
Mais Aimar. Positivo.
Mais Olivedesporto. Medo.
Hoje também é o aniversário do Presidente Fernando Martins. 95 anos!
- Vieira recandidata-se
- o "naming" do Estádio deve estar próximo. E ainda bem porque é mais uma importante receita para o clube.
- Os jogadores mais valiosos do plantel estão à mercê do poder económico dos mais ricos da Europa com maior facilidade.
- Afinal a Olivedesporto está na corrida pelo futuro de Direitos Televisivos. Pode haver continuação, pelo que percebi a porta está mesmo aberta.
- O Aimar fica se quiser receber menos de ordenado.
- A equipa B terá grande importância na formação de jogadores futuros do plantel e com coordenação da equipa técnica de Jesus.
- Devemos ter o grande Museu aberto antes da eleições
Há muito por onde embirrar com o nosso Presidente mas ontem foi uma noite em grande para Vieira. Excelente reacção na TVi às preocupantes notícias que todos os dias falam em esquemas, dinheiros desviados e PJ na área.
Vieira acabou com o mito da transferência de Roberto que também teria dado para pagar o prémio de campeão ao treinador Jesus que por sua vez , pelo seu advogado, desmarcou-se de todas as notícias à volta da transferência de Júlio César do Belenenses para o Benfica.
Vieira mostrou o contrato de Roberto, mostrou a transferência do prémio de Jesus e explicou a transacção de Júlio César. Tudo sem margem para dúvidas. O espanhol custou-nos mesmo aquela fortuna e o treinador recebeu mesmo 573 mil euros que com descontos foram 306 mil euros.
Explicados os processos o Presidente passou ao ataque. Sugeriu então que se investigasse também os negócios de jogadores do primeiro classificado, sublinhou que está sempre disponível e que não precisa de fugir e garantiu que vai processar jornais e jornalistas responsáveis por todas estas notícias esperando que o dinheiro a receber sirva para boas compras para o nosso plantel.
O outro mito desfeito é o do Director Desportivo. Rui Costa está à deriva no Benfica. Vamos ver o que vai acontecer ao homem que a determinada altura deu novo fôlego ao reinado de Vieira e , acima de tudo, até onde vai a passividade do maestro.
Vieira saiu-se muito bem deste ciclo e trouxe alguma tranquilidade ao reino.
Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, será entrevistado esta segunda-feira à noite no «Jornal das 8», na TVI.
A entrevista acontece alguns dias depois de o clube ter sido visitado pela Polícia Judiciária, no âmbito de uma investigação à transferência do guarda-redes Júlio César.
in Maisfutebol
Espero esclarecimentos.
E nada disse.
Esperemos pelo fim da temporada e por alguma entrevista digna desse nome.
A celebrar dois anos de vida, a Benfica TV convidou, esta sexta-feira, o Presidente do Clube, Luís Filipe Vieira, para marcar presença no noticiário “Benfica 21H”. O momento do Clube, o modelo de comunicação pretendido, a gestão dos direitos televisivos, um balanço de tudo o que já foi feito e um olhar sobre o muito que se quer fazer. Para ver aqui.
Ao seu melhor estilo (elogio) Luís Filipe Vieira resolveu manifestar-se através do jornal do clube. Numa altura que o Bi-campeonato é uma utopia, que a Liga dos Campeões é passado e a Liga Europa uma incógnita, o Presidente vem desmarcar-se à grande (nas entrelinhas, claro) do seu grande aliado do último ano, Jorge Jesus.
Basicamente o que o Vieira nos quer dizer é que o plantel é o que Jesus escolheu para o bem e para o mal e que em Janeiro não está com vontade de ir buscar mais ninguém. Isto é a prova do que já sabíamos sobre Rui Costa que foi afastado das decisões importantes sobre contratações.
Este triângulo tem sido gerido por Vieira com a mestria com que costuma liderar os seus negócios.
Relembro apenas que foi Rui Costa que salvou Vieira numa altura que o seu reinado parecia ter terminado no Benfica. Vieira usou o escudo Rui Costa e sobreviveu ficando com tantos créditos que se deu ao luxo de se afastar das decisões do futebol para ver o que ia dar. Com deu para o torto veio dizer que o Rui ainda precisava de aprender muito mas que estávamos no bom caminho. Quique falhou e foi para Espanha vencer uma Liga Europa e uma Supertaça Europeia que eu não me importava de ter no nosso futuro museu.
Aproveitando o crédito angariado com Rui Costa e o "falhanço" deste no primeiro ano de Director Desportivo Vieira impôs Jorge Jesus. A jogada saiu-lhe na perfeição e o Benfica fez uma época que na altura parecia uma miragem e agora nos parece um milagre. Jesus chegou viu e venceu, Vieira renasceu e colou-se ao Mestre da Táctica deixando Rui Costa para segundo plano. Até Maio tudo correu bem embora muitos, como eu, não tenham engolido bem a eliminação da Liga Europa.
Como sempre acontece com Vieira o deslumbramento apoderou-se de si e solta-se o pior que conhecemos do Presidente. Entrevistas a toda a hora, ir longe na Europa, o bi campeonato, os grandes craques que iam colmatar as saídas de Ramires e Di Maria, enfim, o costume.
