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Red Pass

Tetra Campeões

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Mercado Fechado. Atacar o Tetra Juntos e Tranquilos

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Fechou o mercado e o que o Benfica tem para atacar o tetra é o plantel que podemos ver mais acima já dividido por sectores. Pelo menos, até ao final de Janeiro, Rui Vitória tem muito por onde escolher.

A primeira dor de cabeça do treinador será escolher os eleitos inscritos para jogarem a Liga dos Campeões, quatro dos nomes que vemos ali em cima terão de ficar de fora.

Para as competições internas todos contam.

Partindo do principio que o núcleo duro da conquista do 35º título se mantém, Gaitán e Renato são as únicas baixas, e que há jogadores que ajudaram a conquistar o 34º e 33º título que continuam na plenitude das suas capacidades, temos que dar o beneficio da dúvida, no mínimo, a quem constrói o plantel.

O Benfica é tri campeão nacional apesar de ter perdido sempre o campeonato do mercado de transferências nos últimos anos.

O Benfica é tri campeão nacional apesar de ter visto um treinador que venceu três ligas em seis anos ter ido para o rival Sporting. Apesar de ter visto um dos capitães de equipa com oito anos de casa ter ido para o rival Porto. Apesar de assistir ao ingresso de ex-jogadores campeões na Luz irem para os rivais.

O Benfica tem mantido um rumo, uma ideia, um projecto e uma postura que em dado frutos. O Benfica tem mostrado coerência na hora de decidir. As épocas não começam em Setembro, quando os jogos oficiais arrancam o plantel da equipa de futebol costuma estar quase todo definido. Tem sido assim nos últimos anos. Por isso, já estamos acostumados a um fecho de mercado tranquilo. Há sempre a hipótese de sair alguém ou entrar uma mais valia. Este ano entrou Rafa. É uma mais valia inegável. Em jeito irónico, podemos dizer que de um dia para o outro duplicámos o número de jogadores na Selecção campeão europeia.

 

Olhando para o quadro de jogadores que ilustra o topo deste texto podemos constatar que em relação à equipa campeã de Maio só temos duas entradas num hipotético onze actual, Rafa na esquerda e André Horta no meio campo. Ou seja, nove titulares transitam da época passada. Não houve revoluções, não se vendeu meia equipa e mantemos jogadores como Júlio César e Ederson, Jardel e Lindelof, o esteio Fejsa e o génio Jonas. Salvio tem mostrado estar de volta ao seu melhor e também continua por cá e, finalmente, o capitão Luisão mantém-se como líder do grupo, ele que já soma cinco títulos de campeão nacional.

Portanto, todas as notícias dadas desde Maio até ontem sobre a saída de quase todos estes jogadores que mencionei foram desmentidas pelo fecho de mercado. O Benfica não tinha que fazer nenhuma revolução no plantel porque é o clube campeão, porque ganha Taças da Liga de maneira tranquila e porque em Abril andou a disputar o acesso à meia final da Champions League de igual para igual com o campeão da Alemanha. Esse trabalho está feito e os principais obreiros continuam nos mesmos lugares.

 

Já sabemos o que é preciso sofrer e lutar para termos um Maio feliz. Também já sabemos o que é a alegria dos outros ao serem campeões do mercado, do inverno e da vida. Nada mudou. É olhar para dentro, não responder ao que aí vem - e deve vir outra dose igual ou maior à da época passada com o auge de racismo à volta do Renato e do circo de vouchers - continuar a encher o nosso estádio e fazer dos campos dos outros uma mini Catedral. Este foi o caminho, este tem de continuar a ser o caminho. Se ainda estão com dúvidas voltem ao quadro lá de cima e entretenham-se a desenhar o vosso "11" ideal e reparem bem nas várias opções. É um plantel jeitoso, ou não?

