Sexta-feira, 6 de Abril de 2012
Chelsea 2 - 1 Benfica : Crónica de uma Viagem

Quando nos saiu a bola do Chelsea no sorteio dos 1/4 de final da Champions League a minha primeira reacção foi qualquer coisa como "eu tenho de estar lá". Não só pela importância do jogo, não é todos os anos que vemos o Benfica entre as melhores oito equipas da europa, mas também pelo facto de Londres ser a cidade que eu mais gosto depois de Lisboa.
Em 1984 tive a sorte de ir com o meu pai para Londres. Tinha eu onze anos e aquela viagem marcou-me para sempre. Depois disso já lá voltei quatro vezes e sei que não foram as últimas. Ainda em Novembro lá estive uns dias antes de ir para Manchester ver o Benfica mas faltava-me estar em Londres com o Benfica.
Após uma primeira consulta de preço fiquei assustado e com a ideia que não ia dar uma vez que os preços de Londres - Lisboa estarem muito caros por causa das férias da Páscoa. Como nestas casos há mais amigos com a mesma vontade rapidamente fui informado que dava para encontrar preços mais em conta mas com mais trabalho ao nível das viagens. Avião de Faro - Birmingham e regresso por cerca de 100€ já entrava mais no orçamento. Junte-se a possibilidade de estadia em casa de um amigo de amigos e o projecto Chelsea nascia.
Tudo começou 2ª feira depois do dia de trabalho. Fomos três de carro para o Algarve. Paragem em canal caveira para um belo jantar à antiga e siga para os bares da Oura para um aquecimento do que íamos encontrar nos dias a seguir. O entusiasmo de virar umas cervejas enquanto se fazia a previsão do que podia acontecer em Londres fez com que as horas de sono fossem reduzidas a muito menos do que o mínimo exigível. Felizmente um de nós tinha casa disponível em Olhos d'Água o que melhorou imenso a logística. O voo era às 8h55 da manhã daí as horas entre o violento acordar e o embarque em Faro foram penosas.
Felizmente voltei a ter sorte com os vôos da Ryanair que continua a abusar da paciência dos seus passageiros ao não cumprir os vôos que vende. Eram muitos os que tinham ficado sem ligação para Inglaterra e outros mais iriam sofrer do mesmo tendo que passar horas e horas em Faro à espera.
O nosso avião saiu atrasado criando alguma apreensão já que tinhamos comprado os bilhetes de combóio Birmingham-Londres para as 13h. Afinal tudo correu bem e chegámos bem a tempo. Para que saibam o aeroporto de Birmingham é tão prático e organizado como os de Londres. Não há como nos enganarmos, orientações precisas e nem é preciso pedir ajuda a ninguém.
A viagem de comboio para Londres voltou a ser tão confortável como já tinha sido as de Londres-Manchester-Londres. Torna-se fácil arranjar alternativas mais baratas não indo directo a Londres.
Um dia inteiro em Londres para passar pelos locais mais emblemáticos, matar saudades de Picadilly, passar por um inevitável Mac. e atacar pubs e pints. Engraçado como é tão fácil a adaptação aquele estilo de vida londrino. Ao fim do dia já estávamos perfeitamente integrados. À noite encontro com outros companheiros de viagem em pleno Soho num bar onde o forte era jarros de cerveja. Cenas de ingleses.

Na 4ª feira ataquei um verdadeiro pequeno almoço britânico que deu quase para o resto dia todo em termos de alimentação. Em Oxford Street finalmente senti o Benfica na cidade. Muitos grupos de benfiquistas exibindo camisolas e cachecóis. Entrei na loja da Adidas e um dos seguranças meteu conversa. O respeito que aquela gente continua a ter pelo Benfica é incrível. Desejou a nossa vitória porque ele é do Arsenal e falou com admiração de Pablo Aimar, Cardozo e Javi!
Ainda deu para encontrar um amigo de longa data com quem comecei a ir ver os jogos do Benfica fora da Luz. Já não nos víamos há uns bons anos e ali em Oxford Street pusemos a conversa em dia sempre movidos por essa paixão comum chamada Benfica.

