Quinta-feira, 10 de Março de 2011
Acabem Com Aquela "coisa"! Obrigado.


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publicado por J.G. às 10:04
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Quinta-feira, 17 de Junho de 2010
Premier League Começa a 14 de Agosto

Um Inglaterra já está tudo marcado para a nova época. Já há calendário que podem consultar aqui.

Primeira jornada:

Aston Villa v West Ham United 15:00 Villa Park

Blackburn Rovers v Everton 15:00 Ewood Park

Blackpool v Wigan Athletic 15:00 Bloomfield Road

Bolton Wanderers v Fulham 15:00 Reebok Stadium

Chelsea v West Bromwich Albion 15:00 Stamford Bridge

Liverpool v Arsenal 15:00 Anfield

Manchester United v Newcastle United 15:00 Old Trafford

Sunderland v Birmingham City 15:00 Stadium of Light

Tottenham Hotspur v Manchester City 15:00 White Hart Lane

Wolverhampton Wanderers v Stoke City 15:00 Molineux


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publicado por J.G. às 09:36
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Quinta-feira, 8 de Abril de 2010
Factos do Liverpool - Benfica

Benfica e Liverpool entraram oficialmente em competição, esta época, precisamente no mesmo dia: 16 de Agosto. O primeiro jogo de ambas as equipas para os campeonatos foi há 235 dias. Desde então, o relógio não parou de contar os minutos de jogo. O encontro desta quinta-feira, da segunda mão dos quartos-de-final da Liga Europa, será o 49.º jogo que o Liverpool realiza esta temporada; para o Benfica significa a 48.ª partida do calendário.

Faz sentido falar em cansaço? Faz, e de que maneira. O treinador do Benfica, Jorge Jesus, tem-se queixado disso nos últimos dias. "Senti nos jogadores alguma fadiga muscular. Não sei até que ponto vamos poder dar resposta à intensidade de jogo que o Liverpool vai implementar", disse, após o jogo de segunda-feira, contra a Naval. Ontem, na conferência de imprensa de antevisão da visita a Anfield, voltou ao tema: "O que mais preocupa é a recuperação que não tivemos. Se tivéssemos mais 24 horas, teríamos outro andamento. Há jogadores que vão estar no limite do risco de lesões por causa da intensidade do jogo".

Os receios de Jorge Jesus são legítimos. Cumpridas 25 jornadas do campeonato, mais os jogos acumulados na Liga Europa, Taça da Liga e Taça de Portugal, os dez jogadores de campo da provável equipa titular dos "encarnados" esta noite jogaram em média 2825,9 minutos. David Luiz é o campeão do tempo de jogo, com 3665 minutos (2765 nas provas nacionais e 900 na Liga Europa).

Mas o adversário desta noite não está folgado, antes pelo contrário: os dez jogadores que deverão acompanhar o guarda-redes Reina esta noite acumulam uma média de 2946,6 minutos de jogo - mais 120,7 minutos que o Benfica. Os reds já disputaram 33 jornadas no campeonato, para além das partidas na fase de grupos da Liga dos Campeões, Liga Europa, Taça de Inglaterra e Taça da Liga inglesa. Com 4083 minutos, Carragher é o mais castigado de todos. Será que vai correr logo à noite?

fonte Público


publicado por J.G. às 10:44
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Quarta-feira, 7 de Abril de 2010
Destino Anfield Road – Um dia de sonho (Parte 2)


São 19h40, os putos da bandeira da Champions já estão no meio campo, as equipas prestes a entrar, o estádio já está completamente cheio, e eu estou ali mesmo! Estou a viver o sonho de estar no Anfield Road, e a apoiar o meu Benfica. O coração bate mais depressa.
Nas colunas do estádio ouvem-se uns acordes conhecidos… Ora aí está, é a música que todos queremos ouvir ao vivo, o momento mágico de que todos os amantes da bola conhecem, mas poucos já sentiram na pele. A expectativa é tão grande como foi ouvir os primeiros acordes de Paul McCartney em Lisboa há dois anos.
A canção começa lenta, os cachecóis começam a aparecer ao alto e na horizontal, a letra começa a ser clara. Tudo em crescendo, tudo em segundos. Está a chegar a parte do refrão, a nossa bancada tenta ensaiar um cântico de réplica, poucos aderem.
E aqui vamos nós à parte que vai subir:
Walk on, through the wind,
Walk on, through the rain,
Though your dreams be tossed and blown.
Walk on, walk on with hope in your heart

Nesta altura já estava arrepiado, e num instante eis Anfield na sua potência máxima:
And you'll never walk alone,
You'll never walk alone

Pronto, não resisti! Agarrei no meu cachecol do Benfica, ergui-o e juntei-me aquele momento mágico, todo arrepiado, e de olhos molhados também cantei:
You'll never walk alone !

Não sei se pode ser considerada como uma pequena traição o facto de ter cantado com os adeptos adversários, mas a verdade é que andei anos para sentir isto, não resisti.
O efeito é tremendo, sai tudo tão certinho, tão alto, com tanta alma que as estruturas da bancada à nossa volta vibravam!
Foram os minutos mais emocionantes que me lembro de passar num estádio antes do jogo começar. Nem o hino nacional durante o Euro 04 me fez sentir isto.
Ainda ecoavam os aplausos do grande momento, e as equipas já estavam alinhadas no relvado lado a lado.
Ia começar o jogo, a nossa bancada explode num apoio impressionante à equipa como que a mostrar aos ingleses que podemos não cantar tão certinhos, mas temos pedalada para eles, com cânticos bem mais directos, empolgantes e curtos.

