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Red Pass

Rumo ao 38

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Rumo ao 38

Parabéns Nélson

Medalha de prata nos mundias de atletismo. Desta vez com a marca de 17m55 não chegou para Idowu com 17m73, mas ficou com a segunda medalha mais valiosa.
Parabéns.

Empatas são os assassinos silenciosos do espectáculo

Ainda não mesma toada do último post:

JOÃO SANCHES d'O Jogo

A jornada de abertura da edição 2009/10 foi a dos empatas. Não apenas, ou não tanto, pelas igualdades registadas em sete dos oito encontros da grelha, mas em especial por um aspecto a que alguns agentes desportivos, sobretudo aqueles que têm responsabilidade e poder de intervenção, tendem a fechar os olhos por sistema: o antijogo. Esta é das práticas que mais contribuem para a morte silenciosa do espectáculo em Portugal, por muito que se diga que não, que a culpa é dos estrangeiros que todos os anos chegam dos mais variados pontos do globo ou, em alternativa, das estratégias pouco ambiciosas que brotam da mente dos treinadores. Atentando em particular ao que se passou anteontem na Luz, pode-se dizer que a arte de dramatização de alguns jogadores, com especial queda para quebrar o ritmo de jogo e queimar tempo em toda e qualquer altura, reincidirá a curto prazo num estádio onde o Benfica ou outro grande tenha de se esgadanhar pelo triunfo. Os cinco minutos de compensação dados por Artur Soares Dias não foram mais do que um convite a uma prática lesa-futebol.

Liga Armadilhada

Preparava-me eu para me atirar a um texto sobre a triste 1ª jornada do nosso triste campeonato quando vejo que o Fernando Guerra (A Bola) me fez o favor de se antecipar e expor, com muito mais qualidade do que eu poderia fazer, a verdade após um fim de semana a ver futebol. Vale muito a pena ler:

Liga armadilhada


ESTE fim-de-semana começou a Liga inglesa. Dez jogos, com golos em todos: 24 no total, o que dá a média de 2,4.

Na Alemanha, a Bundesliga cumpriu a segunda jornada. Nove jogos e todos com golos: 28, a que poderemos juntar os 26 da ronda inaugural. Na Liga 1 de França a capacidade concretizadora atingiu a mesma saliência: 30 golos numa dezena de encontros.

Por cá, foi assim: apenas uma vitória por golo solitário (Sp.Braga-Académica, 1-0); três jogos a zero (Leixões-Belenenses, Naval-Olhanense e V. Setúbal-V. Guimarães) e quatro empates a um golo (Nacional-Sporting, U. Leiria-Rio Aves, P. Ferreira-FC Porto e Benfica-Marítimo). Em face de tamanha pobreza franciscana as conclusões são obrigatoriamente aterradoras: nove golos em oito jogos, a pior média de sempre (1,13) na jornada de estreia.

Reagirão os vendedores de ilusões com a prosápia do costume: que tão destroçado cenário não pode servir de exemplo, que se tratou de caso isolado, de uma excepção que não confirma a regra e por aí adiante. Tretas e mais tretas, digo eu. Nas 30 jornadas do último campeonato da Liga marcaram-se 552 golos (média de 2,3), nada mau, de facto, comparando com a secura do fim-de-semana, mas ainda assim abaixo dos registos de outras ligas europeias: 1101 golos em Espanha (2,8 de média), 894 na Alemanha (2,9), 988 em Itália (3,2) e 942 em Inglaterra (2,4). Neste ultimo caso, se retirarmos os quatro últimos e limitarmos as contas ao mesmo número de participantes que em Portugal a diferença aumenta substancialmente: 799 golos e uma média de 2,7.

Despretensiosos exercícios que apenas querem alertar para a necessidade de uma revolução de mentalidades, que retire de circulação os promotores de falsas promessas, aqueles a quem o progresso incomoda. Esta liga portuguesa, tal como se nos deparou neste arranque de temporada 2009/2010 é uma vergonha.

