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Red Pass

Rumo ao Tetra

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Estoril 1 - 2 Benfica: Mais Perto do Jamor em Dia de Aniversário

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 Passo largo para a final do Jamor, deu o Benfica na visita ao Estoril. Já ali tinha eliminando o 1º Dezembro pelo mesmo resultado e vencido o Estoril para o campeonato pela margem mínima. Agora, garantiu vantagem na eliminatória a duas mãos que decide o apuramento para a desejada tarde no Estádio Nacional.

 

Ao sair das bancadas ia ouvindo o lamento de vários companheiros mais novos pela exibição do Benfica não ter sido melhor em dia de aniversário do clube. Percebo. Ainda bem que estamos assim. A exigência no Benfica voltou a estar ao mais alto nível mas é preciso não perder o fio do pensamento racional. Neste contexto de Taça de Portugal, o resultado é óptimo e o Benfica cumpriu a sua tarefa de equipa favorita. Pode ser sempre melhor, em termos de golos e de exibições, colectiva e individual.

 

Permitam-me que introduza aqui duas histórias pessoais relacionadas com jogos do Benfica em dia de aniversário e em dia de Carnaval.

A 16 de Fevereiro e 1999 celebrava-se mais uma 3ª feira de carnaval, o Benfica vinha de uma derrota desmoralizadora para o campeonato no Funchal com o Marítimo, marcou Tulipa, e a vontade de ir ver o segundo jogo da equipa na Taça de Portugal dessa época era nula. O Benfica tinha afastado a Académica por 4-1 em Janeiro, na 4ª eliminatória, a primeira para nós, e agora tinha de ir ao Bonfim na 5ª eliminatória. O jogo estava marcado para a noite. Acontece que à tarde o Torreense foi pregar uma impensável partida de Carnaval ao Porto em pleno estádio das Antas. Cláudio Oeiras fez um golo histórico que eliminou o Porto. Isto fazia esquecer o último jogo do Benfica e a motivação para ir a Setúbal ver o Benfica subiu em flecha. De repente parecia perfeitamente possível vencer a Taça.

Lá fui eu mais um grupo de amigos à última da hora para o Estádio do Bonfim. Chiquinho Conde aos 16' e Chipenda aos 89' acabaram com a nossa alegria de Carnaval. Um jogo horrível do Benfica de Souness.

 

No dia 28 de Fevereiro de 2004 o Benfica festeja o seu centenário. A 24ª jornada do campeonato era na Luz entre Benfica e Moreirense. Parecia tudo perfeito para largar um fogo de artificio no final da partida e assinalar a data histórica em ambiente de festa. Lá fomos para o Estádio da Luz, já o novo, com vontade de ver uma vitória convincente que nos desse motivação para assinalar com felicidade os 100 anos do clube. O Benfica de Camacho fez o 1-0 aos 54' por Fernando Aguiar. Pelo tempo e marcador já se pode imaginar a qualidade da exibição da equipa. A 4 minutos do final, Demétrios faz o 1-1 estragando assim um dia tão especial para os benfiquistas. Não conseguimos bater o Moreirense em casa em dia de anos.

 

Por ter estas e muitas outras memórias bem arrumadas na minha cabeça é que dou sempre valor quando a equipa cumpre a sua obrigação nestas datas especiais.

Não foi uma exibição brilhante? Pois não, mas valeu pelo bis de Mitroglou que vive uma fase de sonho e que nós temos a felicidade de a estar a testemunhar. Hoje ficámos mais perto do Jamor e isso tem muito valor.

Dignificar o aniversário do Benfica é importante, nem sempre aconteceu, mas hoje temos motivos para sorrir.

Parabéns, Glorioso.

Estoril 0 - 1 Benfica: A Eficácia de Raul, a Segurança de Ederson e o Regresso de Jonas

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O mais importante foi conseguido, uma vitória e três pontos conquistados.

É importante ir passando estes obstáculos mais perto de casa, aconteceu a meio da semana no Restelo e agora no Estoril. São jogos de uma proximidade rara ao estádio da Luz que fazem a sentir a equipa mais confortável com a curta deslocação e o ambiente.

