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Zenit 1 - 2 Benfica: Queres Lenços, Zyryanov ?

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Por mais que o futebol se modernize e as novas gerações façam leituras diferentes das que eu aprendi quando comecei a ver jogos, há factos que nunca poderão ser alterados por discursos científicos e de circunstancia. O Benfica pertence a estas noites europeias e isso nem se discute. Hoje o clube está apurado para a antepenúltima eliminatória antes da entrega da Taça dos Campeões Europeus, como se dizia antigamente. O Benfica está entre as 8 melhores equipas da Europa. Há clubes que passam por grandes e só conseguiram esta proeza uma vez em mais de 100 anos de história, o Benfica está nesta fase pela 18ª vez, faz parte de um restrito lote de emblemas que já aqui chegaram por 18 ou mais vezes, como o Manchester United. Melhor só o Real Madrid, o Bayern e o Barcelona. Na última década é a 3ª vez que aqui estamos.

 

Isto é muito importante para acabar de vez com a maior mentira que se tem construído nos últimos tempos no futebol, os jogos europeus só atrapalham o rendimento nas provas internas. É ao contrário, as carreiras europeias só dão mais força, moral e prestigio aos clubes que nelas competem até, pelo menos, Abril. Caso contrário, o melhor era abdicar de participar nas provas da UEFA.

O Benfica pertence a estas noites, o nome do Benfica chegou a toda a parte do mundo por causa de noites como esta.

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Sempre que vivo uma alegria de um apuramento deste calibre lembro-me da dor que senti quando a impensável ausência das provas europeias aconteceu. Ou quando o Bastia ou os Halmstads da vida nos fazia corar de vergonha. Ter passado por isso depois de viver duelos imortais com Steua ou Marselha e voltar a ver o Benfica nas fases adiantadas da competições europeias é uma realização de nosso desígnio.

Portanto, nem quero ouvir falar de teorias que versem sobre a chatice que é estar mais um mês na Europa porque pode atrapalhar os nossos jogos com os Tondelas, com todo o respeito para a equipa de Petit.

O Benfica tem que chegar o mais longe que puder. Sempre.

 

Quando o sorteio ditou o reencontro com o Zenit, Zyryanov, jogador dos russos, disse que no Benfica devem ter chorado. Depois André Villas Boas andou sempre de sorriso mal escondido com declarações de elogios mal disfarçados até deixar cair a máscara na conferencia de imprensa final. Witsel, Garay e Javi andavam contentes por reencontrar o Benfica mas diziam que iam passar, o espanhol até chegou a desejar a vitória do Porto no clássico para desmoralizar a nossa equipa, Danny também achava que era o único português a seguir em frente e no fim... Passou o clássico, o derby, os dois jogos com o Zenit e o Benfica lidera o campeonato e está nos 1/4 de final da Champions. Sem bazófias, sem fanfarronices, sem estrondos. Apenas com trabalho e humildade. Este é o Benfica que me habituei a ver.

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Para o jogo na Rússia tudo parecia ser um problema. Júlio César mantinha-se ausente, só tínhamos um defesa central chamado Lindelof, o cansaço do pós derby, a temperatura negativa, o ambiente adverso e um só golo de vantagem. Já para não falar em lesões e castigos que ninguém lamentou.

Rui Vitória manteve as suas apostas e recuou Samaris para o eixo da defesa, Fejsa ao lado de Renato no meio, Nelson na direita, Eliseu na esquerda, e Gaitan, Pizzi, Mitroglou e Jonas para o ataque.

Foi assim que o Benfica arrancou uma agradável primeira parte em que só uma vez Ederson teve que se empenhar a fundo. Nunca abdicou de atacar e ter a bola. Foi uma boa imagem deixada mas faltava meia parte.

Com o Zenit a apostar tudo para igualar a eliminatória, o Benfica ia mostrando solidez defensiva e sofria pouco apesar de ter menos bola. Quando tudo parecia controlado acontece um impensável atropelamento de Zhirkov a Nelson que deixa o defesa do Benfica fora da jogada. Sai cruzamento fácil e golo de Hulk.

 

Podíamos ter aqui um caso para reclamar, falar do patrocinador da UEFA e do Zenit, desenvolver teorias de coitadinhos. Mas a resposta foi ir à procura de um golo que acabasse com a possibilidade de prolongamento. E em vez de um empate, o Benfica foi atrás da vitória! Jimenez entrou para arrancar um estoiro do meio da rua que o guarda redes russo só conseguiu desviar para o poste, a bola caiu ali à espera de Gaitán que não se armou em Bryan e fez de cabeça o 1-1 que apurava o Benfica. Estava dada a resposta a tudo e a todos. Sem favores nem choros.

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Ainda houve tempo para Gaitán assistir Talisca que fez aquilo que sabe fazer melhor, marcar golos vindos do nada. 1-2 e apuramento selado. Pontos para o tal ranking da UEFA que agora já ninguém fala, a possibilidade de Portugal apurar 3 clubes para esta prova no futuro e repetir a festa de Alvalade agora no frio de São Petersburgo.

Caiu o Zenit dos ultra bem pagos Garay, Witsel, Hulk, Danny, Javi, aos pés de Ederson, Lindelof, Nelson Semedo e Renato Sanches. Bonito.

 

Comemoremos este apuramento porque é um feito digno da nossa gloriosa história. E , sim, depois há todo o tempo para nos concentrarmos noutra prova e prepararmos o próximo jogo de campeonato com toda a humildade. Isto é ser do Benfica. Jogo a jogo para ganhar.

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 Uma jornada europeia inesquecível, ninguém pede mais do que estar entre os 8 resistentes da melhor competição de clubes do mundo mas, já agora, que a sorte esteja connosco e que lutemos novamente a este nível seja contra quem for.

 

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