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Red Pass

Rumo ao Tetra

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Benfica 2 - 1 Sporting: Incomparável

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 Alguém se lembra de algum derby que o Benfica tenha vencido e que o adversário tenha reconhecido mérito na vitória? Eu não me lembro e já levo trinta e muitos anos de ver e viver estes jogos. Se há coisa certa numa vitória do Benfica sobre o Sporting é que nunca foi justa e sempre houve dedo de arbitragem.

Por acaso, faz agora um ano, mais coisa, menos coisa, que fui ver um destes derbys a Alvalade e senti-me altamente aldrabado com o resultado final do jogo, que ainda por cima era a eliminar. O Luisão à minha frente partiu o braço e não houve penalti para ninguém, por exemplo. Sabem quem era o árbitro desse jogo? Lembram-se dos elogios do adversário para com o trabalho do árbitro?

Depois desse jogo as coisas mudaram no Benfica. E mudaram porque em vez de ficarmos a chorar mais uma arbitragem que nos prejudicou, seguimos em frente, lançámos novos jogadores como Renato Sanches e acabámos campeões. Curiosamente, os rivais saíram logo a seguir da tal competição. Caíram como? Afastados pelos árbitros, claro.

 

Tal como hoje. O clube que paga o ordenado mais alto a um treinador de futebol em Portugal chegou à Luz cego com a possibilidade de voltar para casa na liderança do campeonato. Para isso até desprezou as competições europeias de tal maneira que só lá voltam na próxima temporada. Mas isso não interessa para nada porque o foco era roubar a liderança ao Benfica vencendo o derby. Ou seja, andaram dias e noites a sonhar com este jogo, iam fazer a única coisa que justifica a sua existência, lutar para ultrapassar o Benfica.

 

Por seu lado, o Benfica vinha de duas derrotas seguidas. A crise adivinhava-se, as lesões não poupam o plantel, não havia defesa esquerdo e o mundo estava a acabar para os homens de Rui Vitória.

O treinador do Benfica limitou-se a lançar Rafa no lugar de Cervi e viu a sua equipa responder com a alma e determinação do costume, chegando ao 2-0 no arranque da 2ª parte. Teve que tirar Salvio e lançou Danilo. Depois optou por Cervi no lugar de Guedes e acabou por trocar Rafa por Samaris. Simples.

 

Fotogaleria de João Trindade

 

Já do lado contrário, depois do Sporting ter reduzido, houve a inteligência de tirar Dost para entrar André. Opções.

 

O Benfica soube ter iniciativa de jogo quando teve de atacar, soube sofrer quando teve que defender e soube agarrar a vitória para aumentar a vantagem sobre o rival directo na luta pelo título.

 

Dá gosto ver como esta equipa tem crescido e mostrado experiência. Da mesma maneira, que é um prazer assistir ao crescimento do ambiente do Estádio da Luz em termos de eficácia. Primeiro, com uma coreografia realmente bem feita. Depois, com um ambiente incrível nas bancadas sempre a segurar a equipa e a empurrá-la para a vitória.

O maior destaque tem de ir para a maneira como o Topo Sul apresentou o Benfica numa só palavra. Será, talvez, dos exercícios mais difíceis e ingratos, caracterizar o Benfica numa só palavra. Esta noite, a palavra apareceu no meio do inferno: incomparável!

É isto mesmo.

Circo, folclore, ruído, barulho, choro e parvoíce sempre há. Como o Benfica é que nunca houve. Nem haverá. É incomparável.

Obrigado Voleibol e Andebol

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Esta fotografia, de José Lorvão, é de um Benfica-Sporting em Voleibol, Pavilhão Borges Coutinho, no Estádio da Luz, em 1993. Nesta altura já eu tinha 20 anos e, portanto, sabia bem o que eram os derbys nas modalidades. Hoje em dia só sobram confrontos destes no hóquei, andebol e futsal.

