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Red Pass

Rumo ao 38

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Taça da Liga 2ª Jornada: Horários

A Liga deu esta terça-feira a conhecer os horários dos jogos da 2.ª jornada da 3.ª fase da Taça da Liga, ronda marcada para o próximo dia 13 de Janeiro de 2010.

Confira os horários e as transmissões dos jogos:
Rio Ave – Nacional, 17.30 horas
Trofense – Sp. Braga, 18 horas
Estoril – Leixões, 18 horas
Académica – FC Porto, às 19 horas (SportTV)
V. Guimarães – Benfica, às 20.15 horas (SIC)
U. Leiria – Sporting, às 21.15 horas (SportTV)


Recordo a 1ª jornada:

Benfica | Nacional 03/Jan 18h15

Dados Curiosos da Liga Sagres

Di María é o que mais cruza, Hulk e FC Porto os que mais bolas perdem

Di María é o jogador com mais cruzamentos efectuados na Liga. Colectivamente, o Sporting de Braga é a equipa mais dinâmica nesse aspecto.

O extremo argentino do Benfica ficou de fora na última jornada - vitória no clássico com o FC Porto (1-0) - depois de ter sido expulso em Olhão, mas continua a liderar os cruzamentos na Liga, com 87 bolas colocadas na área. Di María tem uma média de 7,25 cruzamentos por jogo, seguido de Alonso, do Marítimo, com 74 cruzamentos em 13 jogos (média de 5,69).

Cristiano, que deverá estar de saída do Paços de Ferreira e não tem jogado, caiu uma posição e passou a ser o terceiro jogador com mais bolas cruzadas, 72 em 11 jogos.

Em termos colectivos, o líder Sporting Braga continua a ser a equipa que mais cruza (341 em 14 jogos), seguida de Vitória de Guimarães (325 em 14 jogos).

Entre os "grandes", o FC Porto é o mais dinâmico nesse aspecto (315 cruzamentos em 14 jogos), ocupando o terceiro lugar entre todas as equipas, enquanto o Sporting é quinto (306 em 14) e o Benfica é sétimo (285 em 14).

Hulk e FC Porto recordistas das perdas de bola

O avançado Hulk, do FC Porto, continua a ser o jogador da Liga que mais bolas perde, mantendo após o clássico da Luz a liderança destacada, com uma média superior a seis perdas de bola por partida.

O bracarense Alan, com uma média de 3,21, é o segundo deste "ranking".

O Benfica tem apenas dois jogadores entre os 20 que mais bolas perdem, os avançados Saviola e Di Maria, enquanto do Sporting apenas consta Liedson.

Colectivamente, é o FC Porto a equipa que mais vezes cede a bola ao adversário sem concluir a jogada, com uma média ligeiramente acima das 18 perdas de bola por partida, bem acima dos rivais Benfica (10,7) e Sporting (11,9).

O Braga é a segunda equipa que mais bolas desperdiça, com uma média de 16,4.

Cardozo é o que mais remata

Oscar Cardozo, do Benfica, melhor marcador da Liga, com 14 golos, continua a ser o mais rematador da competição, com 48 remates em 13 jogos (média de 3,69 por jogo).

Cardozo, que ficou em branco frente ao FC Porto, continua à frente de Baba, do Marítimo, que leva 45 remates nas 14 partidas que realizou (3,21).

Falcao não fez nenhum remate na Luz e permaneceu com 41 tiros, agora em 14 jogos, perdendo a terceira posição para Keita, do Vitória de Setúbal, que contabiliza 43 remates em 14 jogos (3,07).

O colombiano do FC Porto, terceiro melhor marcador da Liga, com oito golos, continua, no entanto, a ser o jogador com mais "disparos" enquadrados com a baliza, com 27, contra 26 de Baba e 25 de Cardozo.

Por equipas, o FC Porto mantém a liderança, com 246 remates nos 14 jogos, mas a média caiu para 17,71 por jogo (contra os 18,62 anteriores).

