
Para as gerações mais novas é importante explicar que o Benfica a 31 de Maio de 1961 viveu um dos dias mais fantásticos da sua história. Um dia que marcaria a nossa identidade para o meio século seguinte.
Como escreve o jornal I falemos de História:
História de Portugal: há 50 anos o Benfica sagrou-se campeão europeu.
História de Espanha: há 50 anos o Real Madrid não ganhou a Taça dos Campeões pela primeira vez na história da competição, iniciada em 1955.
História da Catalunha: há 50 anos o Barcelona sagrou-se vice-campeão europeu.
História da Suíça: há 50 anos Berna foi o local da final europeia com mais bolas ao poste (quatro, todas para o Barcelona).
História do Benfica: há 50 anos os jogadores foram enfim autorizados pela direcção a trocar de camisolas com o adversário
Ainda há um mês falei do facto do Barcelona reservar no seu imenso Museu um espaço para o campeão europeu de 1961, a final a que eles chamam de "final dos postes" por causa das 4 bolas que os postes da baliza de Costa Pereira devolveu.
É um momento de grande importância na nossa existência que, felizmente, aos poucos se vai destacando dentro do clube como está a acontecer este ano com uma linha de marketing dedicada à conquista de 1961. É qualquer coisa mas devia ser muito mais.
Todos os benfiquistas deviam saber que neste jogo ainda nem havia Eusébio, que Germano fez um jogão, que Coluna foi o melhor em campo, que Mário João salvou um golo, etc.
Eu nasci em 1973 e das primeiras coisas que aprendi no meu benfiquismo é que a década anterior ao meu nascimento foi marcada por um Benfica dominador em Portugal e temido na Europa com duas Taças dos Campeões ganhas e presenças nas finais da maior competição continental. Crescer sabendo que poucas épocas antes chegámos ao topo do mundo do futebol condiciona e molda especialmente o nosso benfiquismo. Eu aprendi tudo sobre as finais ganhas e perdidas e tive oportunidade logo na década de 80 de viver mais umas quantas finais europeias. Metade da minha vida foi vivida a conhecer o lado mais glorioso do nosso clube e tudo começou num dia como o de hoje em 1961.
Arrisco a passar uma vida à espera de sentir a glória suprema que os meus pais e avós viveram. Já lá estive muito, muito perto mais do que uma vez. Não sei se vou ter essa satisfação, talvez isto seja por ciclos e os dias sagrados estejam reservados para gerações melhores que a minha... Não sei mas vou sempre acreditar. Não sei mas vou sempre lutar para que o espirito de 60 não se esfume em fanatismos pessimistas derivados do presente e passado recente. O Benfica é hoje respeitado em todo o mundo, é conhecido em tudo mundo, os ingleses falam de nós como os giants of Lisbon e , convenhamos, não é tanto pelo passado recente da nossa história, é muito pelas façanhas lendárias que os heróis da década de 60 imortalizaram.
Nós só temos simplesmente que saber estar à altura dessa herança, só temos que ter a humildade de procurar não os envergonhar, e parecendo simples não é nada fácil como se tem visto.
Numa altura em que os jornais se divertem a comprar dezenas de jogadores e a vender meio plantel entre as acusações de trafulhices que a nossa Direcção supostamente faz em contratos há um jornal e um jornalista que tem todo o meu respeito. Falo do jornal I e de Rui Tovar. Comprem o jornal de I de hoje leiam, divulguem e guardem as páginas dedicas à grande final de Berna.
Aprendam e ajudem a ensinar o que é realmente o Benfica. Tentemos
ignorar o ruído e voltemos a inspirar-nos nas raízes do nosso clube. O emblema que brilhou há 50 anos é o mesmo que hoje tanto adoramos. Saibemos respeitá-lo.
