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Red Pass

Rumo ao 38

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Derby na Taça!

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Quarta Eliminatória da Taça de Portugal: Sporting - Benfica, marcado para 22 de novembro.

O SL Benfica terá direito a 10% da lotação do Estádio de Alvalade, por se tratar de um jogo da Taça.

Galatasaray 2 - 1 Benfica : Ironicamente Traídos Pelo Génio

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A UEFA falha em pormenores básicos. Reparem, um jogo da Champions que começa com uma obra de arte como aquela que Nico Gaitán assinou por cima de Muslera, ainda por cima a jogar longe da Luz, devia dar o que pensar. É que a jogada entre Jonas e Gaitán resultou no 12º golo do dia do Benfica na Turquia, isto somado os seniores com os miúdos da formação dos dois clubes.

A ganhar assim tão cedo a tendência era ver a equipa relaxar. Foi o que aconteceu. A UEFA devia ter dado o jogo por terminado logo após o lance de Gaitán. Estava tudo visto, a partir dali seria sempre a descer.

 

A verdade é que o Benfica entrou muito bem no terceiro jogo da maior competição de clubes do mundo, vinha moralizado com duas vitórias, uma delas no campo da equipa mais forte do grupo, e até já se apontavam para a quebra de recordes. O golo logo no começo deu uma falsa sensação de facilidade num terreno sempre complicado e contra uma equipa que tem bons argumentos, principalmente no ataque com duas figuras do futebol mundial como são Sneijder e Podolski.

 

O Galatasaray não acusou o golo sofrido que teve o efeito de apressar a equipa turca num assalto imediato à baliza de Júlio César. Era de esperar que o Benfica lidasse bem com a pressão dos turcos e aproveitasse para usar um dos seus maiores trunfos, rápidos contra ataques a apostar na velocidade de Guedes, no génio de Gaitán e na eficácia de Jimenez e Jonas. A eficácia não esteve presente no Turk Telecom Arena, e o Benfica pagou caro por isso.

 

Em 33 minutos o Galatasaray deu a volta ao marcador. Primeiro num penalti por mão na bola de André Almeida. Em Madrid um lance parecido passou sem danos mas desta vez deu mesmo oportunidade para Selçuk Inan empatar. Depois Podolski arrancou pela direita, aproveitando um passe longo de Chedjou e sem oposição de Eliseu, fez com classe o 2-1.

Foi uma grande resposta da equipa de Hamza Hamzaoglu que anulou por completo aquela entrada de sonho do Benfica.

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Assim, na 2ª parte o Benfica encarava um novo desafio. Voltar a agarrar no jogo, procurar novamente o golo para evitar a derrota. Disto resultou uma segunda metade de jogo bem mais entusiasmante do Benfica.

Mesmo criando algumas oportunidades de golo, o Benfica não se livrou de grandes sustos que podiam ter dado mais golos para os da casa, o poste e Júlio César evitaram diferença maior no marcador. Não tão bem estiveram os dois defesas laterais, noite para esquecer mesmo. Também na frente não houve inspiração, Jonas e Raúl Jimenez não foram eficazes e andaram longe do jogo quando a equipa mais precisava. Pior foi o aspecto táctico, sem ajudas entre sectores o meio campo do Benfica ficou demasiado exposto e só Samaris, obviamente, não chegava para contrariar a zona do terreno onde os turcos desiquilibraram a partida. André Almeida andou perdido muito por culpa do desvio de Sneijder do meio para ala sem que nenhum dos jogadores mais adiantados viesse ajudar a equilibrar a equipa do ponto vista defensivo.

 

Rui Vitória percebeu tudo isto, tirou os dois defesas laterais, procurou dar sangue novo no meio campo e criar novas soluções na frente com a entrada de Mitroglou, demasiado tarde, Pizzi e Victor Andrade.

 

Se fossemos outro clube que todos conhecemos bem, estávamos agora a chorar um penalti que ficou por marcar para nós, Sneijder meteu-se a jeito ao puxar o braço e a camisola de Raul Jimenez mas preferimos ver o que correu mal e fazer uma leitura sensata de um jogo que começou muito bem e acabou a ferver com o Benfica em cima da área turca a ganhar um canto que o árbitro nem deixou marcar.

 

Ironicamente, o obra de arte de Gaitán traiu a concentração da equipa. O Galatasaray também não é o Carcavelinhos, expressão muito na moda, e em casa tem argumentos válidos. Mas fica a ideia que o Benfica não é inferior ao campeão da Turquia e na Luz pode rectificar este amargo 2-1.