O Benfica, muito mais rematador no jogo da Luz, passou a contabilizar 236 tiros (média de 16,92) e aproximou-se dos "dragões", enquanto a terceira posição continua a ser ocupada pelo Sporting de Braga, líder do campeonato, com 215 remates (15,36).

Braga passou a ser a equipa mais atacante

O Sporting de Braga passou a ser a equipa com mais ataques realizados, superando o FC Porto, enquanto o portista Hulk também perdeu influência no número de acções ofensivas.

A prestação menos feliz de Hulk no clássico de domingo relegou o futebolista brasileiro do FC Porto para a quarta posição entre os jogadores que mais ataques têm.

Hulk, que surgia em segundo lugar na semana passada (120 ataques em 11 jogos), caiu para o quarto lugar (123 em 12 jogos), significando que no jogo do Estádio da Luz não conseguiu realizar mais do que três acções ofensivas.

O jogador com mais ataques continua a ser o bracarense Alan, com 162 em 14 jogos, e agora seguido por Targino, do Vitória Guimarães (130 em 14 jogos), e Marinho, da Naval (125 em 14).

À semelhança da queda de Hulk, o mesmo aconteceu com a sua equipa, o FC Porto, que deixou de ser a equipa mais atacante.

Os "dragões" eram líderes nesse capítulo, mas o jogo menos conseguido no domingo com o Benfica fez a equipa baixar esses índices e ser ultrapassada pelo Sporting de Braga.

Os "arsenalistas" passaram a contabilizar mais ataques (594), enquanto o FC Porto tem 572 acções ofensivas.

O Benfica é a terceira equipa mais acutilante em matéria ofensiva, com 556 movimentações.

Benfica e FC Porto são os mais castigados com faltas

O Benfica continua a ser a equipa mais castigada com faltas, mas a intensidade do clássico colocou o FC Porto como a segunda equipa que mais sofre.

A equipa da Luz sofreu 241 faltas, enquanto os "azuis e brancos" passaram a totalizar 236 faltas sofridas, mais 20 do que na ronda anterior.

O jogador mais penalizado pelos adversários é o vila-condense Bruno Gama (46 faltas sofridas em 14 jogos), seguido de Hulk, do FC Porto, com 41 em 12 jogos.

FC Porto é a segunda equipa a cair mais em fora-de-jogo, só atrás da Académica

O FC Porto passou a ser a segunda equipa a cair mais vezes em fora-de-jogo, uma situação em que o maior infractor continua a ser a Académica, concluída que está a 14.ª jornada.

Os "dragões", que foram "apanhados" seis vezes em posição irregular no clássico com o Benfica, têm um registo de 47 foras-de-jogo, enquanto os "estudantes" infrigiram essa lei de jogo mais quatro vezes.

A terceira equipa da Liga mais vezes apanhada em fora-de-jogo é o Sporting (44).

O avançado da Académica, Sougou, é o jogador que mais vezes surge nessa situação irregular, com 17 foras-de-jogo em 14 jogos, enquanto Lima (Belenenses), William (Paços de Ferreira), Saviola (Benfica), João Tomás (Rio Ave) e Rabiola (Olhanense) foram apanhados 16 vezes em posição de fora-de-jogo.

Dados recolhidos pela WTvision

Até o MST viu uma Justa Derrota!

Autópsia de uma justa derrota
Por

miguel sousa tavares

1Nunca tinha visto tal coisa: a semana inteira antes do jogo só deparei com benfiquistas possuídos por uma falta de optimismo total, com nenhuma fé noutra coisa que não fosse uma inevitável derrota às mãos do FC Porto. Poucas horas antes do jogo, um ilustre benfiquista descarregava no treinador e no presidente a responsabilidade pela derrota, que dava como certa. E, quando lhe disse que não compreendia o pessimismo dele, respondeu-me: «Não é pessimismo, é já resignação». Concluí que os benfiquistas estavam borrados de medo do Porto e, recuando aos tempos de infância, senti isso como uma doce desforra: antes de entrar em campo na Luz, o FC Porto já estava a ganhar. E, pelas exuberantes manifestações de alegria de adeptos e jogadores, com tão magra e sofrida vitória, percebi que os benfiquistas têm mais medo do Porto do que de um terramoto de escala 6,1: pareciam sobreviventes de uma catástrofe anunciada, rejubilando por ainda estarem vivos. E confirmei depois, pela euforia sem limites da imprensa desportiva, que o Benfica tinha conseguido uma extraordinária proeza: vencer o FC Porto por 1-0 na Luz. Agradecemos a homenagem.

