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Red Pass

Tetra Campeões

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Benfica 2 - 1 Vitória de Guimarães: Triplete à Campeão!

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 Abrimos a época em Agosto a celebrar a conquista da Supertaça. Foi um belo lançamento para dez meses de luta, sofrimento, empenho, trabalho e capacidade de acreditar que íamos chegar ao fim de Maio bem felizes. O tão ambicionado Tetra já é uma realidade, faltava fechar em grande.

 

Entre 1997 e 2004, o Benfica não jogou uma final no Jamor. Parecia uma tarefa quase impossível, até que naquela tarde de 2004, Hélder e Simão levantaram a Taça de Portugal e todos sentimos que a normalidade vencedora do nosso clube ia voltar a ser uma realidade.

Treze anos depois, novo encontro marcado no último jogo da temporada no cenário único do Jamor. Desde a compra do bilhete às combinações para os convívios cheios de comes e bebes, tudo nos soa muito mais familiar. Não temos voltado todos os anos, mas desde 2013 já é a terceira vez que passamos o dia mágico no Estádio Nacional. É um bom hábito que devia ser uma rotina.

Alguns ainda se devem recordar dos anos negros quando Vale e Azevedo organizava no final da temporada um dia à Benfica no Estádio da Luz. Era uma boa ideia que só não pode ser válida porque o clube tem de ter como objectivo estar presente no último jogo de cada época proporcionando aos seus adeptos um legítimo dia à Benfica.

Isto que se viu hoje na mata do Jamor é Benfica. É Benfica por todos os lados. Grupos de adeptos do Benfica organizados à volta de grelhadores, muitos de cervejas na mão, alguns nem bilhete tinham para o jogo, um mar vermelho de todas as idades, homens, mulheres e crianças, tudo num convívio incrivelmente bonito. Isto sim, é que é um dia à Benfica, com benfiquistas vindos das mais diversas partes do país e do mundo.

 

Depois o jogo. Não me lembro de assistir a uma final de Taça com uma chuvada destas. Nas bancadas tentámos recuperar entre as memórias, as maiores molhas a ver o Benfica. Um Benfica - Penafiel na Luz, um clássico com o Porto na Luz, uma noite europeia com o Olympiakos e por aí fora. No Jamor não me lembro de tal coisa. Fica esta para a história colectiva. Sendo que o pessoal vinha preparado para um dia primaveril, ténis, calções e manga curta. O São Pedro foi abusador.

O que não me esqueço é do sentimento de ver o Benfica entrar naquele relvado para o jogo decisivo. Em 1981, tinha oito anos e vivi pela primeira vez a experiência. Ainda hoje sinto o mesmo arrepio ao ver as camisolas berrantes alinhadas naquele ambiente.

 

Jogo intenso, Benfica dominador mas poucas oportunidades de golo. Animação nas bancadas, se do nosso lado nunca surpreende o apoio, já do outro lado do estádio sentia-se o clube de uma maneira muito particular. Os adeptos do Vitória são muito grandes.

Com a equipa do Benfica a atacar para a nossa baliza, tal como acontece na Luz, o jogo foi completamente diferente. Aquela vontade de ganhar, aquela motivação de campeão, aquela qualidade individual aliada a uma harmonia colectiva, veio tudo ao de cima e Raul Jimenez respondeu rápido a uma defesa incompleta após remate de Jonas. Um chapéu mexicano tão arqueado, tão convicto, que por momentos pensei que a bola ia para fora. Não foi, entrou e mais de metade do estádio explodiu num festejo anunciado. A celebração de Raul só serviu para a euforia ser ainda maior.

Não foi preciso esperar muito pelo segundo, Nelson Semedo pela direita cruza e cabeçada perfeita de Salvio para golo. A ala direita do Benfica a deixar o mar vermelho do Jamor em delírio. Ainda vimos ali naquela baliza o Pizzi a imitar o Raul mas em mau, em termos de chapéus, o Jonas a acertar na trave e o Raul a mandar uma bola para Queijas, em vez de fechar o jogo facilmente.