Primeira parte

Começa a partida. Ia mentalizado para passar os 15/20 minutos mais sufocantes dos últimos tempos, sabia que era essencial não sofrer golos na primeira metade da primeira parte. Nunca pensei é que a primeira consulta ao cronómetro instalado no The Kop fosse registada pelos meus olhos aos … 40 segundos!
Exacto, 40 segundos de jogo e já eles estavam doidos a correr para a baliza onde estávamos a ver o jogo! Olhei para a cara de alguns dos nossos jogadores e senti que também eles estavam apreensivos. E as bancadas cada vez cantavam mais e mais alto. Era demais, parecia uma força extra a empurrar os vermelhos contra a nossa bancada.
Bolas cruzadas de lado, de trás, por cima, remates de longe, cantos, bolas ao poste. Meu deus, o meu coração vai sair pela boca se isto não acalma.

Por outro lado, sempre que a bola passava para o meio campo deles, sentia-se confiança em Simão, Nuno Gomes, Geovanni e Robert. Estavam a tentar atacar apoiados e até começavam a levar a bola à baliza do The Kop.
O tempo ia passando. Beto ia fuzilando Moretto, comentei passado uns minutos, em tom irónico, que o jogo já parecia mais controlado depois termos secado o … Beto! Pelo menos não ameaçou mais o nosso guardião.
Há o remate do Geo à trave, a recarga do Simão foi fraca. Mas a jogada encheu de moral (ainda mais) a nossa bancada, os ingleses acusaram o toque, e pela primeira vez senti que nós estávamos a cantar mais alto, e com mais convicção do que eles.
A nossa defesa estava brilhante, sentiam o nosso apoio nas costas e iam dando tímidos sinais que íamos ter grande noite.
Cada vez conseguíamos ter o Moretto mais descansado, que entretanto faz defesa maravilhosa com os pés a evitar a explosão de alegria de Anfield.

Geo está lá longe a chatear um deles, ganha a bola e dá para Nuno Gomes, este entrega a Simão. O capitão está descaído para a nossa esquerda, tem ali à frente uns 3 defesas, todos nós estamos com ele e percebemos o que ele ia fazer: Vai Simão, papa esses gajos, finta para a direita. Isso!! Mais um bocadinho… Chuta, Simão! CHUTA… e… GOLOOOOOOOOOOOOOOOOO!
Nos instantes em que a bola saiu do pé de Simão e bateu nas redes de Reina, nós vimos bem de frente o arco da bola e o monumental golo que nos levou à loucura!
Agarro-me ao Almeida, a gritar: LINDOO! Vejo o Amorim a saltar para os nossos braços, também o Tio João rejubila. Estou nas nuvens, sinto lágrimas de alegria!
Que momento!!
A partir dali não havia ninguém naquela bancada que não acreditasse na passagem.
Continuámos a sofrer, a ver o Liverpool tentar empatar, mas a confiança estava no máximo, a alegria escapava-nos pela voz, pelos saltos, pelos gritos de apoio ao nosso Benfica.

Intervalo

Intervalo e estamos a ganhar. Desço até ao wc. Pelo caminho vejo e cumprimento muitos companheiros de bancada de sempre. Os do costume também ali estavam.
Perto do bar bebia-se para retemperar energias, e aguentar a garganta apta para mais apoio. Ouvem-se os primeiros cânticos originais da noite, com base na mesma melodia do , já famoso, Our Eagle is bigger than Your BirD:


Sozinho José Cid é melhor que os Beatles
Sozinho José Cid é melhor que os Beatles
Sozinho José Cid
Sozinho José Cid
Sozinho José Cid é melhor que os Beatles

Ou ainda:
Para levar o Simão são 40 milhões
Para levar o Simão são 40 milhões
Para levar o Simão
Para levar o Simão
Para levar o Simão são 40 milhões

Estava lançado o mote para mais 45 minutos de emoções forte

Segunda Parte



Começa a segunda metade, e agora atacamos para a nossa baliza. Costuma dar sorte. Ainda no passado sábado os nossos golos foram na nossa baliza.
A tensão volta a subir, os de vermelho parecem diabos à solta, estão possuídos, correm que se fartam e querem desesperadamente meter a bola na baliza lá ao fundo.
Anderson e Luisão parecem dois monstros sagrados, aparecem em todo o lado, desfazem tudo o que os ingleses constroem, cortam tudo. O Luisão sorri para o Crouch, como que a dizer: Não te digo para cresceres e apareceres, porque altura já não te falta. Mas ainda estás muito verdinho, e isso lá na nossa capital não é nada bom.


Eles atacam, atacam, mas o tempo passa e a malta começa a perceber que o SLB está calmamente a controlar o jogo lá atrás. Está tudo controlado. É ver o Fowler e o Cissé a entrarem, e tudo a ficar na mesma.
Quando vemos Karagounis e Micolli a entrar em acção, sentimos que não vamos perder o jogo. E o pessoal assim que o italiano entrou, gritou bem alto: MI MI MICOLLI! Adivinhava-se.
O tempo passava lento, mas ia passando. Os lances de aperto são alguns, o susto de um golo que não foi, os nervos de ver as faltas todas marcadas contra nós, tudo ia acumulando cá dentro.


