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Red Pass

Rumo ao 38

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Nelson Semedo na Selecção

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Que maravilha estarmos a testemunhar a ascensão de uma estrela. Chamada justa para Nelson Semedo se estrear na Selecção de Portugal. Digo mesmo que ,nesta altura, a Selecção precisa muito mais do Nelson do que o miúdo da Selecção. É merecido e um motivo de orgulho para ele.

Também lá está o Eliseu. Também podiam estar o André Almeida ou o Gonçalo Guedes. É uma questão de tempo.

 

A Irresponsabilidade e a Hipocrisia. Ambas Horríveis

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 Acho que estamos todos de acordo quanto ao grau de imbecilidade, irresponsabilidade e burrice de quem resolve atirar uma tocha de uma bancada para o relvado. Neste caso, com a agravante de terem sido atiradas sem força de uma bancada superior caindo em cima de outros adeptos na bancada inferior. Mais grave por uma delas ter ferido uma criança. Também é estranho uma criança tão nova estar numa bancada quando há uma idade mínima bem superior para poderem entrar num estádio, mas isso é outra conversa.

Igualmente grave por ter ocorrido na competição de clubes mais mediática do mundo organizada por uma entidade que há muito tempo anda a avisar o Benfica que os seus adeptos têm que parar com este comportamento.

Ou seja, sem desculpa, sem justificação e sem perdão.

O Benfica tem pedido de todas as maneiras possíveis para que os seus adeptos sejam sensíveis às ameaças da UEFA sob pena do clube ser exemplarmente castigado. E não custa muito perceber que se a UEFA quiser mesmo dar o exemplo, mais depressa agarra no Benfica que é um clube de enorme historial mas que não pertence à elite dos países com peso de decisão na Europa. Será muito mais simples aplicar uma sanção exemplar ao Benfica do que a qualquer clube de Espanha, Itália, Alemanha, Inglaterra ou mesmo França.

E a verdade é que nos temos metido a jeito.

No estádio da Luz é fácil encontrar avisos colados nas paredes dentro e fora do Estádio a explicar porque é que não se deve rebentar petardos ou abrir tochas e potes de fumo.

 

Mas generalizar é muito perigoso e hipócrita. Tanto da parte do clube, como da parte da imprensa, como até da UEFA e, especialmente, da opinião pública. Uma coisa são dois ou três actos absolutamente condenáveis, outra é reduzir tudo a uma condenação pública.

Se estamos todos de acordo quanto ao castigo a aplicar aos imbecis atiradores de tochas, também temos de fazer justiça aos que ainda arriscam em pleno futebol moderno, vigiado e controlado como nunca. Todos sabemos que é proibido usar pirotecnia num estádio, no entanto , quando acontecem os momentos da chamada tochada e potes de fumo são recolhidas imagens que todos, sem excepção, não hesitam em usar para ilustrar jornais e peças de televisão. Mesmo sabendo que é proibido. Querem melhor exemplo que os festejos no Marquês ? Aquelas imagens aéreas de dezenas de tochas acesas são incríveis, não são? É tudo proibido. Quem as transporta corre sérios riscos de ter problemas com a justiça. No entanto, nunca ouvi ninguém elogiar ou agradecer as épicas imagens e fotografias que proporcionam nas bancadas ou nos festejos urbanos. Aqui, desculpem, mas também temos de estar todos de acordo. Há muita hipocrisia.

 

Portanto, há que apontar sem receios o dedo a dois ou três que erraram e pedir desculpa pela sua irresponsabilidade. Mas não se parta daqui para um justiça cega feita por quem transporta nos seus smartphones fotos e vídeos de grandes tochadas.

Também estou preocupado com o castigo que a UEFA dará ao Benfica, também estou triste por dois ou três adeptos terem manchado uma página gloriosa europeia mas recuso-me a alinhar na hipocrisia colectiva. Aliás, nem entendo como é que em 2015 com tanta vigilância, com policia especializada, com todos os meios à disposição não se consegue identificar precisamente quem são os irresponsáveis. É que a solução não pode ser a de irem buscar uma dezena de supostos suspeitos sem provas, só porque as autoridades acham que podem ser os culpados. Isto acontece todas as semanas em todos os estádios mais concorridos. É também uma injustiça inacreditável que não faz sentido.