O Vitória reduziu, um prémio merecido para a luta que deu e uma felicidade para os seus adeptos que acreditaram até ao fim. Dispenso estas emoções até final das partidas mas o sentimento de alegria no apito final é único.

 

Então e o vídeo árbitro?

Gostei muito. Dois penaltis por mão na área, que se viram bem da bancada, por acaso, uma tentativa de assassinato ao Fejsa que acabou por só levar 12 pontos e tudo escapou ao sistema salvador do futebol português. Promete muito...

 

Repito os elogios aos adeptos do Vitória, são incríveis. Contribuíram muito para uma tarde inesquecível.

 

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Agora, permitam-me um pequeno reparo aos meus companheiros de luta benfiquistas. Então passamos mais de 90 minutos debaixo de uma chuva que não poupou nem as cuecas e depois aproveitamos o apito final para virar costas ao estádio!?

Eu nestes dias de finais, não venho para apreciar um grande jogo ou um belo duelo táctico. Não, não. Nada disso. Eu venho apenas e só com um objectivo, ver o nosso capitão levantar a taça no fim. Vivemos para ver os capitães do Benfica levantarem taças. E quando estamos a minutos disso acontecer debandamos e deixamos meia bancada vazia para o grande momento? Não faz sentido nenhum.
Muita atenção, meus caros, nunca se cansem de ganhar. Nunca desprezem uma conquista. Nunca!

Da mesma maneira digo que os jogadores do Benfica também não se podem cansar de celebrar. Nem terem pressa para irem para o balneário em vez de mostrarem a Taça aos que ali estão por eles. Eliseu salvou o momento e não deixou ninguém recolher. Grande final de época para Eliseu.

 

Ganhar a Supertaça, vencer o campeonato e conquistar a Taça de Portugal é um triplete à antiga. Parecendo fácil e normal é coisa que já não acontecia desde o começo da década de 80! Um triplete histórico, estamos a viver história. Estamos a começar e a terminar épocas da maneira que faz mais sentido, a jogar e a ganhar. Em Aveiro batemos o Braga, no Jamor derrotámos o Vitória, pelo meio deixámos os rivais a falarem sozinhos e a consumarem alianças no campeonato.

 

Benfiquistas, o Benfica voltou a encontrar-se com a História. A sua história! O Benfica voltou a estar à altura do... Benfica. E o que nós penámos para aqui chegar. Nós somos o Benfica que sempre sonhámos. Nos próximos dias, nas próximas semanas, nos próximos meses, sintam esta alegria, desfrutem a sorte de serem benfiquistas, juntem-se, almocem, jantem, lanchem, recuperem as memórias desta época. E da anterior. Aliás, lembrem-se daquela tarde no Jamor em 2013 e de como partimos para um ciclo maravilhoso.

Vivam o Benfica, ignorem o resto. Tudo é insignificante perante a nossa alegria. Mas nunca se cansem de ganhar, nunca se cansem de festejar, nunca se cansem de ver troféus ao alto nas mãos dos nossos jogadores.

Viva o Benfica!
Voltamos lá mais para o verão para a conquista da Supertaça. Sempre a somar.

Benfica 3 - 3 Estoril: No Jamor!

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 Apetece-me começar por dar os parabéns ao Chaves e ao Estoril pela excelente imagem que deixaram nas meias finais da Taça de Portugal. Por arrasto, elogiar também a FPF pelo aumento de qualidade que a prova tem tido depois de anos de algum desprezo pela competição. As mudanças que obrigam as equipas profissionais a jogarem fora de casa contra clubes de escalões inferiores, o cuidado com os preços dos bilhetes, entre outros pormenores, devolveram dinâmica à Taça de Portugal que vê os dois clubes finalistas apurados com muitas dificuldades.