No Daily Mail há uma deliciosa entrevista a Sir Bobby Charlton a propósito da grande final de sábado. Para nós , benfiquistas, é um orgulho ler a consideração que esta lenda do futebol mundial tem pelo nosso clube. É para ler com atenção.
When Benfica came to Wembley in the spring of ’68 they were the glamour boys of Europe. Now it’s Barcelona.
Directivos del Oporto cenaron con el árbitro tras el partido Reinaldo Teles y Antonio Garrido, implicados en el caso ‘Pito Dorado’, acudieron al restaurante con el holandés Kuipers •
También cenó allí el presidente Pinto da Costa
JUAN IGNACIO GALLARDO ❙ MADRID
El Oporto, rival del Villarreal en las semifinales de la Europa League, incumplió el pasado jueves una de las reglas más importantes que marca la UEFA: la prohibición expresa de que directivos o miembros de cualquiera de los equipos contendientes acompañen a los árbitros del partido durante su estancia en la sede del choque. Y mucho menos, que coman o cenen con ellos.
Tras ciertos casos de corrupción aparecidos hace algunos años, el organismo que regula el fútbol europeo incide mucho en velar por cualquier tipo de conducta que pueda dar lugar a presuntas irregularidades. Y así lo expresa nítidamente en su reglamento: “Durante su estancia en la sede del partido, los árbitros deben ser únicamente atendidos por un enlace que será un representante oficial de las asociaciones nacionales del equipo anfitrión (artículo 20.08 del capítulo XIII)”.
Es decir, sólo puede acompañarles alguien de la Federación o del Comité de Árbitros. Pero, según ha podido saber MARCA, esta regla se incumplió gravemente la noche del pasado jueves, cuando el holandés Bjorn Kuipers, encargado de dirigir el choque entre el club luso y el Villarreal, cenó con varios directivos y personas estrechamente vinculadas al Oporto en el mismo restaurante. Kuipers cenó en la Marisqueira de Matosinhos —de la localidad del mismo nombre situada a 10 kilómetros de Oporto— con Reinaldo Teles, directivo del club portugués y persona de gran confianza del presidente de la entidad, y con Antonio Garrido, ex árbitro luso que colabora con el Oporto.
A lo largo de la cena, el asunto fue más allá cuando ¡el propio presidente! Jorge Nuno Pinto da Costa también apareció en el exclusivo restaurante de la Rua do Roberto Ivens. La UEFA no ve con buenos ojos estas prácticas, sobre todo teniendo en cuenta que Pinto da Costa, Teles y Garrido estuvieron involucrados en el escándalo de corrupción arbitral que salpicó al fútbol portugués en 2004 conocido como ‘Pito Dorado’. ESCUCHAS TELEFÓNICAS Teles y Garrido no fueron condenados porque la justicia portuguesa no aceptó como pruebas las escuchas telefónicas. El caso se saldó —además del descenso administrativo del Boavista y cinco árbitros suspendidos— con dos años de suspensión para Pinto da Costa y una sanción de seis puntos en Liga para el Oporto, que además fue apartado de la Champions League 2008-2009. Esta sanción fue posteriormente revocada por el Comité de Apelación de la UEFA.
La actuación del holandés Kuipers en dicho partido (que concluyó con un contundente marcador de 5-1 a favor de los portugueses) se saldó con tres tarjetas amarillas para los castellonenses —Catalá, Borja y Diego López—, un penalti señalado a favor de los locales y la reclamación de un posible fuera de juego en el cuarto gol del Oporto. Ante la sospechosa irregularidad de esta cena, el Villarreal podría plantearse ahora presentar una reclamación ante la comisión disciplinaria de la UEFA, el mismo órgano al que iba dirigida la demanda presentada por el Real Madrid contra los jugadores del Barça, que fue desestimada el pasado lunes.
Ao longo dos últimos anos tenho partilhado aqui e nos anteriores projectos as minhas experiências em viagens por essa europa fora. Principalmente as aventuras a acompanhar as deslocações do Benfica como aconteceu recentemente na Holanda.
