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Red Pass

Rumo ao 38

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Rumo ao 38

Ui, Que Houve Um Piscar de Olho...

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 Pessoal, o dia 31 de Maio será muito bom para todos. Pela primeira vez desde Agosto de 2013 o Benfica não será o vencedor de uma competição oficial do futebol português.

O Benfica é a única equipa a vencer títulos em Portugal desde agosto 2013: 2 Campeonatos, 1 Taça de Portugal, 1 Supertaça, 2 Taças da Liga.

Pisquem o olho a isto.

Benfica 2 - 1 Marítimo: Dupla Ola Jonas Agarra na 6ª Taça da Liga

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Acabar a época a levantar um troféu é terminar como começámos. Em Agosto em Aveiro o Benfica dava um sinal que as notícias da sua morte enquanto clube vencedor eram, talvez, algo exageradas. De lá até agora fica um percurso glorioso que nos leva a fechar a época com três troféus conquistados.

 

Novamente no centro do país para discutir mais uma final da Taça da Liga com o estádio Cidade de Coimbra pintado de vermelho, o Benfica levou muito a sério o último desafio da temporada. Jesus apostou no seu "11" mais forte e a equipa foi em busca do golo. O Marítimo repetiu a boa imagem que tinha deixado na primeira parte do último jogo na Luz para o campeonato e a tarefa não estava de modo nenhum facilitada. Uma palavra também para os adeptos madeirenses que viajaram para apoiar o seu clube e que deram outra cor num canto do estádio. Não é normal ver adeptos insulares presentes em jogos no continente.

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 O primeiro golo apareceu já parte final do primeiro tempo, o suspeito do costume faz de cabeça o 1-0. Um passe de Jardel que Jonas transforma em golo num movimento de cabeça pleno de classe. Um golo que fazia explodir o estádio de alegria, há 37 minutos que estávamos todos a pensar no mesmo.

Numa altura em que se começa a falar muito de entradas e saídas, importa destacar Jonas. Chegou tarde e em época de estreia em Portugal fez 31 golos, iguala as melhores estreias no clube de Julinho e Francisco Rodrigues, ambos com registos dos anos 40. O Jonas é nosso e há de ser, provavelmente o melhor avançado a jogar em Portugal na próxima temporada, um trunfo bem importante.

Bonito de ver que nos momentos de felicidade a equipa não esquece o companheiro azarado, Salvio.

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 No intervalo havia um sentimento de normalidade e dever cumprido. É uma das grandes conquistas de Jesus. Habituámo-nos a ganhar e a conviver com as tardes/noites de glória. Voltou a ser normal estar a descansar a meio do jogo e conversar de sorriso na cara enquanto esperamos por mais uma conquista. Já sei que isto é o que devia ser sempre o Benfica mas gosto de olhar para trás nestas alturas e lembrar quantas agonias já passei em intervalos de jogos que deviam ser para ganhar e que nos fugiam. É muito bom voltar a viver um Benfica dominador.

 

Na 2ª parte o Marítimo não se deu por vencido e o magro 1-0 não dava descanso a ninguém. Apesar da expulsão do central Raul Silva logo aos 47', Ivo Vieira teve o mérito de manter a sua equipa equilibrada e fazer acreditar os seus jogadores que era possível chegar ao golo. E foi. Dez minutos depois da expulsão, João Diogo aproveita muito bem para bater Júlio César e repor o empate.

 

Era um duro golpe porque assim o Marítimo podia abdicar de atacar para se concentrar a defender o empate e levar tudo para os imprevisíveis penaltis. O Benfica sentiu o perigo e a partir daí assistiu-se a mais um recital de futebol atacante encarnado. Salim, guarda redes dos madeirenses, foi adiando o golo. De bola corrida, de longe, de bola parada e na área. Parecia que o jogo ia premiar a resistência do Marítimo. Foi pena Gaitán não ter marcado nas várias oportunidades que criou, especialmente naquela recriação de livre directo que resultou num dos melhores golos do argentino na Luz, aconteceu contra o PAOK. Desta vez passou ao lado mas fica a recordação naquele que terá sido o adeus do "10".

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 Sulejmani e Pizzi não correspondiam e deram lugar a Ola John e Talisca. Do banco veio a agitação que o jogo pedia. Acaba por ser o holandês a fazer o golo da vitória quando faltavam cerca de 10 minutos para o fim do jogo. Um golo tão merecido quanto justo e a partir dali mais ninguém acreditava que a Taça da Liga nos fugisse.

Nem foi preciso recorrer à tecnologia da linha de golo para tirar dúvidas. Tudo claro.

 

Uma dezena de minutos para apreciar a alegria das bancadas e pensar onde estaria a maior parte daquela gente nos jogos da Luz para esta competição, porque é que não aparecem quando é preciso motivar a equipa a meio da época?

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 O Benfica para vencer a competição teve que fazer 5 jogos. Ganhou todos, marcou 12 golos e sofreu 1. Nestas seis finais de Taça da Liga ganhas, há um dominador em comum, a dupla Maxi e Luisão sempre presente.

Desde Agosto de 2013 que Portugal só conhece um vencedor em provas de futebol nacional. Tem sido um trajecto incrível que ontem terminou com mais uma festa. Em Agosto voltamos a um jogo decisivo para tentar vencer mais uma Supertaça.

 

Não sei de quem me despedi ontem em Coimbra, não sei quem chegará nos próximos meses. Sei que há um ano vencemos tudo em Portugal e os benfiquistas caíram numa depressão durante a pré época que depois deu lugar a mais uma época gloriosa. A ver se este ano há mais tempo para saborearmos estas vitórias e preparar com confiança o futuro.

 

Todas as fotografias: João Trindade