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Tetra Campeões

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Graeme Souness Conta a Sua Passagem Pelo Benfica no Seu Livro

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 Acaba de ser editada a biografia de Graeme Souness. Um livro bem interessante e com uma passagem dedicada à sua estadia no Benfica de... Vale e Azevedo. Partilho aqui as páginas em que o treinador fala das mentiras do presidente, explica como era impossível o Benfica ganhar o título ao Porto por causa do sistema de arbitragens, conta como o Benfica falhou a contratação de Nistelrooy, esse mesmo, e ainda fala de Hugo Leal.

Tempos que parecem fictícios mas que aconteceram mesmo e nós lá estávamos atrás da equipa a acreditar sempre que ia ser possível. Nem foi assim há tanto tempo.

Para ler aqui:

 

 

 

 

Champions League: Um Olhar Pelo Grupo A

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O Benfica está no grupo A da Champions League 2017/18 com a companhia de Manchester United, Basileia e CSKA de Moscovo.

À partida é um grupo que tem como claro favorito o Manchester United, vencedor da Liga Europa, e deixa em aberto a luta pelo apuramento para os 1/8 de final porque Basileia e CSKA são equipas habituadas a estes desafios mas, claro, que o Benfica é favorito a acompanhar o Manchester United na próxima fase da Champions. Também o acesso à Liga Europa é uma incógnita.

 

Manchester United

Aqui no Red Pass existem duas crónicas que testemunham o último duelo que o Benfica travou com os ingleses. Foi há seis anos quando o Manchester United calhou pela terceira vez no mesmo grupo do Benfica no espaço de meia dúzia de épocas.

A 14 de Setembro de 2011 o jogo acabou com um empate 1-1:
Benfica 1 - 1 Manchester United  marcaram Cardozo e Giggs.

 

Em 22 de Novembro o Benfica foi a Old Trafford devolver o empate. Desta vez 2-2. Uma partida que testemunhei ao vivo:

Manchester United 2 - 2 Benfica: Crónica de Uma Viagem a Old Trafford Com Passagem em Wembley

 

Para trás tinha ficado a negra época de 2006/07, quando o Manchester United venceu na Luz por 0-1 e em Old Trafford por 3-1, depois do Benfica ter estado em vantagem com um golo de Nelson.

Uma época antes aconteceu magia. Em Inglaterra o Benfica perdeu por 2-1 mas na última jornada do grupo na Luz o Benfica de Koeman ganhou por 2-1 com golos inesquecíveis de Beto e Geovanni. Os ingleses ficavam fora da Europa e o Benfica seguia caminho para afastar o Liverpool.

 

 Na década de 60 o Manchester United ficou com boas recordações do Estádio da Luz e do Benfica. Em 1965/66 houve duelo nos 1/4 de final da Taça dos Campeões Europeus. Vitórias inglesas na 1ª mão em Old Trafford por 3-2 e na Luz por... 1-5!

Em 1967/68, os dois clubes disputaram a final da prova maior da UEFA em pleno Wembley. O jogo acabou empatou mas no prolongamento o Manchester United venceu por 4-1.

 

Agora aconteceu o reencontro com jogos a 18 e 31 de Outubro, uma jornada de dupla que marca a viragem do calendário no Grupo A.

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Basileia

 

Benfica e Basileia só se encontraram numa época. Foi em 2011/12 também na fase de grupos da Liga dos Campeões. No Red Pass há registos desses dois jogos no arquivo que aqui recupero:

Basileia 0 - 2 Benfica Foi a 18 de Outubro de 2011, os golos foram de Bruno César e Cardozo.

Benfica 1 - 1 Basileia Na Luz , o Benfica não conseguiu repetir a vitória da Suíça e cedeu um empate a um golo. Marcou Rodrigo

 

Jogamos com o Basileia fora de casa a 27 de Setembro e recebemos na Luz os suíços a 5 de Dezembro, na última jornada num jogo que pode ser decisivo no apuramento.

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CSKA Moscovo

 

Também só há registo de dois jogos entre Benfica e CSKA. Aconteceram nos 1/8 de final da Liga Europa em 2005. Uma época feliz para ambos os clubes por razões diferentes. O Benfica acabaria a época como campeão nacional, o primeiro título desde 1994! O CSKA depois de afastar o Benfica voltaria a Portugal para conquistar a Taça UEFA, como era conhecida na altura, em Lisboa na casa do outro finalista, o Sporting.

Em 17 de Fevereiro o Benfica perdeu em Moscovo por 2-0 no Estádio de Kuban. Na 2ª mão, em Lisboa, o Benfica não foi além de um empate a uma bola, golo de Karadas, e o CSKA seguiu assim o seu triunfante caminho.

Agora os russos são o primeiro adversário do Benfica regressando ao Estádio da Luz a 12 de Setembro. A 22 de Novembro, o Benfica viaja até Moscovo para discutir a penúltima jornada do grupo.

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 Calendário:

12/09: SLB-CSKA

27/09: Basileia-SLB

18/10: SLB-M. United

31/10: M. United-SLB

22/11: CSKA-SLB

5/12: SLB-Basileia

 

 

O grafismo dos adversários do Benfica é retirado do Record de 25/8.

140 Mil num Clássico? Está documentado.

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 Tenho publicado muitos artigos sobre a lotação do Estádio da Luz. Quando senti que o universo benfiquista, e não só, achava que uma média de 30 e poucos mil adeptos na Luz era aceitável para jogos do campeonato, fiz sempre questão que isso teria de ser metade do número que se adequava à nossa história grandeza. Nem foi assim há muito tempo.

Felizmente, a média de espectadores no estádio do Sport Lisboa e Benfica tem crescido nos últimos anos e começa a ser normal termos cerca de 50 mil adeptos nas bancadas em jogos da Liga portuguesa.

