
Não podia ser de outra maneira, o vencedor deste campeonato nem estava em campo quando se sagrou campeão e o culpado foi o Benfica que depois de ter estado na liderança com 5 pontos de vantagem arranjou maneira de entregar o título quando ainda ficam a faltar 2 jogos para o final da temporada.
Estava-se a adivinhar após o jogo de ontem no Funchal que este domingo ia ser triste. O jogo de Vila do Conde é um bom exemplo do que foi este campeonato para nós. Começarmos em desvantagem, conseguirmos apanhar o adversário, depois até conseguirmos dar a volta e ficarmos em vantagem para no fim estragarmos tudo e sairmos cabisbaixos. Foi com este 2-2 que tudo começou em Barcelos é com 2-2 que tudo acaba. Pelo meio muita coisa por explicar, um Emerson que agora se eclipsou, opções estranhas no banco como hoje se viu desde Javi no banco às substituições de Matic por Saviola. Muitos equívocos que acabaram mal.
Não sei o que pensam fazer os jogadores nos últimos dois jogos mas convinha segurarem o acesso directo para a Liga dos Campeões a ver se na próxima época entramos com toda a paz no campeonato ao contrário dos últimos anos em que arrancamos as épocas em nervos com os diferentes jogos de apuramento para as competições europeias. Não sei se o treinador continua, não sei quem sai, não sei quem entra. Sei que este foi o jogo oficial 50 do Sport Lisboa e Benfica em 2011/12, essa meia centena de jogos está aqui documentada no blog sempre com a mesma paixão, na maior parte das vezes após chegada da Luz ou dos estádios por onde o Benfica andou.
Hoje completa-se um ciclo com estes 50 jogos. Para a semana não sabemos se há jogo com o Leiria porque o nosso futebol é assim.
A partir daqui vem o pior que a vida benfiquista tem para nos dar. Barulho, rumores, dezenas de jogadores "contratados", outros tantos "dispensados", incerteza com o treinador e mais barulho.
Quando perguntam aos jogadores o que é a mística do Benfica estes inventam respostas vagas porque não fazem ideia o que isso é. Eu se calhar também não sei mas tenho para mim que descobri o que é a tal mística ou o ser benfiquista. É algo que se sentimos sempre e se manifesta mais emocionalmente nos momentos em que sabemos das datas e horários dos jogos do nosso Benfica e corremos para os calendários e olhamos para as contas do mês e damos início a um estranho ritual que é combinar onde é que nesse dia vamos almoçar, quantos vamos e como vamos. O dia em que o Benfica joga fora da Luz é sempre dia de mística que está no convívio entre amigos de sempre, amigos recentes ou mesmo desconhecidos numa conta de somar que já vem desde a infância. Olho à volta e vejo quantos amigos de agora e de sempre me acompanham nesta vida benfiquista e percebo que a tal mística está aí. À mesa enquanto provamos com prazer os tesouros da gastronomia de norte, centro, sul e ilhas, mil e uma conversas se repetem em refeições que acontecem há anos e anos. Os amigos que partilham do nosso benfiquismo que vamos fazendo um pouco por todo o país também representam essa mística.
Mais do que ganhar ou perder o Benfica é uma estranha forma de vida que ganha prioridade em cerca 50 dias entre Julho e Maio. Haja aniversários, haja concertos, haja almoços marcados, haja jantares de família, haja convites de amigos, o que prevalece sempre é estar onde o Benfica está, deixando para trás pessoas que gostam de nós e não ficam contentes com a nossa ausência física ou psicológica. Sempre presente na Luz, muitas vezes pelo país fora e algumas vezes na Europa. Não há nada mais motivante do que começar a planear uma viagem para fora do nosso país a pensar em ir apoiar o nosso clube usando estratégias de rotas baratas e acessíveis. Se o Benfica depois tem sucesso ou não já é outra conversa, a vontade de estar onde está o nosso clube é que conta.
Comigo tem sido assim ao longo dos 39 anos de vida que levo, sei que não vai mudar muito. As vitórias serão sempre celebradas com felicidade, as derrotas serão sempre recebidas com dureza e tristeza mas depois tudo recomeça. Eu sou o que fui ver a 2ª mão com o Celta na esperança de marcarmos cedo e... Eu vi apresentações de época com Bossios , Rojas, Pesaresis e afins e acreditei sempre que íamos ser campeões. Eu não perdi um jogo na Luz estivesse na baliza o Bento ou o Bossio, o Roberto ou Preud'Homme. Eu fui sempre apoiar o Benfica fora quando pude jogássemos nós de rosa, prateado, amarelo ou de encarnado sagrado. Eu acreditei sempre no sucesso fosse o Presidente Fernando Martins ou Vale e Azevedo.
Nada nem ninguém me fez deixar de ir ver o Benfica, nada nem ninguém me fez deixar de pagar quotas desde Maio de 1984, nada nem ninguém me fez desistir do Benfica. Não me parece que seja agora que isso vai mudar porque o Benfica para mim é uma coisa muita simples: amar e seguir aquele emblema da roda da bicicleta com a águia por cima para todo o lado.
Por tudo isto fica um até já. Até ao primeiro jogo oficial de 2012/2013 se houver vontade para mais uma época de crónicas.
Até lá, Viva o Benfica!
Estamos a meio da primeira parte e o Benfica já está em vantagem. Apesar de estarem mais de 40 mil adeptos na Luz o ambiente é estranho. Os jogadores sentem, quem está a ver na televisão também porque mandam sms a perguntar o que se passa e o treinador do Benfica também sente. O que se passa é que nos sectores onde costuma haver apoio incondicional havia silêncio.
Mais de 9 meses após o arranque da temporada houve silêncio. Depois de dezenas e dezenas de jogos sempre a cantar o nome do Benfica bem alto houve uma pausa. Uma pausa para que se lembrem de como não aproveitaram todo esse apoio.
Estou no meu lugar e reparo que Jorge Jesus sempre que o jogo pára caminha em frente ao banco virado para sul e olha. Olhou uma vez, olhou duas vezes e olhou três vezes com aquele ar desconfiado por tamanha calmaria do seu lado direito. Aproveitei este cruzar de olhares para partir para um diálogo impossível com o nosso treinador que é isto:
JJ - Estamos a ganhar e continuam tão caladinhos... Estamos a jogar bem...
eu - Engraçado, olhei para ti noutras alturas da época e nunca vi a olhar para aqui com tanta curiosidade. Estou me a lembrar do jogo de Coimbra quando tiraste o Aimar para lançar o Yannick, por exemplo.
JJ - Ganhámos a Taça da Liga e ainda estamos na luta pelo título.
eu - A Taça da Liga sabe a pouco depois de termos estado com 5 pontos de avanço sobre uma equipa treinada pelo Vítor Pereira. Deixaste fugir 5 pontos de avanço e agoras queres convencer-me que o Pereira perde 4 pontos? Tem juízo.
JJ - Sim, mas estou admirado com essa postura.
eu - Óptimo. Agora também já sabes o que é estar num estádio com o Benfica e não compreenderes o que se passa. É que eu também olhei para ti várias vezes e não percebi o que estavas a fazer. O Emerson, queres falar no Emerson? O que foi aquilo em Guimarães ?! E em Olhão, como é possível tanta passividade?! E como é que se deixa escapar uma vantagem de 2-1 em plena 2ª parte na Luz no jogo com o Vítor Pereira?! Tanto olhei para aí, tal como agora, e não vi nem reposta, nem ponta de arrependimento.
JJ - Mas eu gosto do vosso apoio, até já elogiei publicamente...
EU - E eu gosto do teu trabalho, já o elogiei. Só que te falta um bocado de humildade e realismo na tua tarefa de nos fazeres feliz. Tu sabes como pôr a equipa a jogar à bola e a ganhar mas falta-te perceber que isto não vai lá só à tua maneira. Tens que perceber que um Emerson da vida não serve para aquele lugar, que quando se pensa em reforçar a equipa em Janeiro devemos reforçar mesmo em vez de brincarmos ao circo. É que os outros foram buscar o Lucho, que afinal não está assim tão podre e um tronco ponta de lança que tem dado mais jeito que o Kléber.
JJ - Mas não é com silêncio que vamos lá...
eu - O que sabes tu sobre isso? Em 3 anos de banco na Luz nunca te faltou o apoio aqui mesmo quando as noites não acabavam como nós queríamos. Sempre tiveste apoio na Luz e em todo o lado onde vamos jogar. Apoio esse que não merece da vossa parte um gesto nobre como virem junto a nós cumprimentar o pessoal. Como em Londres que se despediram do meio do campo ou como em tantos outros estádios em que raramente oferecem uma camisola a quem vos segue para todo o lado preferindo dá-las a adversários ou ao gang dos cartazes em cartolina da moda.
JJ - Ok. Mas fico admirado com este silêncio.
EU - E eu fiquei admirado com a forma como foste jogar para Alvalade com a única equipa que eu "exijo" golear sempre. E olhei para ti mas aí estiveste sempre de costas para mim. Nem te viraste como agora para questionar o forte apoio que vinha da bancada apesar da qualidade do nosso futebol ser zero. Aí é que devíamos ter ficado em silêncio, não é? Mas nós não somos como a tua rapaziada que "desiste" dos jogos antes de tempo. Acreditamos e empurramos até ao fim, como sabes.
JJ - Sim, e estiveram sempre bem.
Eu - Eu sei. Mas hoje regressar à Luz ocupar o meu espaço na bancada e perceber que tenho 4 pontos a menos que o líder e que ainda há pouco tempo tive 5 de avanço tira-me a vontade de gastar a minha voz. Não, Jorge, eu já não acredito no título. Gostava que hoje a equipa percebesse que estamos desiludidos.