 

Procurei e Não Encontrei

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Hoje a Leonor Pinhão destaca n'A Bola o facto de no último jogo o Benfica ter tido em campo quatro portugueses num jogo de campeonato nacional. É uma questão pertinente porque todos nós nos lembramos do escândalo que foi na imprensa quando o Benfica esteve pela primeira vez durante uns minutos sem nenhum português em campo fruto de substituições. O mesmo escândalo quando a nossa equipa se apresentou pela primeira com um "11" sem nenhum português e o mesmo barulho quando o Benfica alinhou nas provas da UEFA com uma equipa inicial sem jogadores de nacionalidade portuguesa. É um assunto delicado, todos os benfiquistas querem a sua equipa recheada de jogadores portugueses de qualidade mas, acima de tudo, querem jogadores de qualidade.

 

Hoje passei os olhos pela imprensa desportiva e fiquei espantado com o desprezo com que tratam a falta de jogadores portugueses no "11" inicial do Porto num jogo oficial de UEFA. É tudo normal. A globalização, o mercado e tal...
No Benfica até deu para irem falar com o Jorge Gomes e ouvirem os dirigentes antigos.

Diferenças.

A Equação Samaris - Pizzi com Ruben à Espreita

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Nesta altura do campeonato parece-me claro que as posições no 11 do Benfica estão esclarecidas.

Na baliza Júlio César justificou a contratação e teve o condão de puxar por Artur que tem correspondido bem numa altura delicada da época em que o azar de uma lesão afastou o reforço desta época.

Na defesa não havia dúvidas na direita com Maxi na ala e Luisão a central. Para a esquerda a aposta de Jesus é Eliseu e ao lado do capitão joga Jardel. Se o central vive plena época de afirmação, mostrando veia goleadora e tudo, o defesa esquerda tarda em convencer. O ex-Málaga está longe da melhor forma e não dá muita tranquilidade ao seu lado mas já se percebeu que o lugar é dele.

 

Na frente de ataque e no apoio pelos flancos também não há dúvidas. Lima e Jonas são a dupla dinâmica apontada às balizas contrárias ficando os corredores para Salvio e Gaitán. Com a ausência forçada de Nico tem cabido a Ola John o papel principal à esquerda.

 

Isto tudo para chegarmos ao meio da questão.

Recuemos no tempo para lembrar que a época passada fechou com Ruben Amorim e Enzo Perez. Foi assim no Jamor tal como foi assim na Supertaça que abriu esta temporada e voltou a repetir-se na jornada inaugural do campeonato.

Entretanto, Ruben lesionou-se, Enzo partiu para Valência, Fejsa continua misteriosamente de baixa e chegaram várias opções para se refazer a zona mais sensível do meio campo.

Neste momento já com mais de meio campeonato jogado e várias soluções testadas parece que Jesus optou por fixar Samaris a "6" e Pizzi a "8". Para a posição mais recuada há ainda Cristante, André Almeida e o regressado Ruben Amorim.

Talisca tem vindo a perder ritmo e o português Pizzi aproveitou para agarrar o lugar. Parece ser esta a fórmula com que Jesus vai encarar o resto da temporada.

 

Importa lembrar que este ano não haverá jogos a meio da semana para ir rodando e experimentando jogadores e posições. Além do campeonato só há mais um jogo para fazer e é uma final que poderá ser um clássico onde não se prevê que o treinador invente novas posições a meio campo. No entanto, é bom lembrar que este campeonato tem mais quatro jogos do que é costume. São quatro jornadas que representam o mesmo que uma caminhada bem sucedida na Taça de Portugal, por exemplo.

 

Na equação do meio campo Samaris - Pizzi fica a dúvida se o regresso de Ruben Amorim pode significar num futuro breve um meio campo 100% português. Para já, o grande destaque é para Pizzi que tem agarrado muito bem a sua oportunidade.

 

Não Tão Mau Como Se Dizia, Não Tão Bom Como Pode Vir a Ser

 

Chegámos ao fim de Setembro, segundo mês de competição da época 2014/15, boa altura para olharmos para o que tem sido o comportamento do Benfica até aqui antes da segunda jornada europeia que marca o começo de Outubro.

 

Depois de um mês de Agosto com a conquista da Supertaça e um arranque positivo no campeonato a afastar de vez a aura negativa que se apoderou de adeptos e , sobretudo, comunicação social ávida em colocar o rótulo Crise no clube, o Benfica confirmou que as previsões que o tiravam da luta pelo 1º lugar estavam algo erradas.

