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Rio Ave 3 - 2 Benfica (Após Prolongamento): A Derrota Interna Mais Amarga da Época

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 Estive no Algarve no jogo com o Olhanense e fui à Luz ver a eliminatória com o Vitória de Setúbal. Estive para ir a Vila do Conde mas acabei por ficar em Lisboa por motivos profissionais. Quero começar por mandar forte abraço a todos os que viajaram até ao Estádio dos Arcos a meio da semana para apoiar o Benfica num jogo que acabou perto da meia noite e ambiente de inverno.

Obviamente, esperava que esta caminhada acabasse no Jamor. Espero sempre. E como nos últimos anos até temos ido com alguma regularidade a finais, não esperava menos esta época.

A apreensão da altura do sorteio confirmou-se hoje em campo. O Rio Ave joga bem, é forte em casa e já em Agosto não tínhamos passado lá.

A diferença para as outras eliminatórias é que, desta vez, Rui Vitória não fez rotação e foi com a sua melhor equipa para dentro de campo mostrando o respeito pelo adversário e pela competição que se esperava.

Ironicamente, o Benfica esta noite fez a melhor primeira parte da época. Faltou concretizar mais oportunidades, particularmente Salvio devia ter feito pelo menos um golo. A equipa ficou-se pelo golo de Jonas, excelente, por sinal, e foi para o intervalo a vencer.

Na 2ª parte confirmou-se que os falhanços da 1ª parte iam sair caros. O Rio Ave acertou posições, foi até ao fim com as suas ideias, futebol de posse de bola, construir desde trás, pressionar alto e deu espaço aos seus melhores artistas para brilharem. Criaram dificuldades e conseguiram dar a volta ao 0-1.

A partir da altura em que se viu a perder, o Benfica nunca mais teve o controlo do jogo nem das emoções, andou sempre a correr atrás do prejuízo dando tudo para evitar a eliminação. Jonas permitiu a defesa de Cássio numa grande penalidade perto do final dos 90'. Aliás, Cássio defendeu quase tudo o que havia para defender. A história da sua carreira contra o Benfica, sempre o melhor em campo.

Com muito coração o Benfica evitou a derrota por Luisão num canto muito perto do final do minuto 90. Alivio e esperança, foi o que se sentiu no universo Benfica. O problema é que logo depois o capitão sai de campo com uma lesão e deixa a equipa desequilibrada e já com as três substituições feitas.

O Benfica partiu para o prolongamento com a equipa toda remendada e improvisando posições. A expectativa era de atacar porque a maioria dos seus jogadores em campo tinham essas características, mesmo com menos um jogador.

Mas o Rio Ave manteve o seu plano de jogo e rapidamente chegou à vantagem no prolongamento. Aí a equipa do Benfica já não teve mais coração para voltar ao jogo.

Os jogadores deram tudo, a primeira parte não deixava adivinhar um fim tão negro, jogou a equipa mais forte. O Rio Ave tudo aguentou e passa com mérito aos 1/4 de final da Taça de Portugal.

Sinto o mesmo vazio de há dois anos. Na altura eliminados em Alvalade. É duro quando se percebe que não vamos voltar ao Jamor, no fundo é o fim da magia daquela tarde chuvosa de Maio que nos deu mais uma Taça de Portugal. A seguir vencemos a Supertaça e pensamos que voltar ao Jamor é um destino que ninguém nos pode tirar. Dói quando sentimos que esta época não vamos lá. Espero que este vazio volte a dar lugar à alegria de vencer o campeonato como há dois anos.

 

Benfica 2 - 0 Vitória de Setúbal: Os Mistérios do Futebol Português num Apuramento Lógico

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 Vou começar pelos pormenores que ninguém quer saber. Um jogo da Taça de Portugal no Estádio da Luz, o primeiro desta temporada. Ora, diz a regra, bem velhinha, que nesta competição em caso de semelhança nas cores dos equipamentos a equipa da casa muda o equipamento. Passei a minha vida toda a ver jogos entre Benfica e Vitória F.C. tanto no Bonfim como na Luz com os clubes a usarem as suas cores de equipamento normais. Aliás, em 2005 no Jamor o Vitória bateu o Benfica com as suas camisolas verde e brancas às riscas verticais.

Pois bem, expliquem-me lá qual é a necessidade de usar o equipamento alternativo. E se havia essa necessidade porque é que não foi a equipa da casa a mudar?