A acompanhar o circo do Presidente tivemos o treinador que impressionado consigo próprio também já falava em erguer a Taça dos Campeões e trazer Huntellaars e tudo mais.
E Rui Costa sempre na sombra. Saiu para ir falhar a missão impossível de ir buscar Hleb.
Com tanto barulho após o 32º campeonato do clube conquistado e a 2ª Taça da Liga a preparação da nova época foi uma ode ao disparate. Começando num guarda redes banal comprado a preço de estrela mundial acabando em boatos de desentendimentos entre plantel , direcção e técnicos por causa de prémios e dinheiros.
Ninguém deu um murro na mesa, ninguém pôs ordem na casa e partimos para uma pré época atribulada com Roberto a ser figura indesejada e com um arranque oficial que conseguiu ser o pior de sempre da nossa história. Tinha-se passado do céu ao inferno em poucos meses.
Em vez de se tentar colocar ordem no caos fez-se o que é costume no nosso clube que é a fuga para a frente. Guerra aos árbitros ( mas ninguém nos explicou porque raio apoiámos o Presidente da Liga ) e um atabalhoado apelo a um boicote que podia ter sido histórico mais foi mal lançado, mal explicado e mal gerido.
O tempo foi passando e os craques argentinos tardam em mostrar o valor que só conhecemos de boca, 8 derrotas depois Vieira vem se desmarcar de Jorge Jesus. Provavelmente o treinador não acaba a época no clube e Vieira terá que voltar a ir buscar Rui Costa para serenar os ânimos.
Todos nós já vimos isto, todos nós já percebemos como tudo funciona. Só me surpreende que o próprio Vieira não tenha percebido que não nasceu para gerir futebol!
Não vale a pena perder tempo com as frases feitas sobre o Presidente nem ponderar a sua sucessão. Isso agora está fora de causa e não vai acontecer porque ainda faltam quase 2 anos para novas eleições. É preciso é tentar perceber e estar em cima da próxima jogada e aí é Rui Costa quem tem uma palavra a dizer porque mesmo que não caia o treinador penso que já é claro para todos que Jesus não pode continuar a ter carta branca para mandar vir os jogadores fétiche das madrugadas que passa em frente à tv a ver campeonatos brasileiros e argentinos.
Toda a nossa atenção deverá estar agora com o homem que foi posto na sombra, Rui Costa terá que mostrar qual é a sua ideia para o futuro imediato do nosso clube porque é a ele que se deve a continuidade de Vieira na presidência.
O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, reiterou o apelo aos sócios para boicotarem as deslocações da equipa, afirmando temer que "o futebol português esteja, de novo, a ser armadilhado por jogadas de bastidores".
Os órgãos sociais dos "encarnados" já tinham tornado pública esta intenção há cerca de um mês, como forma de protesto contra alegados prejuízos do clube na Liga, nomeadamente quanto às arbitragens, entre outras medidas.
"A vitória no campeonato da época passada, as excelentes exibições e a valia da equipa causaram preocupação a muita gente. (...) O que se passou neste início de campeonato faz-nos temer - ao contrário - que o futebol português esteja, de novo, a ser armadilhado por jogadas de bastidores", lê-se numa carta enviada esta segunda-feira por Vieira aos associados das "águias".
Ressalvando que a atitude do clube não pode "ser interpretada como desculpa para culpas próprias que possam ter influenciado resultados abaixo das expectativas de um bom começo de época", Vieira fala mesmo de "um embuste que está a atraiçoar a prática desportiva".
"Lamentavelmente, já se registaram atropelos demasiado graves e abusos demasiado evidentes para que possam passar sem uma reacção enérgica. O director desportivo, o treinador e eu próprio denunciámos o embuste que está a atraiçoar a prática desportiva e voltaremos a fazê-lo tantas vezes quantas as necessárias para que a mentira não seja a regra do nosso futebol e para que os seus autores e aliados sejam desmascarados. Porque é de mentiras que estamos a falar!", lê-se ainda na missiva.
O líder "encarnado" dirige-se depois aos associados e adeptos, pedindo-lhes para "ajudar esta direcção a lutar pela verdade e pela transparência no futebol português": "Comparecer aos jogos fora significa pactuar com o actual estado do futebol português!".
O presidente do Benfica garantiu que os principais jogadores do clube não serão negociados na abertura do mercado, em Janeiro. E
m entrevista à rádio Antena 1, Luís Filipe Vieira assegurou que "de certeza absoluta que em Janeiro não vai sair nenhum jogador do Benfica. A grande preocupação é essa".
Apesar de o Benfica estar "sempre no mercado", Vieira considera que "não se deve mexer constantemente" num plantel e é da opinião que "não há necessidade nenhuma" do clube contratar jogadores em Janeiro.
O presidente abre, no entanto, uma excepção: "Se a nossa equipa técnica o entender e o Benfica tiver possibilidades para o fazer, podemos pensar numa situação dessas. Mas como deve calcular o cenário financeiro nacional e mundial não é de muita fartura e temos que ter algum cuidado."
Ouvi com atenção a entrevista do Presidente na SIC. Uma entrevista fraquinha em que Rodrigo Guedes Carvalho se perdeu em perguntas sobre a F.P.F. e que não chegou a abordar o porquê do apoio do nosso clube ao recém eleito Presidente da Liga de Clubes.
