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Campeão holandês, pela primeira vez na sua história, em 2009/10, sob o comando técnico do inglês Steve McClaren, o Twente, com o belga Michel Preud'homme como treinador, esteve muito perto de repetir o êxito no último exercício, mas uma derrota na deslocação ao terreno do Ajax (1-3) aniquilou, na derradeira jornada da competição, o sonho do bicampeonato. Um desfecho doloroso para uma época marcada pelas conquistas da Taça e da Supertaça holandesa, como também pela chegada aos quartos-de-final da Liga Europa, na sequência de um 3º lugar na fase de grupos da Liga dos Campeões, onde se cruzaram com Tottenham, Inter Milão e Werder Bremen.
As saídas do técnico Michel Preud'homme, seduzido por uma proposta avultada do Al-Shabab Riyadh, e do médio Theo Janssen, «bad-boy» transformado pelo antigo guardião do Benfica em unidade nuclear dos «Tuckers» e numa das maiores figuras da Eredivisie 2010/11, não diminuíram a ambição do Twente na abordagem à nova época, onde se assume, mais uma vez, como candidato ao título. O irascível Co Adriaanse, campeão português e austríaco, foi a escolha para assumir a sucessão de Preud'homme e regressa, seis anos depois, ao seu País com o objectivo de conquistar o campeonato que lhe escapou ao serviço de Willem II, Ajax e AZ Alkmaar. Garantida a manutenção da estrutura base da temporada anterior, Adriaanse libertou alguns dos excedentários do plantel e apenas efectuou duas aquisições cirúrgicas a «custo-zero»: Willem Janssen, unidade nuclear do meio-campo do Roda, assume a complicadíssima sucessão de Theo Janssen; o veterano Tim Cornelisse, ex-Vitesse, reforça o lado direito do sector defensivo.
O início de temporada tem correspondido às elevadas expectativas em redor da equipa: 5 jogos oficiais, 4 vitórias e 1 empate, apenas 1 golo sofrido, apuramento para a eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões e um título conquistado – a Supertaça, diante do Ajax, em plena Amsterdam Arena, o mesmo local onde os «Tuckers» perderam, há três meses, o histórico bicampeonato. Em termos tácticos, Adriaanse tem mantido o 4x3x3 dinâmico utilizado por Preud'homme, muitas vezes desdobrável em 4x2x3x1, mas não se coibiu de elevar fasquias – para além das vitórias, disse que quer o Twente a jogar à Barcelona – e de, como é seu timbre, afastar do «onze» alguns titulares com Preud'homme – Rosales, Buysse ou Landzaat – e de promover à titularidade escolhas menos óbvias como os laterais Cornelisse e Tiendalli ou os jovens promissores Berghuis, Ola John e Leugers.
- Nikolay Mihailov, internacional búlgaro, é o titular indiscutível na baliza e atravessa um excelente momento de forma. O veteraníssimo Sander Boschker, 40 anos, grande referência do clube, é o seu suplente, enquanto que o jovem Nick Marsman é o terceiro guardião do plantel.
- Na defesa, Co Adriaanse definiu rapidamente um quarteto e não deverá promover qualquer alteração. Peter Wisgerhof, capitão de equipa, e o brasileiro Douglas formam a habitual dupla de centrais, cabendo ao sueco Rasmus Bengtsson o papel de principal alternativa. Na lateral direita, o veterano Tim Cornelisse, ex-Vitesse, conquistou o lugar a Roberto Rosales, internacional venezuelano e titular indiscutível com Preud'homme. A forte vocação ofensiva de Rosales fez com que só tenha sido utilizado por Adriaanse a médio ala direito. À esquerda, Dwight Tiendalli, um lateral direito de origem, conquistou, com alguma surpresa, a titularidade, até por se tratar de um jogador de características marcadamente defensivas e que dá muito pouca profundidade do ponto de vista ofensivo. Com isso, o belga Bart Buysse, aposta de Preud'homme na segunda metade da época passada, perdeu espaço, tratando-se, à semelhança de Rosales, de um jogador mais vocacionado para atacar do que para defender. Nicky Kuiper, internacional sub-21 holandês, parece ser, de momento, apenas a terceira opção para a posição.