Até que chegam os últimos 10 minutos, e é evidente o desespero de jogadores e adeptos do campeão europeu. Os contra golpes do Benfica eram cada vez mais perigosos, o Nuno atrapalhou-se numa bola que o Léo-Maradona podia ter marcado…
Tudo bem, eles não marcam é o que se quer.


Olha… Aí vem o Simão… ANDA! Chuta. Espera, não chutes. Cruza… NÃO! Dá para o lado… ISSO! Vá Beto, força, faz como na primeira parte mas acerta na baliza… Xiii… Ah BOA!!! FOI PARA O MICOLLI… A bola está mesmo aí, miudo!!! CHUTAA… GOLOOOOOOO GOLAÇOOOOOOO QUE GOLÃO!!!!!!!!!!!!
Momentos de loucura total, delírio colectivo naquele cantinho de Anfield, entre a baliza de Reina e a bandeira de canto. Era o paraíso ali na nossa frente. Na nossa frente, não. Onde estávamos também era o paraíso!! Não me acordem, estou a ter um sonho lindo!
Até ao fim mal olhei para o relvado, andei de abraço em abraço, cantei, pulei, e olhava à volta para ver a reacção dos adeptos da casa.
E aí voltou a magia. Dei comigo a olhar para o The Kop completamente vermelho e branco, cachecóis estendidos e o Youll Never Walk Alone outra vez entoado com a mesma alma, apesar de estarem a levar 2 secos!
Estes gajos estão prestes a largar a Taça dos Campeões e cantam, aplaudem e ainda incentivam em busca do 1-2! Impressionante!

Depois dos 90 minutos

O jogo acaba, a festa é rija, os jogadores vêem até nós agradecer e festejar, enquanto os , ainda, campeões europeus saem debaixo de uma salva de palmas estrondosa!
Mas o melhor estava para vir. Os nossos rapazes depois de agradecerem o nosso apoio, viram-se para a saída e aceleram o passo para o balneário. São (somos) surpreendidos por uma monumental salva de palmas por parte de todos os adeptos do Liverpool. Completamente inesperado, o acto levou a que os jogadores do clube português abrandassem o passo e lentamente sairam retribuindo com aplausos e respeito.
Nunca tinha visto nada assim.
Como se não bastasse, ao abandonarem as bancadas todos os reds aplaudiram a nossa bancada, mostrando alguns cachecóis do Benfica e desejando sorte para o futuro.
Respondemos com orgulho e num gesto espontâneo levantámos ao mesmo tempo os nossos cachecóis e cantámos Youll Never Walk Alone. Foram minutos de emoção, com aplausos de parte a parte. Inesquecível!!

À saída do estádio estavam dezenas de adeptos, sobretudo miudos, à nossa espera só para nos apertarem a mão, pedirem cachecóis nossos e dizerem que tinhamos de ganhar a competição, porque segundo eles: “Quem bate o Liverpool, tem que ser campeão!”.
Foi neste ambiente que fomos para os autocarros que nos levariam até ao aeroporto.
Tudo correu sem o menor problema.
Aborrecido mesmo, só o tempo que tivemos para chegar ao avião e levantar vôo. Eram 48 autocarros a deixar adeptos no aeroporto, para 8 aviões.
Lá se esperou, já com o cansaço a sentir-se no corpo, mas a satisfação de termos vivido um dia assim não nos fazia largar o sorriso.
Era 1h e 40 da manhã quando começámos a viagem de regresso. Muito sono, algum descanso, mas sempre boa disposição.

Essa figura que ficou com o nome de Fifi confessou a um companheiro nosso que adorava saber quem era, afinal , esse tal de … Fifi!
Por volta das 4 da manhã aterramos em Lisboa, a malta começa a animar-se, e fica tudo em alta moral quando sabemos que vamos chegar primeiro que a equipa! Lindo! Já não havia muita esperança de os encontrar, pois a equipa embarcou uma hora antes de nós.
Foi mais uma sensação daquelas para não esquecer, a chegada ao átrio principal do aeroporto. Descer a última rampa e dar de caras com uma multidão em extâse para lá dos vidros é qualquer coisa de transcendente! Páro, fico de frente para centenas de adeptos aos saltos, eufóricos, vejo as grandes bandeiras da maior claque do nosso clube, sempre presentes! Abro o meu cachecol comprado horas antes e que dizia Liverpool-Benfica, levanto-o e mostro lá para fora. A reacção é de doidos, já vejo tochas acesas, e oiço os cânticos familiares. Arrepiante.
Apesar da falta de inteligência de alguns PSP’s que nos queriam fazer sair dali antes da equipa chegar, lá conseguimos ficar e receber os nossos heróis.



Foi um final fabuloso, vim ao lado do Luisão até cá fora, ele perguntou se tínhamos ido lá e ficou encantado com o nosso apoio. O Nuno Gomes, o Léo, O Micolli, todos simpáticos e emocionados com a recepção. Fiquei ao pé de toda a comitiva até entrarem para o autocarro. Senti-me um deles. Sou um deles! Foi por eles, e pelo enorme simbolo que o autocarro exibe bem ali na minha frente, que fui e vim a Liverpool no mesmo dia.
Amo o Benfica, adoro o Liverpool.