JJ - Vamos ganhar por vocês.
eu - Não, hoje ganham pelos que assobiam o Cardozo e o Emerson e que insultam a equipa quando joga para trás mesmo quando estamos a ganhar e pelos que saem mais cedo mesmo com o jogo empatado ou mostram lenços brancos e pelos que preferem ir ver o clássico espanhol em vez de vir à Luz ou ver o Benfica até ao fim. Hoje esses é que merecem porque estão a tentar puxar por vós.
JJ - Calma, a gente vai marcar aí na vossa baliza também, vais ver.
EU - Para quê?! Para depois desatarem a correr para o outro lado da bancada onde não há faixas, bandeiras, estandartes e pessoal pronto a saltar aí para dentro para abraçar os goleadores? Aliás, curiosamente hoje não entrou nada disso na bancada...
JJ - Vá, vamos ganhar e acreditar até ao fim.
EU - Eu acreditei naquelas sextas e segundas feiras malditas em que vocês alinham jogar ignorando completamente a malta desta bancada que faz tudo para vos ir apoiar e fica inutilizada com os vossos acertos de calendário. Acreditei que ganhávamos em Guimarães, Olhão e Alvalade. Agora até ao fim não me peças. Lá por estoirar fortunas em viagens repetidas, lá por deixar tudo para trás para estar presente onde vocês jogam não quer dizer que seja otário ao ponto de estar a ver o título ganho nestas condições. Aproveita para te habituares com a contestação que ignoras quando insistes num Emerson, por exemplo. E pensa bem se queres continuar por aqui mesmo com o pessoal já saturado de finais de temporada a "acarditar muita fortes". E quando o teu chefe voltar ao contacto com a equipa pergunta-lhe também se é isto que ele quer continuar a fazer.
Na 2ª parte voltou o apoio em força. O Marítimo fez golo e andou ali a cheirar o 2-2. O apoio esmoreceu até novo silêncio e o Benfica chegou aos 4-1. Dá que pensar. Se calhar isto é mesmo só quando eles querem e mais nada.
Dá que pensar...
Ganhámos a Taça da Liga.
Há 3 anos ganhámos a final aos lagartos que ainda hoje a choram. Há 2 anos ganhámos 3-0 ao Porto depois de termos ido a Alvalade para uma suposta vingança e termos dado 1-4. Há 1 ano ganhámos ao Paços de Ferreira a final de Coimbra depois de mais uma tentativa de vingança dos lagartos na Luz que acabou na cabeça de Javi Garcia. Esta noite ganhámos ao Gil Vicente depois de termos ganho ao Porto na Luz. Uma Taça que só não tem importância porque o Benfica a consegue vencer sempre. Quando os lagartos correram com o Bojinov e depois com o Domingos a Taça da Liga já era para ser levada a sério, quando o Porto esteve em vantagem na Luz a Taça já era para ser levada a sério mas no fim como voltou a vencer o Benfica a Taça da liga não presta.
A verdade é que é uma competição que envolve todos os clubes profissionais de Portugal e o Benfica soube vencer novamente. Ainda bem porque acho que o Benfica onde entra é para ganhar e quando chega a uma final é para vencer. Apesar do circo do Fiúza a semana inteira o Benfica confirmou o favoritismo e com os golos de Rodrigo e Saviola garantiu o triunfo mesmo depois do susto do empate do Gil a poucos minutos do fim a fazer lembrar a jornada de estreia do campeonato em Barcelos.
Triunfo suado mas justificado e missão cumprida. Um sorriso que não faz esquecer os pontos estupidamente perdidos no Campeonato nem a eliminação no Funchal a contar para a outra Taça mas esta noite cumpriu-se a nossa obrigação.
É sempre bom ganhar. Mas no Benfica queremos ganhar mais e maiores competições e isso é que faz com que as vitórias sejam mais ou menos festejadas. Esta é menos porque ninguém se esquece que na maior prova falhámos.
Faz hoje uma semana estava a começar a viajem até Stamford Bridge. Lembro-me disto agora que estou a escrever já fora de horas e após chegada de mais um derby. Olho para os talões de visa, lembranças trazidas de Londres, penso nos dias de férias que gastei e recordo o que foi a aqui a Páscoa: chegar no fim do dia de 5a feira a casa cansado e para compensar a minha ausência trouxe uma bruta gripe que me deixou ko até domingo. Muito apreciada pela cara metade como se pode calcular. No entanto qual foi a preocupação nestes dias? Combater a gripe com medicamentos e descanso tudo para que na 2ª feira não falhasse o dia de trabalho e, claro , para poder estar presente no derby. E é isto o Benfica na minha vida.
Por isso estou tranquilo a esta hora tardia porque fiz o que queria dei o que tinha para poder estar entre Stamford Brigde e Alvalade a apoiar a minha equipa no período mais delicado da época.
Pelo meio um factor mudou toda a disposição trazida de Londres. Sábado à noite enquanto jantava olho para a tv incrédulo e vejo Hugo Viana sozinho em frente à baliza do Porto a disparar a bola para o Bom Jesus de Braga, que não é o Jorge, claro está. Fiquei admirado porque é precisamente aquele jogador que costuma carimbar os golos com que o Braga trama o Benfica. Depois o mesmo Viana perde a bola que dá o 0-1 do Hulk. Ok, campeonato entregue. A ida a Alvalade perde o encanto todo e torna-se apenas uma obrigação. Tive esperança que os jogadores não sentissem o mesmo que eu e fossem capaz de ignorar a matemática lutando para chegarmos à 8ª vitória nos últimos 9 derbys. Mas foi uma esperança muito ténue porque já ando cá há uns anos e sei como isto funciona. Confidenciei durante o dia que não sentia emoção nenhuma pré derby. Só mesmo a obrigação de lá ir.
Curioso como em menos de uma semana entramos em dois estádios de equipas que já nem lutam pelos lugares de topo dos seus campeonatos e pegamos logo no jogo mas acabamos por ser nós a sofrer um golo de... penalti. Curioso também porque é que não se marca penaltis para os dois lados e só vale contra nós.
E acabam aqui as curiosidades para entrarem as lamentáveis cenas previsíveis.
Sem Aimar o futebol do Benfica foi uma confusão enervante, ninguém pegava no jogo, nada parecia resultar e depois de estarmos em desvantagem entrámos numa montanha russa de bolas paradas que davam sempre em nada.
Lá estava a aberração no lado esquerdo da defesa como se fosse uma regra nossa ter de usar Peixotos, Robertos e Emersons só para dar aquele toque diferente. Quanto nos custou estas insistências nestas aberrações? E em Janeiro porque é que ninguém deu um murro na mesa dentro do nosso clube quando do alto daquele 5 pontos de vantagem na liderança se lembraram de assinar com o Yannick? Circo. Foi o que tivemos hoje em Alvalade para euforia daquela triste gente. Ficou hoje bem demonstrada a utilidade da contratação de Yannick.
A minha palavra de agradecimento para Artur que foi enorme e teve uma das melhores noites da temporada, merecia outro empenho dos restantes colegas que parece que não perceberam que era hoje a última oportunidade para não fechar já a época. Não entenderam.
Jesus também deve ter fechado o seu ciclo. Foi teimoso até ao fim. Tenho pena que em três anos o clube não tenho tido a inteligência de o tentar equilibrar à força com alguém a dizer-lhe "não" aos emersons desta vida. Saímos todos a perder, ele, o Presidente e o clube que não ganhou mais títulos do que devia.
Se depois dos brindes de Viana o título já estava mais que entregue agora resta a dignidade de tentar não perder mais pontos até ao fim e segurar o apuramento para a Champions League e vencer a competição que falta.
Uma semana depois, mais de 4 mil KM depois, aqui estou com uma poderosa gripe em cima, com o sentimento de ter cumprido o meu desejo de ir apoiar o Benfica e a conclusão que no fim o melhor do Benfica está sempre do lado de fora do campo porque são esses que daqui a meses começam tudo de novo com a mesma convicção estando lá ou não o mesmo Presidente, treinador ou capitão.
A turma dos festejos que siga para Coimbra que eu passo. A turma do Benfica-Eu-Não-Disse? que entre em cena a todo o gás que agora até Outubro é tudo vosso. A turma dos habituais companheiros de viagem ou do Estádio do Luz vai continuar por aí como sempre mas agora a meio gás que a época já vai longa e já não dá para muito mais. Aliás, à imagem da equipa.
Quando nos saiu a bola do Chelsea no sorteio dos 1/4 de final da Champions League a minha primeira reacção foi qualquer coisa como "eu tenho de estar lá". Não só pela importância do jogo, não é todos os anos que vemos o Benfica entre as melhores oito equipas da europa, mas também pelo facto de Londres ser a cidade que eu mais gosto depois de Lisboa.
Em 1984 tive a sorte de ir com o meu pai para Londres. Tinha eu onze anos e aquela viagem marcou-me para sempre. Depois disso já lá voltei quatro vezes e sei que não foram as últimas. Ainda em Novembro lá estive uns dias antes de ir para Manchester ver o Benfica mas faltava-me estar em Londres com o Benfica.
Após uma primeira consulta de preço fiquei assustado e com a ideia que não ia dar uma vez que os preços de Londres - Lisboa estarem muito caros por causa das férias da Páscoa. Como nestas casos há mais amigos com a mesma vontade rapidamente fui informado que dava para encontrar preços mais em conta mas com mais trabalho ao nível das viagens. Avião de Faro - Birmingham e regresso por cerca de 100€ já entrava mais no orçamento. Junte-se a possibilidade de estadia em casa de um amigo de amigos e o projecto Chelsea nascia.