- No meio-campo também não existem dúvidas: Wout Brama e Willem Janssen formam a dupla de médios centro, tratando-se, no entanto, de jogadores «box to box» e que integram frequentemente acções ofensivas, penetrando, com e sem bola, na 3ª e até na 4ª fase de construção de jogo. Por norma, Brama está obrigado a maiores labores defensivos e Janssen tem maior liberdade para atacar, mas é normal permutarem os papéis. Já Luuk de Jong, um avançado centro de origem, desempenha funções de médio mais ofensivo, usufruindo de liberdade para jogar a toda a largura do campo: não raras vezes, em momento ofensivo, aparece sobre as alas ou, dentro da área, como segundo avançado, como também, em momento defensivo, baixa para zonas próximas às de Brama e Janssen. O jovem alemão Thilo Leugers, também capaz de actuar como lateral ou ala esquerdo, surgiu, nos primeiros jogos da temporada, como principal alternativa para a zona central do terreno, mas uma lesão, que poderá ser impeditiva da sua utilização no jogo da 1ªmão, permitiu ao veterano Denny Landzaat, titular com Preud'homme e antiga unidade nuclear do AZ Alkmaar de Adriaanse, reconquistar espaço. Na defesa de um resultado, sobretudo nos últimos 20-25 minutos, o técnico do Twente tem abdicado de Janko e reforçado o sector intermediário com mais uma unidade, aproximando-se de um 4x3x3 mais clássico, fruto do avanço Luuk de Jong para o papel de referência ofensiva da equipa.
- Nas alas, a titularidade de Bryan Ruiz é uma certeza, devendo actuar a partir do flanco direito, ainda que a troca de posição entre os extremos seja frequente. Restam muitas dúvidas sobre quem será o outro extremo. O internacional belga Nacer Chadli, também capaz de actuar como médio ofensivo, seria a opção mais natural, mas lesionou-se na pré-temporada e deve falhar o duplo confronto com o Benfica. O seu substituto natural seria o internacional sueco Emir Bajrami, só que, à semelhança de Chadli, tem convivido com inúmeros problemas físicos durante esta fase inicial de época e, apesar de ter sido dado como apto, a sua utilização está em dúvida. Por isso, o canhoto Steven Berghuis, o mais utilizado até ao momento, e o destro Ola John, dois jovens de 19 anos, surgem como as principais opções para o lugar em aberto. Na frente do ataque, o internacional austríaco Marc Janko, autor de 5 golos nos 5 primeiros jogos da temporada, será o titular. Reencontra-se com Adriaanse, técnico que já o orientara no Red Bull Salzburgo, na melhor temporada da sua carreira: 39 golos em 34 jogos na Bundesliga austríaca. Luuk de Jong é a principal alternativa para a sua posição, a que se junta ainda o jovem eslovaco Andrej Rendla, utilizado durante alguns minutos na pré-eliminatória diante do Vaslui.
Espero que o relatório que a equipa técnica do Benfica tenha em mãos seja, pelo menos, tão completo e detalhado como este que o Rui Malheiro publicou no seu Futebol Mundial:

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Vice-campeão turco em 2010/11, o Trabzonspor terminou o exercício com apenas duas derrotas e os mesmos pontos do campeão Fenerbahçe, mas perdeu o título no saldo entre golos marcados e sofridos. Um desfecho amargo para uma temporada histórica da «Tempestade do Mar Negro», baseada numa tremenda segurança defensiva – apenas 23 golos sofridos em 34 jogos, 19 dos quais com «balizas virgens» – e na exploração da criatividade e velocidade de jogadores como Burak, Alanzinho ou Jajá Coelho, suportada pela qualidade dos médios Selçuk e Colman, a que se juntou a capacidade goleadora de Umut Bulut e Jajá Coelho.
O principal responsável pela época bem sucedida é o carismático Şenol Güneş, treinador que conduziu a Turquia ao 3º lugar no Mundial 2002 e uma das maiores referências da história do clube, fruto dos mais de 400 jogos e 6 títulos nacionais como guarda-redes, como também pelos 4 vice-campeonatos em 5 passagens como treinador. Mantém-se em funções para 2011/12, mas terá pela frente o enorme desafio de reconstruir um plantel desfeito durante o defeso, fruto das saídas de quatro unidades nucleares – o central Egemen Korkmaz, o médio centro Selcuk Inan, o falso avançado Jajá e o avançado centro Umut Bulut -, como também de jogadores frequentemente utilizados como Cale, Ceyhun e Yattara. Para isso, teve à sua disposição um orçamento para aquisições superior a 15 milhões de euros, o que lhe permitiu assegurar as contratações do versátil defesa checo Ondrej Celustka, do médio defensivo Didier Zokora, do médio criativo polaco Adrian Mierzejewski, e dos avançados Halil Altintop, internacional turco com carreira construída no futebol alemão, e Paulo Henrique, brasileiro que se destacou, em 2010/11, nos belgas do Westerlo, a que se juntaram ainda algumas promessas do futebol turco, como Baris Özbek, Aykut, Sercan ou Eren.
