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Boavista 0 - 1 Benfica: Sorte? Sorte é Sermos do Benfica!

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Acordar num domingo ansioso por causa do Benfica. Só de ler esta frase já há quem sorria e a pensar: oh, tantas vezes.

A verdade é que é demasiado repetitivo este estado de ansiedade, principalmente quando chega a recta final do campeonato e estamos na luta como é tradição no nosso clube. E mesmo assim a sensação é sempre nova. É incontrolável acordar a meio da noite a pensar que nem fui assim tantas vezes ao Bessa na minha vida. Fazendo bem as contas só lá fui em 2005 e voltei campeão e depois com o Leixões num 1-1 no último jogo de Fernando Santos no Benfica. Pânico! Nunca vi o Benfica a ganhar no Bessa. Sono estragado. É gerir até chegar a hora de acordar e ir beber café.

Dar os bons dias aos meus amigos que na véspera brilharam no Jornal da Noite da SIC desde a Praia de Ipanema no Posto 9. A reportagem era sobre a situação politica no Brasil, o que eu vi foi vários portugueses de camisola do Benfica vestida numa esplanada com chapéus e cadeiras com emblemas do Benfica. Mas disso ninguém falou. Ir à foto do facebook dar um olá aquele pessoal.

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Depois usar o chat do facebook para dar ânimo aos benfiquistas que foram até Turim levar benfiquismo junto do Torino em dia de derby com a Juventus, algo que destaquei ontem.

Continuar a falar com o pessoal que trocou a viagem ao Bessa pela ida ao pavilhão para ver o voleibol e acompanhar com mais atenção a final da Taça de Portugal de basquetebol.

Saber como estava a turma que ia partir para o norte.

Trocar uns cumprimentos pelos comentários do facebook com os companheiros de sempre que estão espalhados um pouco por todo o mundo e que sofrem ainda mais nestes dias com a distância.

No fundo, sentir-me perto de toda a família que sofre a mesma ansiedade que eu num domingo tranquilo a chamar a primavera.

É reconfortante saber que vamos ter amigos a apoiar nos pavilhões, que temos quem represente o Glorioso em Turim e todos queremos tudo de bom para o nosso clube.

 

Depois, é juntar, rumar ao Porto em ambiente de diversão, parar algures na Mealhada para devorar leitão e vinho gasoso e acabar a viagem até ao estádio onde os nossos jogadores precisam de nós. Ver caras conhecidas cá fora, entregar bilhetes comprados em Lisboa a quem vive a norte e sente o Benfica como eu, entrar no estádio e sofrer. Trocar sms com quem não pôde vir, distribuir ansiedade por todo o lado.

Perceber que o jogo não vai ser nada fácil e aproveitar as várias paragens e a falta de pressa de jogadores e apanha bolas axadrezados para contemplar um estádio do Bessa que é bem bonito e prático para se ver futebol. As cores de fim de tarde no céu casam bem com as luzes saídas dos holofotes saídos das coberturas das bancadas. É um bonito quadro para vermos a nossa equipa jogar.

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 Apoio, como sempre, não falta aos rapazes de vermelho e branco. Jogar fora é um conceito algo estranho de entender para um jogador do Benfica, há sempre uma multidão que vai atrás deles pelo mundo fora para os ajudar nas nossas conquistas.

Mas a vontade das bancadas benfiquistas não estava a chegar ao relvado. O Benfica estava bloqueado perante um Boavista bem organizado e determinado a defender o nulo com todas as suas forças. Não havia momentos de perigo, não havia desequilíbrios, não apareciam oportunidades de golo. Não estava mesmo nada fácil.

A 2ª parte passou num instante e o empate parecia inevitável, embora todos nós, dentro e fora de campo, acreditássemos que a felicidade ia chegar em qualquer momento.

Foi para lá dos 90 minutos que o mundo parou, a terra deixou de rodar, os olhos não pestanejaram enquanto a bola sai do pé de Eliseu para a cabeça de Carcela que dá no ar para a entrada de Jonas que sem deixar a bola bater na relva chuta de pé esquerdo para um golo épico. Sem penaltis, sem cotovelos, sem foras de jogo. Só com classe. Uns segundos em que a bola andou no ar até acabar na baliza de Mika, os instantes em que nada mais importou no resto do planeta.

