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Red Pass

Rumo ao Tetra

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Calendário do Benfica no Campeonato até 13 de Maio

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28.ª Jornada: Moreirense - SL BENFICA, Domingo, 9 de Abril, 20h15, SPORT TV

29.ª Jornada: SL BENFICA - Marítimo, Sexta-Feira, 14 de Abril, 18h15, BENFICA TV

30.ª Jornada: Sporting CP - SL BENFICA, Sábado, 22 de Abril, 20h30

31.ª Jornada: SL BENFICA - Estoril, Sábado, 29 de Abril, 18h15, BENFICA TV

32.ª Jornada: Rio Ave - SL BENFICA, Domingo, 7 de Maio, 20h15, SPORT TV

33.ª Jornada: SL BENFICA - Vitória SC, Sábado, 13 de Maio, 18h15, BENFICA TV

Paços de Ferreira 0 - 0 Benfica: Nulidade

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 Jogos fora do Benfica, um eterno desafio. Ver em casa ou ir atrás deles? Cada um de nós tem a sua maneira de os viver. Todas válidas, claro.

Penso que se este blog tem algum reconhecimento entre benfiquistas devido ao facto de quem lê acabar por se rever em alguns relatos que aqui partilho. É natural, gostamos todos do Benfica e queremos todos vivê-lo, daí que coincidam muitas vezes as maneiras como nos manifestamos.

Eu, podendo, prefiro sempre estar no estádio onde o Benfica joga. O principio básico desta ideia é muito simples, odeio ter que ver um jogo do meu clube na televisão. Sinto-me preso, inútil e impotente. Irrito-me muito mais, seja por causa dos comentários, que acho que são sempre anti-Benfica, seja por causa das realizações que insistem em repetir mil vezes um lance mesmo com o jogo a decorrer o que nos faz perder partes do desafio. O ecrân é pequeno para um jogo do Benfica que é aquele momento em que a nossa vida pára, em que só temos olhos para o jogo. Sinto que é redutor ver isso através de uma televisão. Isto para já não falar da maneira como o vivemos. Sempre preocupados em não fazer figuras tristes, não dá para cantar bem alto e de pé, não dá para começar de uma lado para o outro porque o campo de visão fica curto. Enfim, já perceberam a ideia.

Só que não dá para ir sempre, pelas mais variadas razões. Mesmo assim, nos últimos largos anos tenho tido a felicidade de ver a maioria dos jogos fora da Luz.

Esta introdução serve para contextualizar algo mais forte e além do jogo. É que estas viagens ao fim de uns tempos tornam-se autenticas jornadas de benfiquismo. Não querendo entrar em pormenores privados lanço a seguinte a questão: de que maneira é que eu ia acabar a ser recebido pela família de um amigo, e companheiro destas jornadas, com outros compinchas na distante aldeia de Chelo, do município de Penacova?

Antes do jogo, passar uma tarde à mesa a comer leitão, beber vinho de qualidade superior e conviver com gerações mais novas e mais velhas sempre com o Benfica como fio condutor das conversas.

Ir a Paços de Ferreira e voltar para dormir na zona de Coimbra. Repetir o almoço, agora com uma incrível chanfana, e apreciar uma paisagem natural, respirar ar puro e depois viajar de volta.

A resposta à questão anterior é simples: por causa do Benfica.

A conclusão é interessante, nós andamos atrás do Benfica e vamos construindo amizades para a vida. Vamos semeando carinho em vários grupos de amigos unidos pelo benfiquismo. Vamos vivendo, conhecendo novos cantinhos do nosso país, aproximamo-nos de gente que tem o mesmo amor que nós e que, geralmente, gosta tanto de conversar como de gastronomia.

A enorme vantagem disto é que a maioria destas jornadas acaba bem, com vitórias do Benfica. Das poucas vezes que a nossa equipa não corresponde e nos deixa abatidos, sentimo-nos em família e torna-se um pouco menos doloroso a passar a desilusão.

Esta é uma forma de agradecer a todos os que vão fazendo parte destas viagens e aos desconhecidos que ainda sentem vontade de dar uma palavra de conforto antes ou depois dos jogos.

Neste particular, e isto foi tudo para chegar aqui, quero deixar aqui um enorme abraço a uns benfiquistas de Fafe que ontem depois do jogo me surpreenderam de forma bem original.

