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Red Pass

Rumo ao 37

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Vitória de Setúbal 0 - 1 Benfica: Jonas Vence Tropa de Choco

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Está na hora de assumir que odeio o Estádio do Bonfim. A primeira vez que lá entrei foi na década de 80 e já cheirava a mofo. Era uma viagem aos anos 60, pelo menos. Em 2018 a sensação é exactamente a mesma, mesmo porque o recinto continua inalterado. 

As longas filas para entrar, os acessos, as cadeiras, as bancadas, o ódio que se sente na gente da casa, a maneira exageradamente agressiva com o Vitória sempre joga contra o Benfica. Hoje tinham 13 faltas cometidas ao intervalo. Na recepção ao Porto fizeram 13 falta durante o jogo todo! 

Tudo é mau naquele estádio. O relvado, o frio, o vento,  a visibilidade, a distância para o terreno de jogo, tudo é mau. Então porque é que insisto em lá ir? Mais... Como é que é possível que este seja um dos estádios onde mais entrei na vida para ver o Benfica? 

Porque, geograficamente, fica muito perto de casa. Porque é dos raros recintos abaixo do Rio Tejo que temos para ver o Benfica. Porque se junta sempre uma turma de amigos e companheiros de bancada para apreciar a gastronomia sadina. Hoje não foi excepção, excelentes doses de choco frito a um preço muito acessível numa espécie de lanche ajantarado.

E para ver o Benfica acabamos sempre por esquecer todas as contrariedades que o Bonfim oferece. Pelos vistos, até ataque ao autocarro do Benfica houve. Bons exemplos que os sadinos importam.

Esta noite, ao entrar no Estádio do Vitória houve a sensação de sempre, daquela viagem no tempo. Mas com o desenrolar do jogo percebi que, desta vez, era uma viagem aos dourados anos 90. Que arbitragem foi esta?! 

O Mendy fez 8 faltas e não viu um amarelo. Pizzi fez uma falta, levou um amarelo. Almeida também levou amarelo à 3ª falta. O Mano faz uma falta que trava um perigoso ataque do Benfica e não leva o segundo amarelo. Enfim... 

Mas o meu lance favorito é aquele golo do Zivkovic em que é assinalado fora de jogo quando ele arranca antes do meio campo. E o Vitória marca essa falta com a bola para lá da linha do seu meio campo. Delicioso.

Eu também quero muito ver o Benfica a jogar um grande futebol, a vencer fácil e a dar espectáculo. Curiosamente, em Setúbal raramente vi tal coisa acontecer na minha vida desde os anos 80. Aliás, quando vou para o Bonfim vou mentalizado para sofrer e só peço para ganhar nem que seja só por 0-1 com um golo de Jonas. Está óptimo.

O Benfica podia e devia ter saído de Setúbal com um resultado mais tranquilo mas por não ter conseguido concretizar, Rafa, Grimaldo e Zivkovic, por exemplo, não tiveram sorte nenhuma nas finalizações, a equipa acabou a defender a magra vantagem com Odysseas a negar o empate ao 88'. Altura em que o Vitória foi realmente perigoso, a dois minutos dos 90! 

São 3 pontos conquistados num terreno tradicionalmente complicado contra uma arbitragem incrível.

Já tivemos más noites em Setúbal ao longo dos anos. Hoje o desfecho foi bom. Mas, por exemplo, no Jamor uma noite desinspirada custou logo uma derrota penosa. O líder da prova já ameaçou ter noites más, como essa, mas há sempre alguma coisa a endireitá-lo. No Bessa foi um penalti ignorado, em casa contra o Portimonense passou-se de um possível 0-2 para um triunfo de 4-1 com outro penalti esquecido. Assim fica muito fácil. Muito fácil mesmo. Que Braga e Sporting finjam que estão mortos quando deviam reagir a isto, é lá problema deles. O Benfica não se pode calar. É que voltar aos anos 90 é como ir ao Bonfim, cheira sempre a Mofo e já sabemos com o que contamos.

