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Red Pass

Rumo ao 37

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Zenit 1 - 0 Benfica : Um Fim Anunciado

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Até aqui o que foi verdadeiramente mau nesta Champions League foi o que aconteceu no arranque do jogo na Luz com o Zenit e na primeira parte em Leverkusen, jogos em que o Benfica pareceu alhear-se da competição, forçando a ideia com o discurso oficial de prioridade máxima ao campeonato nacional. Algo que não se entende e não se pode aceitar. São os dois primeiros jogos que marcam este tipo de competição. Depois no Mónaco já houve uma aposta mais clara na vitória mas só na Luz é que se viu a equipa a dar tudo para conquistar a primeira vitória contra os franceses.

 

Com tão fraco arranque o Benfica chega à Rússia com poucas hipóteses de sonhar mas, curiosamente, foi nesta viagem que o discurso oficial mais se centrou na importância de seguir em frente.

Das palavras aos actos tudo bateu certo. O Benfica entrou no estádio Petrovskij muito concentrado e disposto a travar o ataque ameaçador do Zenit. Muitos elogios para o desempenho de André Almeida no lado esquerdo da defesa, que no papel causava preocupação antes do jogo, e para a postura defensiva da equipa em geral. O Zenit nunca criou muito perigo, tirando um livre de Hulk com confusão na recarga.

Aos poucos o Benfica passou a ter a bola e a ir com cuidado ao ataque. De bola parada criou alguma pressão e Salvio teve nos pés a hipótese de chegar à vantagem após grande jogada de Talisca e Gaitán. Uma primeira parte que ficou marcada por um estranho festival de cartões amarelos que o árbitro italiano resolveu mostrar.

 

Depois do intervalo, o Benfica arranca para uma surpreendente e positiva postura ofensiva à procura do golo. Várias bolas a rondar a baliza de Lodygin mas desacerto na finalização. Ninguém vai culpar Luisão por esta derrota mas o capitão teve tudo para marcar. Depois Gaitán trabalhou bem na linha final mas não encontrou ninguém à boca da baliza, Salvio e Lima também não foram mais felizes. Mas ficaram aqueles bons momentos em busca do golo. Até ao minuto 70 o empate já parecia um mau resultado de acordo com o futebol jogado.

Por vezes Jorge Jesus opta por nem ir ao banco e mantém o que tem em campo. Normalmente não concordo mas hoje desejava muito que o treinador não tivesse mexido na equipa. A opção de lançar Derley até percebo para refrescar o ataque e ganhar poder de combate mas a saída de Talisca deitou tudo a perder. Não é que o brasileiro estivesse a ser uma grande ameaça à equipa de Villas Boas mas estava a ser vital na ordem de equilíbrio táctico no apoio ao meio campo que tomou conta do jogo.

Jesus pensou que o jogo podia partir e queria tirar partido de dois avançados de raiz mas a aposta correu mal e aconteceu exactamente o contrário, o Zenit ganhou o controlo do jogo com a entrada de Shatov para o lugar de Ryantsasev e cresceu no jogo como ainda não tinha acontecido na 2ª parte. Daí até ao golo de Danny, a passe de Hulk, foi sempre a descer pela parte do Benfica. Um golo que abateu a equipa. Foi o fim da esperança de continuar na Champions League. Um fim há muito anunciado mas que, infelizmente, anula uma boa reacção do Benfica no segundo tempo e algumas boas exibições individuais. André Almeida não merecia este resultado.

 

Voltando ao inicio, perder aqui por 1-0 com uma exibição nada má não elimina ninguém de uma prova destas, o problema foi mesmo nas duas primeiras jornadas. A nível europeu voltámos à segunda época de Jesus na Luz quando foi preciso um autentico milagre para apurar a equipa para a Liga Europa mesmo no fecho da fase de grupos. Vamos ver se volta a ter a mesma sorte desta vez mas pode realmente acontecer que o fim da época europeia chegue já no próximo mês. E, diga-se, que é um cenário que pareceu até muito desejado pelos dirigentes e técnicos do clube. A pressão interna acaba de subir mais um nível.