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Tetra Campeões

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Benfica 1 - 1 Sporting: Banho de Realidade

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 No espaço de um mês, o Benfica defrontou em campo as duas realidades virtuais que passaram a mandar no futebol português. No Dragão, por exemplo, ficámos a saber que verdade desportiva é o Filipe arrancar pela raiz o melhor marcador do campeonato e não ser expulso. Aliás, nem merecedor de cartão amarelo. Entre outras coisas, no mesmo jogo também ficámos a saber que por 3 mil euros é perfeitamente possível um adepto sair da bancada, entrar no terreno de jogo e agredir um dos intervenientes, neste caso o Pizzi, e ser retirado para nunca mais se falar do insólito momento.

 

Ou seja, o Porto que carrega forte desde Maio na conspurcação do futebol português depois de ter apelidado de Liga Salazar o nosso campeonato e ter entrado num ciclo descontrolado de devassa de vidas alheias, dentro de campo não mostrou ser superior ao tal Benfica que só ganhou 4 ligas seguidas por aldrabice. Não bateu certo a realidade nua e crua com a virtual.

 

Agora foi a vez do Sporting. O clube que deixou de ter um leão como símbolo e um lema de vida distinto, algo como serem diferentes com uma postura mais clássica que os marcou durante décadas, passou a ser o clube do Bruno que é o "Ai Jesus" de toda a imprensa, seja geral ou desportiva. O homem que em 2018 acha divertido ir com os cabecilhas criminosos das suas claques num cortejo folclórico. Repito, em 2018! O Vale e Azevedo fez isso no final do século passado em Alvalade e conseguiu ter mais classe. O Presidente Vilarinho prometeu quando chegou ao Benfica ver dois jogos na Luz no meio dos topos. Cumpriu, viu um jogo nos Diabos Vermelhos e outro nos No Name Boys. Foi no começo deste século. Portanto, em 2018 isto nem é original é só mais circo.

Mas resulta. Claro que resulta. Estamos nós à espera de notícias relevantes como os "11" que os treinadores vão lançar, quem vai para o banco, quem irá para a bancada, haverá surpresas de última hora? E o que nos dizem as notificações das aplicações de sites e jornais de uma maneira global? Que o Bruno já está em Alvalade, vejam o vídeo de Bruno a saltar enquanto sorri a dizer que não é lampião ou deliciado ao som de FDP SLB, que Bruno já vai a andar com o cortejo. Sim, pasme-se! O Bruno sabe andar e portanto é notícia. Que o Bruno já está na Luz, e que o Bruno tira fotos na bancada e por aí fora. É a isto que o futebol se resume em dia de derbi.

O Bruno e o Saraiva e tropa online toda reunida no dia da ida à Luz. Eles que informaram o mundo que o Benfica só ganha campeonatos por causa de vouchers para jantar. Eles que orquestraram uma campanha vergonhosa contra o nosso treinador, contra a equipa técnica, contra o presidente, contra tudo o que mexe. Eles que todos os dias falam em descer de divisão, eles que assumem de vez o sonho de terem um mundo sem o maior pesadelo deles, o Benfica. Eles que, finalmente, mostram ao mundo que nasceram para serem o Benfica mas em mau.

E isto tudo porquê? Porque se acham melhores. Por exemplo, na última semana o treinador bi campeão nacional, homem que concretizou o Tetra contra tudo e contra todos, deu uma entrevista ao Record. A entrevista serviu para uma edição. Rui Vitória não ofendeu ninguém, não pediu descidas de divisão para ninguém, não se meteu com ninguém.

Depois, o mesmo jornal apresenta uma entrevista com o Bruno. Não foi coisa para uma capa e uma edição. Nada disso, é material para duas capas, duas edições, sendo uma delas em pleno dia de derbi. Por aqui se vê a opção editorial da nossa imprensa, a tal que depois pede fair play e que todos se divirtam. Do Benfica fala o treinador sobre futebol, do Sporting fala o Bruno sobre... enfim, sobre tudo.

 

Ou seja, o Sporting joga um futebol fabuloso, avassalador e de uma qualidade superior. Mas não é este ano. Jogam assim desde 1906 só que os malandros dos benfiquistas boicotam a arte única do futebol verde e acabam por ganhar o dobro dos campeonatos. Uma questão que Bruno já resolveu, decretou que ao fim destas décadas todas fomos todos uns anormais e, portanto, o Sporting tem 22 campeonatos. Lá chegaremos à equivalência da Taça das Taças para Liga dos Campeões, vão ver.

