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Portimonense 1- 3 Benfica: Campeões Europeus dos 3 Pontos

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 Segunda viagem ao Algarve esta época, coisa rara nas épocas futebolísticas nas últimas décadas. Encontro com benfiquistas do sul que nos encaminharam para uma experiência gastronómica que merece ser destacada a abrir a crónica.

Dizer que não se come bem, a não ser franguinho da Guia, e o atendimento no Algarve não é simpático tem aqui uma forte oposição.

Em Boliqueime existe um restaurante chamado O Lavrador que tem uma decoração bem rústica e com um espaço bem aconchegante com duas lareiras a aquecerem a sala.

O cicerone Luís tem enorme orgulho nos produtos caseiros e serve chouriças, queijo amanteigado e seco, torresmos divinais e outras iguarias que davam logo um belo almoço. Mas são só entradas para abrir apetite ao cabrito em forno de lenha e polvo à lagareiro. Tudo impressionantemente bom. Sobremesas regionais e um medronho do outro mundo.

Tão satisfatório que o bom do Luís propôs colocar a disposição duas carrinhas para nos levar dali ao estádio e trazer de volta após o jogo. E como tudo acabou bem em Portimão voltámos à carga no Lavrador pela madrugada fora. Lulas, javali, costeletas de porco preto. Enfim, um dia inesquecível. Malta do Algarve, em Boliqueime há ouro. Não hesitem.

 

De alma e estômago bem aconchegados e envolvidos no mar vermelho que invadiu o estádio do Portimonense nada melhor que começar o jogo com o golo de Cervi e ficar na frente do marcador. Uma óptima forma de regressar a Portimão tantos anos depois para o campeonato.

Jogo a correr bem mas com o Portimonense a mostrar que não ia ser uma noite descansada.

Na 2ª parte um momento de pânico com a saída de Jonas. Primeiro sinal negativo da noite. Segue-se o golo do empate e de repente o encanto da viagem ao Algarve perde-se nas bancadas.

Por falar em bancadas, vamos lá esclarecer aqui algo que não considero chocante, antes entendo como normal.

O jogo está empatado, a perda de pontos no horizonte e, de repente, umas filas abaixo na bancada onde estou oiço alguém histérico e claramente feliz a gritar: Portugal ganhou o Europeu!

Recordo que faltavam poucos minutos e o Benfica estava a perder pontos.

Se uns minutos antes uma entidade superior me pedisse para escolher entre o Benfica ganhar 3 pontos e Portugal um Europeu de futsal, não havia um segundo de hesitação para escolher os 3 pontos.

Mas isto não é nada contra o futsal, que aproveito para elogiar e salientar o papel dos jogadores do nosso Benfica. É que se me perguntassem se preferia os 3 pontos ou acabar com a fome no mundo, eu preferia ganhar em Portimão, obviamente. Para mim, é esta a ordem lógica da vida.

 

Posto isto, chegou a vitória do Benfica na recta final. Meu querido Cervi, marcou a abrir e cobrou aquele livre directo ali na minha frente em forma de poema e pintura clássica ao mesmo tempo. Que maravilha. E no fim Zivkovic eleva o nosso fim de semana para contornos épicos. Até abriu o apetite apesar do que foi ingerido ao almoço.

Jogo muito complicado, muito boa réplica do Portimonense, campo bem difícil onde os triunfos têm que ser muito trabalhados.

Grande vitória do Benfica. Precisamos de recuperar Jonas e pensar em ganhar ao Boavista porque a nós ninguém nos dá nada. Estamos na luta.

Que o Portimonense se mantenha por cá muitos anos, o Algarve merece jornadas destas.

Benfica 5 - 1 Rio Ave: Inspiração na Baliza Grande

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Entre o dia 4 de Fevereiro de 1985 e o dia 4 de Fevereiro de 2018, nasceu Rúben Dias em 1997.

Em 1985, num fim de semana como este, eu tinha 11 anos e apressei o fim do almoço familiar. Para espanto dos meus pais, o motivo era um jogo do Benfica. Um jogo da Taça de Portugal que , tal como agora, passava sempre para segundo plano quando o adversário era de divisões inferiores. Eu expliquei que ia pelo Benfica e que não interessava contra quem era. Até que a minha mãe perguntou afinal com quem era o jogo. Régua, respondi de imediato. 

Pelo silêncio e pelo ar preocupado percebi que os meus ficaram preocupados. A partir dali deixaram de estranhar as idas à Luz. 

Esse jogo com o Régua aconteceu no mesmo dia desta partida com o Rio Ave. Foi uma tarde divertida, havia muita gente que da Régua nas bancadas, os equipamento da equipa da 3ª divisão eram originais, camisola com o desenho da bandeira municipal de Lisboa mas em vermelho e branco o que obrigou o Benfica a jogar com o lendário equipamento branco adidas da Shell. 