Primeiro, por culpa de treinadores, daquela franja ainda agarrada a conceitos de bairro, a truques, alunos da escola onde o objectivo era transportar para a dimensão de 120x90 metros as habilidades que a máquina de tricotar do passe curtinho a duas velocidades (devagar e devagarinho) oferecia à escala da variante de salão. Depois, por responsabilidade dos árbitros. Essas figuras descredibilizadas e que, agachadas por detrás do biombo da impunidade, se julgam com espaço e autoridade para destroçar carreiras, despromover equipas, influenciar competições; e no que se refere ao disparate grosseiro nem se deram ao decoro de esperar. Logo na primeira jornada, ouvi dizer ontem a antigo árbitro na Rádio Renascença, houve quem não tivesse acatado as instruções de Vítor Pereira o que suscita desde logo aflitiva dedução: há gente na confraria apito fora de controlo...

Além de meter dó quanto à qualidade, esta Liga esconde armadilhas que, pelos vistos, os senhores árbitros teimam em colocar no caminho de quem entendem. O erro não dá prémio mas também não compromete; ou alguém espera que algo de verdadeiramente sério aconteça a Carlos Xistra ou Artur Soares Dias? Tenham paciência o Paços de Ferreira e o Benfica. É evidente que ninguém pode garantir que Carlitos teria introduzido a bola na baliza de Helton nem que o penalty que o defesa do Marítimo provocou e o árbitro não viu se transformaria em golo. Irrecusável é que muito provavelmente Paços e Benfica teriam somado três pontos e FC Porto e Marítimo nenhum. Mas Xistra e Soares Dias não quiseram arriscar. Assim, muito provavelmente, Paços e Benfica foram prejudicados em dois pontos e FC Porto e Marítimo beneficiados em um cada qual. O que significa que na classificação oficial FC Porto e Benfica têm ambos um ponto, mas na classificação adaptada (pelos árbitros) o FC Porto tem mais um e o Benfica menos dois... É precisamente esta discrepância que tem de ser combatida.

Força Nélson!

É hoje, às 17.05 horas de Portugal que Nélson Évora vai tentar revalidar o título de campeão mundial Proeza que nunca ninguém conseguiu.

Tempo Perdido na Luz


Na segunda parte do jogo de domingo, na Luz, ocorreram os seguintes factos que deveriam contribuir para o cálculo, por parte do árbitro, do tempo de compensação:

a) ao minuto 47.41, Kanu lesionou-se. Entrou a equipa médica insular e a partida reatou-se ao minuto 49.19;

b) ao minuto 55.09, Baba do Marítimo lesionou-se e provocou uma interrupção de jogo até ao minuto 56.11;

c) ao minuto 59.09 João Luís lesionou-se e a partida foi reatada ao minuto 59.57;

d) ao minuto 63.34 Miguelito lesionou-se, a equipa médica do Marítimo entrou no relvado, de onde saiu ao minuto 64.40;


e) ao minuto 66.05 Peçanha lesionou-se, a equipa médica verde-rubra entrou em campo e o jogo recomeçou ao minuto 67.50;


f) ao minuto 73.50 foi assinalada uma grande penalidade contra o Marítimo que só foi executada ao minuto 74.47;

g) durante a segunda parte verificaram-se cinco substituições, tendo os árbitros instruções para concederem 30 segundos de compensação por cada uma...

CONTAS FEITAS

Se somarmos o tempo que médico e massagista do Marítimo estiveram dentro do campo (4m, 49s), ao tempo em que jogadores insulares estiveram no chão, interrompendo a partida, sem entrada da equipa médica (2 m), ao tempo que levou a executar a grande penalidade (1 m) e ao tempo médio das cinco substituições (2m, 30s), chegamos a 10 minutos e 19 segundos de paragem absoluta do jogo, sem entrar, sequer, em linha de conta com todas as demoras - a que os árbitros devem atender - na marcação de faltas, pontapés-de-baliza e lançamentos de linha lateral.

in A Bola