As indicações dadas durante o estágio de pré-temporada na Holanda foram positivas e mostraram uma equipa a ganhar consistência de jogo para jogo: em 5 particulares, diante de Uerdingen, Otelul Galati, Gent, Genk e Charleroi, o Trabzonspor somou 2 vitórias e 3 empates. Se é certo que o sector defensivo ainda não apresenta os índices revelados na temporada anterior, patenteando até algumas fragilidades, a equipa mostra já uma desenvoltura interessante em acções de ataque organizado e, principalmente, em ataque rápido, a grande arma dos «Bordo-Mavililer». Camaleão táctico, Şenol Güneş abdicou do 4x2x3x1 e 4x4x2 clássico, os modelos que mais utilizou em 2010/11, apostando, preferencialmente, num 4x3x3, desdobrável em 4x2x1x3, e num 4x4x2 losango. Há mais de uma semana a preparar os jogos com o Benfica, com a maior parte dos treinos a serem realizados à porta fechada, Güneş tem dado indicações que poderá apostar numa estratégia mais expectante e recuperar o 4x2x3x1 para o jogo do Estádio da Luz, ainda que a possível presença de Alanzinho e Burak no «onze» possa permitir a transformação, sem recorrer a substituições, num 4x4x2 losango.
- Com Onur Kıvrak, guarda-redes titular, lesionado, Tolga Zengin, capitão do Trabzonspor e habitual suplente, será o titular. Também ele teve problemas físicos durante a pré-temporada, o que fez com que apenas realizasse um dos cinco particulares: Bora Sevim, 3º guardião, foi o titular nos outros quatro jogos.
- Na defesa, ainda existem dúvidas sobre a utilização de Piotr Brozek, a contas, nos últimos dias, com alguns problemas físicos. O checo Ondřej Čelůstka, último reforço da equipa, deverá ser a alternativa caso Brozek não recupere, mesmo não se tratando de um lateral esquerdo de raíz. Ferhat Öztorun e Eren Albayrak, jogadores capazes de actuar como lateral ou ala, são as outras opções para o lugar. No centro da defesa, Giray Kaçar é indiscutível. Ao seu lado, deverá actuar Arkadiusz Głowacki, experiente internacional polaco, pouco utilizado na pré-temporada devido a lesão. Ganha a corrida a Mustafa Yumlu, o central mais utilizado nos jogos de preparação. À direita, Serkan Balcı, sub-capitão de equipa, deverá ser o titular, mas Şenol Güneş também tem testado o checo Čelůstka na posição.
- No meio-campo não existem grandes dúvidas: Didier Zokora, mais fixo, e o argentino Gustavo Colman, com maior amplitude de movimentos, deverão formar a dupla de médios centros, enquanto que o polaco Adrian Mierzejewski deverá assumir o papel de médio criativo, mesmo tendo realizado uma pré-época irregular. Nas alas, Burak Yılmaz deverá ser o titular à direita, enquanto que o imprevísivel Alanzinho poderá ser a surpresa à esquerda, ficando Halil Altintop, que ainda não está na sua melhor forma, no banco e pronto a ser lançado como «arma-secreta» na segunda parte. A presença de Burak, também capaz de actuar como segundo avançado, e de Alanzinho no «onze» permite a Şenol Güneş transformar, em caso de necessidade, o 4x2x3x1 em 4x4x2 losango sem recorrer a substituições. Aykut Akgün, Barış Ataş, também adaptável a lateral, e Sezer Badur são as outras opções para a zona central do terreno, enquanto que Sercan Kaya e Alanzinho podem desempenhar as funções de médio criativo. Para as alas, Mehmet Çakır é a principal alternativa para a direita, enquanto que Engin Baytar, Ferhat Öztorun e Eren Albayrak são as outras opções para o flanco esquerdo.
- O ataque deverá ser entregue a Paulo Henrique, avançado brasileiro que se adaptou bem ao estilo de jogo da equipa e apontou 2 golos durante a pré-temporada. O polaco Pawel Brozek surge como alternativa, ainda que, numa possível alteração para um esquema com 2 avançados, os versáteis Halil Altintop ou Burak Yılmaz sejam as principais opções de Şenol Güneş para actuar ao lado de Paulo Henrique, também ele capaz de jogar a partir de um dos flancos.
Um primeiro olhar ao adversário do Benfica na Liga Europa:
Do fabuloso Futebol Mundial destaco esta passagem sobre Miguel Vítor:
Scunthorpe United 0-3 Leicester City
De regresso à competição, após quase 3 meses de paragem, o defesa-central Miguel Vítor apontou 2 dos 3 golos do Leicester City na visita ao terreno do Scunthorpe United (3-0). Um triunfo importante para a formação liderada pelo sueco Sven-Goran Eriksson, que ascendeu ao 9º lugar da classificação e mantém viva a hipótese de chegar ao «Playoff» de acesso à Premier League: está, a 9 jornadas do fim da competição, a 5 pontos do Nottingham Forest, 6º classificado.