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publicado por J.G. às 14:07
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Destino Anfield Road – Um dia de sonho (Parte 1)
Recupero hoje o meu testemunho publicado no Terceiro Anel em Março de 2006 desejando a todos que vão agora a Liverpool que tenham a mesma felicidade que eu tive.


A motivação faz milagres. São 7h15 da manhã de 8 de março, quarta-feira, e já estou com o meu amigo Amorim a levantar dinheiro perto de casa. Começo a pensar na dificuldade que é sair da cama todos os dias da semana para ir trabalhar, do esforço que é preciso fazer para chegar ao local de trabalho às 9h. No entanto hoje saltei da cama às 6 e meia sem a menor dificuldade e com energia redobrada, mesmo só tendo dormido umas três horinhas.

A longa espera até ao grande dia

Só dormi 3 horas porque a ansiedade era enorme na noite que antecedia a viagem. Era o culminar de meses de espera em que todos os dias se pensava como seria a tal ida a Inglaterra.
Tudo começou na manhã do sorteio dos 1/8 de final da Liga dos Campeões. O desejo concretizou-se, e a partir daí nunca mais saiu do pensamento o embate com o Liverpool.
O momento em que paguei a viagem, ainda longe de saber o resultado da Luz, foi a primeira altura de satisfação. Feitas todas as sondagens só o amigo João Almeida avançou sem hesitações para a aventura. É natural, apesar de partilharmos o amor benfiquista, temos a mesma admiração pelo Liverpool FC. O sogro dele, outro João, também marcou passagem. Já éramos 3.
Depois a noite em que levantámos o bilhete do jogo, grande excitação receber aquele rectângulo mágico, e a certeza que íamos estar com os nossos de sempre a cantar no mítico Anfield Road.
A partir daí foi gerir a ânsia à medida que o dia 8 se aproximava. Pelo meio várias noites de loucura sempre a acompanhar o Benfica, sempre de volta da mesma paixão.

A partida

Bela sensação esta de caminhar na nossa rua vestindo as cores do Benfica enquanto nos dirigimos para o táxi. Os olhares sorridentes das pessoas que esperam o autocarro para o trabalho, dos condutores que nos fazem sinais de aprovação e o adivinhar do pensamento do pessoal que nos olha: “grandes malucos, vão para Inglaterra ver o jogo”, tudo me enche de satisfação.
Um taxista que nos deseja sorte e diz ser encarnado, deixa-nos rapidamente na entrada do aeroporto. Aí percebemos que houve malta a acordar bem mais cedo do que nós, as filas para levantar os bilhetes do avião eram enormes e imóveis!
Lá nos juntámos ao mar encarnado que dava uma cor linda à entrada principal do nosso aeroporto.
Chega o João Almeida, o último, porque o tio João já lá estava bem mais adiantado na fila. Estavam reunidos quatro benfiquistas com o mesmo nome. Bonito. O Amorim foi o último a comprar a viagem, depois do jogo da primeira mão decidiu juntar-se. Logo ele simpatizante do Manchester United. Mas aposto que passou a ver o Liverpool com outros olhos.
A vontade de seguir viagem era enorme, a demora em dar os bilhetes era desesperante. Fomos nos entretendo a dar entrevistas à TVi. Uma bonita repórter pede para falar connosco, e nós acedemos:


TVi: Expectativas para o jogo, que resultado espera?
J.G.: Vamos perder. (ar de espanto da jornalista) Vamos perder 2-1, e o nosso golo só aparece nos descontos e em fora de jogo.

Após pausa da repórter, visivelmente baralhada, e certamente desconhecedora do facto que aquele resultado nos servia, resolveu avançar para o Almeida:


TVi: E o senhor, que espera do jogo?
J.Al.: Só acrescentar ao que o meu amigo disse que o golo vai ser ao colo...

Tudo isto com ar muito sério.
Lá foi a moça procurar depoimentos mais efusivos e que servissem para encher o jornal da tarde da estação. À nossa volta as gargalhadas já eram muitas.
Até à entrada do avião vi muitas caras conhecidas de amigos que já não via há tempos. Todos com o mesmo sorriso, todos com a mesma esperança.

Viagem para Liverpool

Finamente prontos para partir, perto das 9 e meia da manhã uma avião carregado de benfiquistas, hospedeiras de cachecóis e a presença de figuras conhecidas como Abel Xavier ou António Oliveira.
São duas horas e vinte minutos de expectativa, alguns cânticos ensaiados após a mensagem do comandante Gonçalves que desejou a nossa vitória.
Imagem bonita vista da janela do avião antes da aterragem, passámos mesmo por cima dos dois estádios da cidade de Livepool. Impressionante proximidade entre Everton e Liverpool.
Tudo correu bem na chegada, polícias simpáticos e educados na recepção, e rápida ligação entre avião e autocarro que nos levava para o centro da cidade.

Passeio no centro da cidade

No percurso aeroporto Jonh Lennon - Albert Dock começamos a fazer as primeiras amizades. Começam-se a revelar os grupos de adeptos mais humorados. O alvo da chacota foi o guia português que a Cosmos destacou para acompanhar os adeptos. Rapaz simpático mas com um discurso com muitos pormenores que lhe foram fatais. Em poucos minutos ganhou a alcunha de... Fifi! A partir daí o Fifi foi o alvo de todas as piadas. Sentados nos últimos bancos do autocarro, foi como regressar aos tempos de liceu das viagens de estudo. Tudo bem, boa disposição no ar.