A loucura com que explodiu uma bancada mesmo atrás dessa baliza, o delírio com que todos os jogadores, banco incluído, festejaram o golo, diz tudo. O momento que sacia os que estavam no estádio, os que sofreram nos pavilhões, os que estavam no Rio de Janeiro, os que se agarravam aos portáteis com ligações complicadas pela mundo fora, a rapaziada em Turim, o Caetano e o Marques, todos, mas mesmo todos, abraçámos o Jonas naquele momento. Um golo inesquecível.

 

E logo ecoou o lamento de meio Portugal: que sorte!

Sim, falemos de sorte. Temos tido imensa sorte. A chamada do Jonas à Canarinha deve ter sido sorte. Ele justificou com sorte, faz sentido.

Mesmo sorte tem tido o Júlio César, o Luisão e o Lisandro, o Gaitán e o Fejsa. E a sorte que é não contar com Jardel e Mitroglou castigados ?!

Assim de repente, conto uns sete titulares, repito SETE, afastados da equipa e ninguém se queixou da sorte. Jogaram outros tantos que lutam por nós até ao fim. Mas lutam mesmo para sermos felizes.

Num jogo em que os jogadores deram tudo, em que o treinador teve que improvisar do principio ao fim, ao ponto de termos Luka Jovic (!) em campo para o assalto final. E isto, meus amigos, de sorte nada tem.

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Aliás, durante o jogo não vi a sorte querer muito connosco dentro de campo. Nas bancadas também não houve sorte nenhuma, para falarmos da incompetência e irresponsabilidade de quem organiza um jogo em que a bancada mais cheia não tem iluminação nas casas de banho, nos corredores, nas bancadas não há luz nem nas portas de emergência... Uma vergonha que mancha a tal magia que é ver futebol num espaço tão bom para se ver futebol.

 

Sorte? Sorte é termos o Jonas. E o Eliseu. E o Carcela. E todos os que têm feito dos infortúnios novas oportunidades de mostrarem serviço.

Sorte é sermos do Benfica. No Bessa, em frente à televisão, a ouvir na rádio, em Portugal ou em Turim, no Rio de Janeiro ou no resto do mundo. Ser do Benfica não é só sorte, é tão bom!

Faltam 7 finais, ainda temos muito que sofrer mas já se percebeu que não se ganham títulos por decretos no facebook.

Paragem para as Selecções, Benfica na frente.

 

 

Preços Para o Tondela - Benfica em Aveiro

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 Notas:

- Os sócios do CD Tondela devem apresentar cartão de sócio actualizado com quota de Outubro ou posterior para aquisição do bilhete de sócio e/ou acompanhante. A venda de bilhetes de sócio realiza-se exclusivamente no Estádio João Cardoso ou, no dia do jogo, no Estádio Municipal de Aveiro;

- Os sócios do CD Tondela podem adquirir 1 (um) bilhete para acompanhante no valor de 15€ (cadeira ao lado);

- As bancadas referentes ao Anel Superior são: Nascente Superior; Topo Norte Superior; Topo Sul Superior. As bancadas Topo Norte Superior e Topo Sul Superior apenas serão abertas se a lotação assim o justificar ficando a venda dos seus ingressos condicionada;

- O Camarote Prestige, localizado no 1º Piso do Estádio Municipal de Aveiro, tem a lotação máxima de 19 lugares e tem acesso ao catering em restaurante comum aos camarotes.

- A aquisição do Camarote Prestige inclui a oferta de 5 lugares de parque (2 subterrâneos e 3 no exterior);

- O Camarote Corporate, localizado no 2º Piso do Estádio Municipal de Aveiro, tem a lotação máxima de 10 lugares, podendo ainda ser complementado com 4 lugares extra para crianças até aos 12 anos. Dispõe de sala privativa e WC, tendo ainda acesso ao catering comum de todos os camarotes.