 

O mercado fechou-se, o Benfica arrumou a casa reforçando-se já em Setembro com o atacante Jonas. Não é a situação ideal mas sabemos que terá de ser sempre assim. Infelizmente, o clube não tem os argumentos financeiros dos mais ricos da Europa e tem de esperar pelo final do mercado para definir o plantel. Não é um problema do Benfica, é um problema de todo o futebol europeu. Mais importante do que qualquer chegada foi a manutenção do trio argentino, Gaitan, Enzo e Salvio. Um verão inteiro a sermos ameaçados com a saída de um deles e, felizmente, ficaram todos.

 

Com a Supertaça ganha e a liderança na Liga, a época começa bem mas há algumas dúvidas muito preocupantes para dissipar nos próximos tempos.

A estreia na Europa foi horrível com a derrota na Luz com o Zenit e os pontos perdidos para o Sporting ainda custam a digerir.

 

Baliza

 

Não é bom chegarmos a Outubro com a situação da baliza neste estado de alerta. Artur continua a ser o guarda redes mais utilizado quando já nem devia estar no clube, Júlio César chegou tarde e demora a sossegar a nação benfiquista por causa da sua condição física. Até Paulo Lopes se lesionou e com a expulsão de Artur na Champions corre-se o risco de lançar o jovem Bruno Varela às feras em Leverkusen. É um sector mal resolvido, nota negativa. Esperemos pela afirmação de Júlio César.

 

Defesa

 

Na defesa também há dúvidas que temos de levantar. Se Luisão e Maxi são óbvios titulares, o mesmo não se pode dizer na esquerda. Eliseu foi a última solução encontrada para suceder a Siqueira. A seu favor tem a sua larga experiência a jogar ao mais alto nível, a confiança do treinador e o poder de remate de longe que já valeu dois golos decisivos e valerá mais alguns certamente. Isto não resolve o problema da falta de eficácia a defender e a ocupar tacticamente bem o lugar de defesa esquerdo. Espera-se que vá melhorando enquanto podemos perguntar por Loris Benito...

No centro o lugar de Garay tem sido ocupado pelo voluntarioso Jardel que é homem para segurar as pontas mas não tem qualidade suficiente para ser o titular, como já sabemos há muito tempo. Steven Vitória é carta fora do baralho, a dúvida está no argentino Lisandro Lopez. Fez uma boa temporada em Espanha, tem 25 anos, parece preparado para uma oportunidade no Benfica mas tarda em ser aposta de Jesus. É estranho porque se não tem mais qualidade que Jardel é preciso pensar em procurar um central de bom nível e não só útil. Há ainda o jovem brasileiro de 21 anos, César que ainda deve estar a esquecer o trauma de ter alinhado ao lado de Sidnei na pré-época. Ainda falta o importante regresso de Sílvio lá mais para a frente.

Quando o Benfica está em posição defensiva e a bola anda perto da zona de Artur, Jardel e Eliseu ouve-se falar na bancada em triângulo das bermudas. Isto pode e deve ser melhorado porque é a maior lacuna que há para apontar ao Benfica desta época. É verdade que até se tem sofrido menos golos em comparação com a época passada mas sente-se a insegurança defensiva ao longe.

 

Meio Campo

 

Do meio campo para a frente estão as melhores novidades. Desde logo com Talisca em destaque. Este é mesmo reforço e sente-se a crescer de jogo para jogo. Além do número de golos marcados, nota-se a evolução táctica e a movimentação em campo jogando mais perto de Lima no ataque. E a boa notícia é que só pode melhorar, tanto a nível físico como técnico. Aposta mais do que certa.

Já quanto a Samaris a questão não é tão clara. Nota-se que tem tudo o que é preciso para a posição mas parece que lhe falta maior rapidez de processos e ainda está longe de ser posicionalmente perfeito. Não é nada fácil chegar e impor-se naquela zona do campo, para já não tem sido totalmente convincente mas pode lá chegar com calma. Tem contra si o elevado preço que custou que aumenta a pressão exterior mas está longe de ser uma desilusão. Esperemos para ver como evolui. Esperar também é o que resta ao promissor jovem italiano contratado ao Milan. Cristante aguarda a sua vez e nós também.