O mais engraçado é que com tanta preocupação em alterar as cores tradicionais, a equipa sadina conseguiu ir a jogo com um guarda redes equipado com cores que se confundiam com as camisolas do Benfica. Dizem-me que na televisão ainda era mais evidente do que no estádio. Tanto assim foi que Cristiano na 2ª parte aparece equipado de... amarelo!

Eu sei que sou um chato do caraças com estes pormenores, mas também gostava de saber o que aconteceu às quinas de campeão nacional nas mangas das camisolas do clube campeão? Não era costume na Taça de Portugal o "ovo" da Liga desaparecer para dar lugar às quinas de campeão numa manga? Agora, só vejo lá outro "ovo", o da Taça de Portugal, presumo que seja devido ao Benfica ser o actual vencedor do troféu.

Mistérios do futebol português que não interessam a ninguém mas que eu gostava muito de saber as respostas.

 

 

 

Para entrarmos no jogo mais uma curiosidade, o Vitória F.C. de José Couceiro não perdeu a oportunidade de trocar o campo obrigando o Benfica a jogar para sul na primeira parte. Fica registado.

 

Depois de uma paragem para as selecções definirem as suas posições no próximo mundial, a competição regressou a Portugal. A 4ª eliminatória da Taça de Portugal, 2ª para estas duas equipas, foi disputada na Luz e resultou no apuramento do Benfica para a próxima ronda.

Curiosamente, foi a Taça de Portugal a abrir um novo ciclo positivo para o Benfica nas competições internas. Desde o desafio no Algarve com o Olhanense que a equipa de Rui Vitória só soma triunfos. Foi ao norte bater o Aves e o Vitória de Guimarães, ganhou ao Feirense em casa e agora confirmou o ciclo positivo com mais uma vitória. O próximo desafio interno é uma repetição do encontro de hoje mas a contar para o campeonato e será bem diferente do que vimos hoje.

 

O Benfica apresentou duas ideias fortes para esta partida, a manutenção na aposta do 4-3-3 que deu bons sinais em Guimarães e uma janela de oportunidade para vários jogadores menos utilizados. Ao que se acrescenta mais uma estreia de um miúdo trabalhado no Seixal, o norte americano Keaton Parks que até fica bem ligado ao jogo por acção sua no 2º golo da equipa.

 

Portanto, o desenho táctico manteve-se, as individualidades mudaram. Varela regressou à baliza, curiosamente bem menos ansioso do que no começo da época, Douglas na direita, Grimaldo na esquerda, Luisão e Jardel no meio, isto na defesa.

No meio campo, Samaris, Pizzi e Krovinovic, nas alas Cervi e Rafa, na frente Jonas.

O Benfica venceu o jogo mas voltou a demonstrar uma atracção pelo perigo algo incompreensível, isto porque chega ao 1-0 de maneira natural. Após muita posse de bola, vários ataques, pressão alta, velocidade e oportunidades de perigo até chegar o golo. Um original canto batido por Pizzi com a bola rasteira que vai até Cervi, o argentino agradece e remata convictamente para golo.

Antes de Pizzi bater o canto, o capitão do Vitória, Nuno Pinto, não tirou uma bola do relvado que estava ao seu lado a atrasar a continuação do jogo. Irritou Pizzi e a bancada. Acabou por sofrer golo. O futebol por vezes bate tão certo.

Depois de conseguida a vantagem a equipa caiu na tal tentação de recuar, ceder a posse de bola e voltar a procurar o segundo golo. É estranho e tem acontecido regularmente esta época.

 

A tendência manteve-se na 2ª parte e só com as entradas de André Almeida, Raul e Keaton é que se sentiu sangue novo na equipa. Estar a vencer por 1-0 é sempre intranquilo e se pensarmos que nos últimos três encontros com o Vitória de Setúbal o Benfica só venceu um que acabou com um grande susto que podia ter dado um dramático 2-2, temos o cenário que justifica os nervos vividos nas bancadas da Luz.

Por falar em bancadas, nem 30 mil benfiquistas acharam que este cartaz, um duelo entre clubes que já venceram Taças de Portugal e Taças da Liga, com bilhetes a preços reduzidos, era digno da sua presença. Os outros aguardam confortavelmente pelo Jamor.

 

É verdade que a vantagem era mínima mas também não se pode dizer que o Vitória tenha estado muitas vezes perto do empate. Varela respondeu muito bem a uma oportunidade que podia ter dado o empate com uma finalização de um jogador do Vitória em flagrante fora de jogo. Depois veio o lance que os entendidos vão falar para sempre e até, quem sabe, fazer livros. João Amaral isolado tenta meter a bola entre as pernas de Varela, só que este consegue parar o remate fazendo a bola ressaltar para as suas costas onde já estava Jardel a aliviar. Enquanto se virava para chegar à bola envolveu-se com o jogador sadino que caiu. João Capela podia ter apitado penalti mas interpretou que Jardel já tinha resolvido o lance antes. Foi isto que vi.