De há uns anos para cá resolvi que o meu dia de aniversário é para ser festejado longe de casa a conhecer novos espaços. Sempre com o Benfica em pensamento o mês de Abril não é fácil para se marcar viagens encaixando no calendário de jogos, este ano , felizmente, ainda mais difícil foi devido À presença em várias frentes.
Há um ano vim de Salamanca no próprio dia de anos para ver o Benfica golear o Olhanense no caminho para o título, este ano marquei a viagem de partida para o dia de anos porque na véspera havia a final da Taça da Liga para ganhar. O regresso ficou marcado para quinta feira com chegada a Lisboa pelas 17h30. Na altura que marquei não fazia a menor ideia se estariamos nas meias finais da Liga Europa mas como acreditava tomei as devidas cautelas. Só na Luz é que soube que ontem corri o risco de perder o jogo por atrasos em vários vôos devido a uma greve dos homens das malas no aeroporto de cá. Felizmente não me calhou nenhuma má surpresa.
Este ano escolhi Barcelona para o aniversário. Para mim um destino terá que ser minimamente interessante em termos de futebol local, música ou gastronomia e lugares míticos. Convenhamos que Barcelona tem isto tudo em doses altamente intensas. Por isso resolvi regressar lá depois de ter conhecido a cidade por alturas da eliminatória com o Espanhol que o Fernando Santos não quis ganhar. Como a minha mulher não conhecia a capital da Catalunha foi sem hesitar que regressei lá. Desta vez levava a vantagem de já conhecer um dos estádios locais e ter a ajuda do amigo Tiago que por lá vive e deu dicas muito valiosas para que a experiência fosse inesquecível.
Nolito
Foi chegar guardar as malas e correr para ... Camp Nou. Não para ver o campo principal mas sim para ir ao Mini Estádio, o recinto onde joga o Barcelona B que no meu dia de anos jogava ao meio dia com o Betis de Sevilha empenhado no regresso à liga principal espanhola. Mesmo em passo de corrida só consegui chegar ao campo já na 2ª parte e deparei-me com uma lotação esgotada! E digo-vos que o Mini Estádio do Barça é bem melhor que alguns dos recintos das nossas ligas profissionais. A minha mulher confirmou que este campo ganha de goleada ao estádio do Trofense onde ela viu o Benfica de Quique.
Ambiente fantástico porque metade das bancadas eram sevilhanas que vibraram com a vitória por 0-3. Vi uma enorme festa à volta do relvado e uma equipa do Bétis forte contra os putos do Barça que têm realmente pinta de jogadores. O tal Nolito esteve discreto mas deu para ver o quanto os culés gostam dele. Eu consegui entrar na bancada 15' antes do fim do jogo porque abriram simpaticamente as portas à malta, como eu, que via o jogo cá de fora entre umas colunas. E dava para ver perfeitamente. Foi aí que perguntei a um senhor que estava ao meu lado qual era o número de Nolito. Depois de me dizer que era o "9" perguntou-me se eu era português com ar desconfiado. Disse-lhe que sim mas não gostava da armada tuga do Real, ele sorriu. Acrescentei que estava ali só para ver o Nolito jogar porque o meu clube o ia roubar para o ano. Foi-se embora.
Engraçada experiência de ver um jogo da 2ª Divisão espanhola e ouvir ao vivo um dos meus sons favoritos do mundo da bola; oportunidades de golo falhadas que provocam um ruidoso coro: UUUUUUUHHHHHI! Adoro.
Respeito pelo Benfica no Museu do Barça
Desta vez fiz a visita ao Camp Nou e ao seu Museu.
A experiência custa 19€ e é parecida com o que já tinha feito no Santiago Bernabeu há 3 anos ou com o que se faz na Luz. A diferença está no conteúdo e na maneira como nos é apresentado.