Tínhamos 4 horas por nossa conta. Lá fomos a pé em busca de pubs e de locais emblemáticos. Paragem no primeiro pub para beber umas cervejas, levantar dinheiro e ir à procura do emblemático Cavern. Um polícia deu-nos a indicação que precisávamos, e pelo meio confessou que estava a torcer por nós porque era londrino e do Chelsea. Agradecemos.

Cavern

Emocionante estar à porta do Cavern! Claro que já não é o mítico local onde os Beatles tocaram 292 vezes, mas há a magia das fotos expostas. Um inglês canta no palco temas dos fab four, isto até o bar ser tomado pelos imensos benfiquistas que iam invadindo o centro de Liverpool. Em pouco tempo os cânticos de apoio ao Glorioso ecoavam pelo Cavern, isto com adeptos do Liverpool rendidos à nossa fé.
Depois uma passagem pela loja dos Beatles, em que o Almeida me foi buscar antes que eu desgraçasse as minhas libras todas, fomos comer o inevitável hamburguer do Burguer King na companhia de mais benfiquistas, claro.
A seguir ao almoço o encontro da praça onde estão as lojas oficiais de Everton e Liverpool. Entrei só na do Liverpool, claro.
Única desilusão desta viagem, a camisola encarnada do Liverpool estava esgotada. Tentei compensar a decepção comprando cachecóis lindos daqueles clássicos só com riscas de duas cores. Mais umas t-shirts, o cd dos cânticos do Kop, e umas lembranças para amigos. Senti-me um puto perdido numa loja de brinquedos.
Já carregados da loja do Liverpool, lá caminhámos para o regresso ao autocarro.

A caminho do estádio

Às 17h20 começou a viagem para o estádio, ambiente já bem animado levou a que as piadas ao amigo Fifi fizessem rir todos os adeptos.
Muita chuva, céu escuro, marcaram o ambiente até Anfield. Passar ao lado da entrada principal no meio dos adeptos da casa é emocionante, ver que a maior parte deles acenava em vez de insultarem fazia adivinhar uma recepção diferente daquilo que sempre acontece quando jogamos fora.
A caminhada a pé do parque dos autocarros até à entrada do estádio foi uma festa. Uma mar encarnado. Éramos muitos, e dava para tudo. Cantar, mostrar orgulhosamente os nossos cachecóis e até parar nas bancas para comprar pins e cachecóis alusivos ao grande jogo.
A entrada é feita de modo espectacular. Rápida, organizada, e com uma revista aos sacos e à roupa impressionante. O polícia que me revistou foi de uma simpatia desarmante, pediu desculpa por ter que abrir os sacos, foi perguntando se a viagem correu bem, se íamos logo a seguir ao jogo para casa, se estava bom tempo em Lisboa, enquanto fazia o seu trabalho de forma exemplar. Para os que costumam andar nestas coisas, como eu que ainda no passado sábado estive na Reboleira a ver o Benfica, não deixa de ser impressionante a diferença entre cá e lá.
Entrada na porta do estádio, ida ao wc, e finalmente a subida às escadas que davam acesso às bancadas.

Anfield Road

É subir as escadas e ficar completamente rendido à beleza das bancadas de Anfield! Um momento para não esquecer. Finalmente, ali estava o The Kop mesmo à minha frente. Lindo, imponente, histórico, já se sentia o cheiro da história do futebol inglês e europeu naquelas cadeiras.
O nosso sector encheu depressa. Éramos uns 3 mil. Estava tudo doido, tudo empolgado por estarmos num sector do Anfield Road. A reportagem da RTP estava ali à nossa frente, sempre que entrava em directo a malta cantava. O Riise não joga e passou à nossa frente. O Zenden também passou e acenou ao ouvir aplausos.
Até à hora do jogo só se ouvia Benfica.
E de repente, a quinze minutos de começar o jogo o estádio encheu, o ambiente aqueceu, e a nossa alma tremeu. Tremeu com os primeiros cânticos de Anfield. Maravilhoso aquilo que os ouvidos registam. O Almeida olha para mim, aponta para a bancada central onde estão os vips ingleses, e pergunta:
-É suposto estes gajos aqui na central também cantarem?!

Pois é, em Anfield não se canta só no topo do Kop. Daí só vem o mote para todo estádio cantar a uma só voz canções de arrepiar, com uma força que faz vibrar toda a estrutura do estádio!


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publicado por J.G. às 11:56
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Ian Rush: "Marquei três golos. E ao Grande Bento"

Entrevista do jornal I por Rui Tovar,

O galês não se esquece de uma noite.
I
Ian Rush está com pressa. E não é nenhuma brincadeira com o seu apelido. Estamos na rush hour (hora de ponta) e o galês, outrora goleador do Liverpool e agora comentador televisivo na ESPN, sem tempo para falar ao telefone. É um gentleman, fala pausadamente e lá concede a entrevista ao i. É um prazer ouvi-lo falar da carreira porque Ian Rush é daqueles fenómenos que nunca foram a um Europeu ou a um Mundial, como Alfredo Di Stéfano, George Best ou Ryan Giggs, que chegou a jogar na selecção do País de Gales com o avançado. Hãããã, desculpem, goleador. Aqui, neste caso, a rectificação impõe-se. Ao longo dos anos, Rush coleccionou golos para todos os gostos, ao ponto de ainda ser o melhor marcador de sempre do Liverpool (346), dos dérbis com o Everton (25), da Taça da Liga (48), das finais da Taça de Inglaterra (5) e da selecção galesa (28). É de mais? Sim, mas este detalhe é delicioso e é de partilhar: sempre que Rush marcava, o Liverpool não perdia. Foi assim em 145 jogos seguidos! Nesse currículo, Rush lembra-se de cinco golos ao Benfica, todos na Taça dos Campeões, em três jogos.