Estava eu sozinho à espera junto ao carro do pessoal que ia seguir viagem de Paços de Ferreira para Coimbra quando oiço chamarem pelo nome. João Gonçalves do RedPass! Gonçalves, tu continua a escrever sobre o nosso Benfica. Vamos ser campeões! Olha, tu é que vais ficar com a bola do jogo, tens de levar contigo a bola. E depois escreve que a malta de Fafe te ofereceu a bola.

Nisto, atiraram mesmo a bola. Não me perguntem como é aquele pessoal saiu do estádio com uma bola. Não faço a menor ideia. Mas resolvi aceitar e trouxe mesmo a redondinha comigo que vou guardar com carinho. Obrigado, pessoal!

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A grande desilusão no relvado

Sobre o jogo apetece-me começar por perguntar: mas, afinal, o que é que foi aquilo?!

Antes do confronto directo com o rival que luta connosco pelo título de campeão, eu esperava uma vitória. Sofrida, com muita luta, muita entrega mas uma vitória.

Casa cheia, bancada nova inaugurada, topos completamente vermelhos, o mini estádio da Luz instalado na Capital do Móvel.

Tudo o que não esperávamos era uma exibição completamente apagada do Benfica. Fiquei com a bomba do Eliseu que o poste devolveu na memória e o lance do Jonas no final do jogo. Mais nada!

A equipa não apresentava alterações significativas mas a produção individual foi uma desilusão total, principalmente dos homens que costuma desequilibrar e resolver. Zero à direita com Salvio, zero à esquerda com Zivkovic. Pizzi, Jonas e Mitroglou nunca estiveram perto de de resolver o problema que a postura defensiva do Paços de Ferreira criava.

Se aquela bomba do Eliseu não entrou, então era preciso esperar um rasgo de génio daqueles jogadores que tornam o nosso plantel acima da média. Infelizmente, não me lembro de uma única jogada que me fizesse sonhar com uma finalização mágica.

 

Claro que o Paços teve mérito na forma como defendeu mas não é aceitável que o Benfica apresente tamanha apatia numa altura tão decisiva da época. A esperança de uma mudança vinda do banco de suplentes também terminou depressa. Nem Rafa, nem Raul, nem Cervi, alteraram nada.

Correu mal, foi mesmo uma desilusão. Os jogadores, a equipa técnica e os dirigentes devem sentir o mesmo.

 

(Fotogaleria: João Trindade)

 

Aqueles segundos após o apito final são do pior que o futebol tem para nos dar. Parece que o mundo se abate sobre a nossa cabeça ali mesmo. Aqueles instantes em que os jogadores saem cabisbaixos e os adversários festejam não fazem sentido nenhum. Não foi para aquilo que saí de casa de manhã e fiz centenas de quilómetros. Não foi para um nulo que estive ali 90 minutos de pé a cantar e a puxar pelo Benfica. É uma sensação horrível. Será que não era melhor estar em casa naquele preciso momento? A ideia de passar mais um dia com companheiros de luta, naqueles segundos, parece parva. Só apetece ir para casa.

Mas depois respira-se fundo, o tempo começa a passar e vamos arranjando maneira de lidar com a desilusão? Como e com quem? Como sempre, com os mesmo de sempre. Discutindo o jogo, conversando sobre o que está mal e imaginar como poderemos dar a volta. Temos direito a isso, vivemos muito para isto e gostamos de ter as nossas opiniões.Faz parte da nossa vida.

Lembrei-me logo que antes daqueles 3-6 em Alvalade, senti o mesmo que em Paços de Ferreira. Isto é cíclico no futebol. Nem está tudo mal quando não se ganha, nem está tudo bem quando se ganha. A menos que se percam muitos jogos seguidos, e aí está mesmo tudo mal, ou que a equipa esteja a golear e a resolver facilmente os jogos todos, e aí está tudo maravilhosamente bem.

 

Já falei da distante época de 1993/94 mas vamos para um ciclo bem mais presente. Espero que este 0-0 seja o mesmo que foi aquele 0-0 na época passada na Madeira com o União. Naquela noite achei que tínhamos entregue o título. Ontem convenci-me que oferecemos a liderança do campeonato. Fizemos por isso.

Depois do empate com o União, o Benfica reagiu bem. Espero que depois de Paços de Ferreira aconteça o mesmo.

 

O bónus veio quase 24h depois quando o Porto não fez melhor e manteve tudo na mesma. Temos que aproveitar esta milagrosa oportunidade para mostrarmos o quanto queremos este tetra. Temos de ganhar o clássico.