Depois do triunfo no derby era imperativo dar seguimento ao bom momento com uma vitória na Amoreira. O objectivo foi conseguido mas as dificuldades foram grandes. Aliás, já na época passada este jogo foi muito suado, o Benfica venceu com uma remontada.

 

À medida que o plantel dá mais opções ao treinador é permitido a cada adepto discutir qual o onze ideal a apresentar, isto sem beliscar as apostas da equipa técnica que vai seleccionando quem lhes dá mais garantias.

Mas este jogo é especial porque marca o regresso de Jonas aos relvados e o brasileiro em boa condição física terá de ser titular. Aqui penso que estamos todos de acordo. Jonas entrou já com o resultado em 0-1 e logo deu para matar saudades daquele toque de bola e daquela inteligência a jogar à bola.

Isto quer dizer que Rui Vitória terá de repensar toda a frente de ataque, uma boa dor de cabeça para os próximos tempos.

 

Hoje a equipa não confirmou a tal eficácia tão elogiada nos últimos derbys, parece que quanto tem mais bola e mais oportunidades de marcar a tendência é para facilitar na finalização e isso complica muito o jogo.

Não marcar nas alturas certas pode trair o bom trabalho colectivo, aconteceu na Madeira quando Salvio acerta na trave e depois o Benfica acaba a perder o jogo.

Num jogo em que Cervi e Rafa ocuparam as alas, Raul repetiu a titularidade com mais um golo decisivo e Guedes juntou mais velocidade aos extremos, o Benfica procurou sempre o ataque por via vertiginosa nas duas alas. O problema é que o jogo acaba algo previsível e obriga Raul a descair para os flancos à procura de bola e ninguém ocupa o seu lugar na área como referência de ataque.

Tudo é ultrapassado quando a velocidade alia a qualidade individual e resulta em golo. Aconteceu com o penalti de Raul.

Mas depois abre-se nova discussão no sector defensivo. Já se sabe que temos de improvisar na esquerda com a competência de André Almeida, que não deixa de ser uma adaptação, mas basta comparar com o outro lado para percebermos a diferença. Nelson Semedo está num nível muito alto tanto a atacar como a defender nesta altura da época.

No eixo da defesa é onde se abre a maior discussão actualmente. Será esta a melhor dupla centrais? Vimos no Restelo Jardel e Lisandro a darem boa conta do recado, embora num jogo de nível de dificuldade muito diferente. Lindelof estará confortável a jogar na esquerda? Não será mais seguro apostar em Jardel ao lado de Lindelof, como sueco mais à direita?

São estas as questões que os benfiquistas levantam neste momento, isto porque Luisão não está no seu melhor momento de forma mas é o indiscutível capitão e líder. Tudo opções para serem discutidas nas bancadas mas também para Rui Vitória reflectir.

O mais importante é saber que há cada vez mais soluções para aperfeiçoar a equipa.

A vitória suada de hoje obriga a trabalhar sempre no limite e pensar sempre em mais e melhores soluções.

O que não tem discussão é a importância de Ederson a segurar pontos nesta Liga. Impressionante qualidade do jovem guarda redes do Benfica a aparecer nos momentos certos do jogo quando os seus companheiros mais precisaram de si.

 

A vitória do Benfica é justa, claro, mas podia ter sido traída pela ineficácia ofensiva e desacerto defensivo. Valeu a qualidade de Raul na hora do penalti, de Ederson e do regresso do grande Jonas.

Mais uma jornada, mais uma vitória, o líder segue na frente.

Estoril 1 - 2 Benfica: Ir na A5 e Voltar na A2

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Subitamente, de véspera, a curta deslocação ao Estoril tornou-se, ainda mais, determinante. Começar a 2ª volta do campeonato com um encosto ao líder era mais uma motivação para encher o Estádio António Coimbra da Mota.

Como já é costume nestas situações, tudo se torna pequeno e incompetente para receber a grandeza do Benfica, especialmente fora do relvado. Tal como em Belém, tal como no Bonfim, ainda há poucas semanas, e tal como em tantos outros campos, os benfiquistas têm que passar um enorme tormento até conseguirem chegar ao lugar no estádio para o qual compram bilhete.