- A aquisição do Camarote Corporate inclui a oferta de 3 lugares de parque (1 subterrâneo e 2 no exterior);

- Não é permitida a entrada no Estádio a crianças até aos 6 anos;

81º Campeonato Nacional - Um guia leve e rápido. Uma frase, um craque e uma aposta

Vai começar o 81º Campeonato Nacional de futebol (contando com os 4 campeonatos da Liga de 1934/35 a 1937/38) que já conheceu 70 clubes participantes. Esta época não há estreias mas há regressos importantes, com o Boavista, campeão em 2000/01, em destaque.
Um campeonato virado a norte e litoral, centrado em três clubes, com uma média de assistência global baixa, pouca cultura de apoio aos clubes locais, dominado por treinadores portugueses mas com a legião de jogadores estrangeiros cada vez a aumentar mais, organizado por uma confusa Liga de clubes que não é capaz de ter uma presença digna nas redes sociais, ferramenta obrigatória para aproximar os adeptos actualmente, com jogos em canais pagos e com uma diferença enorme entre a qualidade das equipas de topo da tabela e as restantes, tirando poucas excepções. É o campeonato que temos e vamos olhar para cada uma das equipas.
Um guia leve, rápido, com uma frase, um craque e uma aposta de revelação para cada emblema.

 

Boavista
Triste saída da principal competição poucos anos depois de ser campeão e um regresso administrativo que se pode revelar prematuro. O Boavista conta com o empenho de Petit no banco para operar o milagre da manutenção. Traz Fary de volta, completa 40 anos em Dezembro, e será o maior goleador em actividade, 68 golos no campeonato. Há a curiosidade do Bessa agora ter um relvado sintético, estreia na 1ª Liga, e de só ter meia dúzia de jogadores que sabem o que é jogar na divisão maior. As camisolas esquisitas estão de volta.
Craque: Bobô

Revelação: Beckeles

 

Penafiel

Regresso de um clube que vai competir pela 13ª na 1ª divisão e que tradicionalmente é complicado de bater no Estádio 25 de Abril. É a equipa mais nacional da prova comandada por um jovem estreante, Ricardo Chéu (33 anos, o mais novo da Liga) que se destacou na época passada em Viseu. É possível que no Penafiel se junte um estrangeiro à prata da casa, Ali Reza Haghighi. O guarda redes que brilhou no Mundial pelo Irão de Carlos Queirós pode vir a ser uma atracção. Vão tentar a manutenção e depois tentar melhorar o 10º lugar, melhor classificação já conseguida por duas vezes.

Craque: Rabiola

Revelação: Mbala

 

Moreirense

O campeão da II Divisão regressa pela 5ª vez à 1ª Liga. Liderado pelo carismático Presidente Vítor Magalhães, o clube vai tentar fugir à fatalidade de voltar a cair como nas últimas duas presenças. Da equipa de 2012/13 que esteve na 1ª só sobra Anilton. Esta época o clube aposta na estreia ne Miguel Leal (49 anos) no palco maior depois de um bom trabalho no Penafiel. Muitas alterações no onze estão a ser feitas em relação à equipa campeã da época passada havendo o cuidado de garantir experiência em campo e qualidade como atesta a surpreendente contratação do avançado paraguaio Cardozo ao Vitória de Setúbal.

Craque: Ramón Cardozo

Revelação: Edivaldo Bolívia

 

Paços de Ferreira

Do céu das portas da Champions ao inferno das portas da 2ª Liga, assim foi a viagem alucinante no espaço de uma temporada dos pacenses. Na sua 17ª presença no campeonato, o Paços de Ferreira vai tentar encontrar o equilíbrio entre o incrível 3º lugar de 2012/13 e a fuga ao drama da descida. Com nova Direcção, estádio renovado e o regresso de Paulo Fonseca, também ele à procura de equilibrar a sua carreira, é de crer que o Paços consiga os seus objectivos.