Tudo começou 2ª feira depois do dia de trabalho. Fomos três de carro para o Algarve. Paragem em canal caveira para um belo jantar à antiga e siga para os bares da Oura para um aquecimento do que íamos encontrar nos dias a seguir. O entusiasmo de virar umas cervejas enquanto se fazia a previsão do que podia acontecer em Londres fez com que as horas de sono fossem reduzidas a muito menos do que o mínimo exigível. Felizmente um de nós tinha casa disponível em Olhos d'Água o que melhorou imenso a logística. O voo era às 8h55 da manhã daí as horas entre o violento acordar e o embarque em Faro foram penosas.
Felizmente voltei a ter sorte com os vôos da Ryanair que continua a abusar da paciência dos seus passageiros ao não cumprir os vôos que vende. Eram muitos os que tinham ficado sem ligação para Inglaterra e outros mais iriam sofrer do mesmo tendo que passar horas e horas em Faro à espera.
O nosso avião saiu atrasado criando alguma apreensão já que tinhamos comprado os bilhetes de combóio Birmingham-Londres para as 13h. Afinal tudo correu bem e chegámos bem a tempo. Para que saibam o aeroporto de Birmingham é tão prático e organizado como os de Londres. Não há como nos enganarmos, orientações precisas e nem é preciso pedir ajuda a ninguém.
A viagem de comboio para Londres voltou a ser tão confortável como já tinha sido as de Londres-Manchester-Londres. Torna-se fácil arranjar alternativas mais baratas não indo directo a Londres.
Um dia inteiro em Londres para passar pelos locais mais emblemáticos, matar saudades de Picadilly, passar por um inevitável Mac. e atacar pubs e pints. Engraçado como é tão fácil a adaptação aquele estilo de vida londrino. Ao fim do dia já estávamos perfeitamente integrados. À noite encontro com outros companheiros de viagem em pleno Soho num bar onde o forte era jarros de cerveja. Cenas de ingleses.
Na 4ª feira ataquei um verdadeiro pequeno almoço britânico que deu quase para o resto dia todo em termos de alimentação. Em Oxford Street finalmente senti o Benfica na cidade. Muitos grupos de benfiquistas exibindo camisolas e cachecóis. Entrei na loja da Adidas e um dos seguranças meteu conversa. O respeito que aquela gente continua a ter pelo Benfica é incrível. Desejou a nossa vitória porque ele é do Arsenal e falou com admiração de Pablo Aimar, Cardozo e Javi!
Ainda deu para encontrar um amigo de longa data com quem comecei a ir ver os jogos do Benfica fora da Luz. Já não nos víamos há uns bons anos e ali em Oxford Street pusemos a conversa em dia sempre movidos por essa paixão comum chamada Benfica.
O aquecimento para o jogo foi feito num pub a duas estações de metro do estádio. Um ponto de encontro tão concorrido que acabámos por encher o espaço com as nossas cores. Deu para conhecer a boa gente benfiquista que vive em Londres, que já nos contactavam via redes sociais, e para encontrar a malta do costume a rapaziada que ajuda a marcar o nome do Benfica por essa Europa fora sempre apoiando a equipa. Não deixa de ser engraçado caminhar pelo bairro de Fulham (o estádio deles é muito perto de Stamford Bridge) entre cânticos benfiquistas.
Fui confirmando as minhas suspeitas em relação ao Chelsea, clube de bairro sem o ambiente em volta do estádio de outros clubes ingleses que já visitei. Só muito perto do estádio se percebe que há jogo e os adeptos azuis são demasiado pacíficos, até sorriem para a imensa e habitual festa que os portugueses montam nas ruas. Um estádio que aparece no meio de prédios com uma fachada que podia ser o edifício de uma qualquer multinacional, pouco cheira a futebol por ali.
Para irmos para a nossa bancada tivemos que continuar pelas ruas do bairro até encontrarmos a nossa porta. Antes de entrarmos uma rápida visita à loja do Chelsea para comprar o habitual cachecol do jogo e o programa. Entrada com direito a três revistas de segurança! Entrada pelos tradicionais torniquetes apertados e entrada para a bancada inferior.
A visão do nosso sector é impressionante. Estava cheio e todos acreditavam numa grande noite apesar de virmos a perder de Lisboa, apesar de não termos nenhum central a jogar e termos lá o Emerson. Mais uma vez percebi que ser do Benfica é mesmo isto, acreditar sempre!
Os jogadores perceberam a nossa crença e partiram para um jogo magnífico. Talvez a exibição mais categórica que vi do Benfica em Inglaterra, ironicamente foi a primeira vez que vi o Benfica perder.
Quando começo a ver a confiança de Javi e Emerson lá atrás, a tranquilidade com que Matic assumiu o meio campo, a vontade com que Bruno César, Gaitan e Witsel estavam em levar o jogo para a frente e a classe com que Aimar pegava no jogo senti o tal enorme orgulho de ser benfiquista. Isto tinha tudo para correr muito mal mas a verdade é que vi o Benfica a jogar cara a cara com o milionário Chelsea e até ao penalti o jogo estava mesmo muito aberto. Depois vem a expulsão do Maxi e aí pensei que tinha acabado a nossa resistência.
Eu não vou discutir a expulsão e o penalti mas tenho que dizer que raramente vi o Benfica fazer 11 faltas e receber cartões em metade delas. Isto em lances que quando aconteciam a Lampard ou Ramires não tinham o mesmo tratamento. Isso revoltou-me muito porque senti que nos estavam a condicionar e a complicar ainda mais uma tarefa que já era muito dura. Daí ter aderido espontaneamente ao cântico "Michel Platini" que agradou a Jesus e , pelos vistos, a Vieira. Foi um grande momento de ironia na bancada a mostrar que os adeptos do Benfica sentem-se como peixe na água em estádios ingleses.
Pela número enorme de SMS que recebi durante a noite a elogiar o nosso apoio fiquei esclarecido quanto ao sucesso da nossa missão na bancada. Junte-se a esse apoio os momentos em que Aimar pegava na bola com aquele equipamento encarnado e branco, o mais bonito em anos e anos, e a viagem já estava mais do que paga.
Ao intervalo uma surpresa que mostra a cultura destes ingleses e a sua paixão pelo futebol. Chamaram John Mortimore para o homenagearem e dar uma volta ao campo de maneira a ser aplaudido pelas adeptos das duas equipas. Foi um grande momento. Ele que como jogador fez carreira no Chelsea e como treinador teve duas passagens pelo Benfica sendo que a 2ª recordo-me bem e ao pormenor. Depois de ter estado de 1976 a 1979 ganhando um campeonato, voltou entre 1985 e 1987 ano em que ganhou campeonato e taça. Depois da dobradinha foi despedido pela Direcção que se queixava que a equipa não jogava um futebol bonito! Coisas nossas... Foi um prazer revê-lo e aplaudi-lo.
Para a 2ª parte estava reservada uma das melhores exibições que já vi do meu clube com uma equipa remendada, com menos um jogador e a jogar fora de casa nos 1/4 de final da Champions. Merecíamos melhor sorte, o golo de Javi podia e devia ter aparecido mais cedo mas Cech não deixou. Olhava para os ingleses à minha direita e via-os completamente enervados com as corridas de Nelson Oliveira e Rodrigo e com as oportunidades de Yannick tudo com o carimbo de Aimar.
Há imagens que vão ficar na minha memória, a defesa de Cech a remate de cardozo e o arco errado que a bola de Nelson Oliveira e o ambiente de pânico de Stamford Bridge antes do livre de Aimar aos 90'. Infelizmente saiu mal e acabou por dar no 2-1 mais enganador da noite europeia.
Apesar da derrota acabei o jogo satisfeito com a grande exibição dentro e fora de campo e senti um enorme orgulho de ser do Benfica.
Na saída confirmou-se que os adeptos do Chelsea são tão bem comportados que a polícia não hesita em deixar-nos sair todos ao mesmo tempo. No caminho para o metro ouvi muitos elogios ingleses à exibição do Benfica e aos seus adeptos e são esses elogios que guardamos para nós com mais carinho. De nós o que mais ouviram foram palavras de incentivo para o ... Barça. Espero que os catalães vulgarizem a equipa de David Luiz sem dó.
No dia seguinte acordar e saber que a equipa foi recebida com honra no aeroporto de Lisboa deixou-nos contentes. Foi uma recepção justa. A nossa viagem de regresso começou cedo e correu bem novamente. Comboio a hora de Euston para o aeroporto de Birmingham e vôo dentro do horário para Faro onde encontrámos chuva e frio pior que Londres, tal como em grande parte da viagem para Lisboa. Uma última palavra para um dos assistentes do bordo da Ryanair absolutamente fora do normal. Gozão e bem disposto anunciou que havia no menu cozido à portuguesa, bacalhau à braz ou francesinhas entre outras tiradas hilariantes e é aqui destacado porque a primeira coisa que disse foi: "Bem vindos... o Benfica é o MAIOR!". Ainda a meio disse que podíamos usar os cartões de telefone que estavam a vender para chamarmos a polícia e darmos conta do roubo do Benfica e à chegada despediu-se com saudações benfiquistas para gáudio de um avião esgotado na maioria por benfiquistas. Bem hajas rapaz!
A viagem com o Benfica a Londres merecia sem dúvida um resultado melhor mas valeu e muito por mais uma demonstração de benfiquismo numa Inglaterra que nos respeita e admira. Terminou de maneira muito digna a nossa época europeia. Uma bonita época, diga-se.
Grande vitória. Enorme vitória num dos jogos mais decisivos da época. Acreditar do principio ao fim e lutar pelos 3 pontos. É isto que se pede sempre ao nosso Benfica, hoje cumprimos o objectivo. Um final emocionante e uma injecção de confiança enorme para o que falta da guerra pelo título.