Mesmo assim, sabe-me a pouco. Tento explicar que fui criado e cresci num estádio da Luz que me habituou a um ambiente glorioso e arrebatador.

Para os companheiros que não entendem esta fixação numa lotação maior, que não tiveram a sorte de viver estes anos, deixo aqui esta notícia publicada no dia a seguir a um Benfica - Porto na Luz. Aconteceu há 30 anos. Estive lá, tinha 13 anos, e se me dissessem no final da partida que dali a 30 anos um recinto com 65 mil lugares demoraria a esgotar para outro clássico decisivo eu ia rir.

O recorte é do blog A Minha Chama que descreve bem esta vitória história por 3-1.

Leiam e percebam a revolta das gerações que viveram aqueles anos.

15 minutos à Benfica

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Hoje no jornal Público vem um interessante artigo assinado por Jorge Miguel Matias sobre os 15 minutos à Benfica.

Aqui o reproduzo:

 

Estádio da Luz a fervilhar. Segundo os relatos da época, 69.021 espectadores nas bancadas a acreditarem que o Benfica treinado por Jimmy Hagan seria capaz de dar a volta a uma eliminatória que tinha começado mal, na Holanda, onde o Feyenoord havia ganha por 1-0 a primeira mão. O titularíssimo António Simões era uma carta fora do baralho para a partida de Lisboa, pois escorregou numa escada quando ia para o treino e partiu um braço. Mas nem o azar do esquerdino tirava a crença dos benfiquistas numa reviravolta do marcador e na passagem às meias-finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Afinal, havia Jaime Graça, havia Artur Jorge, havia Jordão, havia Nené, até havia Eusébio…

E o jogo não podia ter começado melhor para as “águias”. Estavam decorridos apenas cinco minutos quando Nené igualou a eliminatória. A Luz incendiava-se e começou a arder 26 minutos depois, após o golo de Jordão. Em pouco mais de meia-hora o Benfica dava a volta à eliminatória e fazia o austríaco Ernst Happel, treinador da equipa holandesa, engolir as palavras proferidas depois do triunfo em Roterdão - no campeonato holandês, os portugueses jogariam para “não descer de divisão".

 

Só que o Feyenoord não era uma equipa qualquer. Os campeões holandeses tinham muitos internacionais e dois anos antes tinham vencido a Taça dos Clubes Campeões Europeus e a Taça Intercontinental. A um quarto de hora do fim, um golo de Schoemaker colocou o resultado em 2-1 e emudeceu a Luz. Os “encarnados” estavam fora da prova e, com apenas um quarto de hora para jogar, muitos foram os que desistiram.

 

Centenas começaram a dirigir-se para o exterior do estádio sem imaginar no que estava prestes a acontecer. Num assomo de raiva, num ímpeto de galhardia, o capitão Jaime Graça rouba a bola aos holandeses, que a passavam com algum desdém de jogador para jogador no seu meio-campo. Num ápice ela acaba nos pés de Nené, que marca o seu segundo da noite (o terceiro dos benfiquistas) aos 81’ e dá início a uma goleada que terminaria com o triunfo dos “encarnados” por 5-1, depois de mais dois golos – um de Jordão (87’) e outro de Nené (89’). Três golos nos últimos 15 minutos.

O que se passou naquele período, no relvado da Luz, entrou para a história como os 15 minutos à Benfica. Uma expressão que tenta descrever um futebol avassalador, uma espécie de vendaval ofensivo que empurra os adversários para trás, uma sucessão de ataques incessantes protagonizada pelos homens vestidos de “encarnado” e que encosta o opositor às cordas até o deixar KO, permitindo dar a volta a resultados desfavoráveis.

Muitos anos mais tarde, Nené, o homem daquele jogo, elegeu-o como o jogo da sua carreira. O avançado, na primeira pessoa, em declarações ao PÚBLICO em 2004: “No jogo da primeira mão, em Roterdão, o treinador do Feyenoord, Ernst Happel, meteu-se muito connosco, disse que o Benfica era uma equipa de provincianos que não sabiam jogar futebol. O próprio capitão, van Hanegem, comparou o Benfica ao Excelsior, na altura o último classificado do campeonato holandês. O ambiente no jogo de Lisboa, como sempre, estava fantástico, com o Estádio da Luz completamente cheio. Os jogadores sentiam muito o peso daquele estádio e aos 30 minutos de jogo já estávamos a ganhar por 2-0 – o suficiente para nos qualificarmos para as meias-finais, já que tínhamos perdido o primeiro jogo por 1-0. Mas eles fizeram o 2-1 perto do fim e tudo parecia perdido. Muita gente começou a abandonar a Luz. Lembro-me que os jogadores do Benfica olharam uns para os outros e acho que não foi preciso dizer mais nada. Cerrámos os dentes. As palavras do senhor Happel ainda estavam nos nossos ouvidos e mexeram connosco. Quisemos demonstrar-lhe o que era o Benfica, o Estádio da Luz, o famoso terceiro anel. Nos últimos dez minutos de jogo, marquei dois golos e o Jordão outro. Tinha 22 anos e essa foi, certamente, uma das noites mais inesquecíveis da minha vida.”

Os 15 minutos à Benfica foram, assim, forjados num período aúreo do Benfica, com Jimmy Hagan no comando de uma equipa quase imbatível. O inglês chegou à Luz em 1970-71 e rodeado de uma série de jogadores de excelência conduziu os “encarnados” a três títulos de campeão nacional, o último dos quais praticamente perfeito: 30 jogos, 28 vitórias, dois empates e zero derrotas; 101 golos marcados, 13 sofridos; 18 pontos de avanço para o segundo classificado.