. Nas últimas épocas o Benfica não tem sido feliz na maioria dos jogos com os rivais. Mas, também aqui, há uma explicação lógica. Pelo facto do Benfica despachar 90% do seu calendário sem tropeções, obriga que os adversários directos tenham de dar tudo por tudo nos confrontos directos. E não custa admitir que algumas vezes vimos as equipas rivais a jogar mais e melhor que o Benfica. O que faz toda a diferença é que na hora certa o Benfica reage sempre. A tal alma de campeão. Foi assim no derby que Mitroglou resolveu, foi assim há duas semanas quando Lisandro resgatou um ponto no Dragão. E isto deixa-os completamente doidos, a pensarem que o Benfica não joga nada e só é feliz por sorte. Esquecem-se é que durante 90% da época, o Benfica não falha. Joga, marca, ganha e até dá show de gala como este 6-0 documenta.

O Benfica em vez de concentrar todas as suas forças em clássicos e derbys, deixa que sejam os adversários a fazer desses jogos os desafios da época e dão tudo por uma vitória e uma boa exibição. O Benfica prefere dar tudo sempre em todos os jogos, isto é que faz a diferença. Por isto, é que no final desta ronda houve quem caísse depois de ter feito a melhor exibição do ano e houve quem mostrasse alívio em ter dado revirado um jogo contra uns amadores com uma volta olímpica. Diferenças.

 

 

Galeria de fotos de João Trindade

 

 

A última realidade do nosso futebol é a da negação. As duas realidades que expus em cima são tão óbvias que só entrando numa realidade paralela se pode combatê-las. Felizmente, estamos rodeados de índios e cowboys de enorme imaginação e incansável vontade de baixar o nível e o respeito que se possa ter pelas instituições que representam.

Nesta realidade paralela há que destacar algo que parecia impossível de ver no nosso futebol. Responsáveis de um clube que dominou o futebol sob efeito de apito dourado a queixar-se de... arbitragens. Mesmo que nem razão tenham, não deixa de nos trazer um enorme sorriso e um sentimento de justiça poética. Pensei não ver isto nesta vida.

De outro lado temos o universo da loucura. O Benfica domina, como vimos, as competições onde entra por via de ter encontrado a fórmula certa para ganhar 90% dos seus jogos por época? A explicação é simples: árbitros comprados com vouchers que dão colinho, adversários que facilitam por obra e graça sabe-se lá do quê, e todos os agentes do futebol português, sem excepção, estão ao serviço do Benfica. Benfica que, nesta realidade paralela, passou a ser carnide ou venfique ou, na melhor das hipóteses, slb com emblema mais pequeno nas transmissões da Sporting TV do andebol, por exemplo.

Esta realidade paralela é a mais cómica mas também a mais aborrecida. É que já são muitos anos deste circo, todos os dias com novos episódios, e depois vem o Benfica para um jogo da Taça e dá um recital de bola como este da Luz contra o Marítimo e todos os imbecis que argumentam idiotices em modelo de carneirada ficam a olhar para as exibições do Nélson, do Pizzi, do Guedes, do Cervi, dos golos do Mitroglou e do Raul e ficam a pensar o tão idiotas que conseguem ser.

Felizmente, passa-lhes depressa e voltam à carga com mais imaginação.

 

Enquanto isto, os benfiquistas aproveitam para apreciar e viver esta realidade dos 90% que há tantos anos procuravam e que agora sabe tão bem vivê-la.

 

Voltando aquela ideia da bela da monotonia que apresentei depois do jogo com o Paços de Ferreira, noites destas deviam representar 90% da minha vida. Mudar aos 3 e acabar aos 6 era o que eu decretava nas regras FIFA para jogos do Benfica.

Tão bom saber que ainda temos tantos jogos para usufruir e apreciar o futebol desta equipa.

E ver o circo a pegar fogo.

 

O Benfica no Excelente These Football Times

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O excelente site These Football Times dedica um belo artigo à evolução do Benfica no futebol português nos últimos anos. Lamentavelmente, não se debruça sobre cuspidelas de índios e cowboys, preferindo uma interessante visão sobre a recuperação do Benfica nas últimas épocas. Reproduzo aqui o artigo original. É em inglês mas serve bem para desenjoar dos assuntos que dominam a agenda do futebol português:

 

Benfica’s youth-centric plan to rule Portugal and challenge in Europe

 

There is no doubting that FC Porto have been the most dominant Portuguese side of this century. Shrewd signings and high-profit sales fuelled a staggering 11-year period in which Porto won 26 domestic, European and international titles between 2002 and 2013. In the same timeframe, perennial rival SL Benfica could only manage eight – of which just two were league titles.