E o vídeo dos golos:
4º classificado, a par do Lyon, da Ligue 1, a apenas 4 pontos do líder Lille, o Paris Saint-Germain tem centrado as suas atenções na prova interna, já que procura conquistar o 3º campeonato francês da sua história, de forma a colocar um ponto final num jejum de 17 anos de títulos. Esse facto, no entanto, não inibiu o conjunto parisiense de realizar uma boa prova na Liga Europa – venceu, sem qualquer derrota, o grupo onde estavam Sevilha e Borussia Dortmund e eliminou o Bate Borisov nos 16 avos de final da competição -, mesmo abdicando, na maior parte dos jogos, de alguns dos titulares (Makelele é o melhor exemplo), de forma a poupá-los para os jogos do campeonato.
Antoine Kambouaré, antigo defesa-central do clube, pelo qual se sagrou campeão francês em 1993/94, é, desde o Verão de 2009, o técnico do Paris Saint-Germain, tendo conseguido levar, em 2009/10, o emblema parisiense à conquista da Taça de França, algo que ajudou a apagar uma má campanha na Ligue 1 (13º lugar). Adepto do 4x4x2 clássico, esquema que utiliza na grande maioria dos jogos, não hesita a recorrer ao 4x2x3x1 em jogos de maior grau de dificuldade, abdicando de uma das unidades de ataque para reforçar o sector intermediário com mais uma unidade. Essa é, aliás, uma prática recorrente no decorrer dos jogos, sobretudo quando pretende defender um resultado na última meia hora.
Equipa-base (4x4x2)
Modelo Alternativo (4x2x3x1)
Guarda-Redes
O veterano internacional francês Grégory Coupet começou a época como titular, mas um mau arranque de Liga fez com que perdesse a titularidade para o arménio-camaronês Edel Apoula. Guardião de estilo inestético, Edel está a fazer a sua melhor temporada desde que chegou, em Janeiro de 2008, a Paris. No entanto, apesar de possuir reflexos rápidos e grande agilidade, faz poucas defesas completas e evidencia problemas a nível do posicionamento. Não é muito alto – 1.84 –, mas esse facto não o inibe de realizar saídas aéreas, onde se mostra capaz de alternar o bom com o mau.
Defesa
O versátil Sylvain Armand – lateral esquerdo de origem – e o jovem e muito promissor Mamadou Sakho formam a habitual dupla de centrais: curiosamente, ambos são canhotos, mas Armand costuma actuar pelo centro/direita. Armand, a cumprir a sua 7ª época no clube, é o líder do sector defensivo e revela-se um jogador talhado para assumir acções de marcação e antecipação, até porque se trata de um jogador muito agressivo. É, igualmente, muito importante a comandar as saídas para fora-de-jogo, um dos aspectos que caracteriza o PSG de Kambouaré em momento defensivo. Sakho, titular da Selecção francesa após o Mundial 2010, é, aos 21 anos, um dos centrais mais interessantes do futebol europeu e o Arsenal está, desde há dois anos, interessado na sua aquisição. Central muito forte, ainda que, por vezes, excessivamente agressivo na abordagem dos lances, revela-se eficaz nos desarme pelo ar e pelo chão, até porque é rápido sobre a bola, o que também lhe permite impor em acções de antecipação. Com capacidade nas saídas para ataque, arrisca o 1x1, em algumas situações, em zonas proibidas. Zoumana Camara, possante e agressivo central, particularmente talhado para acções de marcação, é a principal alternativa e tem aproveitado a rotatividade no «onze» para fazer alguns jogos como titular. O veterano maliano Sammy Traoré, conhecido pela sua tremenda força física, é a outra opção para a zona central da defesa.
Nas laterais, Christophe Jallet, à direita, e Siaka Tiéné, internacional AA pela Costa do Marfim, são os habituais titulares. São dois laterais de forte propensão ofensiva, também capazes de actuar, em caso de necessidade, como alas. Jallet está a realizar uma época de bom nível: disponível do ponto de vista físico e eficaz a assumir acções de condução pelo flanco, destaca-se pela boa capacidade no passe e, sobretudo, nos cruzamentos, aspecto que lhe permite realizar várias assistências para situações de finalização. Já Tiéné, alia a sua tremenda disponibilidade física a velocidade e capacidade de aceleração, o que lhe permite criar desequilíbrios no um para um, principalmente com espaços. Falta-lhe, contudo, uma maior consistência no capítulo do passe e dos cruzamentos, para além de possuir um remate violento de pé esquerdo, mas pouco enquadrado. Do ponto de vista defensivo, ambos apresentam lacunas, principalmente na defesa de posições interiores. De referir que Tiéné se revela, muitas vezes, excessivamente agressivo e faltoso em momento defensivo, aspecto que poderá ser explorado. A principal alternativa para as laterais é o brasileiro Ceará: lateral direito de origem, tem sido chamado, em alguns jogos, à esquerda. É, à semelhança de Jallet e Tiéné, um lateral de maior propensão ofensiva, com argumentos no 1x1, nos cruzamentos e nos lançamentos laterais longos.