Gostei de ouvir Vieira falar do universo benfiquista que passa da histeria à depressão em tempo recorde, tem toda a razão. Gostei de o ouvir defender os nossos jogadores e os nossos técnicos, revela confiança e é disso que precisamos nesta altura.
O resto preocupa-me.
Arbitragens
Fiquei a perceber que não estamos a gostar das arbitragens.
Ok, sei que há razões de queixa mas preferia continuar como temos andado no último ano, isto é, a jogar mais do que aquilo que nos roubam e assim não falamos disto. O Benfica na Supertaça jogou muito pouco, em casa com a Académica na jornada inaugural da Liga não merecia perder mas também me parece que se pôs a jeito com uma 1ª parte de qualidade muito baixa. Na Choupana perdemos graças ao guarda redes. Quero continuar como na época passada, falar de arbitragens quando são vergonhosas mas apresentando um futebol superior que ainda não se viu este ano. É a minha opinião.
Roberto
Vieira defendeu como é sua obrigação o guarda redes escolhido para esta época. Afirmou que pagámos mesmo os mais de 8 milhões de euros afastando a teoria de aproveitamento financeiro da operação. Diz que é da responsabilidade dele e que tem a certeza que vai triunfar.
Aqui , infelizmente, não tenho o mesmo sentimento. Não acredito em Roberto. Não tem nada a ver com dinheiros, tem a ver com os meus olhos. Eu vi naquela baliza génios como Bento ou Preud'Homme e por isso arrisco dizer que o espanhol é um erro de casting pelo que já vi até aqui. Como não temos ninguém melhor no banco fico preocupado. Acho que deitámos mais de 8 milhões ao lixo e ficámos pior servidos na baliza do que estávamos. Aliás, devia ser a única posição em que Jorge Jesus não devia ter carta branca para escolher. Façam uma pesquisa aos guardiões em que o treinador foi apostando ao longo da sua carreira e vão perceber o que quero dizer.
Obviamente fico a torcer para estar enganado nesta questão e que o Presidente tenha toda a razão do seu lado. Mas não acredito.
Rui Costa
Se Vieira chama a si todo o protagonismo ao nível de contratações alguém que explique qual é o verdadeiro papel de Rui Costa hoje em dia no Benfica. Isto porque de um ano para o outro dá ideia que o Director Desportivo se eclipsou. Confio nele e espero que ele saiba o que está a fazer e que tudo corra bem. O que me preocupa no discurso de Vieira é que quando ele explica que foi ele a negociar Roberto assim como David Luiz e outros, eu não oiça dizer que também foi ele a aceitar o barrete Stretanovic representado por um dos gémeos Castro.
Laurentino Dias
Esta é a parte mais preocupante. Ficámos a saber que neste momento o maior "ódio" que o nosso Presidente tem chama-se Laurentino Dias. Para ele é o Secretário de Estado do Desporto o responsável por tudo o que vai mal na Federação Portuguesa de Futebol. Vieira assumiu sem rodeios que o inimigo é um elemento do Governo e isso preocupa-me.
Não estou a perceber em que é que Laurentino Dias prejudique mais o Benfica do que o Presidente da Liga de Clubes, por exemplo. Não entendo porquê tanta atenção naquela direcção, perder tempo em ir apoiar uma figura perdedora como a de Carlos Queirós em vez de concentrarmos atenções no que se passa na Direcção da Liga. Fico com a ideia que o "ódio" a Laurentino Dias é mais de carácter pessoal do que institucional. Não me agrada nada esta ideia porque me estou nas tintas para a Selecção e a F.P.F. , o que me interessa é o Benfica.
Vejo Vieira preocupado em atacar Laurentino mas não ouvi uma palavra sobre o relacionamento com a Olivedesportos, por exemplo.
Sporting e Porto
Vieira fez bem em ignorar as vozes corruptas e relembrar o episódio de violência por alturas da nossa ida ao Dragão.
Já não gostei nada da conversa sobre o encontro com Bettencourt. O Benfica nada tem a ver com a amizade pessoal de Vieira com JEB que só por si não pode servir de pretexto para encontros com aquela gente. Diz Vieira que o assunto modalidades é importante e urge agir combatendo os altos orçamentos das modalidades. Estou de acordo. Mas então porque é que vamos conversar sobre isto com um clube que não tem basquetebol, voleibol, ou hóquei em patins ao mais alto nível ? Aliás, vamos conversar de orçamentos com um clube que nem pavilhão próprio tem para ver as suas duas míseras modalidades importantes, para quê? Para isso conversamos com o Belenenses que sempre tem pavilhão.
Gostava muito que o Benfica não voltassse a ter encontros destes com responsáveis de um clube patético que bateu no fundo, não tem identidade, colou-se aos corruptos, tem um Director de Futebol que semeia o «anti-benfiquismo» assim como outros o fazem no famigerado conselho leonino ou lá o que é aquilo.
É um apelo que faço ao Presidente, não se dê com aquela gente.