While Porto earned plaudits for the development of a long list of talents under a long list of brilliant managers, with the most noteworthy being current Manchester United boss José Mourinho, Benfica struggled due to crippling debt and years of mismanagement of the club from top to bottom.

The seeds of revival, however, were planted in 2009 when Benfica welcomed enigmatic manager Jorge Jesus to the club. At the time, Benfica could boast a squad containing David Luiz, Ramires and Angel Di Maria. They won the league in the 2009-10 season but a fire sale was imminent and sustainable and reliable streams through which Benfica could replace these players were not yet clear.

Jesus provided an unusual stability for Benfica and many of the club’s problems were deflected by the absurd nature of their manager, whose personality reflects a Portuguese version of legendary Czech coach Zdeněk Zeman.

Meanwhile, Benfica’s state-of-the-art Seixal academy was beginning to bear its first fruits. André Gomes and Bernardo Silva were the first notable graduates of the academy. However, in the fledgling years of the academy, a disconnect emerged between the youth division and the first team. Jesus was not prepared to give academy graduates the opportunity to stake a claim for consistent first-team football – undermining the existence of the academy itself.

Benfica’s re-emergence would not be complete without the interference of Portuguese football’s third most influential player, Sporting CP. On 5 June 2015, Jorge Jesus announced he would not be renewing his contract at Benfica and would instead join Sporting, their bitter crosstown rivals. At the time, it was not yet known that this would be next step in Benfica’s evolution.

Former Benfica youth team coach Rui Vitória was signed after a wonderful season at Vitória de Guimarães and immediately set about implementing a familiar policy at Benfica which had served him so well there. That policy would involve maximising the use of the academy.

Now, Benfica top the pile in Portugal. They have won three consecutive league titles, including a nail-biting victory against Jorge Jesus’ Sporting in last year’s domestic campaign. But that is only the start of the good news emanating from Lisbon.

The first-team is bursting at the seams with academy graduates, even without the sales of Gomes, Silva, Renato Sanches, Ivan Cavaleiro and João Cancelo, which have cumulatively earned the club over €100 million (not including potentially massive add-ons from Sanches’ Bayern Munich move). Since Rui Vitória’s arrival, young players like Viktor Lindelöf, Gonçalo Guedes, Ederson Santana and Zé Gomes have all made contributions to the first team, with Lindelöf and Santana being notably influential.

These academy graduates have been joined by an extensive list of clever, cheap and young recruits, headlined by the majestic 19-year-old left-back Alex Grimaldo who was signed for just €1.5 million from Barcelona in January. Joining Grimaldo are Franco Cervi (€4.1 million), André Horta (€400,000), Nelson Semedo (free), Andrija Zivkovic (free), Danilo Barbosa (loan) and Rafa Silva at a slightly more expensive €16.4 million.

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Read  |  The unique relationship between Benfica and Portugal’s politics

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This introduction of youth is not slowing Benfica down either. Still dominant in Portugal, they even enjoyed their best start to a league season in 2016-17 – no mean feat considering the greats of yesteryear.

Furthermore, Vitória has implemented an exciting, fast-paced brand of football that takes advantage of the incredible depth of quality the club possesses in wide areas. This is also the most efficient way of utilising his veteran core through the centre of midfield and defence, which sits deeper and offers the younger creative players the chance to be expressive and to press higher.

The experienced Serbian Ljubomir Fejsa is at the heart of this. He fills a number of defensive gaps vacated by the attacking wing-back pair of Grimaldo and Semedo. In addition, Lisandro Lopez has become an increasingly clever and composed centre-back and, when paired with the menacing Giorgio Chiellini-like Lindelöf, the two complement each other wonderfully well. As a partnership, they are yet to truly be thwarted.

The solidity of that duo has contributed to the incredible attacking output of Grimaldo and Semedo at wing-back, who frequently chip in with goals and assists. The former, with his La Masia-nurtured impeccable technical quality, has taken Portugal by storm this season and is establishing himself in a similar way to Héctor Bellerín at Arsenal last season. The latter, despite a serious knee injury that hampered his 2015-16 season, has cemented his place at Benfica and is now challenging for a starting spot at international level with Portugal. His pace and willingness to run both ways is elite.