Benfica 2 - 0 Paços de Ferreira: O Regresso Às Origens

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Entre amigos de sempre, companheiros de bancada, mantenho uma espécie de competição interna de mostrar quem é que não perde um jogo oficial do Benfica na Luz há mais tempo. Eles sabem quem são. Aqueles que se conseguem rir destas parvoíces e destes pormenores. Gente com quem podemos dizer o número de jogos que não vimos na nova Luz e as respectivas justificações para as ausências. Dá sempre para várias horas de tertúlia e algumas risadas.

Geralmente, os motivos são sempre de força maior. Motivos profissionais ou escolares, celebrações familiares ou de amigos, nascimentos ou lutos. 

Era aqui queria chegar. Esta época vi pela primeira vez a Taça da Liga na Luz. Isto porque em Setembro tive que quebrar a corrente de não falhar um jogo na Luz que já tinha alguns anos a fio. Casamento de sobrinhos no Algarve. O Benfica bateu o Rio Ave e a boda foi um sucesso. Tudo bem. 

Tive que mudar a conversa na competição para quantos jogos para a Liga, Taça de Portugal ou Europa é que falhaste nos últimos anos. 

Hoje, foi um dia triste para um desses amigos. Um companheiro de bancada. De bancadas, da Luz, dos pavilhões, dos estádios por esse país fora e até por essa europa fora. Um benfiquista daqueles com quem estamos sempre a aprender, exigente, dedicado e sempre pronto a defender o clube até ao limite. 

Em dia de jogo do Benfica comunicou que perdeu o pai. um dos golpes mais duros que a vida tem para nos dar. Depois de lhe mandar um abraço pensei logo se ele iria ao jogo. Não há choque nenhum em pensar nisto nesta hora, é o maior tributo que lhe posso fazer. 

O Benfica cumpriu a sua parte. Venceu o segundo jogo no seu grupo na Taça da Liga e está perto de voltar à Final Four da competição. Mesmo com várias alterações na equipa, o Benfica ganhou com tranquilidade e naturalidade. Longe dos sustos e da exibição desastrada que se tinha visto com o Arouca para a Taça de Portugal. A comparação é legitima, os adversários são ambos da segunda divisão. O Paços de Ferreira, treinado pelo rei das subidas, Vítor Oliveira, podia tentar uma surpresa na Luz. Foi este treinador que afastou o Benfica há um ano nesta prova. 

Os golos de Seferovic e João Félix deram segurança à equipa que tentou ter sempre o jogo controlado e estar longe de sofrer sobressaltos. 

Apenas 17 mil benfiquistas acharam que o jogo era digno da sua presença. Aplaudiram a equipa no fim.

Entre esses 17 mil adeptos, lá estava o R.S. na bancada. Num dos dias mais tristes da sua vida, teve o consolo de ver o seu Benfica a jogar. Ainda recebeu a camisola do Jonas porque o Benfica tem pessoas que o humanizam. Não foi só esta vitória e este jogo que foi para ti, o Benfica está sempre lá para os dedicados como tu. Como tu estás para o Benfica. Isto só está ao alcance de alguns, no entanto, é esta grandeza que faz deste clube o mais amado do país. Às vezes é bom voltar às origens para se entender isso. 

Benfica 4 - 0 Feirense: Chicotada Psicológica Invertida

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Escrevi aqui sem rodeios depois do jogo de Munique que era preciso reagir a sério. Não punha de parte uma mudança de equipa técnica e a Direcção do clube também não, como se percebeu nos dias seguintes. 

Foi a semana mais complicada de Rui Vitória desde que chegou ao Benfica e uma das mais delicadas do reinado de Luís Filipe Vieira. A decisão de mudar de treinador chegou a ser uma realidade que acabou por não acontecer num último momento por convicção do Presidente. Uma originalidade com o campeonato em andamento. A chamada chicotada psicológica invertida.