A passagem pelo corredor dos troféus ganhos é incrível, aproveitei para me concentrar junto da Supertaça Europeia e deixo aqui a foto acreditando que também a vamos ter em Agosto no nosso Museu.
O grande trunfo deste espaço são as paredes e as mesas multimédia interactivas. Podemos tocar no mosaico que mais nos interessa para ver detalhes, fotos e até vídeos da chegada de Cruyff ou Maradona, de noites inesquecíveis de Lineker, Stoitchkov ou de conquistas imortais desde as mais antigas às mais recentes. É um regalo para os olhos e para a memória desfilar tantos momentos marcantes da história do futebol.
No meio de tanta conquista esmagadora a minha alma enche-se de emoção e orgulho ao perceber que a única final europeia que o Barcelona não venceu e tem direito a fotografia em destaque é a de Berna. Uma final a que eles chamam de Final dos Postes! Não dá para acreditar que no meio daqueles craques todos que fizeram a história do Barça está a imagem do grande José Águas a levantar a Taça dos Campeões Europeus. Está numa mesa dedicada às finais e basta um toque na imagem para aparecer uma janela maximizada com a história do jogo que eles lamentam ter perdido pela falta de sorte mas que nunca metem em causa a justeza da vitória do Benfica de Coluna, Águas, Simões, Costa Pereira... Eu fico eufórico e vejo várias vezes o vídeo e desabafo alto: Muito grandes, muito ganhadores mas o meu Benfica ganhou-lhes a Taça dos Campeões!
Um senhor italiano que estava por perto sorriu e apontou para a foto de Águas e disse qualquer coisa como: que grande equipa esse Benfica, meu deus!
Depois citou mais de meia equipa para meu espanto e com delicadeza deu-me uma palmada enquanto me dizia ser do AC Milan. Tudo isto para acalmar a minha alegria e explicar que podemos ter vencido o Barça mas com o Milan dele nunca lhes demos a volta. Verdade. Mas em compensação em não sei o nome de metade do Milan dele dos anos 60 e ele sabe do meu Benfica.
O respeito com que é tratado esta conquista do Benfica é impressionante. Depois há mais uns sinais ao longo do Museu como o gabinete Presidencial ter um galhardete com o emblema do Benfica e Eusébio estar homenageado junto ao autocarro antigo do clube.
Além disto ainda fui surpreendido por um dos seguranças do Museu que ao ver o meu pólo do SLB veio fazer conversa. É português, já está há muitos anos em Barcelona e resume assim a sua vida: "tenho o melhor trabalho do mundo, sou empregado do grande Barcelona e sou benfiquista orgulhoso". Não lhe consegui tirar a dor da recente eliminação da Taça de Portugal, o homem tinha tudo programado para ir ao Jamor, estava de rastos. Por isso já disse e repito, os nossos profissionais é que deviam ir a Barcelona perceber a nossa grandeza e dar explicações a quem tanto sofre tão longe.
Com tantos sinais do Benfica presentes naquela visita acabei por me entusiasmar mesmo na sala de imprensa onde somos convidados a pousar junto da mãe de todas as taças europeias. Fui lá aproveitar para ensaiar a passagem de testemunho que se quer para breve, da Catalunha para a Luz. Fi-lo com convicção e não resisti a comprar a foto no fim da visita para poder guardar para sempre o momento em que um emblema do Benfica levantou a Taça dos Campeões. O empregado que me recebeu junto da Taça sorriu e identificou logo as cores sagradas aprovando a presença ali de um benfiquista.
O ponto alto da visita é a entrada nos balneários onde fui surpreendido por um mosaico de fotos de jogadores que iam mudando em jeito de moldura digital. Os maiores craques das equipas que já visitaram o Camp Nou estão lá. Todos! Até o nosso Rui Costa como se pode ver na fotografia acima. Mais Benfica em Barcelona.