 

Para acabar com as dúvidas, Krovinovic fez o 2-0 que arrumou a questão e apurou a equipa para os 1/16 de final da Taça de Portugal.

Uma vitória lógica e natural, um ciclo de vitórias a nível interno muito interessante, um sistema táctico que parece que veio para ficar, algumas oportunidades agarradas, outras nem tanto e uma exibição que não deslumbrou mas suficiente para garantir o objectivo da noite.

Segue-se a Europa.

Olhanense 0 - 1 Benfica: Noite de Estreias

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 Começo por lamentar o facto do jogo não ter sido em Olhão. Para ser coerente como que sempre defendo aqui há anos, os jogos da Taça de Portugal deveriam ser sempre no estádio das equipas e não em recintos emprestados. Não abdico disto e nos últimos anos tem sido comum ver o 1º de Dezembro ir para o Estoril, o Real para Belém, o Vianense para Barcelos e agora o Olhanense para o Estádio do Algarve.

Neste caso, é um mal menor. Mantém-se o jogo numa região que o Benfica visita pouco. Só por isso, acabei por me fazer à estrada. Ir ter com amigos do Algarve, comer caldeirada, lulas e outras iguarias do sul na melhor companhia antes do jogo e aviar um franguinho da guia antes do regresso, já justifica um sábado à Benfica.

Pegando nos exemplos que citei de jogos destas primeiras fases da Taça de Portugal, se nos lembrarmos bem todos eles foram partidas que ficaram marcadas por vitórias do Benfica mas com exibições fracas. Ou seja, sempre com resultados de vantagem mínima e dificuldades inesperadas. Tem sido sempre assim. Ainda no ano passado o Benfica ultrapassou o 1º de Dezembro com um golo de Luisão no final do jogo e, no entanto, o clube acabou a época a festejar mais um triunfo na Taça de Portugal.

Com esta experiência não ia com grandes expectativas para o Estádio do Algarve, só queria ganhar.

Foi o que aconteceu, foi um jogo parecido com todos os outros desta fase dos últimos anos mas com o aliciante de percebermos que pode ter nascido uma nova estrela na baliza. O jovem Svilar deixou boas indicações e pode ter acontecido um daqueles momentos que daqui a uns anos vou poder dizer orgulhoso que estive lá, naquele jogo em que o miúdo se estreou.

 

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Também Douglas fez a sua primeira partida pelo Benfica e mostrou muita vontade, pouca condição física, boas ideias a atacar e preocupações ao nível defensivo, normal para uma estreia.

Gabriel Barbosa aproveitou para fazer um belíssimo golo que marca a sua estreia como marcador pelo Benfica.

Uma vitória por 0-1 num jogo sem grande história.

Surpreendeu o facto da equipa não ter criado muitas mais oportunidades de golo, assim como também surpreendeu a pouca afluência de benfiquistas algarvios ao estádio. Em 2017 o Benfica só foi duas vezes ao Algarve e os adeptos locais nunca quiseram encher o estádio. Estranho.

O essencial dentro de campo foi conquistado. O convívio de mais um dia a viajar tendo o Benfica como pretexto foi óptimo. Menos um passo para o Jamor.

Curiosamente, há uns meses no Jamor apanhei uma das maiores chuvadas da minha vida enquanto adepto, estava o versão a chegar. Agora, já com um mês de Outono e passei um belo dia de Verão no Algarve.

 

 

Benfica 2 - 1 Vitória de Guimarães: Triplete à Campeão!

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 Abrimos a época em Agosto a celebrar a conquista da Supertaça. Foi um belo lançamento para dez meses de luta, sofrimento, empenho, trabalho e capacidade de acreditar que íamos chegar ao fim de Maio bem felizes. O tão ambicionado Tetra já é uma realidade, faltava fechar em grande.

 

Entre 1997 e 2004, o Benfica não jogou uma final no Jamor. Parecia uma tarefa quase impossível, até que naquela tarde de 2004, Hélder e Simão levantaram a Taça de Portugal e todos sentimos que a normalidade vencedora do nosso clube ia voltar a ser uma realidade.