 

No caso do Benfica, a tarefa começou logo a complicar-se nas bancadas. Como é que uma meia final que dá acesso ao último jogo da época, que pode ajudar a ser o Benfica a abrir a próxima época na Supertaça, que garante a presença em mais um final, só convence menos de metade do Estádio da Luz a ir ao jogo?! Ter 25010 adeptos no último jogo oficial da época fora do contexto da liga é embaraçoso. Logo aí deu uma falsa imagem de que o trabalho está feito

O Estoril com Pedro Emanuel tinha dado sinais de melhoras, esta noite na Luz mostrou ser uma equipa muito atrevida e determinada. Lutou até ao fim pelo seu sonho e esteve muito perto de conseguir.

 

O Benfica esteve a perder 0-1, 1-2 e ficou-se pelo 3-3 sujeito a sofrer um golo que o afastava da final. Tudo num jogo imprevisível, e porque o Estoril sempre procurou marcar.

 

(Fotogaleria de João Trindade)

 

Júlio César sofreu três golos mas foi determinante ao evitar o 2-3 de forma incrível. Grimaldo foi das melhores notícias da noite, titular e recuperado.

Mas depois foi preciso chamar ao jogo Pizzi e Jonas para meter ordem numa partida jogada sempre de forma descontrolada. Carrillo fez um golo e podia ter feito outro, Zivkovic assinou uma obra prima, marcando o primeiro golo pela equipa e Jonas veio dar o toque de classe que faltava.

 

No entanto, a equipa deixou sempre o jogo em aberto. Foi uma exibição que não descansa ninguém, não pela incerteza e emoção no desfecho final mas , também, pela falta de argumentos em resolver a questão mais cedo.

 

Foi uma noite de grandes emoções e com um final feliz para o Benfica mas, como já sabem, eu aqui nestas coisas prefiro aquela monotonia de um 2 ou 3-0 sem ponta de emoção.

 

Voltamos ao Jamor, deixamos o sonho da dobradinha em aberto e podemos voltar a pensar só no campeonato.

 

Estoril 1 - 2 Benfica: Mais Perto do Jamor em Dia de Aniversário

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 Passo largo para a final do Jamor, deu o Benfica na visita ao Estoril. Já ali tinha eliminando o 1º Dezembro pelo mesmo resultado e vencido o Estoril para o campeonato pela margem mínima. Agora, garantiu vantagem na eliminatória a duas mãos que decide o apuramento para a desejada tarde no Estádio Nacional.

 

Ao sair das bancadas ia ouvindo o lamento de vários companheiros mais novos pela exibição do Benfica não ter sido melhor em dia de aniversário do clube. Percebo. Ainda bem que estamos assim. A exigência no Benfica voltou a estar ao mais alto nível mas é preciso não perder o fio do pensamento racional. Neste contexto de Taça de Portugal, o resultado é óptimo e o Benfica cumpriu a sua tarefa de equipa favorita. Pode ser sempre melhor, em termos de golos e de exibições, colectiva e individual.

 

Permitam-me que introduza aqui duas histórias pessoais relacionadas com jogos do Benfica em dia de aniversário e em dia de Carnaval.

A 16 de Fevereiro e 1999 celebrava-se mais uma 3ª feira de carnaval, o Benfica vinha de uma derrota desmoralizadora para o campeonato no Funchal com o Marítimo, marcou Tulipa, e a vontade de ir ver o segundo jogo da equipa na Taça de Portugal dessa época era nula. O Benfica tinha afastado a Académica por 4-1 em Janeiro, na 4ª eliminatória, a primeira para nós, e agora tinha de ir ao Bonfim na 5ª eliminatória. O jogo estava marcado para a noite. Acontece que à tarde o Torreense foi pregar uma impensável partida de Carnaval ao Porto em pleno estádio das Antas. Cláudio Oeiras fez um golo histórico que eliminou o Porto. Isto fazia esquecer o último jogo do Benfica e a motivação para ir a Setúbal ver o Benfica subiu em flecha. De repente parecia perfeitamente possível vencer a Taça.

Lá fui eu mais um grupo de amigos à última da hora para o Estádio do Bonfim. Chiquinho Conde aos 16' e Chipenda aos 89' acabaram com a nossa alegria de Carnaval. Um jogo horrível do Benfica de Souness.