2Foi um Benfica-Porto excepcionalmente tranquilo. Não houve declarações incendiárias de parte a parte antes do jogo, não houve incidentes nas bancadas, não houve mau perder nem arrogância na vitória, e, apesar das miseráveis condições do relvado e do mau tempo, não foi um jogo duro nem excessivamente faltoso. Não houve, que me lembre, uma única entrada violenta ou maldosa. Alguns sururus, perdas de tempo e lesões simuladas (dos benfiquistas a defender a magra vantagem) não passaram nunca dos limites normais e aceitáveis. É verdade que antes do jogo, Pinto da Costa foi alvo de uma tentativa de emboscada de uns quantos energúmenos — que a polícia evitou, sem todavia os deter ou identificar. E também, após o jogo, lá houve mais uma confusa história de túnel — desta vez, ao que parece, sem a presença de jogadores do Benfica, mas apenas de stewards ao seu serviço e que conseguiram a proeza de fazer expulsar dois jogadores portistas, já fora do campo e do olhar de testemunhas. Mas, daquilo que se viu, foi só um jogo de futebol e ainda bem.

3Também não houve «casos de jogo», como quase sempre há. Lucílio Baptista — cuja nomeação considerei uma provocação ao FC Porto — acabou por ver a vida facilitada pelos jogadores e teve uma arbitragem técnica e disciplinarmente razoável, sem influência no desfecho. É verdade que os portistas reclamaram dois penalties na primeira parte, mas sem razão aparente, e é verdade que os benfiquistas reclamaram um na segunda parte e com razão, mas ele resultou directamente da cobrança de um canto que o não era.

4Enquanto se pôde jogar futebol naquele piso, foi um jogo intenso e bem disputado — a milhas do soporífero Sporting —Benfica de há umas semanas atrás. Claramente, estavam em campo as duas melhores equipes portuguesas do momento, e só não mostraram mais porque o relvado o não deixou.

O Benfica mereceu a vitória, justamente porque jogou melhor enquanto se podia jogar bem. E se o FC Porto jogou mais na segunda parte, foi apenas mais e não melhor. O golo do Benfica, se bem que concluído exemplarmente por Saviola, foi inteiramente fortuito: o David Luiz quis apenas aliviar a bola de qualquer maneira e acabou por isolar com um passe mortal o melhor jogador deste Benfica. Mas, quando o golo apareceu, já se adivinhava e já era merecido. Em toda a primeira parte, jamais o Porto criou um único lance de perigo e passou o tempo todo a transviar passes, a perder bolas no meio-campo e a permitir sistematicamente que o Benfica ganhasse a segunda bola — como sucedeu no golo. Na primeira meia-hora da segunda parte, empurrou, é facto, o Benfica lá para trás e podia também, num golpe de sorte, ter chegado ao golo. Mas apenas dispôs de duas ocasiões para isso e depois, como disse Jesualdo Ferreira, nos últimos vinte minutos já não houve jogo («o Benfica soube gerir o tempo», confessou Jorge Jesus).

Tudo visto e revisto, não tenho dúvida que a grande maioria dos portistas pensa como eu, que a derrota foi justa e não há nada a opor a ela. É isso, aliás, que nos distingue, enquanto adeptos, dos outros: nós sabemos ver futebol, sabemos reconhecer quando a nossa equipa joga mal e não merece ganhar. E onde nós vamos, desde que não nos provoquem, não há incidentes.

5 E porque razão jogámos mal e perdemos? Por duas razões coincidentes e que já aqui anotei antes: porque o Benfica tem muito melhor equipa que no ano passado e nós temos pior equipa. Acima de tudo, e como há muito venho dizendo, porque não temos meio-campo.