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 Dei conta desta efeméride ao preparar o jogo com o Rio Ave e isto fez-me viajar no tempo. Como tenho a felicidade de conversar com craques daqueles tempos, antes da partida de ontem puxei conversa com o José Luís sobre esse jogo. Ele foi titular com o irmão, o Jorge Silva que até fez o primeiro golo, e sorriu quando lhe mostrei imagens do jogo. Fotografias que o ilustre benfiquista Francisco Araújo, de Arcos de Valdevez, me fez chegar depois de lhe perguntar se ele tinha alguma coisa sobre aquele dia. O Francisco tem sempre algo sobre qualquer jogo do nosso clube. É uma reserva enciclopédica que foi ainda mais longe. Contou que o guarda redes do Régua dessa tarde é benfiquista ferrenho e costuma vir à Luz ver o Benfica! 

 

Em 1997 já estávamos longe dos tempos gloriosos dos anos 80. Já tinha passado muito tempo daquele Benfica - Rio Ave de 1986 num sábado à noite, que era um acontecimento por ser à noite e que só acontecia em vésperas de compromissos europeus. Eu adorava os jogos à noite, aquelas torres de iluminação acesas, os jogadores com quatro sombras projectadas no relvado, o orgulho de termos a luz mais potente do país e uma das mais eficazes da Europa. Depois banalizou-se, como se sabe. 

Nessa recepção ao Rio Ave de 1986, já com Silvino na baliza, o meu primeiro ano pós Bento, o Benfica venceu por 3-1 um aguerrido Rio Ave que quase sempre se mostrou ambicioso nestes confrontos. Depois fomos a Bordéus e não demos a volta ao 1-1 da Luz, perdemos 1-0 e caímos na Europa.

Em 1999, já Rúben Dias era nascido, e nosso Vietname ganhava contornos dolorosos, voltámos a repetir o 3-1. Era o arranque da 2ª volta com Souness e Vale e Azevedo, com Nuno Gomes (vão ver o Conversas à Benfica com ele)  a marcar um golo e a falhar um penalti, com Cadete a fazer o 2-1, com o Benfica a jogar em casa de camisola preta e calções vermelhos e com um tal de Pepa a entrar nos minutos finais para fazer o 3-1 deixando a Luz em delírio e a acreditar que ia chegar ao titulo.

Em 2009 com Quique Flores o Benfica só tinha vencido um campeonato desde o jogo de 1999. Corria atrás do primeiro lugar já na 2ª volta do campeonato e para vencer o Rio Ave foi preciso chamar Pedro Mantorras, o jogador do povo como Hélder Conduto lhe chamou nessa noite no relato para a RTP. Mas ainda não foi naquela época que o Benfica voltou a festejar um campeonato. Faltava-nos qualidade e jovens que sentissem o clube desde cedo.

Faltavam-nos jogadores como Rúben Dias que em 2018 são titulares naturais do Benfica e participam numa reviravolta épica num jogo com o Rio Ave.

 

Foram dois jogos e meio a sofrer com este Rio Ave. Só ao fim de dois jogos e meios é que o Benfica 2017/18 conseguiu dar a volta ao futebol dos vilacondenses. Fê-lo com força e à campeão. Aquela segunda parte faz-nos sonhar mas também nos faz pensar porque é que não pode ser sempre assim e, de preferência, logo de inicio nos jogos.

 

 

 

De 0-1 para 5-1 em 45 minutos. Golos todos marcados na Baliza Grande da Luz. Também só foi possível alimentar o mito da Baliza Grande porque o Rio Ave respeita a ordem natural de ataques do Estádio da Luz, ao contrário de outras equipas de verde, diga-se.

 

A conclusão a tirar desta goleada é que a atitude, a dinâmica, a motivação e o empenho, são mais importantes que qualquer 4-3-3 e que não é só por um jogador estar ausente que devemos sofrer com a questão da sua substituição. A maneira com que se abordou a 2ª parte é que é determinante, se foi com o Zivkovic ou com o João Carvalho, acaba por ser secundário. Mesmo porque deu para jogarem os dois e até foram os centrais a darem o exemplo de como se finaliza na área de cabeça.

 

Vou repetir o que disse sobre o Belenenses do Silas, o treinador do Rio Ave merece a boa imprensa que tem, merece elogios pelo seu futebol mas se não lutar com os seus jogadores para que estes não caiam na tentação do anti jogo com perdas de tempo primárias nunca poderá ter o cenário todo positivo. 

 

O sentimento de satisfação de uma vitória do Benfica é sempre o mesmo, seja contra o Régua em 1985, seja contra o Rio Ave em 1999, seja em plena luta pelo Penta, o que nos tem que interessar é sempre o Benfica. 

O golo do Rúben Dias festejado ali no Topo Sul da Luz com ele a bater no emblema e a olhar para os seus é um grande momento. Mesmo assim guardo com mais carinho o primeiro dele pela equipa principal, foi no Bonfim e os que lá estavam sabem como foi especial.

 

Viajar com o Benfica ao longo do tempo é um privilégio de uma vida.

