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Red Pass

Rumo ao Tetra

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Benfica 6 - 2 Leixões: Desforra de 2008

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Fez há pouco tempo 8 anos que numa noite fria o Benfica foi disputar uma eliminatória da Taça de Portugal com o Leixões. O jogo foi em Matosinhos e acabou empatado para desespero dos benfiquistas. No prolongamento nada de novo e nos penaltis Reyes permitiu a defesa de Beto, sim esse, que eliminou o Benfica de Quique Flores da competição. Não foi assim há tanto tempo.

Nos últimos dois anos não chegámos nem às meias finais da prova que acaba no Jamor e que nos proporciona uma tarde épica de convívio a fechar a época. Por isso, fico muito satisfeito com a atitude e determinação com que a equipa encarou o desafio de hoje, dando mais um passo seguro rumo ao Jamor.

Também era preciso limpar a imagem que ficou daqueles surreais 24 minutos contra o Boavista e esquecer aquela anormalidade.

Hoje, o Benfica fez 3 golos na primeira parte. Só não foi para o intervalo com o sentimento do dever cumprido porque o Leixões fez um golo numa bela jogada colectiva antes de terminarem os primeiros 45'.

Rui Vitória não facilitou, continuou a usar nas alas defensivas Nelson e André, manteve Mitroglou e Jonas na frente e persistiu em não dar descanso a Pizzi.

 

(Fotogaleria de João Trindade)

 

Com resultado em 3-1, com um golo de Pizzi, o treinador optou por, finalmente, lançar André Horta para a 2ª parte no lugar do "21". O destaque entre os marcadores tem que ir para André Almeida que fez o seu primeiro golo oficial pelo Benfica.

Já Mitroglou aproveitou para afinar apontaria e chegar a um hat trick contando com a bondade de Jonas que deu a sua vez ao grego na marcação de um penalti, já que o brasileiro já tinha feito o seu golo.

Zivkovic continua a mostrar qualidade de jogo que empolga cada vez mais os adeptos do Benfica. Não desperdiça estas oportunidades para se chegar à frente e mostrar o que vale, muito bem o sérvio nesta eliminatória da Taça de Portugal.

O Benfica cumpriu a sua obrigação, venceu com estilo um Leixões que proporcionou um jogo muito agradável de seguir nesta noite gelada que contou com quase duas dezenas de milhar de benfiquistas, e alguns adeptos nortenhos, nas bancadas.

Uma palavra de simpatia para o Leixões de Daniel Kenedy, que voltem depressa aos tempos áureos no futebol nacional.

Agora, ficamos a dois jogos da desejada final do Jamor, duas partidas com o Estoril para levar tão a sério como todas as que temos feito desde o primeiro jogo com o 1º de Dezembro, precisamente no Estoril.

Real 0 - 3 Benfica: Com Naturalidade nos 1/4 de Final

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Foi com toda a naturalidade que o Benfica venceu o Real Sport Clube e carimbou a passagem aos 1/4 de final da prova. Desta maneira, o Benfica entra em 2017 com todos os seus objectivos intactos.

 

O jogo não teve grande história. Fica para mais tarde recordar que a partida foi jogada no Restelo numa noite fria e chuvosa, com o Real a tentar resistir o mais possível e com Rui Vitória a dar oportunidade a alguns jogadores.

Foi o caso de Yuri Ribeiro na esquerda da defesa, Jardel e Lisandro no centro. Depois, Danilo, Samaris, Zivkovic e Carrillo tiveram tempo para mostrar serviço. Uns aproveitaram melhor que outros. Pela negativa, Carrillo, pela positiva, Zivkovic.

Mitroglou bisou e Raul manteve a veia goleadora depois de vir do banco.

 

(Fotogaleria de João Trindade)

 

Foi uma 2ª parte muito melhor que a primeira, a entrada de Gonçalo Guedes ajudou a mexer com o jogo, e a vitória apareceu de maneira natural.

A tal monotonia que eu gosto na minha vida.

Foi pena os benfiquistas não terem ido em maior número ao estádio do Belenenses porque a equipa merecia esse apoio numa altura da época em que se mantém a lutar em todas as frentes e, também, porque a Taça de Portugal nos merece mais carinho. Sem estas noites desconfortáveis ao frio com adversários de divisões inferiores não há presença no Jamor no fim de época, por isso é importante estar sempre com a equipa.

Foi o jogo ideal após um derby tão intenso e antes de uma deslocação ao Estoril onde a equipa vai ter de estar na sua máxima força para voltar ao foco do campeonato.

 

Mudar Para a Taça de Portugal

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 O ano 2016 corre rápido para o seu final e , mais uma vez, os benfiquistas preparam-se para fazer um balanço muito positivo com as conquistas da Taça da Liga e do Tri. Foi também o ano em que fomos até aos 1/4 de final da Champions League e metemos em sentido o Bayern de Munique, tanto na Luz como no Allianz Arena.

Fica o amargo de boca de não termos estado no Jamor.

Agora, com a época 2016/17 a correr de feição, temos que realçar o facto de nos prepararmos para entrar em 2017 a lutar por todas as competições em que entramos. Lideramos a Liga, estamos na fase a eliminar da Champions League, vamos defender a Taça da Liga e amanhã temos que levar a sério o desafio com o Real. O Jamor tem que ser um objectivo para 2017. Ganhando amanhã no Restelo, o caminho fica mais curto até à final.