Meio-Campo
Claude Makelele, apesar dos seus 38 anos, continua a ser uma unidade imprescindível para Kambouaré, como unidade mais recuada do sector intermediário do PSG, mas tem vindo a ser poupado dos jogos da Liga Europa, de forma a gerir a sua condição física. Ainda muito disponível do ponto de vista físico, mesmo já não revelando a frescura do período áureo da sua carreira, faz-se valer da sua enorme experiência, capacidade de desarme e muito bom sentido posicional, o que lhe garante o corte de inúmeras linhas de passe. Com bola, opta, quase sempre, pela solução mais simples. O versátil Mathieu Bodmer, jogador contratado, no Verão de 2010, ao Lyon, é o seu habitual companheiro de sector. Médio centro de origem, também capaz de actuar como médio defensivo, médio ofensivo ou defesa central, trata-se de um jogador fundamental para Kambouaré quando transforma o 4x4x2 para 4x2x3x1, onde costuma aparecer como médio mais criativo. Apesar do seu talento inegável, não prima pela regularidade a nível exibicional e, neste momento, atravessa um período de menor fulgor. Participativo do ponto de vista defensivo, destaca-se, sobretudo, por ser um jogador determinante nos processos de condução e construção de jogo, ao tirar partido da sua capacidade de passe – curto, médio e longo -, como também da sua capacidade para executar a um-dois toques e bons argumentos de ordem técnica, ainda que não se trate de um jogador que se destaca pela velocidade. Jérémy Clément e Claude Chantôme, as outras opções para o sector central do meio-campo, são jogadores frequentemente chamados por Kambouaré à equipa. Clément, médio defensivo ou médio centro, trata-se de um jogador canhoto, de características mais de contenção, com grande disponibilidade física e capacidade de trabalho. Tem evoluído, nos últimos anos, nas saídas para ataque, mas opta, na maior parte das vezes, por passes curtos e médios. Chantôme, médio centro, também capaz de actuar sobre os flancos, principalmente à direita, apresenta características mais ofensivas, mesmo se tratando de um jogador disponível do ponto de vista físico e com boas noções do ponto de vista táctico. No entanto, possui bons argumentos no passe, o que lhe garante um papel importante em acções de condução e construção de jogo ofensivo, mas peca por alguma irregularidade a nível exibicional. Sem Bodmer em campo, é a opção habitual de Kambouaré para médio mais criativo na passagem do 4x4x2 para 4x2x3x1.
Nas alas, Ludovic Giuly, à direita, e o brasileiro Nénê, principal figura da equipa, com 13 golos e 7 assistências na Ligue 1, à esquerda, são os habituais titulares. Aos 34 anos, Giuly está a fazer uma época muito positiva – bem acima da anterior -, e mesmo já sem o fulgor que o destacou, continua ser um jogador ágil, veloz, com capacidade para desequilibrar no 1x1 e extremamente astuto a protagonizar acções de desmarcação com e sem bola, o que lhe permite aparecer, na sequência de movimentos em diagonal, em zona de finalização, para tirar partido do seu remate de pé direito ou assistir os seus colegas de ataque. Nesta fase da carreira, já dificilmente completa os 90 minutos: é, por norma, substituído entre o minuto 60 e 75. Nénê, por sua vez, é o jogador mais a ter em conta no Paris Saint-Germain: bom condutor de acções ofensivas pelo flanco e desequilibrador no um para um, ao aliar a sua boa capacidade de drible a velocidade, agilidade e poder de aceleração, evidencia também muito bons argumentos nos cruzamentos, em bola corrida e parada, e no passe, o que lhe permite realizar várias assistências para situações de finalização. Perigoso a aparecer em zona de finalização, Nenê sabe tirar partido do seu bom remate de pé esquerdo, o que o torna também perigoso na execução de livres directos ou indirectos em zonas próximas da área. Pegguy Luyindula é a principal alternativa para os flancos e, normalmente, o relevo de Giuly. Capaz de actuar sobre qualquer uma das alas ou no ataque, Luyindula está longe de primar pela consistência a nível exibicional, mas é um jogador agitador, pela sua velocidade e capacidade para aparecer em zona de finalização, quase sempre na sequência de acções de antecipação sobre os defesas adversários. Os jovens Jean-Eudes Maurice – que se destaca, principalmente, pela sua tremenda velocidade e poder de aceleração -, também capaz de actuar no ataque, e Tripy Makonda, lateral ou ala esquerdo, curiosamente apontado como «alvo» do Benfica para a próxima temporada, são outras opções para os flancos.