 

PS: agora não se esqueçam de irem investigar a Taça de Portugal de 1985 por causa daquilo do guarda redes do Régua...

Belenenses 1 - 1 Benfica: Jonas Num Mal Menor

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 Sinto-me como naquela noite em que empatámos na Madeira com o União em Dezembro no caminho do Tri. Esperava muito mais no Restelo, pensava que a equipa ia embalar com o extraordinário apoio vindo das bancadas, mesmo com bilhetes a 30€ num 2ª feira à noite às 21h!

Quis acreditar que aquela triste imagem que ficou do final do jogo com o Chaves, com a lesão de Krovinovic, ia dar lugar a uma resposta forte dos seus companheiros e que a equipa não iria sentir assim tanto a sua falta.

Afinal, o Benfica esteve uns furos abaixo do que se viu nas últimas jornadas e o seu futebol atacante esteve quase sempre previsível. Só com passes a apelar à velocidade individual é que resultavam em perigo. Não se viu aquele fulgor atacante e é impossível não relacionar isso com a ausência de Krovinovic. Mesmo porque esperava que João Carvalho e Pizzi dessem conta do recado de caras e não aconteceu bem assim.

De qualquer maneira, na 2ª parte o Benfica fez o suficiente para chegar à vantagem. Primeiro com um penalti desperdiçado por Jonas, depois com uma jogada que Cervi não soube finalizar. A tal eficácia que já nos custou pontos na primeira volta. E depois o "Karma" do quem não marca sofre. Tal como no Bessa ou, mais recentemente, em Vila do Conde. O Belenenses chega ao 1-0 depois de ter estado mesmo perto do K.O..

Valeu ao Benfica uma atitude de acreditar até ao fim que valeu salvar um ponto com Jonas a marcar com mais facilidade um livre directo do que o penalti.

Vamos ver que danos reais são estes no futuro com a perda de dois pontos no Restelo.

Uma palavra para Silas. Eu até simpatizo com a figura e a atitude ambiciosa do Silas mas os jornalistas deviam ter confrontado aquele discurso pós jogo de estar numa clube grande que joga para ganhar, que nem tem de aceitar o empate e tal com a postura da sua equipa em campo o jogo todo. O Belenenses teve com primeira preocupação perder tempo. Começou no primeiro tempo e no segundo abusou. Então aquela queda do guarda redes sozinho na sua área enquanto o Benfica atacava foi escandalosa. Desculpa lá, Silas, mas se queres mesmo usar esse discurso então apresenta um futebol sem esses truques baixos de perda de tempo mesmo que com a ajuda do árbitro que nada fez para contrariar esse anti jogo.

 

Benfica 3 - 0 Chaves: Final Infeliz de Krovinovic

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 Das dúvidas que havia para este jogo, por ausência forçada de André Almeida, imperou o bom senso de Rui Vitória em não querer mudar a estrutura do meio campo para a frente de uma equipa que custou a montar durante a primeira parte da época. Assim, avançou Douglas para defesa direito, fez a sua estreia na Liga NOS, e manteve-se aquele que tem sido o onze habitual  dos últimos jogos.

A equipa voltou a entrar bem, focada, motivada, procurando a bola em terrenos muito avançados e disparou rumo ao golo antes que o Chaves conseguisse entrar com conforto no jogo.

Jonas confirma a forma superior que tem mostrado ao marcar em todos os jogos e aos 19' já o Benfica vencia por 2-0 com toda a naturalidade.

Os níveis individuais da equipa estão todos em alta e com indicadores de subida. Jardel está naquela forma que faz dele um central de referência arrastando Rúben Dias para um patamar de confiança que leva o jovem para uma titularidade indiscutível.

Na esquerda , Grimaldo e Cervi continuam numa sociedade imprevisível e com uma qualidade que chama para aquelas lados a participação de Krovinovic. Geralmente, saem dali boas oportunidades de golo. Fejsa está na melhor forma que lhe conhecemos. A defender é monstruoso a atacar revelou excesso de confiança que lhe fez perder alguns passes básicos, nada de grave. Depois, temos Salvio e Pizzi que cumprem sempre contribuindo para o colectivo ou tentando resolver a nível individual. Os números não mentem, Salvio assistiu Jonas para golo, Pizzi entrou na lista de marcadores da partida.

 

 

Ou seja, o Benfica mostra saúde e futebol que permite aos seus adeptos sonhar com o penta. Adeptos que disseram presente no Estádio da Luz de forma inequívoca, mostrando que sabem que chegou também a sua hora de empurrar a equipa para o sucesso como tem acontecido nos últimos anos.

O 3-0 é um resultado normal, a tal beleza da monotonia a partir dos 47', e a exibição é um sinal claro de que a equipa não quer saber da gigantesca campanha anti-Benfica que se vive em Portugal com o apoio de toda a imprensa e com dois cabecilhas que esta semana terão de ser muito originais para levantar a polémica do dia. Não está a funcionar, meus caros. A equipa do Benfica quanto mais é posta causa, melhor responde dentro de campo.