O aquecimento para o jogo foi feito num pub a duas estações de metro do estádio. Um ponto de encontro tão concorrido que acabámos por encher o espaço com as nossas cores. Deu para conhecer a boa gente benfiquista que vive em Londres, que já nos contactavam via redes sociais, e para encontrar a malta do costume a rapaziada que ajuda a marcar o nome do Benfica por essa Europa fora sempre apoiando a equipa. Não deixa de ser engraçado caminhar pelo bairro de Fulham (o estádio deles é muito perto de Stamford Bridge) entre cânticos benfiquistas.

Fui confirmando as minhas suspeitas em relação ao Chelsea, clube de bairro sem o ambiente em volta do estádio de outros clubes ingleses que já visitei. Só muito perto do estádio se percebe que há jogo e os adeptos azuis são demasiado pacíficos, até sorriem para a imensa e habitual festa que os portugueses montam nas ruas. Um estádio que aparece no meio de prédios com uma fachada que podia ser o edifício de uma qualquer multinacional, pouco cheira a futebol por ali.
Para irmos para a nossa bancada tivemos que continuar pelas ruas do bairro até encontrarmos a nossa porta. Antes de entrarmos uma rápida visita à loja do Chelsea para comprar o habitual cachecol do jogo e o programa. Entrada com direito a três revistas de segurança! Entrada pelos tradicionais torniquetes apertados e entrada para a bancada inferior.
A visão do nosso sector é impressionante. Estava cheio e todos acreditavam numa grande noite apesar de virmos a perder de Lisboa, apesar de não termos nenhum central a jogar e termos lá o Emerson. Mais uma vez percebi que ser do Benfica é mesmo isto, acreditar sempre!
Os jogadores perceberam a nossa crença e partiram para um jogo magnífico. Talvez a exibição mais categórica que vi do Benfica em Inglaterra, ironicamente foi a primeira vez que vi o Benfica perder.

Quando começo a ver a confiança de Javi e Emerson lá atrás, a tranquilidade com que Matic assumiu o meio campo, a vontade com que Bruno César, Gaitan e Witsel estavam em levar o jogo para a frente e a classe com que Aimar pegava no jogo senti o tal enorme orgulho de ser benfiquista. Isto tinha tudo para correr muito mal mas a verdade é que vi o Benfica a jogar cara a cara com o milionário Chelsea e até ao penalti o jogo estava mesmo muito aberto. Depois vem a expulsão do Maxi e aí pensei que tinha acabado a nossa resistência.
Eu não vou discutir a expulsão e o penalti mas tenho que dizer que raramente vi o Benfica fazer 11 faltas e receber cartões em metade delas. Isto em lances que quando aconteciam a Lampard ou Ramires não tinham o mesmo tratamento. Isso revoltou-me muito porque senti que nos estavam a condicionar e a complicar ainda mais uma tarefa que já era muito dura. Daí ter aderido espontaneamente ao cântico "Michel Platini" que agradou a Jesus e , pelos vistos, a Vieira. Foi um grande momento de ironia na bancada a mostrar que os adeptos do Benfica sentem-se como peixe na água em estádios ingleses.

Pela número enorme de SMS que recebi durante a noite a elogiar o nosso apoio fiquei esclarecido quanto ao sucesso da nossa missão na bancada. Junte-se a esse apoio os momentos em que Aimar pegava na bola com aquele equipamento encarnado e branco, o mais bonito em anos e anos, e a viagem já estava mais do que paga.
Ao intervalo uma surpresa que mostra a cultura destes ingleses e a sua paixão pelo futebol. Chamaram John Mortimore para o homenagearem e dar uma volta ao campo de maneira a ser aplaudido pelas adeptos das duas equipas. Foi um grande momento. Ele que como jogador fez carreira no Chelsea e como treinador teve duas passagens pelo Benfica sendo que a 2ª recordo-me bem e ao pormenor. Depois de ter estado de 1976 a 1979 ganhando um campeonato, voltou entre 1985 e 1987 ano em que ganhou campeonato e taça. Depois da dobradinha foi despedido pela Direcção que se queixava que a equipa não jogava um futebol bonito! Coisas nossas... Foi um prazer revê-lo e aplaudi-lo.

