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Moreirense 0 - 1 Benfica: O Norte é Benfica!

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Foi feliz a minha estreia no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, na vila de Moreira de Cónegos. Este era um dos poucos estádios da primeira divisão que me faltava conhecer. Foi desta.

Como é evidente, uma viagem em grupo ao Minho para ver um jogo marcado para uma hora (vergonhosamente) tardia num domingo à noite, tinha que meter um almoço com convívio com benfiquistas que fizesse logo valer a pena a viagem. E, claro, o Minho nunca desilude.

Almoçarada, tarde fora, em Riba de Ave no restaurante Dom Papão. Um encontro promovido pelo grande benfiquista minhoto, Moisés, e que gastronomicamente teve nota máxima e artística. Tudo bom. Mas aquele bacalhau no forno e aqueles bolinhos de alheira... Que maravilha!

 

 

Fica aqui um forte abraço para todo o pessoal do restaurante e companheiros que se juntaram para nos receberem como só eles sabem.

 

 

Depois, uma chegada ao recinto com antecedência permitiu ver a envolvência do estádio do Moreirense. Muito rústico, ambiente campestre e um estádio bem à medida do clube e da região. Bonito cenário para um fim de tarde a beber umas cervejas, encontrar outros benfiquistas, meter a conversa em dia e apanhar um sol generoso num autêntico dia de verão.

Tudo perfeito para o mais importante, o jogo do Benfica.

Surpresa na equipa com a presença de Grimaldo na esquerda e o regresso de Fejsa. Rafa jogou à frente do espanhol e a equipa do Benfica apresentou o seu melhor 11, ou perto disso.

Aquele jogo do Algarve ainda está muito fresco na minha memória, portanto eu ia preparado para uma partida típica de recta final de época, muitos nervos, muita luta, poucas oportunidades e sofrer.

Confirmou-se tudo. O Benfica voltou a não conseguir mandar no jogo, tardou em criar oportunidades e mostrar a sua superioridade em campo.

 

Fora do relvado, uma goleada.

Se a meio da semana falei aqui do número embaraçoso de adeptos que acharam que uma meia final da Taça de Portugal era digna de presença, hoje tenho de dizer que o norte do país é todo Benfica. Aqui, o Benfica joga em casa. O apoio vindo de traz da baliza e da bancada central é impressionante, aqui não há desculpas para não ir ver o Glorioso. Bem mereceram os 3 pontos.

A vitória construiu-se um pouco antes do intervalo, bola parada para a área e Mitroglou a fazer o valioso golo a fechar a primeira parte. Muito melhor o resultado do que a exibição.

Na 2ª parte não melhorou, nem o resultado, nem o futebol jogado. Vários sustos na defesa fizeram lembrar a noite negra da Taça da Liga, a falta de oportunidades para aumentar a vantagem, elevou os níveis de ansiedade e nervosismo, dentro e fora de campo. Felizmente, aumentou também a força do apoio vindo das bancadas para os rapazes.

O jogo nunca esteve decidido, foi preciso lutar muito, foi preciso deixar tudo em campo para segurar a preciosa vantagem até ao fim. Basta dizer que o Moreirense termina a partida com o seu guarda redes na nossa grande área a forçar o empate.

Desta vez, o Benfica foi feliz. Conseguiu fazer um golo e manteve a vantagem até ao fim. Não espero nada de muito diferente até ao fim do campeonato. É preciso olha em frente e pensar que só faltam 6 jogos para a equipa fazer história num clube que nunca viveu um tetra. Só isso interessa até ao fim.

A passagem por Moreira de Cónegos foi uma dura batalha, missão cumprida. Concentração no próximo obstáculo.

 

Muita da minha motivação para passar um dia inteiro num carro a galgar quilómetros às centenas, sair cedo de casa e regressar de madrugada, é porque sinto necessidade de estar ao pé da equipa. De evitar seguir o jogo pela televisão, ficar dependente de realizações fracas, comentários enervantes e perder lances de jogo por causa da obsessão dos realizadores com as repetições.