E por falar em polémicas, expliquem-me lá isto do VAR. Aos 67' o Pedro Tiba agarrou o Krovinovic, dentro da área, em clara falta. Aos 80', Bressan faz falta sobre Jonas na área do Chaves. Dois penaltis que o árbitro não quis marcar e que o VAR não viu. Já vamos em quantos penaltis ignorados por árbitros e VAR esta época? Foi por isto que tanto lutaram? Também não está a chegar para parar o Benfica mas irrita muito. Isso irrita.

 

Finalmente, uma palavra para Krovinovic. A partir daqui é tudo para ti. Foi das lesões mais parvas que vi na Luz. Dói muito perder assim o jogador que mais revolucionou o futebol do Benfica esta época mas, como já vimos em anos anteriores, esta é uma infelicidade que vai motivar mais a equipa. Espero voltar a ver o "Krovi" a sorrir lá mais para Maio no centro de Lisboa.

 

Braga 1 - 3 Benfica: O Minho é Vermelho e Branco!

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 Olhem bem para esta imagem porque isto é aquilo que a organização do campeonato e o canal de televisão que passa quase todos os jogos da prova não querem que se veja nem que aconteça. Isto é a massa anónima de adeptos do Sport Lisboa e Benfica que enche por completo uma das quatro bancadas da famosa Pedreira. Não é um canto da bancada, atenção. É mesmo a bancada superior toda!
A Sport TV não quer apontar as suas câmeras para a maior invasão anual de adeptos visitantes aquele estádio, não quer mostrar a força inexplicável de milhares e milhares de adeptos que não se importam de sujeitar às condições vergonhosas a que são sujeitos pela organização da prova, à falta de respeito dos responsáveis do clube do Minho, à afronta que é marcar um jogo no inverno que acaba perto das 22h30. São milhares de adeptos juntos que simbolizam o amor incondicional a um clube que suscita inveja e ódio sem par em Portugal e que alheios à maior campanha de difamação que este país já viu, superam todos os contras para mostrar a jogadores e equipa técnica que nunca estarão sozinhos e que nós acreditamos até ao fim neles. Mesmo que tenhamos de ficar mais uma hora num estádio vazio ao frio e massacrados por um sistema de som altíssimo a passar em loop cânticos dos adeptos do Braga. Pelo menos, deu para perceber que no meio do ódio que mostram conseguem adaptar cânticos que os adeptos do Benfica há anos entoam por esse país fora. Até aquele inspirado no Lisboa, Menina e Moça que no Minho faz imenso sentido.

Só para que fique uma ideia da maneira como se tratam os adeptos que pagam para ver um jogo da sua equipa no meio destas condições miseráveis fica a imagem da saída do estádio. Uma bancada inteira a ser encaminhada para duas miseras escadarias numa das pontas da bancada. Miseráveis!

 

Quem manda neste futebol devia reflectir sobre o facto de viver à conta desta paixão irracional de adeptos. É que por cada experiência destas, são mais os adeptos que prometem não voltar os pés na Pedreira do que aqueles que dizem ir buscar mais companhia para a próxima vez.

No meu grupo, por exemplo, já levei um benfiquista contrariado de Lisboa para Braga. Já tinha prometido nunca mais lá voltar devido a experiências anteriores. E eu sei que ele é que está certo. E voltou a viver momentos que dão razão à recusa em não voltar ali. Apesar disso tudo, fui eu que desafiei o lado irracional. Tinha um convite irrecusável há meses para almoçar na tarde do jogo com gente que muito estimo e que vive no norte do país. Desde que foi agendado o jogo para este fim de semana fomos moldando este almoço e convocando mais benfiquistas.

Não tenham dúvidas que é isto que mexe com a multidão vermelha, o Benfiquismo! A Liga de Clubes, a Sport TV, e todos os agentes que vivem à volta do nosso futebol não entendem a sorte que é ter uma multidão destas sempre pronta para comparecer onde o Benfica for jogar. Só tinham de estimar isso e não estragar. Mas, infelizmente, já perceberam que podem fazer tudo para estragar a experiência que a malta não desiste.

 

 

Lá fomos, um grupo de quatro benfiquistas, de Lisboa para Barcelos rumo a um almoço que se revelou inesquecível. Sem querer entrar em pormenores nem maçar os leitores, deixo a sugestão para uma experiência diferente ao nível gastronómico minhoto. Por norma, costumo deixar dicas de locais com preços simpáticos e comida boa em quantidade e qualidade. Desta vez, o conceito é mais requintado. Um espaço muito bonito com vista para Barcelos, uma decoração impecável e um conceito gastronómico que vai do melhor que os pratos da região oferecem para uma apresentação arrojada e elaborada. Entradas excelentes, pratos variados e óptimos, desde carne maturada a arroz de tamboril e uma sobremesas inesquecíveis. Vale a visita em ambiente familiar ou em turismo. Aliás, é esse o nome do espaço, Turismo Restaurante Lounge. Digam ao Jorginho que vão daqui. A todos que partilharam esta mesa, um grande abraço de agradecimento por mais uma bela tarde de benfiquismo.