Mantorras e Reforços
Fiquei a saber que vendemos Di Maria com substituto já encontrado. não estou convencido se o lugar de Di Maria está bem preenchido mas vamos esperar para ver. Não entendo é a facilidade com que vemos partir Ramires sem que tenha chegado alguém para o substituir.
Vieira perdeu também uma boa oportunidade para mandar uns recados a craques que no auge do verão só falavam em sair. Era bom que esses craques entendam que o Benfica não existe para servir as suas contas bancárias de meio em meio ano com aumentos e revisões de contratos. Se querem servir o clube então assinem contratos e honrem-nos.
Percebi que Mantorras vai abandonar o futebol e ficar com um qualquer cargo simbólico no clube. Peca por tardia esta decisão, já se tinha poupado a triste figura que o angolano andou a fazer nos últimos meses. Fico contente que se resolva o caso de Mantorras que merece ser feliz.
Conclusão
Vieira parece acreditar que o bom futebol vai regressar que as vitórias vão continuar e é isso que eu quero que o Presidente do Benfica transmita à nação encarnada; confiança.
Não é por um arranque em falso que vamos entrar em depressão, como boa parte dos adeptos já entraram, porque não há razões para desespero. Temos quase a mesma equipa que foi campeão, os mesmo técnicos, a mesma Direcção. Também não nos vamos enganar pensando que as duas derrotas na Liga foram por causa de árbitros. Vamos encarar a realidade. Não podemos deitar fora mais pontos, temos uma Champions para jogar e isso é uma enorme motivação. Grande parte das nossas vitórias começa nas bancadas como todos os nossos heróis admitem, esse é o nosso papel continuar a apoiar incondicionalmente o nosso clube contra tudo e contra todos, sem alianças vergonhosas como os outros. Não tem sido sempre assim? Não é esta a nossa história?
Espero que Vieira tenha razão quanto ao valor do nosso guarda redes porque se voltarmos a perder pontos, ou eliminatórias, com erros básicos como o que já vimos então estamos muito mal.
Venha o jogo de Guimarães e vamos lá à luta que há uma longa e dura época pela frente. Mais uma. Exibamos o escudo da manga do manto sagrado ao mundo, saibamos renová-lo.
Força Benfica
Vieira entrevistado hoje na SIC às 20h ...

Encarnados fizeram sentir desagrado
Vieira deve falhar almoço entre direcções, domingo, como forma de protesto
Académica enviou para a Luz 1500 dos 2451 bilhetes solicitados
O Estádio Municipal de Coimbra deverá receber, este domingo, uma das maiores enchentes dos últimos tempos na recepção ao Benfica. Os adeptos encarnados da região centro têm demonstrado grande interesse em presenciar o encontro, porém, a SAD encarnada, tem mostrado algum desagrado em função da política de preços que está a ser seguida em Coimbra, onde mais de dez mil bilhetes (estádio tem lotação de 29 mil lugares) têm preço entre 45 e 65 euros. O desagrado cresceu em função do número de ingressos disponibilizados para venda na Luz, cerca de 1500, quando a SAD encarnada solicitou a totalidade dos bilhetes de 22 euros (2451). Segundo fonte da administração encarnada, de Coimbra terá chegado a resposta de que só seriam enviados os papelinhos solicitados mediante a garantia de que não existiriam devoluções e que após essa confirmação foi alegado que os bilhetes entretanto haviam esgotado.
À SAD benfiquista chegaram, ainda, informações de que diversas casas do Benfica na região centro terão adquirido pacotes de bilhetes por 25, 28 e 40 euros, valores não contemplados no preçario enviado à Liga, o que poderá entender-se como violação do artigo 57 do regulamento de competições.
Perante estes factos, Luís Filipe Vieira pondera não marcar presença no almoço de direcções agendado para o dia do encontro, em sinal de desagrado.
Fonte da direcção da Académica sublinhou, entretanto, ao nosso jornal, não ser possível baixar o preço dos bilhetes em função das pretensões benfiquistas e que uma questão de preços não poderá colocar em causa o bom relacionamento entre clubes.