Não é aceitável ir para um estádio com o propósito de ver o Benfica e ficar privado de acompanhar os primeiros 15 ou 20 minutos por incompetência de quem gere e organiza a competição.

Chegar a casa e ir ver metade da primeira parte para ficar com a visualização do jogo completa não é fácil de gerir:

"Então, o que é que foste lá fazer se vens para casa saber como foi o golo do Estoril?"

Pois, não dá para explicar.

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O Benfica entrou com a mesma equipa pela terceira vez seguida. Opção lógica de Rui Vitória para dar continuação aos últimos bons resultados. Apesar da entrada correcta em jogo, desde cedo em busca do golo, a finalização não estava afinada, uma bola no poste e outras ao lado, e na primeira resposta do Estoril o Benfica sofre um golo e fica, estranhamente, a perder. Erros de Eliseu a não fechar o seu flanco como devia e erros de marcação de Jardel, posicionalmente mal, e de Lisandro que deixou escapar Leo Bonatini. O avançado do Estoril continua a mostrar qualidade, é um jogador bem interessante.

 

Tendo em conta que esta época o Benfica sempre que se viu a perder não conseguiu virar o resultado a seu favor fora da Luz, houve alguma apreensão na bancada. Mas também considerar este jogo como sendo em terreno adversário é capaz de ser um exagero devido ao incrível apoio vermelho e branco que se sentia em quase todo o estádio.

A verdade é que até ao intervalo o Benfica não convencia na maneira como atacava a baliza. Raul Jimenez exemplificou como não se deve fazer quando se tem uma óptima oportunidade para marcar, isolado dominou a bola e não conseguiu bater Kieszek. Era por ali que se tinha de modificar e Rui Vitória ao intervalo não hesitou em trocar o mexicano por Mitroglou.

 

A substituição revelou-se determinante na forma como o Benfica passou a atacar. Mais presença na área adversária, Jonas mais solto, Pizzi e Carcela mais eficazes a cruzar desde as alas e até Renato Sanches a aparecer com mais acerto em zonas avançadas, tal como Fejsa que fez mais um enorme jogo.

 

O futebol tem nuances engraçadas. No jogo da 1ª volta na Luz, o Estoril jogou muito bem, teve mais bola, atacou com mais perigo e aguentou um empate até perto do final. Depois deitou tudo a perder em pouco mais de dez minutos e saiu goleado. Mas deixou uma boa imagem.

Agora, até esteve a ganhar durante muito tempo. Mas não queria ter bola, não procurou atacar e também não soube defender concentrado muito tempo. Quando o Benfica carregou com mais intensidade, sempre apoiado pelos adeptos incansáveis, o empate apareceu de maneira natural. Mitroglou na área a justificar a sua entrada. Estavam jogados 52' e ninguém no estádio duvidou que havia tempo suficiente para a primeira reviravolta da época fora de casa.

 

 Aos 65' acontece polémica, Diego Carlos alivia uma bola que Kieszek não apanha, Pizzi toca na bola perdida de costas e ficamos todos com a ideia que o guarda redes do Estoril emenda já com a bola dentro da baliza. Grita-se golo em vão. Durante segundos fica o receio; e se não voltamos a meter a bola lá dentro?

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Não foi preciso esperar muito, Pizzi finaliza grande jogada após assistência de Jonas e faz mesmo o 1-2. Acto contínuo segue em corrida para a bancada que puxou o Benfica para os golos e comemora com os adeptos. Tem sido uma imagem de marca nesta época. E que excelente imagem!

 

Consumada a reviravolta pedia-se que o Benfica procurasse o golo da tranquilidade e que impedisse o Estoril de voltar ao jogo. É verdade que houve mais duas ou três oportunidades mas a vantagem mínima não dava confiança a ninguém.

Pelo meio acontece mais um episódio curioso do futebol português, holofotes que se apagam. Nem é novo mas desta vez não fez mossa.