 

E só por isto já estava justificada viagem ao Minho. Obviamente, o convívio foi óptimo mas o motivo principal não nos deixava fazer a digestão como deve ser. Havia um jogo muito complicado para ganhar e era o resultado que ia determinar a disposição da viagem de volta.

 

O Benfica em Braga confirmou tudo o que tenho vindo aqui a escrever em jogos para o campeonato nos últimos meses. A equipa entrou bem e desinibida, como no Dragão, focada e determinada em vencer, como no derby, e mostrou qualidade e processos bem definidos no seu jogo que resultou em golos e na vitória como em Tondela ou Moreira de Cónegos. Este Benfica luta pelo título, por muito que nos queiram chamar bonecos, por muito que insistam que só ganhamos com esquemas. Mais uma vez, três golos sem espinhas que resultam de uma qualidade atacante superior, três golos bonitos sem a ajuda de ninguém. Um lance duvidoso de vídeo árbitro que, obviamente, voltou a não dar em nada. Mais um penalti para juntar à enorme lista de perdões.

 

Quando me perguntam como é que ainda tenho paciência para passar um sábado na estrada e não ficam convencidos com a resposta básica de ser por benfiquismo, por amizades com benfiquistas, então tenho uma boa imagem para vocês. Estar na bancada a ver o Jonas começar uma jogada dando a bola para a direita, ver o André Almeida a correr e a preparar um cruzamento para área, fixar o olhar na bola, ao mesmo tempo desviar o foco para ver que Jonas já lá está pronto para cabecear e viver o momento em que a bola sai da cabeça de Jonas para o fundo da baliza. São 5 segundos? Serão 3 segundos? Não sei, são instantes que ficam cravados na memória para sempre e que suscitam um sentimento que não encontra igual em mais nenhuma ocasião da vida. Um golo belíssimo do Benfica vivido no estádio, longe de casa, a horas do nosso local de conforto. Maravilhoso. Enquanto formos sentindo isto não há organização da Liga que nos feche em casa, não há transmissões da Sport TV que disfarcem a nossa paixão. Não há inveja nem ódio neste país que nos faça desviar um milímetro da paixão e do orgulho imenso que temos em sermos Benfica!

É isto que eles não entendem, é isto que os motiva a viver para acabarem connosco.

Lamento, mas vão ter que levar com o mar vermelho até ao fim.

Para terminar, a viagem de regresso é dura mas há sempre aquela sandes de leitão para nos motivar até casa. O Benfica não se explica, vive-se.

 

Moreirense 0 - 2 Benfica: O Dia da Explosão dos Rivais

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 Primeira deslocação de 2018 e vitória do Benfica. Era o que se queria. Começar bem o ano fora da Luz, encerrar bem o ciclo da primeira volta do campeonato, cumprir o dever antes dos rivais e ter um fim de tarde sossegado neste primeiro domingo do ano.

A tarefa não se adivinhava muito difícil, pois o Benfica tem sido feliz historicamente em Moreira de Cónegos. Pedia-se continuidade à boa exibição do derby e foi o que aconteceu. O Benfica entrou bem e justificou a vantagem ao longo da primeira parte. O onze do Benfica está encontrado, Rui Vitória só teve que lançar Samaris no lugar do ausente Fejsa e improvisar Keaton Parks no lugar do grego que se lesionou antes do intervalo.

A asa esquerda do Benfica está a fluir bem, Grimaldo e Cervi dão muita qualidade ao ataque que fica irresistível com o aparecimento de Krovinovic que descai para junto da dupla muitas vezes, daí resultam triangulações que colocam a bola em zonas de finalização com facilidade. Aí Jonas é o rei. Fez uma assistência exemplar para Pizzi fazer o 1-0. Já tinha enasaiado um passe assim antes, Jonas assistiu Krovinovic mas a bola saiu ao lado.

Aqui o único reparo é a falta de eficácia. Uma característica desta primeira metade de 2017/18, o Benfica constrói demasiado para aquilo que aproveita. Ficar só no 0-1 é um risco demasiado sério como já se tem visto noutras partidas. No Minho sentiu-se esta atracção pelo abismo quando a meio da 2ª parte Varela negou o golo do empate. Foi um período do jogo que o Moreirense controlou o jogo e o Benfica não conseguia sair do seu meio campo. Se a equipa tivesse feito mais golos, e oportunidades não faltaram, não se sofria tanto durante aqueles minutos.

Depois, entrou João Carvalho que voltou a mostrar ao que vem tal como em Setúbal. Rápido na pressão atacante, rouba a bola e serve na perfeição Jonas que "só" teve que tirar um defesa pela frente e fazer o 0-2 da tranquilidade.