O Benfica em 2016 é um clube habituado a conquistar troféus nas principais modalidades de pavilhão. O voleibol é um dos maiores exemplos disso. Ontem voltou a fazer história na Europa ao ganhar em Verona a uma equipa com um orçamento incomparavelmente superior. É a continuação de grandes feitos numa competição europeia onde raramente tinha brilhado no passado. É uma prova de enorme vitalidade da secção, sem dúvida. Só fui recuperar esta fotografia porque, para mim, a memória de derbys nesta modalidade não é assim tão remota. Serve de pretexto para agradecer também a quem nos tenta diminuir em tudo nos últimos meses dizendo que em voleibol é só ganhar aos Carcavelinhos. Falta de memória e injecção extra de motivação que se estende até ao andebol que, finalmente, surpreende pela positiva ao vencer no Porto dando esperança de lutar pelo título de campeão.
Não será coisa de maior potência desportiva do mundo mas, parece-me, que, pelo menos, de Lisboa devemos ser.
Obrigado e continuemos nas lutas.

Sporting 0 - 1 Benfica: Bailando no 1º Lugar

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(Fotos: João Trindade) 

 

A génese verde é muito isto: começar o derby com João Pereira e Bruno César a titulares, com Jesus no banco e levarem um golo de um grego que, segundo eles, não fazia falta e veio para o Benfica.

Só a frase de cima bastava para explicar esta vitória. Mas há mais. Muito mais.

 

Os lags andam em festa desde o verão. Eufóricos e a saírem de todos os buracos onde se esconderam na última década. Embalados com uma inusitada série de vitórias em derbys que, vendo bem, lhes deu um troféu e nada mais. Como se não bastasse  a bazófia verde, o seu líder elevou para níveis nunca antes vistos no futebol nacional todo um ódio, toda uma raiva, todo um complexo de inferioridade repetido todos os dias em dezenas de entrevistas nas televisões, nos jornais, nas rádios e, especialmente, no facebook onde é verdadeiramente um campeão. A imprensa adora-o e faz eco de um ruído muito para lá do razoável há meses e meses.

O pré jogo foi digno de ser gravado para sempre. Uma recepção ao autocarro convocada via internet, como sempre, frases de incitamento ao campeão na relva e nos balneários, coreografias e tarjas épicas para mais tarde recordar e depois ir a jogo e perder. São assim.

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Mas do nosso lado também foi mais uma jornada bíblica. Se alguém informasse há seis meses que hoje o Benfica vinha disputar o derby com Ederson na baliza, Lindelof ao lado de Jardel, André Almeida na direita e Renato Sanches no meio, iria ser gozado. Mas foi isto que aconteceu.

Aliás, antes da partida para Alvalade uma rápida visita às redes sociais assustava o benfiquista mais optimista. A lesão do Júlio César era o fim do mundo, Lindelof não tinha pedalada para Slimani, era tudo um pesadelo.

Eu sempre digo sobre estes jogos em Alvalade coisas sobre factos que testemunhei. O meu primeiro derby lá foi a tal goleada que eles adoram lembrar e vivo bem com isso porque festejei uma dobradinha nessa época. Já vi o Sabry calar um estádio esgotado que tinha prometido festejar e fazer de nós cabeçudos, já vi o Benfica a golear com o Neno na baliza. Eu já vi o Benfica ganhar muitos mais derbys que eles. Aliás, neste novo Alvalade, o Benfica tem mais derbys ganhos para o campeonato do que o Sporting, pensem nisso.

Quando menos esperam, o Benfica ganha e eles batem o recorde de esvaziamento do seu estádio. E lá voltam eles para sua vida de comunicados, discussões de árbitros e estudar o que vão copiar a seguir.

 

O Slimani está para ser castigado há semanas mas jogou. Não o castiguem tão cedo que o homem tem estado imparável. Andaram a poupar o Adrien para sair discreto do jogo e ser expulso no banco, já que dentro de campo ninguém o expulsava. Tinham tudo para fazer o que tanto sonham mas não conseguiram.

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À semelhança do que vimos acontecer com Oblak, o Benfica tem na calha mais um excelente jovem guarda redes que só estava à espera de uma oportunidade destas para mostrar porque é que é um jogador da selecção olímpica brasileira.