De resto, esta foi uma das derrotas menos dramáticas na Europa dos últimos anos, continuamos na frente do grupo, temos dois jogos em casa e um fora, vamos defrontar o adversário directo na luta pela qualificação no estádio da Luz e as expectativas de seguir em frente na Champions estão intactas. O plano B, um desvio para a Liga Europa, também parece não estar em perigo. Portanto, esta está a ser uma das melhores épocas europeias na principal prova da UEFA dos últimos tempos. Mas os organizadores que pensem nisso do golo mais bonito valer logo a vitória.

Galatasaray: à procura da chama no meio da fama - por Nuno Travassos, Maisfutebol

Galatasaray: à procura da chama no meio da fama
PONTO FORTE: poder ofensivo
A força do coletivo é sempre mais perigosa do que a soma das individualidades, mas o valor de jogadores como Wesley Sneijder ou Lukas Podolski não pode ser ignorado. O médio holandês e o avançado alemão podem resolver um jogo sozinhos, tal como Burak Yilmaz também merece todos os cuidados. O Galatasaray é uma equipa com bastante poder ofensivo, até pela forma quase inconsciente com que se lança para a frente.

PRONTO FRACO: anarquia tática e passividade
O lado B deste poder ofensivo é a anarquia tática. A facilidade com a equipa se desequilibra taticamente, tendo em conta o número de jogadores que coloca na frente. Existe uma certa anarquia tática no Galatasaray, colada sobretudo às estrelas da companhia, que pouco contribuem em termos defensivos. As constantes trocas de posição no ataque também condicionam muito o equilíbrio da equipa, num cenário agravado pela enorme passividade demonstrada pela equipa em organização defensiva. No meio de tanta fama falta até alguma chama, algo nada habitual em equipas turcas.

A FIGURA: Lukas Podolski

Foi o último nome sonante a juntar-se ao plantel do Galatasaray, e para já com indicadores positivos, pelo menos no que diz respeito a golos marcados. Nesta altura é o melhor marcador da equipa, com quatro tentos. Tem jogado a partir da ala, mas aparecendo sempre na área, como segundo avançado, com elevada eficácia. Em contrapartida contribui muito pouco em termos defensivos, permitindo muitas vezes que o lateral avance no corredor livremente.

ONZE BASE:
passe com o cursos por cima de cada jogador para ler a análise individual

OUTRAS OPÇÕES:
99. Cenk Gönen
: guarda-redes suplente do Besiktas nas últimas três épocas, mudou-se esta época para o Galatasaray sabendo que vai ficar na sombra de Muslera.
67. Eray Iscan: guarda-redes de 24 anos, formado no Galatasaray. Terceiro na hierarquia, tem apenas nove jogos pela equipa principal.
26. Semih Kaya: internacional turco de 24 anos, é um central tecnicamente evoluído e com bastante potencial, mas que tarda em dar o «salto» para um patamar mais sólido. Tem cometido alguns erros pontuais, e nesta altura parece ser a terceira opção para o eixo da defesa.
28. Koray Günter: central alemão de apenas 21 anos, formado no Borussia Dortmund, ainda não foi utilizado esta época.
38. Tarik Çamdal: lateral direito de 24 anos, internacional turco, também ainda não jogou em 2015/16. A titularidade tem sido discutida entre Sabri e Denayer.
64. Jason Denayer: defesa belga de apenas 20 anos, emprestado pelo Manchester City, é central de raiz mas fez apenas um jogo nessa posição (frente ao At. Madrid). Nos outros quatro jogos como titular atuou como lateral direito. Arrisca menos do que Sabri (embora também explore frequentemente o corredor), mas fecha melhor junto dos centrais.
4. Hamit Altintop: antigo jogador de Schalke, Bayern e Real Madrid, o internacional turco de 32 anos foi operado ao joelho em agosto.
6. Jem Karacan: médio-centro turco de 26 anos, nascido em Inglaterra e formado no Wimbledon e no Reading. Dois jogos como suplente utilizado.
14. José Rodríguez: médio espanhol de apenas 20 anos contratado esta época, e que estava vinculado ao Real Madrid (em 2014/15 esteve emprestado ao Corunha). Tem sido a terceira opção para o meio-campo, com um perfil pouco autoritário no plano defensivo e pouco influente na construção ofensiva.
29. Olcan Adin: lateral/extremo esquerdo de 30 anos, foi titular uma vez apenas, integrando o quarteto defensivo.
52. Emre Çolak: também só fez um jogo a titular, e precisamente na receção ao Atlético de Madrid. Suplente utilizado em mais cinco encontros, pode jogar como médio-centro ou a partir de uma ala.
9. Umut Bulut: avançado já com 32 anos, muito experiente. Tem um perfil idêntico ao de Burak Yimlaz, embora um pouco menos explosivo: possante mas também móvel, muito combativo e incisivo na área. Dois golos marcados esta época.
18. Sinan Gümüs: extremo de 21 anos nascido na Alemanha, também gosta de aparecer com frequência em zona frontal. Utilizado em apenas seis jogos até ao momento, mas só um como titular.
 
