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Benfica 3 - 0 Nacional: Jonas Anti-Nacional

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 Uma novidade no lançamento do jogo, entrávamos em campo no 2º lugar do campeonato. Pressão para todos, nas bancadas, no banco, no relvado, tribuna. Um jogo em que a equipa precisava, mais do que nunca, de um estádio cheio a apoiar o Benfica a terminar o dia no seu lugar. Infelizmente, a lotação da Luz ficou abaixo dos 50 mil numa fase crucial da época.

 

A equipa respondeu bem e confirmou o teórico favoritismo perante o último classificado do campeonato. Rui Vitória, ainda suspenso, resolveu fazer regressar Eliseu ao lado esquerdo da defesa, opção mais do que natural, não abdicou de Pizzi, mesmo condicionado após o jogo do Bonfim, e apostou em Sálvio e Zivkovic. O reforço Filipe Augusto teve entrada directa no banco de suplentes, Cervi e André Almeida passaram para a bancada.

 

O mais importante foi resolvido na primeira parte antes que o  jogo ficasse perigosamente bloqueado. Jonas apareceu em grande e confirmou a tendência para fazer golos ao Nacional, bisou em meia parte e , praticamente, resolveu o jogo.

 

O Nacional mostrou porque é que luta dramaticamente para não descer, muito pouca qualidade, apesar da aposta em vários jogadores novos chegados no mercado de inverno.

 

O ambiente na Luz não era totalmente de festa, as últimas duas derrotas pesaram nas bancadas e isso sentiu-se quando os adeptos ensaiavam alguns assobios a uma posse de bola da equipa no meio campo. Depois o jogo esticou e originou o 2º golo do Benfica. Foi um sinal claro da equipa para o tribunal da Luz. A malta gosta imenso de meter likes nas publicações das redes sociais que mostram posses de bola de 40 toques seguidos mas depois refila quando a sua equipa o faz em vantagem no marcador.

 

( Fotogaleria de João Trindade )

 

O que interessa é que ficou uma boa resposta após uma fase má. A equipa reagiu, ganhou e manteve a liderança. Na época passada o Benfica chegou a entrar a 11 pontos do 1º lugar em Braga e conseguiu lidar com a pressão. A recta final do último campeonato é todo um manual de como conviver com a alta pressão na tabela classificativa. Como o grupo é quase o mesmo, há que acreditar que vamos lutar da mesma maneira.

 

No entanto, há dúvidas que se levantam em cada treinador de bancada. Pizzi não devia ter saído mais cedo? A questão dos cartões amarelos não preocupa? Temos Pizzi  e Nelson Semedo a um cartão de ficarem de fora no próximo jogo. A próxima jornada é em casa com o Arouca, a seguir vamos a Braga... Aceito que me digam que temos de jogar sempre com os que dão melhores garantias, não deixa de ser legítimo reflectir sobre estas questões.

 

Nota positiva para  a estreia de Filipe Augusto, bem recebido pela Luz, e para o golo de Mitroglou. Foi cumprida a missão de voltar às vitórias e já olhamos para 6ª feira onde esperamos repetir a receita de hoje.

 

Benfica 4 - 0 Vizela: Jonas a Bisar, Zivkovic a Assistir

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Quem viveu a emoção dos jogos na Luz durante a década de 80 tem sempre um ponto em comum que o aproxima de outros benfiquistas. Quando se faz uma listagem de jogos de outros tempos é com regularidade que vem à baila o nome do Vizela. Quem viu na Luz esse jogo em 1985 gosta sempre de o lembrar por ter sido contra um adversário raro. O Vizela marcou o arranque do campeonato 1984/85, o Benfica venceu por 1-2 na jornada 1. Depois, na 2ª volta, o Vizela foi à Luz e acabou por ser goleado por 5-1.

Ficou na memória colectiva as cores da equipa de Vizela. Camisola azul clara e calções brancos. Ainda hoje é a segunda parte de qualquer conversa que recorde esse jogo este equipamento. Isto porque na altura o jogo mais popular entre os miúdos era o Subbuteo. Comprar a equipa do Vizela era boa ideia porque essa equipa dava para fazer de Vizela, Amora, Alcobaça e até Belenenses ou Manchester City. Tudo equipas que andaram nas divisões maiores naquela altura.

 

Serve esta introdução para explicar o meu desapontamento por perceber que 30 anos depois o Vizela trocou aquele belo equipamento por uma réplica do FC Porto! Quem souber quando é que se deu esta triste mudança que me explique e argumente.

 

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O jogo foi encarado com a determinação do costume, não há jogos fáceis, nem competições secundárias. No Benfica é sempre para ganhar e , por isso, foi com facilidade que o Benfica construiu uma goleada natural e tranquila. Tudo certo na abordagem ao jogo, tudo óptimo nos 6 pontos somados em 2 jogos da Taça CTT. É o que se pede.

 

Notas importantes deste primeiro jogo de 2017, Jonas a titular, a bisar e a mostrar que está pronto para ajudar nesta segunda metade de época. Zivkovic com 3 assistências, uma bela exibição e um pé esquerdo a pedir mais protagonismo na equipa principal. E ainda o regresso de Lisandro aos golos, sempre importante o central argentino.