 

No dia 28 de Fevereiro de 2004 o Benfica festeja o seu centenário. A 24ª jornada do campeonato era na Luz entre Benfica e Moreirense. Parecia tudo perfeito para largar um fogo de artificio no final da partida e assinalar a data histórica em ambiente de festa. Lá fomos para o Estádio da Luz, já o novo, com vontade de ver uma vitória convincente que nos desse motivação para assinalar com felicidade os 100 anos do clube. O Benfica de Camacho fez o 1-0 aos 54' por Fernando Aguiar. Pelo tempo e marcador já se pode imaginar a qualidade da exibição da equipa. A 4 minutos do final, Demétrios faz o 1-1 estragando assim um dia tão especial para os benfiquistas. Não conseguimos bater o Moreirense em casa em dia de anos.

 

Por ter estas e muitas outras memórias bem arrumadas na minha cabeça é que dou sempre valor quando a equipa cumpre a sua obrigação nestas datas especiais.

Não foi uma exibição brilhante? Pois não, mas valeu pelo bis de Mitroglou que vive uma fase de sonho e que nós temos a felicidade de a estar a testemunhar. Hoje ficámos mais perto do Jamor e isso tem muito valor.

Dignificar o aniversário do Benfica é importante, nem sempre aconteceu, mas hoje temos motivos para sorrir.

Parabéns, Glorioso.

Benfica 6 - 2 Leixões: Desforra de 2008

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Fez há pouco tempo 8 anos que numa noite fria o Benfica foi disputar uma eliminatória da Taça de Portugal com o Leixões. O jogo foi em Matosinhos e acabou empatado para desespero dos benfiquistas. No prolongamento nada de novo e nos penaltis Reyes permitiu a defesa de Beto, sim esse, que eliminou o Benfica de Quique Flores da competição. Não foi assim há tanto tempo.

Nos últimos dois anos não chegámos nem às meias finais da prova que acaba no Jamor e que nos proporciona uma tarde épica de convívio a fechar a época. Por isso, fico muito satisfeito com a atitude e determinação com que a equipa encarou o desafio de hoje, dando mais um passo seguro rumo ao Jamor.

Também era preciso limpar a imagem que ficou daqueles surreais 24 minutos contra o Boavista e esquecer aquela anormalidade.

Hoje, o Benfica fez 3 golos na primeira parte. Só não foi para o intervalo com o sentimento do dever cumprido porque o Leixões fez um golo numa bela jogada colectiva antes de terminarem os primeiros 45'.

Rui Vitória não facilitou, continuou a usar nas alas defensivas Nelson e André, manteve Mitroglou e Jonas na frente e persistiu em não dar descanso a Pizzi.

 

(Fotogaleria de João Trindade)

 

Com resultado em 3-1, com um golo de Pizzi, o treinador optou por, finalmente, lançar André Horta para a 2ª parte no lugar do "21". O destaque entre os marcadores tem que ir para André Almeida que fez o seu primeiro golo oficial pelo Benfica.

Já Mitroglou aproveitou para afinar apontaria e chegar a um hat trick contando com a bondade de Jonas que deu a sua vez ao grego na marcação de um penalti, já que o brasileiro já tinha feito o seu golo.

Zivkovic continua a mostrar qualidade de jogo que empolga cada vez mais os adeptos do Benfica. Não desperdiça estas oportunidades para se chegar à frente e mostrar o que vale, muito bem o sérvio nesta eliminatória da Taça de Portugal.

O Benfica cumpriu a sua obrigação, venceu com estilo um Leixões que proporcionou um jogo muito agradável de seguir nesta noite gelada que contou com quase duas dezenas de milhar de benfiquistas, e alguns adeptos nortenhos, nas bancadas.

Uma palavra de simpatia para o Leixões de Daniel Kenedy, que voltem depressa aos tempos áureos no futebol nacional.

Agora, ficamos a dois jogos da desejada final do Jamor, duas partidas com o Estoril para levar tão a sério como todas as que temos feito desde o primeiro jogo com o 1º de Dezembro, precisamente no Estoril.