Vitória normal, missão cumprida.

 

O melhor desta tarde viria depois. À noite veio o inesperado tónico que faltava a este Benfica.

Tal como expliquei na crónica do derby, os rivais andam a viver numa realidade virtual que não os favorece quando são confrontados com factos. Os departamentos de comunicação dos rivais andam a vender uma realidade aos seus treinadores que não bate certo com os pontos na tabela classificativa. Esse facto levou à explosão dos dois no mesmo dia.

Sérgio Conceição não se conteve depois de um jogo mais complicado do que estava à espera e disparou contra Rui Vitória. Tudo a fazer lembrar Jorge Jesus no ano do Tri. O mesmo Jorge Jesus, que ainda agastado com o banho de bola salvo por mãos alheias, atirou que este ano é tudo para Porto e Sporting.

Será?

Se o Benfica fizer o Penta alguém vai querer saber das noites europeias ou das Taças? Não me parece.

Sérgio, sei que não estavas por cá mas a última vez que se atiraram dessa maneira a Rui Vitória o resultado foi bom para o Benfica. Só para esclarecer.

 

Eles já explodiram, afinal o pobre e acabado Benfica que está debaixo de fogo intenso com ofensas diárias e ataques nunca antes vistos em Portugal está ali a espreitar, ganha em Tondela, ganha em Moreira de Cónegos, tem Jonas, os putos continuam a aparecer na equipa principal. Enfim, uma chatice.

Vamos lá ver se esta jornada que marca o fim da primeira volta é o momento de viragem deste campeonato. Nada que já não tenha acontecido. Obrigado, rivais.

Vitória de Setúbal 2 - 2 Benfica: O João Carvalho Entende-me

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 João Carvalho faz uma recepção magistral já em plena área do Vitória. Perto da linha de fundo rodopia sobre adversários e num ápice mágico fica virado para dentro de campo podendo assistir na perfeição Seferovic que fez golo. Toda a magia de João Carvalho aconteceu ali à minha frente a uns metros da nossa bancada. Lembrei-me logo daquela roleta do Miccoli contra o Beira Mar na Luz. Também à minha frente.

Porque é que vi as duas? Por sorte? Não. Por convicção. Por exemplo, o que me fazia ir ver um Beira Mar à Luz na altura do Miccoli? O italiano nunca foi campeão pelo Benfica, nunca ganhou nada pelo Benfica, que me lembre. Mas faz parte do imaginário dos adeptos aquele momento mágico contra o Beira Mar. Quantos estavam na Luz? Estavam aqueles que consideravam que era digna a sua presença num jogo oficial do Benfica.

Tal como ontem no Bonfim. Aquela bancada reservada a visitante estava mais bem composto do que em 80% dos jogos para o campeonato que ali se disputam.

Já não contava para nada? Está bem, e então? Quantas vezes em tantos anos que acompanhamos o Benfica já vimos jogos oficiais do Benfica que não contavam para nada? Eu vi muitos. E vivo bem com isso.

 

O que não entendo é a pergunta: Tu foste a Setúbal?!

Fui. E vi o Ruben Dias a marcar um golo pelo Benfica. Aquele momento que esperava há vários anos depois de o ver evoluir em todos os escalões de formação que a BTV acompanhou. Ontem foi noite do menino cumprir o seu destino. Gostei muito de estar lá para o aplaudir. Tal como aplaudi a magia do João. Momentos que já valeram a viagem.

 

Por muito que queiram convencer-me que nós, os que fomos ao Bonfim, é que somos os malucos, não vão conseguir.

Hoje em dia tudo é muito claro. Há uma realidade simples e clara, ir ao estádio e ver a equipa de que gostamos. Depois, há outra realidade, bem mais popular actualmente, que é ficar agarrado às televisões, às redes sociais, às notificações dos smartphones e reagir euforicamente ao maior e mais vergonhoso ataque de sempre concertado entre dois clubes e a maior parte da comunicação social contra o Benfica.

Sim, nós comprámos os jogadores do Rio Ave, sim nós comprámos cinco, ou mais jogos, nos últimos anos. E a seguir vão descobrir que comprámos o Bryan Ruiz, e o Marega e todos os jogos dos últimos 4 campeonatos e corrompemos todas as 12 competições que vencemos das últimas 16 em disputa. Isto enquanto o Sporting soma mais não sei quantos campeonatos ganhos por magia e o Porto vence o prémio nobel da gestão desportiva da UEFA. Eu vivo bem com isto tudo porque prefiro ir ao Bonfim ver o João Carvalho e o Ruben Dias a brilharem num jogo que não conta para nada. Porque vou com a mesma vontade com que fui ver o Basileia na Luz. É a mesma motivação que me fez ir a Vila do Conde ver o Benfica no tal jogo que nós comprámos. Tive oportunidade de ver como foi fácil vencer esse jogo.

 

Enquanto tiver vontade de ir ver os jogos, vivo bem com isto tudo. O João Carvalho entende-me.