Faltam 10 minutos para os 90' estamos finalmente a ganhar 1-0 e o Braga parte com tudo para a nossa baliza em busca do empate. Há uma falta marcada do lado direito do ataque do Braga. Muito perto da nossa área e por isso com enorme perigo para Artur. O Braga aproveita a paragem no jogo e faz uma substituição. A minha alma fica parva com a reacção do Estádio da Luz à entrada de um adversário num momento decisivo do jogo. Recordo que está 1-0 e estamos em situação complicada de defender um livre perto da nossa baliza. Hugo Viana embalado pela euforia das bancadas coloca a bola na área. Artur não consegue limpar o lance e aparece um jogador do Braga a rematar para golo. 1-1. Por acaso não foi Nuno Gomes mas podia ter sido.
Ou seja, os mesmo que uns minutos antes desesperados com o nulo no marcador assobiaram a sua equipa por esta demorar a sair do meio campo com a bola, os mesmos que costumam tratar um dos nossos melhores marcadores da história do clube com vaias e assobios, são os mesmos que se estão nas tintas para os momentos do jogo e resolvem criar uma atmosfera fantástica para o nosso adversário!
Isto anda tudo ligado, meus caros amigos. Não se pense que a ovação a um jogador que prefere ver os jogos partir do banco do adversário em vez de estar num dos nossos camarotes ao lado do Rui Costa, foi algo de inocente. Não, nada disso. Aquilo é gente que tem mais que fazer e que não pode estar no seu lugar a partir do minuto 85. Como têm que ir à vida deles e correr para fora do estádio, esteja o Benfica a ganhar ou não, então resolveram já despachar a ovação ao ídolo mesmo antes do golo que nos podia ter tramado de vez o campeonato. É mostrar que não são ingratos e depois correr dali para fora sem ver nem festejar um dos golos mais emocionantes da temporada. O Bruno César é que merecia ser ovacionado mas não tem um cabelo bonito para isso.
Espero que todos os que não viram o 2-1 tenham aplaudido o Nuno Gomes senão a sua semana nem vai correr bem.
Posto isto quero deixar uma sugestão ao Presidente. Ou melhor, quero deixar duas: Presidente faça um novo estádio só para 30 mil pessoas, os que ainda vivem isto a sério sem circos. Presidente não volte a permitir esta palhaçada do speaker a pedir apoio durante o jogo. Não é permitido pelas regras, dá multa e são exemplos vindos de outros lados que eu gostava muito que o meu clube não seguisse.
Não me apetece falar muito mais do jogo, nem do ressabiado do Quim. Uma palavra para Miguel Vítor que voltou a mostrar que é melhor solução que Jardel, lamento a lesão, e outra para Capdevila que voltou a mostrar o quão grave é a teimosia em Emerson. Bruno César foi enorme, sofreu o penalti (felizmente indiscutível) e fez o 2-1. Deve ter feito mais numa noite do que outro em largos anos.
Obrigado à equipa por nos manter na corrida e terem correspondido ao nosso apoio. Lamento cada vez mais assistir à transformação do nosso estádio, que em tempos foi um verdadeiro inferno para os adversário, num monumental circo.
Quando terminou o jogo, consumada que estava a nossa vitória, esperei que as equipas se cumprimentassem e aguardei pacientemente pelo momento que o nosso ex jogador Nuno Gomes acenou para a bancada onde eu estava para o aplaudir de pé. Mas já depois de ter terminado a batalha, no final mesmo. Não sou ingrato mas também não sou anormal ao ponto de achar mais importante ovacionar o passado do Benfica do que apoiar o presente do clube.
Quarta feira lá estarei em Londres com o mesmo espírito de conquista com que fui hoje para a Luz.
Benfica!
Hoje não contem comigo para lamentações e rasganços.
Primeiro porque a eliminatória vai precisamente a meio, segundo porque hoje o Benfica fez aquilo que dele espero e exijo: lutou por um resultado melhor, apresentou a espaços bom futebol, criou oportunidades de golo, obrigou a defesa milionária de Londres a cometer erros que até podiam ter dado grande penalidade e não envergonhou ninguém.
Acontece que isto é um jogo e do outro lado está uma equipa que se pretende vulgarizar mas na realidade tem um orçamento e capacidade financeira que começa onde a nossa acaba, por isso é que do lado deles esta noite estavam David Luiz ou Ramires, por exemplo.
A magia das noites europeias é esta, saber que vamos enfrentar clubes de dimensões económicas incomparavelmente maiores que a nossa e sentir que os podemos vencer no relvado com os nossos rapazes porque acreditamos que mesmo com ordenados mais modestos jogam mais que os adversários. Daí a criar-se uma ideia geral que o Benfica é favorito para ganhar a eliminatória vai uma enorme diferença e quem vive com esse cenário está a viver outra realidade que não a minha.
O encontro estava repleto de curiosidades porque embora nunca tenhamos jogado oficialmente com o Chelsea o clube inglês habitualmente faz parte das nossas conversas de futebol nos últimos 10 anos. Hoje tinham portugueses que serviram o nosso rival nortenho, tinham ex jogadores nossos, tinham figuras carismáticas que nos habituámos a ver e respeitar como Terry ou Lampard, vindo do banco, usou Torres que nos afastou há 2 anos da Liga Europa... Enfim, uma noite europeia daquelas bem recheadas e com uma temperatura de verão.
O Benfica não foi feliz na finalização, o desacerto na hora de rematar e a segurança de Cech justificam o raro nulo com que chegámos ao fim do jogo. Para piorar a situação acabámos por sofrer um golo que vem dar importante vantagem ao Chelsea. O golo explica muito do que está errado no Benfica desta época: uma jogada no nosso lado esquerdo defensivo, onde pontifica um dos maiores mistérios da Era J.J. , e uma falta de inteligência perturbadora de quem está no raio de acção do ataque do Chelsea, ou seja, à semelhança do que aconteceu no golo de James há umas semanas voltámos a não matar um contra ataque que acabou em golo. Ninguém faz a chamada falta cirúrgica em meio campo que andam a correr atrás da bola.
Já antes Mata perdeu uma grande hipótese para marcar ao acertar com a bola no poste da baliza artur completamente deserta. O Chelsea, portanto, veio com a lição bem estudada, percebeu que tinha de atacar pelo seu lado direito e pressionar gente como Jardel ou Emerson. Acabou por vencer o jogo.
Não percebi a troca de Aimar (que não joga no sábado) por Matic e não faria as substituições que Jesus fez. Mas isso é irrelevante para o caso, o treinador de certeza que tentou melhorar a equipa apostando no ataque de Rodrigo e velocidade de Nolito. Não resultou, paciência.
Senti que a equipa fez o que pôde para conseguir um resultado positivo, o Chelsea foi mais feliz e fez por isso.
Por mim não há drama nenhum. Eu encaro estes jogos como um bónus durante a época. Não exijo ao Benfica mais do que fez hoje. Lembro que também não andei a dizer em Julho que nem entrávamos na fase de grupos como vi e ouvi muita gente a dizer. Estamos a disputar os 1/4 de final da Champions, temos feito uma das melhores épocas europeias dos últimos largos anos. Não exijo a conquista da Champions, sonho como isso mas não exijo.
Anoto com curiosidade o entusiasmo que se viveu hoje nas bancadas da luz sentindo uma ponta de mágoa ao ver que os adeptos estão como alguns dos nossos jogadores: só se entusiasmam e motivam a sério quando vêm do outro lado craques de nível mundial. Muitos dos que hoje resistiram nos seus lugares até depois do jogo terminar só para aplaudir um ou dois ex jogadores nossos são daqueles que não viram o golo da vitória contra o Marítimo na época passada porque já iam a correr fora do estádio em direcção a qualquer local mais interessante, só para dar um exemplo.
Foi uma noite bonita e faltam 90' em Londres para ver quem segue para as meias finais. Vou estar em Stamford Bridge e acredito sinceramente que o Benfica vai fazer um golo lá e disputar a eliminatória até ao fim. Por mim ainda tudo é possível. Eu já vi o Benfica brilhar em Anfield Road e Old Traford, porque não Stamford Bridge?
Agora é urgente esquecer este bónus e voltarmos à realidade que é o jogo de sábado contra o Braga. Este campeonato ainda está ao nosso alcance, eu continuo chocado com o que vi em Olhão por isso só peço que se redimam no próximo jogo e deixem o Chelsea em paz. Também que os nossos adeptos fizessem de conta que o Drogba, Lampard ou Terry jogam no Braga e enchessem o nosso estádio com esta alegria que se viveu hoje. É que esse jogo é que nos interessa mesmo a sério.
Para a 2ª mão fica o meu palpite aqui: vitória do Benfica por 1-2.
Passei o dia todo angustiado por saber que quando a bola começasse a rolar em Olhão eu não ia estar na bancada.Senti até um estranho sentimento de culpa por não ir lá. Mas isto está tudo ao contrário. Quem devia ter esse sentimento era a Direcção do Benfica que continua a pactuar semana após semana com um calendário que é um autêntico circo. Conseguiram convencer o povo que temos é que jogar às sextas e segundas ferias, dependendo da competição europeia em que estamos, por causa de recuperações e outros mitos. Já estou farto (e estou mesmo farto) de escrever que nós somos apenas e só mais uns otários vergados aos interesses das operadoras de tv e que isto pouco tem a ver com os interesses da equipa de futebol. Reparem como jogámos hoje, sexta feira, e o nosso próximo jogo é em Lisboa, na nossa casa não envolvendo qualquer tipo de desgaste com viagens ao estrangeiro. Enquanto o isso o nosso adversário que vem de Londres joga amanhã, sábado, dando oportunidade aos seus adeptos de puderem ir ao estádio onde eles jogam ver e apoiar. É um pormenor que não me vou cansar de repetir porque sou um dos interessados em ver a minha equipa mais e melhor apoiada fora da Luz mas com calendários destes é andarem a desafiar a nossa capacidade negocial com patrões e familiares.