Pelo que entendi, o Presidente percebeu a gravidade das exibições da equipa, não só de Munique mas do último mês competitivos depois de uma vitória no clássico, e quis alterar as coisas mudando o treinador. Depois, num pensamento mais ponderado terá avaliado a falta de tempo que qualquer treinador teria ao entrar agora. Não há tempo para entrar, treinar, impor conceitos, mudar treinos, afinar estratégias. Isto porque entrámos no último mês do ano e o mais exigente desta época com jogo de três em três dias para o campeonato, Taça de Portugal, Taça da Liga e o que resta da Liga dos Campeões. Vieira terá pensado que a via mais fácil era deixar cair o treinador e ficar entregue à sorte de um novo projecto. Pensou na via mais complicada e optou por segui-la. Isto é, falar com o plantel e saber com o que podia contar. Pelos vistos, o plantel deu-lhe garantias de mais entrega, mais qualidade e motivação total para vender todas as provas. Houve esse compromisso entre plantel, Presidente e treinador. Foi a via menos esperada, mais difícil e muito arriscada. 

É sempre mais fácil mudar um líder do que lidar com um plantel. 

A decisão mexeu com toda a nação benfiquista, causou surpresa e até mal estar mas a verdade é que não vi ninguém abandonar o barco até agora. 

Restava saber se a equipa ia devolver em campo a tal confiança prometida.  

Mais 40 mil adeptos quiseram ir ao Estádio da Luz para ver se a equipa ia dar seguimento à vitória de Tondela, há quase um mês, e aceitaram o desafio de apoiar. Os dois Topos manifestaram o seu descontentamento com o futebol do Benfica em silêncio, só interrompido com o Ser Benfiquista ao minuto 30. Curiosamente, de outros sectores do estádio veio apoio mesmo com zero a zero no marcador. 

A primeira parte não foi brilhante. O Feirense fez a rábula de mudar o campo obrigando o Benfica a atacar para norte na 2ª parte. O castigo voltou a aparecer para com quem brinca com as tradições da Luz. Foi na baliza norte que o Benfica fez 4 golos em 45 minutos, resolvendo o jogo e somando os 3 pontos.

Uma primeira batalha ganha depois da intervenção presidencial. Mas a desconfiança ainda é muita e é preciso pensar que há deslocações a Setúbal ou ao Funchal, por exemplo, durante o mês. É preciso jogar mais tempo como na 2ª parte. 

Zivkovic, Rafa e Jonas aproveitaram da melhor forma a aposta no 4-3-3. Pizzi, Gedson e Fejsa subiram de produção na segunda parte, e ficou claro que é nestes jogadores que Rui Vitória mais confiança. 

4-0 ao Feirense era a resposta que se esperava. Agora, tem que ser atitude para continuar. Caso contrário, de pouco vale esta goleada.

 

 

Bayern 5 - 1 Benfica: Mau!

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Vamos lá esclarecer umas ideias. O Benfica perder nunca pode ser uma normalidade. O Benfica ser goleado é impensável. O Benfica sofrer cinco golos é vergonhoso. Uma vergonha a que já assisti vezes de mais na minha vida de benfiquista. E penso sempre que é a última vez cada vez que volta a acontecer. E quando acontece o que eu espero é que os jogadores reajam com dignidade. Sejam os jogadores que levaram 5 na Luz nos anos 90, sejam os jogadores que levaram 5 com a anterior equipa técnica, sejam os jogadores do plantel da época passada em Basileia, sejam os jogadores desta época em Munique. Para mim, não chega o discurso do levantar a cabeça. Isto é válido também para o treinador e para os dirigentes do clube. Uma noite trágica destas nunca pode ser só mais uma ou uma inevitabilidade. Não pode acontecer. 

Todos têm que saber estar à altura do peso, da história e da glória que o emblema do Benfica representa. Todos. 

Se há mais de dois mil associados e adeptos do clube que puderam, quiseram e estiveram no Allianz Arena a puxar pela equipa, a carregarem uma mística conhecida em todo o mundo, é preciso, antes de mais nada, respeitá-los. Para eles o meu obrigado e votos de bom regresso.