Depois é a ida ao relvado, a passagem pelas bancadas e local de imprensa que proporcionam sempre boas fotos e momentos de reflexão onde tentamos imaginar o momento em que Simão falhou o 1-1 há poucos anos ou a noite em que José Carlos viu Stoitchkov passar por ele o jogo todo.
Aconselho a todos os amantes de futebol fazerem esta visita. Vão ver como mudam de opinião em relação ao clube catalão, nunca vi tanto respeito pela nossa história como ali. Arrisco até dizer que em Camp Nou sabem mais do nosso glorioso passado do que muito boa gente assalariada presentemente no Benfica.
O Grande Clássico visto por dentro
Não , não fui a Madrid ver o duelo para a Champions. Segui a sugestão do amigo Tiago que me marcou dois lugares ao balcão do La Terreta que é de um amigo dele independentista de Valência, tal como seu pai, e que já viveu em Portugal durante quatro anos. O grande Miguel recebeu-me, e à minha mulher, de braços abertos e apesar do enorme nervosismo à volta do jogão foi sempre dando notas interessantes acerca do local e dos clientes.
Vi o jogo no meio de adeptos absolutamente apaixonados pelo seu clube, pela sua causa e em loucura por estarem a defrontar o principal inimigo. O facto de sermos portugueses podia até causar algum mau estar, sim porque nesta altura não é fácil ser português na Catalunha devido às figuras que a armada lusa anda a fazer na capital espanhola, José Mourinho à cabeça. Mas bastou explicar que sou do Benfica e que não gosto de Mou porque em Portugal limpou tudo pelos Corruptos, pela mesma razão não gosto de Pepe nem de Carvalho e sobre CR7 é apenas um ex-lagarto, e fiquei logo entre amigos.
Antes de começar o jogo o Terreta vai enchendo, rapazes, raparigas, velhos, novos, engravatados ou em calções e geralmente de camisola com emblema do Barça. Quase todos de pé cantam o hino do Barça segundos antes de começar a partida. O anfitrião Miguel é dos mais empenhados e ainda tem tempo para aconselhar uma tapa valenciana, uma espécie de crepe aberto com recheio de atum e anchovas para acompanhar a cerveja de marca desconhecida por mim, Moritz. Divimos o crepe cortando com garfo e faca e no fim percebemos que aquilo era para enrolar e comer à mão. Da próxima já sabemos como é. Apostámos 2€ num 1-2 para o Barça que nos podia ter dado 70€ de prémio num totobola caseiro. Falhámos por 1...
Cada plano de José Mourinho originava um coro de insultos e muitos dedos espetados para as duas tv's do bar. Com CR7 acontecia o mesmo. Ambiente muito quente.
A primeira parte corria sem grande interesse mas a posse de bola do Barça ia aumentando brutalmente com os culés a ganharem cada vez mais confiança. O remate de Villa ao lado suscitou um dos melhores UUUUHHHI's que já ouvi. Confesso que também me juntei ao coro. Não me julguem por isto, sempre quis gritar isto em casa pela piada do som, ali é irresistível!
Entretanto o Miguel ia resumindo na perfeição estes clássicos: João, é isto!! O Real é isto! Só conversa fora de campo, dentro de campo não jogam nada de nada, só defendem , não querem a bola, não atacam, nada! Ganharam a Copa nem sabem como, hoje voltámos ao normal. Mourinho é um palhaço, e o Cristiano também!
Concordei.
No intervalo tudo lá para fora fumar e disfarçar os nervos mas a confiança era altíssima.
Recital de bola na segunda parte com muitos cânticos dentro do bar e euforia com a expulsão de Pepe seguido de um cântico muito na moda entre os adeptos do Barça: Ese portugués , hijo puta és!
Até que aparece Messi e aí entramos numa nova dimensão. Quando Leo embala os adeptos vão com ele, sentem que vai haver magia. Ele faz o primeiro golo e a explosão de alegria no Terreta foi brutal! No meio de vénias ao argentino, abraços, saltos surge nas colunas o hino do Barça agora cantado por todos!