Further up the pitch, André Horta has become one of the shrewdest signings in all of Europe as he accustomed himself to the attacking midfield position in Benfica’s 4-2-3-1 seamlessly. Not only that, Horta’s style of play is great to watch. His touch is immaculate and his ability to break the lines with a perfectly weighted pass is similarly eye-catching.

In attack, Franco Cervi and Gonçalo Guedes are not yet providing massive attacking outputs. Despite this, they have made strong contributions in the early stages of their career and Guedes looks as though he could become a high-volume goalscorer in the future. Out wide, Cervi is a pocket-rocket; he is constantly bouncing around in the final third chasing loose balls, pressing and making a general nuisance of himself.

It makes for a feel of general good will around the club. Benfica sit atop not only their domestic league table but are also excelling in Europe again. Debt is being drawn down, and a new TV rights deal will see Benfica earn €40 million per season for the next decade. They even posted a €20 million profit in the 2015-16 year.

The club faces an enormous task to reduce their debt burden in the long-term – believed to be in excess of €300 million – but the foundations are perfectly laid for the club to minimise this debt over the coming decade. This is important because, with greater financial security, Benfica will hold more leverage in their attempts to keep their best talents. This has the potential to elevate the Portuguese champions from elite talent producers to a truly elite European team.

Eventually, most of the wonderful talents will leave the club, and likely for large sums of money. More will replace them and they too will leave. But during these neo-formative years, Benfica are still asserting a dominance that fans will be undoubtedly excited by. All the while, Champions League knock-out round adventures, domestic titles and great football are becoming the norm in at the Estádio da Luz.

Grupo e Calendário do Benfica na Taça CTT

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1.ª jornada, 29 dezembro(16 horas):
Benfica - Paços de Ferreira
Vizela - Vitória de Guimarães

2.ª jornada, 03 de janeiro (16 horas):
Benfica - Vizela
Vitória de Guimarães - Paços de Ferreira

3.ª jornada, 11 de janeiro (16 horas):
Vitória de Guimarães - Benfica
Paços de Ferreira - Vizela

Meias-finais (25 e 26 janeiro):
Vencedor do Grupo A - Vencedor do Grupo C
Vencedor do Grupo B - Vencedor do Grupo D

Final (29 janeiro)
 

Porto 1 - 1 Benfica: A Alma de uma Chama Imensa

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 Confesso que hoje já não estava a ver como é que íamos sair deste jogo com pontos. Mas tudo o que tenho vivido com "este" Benfica desde o arranque da época passada obrigava-me a ver tudo com atenção até ao fim.

Afinal, a resposta era tão lógica que até fiquei com vergonha de ter duvidado que íamos continuar invictos no fim do jogo.

Ora, se o Luisão sai lesionado precocemente da partida, é óbvio que ia sobrar heroísmo para Lisandro. O lema "deste" Benfica há muito que já foi lançado por Rui Vitória, aqui não há problemas, só novas soluções. O golo do argentino a fechar o jogo não podia ser mais ilustrativo.

 

É verdade que a primeira parte do Benfica foi fraca e que notou-se que o Porto deu tudo o que tinha para chegar à vantagem. O empate ao intervalo era preocupante.

Na 2ª parte confirmou-se a maior vontade do Porto com o golo de Diogo Jota. Único momento infeliz de Ederson num jogo que até vomitou. Felizmente, o golo de Jota veio no começo da 2ª parte, ao contrário do que tinha acontecido há um ano com André André que marcou perto do fim. Talvez a história se repetisse este ano, caso o primeiro golo não tivesse chegado nesta altura. Assim, o Benfica ficou com muito tempo para reagir e entrar no jogo de acordo com a sua postura normal. Houve tempo para André Horta entrar e mexer com o jogo, tal como Raul Jimenez.

O Benfica reagiu, os cerca de 3 mil benfiquistas nas bancadas impuseram as suas vozes e o Tricampeão ergueu-se. O treinador do Porto assustou-se e quis agarrar a vitória de qualquer maneira. Tirou Corona, Oliver e Diogo Jota de forma sucessiva. Deu um claro sinal de fraqueza e na última troca lançou Herrera. O mexicano foi importante no empate ao tentar ganhar um pontapé de baliza, ofereceu o canto que deu o golo do Benfica. Recta final desastrada de Nuno Espírito Santo. Deve dar um bom desenho.

 

Do lado do Benfica, a entrada de Horta equilibrou a equipa, e fez crescer o futebol atacante de forma objectiva. É ele que recebe o canto curto e mete a bola na cabeça de Lisandro que fez o 1-1.