Ederson não vacilou. Aliás, os mais novos é que deram o mote para mais uma grande vitória. Pizzi e Gaitán passaram ao lado do jogo. Valeu a entrega de todos.

Mantendo o mesmo esquema de jogo, o Benfica entrou bem e chegou ao golo. Muito parecido com o que aconteceu no jogo da Taça. Mas com a vantagem conquistada não houve a tentação de defender demasiado atrás. Raras vezes o Sporting criou real perigo na primeira parte. A prova é que só esteve perto de marcar num tiro fora da área com a bola devolvida pela trave.

A grande diferença neste derby esteve na gestão de jogo e nas substituições de Rui Vitória na 2ª parte. Desta vez, foi Jesus que desesperou e arriscou descoordenadamente dando hipótese ao treinador do Benfica responder de maneira eficaz segurando bem a vitória.

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Entrou Jimenez para ser o primeiro defesa a pressionar a saída de bola do adversário e ainda procurar contra atacar com frescura, lançou Fejsa para se juntar ao eficiente Samaris e tornar o bloco do meio ainda mais forte e Salvio também foi a jogo na procura de espreitar saídas para o ataque com critério.

Como Ruiz resolveu deitar para fora a grande oportunidade que tiveram, é justo dizer que foi relativamente tranquilo segurar a preciosa vantagem para sair com os 3 pontos e o 1º lugar recuperado.

Nem foi preciso um golo caído do céu como no ano passado, o Benfica esta noite ganhou e ganhou muito bem a um adversário que achou que já não era preciso fazer mais nada para se mostrar superior. Nós somos o Sport Lisboa e Benfica, estamos sempre prontos para vencer.

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 Esta é uma vitória muito saborosa, talvez a mais saborosa de todas pelos motivos que já mencionei. Merece ser festejada. Mas só foi possível com muito trabalho, com silêncio absoluto às provocações infantis vindas do outro lado todos os dias, com humildade e muito querer. O apoio que se viu no sector visitante não engana. Ali ninguém estava preocupado com as ausências na equipa, estávamos todos ali para apoiar os que entrassem em campo com o manto sagrado. Hoje, como ontem, como sempre!

A vitória do clube grande contra o clube do Campo Grande.

 

Agora, muita calma. Ganhámos a uma equipa que abdicou de tudo só para estar à nossa frente do campeonato. Queriam os milhões da Champions, foram parar ao Skënderbeu da Liga Europa de onde cedo saíram pela porta de Leverkusen. Iam, finalmente, ganhar a Taça da Liga mas foram corridos por um clube da 2ª divisão. Na Taça de Portugal já faziam piadas com o Jamor, foram de vela em Braga. Na única prova em que tudo apostam acabam de cair na classificação, não fazem um golo há dois jogos.

A partir de hoje deixaram de ser um problema nosso. Suponho que irão continuar obcecados com o nosso clube mas já não nos interessam para nada. Agora, só nos interessam os 9 adversários que temos de vencer para ganhar o Tri. Concentração máxima para o duelo europeu onde estamos em vantagem e não esquecer a Taça da Liga. Isto sim, é de clube grande e não se decreta por facebook.

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 A vitória no derby veio na altura mais importante. Também sabemos a coreografia do "Bailando". Podem odiar à vontade mas o Benfica é um clube maravilhosamente estabelecido.

Foram só 3 pontos. Mas podem ter sido "os" 3 pontos. Sigamos o caminho tranquilos e sempre concentrados nos nossos objectivos. Imunes ao ruído invejoso.

 

Sporting 2 - 1 Benfica ( após prolongamento ) : Pensar nos Penaltis, Cair no Prolongamento

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O fascinante dos momentos que antecedem estes derbys no campo adversário é que cada um os vive de maneira diferente mas sempre procurando conforto nas melhores memórias de maneira a levantar a moral e motivação no caminho algures entre Telheiras e o Lumiar. Mesmo em épocas que vamos muito confiantes para lá lembra-se sempre as noites dos 3-6 ou do Sabry, os dois pólos opostos entre a exibição de sonho e a exibição miserável que acaba em glória.