Ter ficado com o trio argentino foi o maior trunfo que Jesus podia ter para esta época, Gaitan, Enzo e Salvio são a marca de qualidade superior nesta equipa e fazem toda a diferença. O novo número 10 da equipa, Nico Gaitan, tem estado em excelente nível e com ele em campo ficamos sempre mais confiantes. Salvio tenta confirmar todo o seu talento longe das lesões que tanto atrapalham a sua carreira e até agora tem sido determinante na ala direita e Enzo é o menos extravagante do trio mas está a caminho do seu melhor nível de jogo para jogo.

Nota ainda para a utilização regular de André Almeida que se confirma como jogador de enorme utilidade ainda para mais com a ausência de Ruben Amorim e Fejsa.

 

Ataque

 

Na frente Lima estava a começar a desesperar com a seca de golos e a imprensa já soltava números inquietantes que podiam atrapalhar a eficácia do brasileiro. Felizmente, nos últimos dois jogos marcou e tem sido o principal farol no ataque. Diga-se que em Portugal há avançados em clubes de topo que não marcam um único golo desde Dezembro de 2013 e ninguém se chateia. Ai se fosse o Lima...

Com a partida de Rodrigo parecia que Jesus ia ter aqui outra grande dor de cabeça mas a surpresa Talisca tem disfarçado a mudança. Também há que destacar a utilidade de Derley que tem sido importante sempre que chamado a refrescar o ataque. A grande expectativa está guardada para o ex-Valência Jonas. Se o brasileiro pegar de estaca e confirmar as suas qualidades, Jesus fica com interessantes opções para construir um ataque que até aqui está demasiado dependente da forma de Lima e da explosão de Talisca.

Grandes pontos de interrogação para o que vai ser a época de Sulejmani, Nelson Oliveira, Jara, Pizzi e Ola John, sendo que o holandês parece ser o mais motivado pelas oportunidades que tem tido.

 

Conclusão

 

Há algumas dúvidas preocupantes mas também há grande expectativa em ver algumas peças importantes atingirem um bom nível que leve este plantel para um patamar de qualidade que nos dê garantias de sucesso esta época.

É óptimo estar à frente do campeonato com a equipa ainda longe do ideal porque a tendência é para melhorar e estando à frente a moral é maior.

 

Estamos, portanto, muito longe daquele cenário negro de calamidade nacional que se montou no auge do Verão por causa das derrotas na pré-época e das ameaças de ver partir todos os craques e da falta de qualidade dos reforços. É preciso ter calma e agora é que se começa a ver com que linhas é que nos cosemos.

Este último recado é para a imprensa desportiva e generalista que encheu páginas e páginas de jornais, alimentou noticiários, produziu horas e horas de especiais na televisão sobre a "crise" no Benfica e com alguns protagonistas infelizmente conhecidos de todos nós.

Não é para os adeptos que desesperaram mais ou menos durante o verão. Cada um vive a pré-temporada como quiser. Eu há muito que me deixei de tragédias de verão sabendo que o mercado fecha a 31 de Agosto. Deixa-me muito mais nervoso o facto de termos Artur no plantel ou Jardel a titular do que a possibilidade de vir a perder todos os craques já em Janeiro.

Repito a pergunta que fiz ontem, onde anda aquele pessoal que se envolve em programas sobre "crise" no Benfica? Pensava que o recado estava bem endereçado à malta da CMTV, por exemplo, mas houve muitos a acusarem o toque. Mal, diga-se.

 

Agora é esperar que Outubro continue a correr bem. Não coloco grande importância no jogo de Leverkusen, muito importante é vencer o Arouca na Luz, um jogo que na época passada acabou 2-2, recordo! Na Champions League só quero dignidade e rotação da equipa. Nada de esforços extras ou colocar em risco jogadores importantes para o campeonato. Apenas peço atitude à Benfica na Europa. Como diz Jesus, muito bem, o objectivo é fazer algo que as gerações mais novas de benfiquistas nunca viram, ganhar o campeonato dois anos seguidos.

 

Vamos Benfica!