 

É preciso não esquecer que o Porto deu tudo por tudo neste jogo para reduzir a diferença pontual. Deu tudo num jogo contra um Benfica sem Grimaldo, que perde o capitão Luisão muito cedo, sem Fejsa e sem Jonas, para nem falar de Rafa. Isto não é coisa pouca. É uma facto que tem de ser interpretado da parte do Benfica com optimismo e confiança.

 

galeria de fotos de Valter Gouveia

 

Este empate foi mais uma prova do que é feita a alma desta equipa que acredita sempre, que dá tudo até ao fim e que transforma o drama das ausências de jogadores chave em oportunidades para outros que trabalham no duro para serem felizes e terem o seu momento. Hoje, o André Horta voltou a jogar no campeonato e fica ligado à história do jogo com uma assistência perfeita. Hoje, o Lisandro foi chamado a frio para voltar a jogar no centro da defesa, não só correspondeu bem, como ainda foi determinante ao marcar o golo do empate. Isto é que é ter um plantel operacional e unido. É isto que nos faz acreditar que vamos continuar a ser felizes muito mais tempo.

 

Foi um final feliz, um ponto que soube muito bem mas perdemos dois pontos. É assim que temos de pensar. No próximo jogo há que retomar o caminho das vitórias. Hoje foi uma prova muito dura contra um rival na máxima força, no seu ambiente, no único jogo que o estádio ferve mesmo.

Desde aquele minuto 92, nunca mais houve Porto campeão. Rui Vitória tinha pedido um golo aos 94', Lisandro resolveu virar a magia do 92 do Dragão para o nosso lado. O futebol é bonito.

Saímos vivos. Seguimos líderes. Continuamos a mostrar a tal alma de uma chama imensa de crença.

 

Benfica 1 - 0 Dínamo de Kiev: Ederson, Justiceiro. Rybalka, Carniceiro

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 No último jogo do campeonato falei aqui da beleza da monotonia que é ganhar jogos descansado. Hoje podemos falar da beleza da normalidade que é vencer partidas na prova máxima de clubes na Europa.

Registar a segunda vitória seguida na fase de grupos da Champions League chegando ao triunfo no 100 na prova não é para todos. Aliás, são mais de 100 jogos ganhos na Liga dos Campeões, se contarmos com algumas participações em pré eliminatórias.

Um número que, em Portugal, só o Benfica apresenta.

O jogo não foi inesquecível, foi uma vitória suada, difícil e que chegou com um inesperado penalti. Depois, houve muita cerimónia para ampliar o resultado e foi preciso esperar que Ederson negasse o empate defendendo o penalti de Júnior Morares. Um lance que teve origem numa saída precipitada do guarda redes brasileira, diga-se.

 

O mais positivo deste 4º jogo da Champions foi, precisamente, o facto do Benfica conseguir os 3 pontos sem rubricar uma exibição de encantar. A equipa fez o suficiente para ganhar, Cervi teve rasgos de génio, Guedes empolgou, Nelson Semedo e Grimaldo continuam a ser felizes nas alas mas houve muita previsibilidade.

 

 Fotogaleria de João Trindade

 

Depois de várias hipóteses para abrir o marcador, teve de ser Salvio a cobrar um penalti a dar vantagem ao Benfica. Mesmo em cima do intervalo. Ter a sorte do jogo também é isto.

 

Quando se esperava na 2ª parte que o Benfica aumentasse a vantagem, a noite ficou bem negra no Estádio da Luz. Se até ali ninguém estava a pensar no jogo seguinte, quando Rybalka teve uma entrada bárbara aos pés de Fejsa, o mundo parou.

Uma falta tão cruel quanto desnecessária que valia uma cartão vermelho em vez do amarelo que o árbitro francês mostrou.

A partir desse momento o entusiasmo foi-se, só se pensava em segurar o valioso triunfo. Quando Ederson defendeu o penalti, ficou a ideia que o resultado já não se alterava e o objectivo da noite ia ser cumprido.

 

É bom andar na Europa com a naturalidade de um grande clube, viver as vitórias com naturalidade, ter foco no apuramento e só depois pensar na competição que se segue.

A preocupação com Fejsa até pode soar a injustiça, afinal esta é a equipa que tem vivido sem o goleador Jonas e tem dado boa conta de si. Mas Fejsa é... Fejsa.

Maldito sejas, Rybalka.

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