Já agora digam-me quantos pontos é que já enterrámos com jogos às 6ªs e 2ªs feiras...
Feita esta introdução passo à pergunta que me tira o sono e me deixa indignado até agora: O que foi isto, Benfica ?!
Foi o dizer adeus ao campeonato? Não querem ser campeões? Vão ganhar a Taça da Liga e lutar pela Champions League, é isso? O campeonato não é importante para vocês? É que para mim é a única prova que exijo ganhar este ano!
Não entendo como é que se faz um jogo de tal maneira miserável que é preciso recuar muito atrás para encontrar algo semelhante ao que vi hoje. Já tínhamos disparatado tudo em Guimarães, Coimbra e no empate transformado em derrota com o Porto, certo? Já não havia margem para mais erros , muito menos devia ter havido espaço para uma exibição tão deplorável como esta.
Isto foi o quê? Guardaram-se para o jogo com o Chelsea? A sério? Invertemos a ordem das coisas nesta altura do campeonato?!
No ano em que Jesus podia (e devia) ter junto ao título de campeão um título europeu fomos para Liverpool oferecer a eliminatória porque o campeonato é que era importante. Então e hoje? Desprezamos o jogo com o Olhanense porque o importante é eliminar o Chelsea para depois mostrar ao Guardiola quem manda na Europa, é isso?
Estou confuso com o que vi. Ou melhor, estou confuso com o que não vi! Não vi o Benfica rematar à baliza do adversário o jogo quase todo, não vi o Benfica pressionar, criar perigo, querer vencer o jogo de maneira convincente. Vi o Aimar ser expulso numa jogada bizarra em que ao tentar evitar o choque acabou mesmo por se pôr a jeito de ver o vermelho mesmo que involuntariamente. Mais tarde o compatriota Saviola ainda fez pior e também seria bem expulso mesmo porque não ficou lá a fazer nada como se viu no final do jogo quando desperdiçou uma rara oportunidade de golo.
Foi tudo mau demais. Era impensavel perder ponto em Olhão e o Benfica resolve mostrar o pior futebol dos últimos anos numa altura destas!
Continuem a marcar jogos para dias de semana, continuem a pensar na Champions, continuem a trabalhar para mais um final de época tenebroso. O problema é que eu é que me sinto culpado de não os ter ido apoiar ao Algarve, eu é que estou aqui feito parvo a esta hora da madrugada sem conseguir dormir, eu é que sinto que tenho mais um fim de semana estragado logo à sexta feira à noite e vocês devem estar a ter sonhos húmidos com o jogo do Chelsea. Tudo ao contrário como já disse.
Em 3 visitas a Olhão nas últimas 3 épocas não ganhámos um jogo, hoje a nossa obrigação era acabar com essa tendência. Em vez disso fomos dar um recital de futebol incrivelmente mau, sem ambição e sem nenhuma atitude. É para isto que passamos uma vida a pensar nos melhores esquemas para estarmos ao vosso lado seja onde for?
Estou desiludido. Há duas semanas estava furioso mas hoje estou muito desiludido. E é bem pior estar desiludido do que furioso.
Até 3ª feira não vou esquecer esta noite. Sempre quero ver o que nos reservam para essa noite.
Perder um campeonato para Pereira ou Jardim... Não sei se aguento continuar aqui a escrever sobre isso.
Bela noite de futebol no nosso estádio no dia em que foi escolhido para uma final da Champions League. Apuramento para a final da Taça da Liga, vitória contra o rival FC Porto e um ganho de confiança extra que pode ser importante para o resto da época.
O Benfica entrou bem, Maxi repetiu o golo que já tinha marcado ao Zenit e parecia que íamos embalar para uma vitória categórica. O Porto reagiu e voltou a conseguir dar a volta a um resultado negativo na Luz. O Benfica voltou à carga e caiu em cima do Porto como se impunha. Temeu-se o pior com tantas bolas devolvidas pelos postes mas conseguimos o empate antes do intervalo.
Para a 2ª parte só se pedia que o Benfica continuasse no ritmo com que tinha terminado a 1ª.
Alguém percebeu a escolha de campo? A bola sai do Porto na 1ª parte e nós escolhemos atacar ao contrário do que é costume? Não percebi.
Com o jogo bloqueado teve que entrar Cardozo para resolver o clássico. O "7" fez o 7º golo ao Porto em 13 jogos! O tal que não presta para tantos adeptos do Benfica. CarDeuz carimbou a passagem à final.
Já sei que esta Taça é menor e tal mas quando o Porto estava a ganhar não gostei da sensação e não me pareceu ver adeptos, técnicos e jogadores do Porto indiferentes à vantagem conquistada. Se não lhes interessava para nada podiam ter ficado em casa e perdiam por falta de comparência. Quanto a queixas do árbitro espero que finalmente se estejam a referir a Proença que transformou um 2-2 num 2-3 que pode ser decisivo para apurar o campeão nacional desta época.
Em três clássicos o saldo está completamente empatado: 2-2, 2-3 e 3-2. O que me chateia é sentir que temos melhor equipa que eles mas ao fim de três jogos só hoje confirmámos isso em campo. Acho pouco.
Na 2ª feira perguntei aqui se havia dúvidas. Espantado com a falta de adesão dos nossos adeptos a este jogo tentei mostrar que tínhamos que comparecer e reparem que usei uma foto do Cardozo. Parece que não valeu de nada. O número de espectadores no estádio esta noite foi embaraçoso. A todos os que PODIAM ir mas OPTARAM por não pôr os pés na Luz apenas e só porque não queriam ver mais uma vitória do Porto ( sim, podem arranjar mil desculpas mas a razão foi esta ) espero que se tenham divertido em casa a ver o jogo na tv e que tenham mudado de canal para espreitarem Barcelonas e Milans aquando dos golos do Porto. São egoístas, a vossa prioridade não é ver o Benfica, a vossa prioridade é ver o Benfica ou a caminho de grandes triunfos ou a jogar contra equipas que vos encham o ego. Por isso é que já anda tudo a correr para os bilhetes da Champions, por isso é que o nosso estádio devia ter 30 mil lugares, são estes que gostam de ver o Benfica jogar seja contra quem for, seja para que competição for. Esta é a dura e triste realidade. E foi com estes na bancada que ganhámos o clássico. Os outros não fizeram falta.
Vencemos bem e ficamos a um jogo de ganhar a competição. Objectivo cumprido. Que sirva também para nos injectar confiança para as batalhas que se seguem. Foi uma bela noite.
Cardozo resolveu à cabeçada o complicado jogo de Aveiro na 1ª volta. Hoje fez o primeiro golo da noite, ofereceu o 2º a Gaitán e agradeceu o magistral passe de calcanhar de Nelson Oliveira para fazer o 3º golo do Benfica. Cardozo em dois jogos com o Beira Mar faz 3 golos e oferece outro. Basicamente, Cardozo valeu-nos 6 pontos nas duas partidas contra os aveirenses. Este é o Cardozo que os adeptos do Benfica tanto gostam de criticar e fazem questão de assobiar. Faz sentido?
Por falar em adeptos, estamos na recta final do campeonato a 1 ponto do líder, que tinha acabado de ganhar, temos pela frente um apaixonante duelo com o Chelsea na Champions, temos as meias finais da Taça da Liga à vista e num jogo depois das 21h de uma sexta feira continuamos a levar 30 e poucos mil adeptos ao estádio? Os 30 mil do costume. O nosso clube não consegue ter uma média de adeptos no estádio de acordo com a sua grandeza e independentes dos resultados de ocasião? Com o Chelsea temos casa cheia aposto. Para somar hoje 3 pontos não valia a pena, não era importante. Faz Sentido?
Jesus fez regressar Emerson à esquerda, manteve Jardel (que tem estado impecável) recuou Witsel para defesa direito, apostou em Gaitán e Bruno César nas alas e lançou Nelson Oliveira ao lado de Cardozo com Aimar a vir de trás. Correu bem. O Benfica chega ao golo com cruzamento do improvisado defesa direito Witsel e antes do intervalo faz o 2-0 tranquilo por Gaitán.
Na 2ª parte sem forçar muito o Benfica chegou ao 3-0 no tal calcanhar mágico de Nelson Oliveira a desmarcar Cardozo. Ainda houve tempo para ver André Almeida a defesa direito já com Witsel no lugar de Aimar, mais Nolito e Rodrigo que hoje não trouxeram nada de mais à equipa. Jogo tranquilo resolvido cedo e bem gerido. Antes de terminar um golo do Beira Mar. Tenho para mim que estamos a sofrer golos em todos os jogos só para gozarmos com os eufóricos 5ºs classificados por serem os únicos a não terem marcado na Luz.
A luta continua.
Hoje fui até Paços de Ferreira e regressei a casa com os 3 pontos. Foi uma viagem diferente. Sair de Lisboa pelas 15h para lá estar às 18h. Foi puxado mas assim conseguimos que todos cumprissem os seus afazeres familiares e com uma enorme vontade de não falhar e fazer parte desta fantástica mancha encarnada que se pode ver na foto acima. É mesmo como diz ali em cima na foto a frase na rede; tudo vale a pena . . .