Agora, junta-se mais um factor forte. Enquanto fazemos a viagem de regresso, podemos ir a discutir de forma sã o nosso futebol. Uma rápida espreitadela nas redes sociais faz-me logo desligar o telemóvel e ser poupado a imbecilidades especulativas de génios que vivem num lodo pós futebol jogado que cada vez dá mais asco e vómitos. Árbitros, socos, Canelas, roubos, tudo e mais alguma coisa. Só porque o Benfica ganhou um jogo. Se esta cambada de parasitas de redes sociais, e profissionais de televisão em transformar o bonito futebol num produto mais tóxico que o acidente nuclear de Chernobil em 1986, tivesse que se preocupar com um cenário como este até chegar a casa, passava-lhe logo a vontade de ser imbecil. Infelizmente, a A1 (e todas as outras estradas por onde passam os benfiquistas) nestes dias são um exclusivo para adeptos que tentam seguir o clube do seu coração longe do ruído ensurdecedor que polui todo o futebol.

A chatice é que falta imenso para voltarmos a ter o Benfica no relvado para mais um jogo, até lá o tempo e o espaço é todo dos profissionais do nada.

Fica para a história mais uma mitica viagem ao norte cheia de benfiquismo.

 

 

Moreirense 3 - 1 Benfica: Da Naturalidade ao Buraco Negro

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Para encarar esta meia final da Taça CTT, o Benfica deu todos os sinais de levar tudo muito a sério. A competição, o adversário e o compromisso em dar mais um passo para a final e defender um título que tem sido seu.

Os 11 escolhidos eram os mais rodados, com a novidade do regresso de Eliseu na esquerda, a opção de Carrillo com Salvio nas alas e o ataque entregue a Jonas e Rafa. Portanto, quanto à maneira como o Benfica começou o jogo não há muito a apontar.

 

A exibição na primeira parte foi aceitável, fez-se o que se pedia, posse bola, controlo do jogo e chegar à vantagem. Ou seja, chegámos ao intervalo numa normalidade absoluta. E é bom que a normalidade, actualmente, no Benfica seja isto.

 

Depois, vem uma 2ª parte que não tem explicação. Podemos falar em desconcentração, facilitismo no sub consciente, abordagem com excesso de confiança, a falta de Fejsa mas nada vai explicar realmente aqueles 15 minutos em que a equipa passa de uma vantagem normal para um resultado negativo de 3-1!

Algo que tendencialmente não fazemos nestes jogos é olhar para o outro lado. O Moreirense teve muito mérito na forma como acreditou, como foi à luta e como conquistou um autêntico vira minhoto no marcador. Aproveitou a desorientação do Benfica e conquistou uma vitória muito merecida. Por isso, parabéns ao Moreirense por este inesperado mas justo apuramento.

 

Preocupante no Benfica estas quedas num buraco negro que custam pontos e eliminatórias. Esta época já todos sentimos isto em Nápoles, na Turquia e contra o Boavista. Já são demasiadas vez que vemos a equipa entrar num abismo durante meia parte do jogo sem explicação aparente. É que não consigo apontar à equipa falta de determinação ou irresponsabilidade na abordagem ao jogo, porque ao intervalo estava tudo dentro da normalidade. São uns 15 - 20 minutos de apagão colectivo que devem ser dignos de estudo. Preocupante, repito.

 

Tal como aqui disse nos jogos que acabei de referir em cima, estou sempre pronto para aceitar os momentos inesperados do futebol, a nosso favor fico contente, contra nós fico revoltado. É esta a vida de um adepto de um clube de futebol. É importante não fazer disto o maior drama de sempre, como também é importante não ignorar o que se passou aceitando só que se tratou de um capricho do deuses do futebol.