Sobre o melhor 11 a apresentar neste momento tenho dúvidas, sobre a qualidade individual no plantel nem por isso. Temos várias opções que têm de ser bem aproveitadas.

Esta passagem pela Mata Real foi decepcionante mas agora falta menos um jogo e acabou por ficar tudo igual em relação ao rival. Acho que a paragem na Liga acaba por ser positiva para o Benfica, é preciso recarregar baterias para o derradeiro assalto ao título.

Nós vivemos para estar com o Benfica, sabemos que estas desilusões fazem parte de um processo que queremos vencedor. Por isso, cada vez somos mais e desejamos melhor.

 

Pedro Marques Lopes, a Pressão e o Lixo. Aguenta, Pizzi!

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Hoje n'A Bola, o Pedro Marques Lopes cumpre a cartilha e, também ele, menciona a questão dos cartões amarelos ao Pizzi. Nem levo a mal, é pago para isto. Os floreados à volta da questão é que eram desnecessários porque são todos facilmente rebatidos. Mas era preciso encher a coluna e escrever só vejam lá se mostram o raio do amarelo ao Pizzi, era pouco.

 

Tenho para mim que esta conversa dos cartões para o Pizzi encontra semelhanças naquela "polémica" com a data do aniversário do nosso clube. Enquanto o Sport Lisboa e Benfica assinalou, comemorou e festejou o 28 de Fevereiro, anos após ano, até 2003, nunca ninguém levantou nenhum problema. Em 2004, o clube deu natural destaque ao seu centenário e apareceram os experts com os seus dogmas históricos. Os azuis resolveram a questão inventando uma data de nascimento para o século 19, os verdes arranjaram mais uma razão para chorar e berrar. O espelho dos três clubes.
Esta novela à volta do desejado 5º cartão amarelo é a mesma coisa. Durante quase meio campeonato ninguém falou da possibilidade, ou não, do Pizzi ver cartões. Aproxima-se o clássico e, de repente, passou a ser questão nacional. Se durante dezenas de jogos, o Pizzi faz o seu trabalho sem falhar partidas no campeonato, o mérito é seu.

Agora, eu também vi o que foi termos o Pizzi condicionado no jogo dos Barreiros. Com metade desta pressão, Pizzi jogou em bicos de pés e até evitou fazer uma falta numa jogada que podia ter dado golo para o Marítimo. Curiosamente, perdemos esse jogo.

Está explicada a urgência em pressionar o jogador, os adversários e o árbitro para o jogo da Mata Real. O Pizzi tem sido superior a isto mas não é nada bom conviver com esta loucura. É preciso manter a frieza e ser inteligente.

 

Quanto ao resto do artigo do Pedro Marques Lopes, acho que se entusiasmou divagando nas suas fantasias. A história do Jesus afastado das fotografias é só mais uma mentira repetida para passar a ser verdade. Ora então, diga lá em que fotografias o treinador Jorge Jesus foi apagado pelo Sport Lisboa e Benfica. Eu poupo-lhe trabalho, em nenhuma. Para que não fiquem dúvidas, eu esclareci tudo neste artigo: Isto não é uma foto!
De nada, Pedro.

 

Quanto à posição táctica e posicional de Pizzi na equipa do Benfica, nem Luís Filipe Vieira, nem Rui Costa, decidiram onde ele joga. Jorge Jesus tirou proveito de Pizzi, utilizou-o à direita e no meio. Umas vezes melhor, outras pior. Mesmo porque usou outros jogadores nessas posições.

O Pizzi com Jesus fez 31 jogos e marcou por 4 vezes. Depois, chegou Rui Vitória, que até conhecia muito bem Pizzi de outras épocas em que estiveram juntos, e o rendimento foi 47 jogos, 8 golos , na época passada e 42 jogos e 12 golos, só nesta época. Dá para ver bem a diferença e a evolução , certo?

 

Portanto, por estes últimos números percebo bem a necessidade da pressão, o resto do texto é lixo.

Aguenta, Pizzi!

 

 

 

 

O Malandro do Pizzi, o Malandro do Presidente do Vitória SC e a Ausência de Penaltis Contra o Benfica

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 Chegámos aquela fase que eu chamo de carreira de tiro final. Isto é, a recta final do nosso peculiar campeonato. É a altura em que o desespero justifica que vale tudo. Jornais estrategicamente colocados na luta, disfarçados de isenção, calúnias, afirmações incendiárias, polémica, enfim, o verdadeiro vale tudo.