Benfica 2 - 2 Portimonense: 2ª Parte Inaceitável!

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 Por alturas da conquista da Taça de Portugal em Maio deixei aqui um recado a todos os benfiquistas que viraram costas à cerimónia da entrega da taça. Pedi que nunca se cansem de vencem. Nunca desprezem a conquista de um troféu. Nunca deixem de festejar um triunfo do Benfica numa competição. Nunca pensem que será sempre assim ou que é fácil.

Isto aconteceu a meio deste ano e nunca me passou pela cabeça voltar aqui ao assunto. Muito menos para mudar o foco para jogadores.

Sim, desta vez a mensagem para os jogadores. Isto é o Benfica e aqui ninguém se pode cansar de ganhar. Somar triunfos e títulos nunca pode ser aborrecido nem um problema, tem que ser a normalidade do clube. Noites más todos temos, jogos de desfecho injusto podem acontecer, surpresas desagradáveis em jogos que não era suposto perder fazem parte do futebol. Agora, achar que a tarefa está concluída antes de tempo ou deixar o destino em mãos alheias é inaceitável. Hoje tenho que pedir aos jogadores que representam o clube, não se cansem de vencer. Não se cansem de jogar finais, não se cansem chegar mais longe. Isso não faz sentido.

Não é aceitável deixar o Portimonense voltar ao jogo depois de uma vantagem de dois golos. Como disse o Jonas, não é aceitável deixar o adversário jogar à vontade. Havia um objectivo para cumprir, não eram só os 3 pontos, era necessário também fazer golos e criar pressão nas outras equipas.

O Benfica vinha de uma bela exibição no campeonato, começa o jogo na Luz a vencer com um bonito golo, chega ao 2-0 e tem tudo para fazer do último jogo na Luz em 2017 uma digna despedida.

Inexplicavelmente, na segunda parte a equipa eclipsou-se!

Todos os jogadores do Benfica precisam de renovar a ambição a cada jogo. Tem sido assim, pelo menos, nos últimos quatro anos. Hoje não era noite para facilitar. Mais de 20 mil adeptos disseram presente nas bancadas numa 4ª feira à noite antes do Natal. As escolhas de Rui Vitória foram no sentido de levar muito a sério a partida e, por isso, só aconteceram 3 alterações de campo mais o guarda redes. Nada fazia prever um final tão amargo mas foi o que aconteceu.

A sério, nunca se cansem de ganhar.

Tondela 1 - 5 Benfica: A Lei da Eficácia

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 Começo por desejar que esta 2ª feira de manhã a cidade de Tondela amanheça com toda uma nova mentalidade. Espero que tenha tido efeitos práticos mais uma proibição de entrada de adereços benfiquistas numa das bancadas de um pequeno estádio que esgota para ver o Benfica. Ao fim de dois anos e meio na 1ª divisão, ao quinto encontro com o Benfica, o segundo em casa própria, o Tondela resolveu seguir os passos da pequenez e contrariar a liberdade de expressão que o país conquistou em 1974. É pena porque o clube é treinado por Pepa que tem contribuído muito para melhorar o ambiente e as mentalidades de quem vive do futebol. Já alinhou em fazer uma conferencia de imprensa em conjunto com o treinador do Rio Ave, tem um discurso interessante, não hesitou em boicotar a conferência de imprensa antes deste jogo, em protesto por terem a mesma sala vazia antes de jogarem contra outras equipas.

Assim, Tondela a partir de agora terá uma nova mentalidade que permite ao clube encher o estádio só com adeptos da casa.

 

Segundo tema vai, mais uma vez, para o contexto da transmissão do jogo pela Sport TV. Primeiro, um elogio aos comentários de Vítor Paneira, tão bem que parece fácil. Segundo, um agradecimento ao reportes Carlos Matos Rodrigues por nos ir informando sobre o desenvolvimento do jogo quando o canal entra em louco loop de repetições. Por exemplo, ficámos a saber que um dos lançamentos laterais foi parar às mãos dos jogadores do Tondela porque o árbitro considerou mal efectuado primeiro por um jogador do Benfica. Não vimos mas ouvimos.

 

Portanto, já deu para perceber que não houve roteiro gastronómico. Por razões profissionais fiquei em Lisboa e por isso acompanhei pelo canal do costume.

 

Quanto ao jogo, estou satisfeito com o que vi porque veio dar razão ao pensamento com que fiquei depois de Vila do Conde. Aquela primeira parte na Taça merecia outra sorte.

Hoje o Benfica voltou a repetir a boa exibição na primeira parte, chegou cedo ao golo mas, desta vez, conseguiu ampliar até 0-3 antes do intervalo. Faz toda a diferença, a lei da eficácia.