| «Alargar contrato de Jorge Jesus é assunto para tratar em breve» |
| Se não o contratasse estaria no FC Porto Desistiu de Falcao porque não quis duplicar salário Diz que Moniz será um dia candidato Quer receber mais do dobro em direitos televisivos |
| Por nuno reis |
| ONTEM à noite, no programa da SIC, Entrevista especial, conduzido por Miguel Sousa Tavares, o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, elogiou Jesus e prometeu segurar o técnico além de 2010/11. «Tem sido fundamental. Esteve para ser treinador do Benfica há dois anos, mas conversei com Rui Costa e entendemos não apostar num português. Se calhar, se eu não aparecesse, seria agora treinador do FC Porto, tive acesso a determinadas mensagens. Vai ficar muitos anos no Benfica. É um assunto para ser tratado rapidamente e em breve vamos falar sobre isso», explicou, sem esquecer a elaboração do plantel: «Todos os jogadores têm o seu conhecimento, não entrou um sem que Jesus soubesse, é ele que os indica. Mas quem tem a decisão final e termina situações sou eu.» Vieira garante ter uma relação especial com o técnico. «Todos os dias falo com ele, nem que sejam duas da manhã. Com Quique e Camacho não, é uma questão de proximidade. É habitual ligar-me a dizer que este ou aquele jogador tem de ser contratado», revela, antes de dizer que «o Benfica joga bom futebol e dá espectáculo». Diplomático, o dirigente afirma que «o melhor jogador do Benfica é o conjunto», mas admite «uma preferência por Luisão», dado tratar-se de «um líder». Mais à frente, Vieira explicou que os encarnados não estão a arriscar demasiado quando investiram, conforme apontou Sousa Tavares, 26 a 27 milhões de euros em jogadores. «Com a Liga dos Campeões e outros valores em direitos televisivos não precisamos de vender e podemos ter um Benfica ganhador em Portugal e na Europa, conquistador», fundamentou, antes de alargar a explicação: «Temos um passivo consolidado de 320 milhões de euros, com 200 milhões em passivo bancário. Se liquidássemos a sociedade o passivo bancário desaparecia. Os passes valem mais que isso. Há condições para ir embora e deixar tudo pago.» moniz e os direitos televisivosJosé Eduardo Moniz, que esteve quase a ir às urnas com Vieira nas últimas eleições, também foi tema. «Estava mal acompanhado, mas não tenho dúvidas de que um dia será candidato à presidência», disse Vieira, que vai começar a trabalhar nos direitos televisivos. «A partir de amanhã [hoje] vamos falar disso e o nosso parceiro [Olivedesportos] será o primeiro a ser ouvido. Mas o dobro do que recebemos agora é pouco», explicou, antes de sublinhar que «o fundo de jogadores do Benfica é diferente» daquele que o FC Porto criou: «É transparente e está debaixo da alçada da CMVM.» Pinto da costa e falcao«Nunca traí um amigo, perguntem-lhe a ele», eis a resposta ao facto de já não haver amizade entre os presidentes de Benfica e FC Porto. Depois, um desabafo: «As pessoas nada podem dizer de alguns campeonatos ganhos pelo FC Porto, mas de outros... No campeonato perdido com Fernando Santos temos coisas a apontar...» Por fim, Falcao: «Não podia às duas da manhã duplicar-lhe o ordenado. Não me perturba [ter ido para o FC Porto]. Falcao é passado, senão tinha também de falar do Prediger e por aí fora...» |
— A agenda normal de um Clube moderno em que o futebol ocupa lugar de destaque mas em que as responsabilidades vão muito para além do futebol. Conseguimos recuperar em apenas nove anos todo o atraso a nível de infra-estruturas e, ao mesmo tempo, credibilizámos o Clube, portanto, agora temos que fazer a gestão corrente, acompanhar a realidade nacional e internacional, provocar as rupturas que se revelaram necessárias aos interesses do Benfica. Costumo dizer que o Benfica voltou a ter futuro, em contraste com aquilo que encontrámos quando aqui cheguei. Nesta altura, queremos juntar ao património os resultados desportivos, quer seja no futebol, nas modalidades ou na formação. É nisto que estou concentrado e empenhado.
— Vamos assistir a alterações de fundo em matérias tão relevantes como o naming do estádio, renegociações com a Sagres ou a Adidas, a entrada da Benfica TV na plataforma ZON ou a venda dos direitos televisivos?
— Tudo tem o seu tempo e garantidamente, como pode calcular, são matérias que obrigam a reserva e seguramente a muita negociação. O que posso garantir, como de resto tenho feito até aqui, é que vamos assumir até ao fim os compromissos que assinámos, mas é evidente que em cada uma das matérias que indicou na pergunta iremos bater-nos por defender ao máximo os interesses do Benfica. A verdade é que conseguindo negociar ou renegociar todos os contratos que referiu, vamos colocar o Benfica num patamar completamente diferente!
— Já foi dito em diversas ocasiões que o Benfica está a receber muito menos em direitos televisivos do que aquilo que virá a auferir num futuro próximo, concorda?
— Todos sabem que os nossos jogos lideram largamente as audiências, mas também é verdade que temos um contrato assinado que iremos respeitar. No entanto, existe a expectativa sustentada de vir a melhorar substancialmente os valores do presente contrato! Neste momento o que importa dizer e reter é que temos um contrato que vamos respeitar.
— Mas, e deixando os direitos televisivos de fora, acredita que ainda é possível optimizar o actual nível de receitas?
-- Sem dúvida, já falou por exemplo de algo que ainda falta explorar, o naming do estádio. Depois, estou convencido que podemos melhorar, com uma boa margem, o valor de alguns patrocínios. Finalmente, deixando de fora os direitos televisivos, ainda temos os nossos jogadores. Todos reconhecem que eles valem muitíssimo mais hoje do que valiam há seis meses atrás. Portanto, por tudo isto sinto-me bastante confortável com a situação actual.
MERCADO DE INVERNO E FUNDO DE JOGADORES
— O Benfica foi ao mercado de Inverno apesar de ter um bom plantel. Os adversários interrogam-se de onde vem o dinheiro para estas operações. Há segredo?