Quando já vamos para o terceiro embate da época antes de Dezembro com duas derrotas em cima a tendência é lembrar aqueles anos em que não tínhamos praticamente nada, futebolisticamente falando, e mesmo assim enchia-se o topo norte do velho Alvalade com uma mancha encarnada.

Neste contexto só sei falar do ambiente que se vive a caminho e dentro do estádio do rival. Não sei como se acompanha este derby à distância seja por imposição ou opção. Aconteceu-me em Fevereiro deste ano ter de ficar em casa dias após uma operação ao nariz. Odiei ver o jogo pela televisão. Não corresponde ao que se vive no local.

 

Ontem quando me falavam dos dois últimos derbys eu ia sorrindo enquanto respondia que se fosse dar importância a isso nunca teria festejado o recital do João Pinto ou o livre do Sabry in loco. O meu primeiro derby em Alvalade foi uma loucura dos deuses do futebol, assim do nada com um jogo equilibrado ao intervalo acabou 7-1. Isto em época de dobradinha para nós. Um dos derbys a que fui mais contrariado aconteceu em 1994 após um triste empate caseiro com o Estrela da Amadora. Hesitei em ir, acabou 3-6.

Isto para dizer que sei tudo sobre o antes e pós derby.

 

Novidade Táctica

 

Rui Vitória resolveu alterar o esquema táctico após a pausa competitiva de clubes. Chegou a Alvalade e aproveitou a indisponibilidade física de Jonas para apostar num meio campo mais povoado só com um avançado fixo. Algo que já tem sido questionado tantas vezes e que nunca foi opção porque em Madrid o esquema habitual deu certo.

As escolhas individuais mais relevantes foram Silvio na direita, Pizzi a reforçar o meio campo, Talisca como médio mais solto e Mitroglou na frente. O resto foram as apostas habituais.

O Benfica entra bem no jogo e logo aos 5' chega ao golo por Mitroglou. Impossível um melhor começo para cimentar a aposta táctica e fazer explodir o sector mais bonito daquele estádio.

Naqueles momentos tenho saudades de ter menos 20 anos e sentir aquela liberdade de festejar um golo como se o mundo tivesse parado naqueles segundos e todos os problemas estivessem resolvidos por aquela bola que entrou na baliza verde. Ficar anestesiado de alegria e só uns minutos depois olhar para o relvado e perceber que afinal a vida continua e que ainda há muito jogo pela frente. Hoje ainda há aquele momento de explosão mas já dura muito menos. Uns breves instantes de alegria, alivio de sorrir para o lado e comentar: eu não disse?

Mas de imediato a razão fala mais alto e olho para o tempo no marcador para respirar fundo a pensar nos longos minutos que tenho pela frente.

 

O golo deu tranquilidade à equipa para acertar marcações e posicionamentos defensivos. Foi uma primeira parte interessante com o Benfica a fazer o que ainda não se tinha visto esta época contra o rival, equilibrou o jogo e fechou bem os caminhos para a baliza de Júlio César ensaiando saídas em contra ataque deixando o adversário desconfiado.

Fez-se o que parecia mais complicado, chegar à vantagem num estádio com um ambiente ultra confiante perante uma equipa super motivada. Dentro e fora de campo instalou-se a ordem natural das coisas, o Benfica a vencer.

 

Todo o bom trabalho da primeira parte caiu antes do intervalo num desacerto defensivo com Slimani a reagir melhor que Luisão a um corte incompleto, passe para a entrada da área onde estava Adrien que não falhou o remate para o empate.

 

Segundo Tempo

 

Segunda parte e tudo igual. Era preciso voltar a procurar o golo de maneira convincente e gerir meia equipa perigosamente "amarelada".

Houve momentos de aflição na nossa defesa, houve momentos de equilíbrio e houve raros lances em que estivemos perto de chegar à vantagem. Na prática sentia-se o Sporting mais perto do golo do que nós mas na verdade a equipa ia conseguindo anular o entusiasmo dos da casa. A vantagem de termos um meio campo com mais um homem do que o habitual começava a preocupar pelo desgaste físico.

