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Red Pass

Tetra Campeões

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Vitória de Guimarães 0 - 1 Benfica: Rei D. Renato Sanches !

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(Fotos: João Trindade)

 

O Castelo de Guimarães costuma ser o símbolo da fortaleza que é o estádio D.Afonso Henriques para o Vitória Sport Clube. Hoje a cidade berço ficou a conhecer um novo Rei, o puro Renato Sanches que resolveu um problema complicado para o Bi Campeão.

No regresso ao local onde se sagrou pela 34ª vez campeão nacional, o Benfica conseguiu fazer melhor resultado do que nessa gloriosa tarde de Maio. Era preciso resgatar os 3 pontos para continuar a sonhar com o Tri e o objectivo foi conseguido. O herói foi mesmo o número 85 que nunca se cansou de lutar nem de tentar bater Miguel Silva. O jovem guarda redes dos minhotos já tinha negado o golo a Jonas e a Pizzi de maneira incrível mas aos 74 minutos nada pode fazer para contrariar o pontapé cheio de raiva e emoção com que Renato selou a vitória. É mais um grande momento para guardar na galeria de memórias em Guimarães, ao lado daquela rabona de Aimar para Suazo, por exemplo.

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 Já mencionei todos os bons momentos de ataque do Benfica, o resto é para reflectir. Comecemos pela abordagem ao jogo na primeira parte.

Sérgio Conceição apostou tudo numa pressão muito agressiva dos seus homens da frente logo na saída de jogo do Benfica. Sabendo da dificuldade que a equipa de Rui Vitória tem mostrado a construir jogo desde trás, a decisão do treinador do Vitória foi acertada, depois o critério muito largo de Carlos Xistra a deixar passar várias entradas muito duras sobre jogadores encarnados. O Benfica encolheu-se, voltou a cair na armadilha dos duelos individuais com bola e sem ela, enervou-se a sair com a bola jogada e mostrou desnorte total nas opções atacantes no meio campo adversário. Fica na memória uma tentativa de Fejsa meter a bola num flanco e acaba por acertar em Renato Sanches que estava ali tão perto que atrapalhou o passe. Foi a imagem perfeita da falta de organização na hora de atacar. Tudo dependia da inspiração de Nico Gaitán mas o argentino ainda está longe do seu melhor e acabou substituído. Jonas recuava à procura de dar linhas de passe, Raul ia aos flancos fugir das marcações individuais e tentar desequilíbrios que nunca aconteceram, Pizzi foi anulado nas suas tentativas de diagonais e os médios não criavam alternativas. Havia que aproveitar as bolas paradas e as iniciativas de Renato Sanches sempre muito esforçado para levar o jogo o mais para a frente possível.

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O problema é que o Vitória pressionava alto com Dourado, Licá, Alexandre Silva e Otávio a tentarem roubar a bola para aplicarem o contra ataque. Tiveram uma boa oportunidade que Licá não quis assumir preferindo assistir Cafú. Apesar do Vitória ter feito quase o dobro das faltas do Benfica, o jogo acabou com 4 cartões amarelos para jogadores encarnados e apenas 3 para os da casa.

 

O nulo ao intervalo percebia-se bem pelo que o Benfica não fez e pela pressão defensiva que o Vitória aplicou. Pedia-se mais às duas equipas em termos atacantes, principalmente ao Bi Campeão.

A entrada na 2ª parte foi desastrosa com os jogadores do Benfica a caírem em discussões e perdas de tempo. De tal maneira que aos 50 minutos pouco ou nenhum futebol se tinha jogado.

O Benfica tentou pegar mais no jogo mas não mostrava soluções para contornar a defesa branca. Tudo muito lento, muito previsível e demasiado fraco a nível táctico e técnico.

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 Até que Pizzi consegue isolar-se na área mas permite a tal grande defesa de Miguel Silva. A equipa do Benfica começou a acreditar e Rui Vitória decidiu retirar o limitado Gaitán para lançar Carcela. O marroquino voltou a entrar bem no jogo e justificou a aposta do treinador. Pouco menos de 10 minutos após a troca o Benfica chegava ao golo. Uma bola parada, lá está, que resultou num cruzamento para a área que a defesa vimaranense não afastou com eficácia tendo a bola caído na zona de Renato. O miúdo disparou à primeira mas apanhou um adversário pela frente, a bola voltou e à seguida saiu uma bomba para dentro da baliza. Acto contínuo, Renato corre para a bancada onde estavam os adeptos benfiquistas e vai abraçá-los numa imagem que vale o preço de um bilhete, num momento mágico que é estragado pelo futebol moderno e as suas estranhas regras que obrigam a castigar o herói do povo com um cartão amarelo.

 

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 Estava feito o mais complicado, sobrava um quarto de hora para segurar os 3 pontos. A equipa não vacilou e já com Cristante no lugar de Raul e Mitroglou na posição de Jonas, o Benfica somava uma importante e difícil vitória perante mais de 22 mil adeptos num recinto muito complicado.

Entre a apatia da equipa na maior parte do tempo e o momento épico de Renato Sanches, está o encanto do futebol. Um pontapé feliz tudo muda. Hoje correu bem para o nosso lado.

 

 

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