— Não há segredo, há gestão e um compromisso que resulta da última campanha eleitoral e que tenciono cumprir. Podíamos ter resultados financeiros completamente diferentes, mas teríamos vendido jogadores e comprometido o nosso desempenho desportivo. Os parceiros financeiros, em função do nosso histórico, acreditam em nós e tem sido parceiros fundamentais no desenvolvimento de uma estratégia pensada. Podíamos ter vendido alguns jogadores quando o campeonato acabou e nesse caso as nossas contas teriam sido completamente diferentes, mas teríamos vendido mal. Hoje, todos eles estão muito mais valorizados, alguns são mesmo dos mais acompanhados da Europa.
— A criação do Fundo de Jogadores foi uma espécie de ovo de Colombo que outros clubes irão inevitavelmente seguir?
— Nos últimos anos inovámos sempre no negócio do futebol e não só; depois os outros vêm atrás. O Fundo é apenas mais um caso. O que é que o Fundo nos permite? Ceder parte do passe de alguns jogadores, mantendo esses mesmos jogadores no Clube, ou seja realizamos o encaixe necessário sem ter de realizar a venda imediata. Mas além da inovação desta solução, queríamos que ela fosse transparente e por isso fizemos questão que o Fundo estivesse sediado em Portugal e debaixo da supervisão da CMVM, e não como outros fundos anteriores que foram sediados em paraísos fiscais.
— Qual foi a razão do Benfica ter investido no seu próprio Fundo?
— É o melhor sinal da confiança que podemos transmitir. Se quiser, é uma lógica de compromisso em relação a todos aqueles que decidiram investir nele. Também investem porque vêm que o Benfica acredita no Fundo que criou.
— Que sentido tiveram as alterações verificadas na estrutura da SAD?
— Não houve alterações, apenas alguns ajustamentos que tiveram a ver com a necessidade da Dr. Teresa Claudino se dedicar a novas áreas em que estamos a investir como sejam a Clínica e alguns projectos de responsabilidade social, daí a entrada do Dr. Rui Gomes da Silva para a Administração da SAD.
— Que política desportiva será seguida no final da época? Muitas vendas? Muitas compras? Ou, ao invés, aposta na continuidade?
— A prestação desportiva da equipa, a consequente valorização da generalidade dos jogadores e as inúmeras abordagens que têm sido feitas levam-me a pensar que será muito difícil manter o actual plantel tal como ele está. Porque assim penso e não sou ingénuo, estamos já a trabalhar para preparar o médio prazo e alguns dos jovens jogadores que estamos a assegurar nesta fase são, exactamente, para começar a preparar o futuro.
JORGE JESUS E O TÍTULO— É previsível que o Benfica renove o contrato com Jorge Jesus ao longo de 2010?
— É previsível que Jorge Jesus seja o treinador do Benfica durante muitos anos e não o digo pelo lugar que hoje ocupamos no campeonato, mas sim pelo trabalho que todos os que lidam com ele dentro do Benfica lhe reconhecem. Portanto, Jesus tem todas as condições para fazer um percurso de longa duração à frente do Benfica.
— Acredita num Benfica campeão em 2009/10?
— Estou optimista em relação a isso, mas não é uma garantia, até porque como disse recentemente na inauguração de uma Casa do Benfica, ninguém pode garantir vitórias ou campeonatos, a não ser que se movimente em zonas escuras. Acho que fizemos tudo para construir uma equipa ganhadora, mas há caprichos da bola em campo que ninguém domina. Não posso garantir que vamos ser campeões, mas apenas que vamos fazer tudo para o conseguir.
— Como foi feito o caminho, desde a contratação de Jesus até este momento, numa época em que os adeptos têm aderido como há muito não se via no Benfica?
— Não há segredo. Contratámos um bom treinador - aquele que era desde há muito a minha escolha -, formámos um bom plantel e assegurámos uma boa estrutura profissional. E aqui destaco, sem esquecer o trabalho incansável de todos, a dedicação e paixão com que o Jorge Jesus abraçou este projecto. É verdadeiramente admirável o seu rigor, profissionalismo e entrega. Mas as pessoas têm de estar preparadas para uma ou outra situação menos feliz que a equipa possa viver. E aí todos vão ter de nos ajudar como têm constantemente ajudado a equipa este ano.
— Esta equipa já atingiu o seu máximo?
— Não é isso que o Jorge Jesus me transmite. Segundo ele, o nosso plantel ainda tem uma margem de progressão muito grande. Também é verdade que alguns ajustamentos que fizemos não têm a ver apenas com o curto prazo, mas antes com uma lógica de começar a preparar já a próxima época. Todos os jogadores que entraram agora, são jovens e com enorme talento mas que vão ter que passar por um período de adaptação e, como tal, vão começar a entrar na equipa, crescendo dentro do Benfica, para, quando for necessário, estarem prontos.
— Mas há cada vez menos portugueses na equipa...
— O tempo deles acabará por chegar. Temos jovens na nossa formação que no futuro acabarão por ter o seu lugar na equipa principal, mas primeiro é preciso prepará-los, é preciso construir uma equipa vencedora. Os primeiros a criticar o facto de termos poucos portugueses, são também os mais críticos quando os «jovens portugueses» falham, são os mais críticos quando alguma coisa falha. Por isso temos de assumir uma dinâmica vencedora e depois começar a integrar os jovens da nossa formação. Ninguém mais do que eu deseja ter muitos portugueses na nossa equipa, mas temos de dar um passo de cada vez.