De resto, ninguém se lesionou, a equipa aproveitou para manter o bom ritmo e o hábito de vencer.

 

Jonas e o pé esquerdo de Zivkovic mereciam mais do que 19 mil pessoas na Luz mas nem mesmo o preço muito reduzido dos bilhetes convenceu os benfiquistas a irem à bola. Ficaram a perder todos os que não testemunharam ao vivo aquele livre de Jonas.

É preciso ir a Guimarães carimbar a passagem para fase final da Taça da Liga, o trabalho em casa está feito. E bem feito.

Começa bem 2017.

Golo de Jonas!

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 Após ser eleito o jogador do ano 2014/15 pela TSF/Opel Insignia, Jonas usou o prémio de 10 mil euros para doar à instituição Ajuda de Berço, que acolhe de forma permanente 40 crianças em duas casas.

 

Quero agradecer este prémio individual. É uma alegria recebê-lo e quero agradecer aos que votaram em mim. Vou levar este prémio para o meu país e guardá-lo com muito carinho. É difícil ser escolhido o melhor jogador da Liga Portuguesa, uma Liga tão competitiva, e estou muito orgulhoso e feliz. Quero fazer a doação à instituição Ajuda de Berço porque tenho a certeza que será muito útil.

Belo golo, Jonas Pistolas!

Jonas, O Melhor em Portugal Para a UEFA

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Jogador do ano: Jonas (SL Benfica)
Contratado ao Valencia CF a custo zero a 12 de Setembro, após o fecho da janela de transferências de Verão, o ponta-de-lança brasileiro Jonas chegou envolto em incertezas sobre se era o jogador que o Benfica realmente precisava. Falhou as primeiras seis partidas na Liga mas tratou logo de desfazer as dúvidas sobre o seu real valor e utilidade. Marcou na estreia no início de Outubro e não mais deixou de celebrar golos. Assinou 20 em 27 jogos realizados no campeonato, 11 dos quais entre as jornadas 22 e 29, tendo terminado esta série com o terceiro bis seguido na vitória do Benfica no terreno do CF Os Belenenses, por 2-0, antes da recepção ao Porto.

"Perfeito! Foi uma época de sonho, para começar", disse o atacante de 31 anos, prático diante da baliza adversária e de remate fácil, letal na grande área e também hábil em lances de cabeça.

 

in UEFA

El peor delantero del mundo - Jonas na Panenka

Sou fã da Panenka mas quem chegou primeiro a este artigo foi o grande Manuel Neves do Lá em Casa Mando Eu, e por isso deixo a introdução dele antes de partilhar o artigo:
Não se deixem enganar pelo título. É uma crónica sob os azares de Jonas durante a carreira (desconhecia a maioria), um título de jornal maldoso e a "sorte" que tem tido no Benfica. Como praticamente tudo o que vem na Panenka, aconselho:

 

Hay jugadores que ya nacieron con la crítica de morros. Jonas Gonçalves es uno de ellos. El brasileño intenta recuperar hoy la sonrisa en el Benfica. No es la primera vez que se lo propone.

 

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Hay días funestos que no se borran nunca, como esa mancha de aceite que te hiciste durante la ESO en tu camiseta favorita y que años después, en medio de tu primera entrevista de trabajo, te das cuenta que aún sigue ahí, inalterable al paso del tiempo y a las coladas de tu madre. Son puntos negros que ya no van a abandonar a tu expediente, por mucho que te haya crecido la barba, que ahora te veas con otra chica o que los temas de conversación de tu cuadrilla de amigos hayan virado de los ‘viernes’ a los ‘niños’. En el mejor de los casos, su recuerdo se difumina y puedes hacer como si no existieran. Pero es algo momentáneo.

Un error mayúsculo siempre retorna, como el ajo, dispuesto a arrastrarte de nuevo hasta la casilla de salida. Jonas Gonçalves (Bebedouro, Brasil, 1984) vuelve dos o tres veces por curso al 11 de marzo de 2009. Concretamente, cuando encarrila un puñado de noches sin ver puerta, o cuando el entrenador decide quitarle del once, o cuando en el club resuelven rescindirle el contrato. Hasta que le llegó esa cita primaveral con el diablo, ahora hace seis temporadas, su trayectoria había sido más o menos placentera. Estudiante de Farmacia, aparcó pronto los compuestos químicos para despuntar en la Serie B del Campeonato Brasileiro, con el Guarani. De ahí le fichó directamente el Santos, donde tuvo tiempo de levantar un Campeonato Paulista pero también de lisiarse la rodilla y acabar en un quirófano. A la que recuperó el trote, en 2007, se lo llevó el Grêmio. Y tras una breve cesión en la humilde Portuguesa, encontró acomodo en la delantera del Tricolor Gaúcho. Aunque para entonces, el infortunio ya le había pillado la matrícula. Al cabo de poco tiempo, Jonas se pegaría el mayor talegazo de su vida: una noche aciaga que acabó con un titular en la prensa de los que duelen más que un gancho de Mayweather en plena mandíbula. “El peor delantero del mundo”. Así le pintaron algunos periodistas aquel día.

Jonas se pegaría el mayor talegazo de su vida: una noche aciaga que acabó con un titular en la prensa de los que duelen más que un gancho de Mayweather en plena mandíbula: “El peor delantero del mundo”