ANÁLISE DETALHADA:
 
PROBLEMAS EM CASA. Embora atravesse a melhor fase da época, com cinco jogos sem perder, o Galatasaray está a fazer um início de época irregular. Em onze jogos a equipa turca venceu seis, empatou três e perdeu dois. Curiosamente as duas derrotas foram sofridas em casa, frente ao Atlético de Madrid e ao Osmanlispor, para além de um empate na receção ao Mersin, último classificado da Liga turca, com apenas dois pontos. Em casa o Galatasaray tende a desequilibrar-se mais, perante a obrigatoriedade de assumir o domínio do jogo, e isso tem saído caro.
 
4x2x3x1 OU....4x2x4? O Galatasaray joga habitualmente em 4x2x3x1 (ou 4x3x3, se Sneijder partir de uma ala), mas na prática isto converte-se frequentemente em 4x2x4. A vertigem ofensiva faz com que a equipa fique muitas vezes partida, e a dupla de médios é impotente para travar as transições rápidas dos adversários. Para além disso a defesa raramente tem a preocupação de encurtar a equipa subindo um pouco no terreno, pelo que esta postura estendida é terreno livre para o contra-ataque.
 
CRUZAMENTOS COM MUITOS ALVOS. Os extremos do Galatasaray procuram muito zonas interiores. Sobretudo Podolski, mas também Sneijder quando parte da esquerda, ou mesmo Oztekin. Isso tem a ver com as próprias características dos jogadores, mas também está associado a uma aposta no jogo exterior que passa pela subida dos laterais. O Galatasaray recorre muito aos cruzamentos de Sabri e Carole, que na área acabam por ter sempre três a cinco «alvos»: os dois extremos, o ponta de lança e o médio mais ofensivo (pelo menos).

  
A ÚLTIMA BARREIRA ESTÁ LOGO ALI. Nas raras vezes em que consegue organizar-se defensivamente, o Galatasaray apresenta-se em 4x5x1 ou 4x4x2 (depende se Sneijder está na ala ou no meio). Tirando o incómodo provocado habitualmente pela pressão de Burak Yilmaz, as duas primeiras linhas defensivas do Galatasaray são demasiado permissivas. Mesmo a linha intermédia deixa jogar com relativa tranquilidade, não só nas alas como também no corredor central, onde parece faltar um jogador mais agressivo e com outra amplitude, até para remendar o já falado desequilíbrio tático crónico.


 
EXECUTANTES DE PRIMEIRA CATEGORIA. Seis dos vinte golos marcados pelo Galatasaray surgiram através de lances de bola parada (30 por cento), sendo que o trunfo maior têm sido mesmo os livres laterais (quatro golos). Aqui importa destacar a qualidade dos executantes, sobretudo Selçuk Inan e Wesley Sneijder. No plano defensivo apenas três dos doze golos sofridos surgiram de bola parada (25 por cento), mas contando uma grande penalidade e um livre direto. O outro tento foi marcado de pontapé de canto, precisamente pelo Atlético de Madrid. O Galatasaray adota uma defesa à zona neste tipo de lances, que se tem revelado relativamente eficaz. 



 

Pedro Ribeiro Em Semana de Derby na BTV

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Em semana de derby o Pedro Ribeiro foi à BTV falar de Benfica. Vale a pena partilhar a hora do Uma Semana do Melhor onde falou do Benfica de agora, do inevitável onze dos anos 80, do Liverpool de Dalglish e de Klopp, das camisolas brancas, de referências, histórias de outros derbys, do ruído e de como é bom ser benfiquista.

 

 

Amanhã Há Mais #Derby

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Amanhã às 21h no Pavilhão Fidelidade há derby de hóquei em patins.

Diga-se que o o adversário, um clube que diz querer elevar o comportamento no desporto, se recusa a mudar a hora do jogo que começa quando o Benfica joga em futebol na Champions League.

Por curiosidade, o Porto não se opôs a um acerto horário no agendamento do clássico de basket no último sábado.