 

Aparecem aqueles 90 minutos de jogo, um pormenor que hoje em dia só atrapalha as notícias à volta dos Brunos e dos J. Marques desta vida. Uma chatice chamada jogo de futebol. O tal momento em que nos vamos impressionar com o futebol de outro mundo do Sporting, o tal que só não ganha campeonatos porque o Benfica corrompe tudo à volta.

Até começam bem, sem se perceber como ficam em vantagem no derbi com um golo de Gelson. E a partir desse momento? Bom, poucas vezes na vida vi o Benfica a ser tão superior num derbi! Festival de golos falhados, a super equipa do Sporting completamente vulgarizada em campo e ligada à máquina pelo tal golo. Só deu Benfica.

Voltamos à chatice da realidade virtual dentro de campo não valer nada. Era com este futebol que iam dominar o mundo? Não me parece.

 

 

 Então para quê tanto e tanto barulho, tanta violência verbal contra árbitros e demais agentes desportivos? Resposta fácil. É seguir os factos. Empurrão de Coentrão a Jardel, mão de Coentrão na área, mão de Piccini na área, mão de William na área, Acuña fora de jogo no momento do tal golo do Sporting. O que dizem os donos da verdade absoluta e universal do futebol? Nada. O VAR resolve. O tal VAR.

Mas será que algum destes lances pode ter tido influência no jogo? Será que, ao menos, pode ter havido polémica em tanta decisão sempre a beneficiar o mesmo lado? Claro que não! Tudo perfeito.

Meu caros, a realidade virtual deles é esta. É nisto que sonham viver. É isto que os faz viver. Um mundo em que o Benfica seja uma personagem secundária dos passeios deles sem vergonha e sem futebol que se veja porque só pensam em ganhar um campeonato. Um que seja. São capazes de vender as mães para celebrarem um campeonato, por isso acham que o derbi foi um tratado de verdade desportiva. Por isso, cantavam euforicamente perto dos 90 minutos, como se não fossem o Sporting e como se não lhes fosse acontecer alguma coisa inesperada porque são o... Sporting. Claro que aconteceu. O Jonas já marcou ao Sporting. O melhor marcador do campeonato não se deixou embriagar de felicidade por ter assistido pasmado a uma decisão que já todos achávamos impossível, marcar uma falta por mão na bola dentro da área do Sporting a favor do Benfica. O milagre aconteceu, Jonas respondeu com a habitual eficácia.

 

Portanto, na realidade virtual verde e azul, o Benfica continua a mandar nisto tudo com os árbitros, o VAR, os delegados e tudo o mais na mão. Nessas realidades, o Sporting e o Porto jogam um futebol fabuloso muito superior a tudo o resto.

Só que depois vem aquela coisa chata do banho de realidade, do confronto dentro de campo com a bola a rolar. No Dragão, o Porto não foi superior, na Luz o Sporting foi vulgarizado e acabou salvo pelo VAR.

 

Eu vivo bem com as realidades virtuais desde que não me chateiem com palermices. Vivo mal é com o sentimento de impotência em plena Luz com o Benfica a jogar o suficiente para sair com um vitória tranquila de um derbi inquinado. Afinal, vale mesmo a pena viverem em clima de terrorismo permanente sem limites e sem escrúpulos. Pelo menos, os terroristas continuam bem posicionados para sonharem com um título. O problema deles é que o Benfica, mesmo assim, continua vivo e na luta.

Nos últimos 14 derbis na Luz o Sporting ganhou um. Nos últimos seis derbis, o Sporting ganhou um (nos 90 minutos, na Taça de Portugal depois venceu no prolongamento). Nos últimos sete jogos do Benfica contra Porto e Sporting, o Benfica não perdeu nenhum. Esta é a realidade factual.

 

Espero que tenham percebido a coreografia no Topo Sul da Luz. É assim que se responde ao ódio e à inveja. Este é o Registo.

E agora que já vimos a qualidade estrondosa do futebol dos nossos adversários, voltemos a meter o foco nos nossos jogos, juntemo-nos para lutar pelo Penta que é uma realidade bem possível.