E não mais pararam os cânticos e a respectiva cerveja para matar a sede e aguentar as gargantas. No segundo golo ainda foi mais impressionante. O amigo Miguel tinha acabado de me avisar que Messi sempre aparece nestes momentos, e foi com espanto que vejo o pequeno génio a fintar os merengues enquanto à minha volta todos gritavam GOL a cada nó do argentino até ao GOL final com a bola a entrar na baliza de Casillas. Tive a calma suficiente de filmar o momento que se viveu logo após o 0-2 e deixo aqui para verem como se festeja em Barcelona:
Noite ganha, até ao fim ambiente de festa, no final do jogo festejava-se como se tivessem ganho a Taça, e ouve-se o hino da Catalunha! Grande noite, grande ambiente e grande anfitrião.
Quando quiserem ver bola em Barcelona procurem o Terreta, digam ao Miguel que vão da minha parte.
O regresso de Grácia para o Bairro Gótico foi para testemunhar a loucura que se instala na cidade com toda a gente na rua com camisolas e cachecóis do Barça a festejar. Mais do que a provável presença em Wembley festeja-se a vitória contra o inimigo, as capas do Sport, jornal de referência da Catalunha, são bem a prova disso no dia do jogo e no dia a seguir.
Dizia a minha mulher que aquele ambiente fazia lembrar Lisboa na Altura do Euro 2004. Faz sentido, eles ali juntam-se em volta de um emblema que é mesmo mais que um clube, é como uma selecção nacional que só lhes dá alegrias. Contaram-nos que um estudo recente dizia que ali a esperança de vida é maior e uma das causas apontadas é toda a sucessão de triunfos do Barça!
As camisolas do clube estão espalhadas por toda a parte, da Boqueria ao metro, homens, crianças e mulheres, turistas, emigrantes ou locais, todos envergam a camisola do Barça que tem lojas oficiais em todo o lado da cidade, sendo a do estádio a maior e o exemplo do que deve ser uma loja de um clube grande de futebol. Aqui também podíamos ir lá aprender qualquer coisa.
Quando andei de camisola do Benfica vestida pela zona do Bairro Gótico e Ramblas fui cumprimentado por alguns catalães com um sorriso a dizerem Bénefica! Apenas um comerciante com ares de indiano hesitou ao olhar para o manto sagrado e perguntou se era do Liverpool. Respondi que não, mostrei melhor o emblema e disse Benfica. Atrapalhado emendou logo: Ah si si ... Benfica, Benfica... do Di Maria...!
Outros espaços ficaram por conhecer, como o novo estádio do Espanhol ou um bar onde se vê os jogos da nossa Liga. Fica para a próxima, porque de certeza que isto não foi uma despedida a Barcelona, foi apenas e só um até já.
Na memória ficou-me a parte de trás de uma t-shirt que vi um puto envergar quando já ia em direcção ao aeroporto e que dizia qualquer coisa como: não penses numa temporada. pensa na história!
Este espaço é dedicado aos amigos que fiz em Eindhoven. Como expliquei na minha crónica de viagem os adeptos do PSV são irritantemente racionais, diziam-me que a Liga estava perdida que já não acreditavam que o Twente perdesse pontos. Se houve mensagem que fiz questão de lhes passar é que devemos acreditar sempre na nossa equipa mesmo que pareça impossível. Se não formos nós a acreditar no nosso clube quem acredita?
Nem de propósito hoje fui saber da jornada holandesa e não é que o Twente do "nosso" Preud'Homme cedeu um empate no estádio do De Graafschap, depois de ter estado a vencer com um grande golo fora da área?
E o PSV conseguiu uma enorme vitória sobre o Heracles num terreno muito complicado, segundo os amigos que conheci em Eindhoven, por 0-2 depois de Isaksson ter defendido um penalti que dava o 1-1.