 

Reforço que gosto de ver fumos e tochas acesas nas bancadas de apoio, desde que abertas e pousadas no chão sem representar perigo para ninguém. Dispenso os petardos, acho horrível. Assim como dispenso quem não tenha inteligência suficiente para saber estar num estádio mesmo que a viver no limite do risco.

Eu não me esqueço do que vi em frente à Assembleia da República numa manifestação de polícias a usarem pirotecnia. Que eu saiba nunca foram interrogados sobre essa prática ilegal.

Condenação individual a irresponsáveis, sim. Hipocrisia, dispenso.

Taça de Portugal: Vianense - Benfica

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Nome: Sport Clube Vianense

Ano de Fundação: 1898

Localidade: Viana do Castelo

Associação: Viana do Castelo

Estádio: Dr. José de Matos com capacidade para 3000 lugares

Equipamento: Camisola azul, calções brancos, meias azuis ou todo azul como tem acontecido ultimamente

 

É aqui que o Benfica joga a 3ª eliminatória da Taça de Portugal.

O Benfica pediu a antecipação do jogo, aguarda-se a data oficial, é no fim de semana de 18 de Outubro.

 

O Triunfo da Camisola Branca

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Quando nos recordamos da noite épica de Anfield Road em 2006 e revemos os golos de Simão Sabrosa e de Fabrizio Miccoli, o que é salta à vista como imperfeição daquele jogo? As cores do equipamento do Benfica. Quantas vezes pensámos como teria sido perfeito que o Benfica tivesse alinhado naquela noite com as cores que exibiu nas duas visitas a Liverpool nos anos 80 ?

Tem sido uma longa luta dos adeptos, aqui neste espaço sempre se pediu o regresso às origens, para que o Benfica voltasse a ter só branco e vermelho nos seus equipamentos.

Este ano, finalmente, temos um equipamento a roçar o perfeito. Tanto o principal como o alternativo. As cores certas, o patrocinador bem enquadrado na camisola, e isto de ter patrocínio na camisola não é para todos, como sabemos, os pormenores impecáveis.

Faltava uma grande exibição para imortalizar este equipamento alternativo. Os jogadores escolheram a capital de Espanha para assinarem um recital inesquecível ficando para sempre as imagens de um branco e vermelho a brilhar na casa dos vermelhos e brancos de Madrid.

Que combinação perfeita! Valeu a pena esperar e insistir neste equipamento.

Atlético de Madrid 1 - 2 Benfica: Remontada à Benfica

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 Não é uma simples de vitória de mais um jogo. É um triunfo no estádio de um ex vice campeão europeu treinado por um dos treinadores mais mediáticos e respeitados do mundo. Foi um jogo contra uma das melhores equipas da Europa recheada de estrelas que nos últimos anos tem ganho muito em Espanha.

Portanto, esta não é só mais uma crónica de jogo, esta é a história de um dos grandes triunfos europeus dos últimos anos. Diga-se que o Benfica, felizmente, tem vindo a recuperar nos últimos anos o seu estatuto de grande e respeitado clube europeu. Além de muitas vitórias em noites europeias na Luz há vários jogos num passado recente muito prestigiantes. Noites inesquecíveis em White Hart Lane, Goodison Park, Estugarda, Bordéus, Leverkusen, e outras tantas positivas mesmo sem vencer em Turim, por exemplo. Por alguma coisa o Benfica subiu até ao 6º lugar do rankings da UEFA. Mas todas estas proezas foram conquistadas na Liga Europa. Na verdade, o Benfica já devia a si mesmo uma vitória destas na Champions League. Maior que a proeza desta noite só aquele 0-2 em Liverpool quando eliminámos o campeão europeu em título. Foi em 2006.

 

Hoje o Atlético Madrid perdeu um jogo europeu em casa ao fim de 24 partidas. Hoje o Atlético sofreu os primeiros golos europeus no Vicente Calderon desde Março de 2014! Esta foi a primeira derrota caseira de Simeone à frente do Atlético em jogos da Champions.

A última vez que o Benfica tinha ganho em Espanha foi em Sevilha contra o Betis. Foi há 33 anos, por esta altura, e também começou a perder depois de um curto 2-1 na Luz. Deu a volta ao marcador e ganhou pelo mesmo resultado de hoje. Foi a primeira vez que sofri a sério numa 4a feira à noite com um rádio colado ao ouvido. Foi preciso esperar este tempo todo para voltar a ver o Benfica sair triunfante de Espanha.