 

Eles que voltem à realidade virtual verde e azul com a bênção da toda a imprensa desportiva e geral deste país. Já há noticias da ressaca do Bruno?

Finalmente, a Pausa na Liga com Paz

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Quatro jornadas disputadas e os reis do barulho de verão estão isolados no comando do campeonato. Fim de Agosto e tudo tranquilo no futebol português. Finalmente, a verdade desportiva chegou a Portugal e, portanto, até é de esperar que aqueles programas que incitam ao ódio anti benfiquista tenham descanso e passem o Música no Coração naqueles horários. Ódio que se faz espalhar um pouco por todo lado, como podemos ver naquele caso bonito, digno e exemplar, na bancada de Paços de Ferreira, no jogo como Vitória SC, quando avô e neto foram corridos para fora do recinto por ousarem vestir camisolas do Benfica. Aconteceu numa Liga que tem como bonitos slogans levar mais gente aos estádios e fair plays e cenas assim...

 

O Benfica perdeu os primeiros pontos. Alegria no ar.

O Sporting cumpriu o seu destino de ganhar todos os jogos nesta temporada. Nada os vai parar. Nem golos fora de horas, nem VAR's. A Battagila , para já, está ganha:

 

 

A paz é tão bonita que os pro activos directores de comunicação & queixinhas estão em profundo silêncio e ainda chocados com o animalesco Eliseu.

Sobre o vídeo de cima nem uma palavra azul e, obviamente, da imagem em baixo nem um comentário verde.

É pena porque o Brahimi é tão feliz em Braga que nos faz lembrar a forma injusta como foi expulso há uns meses no mesmo recinto e a maneira superior como reagiu a tudo. Felizmente, esta época pode explanar toda a sua qualidade futebolística expressada numa imagem:

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 Por falar em Braga, e o que dizer das reflexões feitas sobre o facto de Abel Ferreira deixar no banco quatro habituais titulares e entre eles os laterais emprestados pelo Sporting, Esgaio e Jefferson ? Ah, não houve reflexões em saraivada? Que pena...

O Abel podia ter esperado pela pausa de meio mês que o campeonato vai ter mas preferiu fazer descansar meia equipa em plena competição. Bravo, Braga!

Assim dá gosto ver o futebol português em tempo de verão. Tudo está bem quando vai bem.

E aquele fosso competitivo que faz equipas com orçamentos pobres serem carne para canhão?

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Felizmente, o campeonato agora pára e prolonga-se este bom ambiente no futebol português. Assim, sim.

 

 

 

O Triunfo dos Sucateiros

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 Assim que percebeu a distância que tinha de percorrer entre cumprir promessas de ganhar campeonatos e a dura realidade, o presidente do Sporting atirou-se para um caminho que é um caminho sem volta. Atacar o Benfica sempre numa estratégia de vale tudo levando tudo à volta do futebol português para níveis de lodo até aqui desconhecidos. Tudo começou num célebre serão televisivo onde o líder verde atribuiu o sucesso do futebol do Benfica a vouchers. A partir daí foi sempre a descer. A descer o nível das discussões e a descer o sucesso do futebol verde.

O Porto ainda demorou em abraçar a causa do seu histórico aliado. Estavam convencidos que iam conseguir chegar ao título mais depressa e, por isso, entretiveram-se a comprar e a despedir treinadores. Quando perceberam que iam chegar ao 4º ano sem campeonato e sem nenhuma outra conquista, olharam para o seu aliado verde e abraçaram a causa do desespero.

Foi assim que chegámos a este mar de lodo que é o actual futebol português. Ataques sem fim ao Benfica que responde conquistando troféus.

A dada altura os rivais lançam a campanha video árbitro. Pronto, a partir da entrada do VAR acabava-se a campanha de sucessos do Benfica. Junte-se a isto uma inédita novela no canal azul que animou o verão sem futebol e estava montada a estratégia da santa aliança.

Tudo parecia estar a funcionar quando, finalmente, regressa aquela coisa que se joga dentro de um campo relvado, um jogo acessório chamado futebol, aquela partida longe das mesas dos estúdios de televisão e decidida pelos melhores jogadores e treinadores.

O Benfica tetra campeão sem video árbitro deu lugar ao Benfica vencedor da Taça de Portugal no Jamor, vencedor da Supertaça em Aveiro e ao Benfica vencedor na 1ª jornada da Liga NOS, tudo com video árbitro. Assim, dentro de campo reduziu-se a cinzas meses de entulho mediático.