 

Aos 95' Júlio César mostrou a importância de haver um guarda redes de qualidade superior numa equipa campeã, um canto de Mattheus que Mano desvia para uma enorme defesa do brasileiro que segurou assim os importantes três pontos.

 

Missão cumprida no inicio da segunda parte do campeonato. O título desta crónica foi visto pelas redes sociais no regresso do Estoril e reproduzido aqui à espera que alguém acuse os créditos.

 

Benfica 4 - 0 Estoril: Da Mão Cheia de Nada à Mão Cheia de Golos Na Baliza Grande

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Começo por um pormenor que não deve interessar a ninguém mas que me faz uma confusão terrível. Porque razão o Estoril vem jogar à Luz de camisola branca e calção azul?! Será para venderem mais camisolas alternativas? Foi para o Júlio César poder jogar todo de amarelo? É para evitar um cansaço da cor amarela aos olhos dos benfiquistas que a seguir jogam com o Arouca? Não faz sentido. E já que comecei por pormenores que não interessam a ninguém, permitam-me que desabafe sobre a cor das chuteiras do capitão Luisão; não podiam ser de outra cor?

 

Fim de tarde cinzenta, até a ameaçar chuva, a marcar o regresso do Bi Campeão à Luz três meses depois da festa no jogo com o Marítimo. Não me lembro de ter esperado tanto tempo para ver o Benfica no estádio da Luz entre duas épocas. Apesar do clima pouco veraneante e do ambiente de desconfiança que tem rodeado o começo desta nova Era no Benfica, mais de 53 mil adeptos encheram o estádio convictos de um arranque positivo e criaram uma excelente atmosfera para a estreia na Liga NOS. Começou nas bancadas, novamente, o caminho da vitória.

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Vitória apostou num 4 4 2 dando a titularidade na frente a Jonas e Mitroglu, no apoio nas alas Nico Gaitán pela esquerda, Ola John pela direita e Pizzi no meio. Fejsa foi o escolhido para a frente da defesa que contou com o regresso de Luisão ao lado de Lisandro Lopez, com Eliseu e Nélson Semedo nas faixas. Júlio César na baliza.

 

Foi precisamente na baliza que começou a primeira vitória do Benfica. Júlio César foi um dos homens mais importantes do jogo ao negar o golo a Léo Bonatini no fim da primeira parte e no arranque da segunda parte ao defender magistralmente um remate de Sebá. Podia ter ficado muito complicado sem Júlio César na plenitude da sua forma.

 

Em resposta a estas duas grandes oportunidades o Benfica tinha apresentado poucos argumentos mas suficientes para ter chegado ao golo, pelo menos, uma vez. Jonas aos 22' de cabeça, Mitroglou aos 31', Lisandro aos 39' e Luisão aos 40' que acerta com a bola na trave de Kieszek, que teve uma noite tranquila até aos golos.

 

O Benfica mostrava vontade mas o jogo não saía fluido, os jogadores não acertavam linhas, os sectores pareciam demasiado separados, as jogadas só não eram previsíveis quando a bola chegava aos pés de Gaitán.

Por seu lado, Fabiano Soares montou uma equipa muito interessante com uma pressão eficaz sobre o começo de jogo do Benfica, contou com uma defesa sólida com Diego Carlos e Yohan Tavares no centro seguros, Mano à esquerda e Anderson Luís à direita. À frente da defesa esteve um Taira a assinar uma bela exibição. Uma táctica de 4 1 4 1 onde Leandro Chaparro e Gerso tanto ajudavam Taira a defender como apoiavam Sebá, Babanco e Léo Bonatini em rápidos contra ataques.

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Com mais de uma hora de jogo a tarefa parecia cada vez mais complicada, o fantasma do enguiço à 1ª jornada pairava na Luz e a impaciência chegava às bancadas. Até que chegaram as substituições. Foi aqui que mudou o destino de Rui Vitória que não teve receio de lançar Victor Andrade no lugar de Ola John, cada vez com menos espaço no sistema nervoso dos adeptos, e Talisca para o lugar de Pizzi que começa a parecer não ter estofo para aguentar a posição "8" inventada para si na época passada.