Não há razões para não irmos todos ao estádio do Restelo apoiar a equipa em mais uma eliminatória da Taça de Portugal. O adversário não interessa, é o Benfica que vai jogar e é para ganhar. Como sempre.

 

Benfica 6 - 0 Marítimo: A Realidade dos 90%

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 Conclui-se desta eliminatória da Taça de Portugal que, actualmente, há três realidades distintas no futebol português que importa abordar.

A primeira realidade diz-nos que o Benfica nos últimos anos evolui estratégias, posturas e conceitos de jogo que lhe permitam ser líder. No Benfica, percebeu-se que o essencial é vencer os jogos que representam à volta de 90% do nosso calendário. É preciso não vacilar com os Marítmos da vida, com todo o respeito para o clube da Madeira e todos os outros. É preciso jogar mais e de forma convincente naqueles jogos que acabam por ser a maioria da nossa vida. De que vale jogar muito bem um derby se depois não ganhamos aos Tondelas? O que interessa eliminar um rival numa competição se depois não ultrapassamos o Chaves?

O foco tem de estar nos jogos típicos do nosso calendário. E nesses jogos o Benfica nos últimos anos tem sido avassalador. Quando tudo sai bem podemos ter exibições de luxo como a de ontem. Quando as partidas ficam mais apertadas, há a alma e o querer chegar à vitória até ao último segundo.  Uma coisa é certa, partimos sempre para estes jogos confiantes que a equipa vai determinada e sabe como ganhar.

 

Depois há a realidade dos clássicos e derbys. Nas últimas épocas o Benfica não tem sido feliz na maioria dos jogos com os rivais. Mas, também aqui, há uma explicação lógica. Pelo facto do Benfica despachar 90% do seu calendário sem tropeções, obriga que os adversários directos tenham de dar tudo por tudo nos confrontos directos. E não custa admitir que algumas vezes vimos as equipas rivais a jogar mais e melhor que o Benfica. O que faz toda a diferença é que na hora certa o Benfica reage sempre. A tal alma de campeão. Foi assim no derby que Mitroglou resolveu, foi assim há duas semanas quando Lisandro resgatou um ponto no Dragão. E isto deixa-os completamente doidos, a pensarem que o Benfica não joga nada e só é feliz por sorte. Esquecem-se é que durante 90% da época, o Benfica não falha. Joga, marca, ganha e até dá show de gala como este 6-0 documenta.

O Benfica em vez de concentrar todas as suas forças em clássicos e derbys, deixa que sejam os adversários a fazer desses jogos os desafios da época e dão tudo por uma vitória e uma boa exibição. O Benfica prefere dar tudo sempre em todos os jogos, isto é que faz a diferença. Por isto, é que no final desta ronda houve quem caísse depois de ter feito a melhor exibição do ano e houve quem mostrasse alívio em ter dado revirado um jogo contra uns amadores com uma volta olímpica. Diferenças.

 

 

Galeria de fotos de João Trindade

 

 

A última realidade do nosso futebol é a da negação. As duas realidades que expus em cima são tão óbvias que só entrando numa realidade paralela se pode combatê-las. Felizmente, estamos rodeados de índios e cowboys de enorme imaginação e incansável vontade de baixar o nível e o respeito que se possa ter pelas instituições que representam.

Nesta realidade paralela há que destacar algo que parecia impossível de ver no nosso futebol. Responsáveis de um clube que dominou o futebol sob efeito de apito dourado a queixar-se de... arbitragens. Mesmo que nem razão tenham, não deixa de nos trazer um enorme sorriso e um sentimento de justiça poética. Pensei não ver isto nesta vida.

De outro lado temos o universo da loucura. O Benfica domina, como vimos, as competições onde entra por via de ter encontrado a fórmula certa para ganhar 90% dos seus jogos por época? A explicação é simples: árbitros comprados com vouchers que dão colinho, adversários que facilitam por obra e graça sabe-se lá do quê, e todos os agentes do futebol português, sem excepção, estão ao serviço do Benfica. Benfica que, nesta realidade paralela, passou a ser carnide ou venfique ou, na melhor das hipóteses, slb com emblema mais pequeno nas transmissões da Sporting TV do andebol, por exemplo.

Esta realidade paralela é a mais cómica mas também a mais aborrecida. É que já são muitos anos deste circo, todos os dias com novos episódios, e depois vem o Benfica para um jogo da Taça e dá um recital de bola como este da Luz contra o Marítimo e todos os imbecis que argumentam idiotices em modelo de carneirada ficam a olhar para as exibições do Nélson, do Pizzi, do Guedes, do Cervi, dos golos do Mitroglou e do Raul e ficam a pensar o tão idiotas que conseguem ser.

Felizmente, passa-lhes depressa e voltam à carga com mais imaginação.

 

Enquanto isto, os benfiquistas aproveitam para apreciar e viver esta realidade dos 90% que há tantos anos procuravam e que agora sabe tão bem vivê-la.

 

Voltando aquela ideia da bela da monotonia que apresentei depois do jogo com o Paços de Ferreira, noites destas deviam representar 90% da minha vida. Mudar aos 3 e acabar aos 6 era o que eu decretava nas regras FIFA para jogos do Benfica.

Tão bom saber que ainda temos tantos jogos para usufruir e apreciar o futebol desta equipa.

E ver o circo a pegar fogo.