Perguntavam muitos benfiquistas para que era aquele barulho todo quando já se percebeu que Luisão, Fejsa, André Almeida, Jonas, Pizzi, Raul ou Seferovic são imunes a todo aquele terrorismo verbal e escrito?

A resposta está aí.

Façamos um exercício simples. O Benfica venceu as últimas três competições oficiais do futebol português, duas já com video árbitros. Digam-me um jogo dessas três competições que o Benfica tenha vencido da mesma forma que o Sporting nesta 2ª jornada da Liga NOS.

Então, ser incendiário, sucateiro rei do entulho e do lamaçal mediático compensa ou não compensa ?

O Benfica é só Emprestados

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 É assim que isto funciona. Somos uns malandros que só compramos para emprestar. Os outros não. Os outros, coitados, só emprestam as pobres crianças formadas desde sempre em Alcochete para crescerem em competição. Como o Gauld. Como o Jefferson. Aliás, bem vistas as coisas, o Sporting já leva tantos ou mais jogadores emprestados por essa primeira liga fora. Até empresta ao Aves que aceitou começar o campeonato muito antes dos outros. Pormenores.

Fenómenos de Verão da Santa Aliança

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 Os últimos Verões revelaram umas manobras engraçadas por partes do clubes que prometem ganhar tudo aos seus adeptos e acabaram as últimas quatro épocas a ver os benfiquistas festejarem como nunca. É preciso criar uma realidade virtual, um mundo paralelo onde se constroem teorias e loucuras que entretenham os seguidores desesperados por mais um verão tão quente que só lhes faz recordar a seca de títulos dos seus clubes.

 

No Sporting não se fez a coisa por menos. Depois de mais de cem anos de história que resultavam (até 2016) em 18 campeonatos conquistados, desceu um deus à terra para nos ensinar que tudo o que sabíamos era errado! Afinal, o Sporting tem 22 campeonatos ganhos e euforicamente festejados. Como? Num gabinete de comunicação em mais um versão de seca. Mérito para aquela gente que, apesar, de não terem um campeonato para festejar há mais de 15 anos (!), conseguem sempre inventar algo para se sentirem os maiores do mundo naquele intervalo de tempo chamado defeso. Portanto, num verão somaram 4 Ligas e passaram a viver com isso, aldrabam o palmarés em tudo o que é publicação. Até o ilustre sportinguista Rui Miguel Tovar sente vergonha disto.

 

Este ano, coube a vez ao Porto de reinventar a história. Numa comovente relação tórrida, o Porto reconhece que o clube do Bruno passe a ter 22 títulos de campeão nacional. Por sua vez, o Sporting, aquele clube que se dizia diferente, que fazia lutos contra o sistema e que odiava as práticas do Apito Dourado chegando a fazer queixas contra os azuis, agora assiste calado à limpeza da maior aberração jurídica que há memória.
Um clube é punido por corrupção. O clube aceita a punição e comunica que não vai recorrer. 10 anos depois um recurso diz que afinal eles são inocentes.
Agora, os que não recorreram e se aceitaram ser culpados, festejam a sua inocência. Os verdes aplaudem em silêncio ensurdecedor.

Muito engraçados estes Verões com enredos originais e alternativos.

Entretanto, o Benfica ganhou 4 campeonatos seguidos e acabou com aquela discussão que animava os media, qual o clube português mais vencedor?
Calma, o Benfica fez o tetra mas, no fundo, todos sabemos que a resposta à pergunta é: Sporting, claro.

 

 

Um Levezinho e Esquecido Dopado

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Isto até já tem uns dias e está ao alcance de qualquer pessoa que aceda à revista do Expresso da semana passada. Pelos vistos, no meio de tanto barulho ninguém teve grande vontade em investigar declarações graves do ex treinador da Selecção e, em tempos, do Sporting.

Já que está tanto na moda, podemos pedir para tirar os campeonatos ao Sporting do Liedson? Ah, não existem? Não faz mal, retirem-se aqueles inventados no verão passado, só a título simbólico.

E no último, e tão festejado, título do Porto quem é que estava em campo no clássico do Kelvin? Pois. Também devemos pedir para retirar esse, seus dopados ?
É que o Carlos Queiroz é muito claro, ora atentem:

 

 

Sporting 1 - 1 Benfica: Líderes!