 

A dinâmica de jogo do Benfica melhorou, o jogo passou a ser mais rápido e directo e sentia-se vontade em chegar ao golo que começou a parecer uma miragem depois de Jonas ter oferecido uma bola a pingar ao companheiro grego que rematou para o Jardim Zoológico!

A ajudar as mudanças de Rui Vitória esteve Fabiano Soares ao mexer de forma desastrosa no Estoril. Aos 71' lançou Bruno César, com peso muito além do ideal, para o lugar de Gerso e Mattheus para a posição de Anderson Luís. Correu mal, o Benfica cresceu e foi mesmo do lado de Mattheus que Gaitán arrancou um cruzamento perfeito para uma cabeçada convicta de Mitroglou a rebentar com a resistência do Estoril. Assim o grego fez esquecer as finalizações desastrosas que tinha apresentado e entra em estado de graça na Luz. Poucos dias de treino, longe da melhor forma, Mitroglou só pode ir melhorando e este golo é o tónico ideal para isso.

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Como disse uma vez Cristiano Ronaldo, isto dos golos é como o "ketchup", depois de sair o primeiro vem tudo seguido. A Equipa do Benfica soltou-se de vez e vimos um quarto de hora final inesperadamente empolgante. Passou-se da apreensão à festa nas bancadas e à alegria de jogar ao ataque no relvado. Talisca saca um penalti ao infeliz Mattheus, Jonas aproveita para começar o seu caminho na luta dos melhores marcadores aos 78'. Dois minutos depois uma jogada "made in" Benfica B na direita com Nélson Semedo e Victor Andrade que cruzou na perfeição para Jonas de cabeça bisar! De repente 3-0 e tudo voltou a fazer sentido na Luz.

 

Com o estádio a festejar a estreia positiva houve ainda tempo para o grande momento da noite, Victor Andrade procura Gaitán, que tende a juntar-se sempre aos melhores, o argentino assiste de calcanhar Nélson Semedo que não hesita em ir para o golo de pé esquerdo. Mais simbólico que isto era impossível ter terminado este jogo.

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Já está tudo bem no futebol do Benfica? Não, assim como não estava tudo mal há oito dias. Há questões por resolver. O lado esquerdo da defesa não precisará de um reforço convincente? Se é para apostar na formação não se pode experimentar Renato Sanches no lugar de Pizzi ou então ir ao mercado? Fejsa fará sentido em jogos como este quando temos Samaris no banco? Se sair Nico Gaitán não ficará uma herança demasiado pesada por preencher?

Tudo dúvidas para contrastar com esta alegria de termos respondido bem na altura certa, no primeiro passo do caminho para o Tri. Mais do que satisfação, foi um alívio ver o Benfica fazer golos. Agora a frio até foi engraçado esperar mais de uma hora pelo primeiro golo, imagino os antis todos agarrados à Benfica TV já a pensarem nos trocadilhos com o apelido do nosso treinador. Agora podem variar e chamar de Rui Goleada durante esta semana...

 

Dou muito valor a esta vitória porque os arranques do Benfica costumam ser traumáticos. Só nos últimos 13 anos tenho 11 histórias dramáticas para partilhar de vindas à Luz ou a estádios onde o Benfica se estreou na Liga. Tenho demasiados momentos maus associados ao começo dos campeonatos, por isso esta noite saí muito contente da Luz. Há muito tempo que não festejava não efusivamente um golo como este do Nelson Semedo. Que maravilha! Um feito que merece ser destacado mesmo porque desde 1943/1944 que dois estreantes na Liga Portuguesa não marcavam no mesmo jogo pelo Benfica.

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E para quem gosta muito de números nestas primeiras jornadas, ficou um registo claro: o Benfica começa como acabou a época passada, líder.

 

Não esquecendo todas as dúvidas e o muito que ainda temos para melhorar, há que aproveitar este final de jogo para nos lançarmos para mais uma época em grande.

Estamos vivos. Quando pensam que a águia está ferida e susceptível de ser humilhada, ela volta forte e esfomeada.

Preparar a ida Aveiro para o jogo contra o Arouca que tem um dos melhores treinadores da Liga. Concentração.

 

Fotos de João Trindade