Eles, tal como todos os que acompanhámos à distancia, sabem a importância destas noites. É nestas alturas que o Benfica pode acrescentar mais honra ao seu historial. Esperamos sempre o melhor.

Sabemos que do outro lado não está uma equipa qualquer mas depois de ver e rever o que fizeram ali recentemente equipas como o Dusseldorf, Friburgo ou Monchengladbach, esperava-se uma oportunidade para o Benfica. Infelizmente, o Benfica só existiu naquele relvado durante uns dois minutos. O tempo que durou a jogada do golo do Gedson. De resto, não se viu nada. 

A ideia era ir a Munique tentar tirar proveito do mau momento e da instabilidade à volta do Bayern, arrancar uma boa exibição para moralizar e entusiasmar a equipa do Benfica que tem passado o último mês competitivo de forma agoniante. 

Era uma boa oportunidade. Foi uma decepção total. Sofrer 5 golos é sempre motivo de vergonha, assuma-se isso. 

Todos têm que perceber isso. Seja em Munique, seja na Grécia. Seja nos anos 90, seja em 2018. O Benfica não se fez de noites destas. As reacções deviam ser de acordo com isto. 

 

Benfica 2 - 1 Arouca: Doloroso Apuramento

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Isto nem é novo no reinado de Rui Vitória, vitórias apertadas com exibições muito pobres nas primeiras rondas da Taça de Portugal já aconteceram em outras épocas. Lembro-me, assim de cabeça, do 1-2 contra o Vianense e no ano a seguir o mesmo resultado no Estoril com o 1º de Dezembro. Em ambos os jogos o golo da vitória veio perto do final, tal como hoje.

A grande diferença é que nessa altura havia um enorme capital de confiança à volta da equipa porque vinha de épocas triunfantes e, portanto, uma noite desinspirada, mesmo que contra equipas de escalões inferiores, era desculpada pelo resultado prático final.

Desta vez, o contexto é muito mais delicado. Hoje, o Benfica precisava de uma boa exibição e um resultado tranquilo para dar sequência à vitória de Tondela, recuperar alguns jogadores, ganhar outros e embalar para um novo ciclo que tem na próxima paragem em Munique o ponto mais exigente.

Rui Vitória aproveitou o segundo jogo do Benfica na Taça de Portugal desta época para lançar Krovinovic, dar nova chance a Corchia, apostar em Zivkovic e, o mais relevante de tudo, recorrer ao 4-4-2 pela primeira vez esta temporada.

O resultado de todas estas apostas foi uma enorme desilusão. Salvou-se Svilar, que manteve o Benfica em jogo com uma enorme defesa já na recta final da partida, Seferovic e Jonas sempre inconformados, a espaços Krovinovic deu um ar da sua graça e Rafa acabou por ser decisivo ao marcar o golo que evitou um embaraçoso prolongamento.

De resto, é difícil quantificar e qualificar a exibição do Benfica esta noite com o Arouca da segunda divisão.

Só se aproveitou mesmo o resultado, um alivio merecido para as duas dezenas de milhar de adeptos que fizeram questão de aparecer na Luz.

Tondela 1 - 3 Benfica: Entrar a Perder, Sair a Ganhar

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Neste fim de semana percebi que há algo de muito errado entre a minha vida e os jogos do Benfica em Tondela. Desde que a equipa de Tondela subiu à primeira divisão nunca consegui ir ao Estádio João Cardoso. No primeiro ano porque resolveram jogar em Aveiro, no segundo porque tinha acabado de ser operado a uma clavícula partida, no ano passado e este ano houve conflitos de agenda profissional. Sendo assim, Tondela é dos poucos estádios da primeira divisão que não visitei. Juntamente com o do Santa Clara, nos Açores. E já coloco aqui o bizarro recinto da SAD belenense como visitado.