Craque: Paolo Hurtado

Revelação: Valkenedy

 

Belenenses

Um dos clássicos do nosso futebol, vai para a 73ª presença na prova que venceu em 1945/46. No Restelo vive-se para sobreviver entre os grandes, na época passada, ano do regresso à 1ª, a permanência foi festejada na última jornada. Este ano o panorama não é mais animador, Lito Vidigal tem tido problemas para reunir um grupo que lhe dê garantias, Rui Pedro Soares, presidente da SAD, tem tentado mas a relação está longe de ser perfeita. Vai ser outra época de luta em Belém.

Craque: Miguel Rosa

Revelação: Abel Camará

 

Gil Vicente

Em Barcelos a estratégia é aproveitar os "restos" dos 3 grandes e uma boa relação com o vizinho Braga. Cerca de uma dezena de jogadores já passaram pelos emblemas maiores do futebol português, como por exemplo o central Gladstone, uma opção que tem resultado bem. Na 18ª presença no campeonato o Gilé ,do castiço Presidente António Fiúsa,  mantém João de Deus no comando que na primeira parte da época passada impressionou pela positiva mas depois teve queda abrupta de produção. A ver este ano até onde vai o Galo.

Craque: César Peixoto

Revelação: Marwan

 

Arouca

O clube que se estreou na prova há um ano conseguiu um 12º lugar e apostou na continuidade de Pedro Emanuel ao leme mantendo um núcleo importante de jogadores. Já resolveu o diferendo com a autarquia no sentido de jogar no seu estádio, o que se saúda. O Arouca irá tentar consolidar a sua presença entre os maiores e para isso conta com alguns reforços e a continuidade de jovens como David Simão.

Craque: David Simão

Revelação: Goicoechea

 

Rio Ave

Os vila condenses vivem o melhor período da sua história, chegaram às finais da Taça de Portugal, Taça da Liga e Supertaça, estão a lutar na Europa do futebol e prometem uma boa época na 21ª aventura no escalão principal. Saiu Nuno Espírito Santo mas a aposta em Pedro Martins vindo do Marítimo deve ser acertada. Na mira estará sempre o épico 5º lugar alcançado em 1981/82 mas não se pode exigir mais do que ver o Rio Ave na primeira metade da tabela. Têm jogadores de qualidade para o conseguir e manter esta onda positiva.

Craque: Tarantini

Revelação: Marvin Zeegelaar

 

Vitória de Guimarães

Vai para a 70ª presença no campeonato e isso mostra como é um clássico do nosso futebol. A dedicação dos adeptos só encontra comparação da dimensão dos três grandes. Na 4ª época a treinar o clube, Rui Vitória vai tentar devolver a Europa ao Bitória, para isso aposta em jovens da casa de quem muito se espera, como são os casos de Bernard e Cafú.

Craque: Douglas

Revelação: Bernard

 

Braga

O clube que mais se aproximou dos 3 principais emblemas de Portugal teve uma época decepcionante. O Presidente Salvador está a tirar proveito da relação privilegiada que tem com o super agente Jorge Mendes e reforçou a equipa, apostando num técnico motivado e de discurso interessante, Sérgio Conceição. Muita expectativa para ver se temos o Braga de volta à luta pelos lugares cimeiros da tabela.

Craque: Rafa

Revelação: Wallace

 

Académica

Em Coimbra viveu-se uma época tranquila e é por aí que o clube quer continuar, longe das aflições do fundo da tabela. Para o banco vem Paulo Sérgio, que foi do Sporting a Chipre passando pela Escócia e Roménia, que terá de lidar com a partida do guardião Ricardo para o Porto, símbolo da estabilidade defensiva da última temporada. Melhorar o 8º lugar em que ficou em Maio não parece fácil, no entanto a Briosa tentará uma época tranquila espreitando o sucessos nas Taças.

Craque: Rui Pedro

Revelação: Olascuaga

 

Vitória de Setúbal

Depois do excelente 7º lugar alcançado por José Couceiro, o Vitória tenta ir mais além. A importante parceria com agência alemã de gestão de carreiras de jogadores profissionais, Rogon, representada pelo agente FIFA Paulo Rodrigues tem dado interessantes soluções para um plantel orientado por Domingos Paciência, também ele apontado por Rodrigues. Domingues tenta reencontrar a boa estrela que o guiou em Braga e terá o apoio sempre incondicional dos exigentes e apaixonados adeptos sadinos ávidos de subirem o mais alto possível no futebol português.