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Estamos em 2017 e a chegada ao sector visitante do Estádio da "maior potência desportiva nacional" continua a ser uma selvajaria.

Na Luz, qualquer visitante que vá para a sua bancanda, sabe que é escoltado pela polícia, ou junta perto do acesso de entrada ao seu sector, sem ter que se cruzar com adeptos da casa.

Em Alvalade, qualquer adepto da equipa visitante que não esteja com paciência para o cortejo a pé desde a Luz e que opte por fazer a curta viagem em grupo num Táxi/Cabify/Uber, é riscar o que gostam menos, e sair na descida por trás das bombas da BP e MacDonalds nos sinais de trânsito em frente à sua porta de entrada, tem de conviver com gente feia e muito mal vestida em tons de verde. É verdade que há muito policiamento, mas o sentimento de haver confrontos é permanente.

Portanto, "maior potência nacional" do terceiro mundo.

 

O jogo foi vivido pela Santa Aliança como sendo obrigatório a equipa da casa vencer. Os azuis porque não cumpriram a sua parte até aqui e contavam com uma ajudinha dos seus grandes amigos, os verdes porque nasceram só para isto, tentar ganhar derbys e depois irem de férias.

 

O jogo começou da pior maneira possível, e nem estou a falar da apresentação dos jogadores do Sporting nos ecráns do estádio com óculos escuros.

Ederson teve uma péssima recepção de bola e fez um inesperado penálti que deixou o Sporting em vantagem.

O futebol tem destas coisas, há pouco mais de um ano, fomos surpreendidos com a chamada de Ederson para a baliza em pleno derby. Acabou por correr tudo bem, desta vez, faz um penalti.

 

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Trata-se de excesso de confiança. já se tinha visto algo parecido com o Marítimo em casa mas sem consequências. Por um lado é bom, podemos retardar a transferência do guarda redes mostrando este lance infeliz aos possíveis interessados. Por outro é preocupante.Não se pode dar abébias, Ederson.

 

O que interessa é que a equipa do Benfica reagiu bem, com tranquilidade e não perdeu a cabeça. Foi equilibrando o jogo e crescendo na partida.

Já que ainda hoje falam de lances polémicos na Luz no jogo da primeira volta, hoje podemos falar daquela falta sobre grimaldo, da falta de Bruno César sobre Lindelof e do empurrão a Rafa? Ah, se calhar são três penaltis que já nada importam, é isso? O Benfica manda nisto tudo.

 

Muito melhor o Benfica na 2ª parte e o golo do empate a surgir num livre magistral de Lindelof. Uns segundos antes, tiro as medidas à barreira e posicionamento de Rui Patrício e reparo num pano atrás da baliza que diz: "Aqui a festa é verde". E pronto, já se sabe que nestas coisas lagartas isto não falha. Golo do empate, e Alvalade passou a ser só para cânticos de campeões.

 

Perder dois pontos neste terreno é sempre mal mas a 4 jogos do fim há que fazer contas e perceber o contexto. Foi um ponto conquistado com muita luta que dá acesso a 4 jogos finais com vista para o Tetra.

 

 

 

 

Finalmente, a Oficialização da Santa Aliança!

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 Chegou o dia que a estratégia passou para o papel. Sou do tempo em que o Porto vencia quase sempre o campeonato e deixava o Sporting ficar com o 2º lugar, isto enquanto os seus dirigentes diziam coisas lindas na imprensa desejando o regresso de um Benfica forte porque o futebol português precisava que o Sport Lisboa e Benfica voltasse a ser importante. Nem foi há muito tempo. Enquanto tentavam tudo para acabar com o Benfica, diziam que desejavam o contrário.

Eu sempre apontei o dedo a esta estratégia, por isso vou guardar hoje com carinho estes recortes que aqui publico da imprensa desportiva enquanto relembro o dia em que escrevi outras coisas.

 

Para quem não acompanha o blog há mais tempo, deixo aqui uma amostra do que sempre disse sobre esta Santa Aliança.

Entretenham-se:

 

O Sporting pedia a despromoção do Benfica ?

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 É uma fixação/sonho que existe em Alvalade há muito tempo, portanto o Bruno nem está a fazer nada de original. É mais do mesmo.