 

Sabemos que estamos nesta fase decisiva quando vemos um jornal diário desportivo, teoricamente isento, a levantar suspeitas sobre os jogos em que o nosso Pizzi não vê cartão amarelo. Assim, à cara podre mesmo.

Depois recupera-se o soundbyte que esteve muito na berra na época passada, por esta altura, claro, que é o facto do Benfica não ter penaltis assinalados contra. Não, não se levanta a questão daquele penalti que ficou por marcar no Bonfim por falta no Carrillo. O problema é a falta de penaltis marcados contra o Benfica.

Aliás, esse árbitro agradou tanto ao país do futebol que está nomeado para nos apitar em Paços de Ferreira!

 

A enorme vantagem do crescimento desportivo do Benfica na última década, é que nos colocou nos centros das decisões de todas as competições de futebol. Algo que se tinha perdido e que chegou a parecer impossível voltar a acontecer.

Fala-se que o Benfica corre atrás do seu Tetra, do seu quarto campeonato seguido conquistado. Mas é bom lembrar que podíamos estar a ambicionar algo bem mais grandioso. É que o Benfica tem estado na luta pelo título sempre até ao fim nos últimos dez anos, umas épocas mais, outras menos. Mas tem sido o objectivo real do clube. A partir de 2009, já lá vão 8 anos, o Benfica tem andado sempre lá em cima. Descontem-se duas épocas de desorientação técnica, e pensemos que podíamos estar neste momento a lutar por um penta. Bastava não ter acontecido aquele empate com o Estoril na Luz, para não voltar a falar do golo do Kelvin.

Isto só trouxe mais maturidade aos jogadores que vão fazendo os plantéis, às equipas técnicas, aos dirigentes e também aos adeptos. Nós já sabemos muito bem o que é viver estas últimas semanas de campeonato, a tal fase do vale tudo. A nós não nos dão nada. Nunca festejamos títulos no sofá como o rival do norte teve. Temos sempre algum clube em cima, nem que seja o Braga! Sim, o Braga lutou até ao último jogo da época em que no Benfica jogavam Cardozo, Aimar, Saviola, Ramires, Coentrão, Javia Garcia, Di Maria e David Luiz!

 

Para não andar muito para trás, recuemos só até a 2016. O Sporting fez o que faz sempre, chateia, insulta, aponta, inventa, reclama, duvida e ameaça. Só que no ano passado estavam a lutar anormalmente pelo título. Uma coisa que lhes acontece de vez em quando. Geralmente, nesta altura preparam a nova época.

Contaram com a abençoada colaboração dos eternos aliados azuis, o clássico no Dragão foi um amigável oferecido ao Sporting na luta desesperada de evitar o título benfiquista. Quando começaram a perceber que o Benfica não ia perder pontos, partiram para ataques jamais vistos em Portugal. Recordo apenas o que fizeram com o menino Renato Sanches. Eu não esqueço o racismo dos verdes no alto do seu desespero. Foi do pior que assisti.

Assim, posso afirmar com tranquilidade que aguardo ataques a ferro e fogo até Maio. Isto do Pizzi é só o começo. Será que este "artigo" não é matéria suficiente para o Benfica fechar as portas das suas instalações ao O Jogo ? Fica a dúvida.

 

Dando o mote para o que aí vem, acho oportuno referir os seguintes factos neste campeonato:

 

Penalties a favor:

Sporting - 7

Porto - 6

Benfica - 4

 

Inferioridade numérica:

Benfica - 50'

Sporting - 26'

Porto - 0'

 

Superioridade numérica:

Porto - 284'

Sporting - 100'

Benfica - 1'

 

Curioso, não?

Mas preparem-se porque o grande escândalo do nosso futebol foi o presidente do Vitória SC ter estado ontem no Seixal a ver um jogo da 2ª divisão com dirigentes do Benfica. Isto sim, uma pouca vergonha.

Além, claro, de não haver penaltis contra o Benfica e do Pizzi não ver cartões amarelos.

Vamos à luta sem medo porque destas batalhas já nós estamos calejados.

 

 

Benfica 4 - 0 Belenenses: Resposta à Campeão

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Perdoem-me os benfiquistas que vêm aqui logo em busca de umas linhas sobre o jogo do Benfica porque hoje vou ter de começar pelo adversário. Nunca consegui detestar o Belenenses. Mesmo que ao longo da vida tenha aprendido que eles odeiam o Benfica, mesmo percebendo a rivalidade que alguns amigos sentem com os azuis do Restelo por serem de Alcântara e estarem mais ligados ao Atlético da Tapadinha, por exemplo.