Craque: Zequinha

Revelação: Lukas Raeder

 

Marítimo

Perfeitamente cimentado na 1ª Liga, é a 35ª presença, o Marítimo olha para a Europa como objectivo. Saiu Pedro Martins e Carlos Pereira, o Presidente, foi buscar o "eterno" adjunto de Paulo Bento. Não será uma estreia de Leonel Pontes como treinador principal porque na verdade ele já treinou o Sporting num empate a 2 em Vila do Conde após a saída do agora Seleccionador Nacional. Para o ataque aos lugares europeus o Marítimo conta com o factor casa, o Estádio dos Barreiros deve estar mais funcional esta época, e um grupo de jogadores de boa qualidade.

Craque: Danilo Pereira

Revelação: Edgar Costa

 

Nacional

Com o inigualável Prof. Manuel Machado ao comando não são só as antevisões e as entrevistas rápidas do treinador que se tornam obrigatórias de seguir, há também um interessante crescimento da equipa de futebol que acabou o seu 15º campeonato em 5º lugar com apuramento para a Liga Europa. A Choupana é um dos locais mais complicados para os visitantes saírem vencedores, a competência e organização de treinador e Presidente tem sido exemplar e o Nacional volta a reunir um grupo capaz de se afirmar como a melhor equipa da Ilha e forte candidato aos lugares europeus. Destaque para a armada egípcia de 4 jogadores no plantel. Aly Ghazal, por exemplo, tem muita qualidade.

Craque: Mário Rondon

Revelação: Marco Matias

 

Estoril

O projecto mais surpreendente no nosso futebol nos últimos anos tem mantido a alta qualidade fixando o Estoril no 4º lugar do campeonato por dois anos seguidos. É obra! José Couceiro tem uma pesada herança deixada por Marco Silva. O desafio é aliciante, terá de colmatar as inevitáveis saídas de jogadores de qualidade e preparar a equipa para a fase de grupos da Liga Europa e uma boa época. Couceiro também esteve em alta no Bonfim, agora a ver se este casamento na Amoreira confirma a equipa da Linha como um clube de topo.

Craque: Sebá

Revelação: Kuca

 

Porto

Depois de uma época desastrosa o Porto aposta tudo à espanhola. Lopetegui para o banco e haja dinheiro no banco para Lopetegui que já foi contratar mais de meia equipa a Espanha, isto só para falar em jogadores espanhóis. Alguns de qualidade comprovada outros por confirmar. A verdade é que o investimento está a ser muito e estende-se a mundialistas da Holanda ou Gana. A manutenção de Jackson no plantel e a recuperação de Herrera após apagado anos de estreia são outros trunfos fortes para o ataque ao título. Há ainda a curiosidade de ver como evolui o promissor Ruben Neves. Se o plano da armada espanhol resultar então temos aqui um forte candidato ao título. Se Julen Lopetegui falhar será um desastre poucas vezes vistos para aqueles lados.

Craque: Jackson Martinez

Revelação: Casemiro

 

Sporting

Após a pior temporada da sua história o Sporting completou uma época certinha e aproveitou o descalabro de Porto e Braga para garantir um saboroso 2º lugar que lhe abre a porta da Champions. Leonardo Jardim partiu e entrou Marco Silva que vai tentar dar continuação ao competente trabalho do madeirense. Procurando manter a base da equipa enquanto procura reforços que façam a diferença, o Sporting parecia determinado a entrar forte na nova época. O facto de ainda não ter encaixado dinheiro relevante com a venda de jogadores e de já ter gasto 12 milhões de euros em compras pode ser preocupante para a recta final da janela de transferências. Depois o elevar das fasquia por parte da Direcção e os recentes episódios disciplinares com dois dos melhores jogadores do plantel não auguram nada de bom para uma maratona que este ano não será só de 30 e poucos jogos. O Presidente aponta para o 1º lugar mas manter este 2º já seria um passo importante na consolidação do clube após anos de tragédia desportiva.