Não poder ir em viagem tira grande interesse à crónica do jogo, assim não há sugestões gastronómicas nem relatos de frio e chuva. No entanto, ficar em casa a sofrer ao longe não me poupa a receber uma overdose de imagens gastronómicas de fazer inveja. Reti um local que parece merecer visita, Três Pipos. É explorar. A malta que divulgou é de confiança.

Aproveito para começar por aqui, a presença de adeptos naquela bancada atrás da baliza, descoberta, ao frio e à chuva com um apoio insaciável do primeiro ao último minuto é a representação irracional do que é ser Benfica. No fundo, é colocar em prática aquela teoria do vê o que podes fazer pelo Benfica em do que o Benfica pode fazer por ti. Assim, se enche uma bancada com uma força vocal incrível mesmo que a equipa não ganhe um jogo há um mês e venha de uma anormal ciclo de derrotas na Liga portuguesa. 

Aliás, o Benfica chega a Tondela de moral em baixo. A exibição com o Ajax não foi grande coisa e o lance final em que Gabriel podia ter dado 3 pontos europeus ao Benfica acabou por agudizar ainda mais a frustração. Como se não chegasse, ainda não tinha passado um minuto de jogo e já o Tondela estava a ganhar. Pelo lado de Grimaldo há um cruzamento que Conti reage mal e acaba por fazer auto golo. Pior arranque era impossível. 

E o que se ouviu na transmissão televisiva? Um apoio ainda maior dos adeptos do Benfica. 

Vou despachar a questão do Conti. Espero vê-lo jogar com mais regularidade, se é verdade que não foi feliz nos golos do Tondela e Ajax, há que dizer que nos mesmos jogos fez dois cortes em cima da linha de golo verdadeiramente impressionantes. 

Tudo o que se pode dizer a partir daqui é que a equipa soube estar ao nível do apoio dos seus seguidores. Jonas voltou a ser essencial na equipa, Rafa deu o mote pelo lado direito e não foi feliz na primeira parte na hora de finalizar, depois compensou com o 1-3, Pizzi e Gabriel assumiram as despesas de construção. A exibição não foi deslumbrante mas o objectivo foi cumprido. Reviravolta liderada por Jonas, no primeiro remate à baliza do Tondela. Na segunda parte, já com o Tondela com menos um jogador, a entrada de Seferovic para o lado de Jonas revelou-se determinante para os três pontos. Fica até no ar a dúvida se não vale a pena ponderar este regresso a um sistema de dois jogadores mais avançados que, como sabemos, com Jonas já deu tão bons resultados. 

Ver o jogo na televisão é uma tortura. A realização é horrível, fiquei a perceber que as repetições não assim tão importantes para a emissão em directo. Se ficarem dúvidas, a Sport Tv remete para um programa chamado Juízo Final ou algo assim parecido. Ou seja, as imagens ficam congeladas para mais tarde alimentarem mais polémica. Acho bem, há pouca no futebol português. O melhor exemplo disto é a repetição do lance da primeira expulsão. Quando, finalmente, o realizador vai buscar o plano em que se vê melhor a chegado do jogador do Tondela a Cervi o plano muda e o narrador empurra para o tal programa. Até Vítor Paneira fica a falar sozinho. Enfim, é tão melhor ir ver os jogos aos estádios. 

Tudo se torna mais penoso quando é um domingo gordo com uma maratona impressionante de jogos de todo o mundo. Liverpool, Chelsea, Manchester, Frankfurt, Roma, Milão, Boca e River, enfim, dezenas de jogos à volta da transmissão de Tondela e ficamos com a ideia que o jogo nacional é o que é pior tratado televisivamente. Felizmente, são muitas mais as vezes que vejo ao vivo do que assim. 

O Benfica encerra este ciclo horrível com uma vitória em Tondela. Curiosamente, nunca lá fui e só temos vitórias. Para a próxima não sei se é melhor resistir ao Três Pipos. 

 

Agradecimentos - Sapos do Ano 2018

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 Quero agradecer ao Sapo, pelo convite que me fez para alojar aqui o blog há uns anos, e às pessoas que elegeram o Red Pass para ser um dos blogs do ano na área do desporto.