 

Do ponto de vista pessoal, ao contrário do que oiço depois destes jogos que não nos correm bem, sinto-me muito mais confortável por ter ido ao estádio ver o jogo do que se tivesse ficado no sofá. A viagem de regresso dá para repor as ideias enquanto fazemos centenas de quilómetros debatendo com amigos o que se passou. Acho mais saudável, apesar de terem sido viagens estranhamente desconfortáveis, as piores que fiz entre Lisboa e o Algarve, devido a um temporal que só deu tréguas durante os 90 minutos de jogo. Dos cinco dias que chove no Algarve, tínhamos que levar com um deles em dia de jogo do Benfica.

Como tantas vezes desabafo por aqui, vale sempre a pena cometer estas pequenas loucuras porque salva-se sempre o encontro com amigos de outras paragens, neste caso o repasto num restaurante perto do estádio escolhido pelo benfiquista A.N. que nunca falha nas, infelizmente, poucas ocasiões que podemos ver o Benfica no sul.

 

Gosto muito de coerência nestas coisas do futebol. Exijo mesmo. Quem me lê na última década neste acompanhamento aos jogos do Benfica sabe que sempre disse que a Taça da Liga é para se levar a sério. Sempre. Por isso, podem encontrar no arquivo as crónicas a todos os jogos que o Benfica fez durante a última década nesta competição. A grande maioria dessas crónicas são relatos de jogos que testemunhei ao vivo. Na Luz não falhei um único.

Assim, permitam-me que evoque a coerência entre o interesse demonstrado e a indignação demonstrada pelos adeptos benfiquistas após a 2ª derrota do clube em 10 edições da prova. Sim, a 2ª derrota. Perdemos em Setúbal em 2007, numa noite bem fria no Bonfim, e voltámos a perder agora. Durante 10 anos não perdemos nenhum jogo na Taça da Liga. Acabámos eliminados em Braga mas no desempate por penaltis. Ora, em todos estes anos nos jogos no Estádio da Luz nunca vi grande interesse dos adeptos nos nossos jogos. Na maioria das partidas tivemos assistências abaixo das 20 mil pessoas. Talvez, o grau de cobrança após uma segunda derrota numa década nesta prova deva ser revisto, porque parece-me que o clube tem levado muito mais a sério esta competição que os próprios adeptos e os números confirmam este facto.

Quanto à felicidade dos rivais nem comento porque aí a coerência cora de vergonha.

 

No Benfica é sempre para ganhar, é o que tenho defendido, é por isso que faço questão de estar nos estádios em todas as competições oficiais sempre que possível. Contava com um domingo de festa a sul, estou chateado com esta inesperada derrota mas continuo a dizer que aprecio mais a coerência. Uns dias para reflectir e começar a pensar na deslocação ao Bonfim.

Benfica 3 - 0 Moreirense: Ganhar Com Casa Cheia à Benfica

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 ( Fotografias de João Trindade )

 

Às vezes, é bom colocar os jogos em perspectiva. Agarremos neste tranquilo e normal 3-0 ao Moreirense e recuperemos o mesmo jogo na época passada a fechar o mês de Agosto de 2015.

Também fizemos 3 golos, também somámos 3 pontos. Só que no fim do jogo sentíamos um misto de alívio, pela vitória, e de preocupação, pela margem mínima, ficou 3-2.

Na época passada ganhámos devido à alma que esta equipa tem. É a mesma alma porque a equipa é praticamente a mesma, penso que só Gaitán não está no plantel, em relação ao onze do ano passado. A vitória por 3-2 foi na garra, depois de muito sofrer a equipa quis dar um sinal aos seus adeptos, podiam ainda estar no começo de um novo ciclo mas a fome de vencer era a mesma. Acabámos campeões.

 

Hoje, mais de um ano depois, um jogo com o Moreirense na Luz parece um aborrecido cumprir de calendário onde as dúvidas na bancada estão na ordem do quem marca os golos e quanto tempo temos de esperar pelo primeiro. Reparem, não é se ganhamos ou se vamos perder anos de vida. Não. É por quantos ganhamos. E isto não é nenhuma demonstração de arrogância nem de bazófia. É apenas registar o reencontro do Benfica com a sua história. Foi assim que o conheci, é assim que gosto de o viver.