Craque: William Carvalho

Revelação: Paulo Oliveira

 

Benfica

Há muito tempo que o Benfica não consegue ganhar dois campeonatos seguidos. É este o grande desafio desta temporada após um ano desportivo de sonho. Começar o campeonato sem ter o lugar de guarda redes resolvido e com a ameaça de perder mais um jogador essencial como Enzo, e até Gaitán, está a arrefecer os ânimos aos benfiquistas. Vários jogadores de qualidade partiram e poucos convenceram entre os novos reforços. O grande trunfo é a continuidade de Jorge Jesus que terá de aguentar a equipa no nível que mostrou na Supertaça até à chegada de jogadores de qualidade indiscutível com entrada directa no 11. Na condição de Campeão Nacional e mantendo a dinâmica de jogo o Benfica terá de ser considerado candidato ao título. Vamos ver com que plantel chega a Setembro. Será um desafio interessante de seguir, após uma temporada em que muito investiu o clube vai tentar manter a aura conquistadora com muito menos investimento.

Craque: Enzo Perez

Revelação: Tiago "Bebé"

 

Dez Anos de Desilusão à 1ª Jornada

 

O jogo de domingo marca o arranque do campeonato nacional 2014/15 para o qual o Benfica parte como Campeão. Ao contrário do que aconteceu há um ano, hoje temos tudo a nosso favor em termos de calendário e moral. A recta inicial da Liga na temporada passada assustava com passagens pelos Barreiros, Alvalade e Guimarães, após um final de época dramático. Desta vez recebemos o Paços de Ferreira que só não desceu porque bateu o Aves num inédito Playoff. Depois vamos ao Bessa jogar contra o regressado Boavista vindo do... Campeonato Nacional de Seniores.

 

Concentremo-nos neste primeiro jogo. Jogar na Luz contra o Paços de Ferreira, com Paulo Fonseca de volta ao banco, tem que ser encarado como um desafio a vencer para dar continuação à inversão de disposição entre os adeptos benfiquistas que começou em Aveiro após uma pré época, digamos, desgastante. Isto até aqui são só evidencias que qualquer adepto entende.

 

Juntemos então o factor enguiço. Um enguiço que nos tem atormentado na última década. O último arranque de campeonato decente que vimos o Benfica fazer aconteceu em 2004! Faz agora 10 anos que fomos ganhar a Aveiro, lá está, ao Beira Mar por 2-3.

Depois desse jogo tem sido um incrível desfilar de resultados decepcionantes que vale a pena recordar.

 

Em 2005/2006 empatámos contra a Académica por 0-0 em Coimbra na estreia de Ronald Koeman no banco para o campeonato e depois de termos vencido a Supertaça no Algarve ao Vitória de Setúbal.

 

Em 2006/2007 perdemos no Bessa , contra o Boavista por 3-0. A estreia fez-se à 2ª jornada uma vez que a 1ª jornada foi adiada para Dezembro. Foi uma entrada inesquecível de Fernando Santos na Liga com as cores do Benfica.

 

Em 2007/2008 empatámos novamente no Bessa mas dessa vez como casa emprestada ao regressado Leixões na noite em que jogámos de rosa claro pela primeira vez na Liga. Um empate tardio que valeu o despedimento de Fernando Santos que no Bessa começou e no Bessa terminou a sua missão no Benfica em termos de campeonato.

 

Em 2008/2009 o Benfica empatou em Vila do Conde contra o Rio Ave. 1-1 na estreia de Quique Flores no campeonato.

 

em 2009/2010, empatámos na Luz a uma bola contra o Marítimo no primeiro jogo de Jesus pelo Benfica na Liga.

 

Em 2010/2011 perdemos em casa com a Académica por 1-2. Um arranque de pesadelo após termos sido campeões.

 

Em 2011/2012 empatámos em Barcelos a duas bolas. Parecia que ia acontecer, finalmente, uma vitória depois de estarmos a vencer po 0-2 mas acabou empatado.