Tudo aqui:

Sapos do Ano 2018

Desporto

Blogs nomeados foram (sem nenhuma ordem especial)

Camarote Leonino - https://camaroteleonino.blogs.sapo.pt/

Bike Azores - https://bikeazores.blogs.sapo.pt

És a nossa Fé! - https://sporting.blogs.sapo.pt/

Pedalo pela cidade … https://pedalopelacidade.wordpress.com/

Fit, Food, Fashion and Fun - https://fit-food-and-fashion-4fs.blogs.sapo.pt/

O Belo Voar da Águia - http://obelovoardaaguia.blogspot.pt/

O Maior Clube do Mundo - https://omaiorclubedomundo.blogs.sapo.pt/

De Sedentário a Maratonista - https://desedentarioamaratonista.blogs.sapo.pt/

Correr na Cidade - https://corrernacidade.com/

Novo Blog Geração Benfica - http://geracaobenfica.blogspot.com/

GO Carol - https://gocarol.blogs.sapo.pt/

RedPass - https://redpass.blogs.sapo.pt/

Atrás da Baliza Grande - https://atrasdabalizagrande.blogs.sapo.pt

Um Par de Botas - https://umpardebotas.blogs.sapo.pt/

The Cat Run - https://thecatrun.blogs.sapo.pt

 

 

Benfica 1 - 1 Ajax: Onana Não Deixou

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 Na Holanda o jogo ia acabar empatado a zero mas no último minuto um remate de Mazraoui acabou com a bola dentro da baliza e o Ajax venceu o jogo. Na Luz, no último segundo da partida, a bola vai para o pé de Gabriel que muito perto da baliza atira para aquele que seria o 2-1. Onana esticou o pé e segurou o empate. Detalhes nos instantes finais de dois jogos que, praticamente, deixam o Benfica fora da Champions League. 

Obviamente, o jogo da Luz não se resume ao último segundo. 

O Benfica fez uma primeira parte que lhe permitiu chegar ao intervalo a vencer por 1-0 muito por mérito de Jonas. Em relação ao ciclo de péssimos jogos que a equipa vinha a fazer, Rui Vitória deixou de fora Pizzi e apostou num meio campo com Gabriel e Gedson à frente de Fejsa, chamou os argentinos Salvo e Cervi para as alas e deu a titularidade a Jonas. 

A equipa pareceu determinada em dar uma imagem diferente daquela que tem mostrado incompreensivelmente na Liga portuguesa e acabou mesmo por fazer o golo por Jonas. O Ajax já não sofria um golo desde o jogo de Munique, foram 654 minutos e zero golos sofridos. 

Mas se comecei pelos últimos instantes dos dois jogos entre Ajax e Benfica, é justo recuperar a forma como o Ajax falhou o empate em cima do intervalo. Podia ter acontecido ali o 1-1.

O avisou ficou no ar mas as lesões de Jonas e Salvio não ajudaram a equipa a manter o ritmo de procura por um segundo golo. Antes pelo contrário. O Ajax assumiu que queria pontuar e cresceu muito no jogo. Conseguiram o empate por Tadic e, mais do que isso, deixaram toda a impressão que querendo ter a iniciativa do jogo, dificilmente não teriam hipóteses de marcar. 

A reacção do Benfica na recta final podia ter valido o golo da vitória, como já vimos, mas Onana acabou por ser tão decisivo como Tadic.

Ponto muito positivo para o ambiente na Luz durante o jogo, os adeptos sempre estiveram com a equipa. Apoio não faltou até ao fim, as bancadas queriam uma vitória e fizeram questão de fazer frente ao impressionante número de adeptos holandeses que vieram a Lisboa apoiar o Ajax. 

Depois de ter terminado o jogo, é que viu e ouviu contestação ao treinador e desagrado por mais um jogo sem vencer. 