Por isto, quando o Benfica não ganha um jogo na Luz é tema para espanto universal no mundo da bola. E às vezes acontece, como sabemos e como vimos com o Vitória FC. Só que a regra é ganhar, marcar e ter jogos bem agradáveis de seguir no nosso Estádio.

Também por isto é que a Luz nos dias de hoje apresenta números de assistência acima do 50 mil adeptos. Também aqui é um reencontro com o que deve ser. Há anos, poucos, muito boa gente achava que os 30/40 mil que faziam a média de assistência nos jogos do campeonato era normal. Quando se explicava que não era e que era preciso lutar contra isso em vez de nos acomodarmos, aparecia sempre a linha teórica que nos explicava que a média baixa se justificava pela crise, pelos preços, pelo clima, pela temperatura, pela hora e sabe-se lá mais o quê.

Tal como dizia na altura, a única maneira de termos a Luz cheia é o futebol do Benfica voltar a ser o ... futebol do Benfica. Aquele que a minha geração viu deslumbrada, as mais velhas se recordam e as mais novas ansiavam por ver sem ser via YouTube.

Esse futebol voltou, ir à Luz para ver o Benfica, sim, ver o Benfica, independentemente de quem está no outro lado, porque do outro lado está mais uma vítima do Benfica e nós vamos à Catedral para testemunhar mais uma vitória à Benfica.

 

 

Se, por acaso, o jogo foge à regra e torna-se complicado, as bancadas fazem o seu papel empurrando o glorioso e assustando a vitima. Se, mesmo assim, o desfecho não for o esperado e normal, os jogadores sabem que serão acarinhados e motivados para o próximo combate. Como aconteceu num passado recente contra o Zenit ou num derby. E os jogadores depois recompensam os seus fieis adeptos, indo a uns 1/4 de final da Champions ou sagrando-se campeões nacionais mesmo que não tenhamos sido felizes em todos os derbies.

Isto é um processo natural e espontâneo, não se compra no mercado, nem se impõe em redes sociais. É assim. Por isso, ninguém no Benfica fica extasiado por ter tido mais gente na Luz do que outros a receber o Real Madrid, nem há cá voltas olímpicas no final de um jogo onde só aconteceu absoluta normalidade. É o Benfica a ser Benfica.

 

Dou muito valor a esta exibição do Pizzi, à entrega do Raul a aproveitar a sua titularidade e abrindo todo o espaço para que os médios brilhem, à maneira como André Almeida entrou bem no jogo após mais uma saída por lesão, desta vez de Eliseu.

Dou muito valor aos 3 golos, ao facto de não termos sofrido golos, ao reconhecimento do adversário no final assumindo a superioridade do Benfica. Dou muito valor ao prazer que é ver o resumo do jogo em paz sem precisar de levar com o circo a discutir cartões, penaltis, expulsões ou se a bola entrou ou não, porque o Benfica voltou a ganhar de maneira tão clara, tão natural que consegue ridicularizar todos os fantoches que acenam vouchers e colinhos.

E sabem porque dou tanto valor à normalidade? Porque lembro-me muito bem, demasiado bem, os tempos em que a normalidade era o Benfica não ganhar tanto e tropeçar. Lembro-me bem de qualqer clube vir à Luz para não perder e acreditar nisso. Não foi assim há muito tempo.

 

Agora o Benfica ganha e não é de hoje. Nos últimos anos tem sido sempre assim, tem a vantagem de ter arriscado mudar para melhor mesmo quando estava no top e os resultados estão à vista.

Se há um ano saímos aliviados e com dúvidas, hoje cumprimos mais uma ida ao Estádio e voltamos tranquilos com o sentimento de quem foi assistir a mais um capítulo natural na nossa história. Quase como ir à missa mas em bom.

 

Continuemos assim, a ser o Benfica.

Moreirense 1 - 4 Benfica: Outra História, O Mesmo Desfecho

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 (Fotos: João Trindade)

 

Oitavo jogo do Benfica em 2016, oitava vitória, hoje por 1-4 o que aumenta para 27 os golos marcados este mês. Esta foi a 4ª vez que o Benfica fez 4 golos para o campeonato fora da Luz e aumenta para 10 vitórias seguidas na Liga um registo que já não acontecia desde 2013/14.