 

Em 2012/13 empatámos na Luz frente ao SC Braga 2-2.

 

Finalmente, em 2013/14 perdemos no Funchal com o Marítimo por 2-1.

 

Como se pode ver é um longo historial que eu tenho documentado como podem comprovar carregando nos links de cada frase. Preocupa-me este trauma da jornada 1 porque já vi de tudo. A jogar em casa, a jogar em casa emprestada, a jogar contra equipas vindas da 2ª divisão, adiando a estreia, repetindo os adversários, enfim... Já aconteceu de tudo um pouco e a vitória inaugural nunca chega. Temos que acabar com isto no domingo. A equipa é a detentora de todos os troféus nacionais, vem de duas finais europeias seguidas, acabou de ganhar a Supertaça, joga em casa, não há desculpas para não encher a Luz. Vencer este primeiro jogo seria um ponto de partida óptimo e terminava com esta série negra de todo inexplicável.

Contra o Paços de Ferreira é para ganhar e assinar uma estreia como já não se vê há dez anos. Não é pedir muito, pois não?

 

 

 

A estética dos troféus e as suas tradições.

 

Faço um pré aviso antes de se atirarem à leitura desta prosa; não é sobre reforços, BES, Enzo, Peter Lim e afins. Aqui fala-se de um assunto que me incomoda de há alguns anos para cá e acho que é a altura certa de levantar a questão: a estética dos troféus e as suas tradições.

 

Já sei que são pormenores que não interessam a ninguém mas eu sou assim, um eterno romântico à volta do futebol e das suas histórias. Nos últimos anos tenho visto os troféus oficiais em Portugal mudarem de nome e de aspecto. Ora, chegou o momento em que posso e devo abordar o assunto com propriedade. Literalmente, já que as quatro principais taças de competições oficiais de futebol nacional estão todas em nossa posse.

 

Taça da Liga

Comecemos pela mais recente. Aqui nada há a dizer a não ser que lamento que os principais rivais ainda não tenham tido oportunidade de verem o belo troféu de perto. É bonito, com linhas modernas, alto com uma bola no topo. Representa bem a mais nova competição oficial. O Benfica venceu 5 edições, o Vitória de Setúbal e o Braga também venceram a prova, uma vez cada. Exactamente as duas vezes em que a competição foi levada a sério por todos e deixou de ser a Taça da Cerveja que é a alcunha dela sempre que acaba nas nossas mãos.

 

Supertaça

A competição preferida do Porto resume-se a um só jogo. Demorou a impor-se no nosso peculiar calendário mas, finalmente, tem o seu lugar com organização a sério e tudo. Pessoalmente, preferia que fosse disputada no Algarve mas é só por uma questão de jeito de conciliar férias com futebol.

Sou do tempo em que a Supertaça demorava mais de um ano a conhecer o seu dono chegando a ter 4 (!!) jogos para encontrar um vencedor, isto na altura em que era jogada a duas mãos mas ninguém olhava para o calendário com atenção. Às vezes jogava-se sem se saber ao certo a que época se referia o troféu. Depois há também boas histórias que ficam nas nossas memórias como aquele golo anulado ao Amaral nas Antas ou a fantástica corrida do Pratas em Coimbra.

Felizmente, agora é uma competição respeitada e aceite por todos como o jogo que abre a época e que tem de ficar resolvido no mesmo dia nem que se jogue prolongamento e até penaltis como aconteceu no domingo.

O problema está na taça. O que é que fizeram aquela bela peça com orelhas e uma tampa que dava para fotos engraçadas?! Eu olho para a fotografia de baixo e sei logo identificar que competição estamos ali a festejar.

Actualmente olho para aquela espécie de paralelepípedo e não o associo a uma Supertaça. Porquê mudar a taça? Não entendo. A competição nasceu com a taça da tampa há mais de 30 anos, não se justifica mudar o troféu assim.

