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Red Pass

Rumo ao 38

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Estoril 2 - 3 Benfica : Entrar Bem, Sofrer e Ganhar

 

Durante a semana em almoço com amigos benfiquistas discutia-se vantagens e desvantagens de ver futebol em bancadas centrais, eles, e topos, eu. É evidente que um lugar central no estádio dá-nos uma visão muito mais clara dos lances de ataque nas duas partes, posicionamentos e até lances mais polémicos, é uma visão mais equilibrada. Estar num topo é ter de contar com a sorte de termos os golos na nossa baliza. Já esta época descrevi dois golos inesquecíveis vistos de forma privilegiada, a cabeçada de Salvio e a bomba de Eliseu.

 

Hoje lembrei-me desta conversa logo no arranque do jogo quando Talisca resolve armar-se em Maradona da Amoreira e fazer um slalom brilhante entre a defesa do Estoril até ao golo. Que momento! Já vi o golo na televisão e não tem metade da emoção que foi vê-lo de frente para a nossa bancada. Grande golo.

 

Foi um regresso e, ao mesmo tempo, uma inauguração feliz. Regresso, porque já tinha visto ali naquele espaço um jogo de futebol. Inauguração porque agora em vez do peão há uma bancada nova que se encheu de vermelho para vibrar com dois golos da equipa certa naquela baliza e que suspirou de alívio ao ver Lima lá ao longe recuperar a vantagem.

 

A entrada no jogo foi excelente e fez esquecer a notícia que abalou a tarde, Júlio César fora de combate e lá regressou Artur que tem mais do que 7 vidas! Mas a vantagem de 2 golos obtida muito cedo transformava os receios em tranquilidade. O 3º golo esteve perto de acontecer mas o poste não colaborou com Lima, e depois do 1-2, Jardel volta a enviar a bola ao poste, agora o direito de Kieszek.Kieszek

 

A facilidade com que se chegou ao 0-2, mais dois para Talisca, fez lembrar a noite calma passada em Setúbal mas a equipa de Couceiro reagiu bem e depois de várias ameaças reduziu antes do intervalo e só se deu por satisfeita depois de conseguir o empate já na 2a parte. Felizmente que o 2-2 apareceu cedo e deu muito tempo para o Benfica chegar ao golo da vitória.

 

O jogo foi bem disputado e na bancada sentia-se que o Benfica não ia falhar a vitória apesar do nervosismo que se apoderava dos adeptos quando no último terço do terreno a bola andava perto de Jardel, Eliseu ou Artur. Desconfiança que chega aos jogadores como se viu quando Luisão preferiu meter a bola fora em vez de atrasar para Artur ou quando Enzo fez o mesmo em vez de deixar a bola com Jardel.

 

Um recado para a malta que fica de pé na primeira fila atrás da baliza a mandar bocas ao Artur: o homem já tem instabilidade que chegue, não precisa dos vossos insultos para ficar mais nervoso e desanimado, ok?

 

A equipa terá pensado que a vantagem seria suficiente para uma noite sem grandes esforços e acaba surpreendia com a reacção do Estoril que atingiu o auge no golo de Kleber!

 

Com o empate em plena 2ª parte os jogadores do Benfica fizeram-se à vida e aproveitaram a expulsão de Cabrera para tomarem conta do jogo chegando ao golo que dava a vitória.

Preocupante exibição de Samaris, tarde em mostrar-se confortável no meio campo encarnado, preocupante ausência de Júlio César e regresso de Artur à baliza, exagerada insistência em Jardel como companheiro de Luisão em todos os jogos aumentando a dúvida sobre o real valor de Lisandro ou César.

 

Ambiente à Benfica no estádio António Coimbra da Mota, jogo bom de se ver e quinta vitória em seis jogos de campeonato nacional que dão um claro sinal que esta época o objectivo principal é mesmo ser Bi-Campeão. Vitória mais suada do que seria de esperar depois daquele começo, três pontos muito importantes em jornada que os dois principais rivais perderam pontos.

 

Bela tarde/noite de futebol na Amoreira com estádio cheio. Boa sorte para o Estoril para 5ª feira, quanto ao Benfica, agora é ir a Leverkusen sabendo que o mais importante é vencer o Arouca na Luz na próxima jornada.