Não tenho nenhuma ligação real ao Belém mas houve na minha formação de adepto pontos interessantes que me fizeram gostar do Belenenses. O pai da minha mãe, o meu avô, viveu numa moradia, que ainda existe, na Av. Ilha da Madeira situada do lado direito antes de chegar ao estádio para quem desce em direcção ao rio. Logo aqui ficou uma curiosidade pelo clube porque passava ali algum tempo e o futebol já era a minha paixão maior. Vi lá jogos incríveis de noites europeias como o Bayer, que caiu, ou o Barcelona, que ia caindo.

Depois, tenho um tio que gosta do Belenenses, e o falecido padrasto da minha mãe também era todo "pastel". Ouvi boas histórias dos tempos do Matateu, do jogo com o Vasco da Gama, entre outras.

Finalmente, um senhor que todos os que frequentavam a pastelaria Califa, em Benfica, desde os anos 80, como eu, deviam conhecer. O Sr. Costa, um cavalheiro à moda antiga, sempre atrás do balcão pronto a atender e a dar uma palavra simpática. Um enorme belenense com quem passei horas da minha vida à conversa. Enquanto vivi ali bem perto do Califa era raro o dia que não ia meter a conversa em dia com o Sr. Costa.

Hoje, dia de clássico, recebi um triste SMS da minha mãe a dar conta que a pastelaria estava fechava porque o Sr. Costa faleceu. Duvido que alguém que o conheça leia estas humildes linhas mas , de qualquer maneira, quero deixar aqui a minha singela homenagem a um senhor que tanto me aturou, que tanto me falou da sua paixão, o Belenenses. Que descanse em paz.

 

Posto isto, estranho que a bancada dos visitantes tenha levado tão pouca gente de um clube que é de Lisboa. Não bate certo a militância azul com a qualidade do campeonato que a equipa está a fazer.

 

(Fotogaleria de João Trindade)

 

E deu para ver essa qualidade em campo, a equipa de Quim Machado procurou sempre equilibrar o jogo e um resultado positivo. Basta recordar que aquele tiro de Miguel Rosa ao poste podia ter empatado o jogo.

Por falar no ex-jogador do Benfica. Quando não joga um derby é uma vergonha porque não quer defrontar a sua equipa de formação ou não o deixam. Quando joga, é uma vergonha porque esteve infeliz num golo de André Almeida. Decidam-se!

 

O Benfica tinha de responder ao mau resultado europeu e também ao triunfo do Porto para voltar a liderar o campeonato. Surpreendentemente foi a jogo sem Nelson, lesionado, e com Almeida no seu lugar. Correu bem já que o André foi considerado o melhor em campo.

Aliás, o jogo correu muito bem. De forma prática até podemos dizer que o Benfica jogou à Dortmund, depois de sofrer um aperto com 1-0 no marcador, reagiu e rapidamente chegou ao 3-0 que matou o adversário.

Boas notícias no golo de Salvio, na exibição de Jonas, no regresso de Mitroglou à lista de marcadores, e em Ederson imbatível em mais uma partida da Liga.

O regresso de André Horta à competição também é factor positivo, já havia saudades daqueles festejos como se viu no 4-0 que fechou o jogo.

Um resultado óptimo no regresso à prova que é a principal preocupação do Benfica até ao final da época.

Saborear esta vitória e começar a pensar no difícil jogo na Mata Real. Até ao fim vai ser sempre assim, preocupação e concentração total no próximo desafio.

 

PS: com tantas preocupações com equipamentos alternativos e cores descabidas, como é que em 2017 um jogo da primeira Liga começa com a equipa de arbitragem vestida com cores semelhantes à da equipa visitante?! E quando mudaram ao intervalo, escolheram a mesma cor do equipamento do guarda redes do Benfica. Lamentável.

 

 

5 Boas Razões Para Encher a Luz no Derby com o Belenenses

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- Estamos na fase decisiva do campeonato e todo o apoio é preciso para a equipa não vacilar nesta recta final. E este até é um derby com imensa história no futebol português. Bom cartaz.

 

- O Estádio da Luz tem capacidade para 65 mil adeptos. Porque é que nos devemos contentar com a presença de cerca de 50 mil? Onde estão os mais de 10 mil que faltam para esgotar o nosso estádio? Não é tão bonito ver recintos, como o do Dortmund, por exemplo, sem cadeiras vazias na televisão? Então porque é que não podemos ter a Catedral também assim?