 

É a forma como o Benfica ataca que está a encantar os adeptos. A facilidade em criar oportunidades de golo com movimentações constantes de jogadores entre as alas e meio do terreno a obter desequilíbrios entre quem defende. Nem é importante os nomes dos jogadores porque a equipa vai rodando, as trocas sucedem-se e o resultado tem sido o mesmo, muitos golos.

Hoje o "11" do Benfica mudou em relação à última 3ª feira. Era importante não cair no erro de se pensar que a goleada da Taça da Liga no mesmo relvado contra o mesmo adversário iria tornar este jogo de campeonato mais fácil. Apesar do 1-6 do outro dia, hoje o jogo começava novamente 0-0 e o Moreirense ia apresentar mais qualidade individual na sua equipa.

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A maneira como o Benfica abordou o jogo foi meio caminho andado para cumprir a sua obrigação. Entrou determinado em busca do golo e a querer novamente ganhar convincentemente como se o jogo anterior não tivesse acontecido.

 

Agora com Gaitán entre os titulares mais fortes e Pizzi de regresso, a equipa de Rui Vitória voltou a mostrar coesão e processos assimilados.

Na defesa a única nota de preocupação, a saída por lesão de Lisandro. Sabe-se que Luisão espreita o regresso mas era importante não perder o argentino numa altura tão intensa da época.

As apostas nos flancos foram as do costume, André e Eliseu. No meio Renato é imprescindível e Samaris reconquistou o seu espaço na ausência de Fejsa. Gaitán e Pizzi nas alas é um luxo, e a dupla na frente continua a entender-se com golos, Jonas e Mitroglou.

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O melhor marcador do campeonato abriu o caminho para a vitória respondendo de cabeça a um brilhante cruzamento de Pizzi. O Moreirense nunca desistiu do jogo e teve sempre em Iuri Medeiros e Boateng duas ameaças à baliza de Júlio César.

Renato Sanches sentiu que o 0-1 era curto e quis acabar a primeira parte com um passe a puxar pela corrida de Eliseu que deu tudo para ir à linha de fundo cruzar com estilo para um remate de primeira à ponta de lança de Mitroglou. Era o 0-2 e uma 2ª parte com um horizonte bem mais tranquilo.

 

Quando o Moreirense procurava voltar à discussão do resultado foi, novamente, atropelado pela dinâmica atacante do Benfica. Pizzi, Jonas e Gaitán, imparáveis construíram num ápice mais uma goleada. Muita qualidade nos passes e na finalização das jogadas que deram mais dois golos na 2ª parte. A facilidade com que o Benfica resolveu o problema em Moreira de Cónegos proporcionou uma noite tranquila aos seus adeptos e deu para começar a pensar na próxima deslocação ao Restelo.

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 O jogo terminou com mais um golo de Iuri Medeiros ao Benfica, merecido pela procura, preocupante pela insistência.

O Benfica foi o último a entrar em campo entre as equipas que lutam pelo título e foi o que resolveu o jogo da maneira mais fácil. Na próxima jornada será o primeiro e espera-se que mantenha este ritmo.

Moreirense 1 - 6 Benfica: Atropelamento e Fuga Para as Meias Finais

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Quando se realiza o sorteio da fase de grupos da Taça da Liga, agora CTT, todos os anos há as mesmas reacções. Os representantes dos clubes mais importantes avisam que desta vez é mesmo para ganhar a competição. À medida que as jornadas passam, a prova começa a ser desdenhada, as desculpas sucedem-se e acabamos sempre por concluir que, afinal, isto é uma Taça que não interessa a ninguém. Só três clubes assumem que esta é uma prova oficial que envolve todos os clubes dos campeonato profissionais de futebol nacional e que é digna de figurar nos respectivos museus, Vitória de Setúbal, Braga e Benfica.