— A Liga Europa (embora nas contas oficiosas do Benfica esteja «apenas» uma presença nos quartos-de-final...) é um sonho?
— Estou certo de que iremos o mais longe que nos for possível. A vitória não está entre os objectivos delineados no início da época. Nesse capítulo, o nosso principal objectivo é o campeonato, mas repito, à medida que formos ultrapassando eliminatórias, não iremos desperdiçar a oportunidade de chegar o mais longe que for possível!
— O Benfica, mesmo sem o recurso a verbas da Liga dos Campeões, apetrechou-se bem e mostra capacidade para mais. Se chegar à Champions, qual é o limite para o Benfica?
— Temos vindo a fazer um trabalho sério e que foi reconhecido pelos nossos sócios. Sabemos que a presença numa Liga dos Campeões pode valer 15 milhões de euros. Sei também que em 2006/2007 estivemos na Liga dos Campeões e tivemos 20 milhões de lucro. Portanto, é evidente que estar lá representa uma parcela financeira importante. Mesmo assim, afastados há dois anos dessa competição, conseguimos fazer o que poucos acreditariam ser possível. O que mais me estranha é que outros clubes que não passaram pelas dificuldades que nós passámos, que estiveram repetidamente na Liga dos Campeões e que vendem regularmente jogadores só consigam apresentar lucros mínimos ou mesmo prejuízos. Quando desportivamente voltarmos ao nosso melhor a verdade é que não sei onde poderemos chegar!
— Acredita que estamos a assistir ao início de uma mudança de ciclo, uma antecâmara da passagem da hegemonia desportiva do FC Porto para o Benfica?— Preocupa-me pouco o que se passa ao lado, só me preocupa o que se passa nesta casa e, nesse capítulo, estou certo de que estamos a construir um projecto sustentado que nos vai permitir edificar um edifício desportivo de sucesso. Não faço as coisas em função do que os outros fazem, mas sim em função da minha convicção do que é ou não melhor para o Benfica.
— Como caracteriza as várias fases por que passou o futebol do Benfica desde que chegou ao clube, ainda no mandato de Manuel Vilarinho, como gestor do futebol?
— Foram fases muito diferentes. Houve um primeiro momento em que o único projecto que tínhamos era a de salvar o Clube, depois o de recuperar o seu património, depois começámos a desenvolver o futebol e, agora, finalmente, estamos a consolidar todo esse projecto. A tudo isto, e é bom não esquecer, conseguimos juntar a credibilização do Benfica enquanto instituição, algo que há nove anos atrás se tinha perdido!
— Se voltasse ao princípio desta caminhada no Benfica teria dito sim ao convite para entrar no clube?
— Creio que sim, talvez tivesse feito algumas coisas de forma diferente, mas isso é próprio da vida. Infelizmente, não temos uma segunda oportunidade para fazer diferente, por isso não vale a pena lamentar-me muito. É fácil tomar decisões conhecendo as suas implicações no futuro, mas como tal não é possível, não vale a pena perder muito tempo com isso. Em todo o caso, no conjunto de todos estes anos, era difícil fazer de forma diferente!
— Sente-se recompensado pelos alertas que fez contra a corrupção no futebol português?
— Sinto, simplesmente, que fiz aquilo que devia ser feito e que se não fosse isso talvez hoje continuássemos a viver na intolerável mentira de outros anos!
— O Benfica foi derrotado na justiça desportiva europeia?
— Não, a justiça desportiva é que foi derrotada em algumas instâncias do futebol europeu, o que é bastante diferente!
— Como viu a absolvição do FC Porto pelo TAS e a alteração do regulamento disciplinar da UEFA?
— Acho simplesmente que fugiram de um problema, mas independentemente de terem feito vista grossa, todos os que estiveram envolvidos no processo perceberam a dimensão do escândalo.
— O Apito Dourado fez justiça, foi longe demais ou deveria ter ido mais longe?
— Não quero voltar a um capítulo que já todos conhecem, mas é evidente que apesar de algumas decisões judiciais e de outras que alguns perspectivam e anunciam com fanfarronice …- lá saberão porquê e como o podem garantir - ninguém já tem dúvidas do que realmente aconteceu. O importante é garantir que situações como aquelas que foram conhecidas e denunciadas não voltem a repetir-se no futebol português.
SER OU NÃO SER REMUNERADO...— Quantas horas diárias dedica ao Benfica e quantas horas gasta com as suas empresas?
— Não sei contabilizar o tempo que estou ao serviço do Benfica, mas sei que dedico muito menos tempo do que devia ás minhas empresas. Mas não me queixo, tenho orgulho em ser Presidente do SL Benfica e tenho um compromisso com a palavra dada, que venho respeitando. Este lugar só pode ser assumido com espírito de missão e colocando os interesses do Benfica acima de tudo. Sou dos chamados «três grandes» o único Presidente não remunerado e isso é para mim motivo de orgulho. Mal do Benfica quando tiver de ter um Presidente remunerado...
— Na época passada falhou, por indicação médica, devido a problemas de tensão, muitos jogos do Benfica. Nesta temporada tem ido a todos. Melhorou ou deixou de dar ouvidos ao médico?