Não escondo que a minha equipa preferida na Holanda sempre foi o Ajax que também ganhou fora no estádio do NEC Nimègue por 1-2 e agora está a apenas um ponto do 1º lugar partilhado por Twente e PSV.
Boa sorte, amigos. Acreditem sempre!
Classificação:
1. Twente 65 pontos/ 31 jogos
2. PSV Eindhoven 65/ 31
3. Ajax 64/ 31
Os internacionais do Sport Lisboa e Benfica, Maxi Pereira, Luisão, Cardozo, Salvio e Gaitán estiveram ao serviço das respectivas selecções.
O lateral Maxi Pereira foi titular pelo Uruguai, na derrota sofrida na Estónia, por 2-0, enquanto os extremos, Salvio e Gaitán foram suplentes não utilizados no empate a uma bola da Argentina com os Estados Unidos da América.
Por outro lado, o avançado “encarnado”, Óscar Cardozo, entrou aos 60 minutos, na derrota do Paraguai com o México, por 3-1 e o defesa Luisão esteve no banco, na vitória da “canarinha” frente à Escócia, por 2-0.
Golo solitário de Bakkal permitiu ao PSV Eindhoven, adversário do Benfica nos quartos-de-final da Liga Europa, bater em casa o FC Utrecht, este domingo, em jogo da 29.ª jornada do campeonato holandês.
O extremo holandês de origem marroquina decidiu o encontro aos 54 minutos, garantindo os três pontos para o PSV, que lidera a classificação com 64.
No encalço mantém-se o Twente, que venceu o Excelsior por 2-0, fora de portas, distando um escasso ponto da liderança.
O Ajax marcou passo na luta pelos primeiros lugares, saindo derrotado do terreno do Den Haag, por 3-2. A equipa de Amesterdão soma 55 pontos na terceira posição.
Um primeiro olhar ao adversário do Benfica na Liga Europa:
Do fabuloso Futebol Mundial destaco esta passagem sobre Miguel Vítor:
Scunthorpe United 0-3 Leicester City
De regresso à competição, após quase 3 meses de paragem, o defesa-central Miguel Vítor apontou 2 dos 3 golos do Leicester City na visita ao terreno do Scunthorpe United (3-0). Um triunfo importante para a formação liderada pelo sueco Sven-Goran Eriksson, que ascendeu ao 9º lugar da classificação e mantém viva a hipótese de chegar ao «Playoff» de acesso à Premier League: está, a 9 jornadas do fim da competição, a 5 pontos do Nottingham Forest, 6º classificado.
E o vídeo dos golos:
Há tantos sul americanos no plantel do Benfica que certamente ninguém ficará ofendido se eu pedir mais um. Trata-se do ponta de lança do Internacional de Porto Alegre. Está a revelar qualidade no Campeonato Gaúcho, é número 9, e tem um nome que orgulha o nosso clube: Damião!
Quero Damião no Benfica. Como o Cosme. Fiquem com o resumo do mais recente jogo de Damião:
"É a oportunidade perfeita para sair de casa quando se está farto de aturar sogras e conversas de chacha e beber umas cervejas com os amigos e ver futebol. O Paraíso deve ser uma coisa muito parecida com isto."
Gary Lineker
David Luiz voltou a ser convocado para a selecção brasileira, mas desta vez não terá a companhia de Hulk. Mano Menezes convocou o central do Benfica para dois jogos particulares na Europa, mas não incluiu o avançado do F.C. Porto na lista de 23 elementos.