Para a 2ª parte estava reservada uma das melhores exibições que já vi do meu clube com uma equipa remendada, com menos um jogador e a jogar fora de casa nos 1/4 de final da Champions. Merecíamos melhor sorte, o golo de Javi podia e devia ter aparecido mais cedo mas Cech não deixou. Olhava para os ingleses à minha direita e via-os completamente enervados com as corridas de Nelson Oliveira e Rodrigo e com as oportunidades de Yannick tudo com o carimbo de Aimar.
Há imagens que vão ficar na minha memória, a defesa de Cech a remate de cardozo e o arco errado que a bola de Nelson Oliveira e o ambiente de pânico de Stamford Bridge antes do livre de Aimar aos 90'. Infelizmente saiu mal e acabou por dar no 2-1 mais enganador da noite europeia.
Apesar da derrota acabei o jogo satisfeito com a grande exibição dentro e fora de campo e senti um enorme orgulho de ser do Benfica.
Na saída confirmou-se que os adeptos do Chelsea são tão bem comportados que a polícia não hesita em deixar-nos sair todos ao mesmo tempo. No caminho para o metro ouvi muitos elogios ingleses à exibição do Benfica e aos seus adeptos e são esses elogios que guardamos para nós com mais carinho. De nós o que mais ouviram foram palavras de incentivo para o ... Barça. Espero que os catalães vulgarizem a equipa de David Luiz sem dó.

No dia seguinte acordar e saber que a equipa foi recebida com honra no aeroporto de Lisboa deixou-nos contentes. Foi uma recepção justa. A nossa viagem de regresso começou cedo e correu bem novamente. Comboio a hora de Euston para o aeroporto de Birmingham e vôo dentro do horário para Faro onde encontrámos chuva e frio pior que Londres, tal como em grande parte da viagem para Lisboa. Uma última palavra para um dos assistentes do bordo da Ryanair absolutamente fora do normal. Gozão e bem disposto anunciou que havia no menu cozido à portuguesa, bacalhau à braz ou francesinhas entre outras tiradas hilariantes e é aqui destacado porque a primeira coisa que disse foi: "Bem vindos... o Benfica é o MAIOR!". Ainda a meio disse que podíamos usar os cartões de telefone que estavam a vender para chamarmos a polícia e darmos conta do roubo do Benfica e à chegada despediu-se com saudações benfiquistas para gáudio de um avião esgotado na maioria por benfiquistas. Bem hajas rapaz!
A viagem com o Benfica a Londres merecia sem dúvida um resultado melhor mas valeu e muito por mais uma demonstração de benfiquismo numa Inglaterra que nos respeita e admira. Terminou de maneira muito digna a nossa época europeia. Uma bonita época, diga-se.
Terça-feira, 3 de Abril de 2012
Até 5a feira em Londres
Vou até Londres apoiar o Benfica! Até já.
Segunda-feira, 2 de Abril de 2012
Skomina em Londres
A UEFA designou o árbitro esloveno Damir Skomina para dirigir o jogo entre Chelsea e Benfica, a ter lugar quarta-feira em Stamford Bridge, referente à segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões. Skomina apitou o empate (1-1) das águias com o Manchester United, no Estádio da Luz, na fase de grupos da Champions. Na época 2009/10, esteve na vitória (2-1) em Marselha, que apurou os encarnados para os quartos de final da competição.
in A Bola
Quarta-feira, 28 de Março de 2012
Benfica 0 - 1 Chelsea