Acabei a primeira parte preocupado e desiludido. Desiludido porque esperava muito mais atitude dos nossos jogadores após o empate do Porto ontem. Preocupado porque depois daquele penalti sobre o Aimar em Coimbra, do golo oferecido ao líder na semana passada, hoje vi Bruno César a ser arrancado pela raiz em plena grande área e voltou a ser falta contra nós com direito a cartão e tudo. Se calhar era aproveitar agora que ganhámos para fazer a pergunta sobre o que se tem vindo a passar nos últimos tempos, não?
Mas como já vimos que não vamos poder andar a depender de um penalti para resolver o jogo era nossa obrigação ter jogado muito mais hoje na primeira parte e inicio de 2ª.
O Paços estava a ser muito mais perigoso nos contra ataques, nas bolas paradas e ganhava cantos com facilidade. Isto não é admissível num jogo sem margem de erro para nós.
Chegar ao intervalo a perder tirava-me do sério após centenas de km's em contra relógio.
Felizmente, Bruno César atinou na 2ª parte e partiu para uma bela exibição coroada com o golo da vitória marcado num soberbo livro directo mesmo ali à frente da imensa mancha encarnada que sempre acreditou nos 3 pontos e por isso rebentou de alegria. Depois com a entrada de Nelson Oliveira o nosso futebol parece que ganhou nova vida, profundidade, rapidez, alegria e objectividade. Muito bem o miúdo que abriu caminho para a remontada com um cruzamento perfeito para Gaitán encostar ao seu estilo.
A partir daqui o Benfica agarrou no jogo, o Paços perdeu fulgor e com as expulsões quase se rendeu à preciosa vitória do Benfica.
Foi um triunfo muito parecido com o de Santa Maria da Feira, é com jogos destes que se ganham pontos importantes. Fico feliz de ver que depois daquele disparate de Guimarães e bloqueio de Coimbra a equipa tenha voltado a dar sinais de vitalidade e assim mostrar que está muito por dentro da luta do título.
Depois veio a merecida francesinha já no Porto e o regresso a casa com o sabor de missão cumprida.
Foi uma estreia pessoal na Mata Real muito positiva.


Maxi Pereira. Super Maxi! Foi ele que nos abriu o caminho em São Petersburgo para ultrapassarmos este Zenit. Foi ele que hoje antes do intervalo nos recolocou na frente da eliminatória dando um pontapé no buraco negro em que mergulhámos desde que sofremos o 3º golo na Rússia! Maxi Pereira, o homem da eliminatória!
O jogo em São Petersburgo não foi tão mau como parecia antes de começar este. Jogámos em condições climatéricas complicadas, num relvado difícil e marcámos dois golos, estivemos quase sempre por cima da eliminatória até que perto do fim sofremos o 3-2. Depois foi o descalabro a nível interno e por isso a primeira mão deste duelo pareceu sempre pior do que realmente foi.
Trouxemos o jogo decisivo dos 1/8 de final da Liga dos Campeões para nossa casa em aberto. Tínhamos que vencer o Zenit e mandar para casa o Bruno Alves. O Estádio da Luz encheu-se de adeptos que souberam perceber o momento importante e único da época apoiando a equipa do primeiro ao último minuto criando o ambiente ideal para se escrever mais uma bonita página da nossa história europeia.
Os receios pelas ausências de Aimar ou Garay aliados à falta de vitórias nos últimos jogos não se confirmaram durante o jogo. O Benfica esteve bem, sempre em busca do golo mesmo com Gaitan e Rodrigo muito abaixo do que já mostraram sabes fazer. Com Witsel a assinar uma super exibição e Javi a dar estabilidade no meio campo, Bruno César influente no ataque e Cardozo sempre a ameaçar o golo. Foi um Benfica convincente e empenhado em seguir em frente. Quando Maxi fez o 1-0 antes do intervalo percebeu-se que era hoje que ia acabar a fase negra.
Na verdade o Zenit nunca esteve perto de marcar, Artur até teve uma noite tranquila, e o máximo que conseguiu foi agitar as massas com a entrada de Bruno Alves que funcionou ao contrário do que Spalletti pensou. A presença do carniceiro só veio motivar ainda mais as bancadas da Luz.
A 2ª parte não trouxe grandes sustos a ameaçar a magra vantagem e no final do jogo o puto Nelson Oliveira acabou com as dúvidas consumando a remontada com um belo golo a dar outra expressão à justa e merecida passagem do Benfica para o grupo dos 8 melhores da Europa desta época.
Uma vitória importantíssima, muito, muito saborosa que nos relançará para uma etapa final de época com outra dinâmica.
Para trás fica uma das equipas ricas da Rússia tal como já tinham ficado o vice campeão europeu e os representantes de Holanda e Turquia ainda no verão. Na altura receava-se o pior, afinal ainda estamos na Champions em Abril.
Está a ser uma das bonitas épocas europeias do Benfica. Quero mais!
Portanto, começar o jogo a perder. Reagir e empatar. Reunir forças e conseguir dar a volta à situação ganhando vantagem. Perder a vantagem e ficar outra vez para trás. Irremediavelmente para trás.
É a história do jogo. É a história deste campeonato.
Vamos perder um campeonato para um Porto sem treinador, com um plantel inferior ao nosso e que já esteve a 5 pontos de nós. Insistiu-se em fazer uma temporada "sem" lateral esquerdo e hoje tivemos o expoente máximo desse problema. Insiste-se em nada fazer para evitar que Pedro Proença apite os nossos jogos e agora espero que vejam várias vezes o 3º golo.
E o mais grave de tudo, insiste-se em deixar bem explicito que a vontade de ganhar continua a ser muito maior do outro lado.
Adivinha-se o fim de um ciclo em muitas frentes. Começou a etapa final de muitas coisas.
Medo cénico.
É isto que se passa. Medo cénico. É aquela sensação em que estamos a ver todas as vantagens a escaparem por entre os dedos e o estado de espírito muda radicalmente para a apreensão ( e até irritação) geral. Sair de Coimbra sem uma vitória deixa-me a pensar no que aí vem e é aí que entra a expressão que Jorge Valdano um dia popularizou num dos seus brilhantes textos. É sentir que o que aí pode vir é algo que já passei em tempos recentes e deixa-me incomodado.
Mas o medo cénico é, apesar de tudo, melhor do que desacreditar na nossa equipa de um dia para o outro. Desculpem mas não consigo deixar de acreditar que vamos acabar por conseguir atingir os objectivos da época. Tirando o defesa esquerdo não troco nenhum dos nossos homens mais utilizados por nenhum dos nossos rivais. Não temos nenhum Roberto na baliza nem ficámos órfãos em Janeiro de um defesa central titular.
O que se passa é que depois de um excelente percurso entrámos numa fase má com uma derrota na Rússia mal digerida nos últimos minutos do jogo e uma noite negra em Guimarães. Ontem era para voltar ao normal e ganhar o jogo em Coimbra. Apoio na bancada não faltou, incansáveis os benfiquistas que empurram a equipa até ao fim para um golo. Então o que se está a passar?
Quebra física? Lesão de Javi? Desânimo psicológico com a perda de embalagem? Falta de sorte? Arbitragem manhosa que conseguiu não ver aquele lance do Aimar (não, recuso-me a falar nos outros lances porque não quero entrar por aqui mas o lance do Aimar é demais) ?
Talvez um pouco disto tudo e também um Jorge Jesus a acusar a pressão e a não acertar nas mexidas que tem feito no "11".
Fiquei irritado na bancada mal acabou o jogo mas não consigo chegar ao ponto de fúria de insultar jogadores e Direcção e tudo e todos como é tão clássico no nosso Benfica quando não se ganha. Compreendo a fúria mas eu já vi o Benfica ganhar aqui a jogar muito menos que ontem (na época passada, por exemplo) e apesar de não termos feito um golo nos últimos dois jogos acho que jogámos o mínimo aceitável para chegar lá. Há alguns falhanços incríveis dos nossos avançados e, claro, um guarda redes que voltou a fazer o possível e impossível chamado Peiser e que já o conhecemos de outras noites.
Foi pouco? Foi! Era de todo proíbido perder pontos nesta jornada? Era!
Infelizmente não marcámos e estamos a deixar que a ansiedade e os nervos tomem conta de nós na hora de finalizar.
Saí triste do Estádio de Coimbra mas continuo a acreditar em Cardozo, Aimar, Nolito, Bruno César, Gaitán, Rodrigo e companhia para os últimos três meses da época. É revoltante saber que podíamos chegar ao clássico da Luz com uma vantagem de cinco pontos e vamos entrar com os mesmos pontos que eles ( não esquecendo o Braga ) com uma enorme pressão de termos de vencer para voltarmos a deixá-los para trás.
Não vale a pena ficar a chorar mais esta última semana e meia negra. É olhar para a frente e ir à luta com o que temos. No campeonato temos que receber na Luz Porto e Braga. É mau? Era melhor olhar para o calendário e ver que tínhamos de ir discutir estas partidas a norte? Não me parece.
E já agora pelo meio também podemos mandar para casa Bruno Alves e companhia.
Ou seja, está na hora de olhar para a nossa Catedral e interiorizarmos a ideia que é aqui na nossa casa que vamos dar a resposta precisa para nos lançarmos para altos voos até Maio.
Era melhor chegar a Março com vantagem pontual? Claro que sim. Não foi possível, a equipa quebrou caiu no Minho, escorregou em Coimbra mas ainda está tudo nas nossas mãos. Não vamos ficar atrás de ninguém e temos que mostrar agora que somos realmente a melhor equipa de futebol de Portugal. Eu acredito mesmo que somos, apesar da raiva que ainda sinto por este duplo apagão.
A questão agora é saber se os benfiquistas querem ficar a lamentar a má fase enquanto olham para a frente e se deixam levar pelo tal medo cénico ou se querem reagir e ir à luta. Não vai ser fácil mas também nunca ninguém disse que isto ia ser um passeio.