Não me pareceu que Pizzi tivesse sido uma aposta mais feliz do que André Almeida de inicio, por isso vi com naturalidade a substituição com uma hora de jogo. Manteve-se o plano de jogo e era notório que o Benfica só iria conseguir o apuramento nos 90 minutos com um lance de génio de Gaitán ou na velocidade bem metida de Gonçalo Guedes. Infelizmente, não apareceu nenhuma destas soluções. O jogo arrastou-se para o prolongamento com o Sporting a fazer um último assalto forte à baliza de Júlio César. Sobrevivemos para o prolongamento.

 

Voltar às Origens Tácticas

 

Estranhamente, Rui Vitória optou por não fazer as duas substituições que ainda tinha para os 30' finais. Preferiu manter a mesma equipa começando a dar sinais que ir a penaltis não era mau.

Nada mudou no prolongamento e a postura dos jogadores a deixar passar o tempo não me agradava nada. Aos 5' é lançado Jimenez pelo desgastado Mitroglou, belo jogo fez o grego. Continuava tudo na mesma, portanto. Rui Vitória parecia aliviado por não ter perdido o derby ao fim de 90 minutos pela primeira vez ao fim de três jogos

No intervalo do tempo extra, Rui Vitória resolve chamar Jonas e tirar Gonçalo Guedes. O Benfica voltava à fórmula habitual com um Jonas debilitado para os últimos 15 minutos numa tentativa de surpreender e chegar a um golo que esteve sempre longe de acontecer. 

Sete minutos depois golo do... Sporting. A equipa perde a cabeça, Samaris vê o segundo amarelo mostrando que acabava ali a esperança e criando preocupação para Braga.

O Benfica ainda reage e até podia ter chegado ao empate num lance à nossa frente onde Luisão sofre falta e dava penalti. Podia ser a repetição do que fizemos ali em Fevereiro, na mesma baliza e tudo.

Mas a sorte mudou, o ciclo mudou e em vez de festejarmos um empate tardio saímos dali em cacos. Um guarda redes suplente expulso ainda na primeira parte, o melhor médio castigado para o próximo jogo, Luisão de braço partido e Gaitán também para o hospital depois de perda de consciência. Não é preciso mais nada para perceber que estamos noutro ciclo.

 

Mais Uma Depedida Prematura do Jamor

 

Sair da Taça de Portugal antes do fim do ano começa a ser tradição, nos últimos anos tem acontecido muito. Portanto, a novidade nem é pela eliminação da hipótese da festa em Maio no Jamor.

A novidade é que em 6 meses passámos de grandes dominadores no derby para dominados. Não estou habituado a isto, é novo para mim. Não gosto mas sei que não me vale de nada amuar e ameaçar não ir mais à bola e essas coisas todas.

No próximo jogo na Luz lá estarei.

 

Mas também sei que esta época não terei o calendário sobrecarregado de emoções até ao verão. Provavelmente, será uma maratona desgastante e não muito proveitosa. Tudo ao contrário do que tem sido a minha vida de adepto benfiquista nos últimos anos. Infelizmente, não é novidade. Já passei muito pior e nunca tive vontade de acabar com esta fidelidade. Mas também percebo que esta é uma boa altura para resolver assuntos importantes da vida além Benfica. Sendo assim, cumprido o dever de ir ao terceiro derby do ano apoiar o Benfica vou preparar uma curta ausência para celebrar o casamento com a mulher que me atura há sete anos e por isso não estarei em Braga, vou acompanhar à distância desde Roma. ( Quem tiver dicas sobre a capital italiana pode deixar nos comentários. Obrigado )

Faz tudo sentido, tenho sido tão feliz com o Benfica desde que me juntei com a noiva que há que aproveitar este momento de mudança para avançar.

 

A Taça só durou dois jogos, ficam adiadas as viagens a locais escondidos deste país para a próxima época.

Segue-se desgastante viagem ao Cazaquistão para a Champions League onde estamos bem e precisamos de dar sinais positivos tendo em conta o próximo desafio na Liga.