Hoje não contem comigo para lamentações e rasganços.
Primeiro porque a eliminatória vai precisamente a meio, segundo porque hoje o Benfica fez aquilo que dele espero e exijo: lutou por um resultado melhor, apresentou a espaços bom futebol, criou oportunidades de golo, obrigou a defesa milionária de Londres a cometer erros que até podiam ter dado grande penalidade e não envergonhou ninguém.
Acontece que isto é um jogo e do outro lado está uma equipa que se pretende vulgarizar mas na realidade tem um orçamento e capacidade financeira que começa onde a nossa acaba, por isso é que do lado deles esta noite estavam David Luiz ou Ramires, por exemplo.
A magia das noites europeias é esta, saber que vamos enfrentar clubes de dimensões económicas incomparavelmente maiores que a nossa e sentir que os podemos vencer no relvado com os nossos rapazes porque acreditamos que mesmo com ordenados mais modestos jogam mais que os adversários. Daí a criar-se uma ideia geral que o Benfica é favorito para ganhar a eliminatória vai uma enorme diferença e quem vive com esse cenário está a viver outra realidade que não a minha.
O encontro estava repleto de curiosidades porque embora nunca tenhamos jogado oficialmente com o Chelsea o clube inglês habitualmente faz parte das nossas conversas de futebol nos últimos 10 anos. Hoje tinham portugueses que serviram o nosso rival nortenho, tinham ex jogadores nossos, tinham figuras carismáticas que nos habituámos a ver e respeitar como Terry ou Lampard, vindo do banco, usou Torres que nos afastou há 2 anos da Liga Europa... Enfim, uma noite europeia daquelas bem recheadas e com uma temperatura de verão.
O Benfica não foi feliz na finalização, o desacerto na hora de rematar e a segurança de Cech justificam o raro nulo com que chegámos ao fim do jogo. Para piorar a situação acabámos por sofrer um golo que vem dar importante vantagem ao Chelsea. O golo explica muito do que está errado no Benfica desta época: uma jogada no nosso lado esquerdo defensivo, onde pontifica um dos maiores mistérios da Era J.J. , e uma falta de inteligência perturbadora de quem está no raio de acção do ataque do Chelsea, ou seja, à semelhança do que aconteceu no golo de James há umas semanas voltámos a não matar um contra ataque que acabou em golo. Ninguém faz a chamada falta cirúrgica em meio campo que andam a correr atrás da bola.
Já antes Mata perdeu uma grande hipótese para marcar ao acertar com a bola no poste da baliza artur completamente deserta. O Chelsea, portanto, veio com a lição bem estudada, percebeu que tinha de atacar pelo seu lado direito e pressionar gente como Jardel ou Emerson. Acabou por vencer o jogo.
Não percebi a troca de Aimar (que não joga no sábado) por Matic e não faria as substituições que Jesus fez. Mas isso é irrelevante para o caso, o treinador de certeza que tentou melhorar a equipa apostando no ataque de Rodrigo e velocidade de Nolito. Não resultou, paciência.
Senti que a equipa fez o que pôde para conseguir um resultado positivo, o Chelsea foi mais feliz e fez por isso.
Por mim não há drama nenhum. Eu encaro estes jogos como um bónus durante a época. Não exijo ao Benfica mais do que fez hoje. Lembro que também não andei a dizer em Julho que nem entrávamos na fase de grupos como vi e ouvi muita gente a dizer. Estamos a disputar os 1/4 de final da Champions, temos feito uma das melhores épocas europeias dos últimos largos anos. Não exijo a conquista da Champions, sonho como isso mas não exijo.
Anoto com curiosidade o entusiasmo que se viveu hoje nas bancadas da luz sentindo uma ponta de mágoa ao ver que os adeptos estão como alguns dos nossos jogadores: só se entusiasmam e motivam a sério quando vêm do outro lado craques de nível mundial. Muitos dos que hoje resistiram nos seus lugares até depois do jogo terminar só para aplaudir um ou dois ex jogadores nossos são daqueles que não viram o golo da vitória contra o Marítimo na época passada porque já iam a correr fora do estádio em direcção a qualquer local mais interessante, só para dar um exemplo.
Foi uma noite bonita e faltam 90' em Londres para ver quem segue para as meias finais. Vou estar em Stamford Bridge e acredito sinceramente que o Benfica vai fazer um golo lá e disputar a eliminatória até ao fim. Por mim ainda tudo é possível. Eu já vi o Benfica brilhar em Anfield Road e Old Traford, porque não Stamford Bridge?
Agora é urgente esquecer este bónus e voltarmos à realidade que é o jogo de sábado contra o Braga. Este campeonato ainda está ao nosso alcance, eu continuo chocado com o que vi em Olhão por isso só peço que se redimam no próximo jogo e deixem o Chelsea em paz. Também que os nossos adeptos fizessem de conta que o Drogba, Lampard ou Terry jogam no Braga e enchessem o nosso estádio com esta alegria que se viveu hoje. É que esse jogo é que nos interessa mesmo a sério.
Para a 2ª mão fica o meu palpite aqui: vitória do Benfica por 1-2.
Terça-feira, 27 de Março de 2012
Benfica - Chelsea
Domingo, 25 de Março de 2012
O Benfica Visto Pelo The Guardian
Benfica ignore homegrown talent but the accent is still on Portuguese
Chelsea's opponents in the Champions League quarter-finals on Tuesday now prefer Brazilian imports
Benfica supporters are happy to see a side without Portuguese players as long as they are successful. Photograph: Armando Franca/AP
The Lusophone connection is the tale of how a famous west London footballing parish became a Portuguese enclave. When José Mourinho moved from Porto to Chelsea in 2004, bringing the defenders Ricardo Carvalho and Paulo Ferreira with him, a stream of fellow Lusophones followed as Portuguese became the club's second language, and the Blues began the most trophy-laden era in its history.