Treze anos depois, novo encontro marcado no último jogo da temporada no cenário único do Jamor. Desde a compra do bilhete às combinações para os convívios cheios de comes e bebes, tudo nos soa muito mais familiar. Não temos voltado todos os anos, mas desde 2013 já é a terceira vez que passamos o dia mágico no Estádio Nacional. É um bom hábito que devia ser uma rotina.

Alguns ainda se devem recordar dos anos negros quando Vale e Azevedo organizava no final da temporada um dia à Benfica no Estádio da Luz. Era uma boa ideia que só não pode ser válida porque o clube tem de ter como objectivo estar presente no último jogo de cada época proporcionando aos seus adeptos um legítimo dia à Benfica.

Isto que se viu hoje na mata do Jamor é Benfica. É Benfica por todos os lados. Grupos de adeptos do Benfica organizados à volta de grelhadores, muitos de cervejas na mão, alguns nem bilhete tinham para o jogo, um mar vermelho de todas as idades, homens, mulheres e crianças, tudo num convívio incrivelmente bonito. Isto sim, é que é um dia à Benfica, com benfiquistas vindos das mais diversas partes do país e do mundo.

 

Depois o jogo. Não me lembro de assistir a uma final de Taça com uma chuvada destas. Nas bancadas tentámos recuperar entre as memórias, as maiores molhas a ver o Benfica. Um Benfica - Penafiel na Luz, um clássico com o Porto na Luz, uma noite europeia com o Olympiakos e por aí fora. No Jamor não me lembro de tal coisa. Fica esta para a história colectiva. Sendo que o pessoal vinha preparado para um dia primaveril, ténis, calções e manga curta. O São Pedro foi abusador.

O que não me esqueço é do sentimento de ver o Benfica entrar naquele relvado para o jogo decisivo. Em 1981, tinha oito anos e vivi pela primeira vez a experiência. Ainda hoje sinto o mesmo arrepio ao ver as camisolas berrantes alinhadas naquele ambiente.

 

Jogo intenso, Benfica dominador mas poucas oportunidades de golo. Animação nas bancadas, se do nosso lado nunca surpreende o apoio, já do outro lado do estádio sentia-se o clube de uma maneira muito particular. Os adeptos do Vitória são muito grandes.

Com a equipa do Benfica a atacar para a nossa baliza, tal como acontece na Luz, o jogo foi completamente diferente. Aquela vontade de ganhar, aquela motivação de campeão, aquela qualidade individual aliada a uma harmonia colectiva, veio tudo ao de cima e Raul Jimenez respondeu rápido a uma defesa incompleta após remate de Jonas. Um chapéu mexicano tão arqueado, tão convicto, que por momentos pensei que a bola ia para fora. Não foi, entrou e mais de metade do estádio explodiu num festejo anunciado. A celebração de Raul só serviu para a euforia ser ainda maior.

Não foi preciso esperar muito pelo segundo, Nelson Semedo pela direita cruza e cabeçada perfeita de Salvio para golo. A ala direita do Benfica a deixar o mar vermelho do Jamor em delírio. Ainda vimos ali naquela baliza o Pizzi a imitar o Raul mas em mau, em termos de chapéus, o Jonas a acertar na trave e o Raul a mandar uma bola para Queijas, em vez de fechar o jogo facilmente.

O Vitória reduziu, um prémio merecido para a luta que deu e uma felicidade para os seus adeptos que acreditaram até ao fim. Dispenso estas emoções até final das partidas mas o sentimento de alegria no apito final é único.

 

Então e o vídeo árbitro?

Gostei muito. Dois penaltis por mão na área, que se viram bem da bancada, por acaso, uma tentativa de assassinato ao Fejsa que acabou por só levar 12 pontos e tudo escapou ao sistema salvador do futebol português. Promete muito...

 

Repito os elogios aos adeptos do Vitória, são incríveis. Contribuíram muito para uma tarde inesquecível.

 

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Agora, permitam-me um pequeno reparo aos meus companheiros de luta benfiquistas. Então passamos mais de 90 minutos debaixo de uma chuva que não poupou nem as cuecas e depois aproveitamos o apito final para virar costas ao estádio!?

Eu nestes dias de finais, não venho para apreciar um grande jogo ou um belo duelo táctico. Não, não. Nada disso. Eu venho apenas e só com um objectivo, ver o nosso capitão levantar a taça no fim. Vivemos para ver os capitães do Benfica levantarem taças. E quando estamos a minutos disso acontecer debandamos e deixamos meia bancada vazia para o grande momento? Não faz sentido nenhum.
Muita atenção, meus caros, nunca se cansem de ganhar. Nunca desprezem uma conquista. Nunca!