— Digamos que passei a ouvir menos os médicos…
— Tem feito milhões de quilómetros para estar junto dos benfiquistas. Sente-se recompensado, ou, a páginas tantas, o cansaço físico leva-o a pensar duas vezes sobre a sua capacidade de manter este ritmo?
— É evidente que o desgaste físico é muito grande, mas creio que os benfiquistas que diariamente se dedicam ao Clube e que também fazem muitos sacrifícios durante o ano merecem que o Presidente esteja disponível e próximo deles, nomeadamente através das suas Casas espalhadas pelo País e pelo Mundo fora. Tenho-o repetido em diversas ocasiões, as Casas representam verdadeiras «embaixadas» e merecem toda a nossa atenção. Para mim sempre foi claro que o Clube existe em função dos seus sócios e simpatizantes e é para eles que tenho virado a minha atenção.
— Falou dos sócios, e por declarações recentes, continua a creditar ser possível chegar aos 300 mil sócios?
— Sinceramente acredito que é possível. Ainda há pouco tempo atingimos os duzentos mil e em pouco mais de um mês e meio já fizemos mais cinco mil sócios. A equipa de futebol, que é no fundo a principal referência, tem sido «empurrada» pelos sócios e eu noto que há muita gente que quer formalizar a sua ligação ao Clube. Estou convencido que vamos atingir a meta proposta, mas não me peçam uma meta temporal.
CONSEQUÊNCIAS DA VITÓRIA ELEITORAL— O que significou para si a esmagadora vitória eleitoral de Julho de 2009?
— Foi um momento de avaliação e de responsabilização pelo passado e futuro do projecto, mas ao mesmo tempo foi um movimento popular impressionante. Quem viveu os dias anteriores à eleição, com as várias manobras jurídicas, com uma campanha dominada por insinuações sem fundamento, sabe do que falo. É evidente que fiquei sensibilizado com o apoio recebido e, principalmente, pela forma expressiva como foi manifestado.
— As candidaturas da oposição, a que foi às urnas e a que não passou do papel, tinham agendas secretas, objectivos escondidos, que partiam da base da tomada do poder no Benfica?
— Não sei o que tinham, mas sei o que seguramente não tinham: não tinham uma ideia ou um projecto para o Benfica e os sócios perceberam isso. Repito hoje, o que disse antes e durante a campanha: a minha porta está sempre aberta para receber quem tenha boas ideias. Ainda ninguém, desses senhores, bateu à minha porta!
— Se as eleições não tivessem sido antecipadas, o Benfica (consigo ou com outro...) estaria como está hoje?
— Seguramente a planificação teria sido atrasada e, em consequência, prejudicada a performance desportiva da equipa. A antecipação das eleições, por sinal até dada altura reclamada por alguns candidatos, permitiu planificar melhor, com outra serenidade. Mas permitiu mais, permitiu retomar negociações com parceiros importantes do Benfica e que o «barulho» que alguns criaram a determinado momento, obrigaram a parar. A antecipação eleitoral foi um acto legal e estatutário (como os tribunais vieram a demonstrar) em favor do Benfica e não a favor de A ou de B. E é bom que as pessoas entendam isso. E aquelas que estão de boa-fé assim o entendem.
— As suas propostas foram aprovadas na última AG do clube. Sente-se legitimado para promover algumas alterações de fundo no clube. Porquê e para quê?
— A proposta que mereceu aprovação na última Assembleia Geral relaciona-se com o plano de reestruturação financeira que nos permite defender melhor os interesses do universo Benfica, resolver alguns problemas que precisavam de ser solucionados e, ao mesmo tempo, responder a requisitos legais a que estamos vinculados. Mas tudo isto foi feito e minuciosamente explicado aos sócios, com o clube a manter a posição dominante em todas as empresas do universo Benfica. E isso foi sempre condição prioritária para mim. De outra maneira, não contem comigo. O Clube é dos sócios e assim continuará a ser enquanto eu estiver a liderar os seus destinos.
OLHAR DA JANELA DA HISTÓRIA — Quando se afastar do Benfica, que clube gostaria de deixar ao seu sucessor?
— Gostaria de deixar o Clube que eu gostava de ter encontrado, mas creio que o meu sucessor não vai ter motivos de queixa da realidade que vai encontrar…
— Até que patamar pode chegar o Benfica?
— O Benfica chegará até onde os seus sócios quiserem. O Benfica é muito mais do que um clube português, é um clube do Mundo, admirado e respeitado por todos. Se continuarmos a fazer o nosso trabalho da maneira certa vamos crescer até onde nunca imaginámos que poderíamos chegar. Portugal precisa de um Benfica forte. Dito de outra forma, o País tem muito a ganhar com a vitalidade e sucesso do Sport Lisboa e Benfica.
— Por qual destas expressões gostaria de ficar conhecido no universo benfiquista: «Presidente do povo»; «Presidente da mudança»; «Presidente das vitórias»; «Presidente da renovação»; «Presidente da modernidade»?
— Apenas como alguém que veio do povo e que se dedicou de alma e coração ao Sport Lisboa e Benfica, para mudar, renovar e inovar e que tudo tem feito e continuará a fazer para engrandecer o nome e a história deste clube.
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