Sexta feira temos que vencer o Porto na Luz. Eu não duvido que esta época jogamos mais e melhor que eles, não tenho medo nenhum do clássico. E não se esqueçam que ainda há muita vida além clássico, é importante mas não acaba ali.
Quem não gostar desta minha forma de encarar a situação pode saltar para outros espaços onde não faltarão benfiquistas do "eu não disse?" a pintar de negro tudo o que aí vem. Eu recuso-me. Quero ir à luta e dizer que estou com a nossa equipa. Temos que os espicaçar e exigir mais, claro! Mas estou com eles quando entramos na fase decisiva da época. Contrariar o medo cénico, a tarefa que tenho em mãos até 6ª feira.
Ao 19º jogo do campeonato a primeira derrota e a primeira vez sem conseguirmos fazer um golo.
Isto começou mal logo quando soube que o jogo ia ser numa 2ª feira à noite. Tendo em conta que seria um dia de trabalho normal a margem de manobra para ir de Lisboa a Guimarães a tempo de ver o jogo era mínima. Quando acontece perceber que não vou poder estar no estádio onde o Benfica joga tudo se complica a nível pessoal. O nervosismo é mais que muito, o desconforto é enorme e a sensação de inutilidade é total. Ver o jogo em casa na televisão é a pior coisa que me pode acontecer quando se trata de jogos oficiais do Benfica.
Tudo isto na ressaca da derrota na Rússia depois de sabermos que o nosso rival na luta pelo título já tinha efectuado o seu passeio anual ao Sado, mais a lesão de Javi Garcia, criou um ambiente tenso antes da partida. Quando vejo que Jesus escolheu um "11" kamikaze só com Matic como médio defensivo apostando tudo num ataque em força com Aimar, Gaitán, Nolito, Rodrigo e Cardozo, senti um calafrio.
O plano não saiu como o nosso treinador imaginou. A ideia seria fazer um golo cedo para depois jogarmos no desconforto do Vitória mas o ataque do Benfica pareceu demasiado ansioso, precipitado e muito bruto. Ninguém tomava a inciativa de rematar de longe, pareciam querer entrar com a bola pela baliza dentro e o golo não aparecia. Acho que entrámos demasiado ansiosos para resolver um jogo que pedia um pouco mais de paciência.
O Vitória percebeu que o jogo ia estar aberto e aproveitou para o partir tentando também sair em contra ataques rápidos já que no meio campo não tinha grande oposição. Teve o mérito de aproveitar uma bola parada para fazer o seu golo e passar a apostar tudo no contra ataque.
Para o Benfica o golo que sofreu nada veio alterar já que a equipa escolhida foi para começar o jogo como se já estivéssemos a perder por 1-0. O problema é que as construções de jogadas continuavam muito previsíveis para a defesa minhota.
Na 2ª parte entrámos exactamente na mesma com a esperança que Aimar, Gaitán ou Nolito sacassem um daqueles lances mágicos que Cardozo ou Rodrigo aproveitassem para empatar. Penso que Jesus demorou muito tempo a lançar Witsel no jogo que também entrou meio perdido naquele esquema desequilibrado. E esperar pelos últimos 5 minutos para chamar Bruno César e Nelson Oliveira também foi algo estranho.
Tudo saiu mal na noite de Guimarães. Percebe-se a ideia mas o resultado foi desastroso.
Na verdade havia uma ligeira vantagem que nos permitia ter uma noite destas sem perdermos o primeiro lugar. Agora não há mais espaço para deslizes. Em Coimbra a história terá de ser bem diferente, temos que voltar ao registo das outras 18 jornadas e , sem invenções, vencer a Académica para depois podermos tentar em casa dar um passo realmente importante contra o 2º classificado rumo ao título.
O problema é que o universo benfiquista a esta hora já entrou naquela depressão típica do "eu não disse?" e já estão a pensar que não se ganha em Coimbra e que na Luz pode haver um desastre e tal. Era bom que se ultrapassasse esta derrota rapidamente a olhar para a tabela, vamos na frente com 2 pontos de avanço. É melhor andar atrás como na época passada em que ganhámos quase duas dezenas de jogos mas não conseguimos reduzir a desvantagem para o líder?!
Esta foi a noite negra desta época, temos razões para acreditar que esta foi a excepção. Nem vale a pena virem colar esta derrota à da Rússia porque não há ligação! Esta noite perderam-se 3 pontos, na Rússia fomos para o intervalo de uma eliminatória a perder 3-2, sendo que a 2ª parte joga-se na Luz e basta um golo para irmos para os 8 melhores da Europa.
Também nós temos que dar uma resposta forte, todos a Coimbra apoiar o Benfica! É aproveitar já que o jogo é num sábado. Por falar nisso, deu um jeitão vermos os outros todos a jogarem no domingo e nós a descansarmos para jogarmos já em plena semana de trabalho, não foi? Quando me vierem justificar este nojo de calendário com jogos às 2ªs e 6ªs feiras lembrem-se desta noite em Guimarães. Valeu de muito o descanso...
Siga para Coimbra.
É este o momento do jogo. Fica esta foto a ilustrar a crónica para que nunca nos esqueçamos que nesta noite uma coisa que se diz ser jogador de futebol fez o que melhor sabe, tirou de campo um dos nossos jogadores em melhor forma. A vítima foi Rodrigo que passou assim a conhecer a lealdade da coisa.
Não foi só perder o Rodrigo, foi termos que alterar toda a forma de atacar porque ficámos sem um avançado rápido, goleador e tivemos que lançar o Deus Aimar para outro tipo de soluções atacantes não tão ideais para aquele estado de relvado.
E assim se baralham as contas a uma equipa que até ali tinha aguentado bem a entrada do Zenit, o frio e as condições miseráveis do terreno de jogo. Curiosamente o Benfica responde a este crime com um golo. Maxi Pereira aparece em grande na recarga a um livre directo. E estava feito o mais complicado, marcar fora, ficar em vantagem e obrigar os russos a atacarem mais.
A resposta do Zenit foi muito forte. Viu-se que não são uma equipa qualquer e chegaram ao golo com justiça depois de terem pegado no jogo como era lógico. Mas nunca saberemos como seriam os nossos contra ataques neste período de jogo se a coisa não tivesse "assassinado" o Rodrigo.
A equipa escolhida por Jesus justificou a aposta, a defesa habitual com Matic e Witsel na frente (senti saudades do Javi num jogo de tanta luta no meio) para depois se apostar em Gaitán e Bruno César nas alas, ficando Cardozo mais na frente. Ao intervalo o 1-1 era um resultado positivo porque já nos dava vantagem na eliminatória.
É o facto de termos estado sempre em vantagem na eliminatória que me deixa um amargo sabor no rescaldo do jogo. O 2-1 do Zenit aparece quase do nada numa jogada que mete dois toques de calcanhar(!) na nossa área, isto depois de termos mostrado vontade de pegar no jogo e procurar novo golo. Foi um mau bocado que passámos depois da reviravolta porque os russos acreditaram que podiam chegar a uma vantagem mais confortável. Aí voltámos a fazer o mais difícil, conseguimos empatar a partida bem perto do final num excelente 2-2 que nos dava vantagem pelos golos fora e um conforto de saber que entrávamos na Luz já na frente do duelo.
Como é que se deita fora esta preciosa vantagem nos últimos instantes da partida é que eu não consigo entender. Ok, uma distracção de Maxi , que até foi o melhor em campo... Mas não devia ter acontecido.
Agora vamos ter que dar tudo por tudo para no inferno da Luz marcar logo cedo um golo que nos devolva a vantagem que já por duas vezes tivemos nesta eliminatória. Está perfeitamente ao nosso alcance a passagem aos 1/4 de final da Champions. Não acredito noutro desfecho que não seja esse.
E cá estaremos para receber a coisa como ela merece na Luz.
Foram 4, podiam ter sido 8. O Nacional fez um golo a mais do que merecia, oferta de Jorge Sousa. Com 4-1 o árbitro apita penalti para o Benfica. Cardozo fez o que eu faria, chutou para fora. Faltou ir dizer ao Super Dragãozinho não precisamos dos penaltis hipócritas dele.
Jorge Jesus chegou ao nosso clube há cerca de 2 anos e meio. Fui dos que desconfiei e fiquei deliciadamente surpreendido quando vi o arranque de campeonato que nos deu o 32º título. É verdade que já teve fases más. Não foi feliz nas três apostas que fez no mercado brasileiro há dois anos, não acreditou que podia juntar a Liga Europa ao 32º campeonato, não tem sido feliz na Taça de Portugal e na última época teve duas fases muito más, um péssimo arranque de campeonato e um trágico fim de época onde começou a poupar jogadores na Liga cedo demais.
Entretanto comprámos jogadores, fizemos regressar outros e Jesus mantém-se. Digo sem exagero que quero ter o Jorge Jesus do nosso lado muito tempo! Isto a propósito de hoje termos visto a 100ª vitória em jogos oficiais do nosso treinador. Estava tudo à espera que o homem se espalhasse e afinal vai ficar e marcar a história do Benfica. Chegou depois do reinado de Quique Flores, é bom não esquecer. Não foi assim há tanto tempo.
Hoje além da ausência de Maxi, que J.J. aproveitou para inventar Witsel a defesa direito, perdemos Javi para os próximos jogos e Matic foi titular.
A exibição foi de gala, uma das melhores da Era Jesus, abrilhantada pelo sempre prestável Jorge Sousa que com o resultado em 2-0 resolveu oferecer do nada um penalti para eles reduzirem. Deve ter sido para os compensar da roubalheira do Proença.