O Tondela abordou o jogo com uma expectativa errada, Pepa calculou que a equipa do Benfica ia estar arrasada física e moralmente. Reforçou o meio campo, pressionou alto, impôs ritmo muito forte e conseguiu dividir o jogo nos primeiros minutos. Mas assim que Pizzi e Krovinovic conseguiram agarrar no jogo e envolver Salvio e Cervi na partida, a equipa de Rui Vitória foi avassaladora. Ao contrário de jogos anteriores, esta noite tudo saiu bem. Até Pizzi voltou às grandes exibições! Salvio, que a meio da semana foi infeliz na finalização, hoje fez um golo de cabeça.

 

 

É certo que este Tondela não tem a qualidade do Rio Ave mas a ideia que fica é que quando não se falham golos cantados a equipa parte para exibições seguras e com momentos de jogo muito agradáveis. O onze está escolhido, o 4-3-3 veio para ficar e em jogos como este faz todo o sentido.

Jonas voltou a marcar, bisou, Krovinovic assume-se como mais valia, e Grimaldo surpreendeu ao interpretar um raro lance de bola parada, um canto, neste caso, que Jonas concretizou em golo. Tudo a correr bem. Até o golo do Tondela é desculpado no meio disto tudo.

Um desfecho natural com a qualidade do Benfica a vir à tona. Se o futebol fosse justo teria dividido melhor os sete golos dos últimos dois jogos. Mas não é e o difícil é fazer com que sejamos nós a controlar esse equilíbrio.

Foi o último jogo de campeonato para o Benfica em 2017. Fechou o ano civil com uma bela exibição, o ano em que se festejou o inédito Tetra. Que o próximo seja assim tão bom.

Rio Ave 3 - 2 Benfica (Após Prolongamento): A Derrota Interna Mais Amarga da Época

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 Estive no Algarve no jogo com o Olhanense e fui à Luz ver a eliminatória com o Vitória de Setúbal. Estive para ir a Vila do Conde mas acabei por ficar em Lisboa por motivos profissionais. Quero começar por mandar forte abraço a todos os que viajaram até ao Estádio dos Arcos a meio da semana para apoiar o Benfica num jogo que acabou perto da meia noite e ambiente de inverno.

Obviamente, esperava que esta caminhada acabasse no Jamor. Espero sempre. E como nos últimos anos até temos ido com alguma regularidade a finais, não esperava menos esta época.

A apreensão da altura do sorteio confirmou-se hoje em campo. O Rio Ave joga bem, é forte em casa e já em Agosto não tínhamos passado lá.

A diferença para as outras eliminatórias é que, desta vez, Rui Vitória não fez rotação e foi com a sua melhor equipa para dentro de campo mostrando o respeito pelo adversário e pela competição que se esperava.

Ironicamente, o Benfica esta noite fez a melhor primeira parte da época. Faltou concretizar mais oportunidades, particularmente Salvio devia ter feito pelo menos um golo. A equipa ficou-se pelo golo de Jonas, excelente, por sinal, e foi para o intervalo a vencer.

Na 2ª parte confirmou-se que os falhanços da 1ª parte iam sair caros. O Rio Ave acertou posições, foi até ao fim com as suas ideias, futebol de posse de bola, construir desde trás, pressionar alto e deu espaço aos seus melhores artistas para brilharem. Criaram dificuldades e conseguiram dar a volta ao 0-1.

A partir da altura em que se viu a perder, o Benfica nunca mais teve o controlo do jogo nem das emoções, andou sempre a correr atrás do prejuízo dando tudo para evitar a eliminação. Jonas permitiu a defesa de Cássio numa grande penalidade perto do final dos 90'. Aliás, Cássio defendeu quase tudo o que havia para defender. A história da sua carreira contra o Benfica, sempre o melhor em campo.

Com muito coração o Benfica evitou a derrota por Luisão num canto muito perto do final do minuto 90. Alivio e esperança, foi o que se sentiu no universo Benfica. O problema é que logo depois o capitão sai de campo com uma lesão e deixa a equipa desequilibrada e já com as três substituições feitas.

O Benfica partiu para o prolongamento com a equipa toda remendada e improvisando posições. A expectativa era de atacar porque a maioria dos seus jogadores em campo tinham essas características, mesmo com menos um jogador.

Mas o Rio Ave manteve o seu plano de jogo e rapidamente chegou à vantagem no prolongamento. Aí a equipa do Benfica já não teve mais coração para voltar ao jogo.

Os jogadores deram tudo, a primeira parte não deixava adivinhar um fim tão negro, jogou a equipa mais forte. O Rio Ave tudo aguentou e passa com mérito aos 1/4 de final da Taça de Portugal.

Sinto o mesmo vazio de há dois anos. Na altura eliminados em Alvalade. É duro quando se percebe que não vamos voltar ao Jamor, no fundo é o fim da magia daquela tarde chuvosa de Maio que nos deu mais uma Taça de Portugal. A seguir vencemos a Supertaça e pensamos que voltar ao Jamor é um destino que ninguém nos pode tirar. Dói quando sentimos que esta época não vamos lá. Espero que este vazio volte a dar lugar à alegria de vencer o campeonato como há dois anos.