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Red Pass

Rumo ao 38

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Arouca 1 - 3 Benfica: Areia Que Não Chegou Para Gripar o Motor

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 Segundo jogo seguido contra uma equipa de amarelo azul e ainda o trauma amarelado de Paços de Ferreira a ecoar no subconsciente. Para estragar logo a boa disposição de uma bela tarde de sol, o Benfica entra hesitante e o Arouca no primeiro, de dois, remates ( no jogo todo ) à baliza de Júlio César fica em vantagem.

Marcou Iuri Medeiros, um bom jogador que, espero eu, tenha sido titular quando o Arouca defrontou o clube que o emprestou...

 

Boa maneira de perder toda a moral depois do grande dia de aniversário do clube na última jornada, do dia de festa dos rapazes sem nome a meio da semana e , pessoalmente, do inesquecível almoço com o nosso Mister na 5ª feira.

Já tinha acontecido em Moreira de Cónegos, mal começa o jogo e já ficamos nervosos com a desvantagem no marcador. Felizmente, estes golos prematuros deixam tempo e espaço para prevermos a maneira como vamos dar a volta. Mas chegar ao intervalo a perder é algo que me estraga logo a tarde, mesmo que temporariamente.

 

Apesar da única alteração relevante na equipa titular ter sido na baliza com o regresso de Júlio César, notou-se que hoje algumas apostas não estavam a funcionar. Samaris e Pizzi não conseguiram entrar no jogo. Mais visível o desacerto do português porque foi desastrado nos lances de bola parada. No entanto, o ajuste de Jesus ao intervalo passou por lançar Talisca no lugar do grego.

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 Quem faz muito diferença em campo é Nico Gaitán. Mesmo na primeira parte menos conseguida da equipa, o "10" foi sempre a unidade mais na hora de tentar inventar soluções no ataque. Também Salvio apareceu em destaque mas continua infeliz na hora de finalizar. Lima e Jonas dão sempre esperança no ataque mesmo que passem 45' minutos em branco.

 

Ao intervalo o que passa na cabeça de cada adepto dava para um livro, entre os optimistas e os pessimistas, os nervosos e os tranquilos, os precipitados e os calmos, há um mar de pensamentos. Eu só pensava na conversa privilegiada que tive com Jesus há poucos dias e da reacção dele ao facto de irmos a um campo pequeno e um estádio onde nunca jogámos. "Isso não interessa para nada, temos de ganhar e estamos muita fortes".  Agora riu-me, ao intervalo queria ter metade daquela confiança.

Por falar no estádio, sempre se confirmou uma relva alta e cheia de areia como aqui alertei. Felizmente, que, actualmente, andamos atentos e o clube também. A verdade é que dificultou.

 

Antes de começar a roer a unhas descontroladamente o jogo vira a nosso favor.

Goicoechea, um guarda redes que até tem sido um dos destaques da época do Arouca, foi infeliz a lançar uma bola para o seu ataque. Mérito de Lima que pressionou acabando por fazer uma assistência para Jonas que teve o instinto que define os grandes matadores ao rematar de longe mas certeiramente para o empate.

Já vi muitos a falharem lances destes e até mais perto da baliza. Grande prémio para Lima e Jonas que lançou a equipa definitivamente à conquista dos 3 pontos. Não demorou muito até chegar o 1-2. Nico Gaitán insiste na linha final, dá para Jonas que remata para o infeliz Goicoechea não defender convictamente e no ressalto Lima concretizou a reviravolta, palavra querida pelos nossos rivais mas que aqui acontece mesmo.

 

O Benfica tinha dado a volta ao jogo, o Arouca de Pedro Emanuel mostrava-se perdido e desorientado com a velocidade que o Benfica imprimia no ataque. Num lance em que Lima se isolava para fazer o 1-3, Hugo Basto resolve mostrar como se joga bem rugby em Arouca e placou o avançado.

Obviamente, foi para a rua. Obviamente, vai ser o lance mais falado da semana. Obviamente, vamos sorrir.

 

Não aconteceu no lance de rugby mas aconteceu aos 75 minutos, Lima isolado não falhou e deu mais verdade ao resultado. Depois da reviravolta, adoro a palavra, entre os 51 e os 55 minutos, chegava a tranquilidade e a certeza que o Benfica passava em Arouca.

 

Pelo meio ficaram dois penaltis por marcar para o Benfica, uma falta sobre Gaitán e uma mão de Balliu na sua área que nem merecem discussão. O tal colo.

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Colo a sério é o que vem das bancadas, mais um estádio pintado de vermelho, este com a particularidade de ter recebido pela primeira vez o Benfica. Foi um festa bonita ao sol. Um belo horário para jogar.

Pena que a SportTV tenha estado tantos anos para perceber a vantagem de deixar o Benfica jogar a horas decentes. Obrigado, BTV.

 

Missão cumprida. Campo pequeno, relvado alto e cheio de areia, deslocação distante mas tudo acabou bem. Foi pena o cartão amarelo a Talisca mas até pareceu que o brasileiro não se importou muito de falhar o Braga.

Este já passou, comecemos a preparar o próximo.