Ian, tudo bem?
Tudo. Estou com pressa [a tal rush hour] mas diz, diz à vontade.

Lembra-se das eliminatórias com o Benfica?
Ah sim, claro. Na primeira vez que joguei com vocês... Bem não sei se é do Benfica, mas vocês tinham uma grande equipa, com a experiência de Bento, os dribles do Chalana, a irreverência de Strömberg, a força do Carlos Manuel, o talento de Diamantino, a inteligência de Nené, a velocidade do José Luís. Todos estes jogadores eram constantemente falados pela imprensa com eventuais convites de Itália, então o El Dorado do futebol mundial, e isso impunha-nos respeito. Ainda por cima, nesses quartos-de-final da Taça dos Campeões 1983-84, eliminámos o Athletic Bilbao, lá em Espanha [0-0 em Anfield e 1-0 na Catedral], com um golo meu. Sabe como é que fomos despachados de Bilbau, à entrada do túnel de acesso aos balneários? Com garrafas, latas e almofadas. Foi um alívio quando percebi que vocês...

Do Benfica ou de Portugal?
[risos] De Portugal, sim. Que vocês, portugueses, eram mais educados. Imagine que, depois de vencermos 1-0 em casa [golo dele aos 66'], ganhámos 4-1 na Luz [0-1 por Whelan aos 9', 0-2 por Johnston aos 32', 1-2 por Nené aos 74', 1-3 por ele aos 78' e 1-4 por Whelan aos 86'] e os adeptos aplaudiram-nos. Fizemos, de facto, uma exibição de gala e a superioridade foi evidente

Com amizade e até à próxima?
Sim [risos], mais ou menos isso.

E não é que resultou, porque um ano depois lá estava o Liverpool de volta à Luz?
Pois, é verdade, mas o que me lembro dessa eliminatória é o jogo da primeira mão, em Anfield.

Porquê? Então marcou três golos. Isso para si devia ser uma chatice.
Muito obrigado. Assim até me vejo obrigado a adiar os meus compromissos para falar com um fã tão animado.

Mas é verdade, o Rush marcava golos a pontapé.
Sim, bem sei, mas dessa vez foram três ao Bento. Ao grande Bento.

Mas ele era pequeno.
Diz você. Para mim, ele ocupava aquela baliza toda. E quando ele saía da baliza e voava para afastar a bola de um cruzamento? Bem, aí era impressionante. Grande, grande. Em todos os sentidos.

Então marcou três golos ao Bento?
Sim. Aliás, ainda tenho guardado comigo esse programa de jogo, veja lá. Foi muito importante para mim. Porque foi o meu segundo a titular, depois de uma longa paragem por lesão. E porque marquei três golos ao Benfica, ao Bento, na Taça dos Campeões, e isso deu-me moral para encarar o resto da época e até da carreira. As lesões podem arrumar um tipo.

E você teve sorte?
Sim, indiscutivelmente. Ultrapassei esse problema e comecei a marcar.

Tanto, tanto, que até foi parar à Juventus, em 1987.
O tal El Dorado de que falava há pouco. Três anos antes, tive um convite do Nápoles, a proposta era tentadora e queria falar com eles mas o Liverpool nem me deu hipótese de negociar o que quer que seja. Só em 1987, com o Liverpool e todas as outras equipas inglesas desclassificadas das competições europeias devido a Heysel [39 mortos antes do Juventus-Liverpool, final da Taça dos Campeões, em Bruxelas], é que me deixaram ter a palavra. Na verdade, queria testar o meu futebol porque a selecção do País de Gales nunca mais ia a uma grande prova e queria estar entre os melhores jogadores do mundo. Mas fui parar a uma Juventus sem Platini. Um dia, eu e o Platini cruzámo-nos e ele disse-me que eu tive azar porque faríamos uma óptima dupla. Tenho a certeza que sim mas paciência. Lá, as coisas não resultaram muito bem, em termos colectivos, porque nem acredita o que melhorei como jogador. Lá, defendia, defendia e defendia. No Liverpool, só atacava. De maneira que aprendi todas as manhas que me foram úteis no regresso a Anfield, na época seguinte.

Pois, só uma época em Turim.
Mas fui recebido por cinco mil adeptos da Juventus no aeroporto, era acarinhado nas ruas e marquei 14 golos, apesar de uma era cinzenta, com troca de treinadores e tudo [saiu Rino Marchesi e entrou Dino Zoff].

É verdade que disse que não se deu bem em Itália porque era como se estivesse no estrangeiro.
Ehhhhh, não, nada disso. Mas não é a primeira pessoa que me faz essa pergunta. A verdade é que foi o Kenny [Dalglish] quem me meteu nessa situação embaraçosa e a piada espalhou-se como se fosse minha. Ele [Dalglish] é que disse isso.