in Mais Futebol
Interessante artigo de Marco Vaza hoje publicado no Público:
Falsas partidas para Barcelona, Inter de Milão, Bayern de Munique, Marselha e Benfica. Nos principais campeonatos europeus, só em Inglaterra o vencedor do ano passado está na frente
As expectativas eram muito altas, talvez demasiado para o gosto de José Mourinho. E depois de um empate na primeira jornada, os adeptos do Real Madrid desceram à terra. "Sou um treinador, não sou o Harry Potter", declarou o técnico português, justificando as más exibições com a falta de tempo de trabalho. O Real, como muitos outros grandes da Europa, está a sofrer neste início de época e, com excepção do Chelsea em Inglaterra, nenhum dos campeões iniciou da melhor maneira a defesa do título. Em duas jornadas de Espanha, o Barcelona perdeu uma e, em Itália, o Inter empatou um jogo em dois. Bem pior estão o Bayern de Munique (um empate e uma derrota em três jogos), o Marselha (dois empates e duas derrotas em cinco partidas) e o Benfica (três derrotas em quatro jornadas). Tendência entre os campeões europeus? Um sinal do que está para vir na Liga dos Campeões, que se inicia amanhã?
José Couceiro acha que não. "Uma coincidência. Nada que signifique uma certeza", afirmou ao PÚBLICO o treinador. Mas há coisas que podem ajudar a explicar este arranque deficiente e que ajudam a demonstrar que nem Mourinho, nem Pep Guardiola, Rafa Benitez ou Louis van Gaal são o pequeno feiticeiro criado por J.K. Rowling. "Muitas dessas equipas tiveram muitos jogadores no Mundial e eles ainda estão quase em ritmo de pré-época", explica Couceiro. Era exactamente o que dizia Jorge Jesus há duas semanas, depois de três derrotas seguidas - que o Benfica estava a fazer a pré-época durante o campeonato.
A situação "encarnada", entretanto, não melhorou, com mais uma derrota que confirma o pior início de época de sempre para o Benfica, que no ano do título apenas perdeu duas vezes e que agora está a nove pontos de diferença do líder FC Porto, única equipa da liga portuguesa só com vitórias.
Picos de forma é um mito
Em Inglaterra, o Chelsea, que teve muitos jogadores no Mundial da África do Sul (Drogba, Anelka, Malouda, Terry, Lampard, etc.) é a excepção europeia e domina perante os soluços constantes dos outros big four (Manchester United, Arsenal e Liverpool). Depois de se livrar do fantasma de Mourinho com o título conquistado com Carlo Ancelotti (que na autobiografia recentemente publicada diz que gosta de se ver ao espelho todo nu e olhar para o próprio rabo) como treinador, os blues entraram de forma muito afirmativa na Premier League, com quatro vitórias em quatro jornadas (os únicos com início perfeito no campeonato inglês), 17 golos marcados e apenas um sofrido - uma média superior a quatro golos por jogo.
Para o antigo técnico do FC Porto, não há picos de forma no futebol, pelo menos não da forma como existem em modalidades individuais. "Nestas modalidades, é normal apontar-se o pico de forma para um Mundial ou um Europeu. No futebol não há picos de forma, é preciso ter um pico de forma em todos os jogos. Os três pontos da primeira jornada são iguais ao da última", diz José Couceiro, acrescentando que o que faz a diferença é ter um bom plantel.
"É por isso que as equipas não têm só 11 jogadores. É preciso ter recursos para saber gerir entre castigos e lesões. Todas estas equipas de topo têm quatro ou cinco grandes jogadores, mas não chega", observa - o próprio Mourinho já lamentou a escassez de pontas-de-lança no Real Madrid, "limitado" a Benzema e Higuaín. Na Liga dos Campeões, aponta Couceiro, os favoritos devem impor-se, com mais ou menos dificuldade: "É uma competição diferente. Podem perder alguns pontos nas primeiras jornadas, e pode haver alguma surpresa, mas devem passar as melhores equipas."
Já no caso do Benfica, observa Couceiro, há mais qualquer coisa do que um arranque tardio na preparação da equipa. "Não sabendo o que se passa dentro do grupo, parece-me que o factor psicológico vai assumir grande importância durante os próximos dois jogos", concluiu.
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