José Bosingwa, the Brazilian Alex and the naturalised Portuguese Deco, the coach Baltemar Brito and André Villas-Boas – as opposition scout, then later as manager – were just some who would turn a club headed by the English yeomen John Terry and Frank Lampard into Little Portugal.
Last year David Luiz, another Brazilian, arrived from Benfica; he is in line to face his former club when Roberto Di Matteo's resurgent side meet in the opening leg of their Champions League quarter-final in the Estádio da Luz in Lisbon on Tuesday.
Meanwhile, Eusébio's famous old club are moving in the opposite direction and it could be argued that Chelsea are now more Portuguese than Benfica. In the latter's previous Champions League outing, against Zenit St Petersburg, not a single Portuguese player featured, and this will be the case again this week.
Nelson Oliveira is the sole home-grown footballer to have started in the league for Benfica this season – once. Yet until 1979 when a Brazilian called Jorge Gomes was selected, the club had regulations forbidding any non-Portuguese pulling on the Eagles' red shirt.
Of his two spells as Benfica's head coach – 1982-84 and 1989-92 – Sven-Goran Eriksson recalls: "There were a lot of Portuguese players playing for us who played for the national team. But it was different at that time because none of the Portuguese players were playing outside of Portugal."
For the second leg of that last-16 tie against Zenit, Jorge Jesus's team was heavily South American: five Brazilians, an Argentinian, a Paraguayan and a Uruguayan were joined by two Spaniards and a Belgian. In all, Benfica's books show 15 Brazilians and 13 other South Americans. Eriksson says the reason for this shift is "probably because the best Portuguese players leave – there are a lot around Europe, in Russia, in Spain, France and so on and maybe it's easier for them to buy from South America. If you take Brazil, it is an old colony of Portugal."
Avram Grant, who managed Chelsea in 2007-08, between Mourinho and another Lusophone, Luiz Felipe Scolari, says Portuguese footballers have many attractive qualities: "They are both physical and technical, and can be a very good market because the players are similar to Brazilians – Portugal can bring any player they want from Brazil, and there is an influence there from players who are the best in the world.
"But they are European, so they also have the tactical side Brazil misses a bit. The typical Portuguese player has a sense of tactics but still the touch of the Brazilians. It's a good combination."
Eriksson says that assimilation is made easy by the closeness in culture between Portugal and the former colony: "The Portuguese are more or less similar to Brazilian players, yes, and also the language makes it very easy for them."
Before Mourinho's arrival began the Portuguese invasion, Chelsea previously had only two Lusophone players "It's quite a new thing, this connection," Rick Glanvill, Chelsea's official historian, says. "In the 1990s we had strong Italian links through Gianluca Vialli, Gianfranco Zola, Di Matteo, Claudio Ranieri, even Ruud Gullit [who played in Italy for most of his career].
"The only Portuguese-speaking players to play for Chelsea up to 2004 were Emerson Thome, who's Brazilian, and Filipe Oliveira. Oliveira was signed as a kid from Porto under Claudio Ranieri [Mourinho's predecessor] and made the first of only eight starts for us in 2002. There are a couple of other younger ones like Filipe Morais, who's now at Oldham, and [fellow quarter-finalists] Apoel's Nuno Morais, but they came later.
"José Mourinho arrived in 2004 and that's where the Portugal connection took off. Not only because he was such a huge figurehead and so successful, but because he surrounded himself with fellow countrymen on and off the pitch. Suddenly, with Riccy Carvalho, Paulo Ferreira, Tiago et al at Stamford Bridge, Portuguese was the second most common language in training. He also brought in André Villas-Boas and a bear of a man who spoke little English in assistant manager Baltemar Brito. There was a distinct cultural shift. Others we added included Deco, a converted Brazilian, Ricardo Quaresma and Maniche – briefly on loan – Alex, and Juliano Belletti [also Brazilians], Raul Meireles and Bosingwa."
Jorge Mendes, as the agent of Mourinho, Carvalho, Ferreira and Scolari, among others, was also a factor, becoming a key deal-maker in a pan-European exodus of Portugal's prime talent that has moved the national federation to order that the country's League Cup competition should showcase home players.
José Freitas, a senior football journalist with the Lisbon-based Record, says: "They have to play with two Portuguese players for at least 45 minutes because they want this competition to be one where the younger players can show themselves. Normally they do not have this opportunity in the main competitions to show what they can do.
"Benfica's Oliveira is a young guy of 20 who was a star for Portugal in last year's Under-20 World Cup when we lost the final to Brazil. He's a very good. But now he doesn't have many chances to play. He was on loan for two seasons and came back this year, and has only been playing 10, 15 minutes in matches. But in the group phase of the League Cup this kid played very well. Barcelona have been watching him all season but only come to watch him in these matches." Freitas does not expect Oliveira to start against Chelsea.
Asked how Benfica's fans feel about the paucity of Portuguese players in their team, Freitas adds: "It's the same everywhere. Since the Bosman rule there is no way you can stop this. Benfica once had in their own statutes that they could not play with foreign players. But supporters from any team just want their team to win."
Quarta-feira, 21 de Março de 2012
London Calling!
Terça-feira, 20 de Março de 2012
Final da Champions League em 2014 na Catedral!

