Lisboa
Há 6 jogos para fazer na capital até ao fim do campeonato. Se os ganharmos somos bi-campeões. Pensem nisto.
Obrigado e boa noite.
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Há 6 jogos para fazer na capital até ao fim do campeonato. Se os ganharmos somos bi-campeões. Pensem nisto.
Obrigado e boa noite.
Já tinha visto isto. Já tinha visto o Benfica a perder um jogo que esteve a maior parte do tempo a ganhar e já tinha estado nos Arcos num ano de onda vermelha na recta final do campeonato em que perdemos mesmo no fim do jogo. Isto faz de mim uma pessoa idosa e faz do futebol um desporto que se farta de fazer avisos.
Hoje foi em tudo parecido com o jogo da Pedreira. Entrar bem começar a ganhar e acabar desorientado a perder os 3 pontos. Até o equipamento era o mesmo mas se em Braga fazia sentido, contra o Rio Ave é uma aberração.
Se nos últimos jogos fora a tendência era começar a perder e dar a volta ao resultado, hoje a história foi completamente diferente. Entrar bem e marcar logo aos 5 minutos com Salvio a levantar o estádio. Estava feito o mais complicado e parecia tudo do nosso lado. O estádio pintado de vermelho, a equipa a fazer esquecer a ausência de Gaitán, dois adversários a terem de sair por lesão, o melhor central e o melhor marcador. O que podia correr mal para o Benfica?
Foi o Benfica que complicou a tarefa que parecia estar completamente ao alcance. Estranhamente, o Benfica não aumentou o ritmo de jogo, não foi convictamente à procura do segundo golo e deixou o jogo cair num impasse equilibrado a meio campo. Pedia-se que o Benfica aumentasse a vantagem até ao intervalo para aproveitar o balanço do bom arranque e as infelicidades da equipa de Pedro Martins.
Na segunda parte era isso que se esperava, um Benfica em busca de um resultado mais confortável. Mas o Rio Ave não deu mostras de recuar nem de estar convencido com a derrota.
Talisca no lugar de Gaitán não foi a solução ideal que na teoria parecia poder resultar. Aliás, hoje ficaram mal no quadro final Eliseu, Samaris e Talisca. Mas de um modo geral toda a equipa sofreu de um estranho apagão. Logo este ano que não há jogos a mais e a equipa até vinha de uma melhores exibições da época.
Passava uma hora de jogo quando se percebeu que a partida tinha tudo para mudar de rumo. A entrada de Diego Lopes deu outra cara ao Rio Ave e até aparecer o penalti de Samaris já tinha sido vários os avisos, a bola que poste devolveu não enganava, ou o Benfica acordava ou a noite ia acabar mal.
Jesus lançou Ola John para refrescar a ala esquerda mas no único cruzamento de jeito que fez Lima atirou de cabeça para fora a última oportunidade do Benfica manter os 4 pontos de avanço no campeonato.
Tal como em Paços de Ferreira quando pensávamos que o empate era mau, veio o golo da derrota... Acontece quando a equipa não consegue convencer mesmo que esteja em vantagem. Não dá para perceber como é que se deixa escapar desta maneira um resultado favorável e uma vantagem pontual na tabela preciosa.
A parte positiva é que agora o futebol português está limpo, ninguém falará em colinhos, ninguém discute a justiça do penalti, nem ninguém falará de expulsões. Assim é que o ambiente fica bom, com o Benfica a perder. Serão duas semanas cheias de bom ambiente. No entanto, continuamos na frente, há menos um jogo até ao fim e continua tudo nas nossas mãos.
Respirar fundo.