Diz-se que você e ele formaram uma dupla diabólica mas não se davam bem fora de campo. É verdade?
Meia verdade. Sem nunca termos ensaiado, eu e ele entendíamo-nos às mil maravilhas, quase de olhos fechados, mas fora do campo simplesmente não falávamos assim muito. Tínhamos diferentes estilos de vida. Ele vivia em Southport e jogava golfe e eu vivia em North Wales e os meus melhores amigos eram Ronnie Whelan, Jan Molby e Terry McDermott. O curioso é que agora eu e o Kenny somos parceiros para a vida, muito melhor do que quando jogávamos juntos. Há uma outra coisa em relação ao Kenny: na minha última época no Liverpool [em 1995-96], já jogava com Peter Bearsdley, John Aldrigde e John Barnes e eram excelentes jogadores e companheiros mas nenhum foi como o Kenny. Aliás, foram precisos esses três para o substituírem.

Tem cá uma admiração pelo Dalglish...
Nos primeiros treinos com ele, pensava: "Mas porque é que estou aqui a correr que nem um maluco se este não vai conseguir dar-me a bola em condições, porque estou longe e tapado pelos defesas?" e logo a seguir eu dizia "shit" [merda]. Ele conseguia colocar a bola onde queria, fosse quem fosse que estivesse na área de acção. A sua visão era fabulosa e os seus passes simplesmente divinais. E como ele sabia que eu corria mais que os outros, era sempre a aviar.

Agora há alguém assim no Liverpool?
No tempo em que era treinador de avançados, quando fui contratado pelo Gérard [Houllier, treinador francês que levantou uma Taça UEFA e uma Supertaça europeia pelo Liverpool], o Owen era um fenómeno pela vontade de aprender e pela disponibilidade ilimitada de ultrapassar barreiras. Agora vejo o Torres como um avançado modelo. Ele é de classe mundial. Tem potencial e pode igualar os meus números se não se lesionar.

E há mais avançados assim de top?
Claro. Villa, outro espanhol. Drogba, da Costa do Marfim. Cristiano Ronaldo, de Portugal. Messi, da Argentina. Este é o melhor do mundo, faz-me lembrar o Maradona. Vê-lo a correr com a bola agarrada aos pés é uma perdição. Mas eu sou suspeito, como todos nós, acho. A escolher jogadores para uma equipa ideal, quase levava a equipa toda do Barcelona. Já viu bem aquilo? O Xavi. Meu Deus, o Xavi... Ele não erra um passe. Mesmo que queira.

Rush, não lhe tomo mais tempo. Vá lá à sua vida. Obrigado por tudo.
Até quinta?

Até quinta.

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publicado por J.G. às 10:25
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Segunda-feira, 5 de Abril de 2010
E Pelos Lados de Liverpool
A vida não está nada fácil... Mais pontos perdidos ontem em Birmingham e uma substituição de Rafa Benitez que deixou Torres e Gerrard à beira de um ataque de nervos:

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publicado por J.G. às 12:16
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Quinta-feira, 1 de Abril de 2010
Porquê o Liverpool

Há 26 anos era eu um puto completamente viciado no ambiente do estádio da Luz em dia de jogo. Vivia rodeado por gente mais velha que contava o quão enorme tinha sido o Benfica na Europa duas décadas atrás. Sentia a cada jogo que ia ver, e eram quase todos, que tinha sido sido abençoado pela mística encarnada enquanto testemunhava vitórias relativamente fáceis nas tardes de campeonato nacional.
Contudo era das noites que eu mais gostava. Havia uma aura mágica à volta do imponente estádio da Luz com o seu Terceiro Anel inacabado. As luzes acesas, as equipas estrangeiras, os equipamentos que não conhecíamos, o cheiro da relva era mais intenso, eram as famosas noites europeias de quarta feira.
Logo para começar a minha vida de benfiquista tive direito a uma meia final na Taça das Taças e depois a uma final da Taça UEFA e com o respectivo percurso até essas noites. Nada mau. Não havia eu de ficar logo viciado?!

Das muitas equipas europeias que fui vendo na Luz nenhuma me impressionava fortemente. A Roma do Falcão era imperiosa mas foi eliminada.
Foi por essas alturas que ouvia as conversas de gente mais velha e batida na Luz e as palavras de elogios/temor iam sempre parar a uma equipa inglesa, um tal de Liverpool.
Com aquela idade o que eu sabia é que eram da terra dos Beatles cujas músicas eu já cantarolava com maior ou menos dificuldade.
Ouvia falar da eliminatória que o Bola7 retrata hoje muito bem no seu blog.
Finalmente na época 1983/84 saiu o Liverpool. Pela reacção da malta tínhamos calhado com a equipa mais forte da Europa. Ao contrário da maior parte dos benfiquistas eu fiquei contente. Ia poder ver o famoso Liverpool ao vivo.

Eu não acredito na teoria das segundas equipas. Isto é, não fico convencido com quem me diz que tem uma segunda equipa. Isso não existe. Eu sou do Benfica e não tenho mais equipas. O que há depois no universo futebolístico é simpatia ou antipatia por outros clubes. Odeio uns quantos clubes, simpatizo mais com outros e a maior parte são indiferentes. No entanto há um grupo de clubes que , por uma razão ou outra, admiro e goste que ganhem.
Entre eles está o Liverpool. Quando é que eu percebi isso?