E a final da Liga Europa no estádio da Juventus.
Sexta-feira, 16 de Março de 2012
Caminho Para Munique
LONDRES!!!
Quinta-feira, 15 de Março de 2012
Agora é Escolher

Por mim, Londres está bom.
Quarta-feira, 7 de Março de 2012
Perto dos 20 Milhões
Benfica 2 - 0 FC Zenit


Maxi Pereira. Super Maxi! Foi ele que nos abriu o caminho em São Petersburgo para ultrapassarmos este Zenit. Foi ele que hoje antes do intervalo nos recolocou na frente da eliminatória dando um pontapé no buraco negro em que mergulhámos desde que sofremos o 3º golo na Rússia! Maxi Pereira, o homem da eliminatória!
O jogo em São Petersburgo não foi tão mau como parecia antes de começar este. Jogámos em condições climatéricas complicadas, num relvado difícil e marcámos dois golos, estivemos quase sempre por cima da eliminatória até que perto do fim sofremos o 3-2. Depois foi o descalabro a nível interno e por isso a primeira mão deste duelo pareceu sempre pior do que realmente foi.
Trouxemos o jogo decisivo dos 1/8 de final da Liga dos Campeões para nossa casa em aberto. Tínhamos que vencer o Zenit e mandar para casa o Bruno Alves. O Estádio da Luz encheu-se de adeptos que souberam perceber o momento importante e único da época apoiando a equipa do primeiro ao último minuto criando o ambiente ideal para se escrever mais uma bonita página da nossa história europeia.
Os receios pelas ausências de Aimar ou Garay aliados à falta de vitórias nos últimos jogos não se confirmaram durante o jogo. O Benfica esteve bem, sempre em busca do golo mesmo com Gaitan e Rodrigo muito abaixo do que já mostraram sabes fazer. Com Witsel a assinar uma super exibição e Javi a dar estabilidade no meio campo, Bruno César influente no ataque e Cardozo sempre a ameaçar o golo. Foi um Benfica convincente e empenhado em seguir em frente. Quando Maxi fez o 1-0 antes do intervalo percebeu-se que era hoje que ia acabar a fase negra.
Na verdade o Zenit nunca esteve perto de marcar, Artur até teve uma noite tranquila, e o máximo que conseguiu foi agitar as massas com a entrada de Bruno Alves que funcionou ao contrário do que Spalletti pensou. A presença do carniceiro só veio motivar ainda mais as bancadas da Luz.
A 2ª parte não trouxe grandes sustos a ameaçar a magra vantagem e no final do jogo o puto Nelson Oliveira acabou com as dúvidas consumando a remontada com um belo golo a dar outra expressão à justa e merecida passagem do Benfica para o grupo dos 8 melhores da Europa desta época.
Uma vitória importantíssima, muito, muito saborosa que nos relançará para uma etapa final de época com outra dinâmica.
Para trás fica uma das equipas ricas da Rússia tal como já tinham ficado o vice campeão europeu e os representantes de Holanda e Turquia ainda no verão. Na altura receava-se o pior, afinal ainda estamos na Champions em Abril.
Está a ser uma das bonitas épocas europeias do Benfica. Quero mais!
Terça-feira, 6 de Março de 2012
Benfica - Zenit
Segunda-feira, 5 de Março de 2012
Howard Webb Amanhã na Luz
A UEFA designou o árbitro inglês Howard Webb para dirigir o jogo entre Benfica e Zenit, que se realiza terça-feira no Estádio da Luz, relativo à segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões.
Webb será coadjuvado por Michael Mullarkey e Stephen Child (árbitros assistentes), Mike Dean (quarto árbitro) e Martin Atkinson e Mark Clattenburg (árbitros adicionais).
O juiz britânico tem uma forte ligação a Portugal, tendo feito a sua estreia em jogos internacionais no particular entre a equipa das quinas e a Irlanda do Norte (1-1), disputado em novembro de 2005. No ano seguinte, integrou o quadro de árbitros do Campeonato da Europa de sub-21, que se realizou no nosso País.
O único jogo do Benfica que dirigiu não deixou boas recordações às águias, que saíram derrotadas da receção ao Schalke, por 1-2, em jogo da fase de grupos da Champions de 2010/11.
Howard Webb também já se cruzou no caminho do Zenit, tendo arbitrado o triunfo da equipa russa diante do FC Porto, por 3-1, a 28 de setembro do ano passado.
Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012
Há Dúvidas na Remontada ?
Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012
Zenit 3 - 2 Benfica