Ataque
O franco-turco Mevlut Erdinç e Guillaume Hoarau são a habitual dupla de ataque do Paris Saint-Germain. Erdinç, de 23 anos, não está a realizar uma época tão fulgurante como a anterior – em que marcou 15 golos e realizou 5 assistências -, mas trata-se de um avançado veloz, móvel e capaz de criar desequilíbrios no um para um, para além de evidenciar argumentos no último passe. Muito oportuno dentro da área, onde procura tirar partido do seu excelente poder de desmarcação e muito boa capacidade de antecipação sobre os defesas adversários, sabe tirar partido do seu bom remate de pé direito e argumentos no futebol aéreo. Já Hoarau, responsável pela eliminação do Sporting de Braga, na altura orientado por Jorge Jesus, da Taça UEFA em 2008/09, é um avançado muito forte do ponto de vista físico, mas a sua surpreendente mobilidade torna-o bastante potente nos últimos 30-35 metros, pois não gosta de se dar à marcação e parte, várias vezes, de posições exteriores em direcção à área, o seu espaço de eleição. Muito oportuno e extremamente perspicaz a ganhar posição aos defesas adversários, Hoarau revela grande sentido de baliza e um remate forte e fácil de pé direito – o esquerdo está longe de ser cego –, como também fortes argumentos no futebol aéreo, ao conjugar a sua elevada estatura a um muito bom tempo de salto. Esta época, tem-se destacado também no capítulo das assistências para golo, quase sempre a partir de passes curtos. Os já citados Luyindula e Maurice são as outras opções ofensivas de Kambouaré.
O grande Rui Malheiro apresenta, após ano e meio de trabalho e vicissitudes várias, o seu novo site de futebol, que inclui a publicação na íntegra do inédito «Anuário do Futebol Mundial 2009/10».
José Luis Fernández ( 23 anos ) é um jogador que deu nas vistas em 2010. Até aí vinha a ser reserva do Racing Avellaneda sem grande brilho. Com 6 ou 7 jogos em 2010, Maradona chamou-o ao jogo com o Haiti e a cotação disparou com esta estreia na Selecção argentina. No Apertura foi titular com frequência, mas o percurso não tem sido muito consistente - bons jogos alternados com outros menos bons.
Em termos de características, é um ala canhoto que tem na velocidade, mobilidade e poder de aceleração as suas principais armas, o que lhe permite criar vários desequilíbrios no 1x1, até porque tem argumentos no drible. É algo frágil fisicamente - 1.68/67 - e tem ainda muitas arestas para limar: escassa capacidade de finalização - nunca marcou mais de 1 golo por época, mas até tem algumas boas movimentações em diagonal sem bola para aparecer ao 2º poste -, algumas lacunas do primeiro toque, bons apontamentos nos cruzamentos e nos passes, mas a necessitar de maior consistência.
Ano de fundação: 1893
Alcunha: Die Roten (Os Vermelhos)
Palmarés nas competições da UEFA (finalistas entre parêntesis)
• Taça UEFA: (1989)
• Taça dos Clubes Vencedores de Taças: (1998)
• Taça Intertoto: 2000, 2002, 2008
Palmarés nas competições nacionais (triunfo mais recente entre parêntesis)
• Campeonato: 5 (2007)
• Taça da Alemanha: 3 (1997)
Em relação ao Estugarda, o Labbadia foi apresentado como novo treinador esta semana. É o 3º técnico do Estugarda esta temporada, depois do suíço Gross e do alemão Keller, este uma aposta num homem da casa, a procurar reeditar o sucesso que tiveram com o Babbel em 2008/09. Na Bundesliga, o Estugarda está a realizar uma prova decepcionante e ocupa, neste momento, o 17º lugar, depois de 5 jogos sem vencer. Já na Liga Europa, o trajecto foi positivo: depois de deixar o Molde e o Slovan pelo caminho, ganhou o grupo com 5 vitórias e 1 derrota. Mas era um grupo acessível: Young Boys, Getafe e Odense. Até aqui, a equipa jogou preferencialmente em 4x4x2, esquema de eleição dos dois técnicos anteriores, mas o Keller a procurar dar mais consistência ao meio-campo testou também o 4x2x3x1 e o 4x5x1. Sem grandes resultados. Com o Labbadia, o esquema também deverá ser o 4x4x2, ainda que o seu esquema preferido seja o 4x1x3x2, mas implica demasiado risco para uma equipa que está abaixo da linha de água. No entanto, o Labbadia tem uma ideia de jogo muito ofensiva, gosta de futebol bonito e procura que a equipa procure a baliza adversária, mostrando até, em algumas situações, poucas preocupações do ponto de vista defensivo. Por isso mesmo, as passagens dele pelo Bayer Leverkusen e Hamburgo começaram por ser extremamente elogiadas, mas depois de entradas muito fortes - 1ª volta em grande -, as equipas têm derrapado nas segundas voltas e acaba por sair dos clubes pela porta pequena.