Em 1984 ouvi pela rádio o jogo em Anfield Road. Tudo o que ouvia deixava-me espantado. O ambiente relatado, o ruído de fundo, e a força com que a equipa da casa atacava, tudo mexeu comigo. É preciso dizer que nessa altura raramente eu via uma equipa mais forte que o Benfica que , para mim, era das melhores de todo o mundo.
Ficou em 1-0, nada mau comparando com os 4-1 que levámos lá 8 anos antes. Depois devorei as imagens televisivas com o resumo alargado. Fiquei fascinado com aquelas bancadas, com o equipamento do Liverpool, com o futebol deles. Mal podia esperar para os ver em "minha" casa.
2ª mão na Luz e um dado novo: muitos adeptos ingleses na bancada. Senti a emoção de ter estranhos na Luz. Não era muito comum haver tantos visitantes e estes faziam barulho alegremente. Também os vi a serem corridos das bancadas quando se esticaram para os nossos sócios.
Ao vivo aquela equipa inglesa era ainda mais impressionante. Depressa decorei os números e nomes de gente como Grobbelaar, Gary Gillespie, Phil Neal, Steve Nicol, Phil Thompson, Sammy Lee (o actual adjunto que está na foto abaixo), Graeme Souness, Kenny Dalglish, ou Ian Rush.

E aquelas camisolas amarela com riscas vermelhas? Fantástico.
Percebi ali a força do Liverpool e o porquê do receio dos mais velhos. Perdemos 1-4! Nunca tinha visto tal coisa ali.

Nem um ano depois e o sorteio da Taça dos Campeões ditou nova visita do Liverpool. Dessa vez já não achei tanta piada e temi o pior. Já estava esclarecido quanto à força dos reds. Outra vez 1ª mão em Inglaterra. Dessa vez jogámos muito melhor e chegámos a assustar com um golo de Diamantino, mas o terrível Rush respondeu com 3!
Nada perdido, havia esperança de uma grande noite europeia na Luz. E houve mesmo. O Benfica entrou a matar ganhou um penalti que Manniche converteu e começámos o jogo a ganhar 1-0. Não conseguimos um 2º golo e ficou um sabor amargo nesta eliminação.
Ficou a admiração por aquele clube que foi crescendo com as raras transmissões da RTP de jogos europeus e de finais da Taça de Inglaterra. Sem saber tinha descoberto ali a minha equipa estrangeira preferida. Um carinho que fui alimentando e cimentando até hoje.

No verão de 2005 em plena ressaca dos festejos do título nacional comentava entre amigos que era importante fazer uma boa campanha na Champions para recolocar o Benfica no mapa europeu. Tinha ainda um forte desejo: voltar a encontrar o grande Liverpool para uma desforra daquelas noites dos anos 80. Já tinha decidido um dia ir a Anfield Road ver com os meus olhos o lendário estádio e sentir o ambiente do The Kop.
Em 2006 apareceu a oportunidade e como já contei noutras ocasiões não falhei a ida e tive um dos melhores dias da minha vida.

Curiosamente, há pouco tempo desabafei o seguinte: numa época de sonho como esta que estamos a viver só falta um reencontro com o Liverpool. E lá foi feita a vontade novamente!
Esta eliminatória que começa mais logo na Luz é muito mais que dois simples jogos. Pessoalmente são as duas melhores equipas do planeta no mesmo relvado à mesma hora ao mesmo tempo. Acredito na vitória do Benfica e vou torcer para que isso aconteça.
É que pode ser que o segredo esteja na ordem dos jogos.
Primeiro na Luz é que é, já repararam?

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publicado por J.G. às 14:18
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Sexta-feira, 19 de Março de 2010
O Respeito de Rafa pelo Benfica na Liverpoolfc.tv


"We know they are a good team and of course we have played them before in the Champions League.
They are a massive club with a lot of support from their fans and it will be a tough game."

"They are top of the table and playing really well at the moment. I know a number of their players well - Aimar, Saviola, Garcia - so we know they have a lot of quality.

"It's always important that the second leg is at home in front of our fans. We know we have to perform away and then play well at home. We have the confidence to do that and are looking forward to the games.

"Because we have played Benfica before they will know Anfield and so may not be as scared as other teams, but we have to do things properly and try to go through."

The Reds will face either Rafa's former club Valencia or Fernando Torres' former club Atletico Madrid if they progress to the semis - but for now the boss isn't looking that far ahead.

"You know my idea is always to take one game at a time," he added. "We are only thinking about Benfica at the moment. They are on a good run so it will be difficult."

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publicado por J.G. às 14:44
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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
Liverpool
Hoje falo de Liverpool mas como cidade. No dia 09.09.09 celebra-se a reedição da maior obra discográfica do rock. Os Beatles são a maior referência de uma ciadade que também respira futebol. Sou fã do Liverpool FC e dos Beatles mas curiosamente a lenda diz que os rapazes até torciam pelo Everton. Portanto aqui fica a imagem que tive o prazer de ver pela janela do avião antes de aterrar no aeroporto John Lennon no grande dia dos 0-2 em Anfield Road.
Os estádios dos velhos rivais bem próximos:

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publicado por J.G. às 11:35
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Quinta-feira, 16 de Julho de 2009
Nova Camisola Alternativa do Liverpool

Branquinha e linda ( como deveria ser a nossa na próxima temporada ).
Esta é a camisola que o Liverpool usará como alternativa ao equipamento tradicional na Liga dos Campeões desta temporada. Em Inglaterra vão usar como segunda camisola uma preta parecida com a nossa deste ano.


publicado por J.G. às 17:16
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