 

Taça de Portugal

Tudo bem com este troféu. Mantém-se o mesmo e não se atrevam a mudá-lo! Também conhecida por fruteira, sempre que o Benfica a ganha, claro, a Taça de Portugal é um objecto perfeito, alto e esguio, fica excelente nas fotos com o Jamor como cenário. É preciso ter troféus assim que ganhem alcunhas, fruteira não tem nada de mal na medida em que o troféu da Bundesliga é há 50 anos uma "saladeira", por exemplo. Quando vemos a FA Cup reconhecemos logo, certo? É preciso respeitar a história de cada competição e não é a desenhar novas taças só porque nos apetece que enriquecemos o futebol. A mudar algo na Taça de Portugal era nas meias finais, uma rábula para se ganhar mais dinheiro que atraiçoa o espírito da competição que reside em ver um clube superior ter um dia mau e ser ultrapassado por um menor. Ter dois dias maus às portas do Jamor já é pedir demais. Meias finais a uma mão e primeiras eliminatórias em casa das equipas de divisões inferiores, por exemplo. Pensem nisso e deixem o troféu como está.

 

Campeonato Nacional

Este é o ponto mais sensível deste apanhado. A prova principal do nosso futebol sempre teve um troféu a simbolizar a sua conquista. Uma taça com uma sólida base cúbica negra onde assentava um troféu em forma de copa com um visível escudo de quinas da bandeira nacional e duas asas a ladearem o topo aberto. Um desenho original que impõe respeito, clássico e que qualquer um de nós o identifica como símbolo de um campeonato ganho como se pode comprovar na imagem de baixo.

O que mais me surpreende é que a retirada do habitual troféu foi efectuada há muito pouco tempo. Desconheço a razão para a troca mas acho que é de exigir que não inventem modernices num troféu tão carismático. A taça de campeão nacional é esta que Luisão e Nuno Gomes seguram. O troféu novo , nem sei se é sempre o mesmo ou já teve mais versões, é parvoíce. Para taças modernas já temos a estética da Taça da Liga. Chega.

Devolvam o troféu de sempre ao campeão do futebol português, não inventem. Aliás, hoje em dia nem sei como se chama ao certo a competição. Já foi Superliga, Liga Zon Sagres e nem me lembro se já teve mais nomes.

Aproveito o balanço para também contestar aquela coisa horrível que a Liga manda colar nas camisolas do Campeão. Senhores da Liga, uma camisola vencedora é para ser adornada, o que vocês fazem é castigar o clube campeão com uma coisa dourada horrível. Qual é o mal das quinas na manga?! Há símbolos que não deviam ser alterados. Há tanta matéria para mudar, transformar e inovar no futebol português que me parece um crime gastarem os vossos neurónios a inventar taças (quando já as temos há anos) ou a transformarem quinas em autocolantes de feira. Concentrem-se em assuntos importantes, senhores da LPF e FPF, e respeitem as tradições e o classicismo que os troféus mais antigos representam.

Daqui a uns anos as gerações mais novas olharão para as fotos destas conquistas e perguntarão: aquela taça ali é da Liga ou é do Campeonato ou é a Supertaça. A olho nu ninguém saberá. Pensem nisto.

 

 

Data e Hora dos Jogos do Benfica entre a 8ª e 14ª Jornada

8ª Jornada, SL BENFICA - Nacional, Domingo, 27 de Outubro, 17h15, BENFICA TV

 

9ª Jornada, Académica - SL BENFICA, Sexta, 1 de Novembro, 20h30, SPORT TV

 

10ª Jornada, SL BENFICA - Sp. Braga, Sábado, 23 de Novembro, 18h15, BENFICA TV

 

11ª Jornada, Rio Ave - SL BENFICA, Domingo, 1 de Dezembro, 17h45, SPORT TV

 

12ª Jornada, SL BENFICA - Arouca, Sexta, 6 de Dezembro, 20h15, BENFICA TV

 

13ª Jornada, Olhanense - SL BENFICA, Domingo, 15 de Dezembro, 18h15, SPORT TV

 

14ª Jornada, V. Setúbal - SL BENFICA, Sexta, 20 de Dezembro, 21h, SPORT TV

 

( A Liga perdeu a cabeça e resolveu ser minimamente organizada!)