Nem sou eu que o digo, basta recordar o que contou João Rocha, um sportinguista que foi uma referência naquele clube e que aprendi a respeitar, numa célebre entrevista ao Record:

 

Em entrevista ao Record, João Rocha, ex-presidente do Sporting, denunciou um acordo obscuro entre José Roquette e Pinto da Costa, que tinha como objectivo afastar o Benfica dos primeiros lugares... Vozes leoninas discordaram e as pessoas sérias do clube de Alvalade ficaram indignadas...

 

Eis uma parte da entrevista de João Pedro Abecassis

 

RECORD – Lembro-me que durante o mandato de José Roquette,você se revoltou com acordos que nunca ficaram esclarecidos, nomeadamente entre o Sporting e o FC Porto. Quer revelar pormenores em relação a isso?

 

JOÃO ROCHA – Havia um projecto com o FC Porto que era muito prejudicial para o Sporting. Era mesmo inqualificável. Insurgi-me num Conselho Leonino e numa assembleia geral. Era um projecto gravíssimo que só podia sair da cabeça de um indivíduo sem responsabilidades. José Roquette dizia que era um projecto válido, porque era a única maneira de Sporting e FC Porto estarem sempre representados na Liga dos Campeões.

 

Esta ânsia de acabar com o Benfica é só mais uma vontade hooliganesca agora recuperada pelo actual Presidente. Dedico estes momentos a todos que sempre criticam textos irónicos sobre aquele clube neste espaço. São muito dignos do nosso respeito, é isso.

O Hino à Isenção

 

Antes de passarmos ao que interessa, ou seja, a luta pelo apuramento para o Jamor, uma última visita ao clássico de sábado.

Viram o resumo do jogo que o canal público apresentou? A RTP cheia de vontade de mostrar serviço e isenção publica um resumo que passa pela entrada das equipas em campo, com imagens da coreografia da Luz, que sempre dá jeito para embelezar estes momentos, ouve-se, naturalmente, o Ser Benfiquista porque na Luz os jogos começam sempre assim. Depois o jogo, as declarações dos intervenientes e as conclusões finais. Tudo bem. Até que percebemos que a peça termina com a montagem sonora do hino do... Porto!

Mas a que propósito?! Porque também passou um pouco da música popularizada por Luís Piçarra?

Então mas no jogo da primeira volta o resumo também terminou com o Ser Benfiquista?

 

Meus amigos, se querem falar de isenção então falem da iniciativa da BTV que abriu as perguntas ao treinador do Benfica aos representantes dos três jornais diários desportivos. No espaço em que Hélder Conduto recebe Rui Vitória, depois da conferência de imprensa, o jornalista coloca questões ao treinador, são escolhidas algumas perguntas recolhidas junto aos adeptos no final do jogo para que Vitória responda e, desta vez, foi dada a oportunidade aos jornalistas que iam fazer a crónica do clássico para a A Bola, Record e O Jogo, de deixarem uma questão no ar.

Rui Vitória não só respondeu a todos com ainda elogiou a iniciativa.

E sim, até o representante do jornal O Jogo teve o privilégio de fazer uma pergunta ao treinador do clube que tão mal o seu jornal trata.

Sobre isto, o elogio público do jornal A Bola:

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Não sei, sinceramente, se os outros jornais elogiaram. Sei que não vi isto ser devidamente divulgado e elogiado. Talvez porque tenha sido uma iniciativa inesperada, contra a corrente e se tenha resumido a falar de futebol.

Acho que foi mais um avanço da BTV para juntar à qualidade que as transmissões do canal apresentam, nomeadamente os relatos do grande profissional que é Hélder Conduto.

 

Em vez de falarmos disto, todos preferem ir atrás de coisas destas:

Leões pedem suspensão de Jonas e Samaris

Porquê? Porque se portaram mal no derby da primeira volta? Porque afrontaram o Sporting?

Não. Porque estiveram atentos ao clássico e têm sempre coisas para dizer.

É engraçado que o Porto - Sporting nem foi assim há tanto tempo e não vi tantos verdes a comentarem esse jogo. Aliás, não vi verdes nenhuns a apontarem nada ao jogo do Dragão e agora estão todos excitados com o Benfica - Porto da Luz? 

Preocupem-se em apoiar o vosso companheiro e aliado da claque da FPF que está na ribalta.

 

Futebol português ou o mundo ao contrário.