Não me parece que seja possível continuar na Champions League após esta fase de grupos. Faltam dois jogos, um Munique, outro em casa com o AEK que deve servir para confirmar a continuidade na Europa por via da Liga Europa.

Fica um sentimento de desilusão, era neste embate duplo com o Ajax que se jogava a continuidade na Champions, houve infelicidade em momentos chave dos dois jogos mas, sinceramente, parece-me que a equipa holandesa, nesta fase, é melhor e merece seguir o seu sonho europeu neste regresso à Liga dos Campeões.

 

Benfica 1 - 3 Moreirense: Afinal, o Pesadelo Não Acabou...

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Hoje não foi um golo no último minuto, não foi uma noite má, nem azarada.
Hoje exigia-se à equipa uma resposta convincente após a noite negra do Jamor. Para ajudar, o futebol do clube teve toda a confiança do seu Presidente que aproveitou o aniversário do Estádio e da sua presidência para dar uma entrevista e discursar durante a semana. Renovou a confiança na equipa técnica e nos jogadores do clube.

Tinha a palavra a equipa do Benfica neste jogo em casa com o Moreirense.

Em dois minutos tudo parecia voltar à normalidade, Jonas e João Félix são as personagens principais das mudanças de Rui Vitória e fabricam o 1-0. Parecia que o mais complicado estava feito.

Puro engano. Foi só um rasgo de qualidade no meio de um descontrolo que se prolongou do Jamor para a Luz de forma surreal. A facilidade com que o Moreirense respondeu e chegou aos 1-3 fez lembrar aquele começo de jogo com o Boavista há dois anos. Também me fez lembrar daquela 5a feira negra, chuvosa, no Algarve em que a equipa Minhota fez a mesma reviravolta para chegar à final da Taça da Liga.

Só que desta vez, esta não é uma derrota isolada. É a terceira derrota seguida da equipa de futebol do Benfica. Uma novidade no reinado de Rui Vitória.

Estava até difícil lidar com todo o cenário. Quis esquecer depressa aquela noite no Jamor mas olhava para o relvado e via as mesmas cores azuis a vencerem por dois golos de vantagem perante o desespero dos vermelhos. Dentro e fora de campo.

Depois de tão inesperada derrota com o Belenenses SAD, os adeptos do Benfica quiseram marcar presença na Luz. Foram quase 50 mil nas bancadas a darem continuidade ao sinal de confiança que veio da presidência.

Mas perante tamanho desastre, a confiança deu lugar à indignação. 1-3 em casa com o Moreirense e ver o experiente Jardel a acabar expulso por impulsos de iniciante é de levar qualquer um ao desespero.

O Moreirense ganhou muito bem, fez por isso e mostrou futebol à altura da dimensão do resultado. Aqui não há dúvidas, parabéns a Ivo Vieira e aos seus jogadores.

As dúvidas moram do lado do Benfica. Não é fácil responder à pergunta mais evidente: o que se passa, Benfica?!

Perante este cenário o treinador do Benfica tinha duas hipóteses, confiava na palavra do Presidente e punha o lugar à disposição ou considerava que mais um resultado anormal, e a primeira sequência de três derrotas seguidas no seu ciclo não eram suficientes para se duvidar da sua validade à frente da equipa. Optou pela segunda dizendo que não é homem de desistir. Se ele acredita e o Presidente também, não há muito mais a fazer. O desafio que se segue é de grau de dificuldade muito elevado. A confiança está muito em baixo e nas bancadas não é melhor.

O Benfica fica a depender da capacidade de equipa técnica e dos seus jogadores para dar a volta a um contexto negro.

 

 

Belenenses 2 - 0 Benfica: SADismo!

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 Há coisas na minha vida que dispensava repetir. Golos fora de horas em Amesterdão, por exemplo. Pior que isso. Após uma derrota com um golo fora de horas em Amesterdão ter que ir ao Jamor e perder. Qual seria a probabilidade de voltarmos a ter duas derrotas seguidas nestes dois estádios? Muito pequena mas aconteceu. É o tipo de coincidências que odeio no futebol. 