Qual era o meio-campo do FC Porto no ano passado? Fernando (que foi uma das revelações do campeonato), Raul Meireles (que fez a sua melhor época de sempre) e Lucho González. Qual é o meio-campo do FC Porto este ano? Fernando (a jogar pior e quase só atrás, a defender), Raul Meireles (a léguas do que fez no ano passado, excepto na Selecção) e um trio, que alterna entre si, formado por Guarín ou Valeri ou Belluschi, e que alguém muito optimista imaginou que poderia, algum deles, substituir Lucho. Para além disso, o FC Porto tem o Cristian Rodriguez transformado, não numa unidade a menos, mas numa nulidade a mais, e perdeu um jogador tão decisivo e vibrante como o Lisandro, substituído por Falcao — que é um bom jogador, mas não tem comparação alguma com o argentino.

Com este panorama, é preocupante ouvir Pinto da Costa (que, como se sabe, é quem faz e desfaz a equipa todos os anos), afirmar que não há necessidade alguma de ir ao mercado, em Janeiro. E não deixa de ser irónico que ele, que todas as épocas vai ao mercado de Verão comprar uma profusão de sul-americanos dos quais nunca se aproveita mais do que um ou dois, servindo os restantes para arruinar a gestão corrente da SAD, agora se arme em poupadinho, enquanto que eu, que sempre o critiquei por isso, agora, sim, ache, que o FC Porto precisa urgentemente de ir ao mercado comprar, não um, mais dois grandes médios criativos de ataque. Se é que queremos evitar outra vez fazer o papel de «sitting duck» contra o Arsenal e se é que queremos evitar o Benfica campeão.

6Com esta escassez de soluções e face a um meio-campo benfiquista com quatro jogadores, Jesualdo resolveu bater-se com o marcha-atrás Fernando, o intermitente e basicamente apagado Meireles e o inacreditável Guarín — outra teimosia sua, no género do Mariano. Ou seja, entregou o ouro ao bandido, logo de entrada, e depois queixou-se de que a equipa não saía organizadamente para a frente nem ligava o jogo! Pudera, bastava olhar para a cara do Guarín para se perceber o total desnorte técnico e táctico do rapaz, tão perdido num Benfica-Porto como eu estaria a fazer de barítono no S. Carlos! Desta vez, pelo menos, não foi preciso esperar os habituais 60 minutos para que Jesualdo Ferreira realizasse o seu tremendo erro de casting: bastaram 45. Mas fatais.

7 Benfica e FC Porto também se bateram previamente no mercado financeiro, ambos anunciando, com rufar de tambores, duas operações financeiras geniais. O Benfica, realizando uma Assembleia-Geral, onde umas dezenas de sócios aprovaram qualquer coisa que não entenderam bem, passada entre o clube, a SAD e o Benfica Estádio; e o FC Porto anunciando o retumbante «sucesso» de mais um empréstimo obrigacionista colocado na bolsa. É natural que os adeptos não se preocupem muito a tentar entender estas «nuances» das administrações dos seus clubes — o que lhes interessa são as vitórias em campo e pouco mais. Então, expliquemos, sucintamente, o que se passou. No Benfica, o que se passou é que o clube deu o estádio da Luz à SAD, para que esta deixasse de ter capitais próprios negativos — o que, legalmente, provocaria a sua extinção. Quer isto dizer que, se um dia a SAD não tiver como pagar as dívidas, marcham primeiro os jogadores (cujos passes lhe pertencem) e depois o estádio… e o clube fica sem nada. No FC Porto, sucedeu que a SAD contraíu um empréstimo de 18 milhões de euros para pagar outro empréstimo que tinha contraído três anos antes, mais os respectivos juros. E contrair dívidas para pagar dívidas é uma forma clássica de fazer aumentar a dívida. Quanto ao «tremendo sucesso» ficou a dever-se apenas à taxa de juro que a SAD do FC Porto aceitou pagar por esta nova dívida: 6% ao ano — quando as taxas do mercado variam entre 1,25 e 2%. Uma excelente operação!