Só que o Benfica voltou àquela enorme forma que tanto faz que nos roubem muito ou pouco. Nós reagimos e fazemos mais golos. Golos para todos os gostos e feitios, alguns dignos de entrarem no top das melhores jogadas do mês como é o caso do golo de Cardozo que nasce num obra de arte de Gaitan.
Jesus mostrando todos os argumentos que tem no banco na 2ª parte avança Witsel para o meio campo, entra Miguel Vítor para a direita e sai Aimar para a estrondosa e merecida ovação após a notícia que ficará connosco mais uma época. Uma palavra para o jogo de Matic: Excelente!
O Benfica está a jogar muito à bola, quando está a atacar chegam a ser poéticos todas as movimentações, passes e circulação de bola que levam à loucura as bancadas quase esgotadas da Luz. Pelos vistos hoje já não havia frio nem crise e quase que se esgotava o recinto.
Mais um show de bola do Rodrigo e uma excelente resposta ao início de ciclo de jogos alucinantes que vamos ter de seguida. Mantivemos os 5 pontos de avanço sobre o Porto ( ninguém acredita que vão perder pontos com o União, pois não?) e os 8 sobre Braga.Perdi de vista o LOL de Portugal...
A jogares assim à bola tu serás o campeão!
Missão cumprida com dignidade. O Benfica venceu os seus 3 jogos da fase de apuramento para as meias finais da Taça da Liga. Recordemos que tivemos de jogar em Guimarães e decidir a qualificação com o Marítimo, duas equipas de primeira divisão da zona de luta europeia. Pelo meio recebemos o Santa Clara e em todos os jogos cumprimos a nossa obrigação. Isto pode não parecer nada de especial mas merece todo o nosso respeito e os nossos elogios. Basta relembrar tempos não muito distantes para que jogos destes acabassem com resultados embaraçosos, ou então basta olhar para o que se passa ali ao lado na casa dos comediantes do Campo Grande para se perceber o que acontece quando não se leva a sério as competições secundárias.
Já se percebeu que actualmente o Benfica leva a sério todas as competições em que entra e isso merecia uma reacção diferente dos sócios do clube que podiam largar o sofá e fazer o esforço de apanhar um pouco de frio para estarem presentes no nosso estádio dando um sinal para a nossa equipa de futebol de aprovação por esta atitude positiva e competitiva.
Infelizmente, parece que para a imensa maioria dos nossos adeptos não basta o Benfica contar por vitórias os jogos disputados este ano, não os motiva vir apoiar a equipa num apuramento de uma competição oficial, nem (pasme-se!!) chega ter o Aimar em campo 90' para virem à Luz. Mais uma vez lamento este desprezo total pelos jogos oficiais do Benfica.
O jogo não foi tão fácil como o resultado parece mostrar. O Marítimo até teve oportunidades para marcar mas Eduardo esteve bem e os atacantes madeirenses estiveram desastrosos na hora de rematar. Devem ter gasto a pontaria toda naquela negra noite da Taça de Portugal...
Do nosso lado destaque para as exibições de Saviola, só lhe faltou acertar na baliza, Eduardo, Jardel e Capdvila que não sendo habituais titulares cumpriram. Mas a noite foi de Nelson Oliveira, o rapaz agarrou mais esta oportunidade e fez uma bela exibição marcando um golo com grande classe, além de ter construído jogadas suficientes para um resultado mais dilatado. Tenho a certeza que num futuro breve o nosso ataque terá um grande avançado português formado no nosso clube a brilhar intensamente.
Com as alterações houve emoção para todos os gostos. Rodrigo entrou e logo se tornou na figura do jogo ao apontar dois golos confirmando as excelentes exibições que tem vindo a assinar esta época. Confirma-se como mais um grande barrete que o Real Madrid nos enfiou.
Cardozo podia ter feito novo golo mas Nolito precipitou-se ao tentar fazer ele o golo. Finalmente tivemos a entrada de Yannick.
O que dizer desta chegada de Yannick ao Benfica? Não espero rigorosamente nada dele, por isso nada tenho a perder em relação a expectativas. Acho é muita piada a tê-lo do nosso lado. É sinal que já chegámos a um equilíbrio que nos podemos dar ao luxo de fazer estas "brincadeiras". Para já é engraçado ver a lagartagem toda nervosa com mais um produto da fabulosa melhor formação do mundo num rival. Produto esse que despacharam à má fila na última hora do mercado de verão. Tão à má fila que o miúdo passou de um dia para o outro de titular a desempregado. Nunca vi ninguém do clube sério e digno preocupado em resolver o problema de um dos seus meninos lá formados. Agora estão todos nervosos. Só por isto é engraçado. Espero que ele faça um dos golos da nossa próxima visita ao WC e que relance a sua carreira entre nós.
Estamos nas meias finais da Taça da Liga, continuamos a ganhar jogos e vencemos um grupo que não era nada fácil.
Nunca mais é sábado.
Confesso, temi o pior a meio da 2ª parte quando o resultado estava em 1-1 e o Gil Vicente defendia bem no campo todo e ameaçava sair com perigo no contra ataque. Via uma equipa nervosa, jogadores estranhamente ansiosos e um público desconfiado cada vez que se perdia uma bola.
O Gil Vicente é daqueles adversários que não me inspiram confiança nenhuma. A última vez que tinham vindo à Luz para o Campeonato ganharam por 0-2 deixando Koeman em maus lençóis. Nessa época em Barcelos só não perdemos porque o Simão fez um golo mesmo no fim a empatar o jogo. Esta época o nosso campeonato começou em Barcelos e depois de termos uma vantagem de 0-2 cedemos um empate que nenhum de nós esqueceu até agora.
Por tudo isto quando vi Rodrigo Galo marcar mais um daqueles golos fora da área que parece que só nos acontecem a nós temi mesmo o pior.
A preocupação à volta das dúvidas em utilizar Rodrigo, Cardozo ou Aimar que antecedeu este jogo era grande e percebe-se agora porquê. Foram eles que selaram a vitória de hoje. Claro que houve uma enorme exibição de Nolito na esquerda e Maxi na direita que ajudaram a resolver o problema, especialmente o espanhol com dois passes para golo.
Por outro lado tivemos Gaitán a simbolizar tudo aquilo que não precisamos e não queremos nesta altura para o Benfica, falta de vontade, facilitismo, aparente falta de motivação. O que se passa com Nico?! Está vendido e desligou-se dos nossos objectivos ? Não entendo. Percebo que Jesus o queira proteger e defender mas para mim Gaitán foi menos um em campo num jogo que era preciso que TODOS dessem o litro contra uma equipa forte e aguerrida a defender.
Foi preciso agitar bem a equipa, Jesus tirou Javi e lançou Bruno César que entrou bem e justificou a aposta. Antes já tinha saído Gaitán para entrar Aimar e foi aí que o Benfica desfez a igualdade. É praticamente impossível um jogo de futebol continuar empatado quando um Deus como Pablo Aimar entra para uma das equipas. Além de pegar logo no jogo ainda fechou o resultado com um golo de classe.
Foi preciso sofrer para vermos o Benfica resolver este jogo mas valeu a pena. A vingança daquele maldito empate está servida, a 2ª volta abriu com uma vitória, mantemos a liderança isolada, continuamos a contar por vitórias os jogos disputados em 2012. O Benfica continua bem no seu rumo. As dificuldades de hoje vão ser as mesmas que vamos encontrar nos próximos 14 jogos e esta equipa merece a nossa confiança e o nosso apoio.
Hoje matámos um galo que há muito nos atormentava e temos que estar satisfeitos com as soluções que temos no plantel. Penso que agora já ninguém pôe em causa o valor de Nolito, Garay, Rodrigo ou Bruno César que tanto deram que falar no verão.
Quero mais uma vez dizer que gosto muito da maneira como ganhamos jogos sem ponta de polémica para ninguém vir rosnar durante a semana.
Boa entrada na 2ª volta. Continuemos assim.
PS: Os Mastodon que voltem a Lisboa rápido sem ser em noite de Benfica se faz favor. Obrigado.
Não foi pela famosa crise de certeza que hoje só apareceram na Luz 15 mil benfiquistas, e alguns açorianos. Havia borlas para todos os gostos e bilhetes a 5 e 10 euros. Pela hora também não foi porque muito mais tarde que as 20h15 vejo restaurantes em Lisboa cheios. Falta de interesse ou motivação não acredito porque até hoje só tínhamos ganho em 2012 e íamos à frente no nosso grupo.
Afinal tanto choro com a falta de portugueses e o Benfica hoje sobe ao relvado com Eduardo, Miguel Vítor, André Almeida e Nelson Oliveira a titulares e o povo estava em casa a ver o Real Madrid. Muito bem.
O Benfica cumpriu a sua obrigação e somou nova vitória no seu grupo da Taça da Liga. Rodou jogadores e depois de uma primeira parte a zeros chegou à vitória com as entradas de Witsel e Nolito que na esquerda assinou mais uma daquelas exibições de fazer corar os que o apelidaram de grande barrete vindo da Catalunha - "se fosse bom jogava na equipa de Guardiola e não o deixavam sair a zero" , frases que me lembro de ouvir. Aliás, os nossos sócios e adeptos preocupam-se tanto com o Barça que ainda hoje preferiram ficar a ver se descobriam lá novo barrete para irmos buscar do que ir à Luz ver o Benfica.
Grande satisfação por ver Nelson Oliveira fazer o seu primeiro golo da época, enorme prazer em ver Nolito espalhar magia e a lançar a equipa para a vitória e sentimento de dever cumprido em ter estado na Luz a ver mais um passo importante para o apuramento para a fase seguinte da competição que não sendo a mais importante do calendário também não é nenhuma Supertaça decidida numa noite.
Domingo se puderem apareçam. Acho que não há clássico espanhol na tv.
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