 

- O jogo é numa 2ª feira. Sim, retira a muitos benfiquistas a oportunidade de estarem presentas. Mas sobram muitos milhares de adeptos que vivem na Grande Lisboa e que a partir das 19h estão disponíveis para ir ao Estádio. Pensem assim, é muito melhor estar na nossa casa do que no sofá correndo o perigo do comando da televisão nos levar a um daqueles programas sobre futebol das 2ªs feiras à noite. Sobre futebol, que é como quem diz, sobre barulho. A bola vê-se bem é na bancada.

 

- Vejam lá quantos jogos faltam para terminar a época. Pois é, mais meia dúzia de partidas e acabou-se o futebol na Luz até à próxima época. Depois, levam o verão todo a dizer que têm saudades de ir ao estádio. Vão agora!

 

- Sabem quantos benfiquistas espalhados pelo mundo sofrem todos os dias em que há jogo na Luz e eles não podem estar lá presentes? Como se explica uma cadeira vazia a estes companheiros a sofrerem ao longe? Vamos por eles, também.

Feirense 0 - 1 Benfica: Uma Fogaça de Pizzi

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 Vida de adepto é mesmo assim. Num sábado faz-se quase 600 Km para ir ver o Benfica lutar por mais 3 pontos num estádio onde se cobram preços de bilhetes ao nível da Liga dos Campeões. Um estádio que não aguenta o festejo dos adeptos na altura mais desejada de se celebrar o golo que nos vale os tais 3 pontos. Uma situação que se repete como em 2012. O roubo dos preços e a fraca resistência das bancadas.

Curiosamente, a próxima paragem é mesmo a Champions League. É possível comprar um bilhete para ir ver o Benfica no mítico Signal Iduna Park (Westfalenstadion), em Dortmund, mais barato que alguns ingressos para Santa Maria da Feira. É a vida de adepto do Benfica.

 

Felizmente, a nossa vida de adepto é feita de momentos muito mais marcantes e positivos do que negativos. Para ir apoiar o Benfica na casa do Feirense motivam-se vários grupos de companheiros. É um excelente pretexto para uma almoçarada com malta vinda dos pontos mais diferentes do país e da Europa. Não há nada melhor que uma tarde, mesmo que longe de casa, à mesa a comer bacalhau assado com azeite quente e conviver sob o lema do benfiquismo. Isto a terminar uma semana de aniversário do clube e em dia que se comemora outra data interessante para um grupo de adeptos que há 25 anos estão Sempre Presentes.

 

Faltava ganhar o jogo.

A recordação que tinha dos jogos na Feira não era a melhor. São sempre jogos muito disputados, difíceis em que é preciso lutar muito para garantir uma vitória pela margem mínima. Foi o que voltou a acontecer.

Este Feirense é uma equipa muito interessante, junta-se ao Chaves e ao Rio Ave, como bom modelo de jogo a revelar excelente trabalho do seu treinador.

 

(Fotogaleria de João Trindade)

 

Da parte do Benfica a tarefa era desde logo mais dificultada pelas ausências de Nelson Semedo e Jonas. André Almeida remenda a posição mas a diferença para o Nelson é enorme, mesmo porque estamos a falar da falta do jogador que mais golos tem dado à equipa a partir do lado direito. Depois, a aposta para acompanhar Mitroglou na frente foi para Zivkovic. Carrillo e Salvio nas alas.

A equipa foi equilibrada por Pizzi que acabou por ser determinante e decisivo ao apontar o golo da vitória antes do intervalo.

Desde a bancada há alternativas que passam pela cabeça dos adeptos. Eu imagino um ataque com Salvio e Zivkovic nas alas e apostava em Cervi a apoiar Mitroglou, isto porque vi o argentino fazer esta posição na América do Sul.

Mas enquanto nos entretemos a discutir quais os jogadores que deviam ir a jogo, o Benfica lutou por sair vencedor da Feira. O golo antes do intervalo foi importante para acalmar a equipa e os adeptos.

Na 2ª parte só um grande susto na baliza de Ederson mas muito sofrimento com a diferença mínima no marcador.

 

Foi uma vitória muito suada mas o objectivo foi cumprido. Não há tempo para grandes considerações, a viagem para a Alemanha está aí e o Benfica quer ir a Dortmund discutir a passagem aos 1/4 de final.

Até lá temos fogaças para lembrar esta viagem a Santa Maria da Feira onde há benfiquistas que sabem receber à ... Benfica!