Pensando no 4x4x2, o guarda-redes é um jovem alemão - Ulreich. Do que vi dele, apesar de muito alto, não é fiável nos cruzamentos aéreos, mas tem bons recursos entre postes e, principalmente, no 1x1 com os avançados adversários.
A defesa tem sofrido constantes alterações: Celozzi, Degen e Träsch (médio adaptado) têm alternado na lateral direita; o italiano Molinaro e o Boka - que também joga a médio ala - têm alternado à esquerda; no centro da defesa, Niedermaier - 4 golos, 3 deles de cabeça, na Bundesliga (atenção às bolas paradas) tem sido indiscutível. Ao lado dele, Delpierre ou Tasci, que já formaram dupla de centrais no passado. O Tasci é, na minha opinião, o melhor central do plantel, mas tem vindo a ter problemas físicos nesta temporada. O «Canibal» Boulahrouz tem sido a quarta opção. A pouca consistência do sector defensivo tem sido um dos factores determinantes da má campanha na Bundesliga.
No meio campo, o sérvio Kuzmanovic tem sido titular ao centro. O segundo médio centro poderá ser o Träsch ou o Gentner - bom jogador, campeão pelo Wolfsburgo em 08/09. Conhecendo o Labbadia, técnico que gosta de apostar em jovens, o Bah, da Guiné-Conacri, pode vir a conquistar algum espaço. À esquerda, o Gentner, se não jogar ao centro, é a principal opção. Se jogar ao centro, o Boka avança para a ala esquerda. No início da época, apareceu também um miúdo interessante - Dadavi -, mas creio que se lesionou, pois desapareceu das opções. À direita, o Gebhart - ala de grande qualidade e muito forte nos cruzamentos - é o titular, pois o Camoranesi tem jogado muito pouco na Bundesliga. Há a possibilidade de conjugar os dois no 4x4x2: Camoranesi à direita, Kuzmanovic e Gentner no meio, Gebhart à esquerda.
No ataque, 3 jogadores para 2 lugares: Cacau é indiscutível; Marica e Pogrebnyak disputam a titularidade pelo segundo lugar no ataque.
Outra opção ofensiva, normalmente utilizado a partir do banco, é o jovem internacional austríaco Martin Harnik, avançado/extremo revelado pelo Werder Bremen. Referência ainda para o francês Audel, um dos principais reforços para a nova época, mas que se lesionou com gravidade. É um multi-funções canhoto, capaz de jogar nas alas, como avançado ou nas costas do avançado.
equipa-base (4x4x2): Enyeama - Kende, Badier, Douglas da Silva, Ben-Dayan - Vermouth, Rocchi, Yadin, Zahavi - Shechter, Ben Sahar.
- linha defensiva com 4 unidades; uma dupla de médios-centro, de vocação defensiva (Rocchi e Yadin); uma dupla de médios criativos, com grande liberdade para se movimentarem das alas para o meio (Vermouth e Zahavi); uma dupla de avançados de grande mobilidade.
- Vermouth é o jogador-chave da equipa do Hapoel Tel-Aviv. assume um papel determinante no lançamento de ataques rápidos, tirando partido da sua capacidade de passe e boa visão de jogo, como também é quase sempre ele a assumir as acções de ataque organizado, explorando essas características, como também a sua boa capacidade técnica. é, igualmente, um bom executante de lances de bola parada - forte nos livres laterais - e possui um remate forte e colocado, principalmente de pé direito - mas o esquerdo está longe de ser cego.
- a nível ofensivo, o Hapoel aposta muito em saídas rápidas para ataque, procurando aproveitar a velocidade e mobilidade da sua dupla de avançados: Shechter e Ben Sahar. Shechter é um jogador muito forte nos últimos 30 metros, já que consegue aliar um bom poder de desmarcação a uma boa capacidade de condução de bola, criando alguns desequilíbrios no um para um. possui também um remate forte, principalmente de pé direito, mas o esquerdo também não é cego. Ben Sahar, ainda uma grande promessa do futebol israelita, apesar das suas passagens muito intermitentes pelo futebol inglês, holandês e espanhol, é muito inteligente a desmarcar-se sem bola e a aparecer em situações de finalização, como também revela capacidade para criar desequilíbrios em movimentos curtos no um para um, tirando depois partido do seu forte remate de pé direito.