Da mesma maneira digo que os jogadores do Benfica também não se podem cansar de celebrar. Nem terem pressa para irem para o balneário em vez de mostrarem a Taça aos que ali estão por eles. Eliseu salvou o momento e não deixou ninguém recolher. Grande final de época para Eliseu.

 

Ganhar a Supertaça, vencer o campeonato e conquistar a Taça de Portugal é um triplete à antiga. Parecendo fácil e normal é coisa que já não acontecia desde o começo da década de 80! Um triplete histórico, estamos a viver história. Estamos a começar e a terminar épocas da maneira que faz mais sentido, a jogar e a ganhar. Em Aveiro batemos o Braga, no Jamor derrotámos o Vitória, pelo meio deixámos os rivais a falarem sozinhos e a consumarem alianças no campeonato.

 

Benfiquistas, o Benfica voltou a encontrar-se com a História. A sua história! O Benfica voltou a estar à altura do... Benfica. E o que nós penámos para aqui chegar. Nós somos o Benfica que sempre sonhámos. Nos próximos dias, nas próximas semanas, nos próximos meses, sintam esta alegria, desfrutem a sorte de serem benfiquistas, juntem-se, almocem, jantem, lanchem, recuperem as memórias desta época. E da anterior. Aliás, lembrem-se daquela tarde no Jamor em 2013 e de como partimos para um ciclo maravilhoso.

Vivam o Benfica, ignorem o resto. Tudo é insignificante perante a nossa alegria. Mas nunca se cansem de ganhar, nunca se cansem de festejar, nunca se cansem de ver troféus ao alto nas mãos dos nossos jogadores.

Viva o Benfica!
Voltamos lá mais para o verão para a conquista da Supertaça. Sempre a somar.

Benfica 3 - 3 Estoril: No Jamor!

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 Apetece-me começar por dar os parabéns ao Chaves e ao Estoril pela excelente imagem que deixaram nas meias finais da Taça de Portugal. Por arrasto, elogiar também a FPF pelo aumento de qualidade que a prova tem tido depois de anos de algum desprezo pela competição. As mudanças que obrigam as equipas profissionais a jogarem fora de casa contra clubes de escalões inferiores, o cuidado com os preços dos bilhetes, entre outros pormenores, devolveram dinâmica à Taça de Portugal que vê os dois clubes finalistas apurados com muitas dificuldades.

 

No caso do Benfica, a tarefa começou logo a complicar-se nas bancadas. Como é que uma meia final que dá acesso ao último jogo da época, que pode ajudar a ser o Benfica a abrir a próxima época na Supertaça, que garante a presença em mais um final, só convence menos de metade do Estádio da Luz a ir ao jogo?! Ter 25010 adeptos no último jogo oficial da época fora do contexto da liga é embaraçoso. Logo aí deu uma falsa imagem de que o trabalho está feito

O Estoril com Pedro Emanuel tinha dado sinais de melhoras, esta noite na Luz mostrou ser uma equipa muito atrevida e determinada. Lutou até ao fim pelo seu sonho e esteve muito perto de conseguir.

 

O Benfica esteve a perder 0-1, 1-2 e ficou-se pelo 3-3 sujeito a sofrer um golo que o afastava da final. Tudo num jogo imprevisível, e porque o Estoril sempre procurou marcar.

 

(Fotogaleria de João Trindade)

 

Júlio César sofreu três golos mas foi determinante ao evitar o 2-3 de forma incrível. Grimaldo foi das melhores notícias da noite, titular e recuperado.

Mas depois foi preciso chamar ao jogo Pizzi e Jonas para meter ordem numa partida jogada sempre de forma descontrolada. Carrillo fez um golo e podia ter feito outro, Zivkovic assinou uma obra prima, marcando o primeiro golo pela equipa e Jonas veio dar o toque de classe que faltava.

 

No entanto, a equipa deixou sempre o jogo em aberto. Foi uma exibição que não descansa ninguém, não pela incerteza e emoção no desfecho final mas , também, pela falta de argumentos em resolver a questão mais cedo.

 

Foi uma noite de grandes emoções e com um final feliz para o Benfica mas, como já sabem, eu aqui nestas coisas prefiro aquela monotonia de um 2 ou 3-0 sem ponta de emoção.

 

Voltamos ao Jamor, deixamos o sonho da dobradinha em aberto e podemos voltar a pensar só no campeonato.