Ainda meio encharcado da molha que apanhámos no Jamor, à semelhança da última vez que lá fomos, outra coincidência, está muito difícil de digerir este resultado. 

O Benfica no Jamor fez tudo o que não devia ter feito. Até não entrou mal no jogo mas cedo se viu que a eficácia na hora de finalizar continuava horrível. O expoente máximo foi aquele penalti que Salvio desperdiçou. A partir daí a equipa desligou-se e, muito pior que isso, desconcentrou-se permitindo que o Belenenses saísse de uma complicada situação de poder sofre um golo para ficar a ganhar por dois! Impensável. 

Em poucos minutos o Benfica desperdiçou uma vantagem no jogo, desperdiçou a oportunidade de aproveitar o que de bom apresentou em Amesterdão e desperdiçou o enorme balão de oxigénio que trazia do último jogo no campeonato, a vitória no clássico que tirava o Porto da liderança e colocava o Benfica em boa posição para gerir o topo da Liga. 

Um descontrolo emocional difícil de perceber que levou o Benfica a deitar tudo a perder até ao intervalo no Jamor.

As entradas de Jonas, Castillo e Zivkovic foram só um exemplo de desespero em que a equipa técnica e os jogadores entraram. Apesar de ter havido oportunidade para a equipa marcar, o Benfica nunca esteve perto de empatar o jogo. Aliás, o Belenenses ameaçou mais do que uma vez aumentar a vantagem.

Não foi por falta de aviso, a estreia de Silas nos azuis foi precisamente contra o Benfica no Restelo e já tinha criado muitas dificuldades. Nesse jogo um penalti falhado de Jonas deu lugar a um golo do Belenenses. Lá estão as coincidências. 

Hoje a reacção do Benfica ao penalti falhado foi ainda pior. 

Dantes, quando nestes clássicos tudo corria mal ao Benfica, usava-se o título Pesadelo no Restelo. Agora, Pesadelo no Jamor não serve para nada porque nem rima. Esta jornada para nós é toda surreal. Jogar no Jamor em Outubro, com chuva, à noite, contra uma equipa de futebol de uma SAD que não tem adeptos, que não tem emblema, que não tem história, torna tudo muito, muito estranho.

Mas, que fique claro, que o treinador Silas não tem culpa nenhuma de estar num projecto futebolístico aberrante. Silas continua a mostrar muita personalidade, muita qualidade de jogo e mereceu inteiramente a justa vitória que teve hoje. Não guardou substituições para os descontos, não mandou a sua equipa toda para a frente da baliza nem se pode dizer que tenha abusado do anti-jogo. Silas merecia o Restelo, merecia o carinho de uma massa adepta, merecia um clube a sério. 

 

Hoje, ao Benfica pedia-se uma resposta aquele doloroso golo a fechar o jogo na Holanda. Pedia-se uma vitória para ficar a liderar a Liga sozinho. Pedia-se, se possível, uma exibição agradável. Nada disto aconteceu. 

Olhando para os últimos três anos, com Rui Vitória, arrisco dizer que este foi um jogo à altura do União da Madeira no primeiro ano, do Vitória FC no Bonfim ou do Tondela na Luz na época passada. Para mim, cada um destes jogos foi o pior de cada uma das últimas três temporadas. De todos, este é o que aparece mais cedo na época. Os desaires com o União e Vitória acabaram por não atrapalhar o título de campeão. Mesmo a derrota com o Tondela não impediu que o Benfica chegasse à Champions League. Esta má exibição do Benfica não sei que consequências vai ter mas trouxe um dado novo, a contestação da bancada para com o treinador do Benfica. 

Cabe agora à equipa técnica e aos jogadores darem uma resposta. É que isto hoje foi mau, não há outra maneira de o dizer. 

Espero voltar ao Jamor no dia 26 de Maio. Espero que nessa altura me recorde desta noite como a pior da época. E que não chova, claro. 

Preciso de um banho quente e de recuperar deste pesadelo.