Foi também a primeira vitória do Benfica fora de casa esta época, e foram os primeiros golos marcados longe da Luz.

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Na véspera do jogo o treinador do Benfica deixou bem claro na conferência de imprensa que o Benfica ia a Madrid para ganhar. Foi sempre este o discurso e começou aqui a grande noite europeia do Benfica.

Rui Vitória não hesitou em manter a mesma estrutura na equipa e apenas trocou Mitroglou pelo mexicano Raul Jimenez que conhecia bem os cantos à casa.

A entrada do Benfica foi convincente e deu sinais que não se ia encolher espreitando sempre contra atacar. Jonas foi o primeiro a avisar Oblak. Depois Gonçalo Guedes quase marcava de chapéu mas Felipe Luiz safou na linha de golo.

A seguir o Atlético carregou com perigo e Júlio César só não conseguiu parar o remate de Angel Correa que aproveitou um passe magistral de Griezmman. Jackson tinha ameaçado mas ainda não foi desta que marcou pelos espanhóis.

 

Antes do golo tive uma daquelas recordações que gostava que a minha memória esquecesse. Ao ver Tiago todo excitado a pedir mão na bola de André Almeida na área, lembrei-me da entrevista que deu após sair do Benfica para o Chelsea e vencer uma Taça de Portugal pelo Benfica: "Se soubesse tinha trocado o Braga pelo Porto". Foi disto que me lembrei ao vê-lo desesperado por um penalti, vejam lá.

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A resposta do Benfica foi excelente. Nelson Semedo a subir pela direita cruza para a área, um defesa tenta aliviar mas a bola vai parar a Gaitán que aproveitou para fazer um belo golo e empatar a partida perante a loucura de cerca de 4 mil benfiquistas concentrados naquele topo do estádio. O Benfica a mostrar que estava bem vivo.

 

Na segunda parte o acerto defensivo permitiu ao Benfica ter o jogo aberto. O Atlético tentou o golo e Simeone até lançou Saul, Vietto e Torres na esperança de chegar à vitória. Mas Tiago, Gabi e Jackson não mostravam inspiração para bater a excelente organização do Benfica.

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Jonas e Gaitán pela esquerda contra atacaram, o argentino faz uma jogada soberba junta à linha lateral, tira os adversário da frente, levanta a cabeça e vislumbra Gonçalo Guedes no poste mais distante da baliza de Oblak. Passe fantástico para o miúdo que não hesitou na altura do remate e deu a vitória ao Benfica. Uma jogada maravilhosa e um golo que é justiça poética para quem duvidava de Guedes.

 

O 1-2 aparece aos 51' e parecia que tínhamos muito o que sofrer. É verdade que passámos por momentos apertados mas nada que se compara ao sufoco de 2006 em Anfield Road. Tão épico como os golos foi o momento de Júlio César com duas defesas sensacionais a negar o empate. Um guarda redes de classe mundial é isto. Nem nos lembramos que do outro lado estava um jovem que tantas alegrias nos deu.

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Por falar em esquecidos, quem é que andava a jogar no lugar do Nelson Semedo? Que exibição incrível! Chegou viu e venceu, temos defesa direito para muitos anos.

 

É uma vitória que só vale 3 pontos e nada garante porque ainda temos 4 jogos pela frente, duas viagens a estádios muito complicados, vejam o que passou hoje o Galatasaray em Astana, mas é um triunfo muito saboroso, muito prestigiante e muito moralizador. É das tais vitórias especiais que nos fazem sentir a chegar perto do Benfica que herdámos. Não é fácil estar à altura do Benfica, daquele Benfica que Eusébio e Coluna imortalizaram. É tão difícil que até para o Benfica é complicado ser Benfica. E esta noite voltámos a ser Benfica. É para viver noites destas que andamos cá, quando aparecem enchem-nos de orgulho e tudo parece fazer sentido.

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Isto é só o começo de uma história que promete ser bonita, assim saibamos aproveitar esta conquista para seguir em frente em busca de mais.

Desde miúdo que acho que depois de uma vitória deste quilate o futebol devia parar 15 dias para saborearmos bem o que se passou. Da mesma maneira que defendo que a seguir a uma derrota devia haver jogo logo no dia a seguir para ultrapassar isso.

O jogo na Madeira é já a seguir mas, para já, vamos saborear mais um pouco esta vitória do Vitória em casa do Atlético de Madrid. Isto é que foi uma remontada. Olé!

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