 

O Benfica encontrou há muito tempo o perfeito equilíbrio entre rodar o plantel e competir com qualidade na Taça da Liga. Os resultados estão à vista e parecendo fácil não é uma fórmula que já tenha sido encontrada ou repetida noutros clubes com obrigações de lutar pelas provas nacionais.

 

O que se viu em Moreira de Cónegos foi a confirmação da boa fase que o futebol do Benfica atravessa. Até aqui o maior mérito de Rui Vitória foi potenciar um "11" órfão de Luisão, Sálvio, Nelson Semedo ou Gaitán. Ao conseguir apresentar soluções alternativas credíveis fortaleceu as opções individuais para cada posição e aumentou o nível de qualidade de jogo que pode vir a ser reforçado com os regressos dos lesionados.

Ontem o regresso de Nico Gaitán como titular da equipa teve efeitos estrondosos. Agora sim, a 100%, o "10" argentino aproveitou a oportunidade para inspirar companheiros, como Talisca, e assinar uma daquelas exibições inesquecíveis.

Apesar de ter sido com um penalti de Talisca que o caminho para as meias finais da Taça da Liga ficou aberto, foram as jogadas de Gaitán que deixaram a nação benfiquista em êxtase numa 3ª feira à noite. Marcou um golo Maradoniano, fez uma finta de roleta à Zizou no meio do campo, teve pormenores incríveis à ... Gaitán. Só por si valia o preço do bilhete. Gaitán de volta é uma notícia tão bombástica quanto a sua exibição no Minho.

 

Para o argentino brilhar desta forma tinha que haver entrega e vontade do resto da equipa. Foi isso mesmo que aconteceu, apesar das mudanças nos titulares. Jonas e Mitroglou nem entraram, Ederson voltou à baliza e não teve culpa no único golo sofrido, mérito todo para Iuri Medeiros, Sílvio cumpriu mais uns minutos na esquerda da defesa, Lindelof voltou a não comprometer ao lado de Jardel e Nelson Semedo deixou excelentes indicações a caminho da melhor forma à direita.

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Renato Sanches confirma-se como imprescindível e teve a companhia de Samaris. Uma dupla obrigatória no meio campo devido à falta de opções. Talisca aproveitou para confirmar tudo o que tenho dito dele, o baiano tem golo e com ritmo de jogo torna-se útil nas opções de ataque. Gonçalo Guedes esteve uns furos acima do que tem vindo a mostrar nos últimos tempos e Raul Jimenez continua a mostrar apetite pelo golo que foi compensado com o belo chapéu a Nilson, no entanto aquele pé esquerdo mantém-se como uma nulidade na hora do remate e o instinto finalizador ainda não corresponde ao seu preço.

 

Ainda participaram na festa André Almeida, entrou para o meio campo, Carcela, tentou brilhar inspirado por Gaitán mas sem grandes resultados. O destaque da noite vai para a estreia de Grimaldo que entrou muito bem no corredor esquerdo. Teve alguns cruzamentos de muita qualidade e parece estar apto para ser opção no lugar de defesa esquerdo.

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Uma noite perfeita só com boas notícias, uma exibição excelente, uma goleada fora de casa como já não se via desde o jogo em Torres Novas com o Monsanto e, o mais importante, presença nas meias finais da Taça da Liga. Como sempre, o Benfica leva as competições a sério e não se fica pelas palavras de promessas para depois as deixar cair no esquecimento.

No Benfica é sempre para ganhar.

Taça CTT contra Nacional, Moreirense e Oriental

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Grupo B: SL Benfica, CD Nacional, Moreirense FC e Oriental.

Em caso de qualificação para as meias-finais o Benfica jogará com o vencedor do grupo D (Braga, Belenenses, Rio Ave e Leixões).

Taça da Liga - CTT

1ª Jornada: SL Benfica - CD Nacional - 29 ou 30 de dezembro

2ª Jornada: Oriental - SL Benfica ( esperemos que em Marvila ) - 19, 20 ou 21 janeiro 

3ª Jornada: Moreirense FC - SL Benfica - 26, 27 ou 28 de janeiro.