- em ataque organizado, Vermouth explora, muitas vezes, o envolvimento ofensivo e as desmarcações dos dois laterais, ambos com características marcadamente ofensivas. Kende é um jogador de grande disponibilidade física, que compensa limitações técnicas com grande entrega ao jogo e velocidade nas acções, mostrando, ainda assim, atributos interessantes a nível dos cruzamentos; Ben-Dayan é um lateral mais técnico e com maior leitura de jogo, capaz de aliar uma boa capacidade nos cruzamentos a um remate forte de pé esquerdo.
- quando não é Vermouth a assumir o lançamento e a condução das acções ofensivas, o Hapoel revela algumas dificuldades. a dupla de médios-centro - Rocchi e Yadin - sente-se mais cómoda em saídas curtas e médias, enquanto que Zahavi destaca-se mais pela sua capacidade para se movimentar sem bola e aparecer em posições de remate - ponto forte - do que pela sua visão de jogo e qualidade de passe.
- por isso mesmo, em algumas situações, o Hapoel opta por saídas longas desde trás, aproveitando os lançamentos manuais e com os pés do guardião Enyeama - nem sempre preciso - ou do central brasileiro Douglas da Silva - perigoso nesse tipo de situação.
- a nível defensivo, o Hapoel apresenta algumas dificuldades: os laterais dão algum espaço nas suas costas e o companheiro de Douglas - seja o veterano Badir, bastante lento, ou o sul-africano Fransman revelam bastantes fragilidades. Enyeama, o guarda-redes nigeriano, é bem mais sólido entre postes e nas saídas pelo chão do que nas saídas aéreas. a dupla de médios centro recorre, diversas vezes, a jogo faltoso, o que permite que o adversário beneficie de vários livres em zonas frontais.
- na defesa de bolas paradas, o Hapoel evidencia também lacunas: são notórias as dificuldades a defender quando o adversário aposta na antecipação, como também a zona frontal - para as segundas bolas - fica, diversas vezes, desprotegida.
- o guarda-redes Enyeama é o especialista da equipa na marcação de grandes penalidades. bate muito bem: quase sempre a meia altura, bem junto a um dos postes.
principais alternativas:
- Badier, veterano central de 36 anos, de origem médio, não atravessa um bom momento e poderá ser substituído no «onze» pelo sul-africano Fransman, contratado, este Verão, ao Maccabi Netanya.
- há um despique curioso à direita da defesa: Kende, um lateral de vocação ofensiva, é o habitual titular; mas Bondarv, a sua principal alternativa, foi titular da Selecção AA israelita nos últimos 2 jogos, mesmo não jogando no clube.
- Shivhon é a principal alternativa para o sector intermediário e garante, quando necessário, as variações para 4x1x3x2 - abdicando de um dos médios defensivos - ou 4x2x3x1 - abdicando de um dos avançados -, os modelos alternativos do Hapoel. Trata-se de um jogador versátil, capaz de actuar como médio ala direito ou médio centro ofensivo. Abutbul - médio defensivo - e Fransman - que pode jogar como central ou médio defensivo - são outras opções para a zona central do terreno, normalmente utilizados nas segundas partes para refrescar o sector ou na defesa de um resultado. Outra opção, principalmente para a ala esquerda, é o experiente Tuama, internacional AA israelita, com passagens pelo futebol turco, belga e grego. Contudo, tem jogado pouco, já que não atravessa um bom momento de forma.
- Toto Tamuz, promessa do futebol israelita de origem nigeriana, contratado há poucos dias ao Beitar, é a principal alternativa ofensiva e poderá até surgir no «onze» no lugar de Ben Sahar. Trata-se de um avançado possante e muito agressivo - 1.78/82 -, que nunca dá uma bola por perdida e é muito astuto a aparecer em zona de finalização e a ganhar posição aos defesas adversários. Victor Mare, internacional sub-21 israelita, é outra opção ofensiva: é um extremo/avançado veloz e móvel, capaz de actuar a partir das alas ou nas costas de um avançado mais fixo. Com a aquisição de Toto Tamuz, Lala, conhecido por ser um «suplente de ouro», já que marcou vários golos como suplente utilizado, perdeu espaço na equipa.
variações:
4x1x3x2: Enyeama - Kende, Badier, Douglas da Silva, Ben-Dayan - Yadin - Shivhon, Vermouth, Zahavi - Shechter, Ben Sahar.
4x2x3x1: Enyeama - Kende, Badier, Douglas da Silva, Ben-Dayan - Rocchi, Yadin - Shivhon, Vermouth, Zahavi - Shechter (Ben Sahar).
em ambos os esquemas, são normais as constantes variações de posição do «tridente» de médios criativos.
Rui Malheiro
Por Rui Malheiro
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Colaboração valiosa de Rui Malheiro que comenta assim o sorteio:link:
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