É este o momento do jogo. Fica esta foto a ilustrar a crónica para que nunca nos esqueçamos que nesta noite uma coisa que se diz ser jogador de futebol fez o que melhor sabe, tirou de campo um dos nossos jogadores em melhor forma. A vítima foi Rodrigo que passou assim a conhecer a lealdade da coisa.
Não foi só perder o Rodrigo, foi termos que alterar toda a forma de atacar porque ficámos sem um avançado rápido, goleador e tivemos que lançar o Deus Aimar para outro tipo de soluções atacantes não tão ideais para aquele estado de relvado.
E assim se baralham as contas a uma equipa que até ali tinha aguentado bem a entrada do Zenit, o frio e as condições miseráveis do terreno de jogo. Curiosamente o Benfica responde a este crime com um golo. Maxi Pereira aparece em grande na recarga a um livre directo. E estava feito o mais complicado, marcar fora, ficar em vantagem e obrigar os russos a atacarem mais.
A resposta do Zenit foi muito forte. Viu-se que não são uma equipa qualquer e chegaram ao golo com justiça depois de terem pegado no jogo como era lógico. Mas nunca saberemos como seriam os nossos contra ataques neste período de jogo se a coisa não tivesse "assassinado" o Rodrigo.
A equipa escolhida por Jesus justificou a aposta, a defesa habitual com Matic e Witsel na frente (senti saudades do Javi num jogo de tanta luta no meio) para depois se apostar em Gaitán e Bruno César nas alas, ficando Cardozo mais na frente. Ao intervalo o 1-1 era um resultado positivo porque já nos dava vantagem na eliminatória.
É o facto de termos estado sempre em vantagem na eliminatória que me deixa um amargo sabor no rescaldo do jogo. O 2-1 do Zenit aparece quase do nada numa jogada que mete dois toques de calcanhar(!) na nossa área, isto depois de termos mostrado vontade de pegar no jogo e procurar novo golo. Foi um mau bocado que passámos depois da reviravolta porque os russos acreditaram que podiam chegar a uma vantagem mais confortável. Aí voltámos a fazer o mais difícil, conseguimos empatar a partida bem perto do final num excelente 2-2 que nos dava vantagem pelos golos fora e um conforto de saber que entrávamos na Luz já na frente do duelo.
Como é que se deita fora esta preciosa vantagem nos últimos instantes da partida é que eu não consigo entender. Ok, uma distracção de Maxi , que até foi o melhor em campo... Mas não devia ter acontecido.
Agora vamos ter que dar tudo por tudo para no inferno da Luz marcar logo cedo um golo que nos devolva a vantagem que já por duas vezes tivemos nesta eliminatória. Está perfeitamente ao nosso alcance a passagem aos 1/4 de final da Champions. Não acredito noutro desfecho que não seja esse.
E cá estaremos para receber a coisa como ela merece na Luz.
Zenit - Benfica
Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012
O Benfica a Treinar na Rússia
Ah e Tal o Frio...
Vejam este pequeno documentário em que os holandeses recordam a noite gélida de 12 de Fevereiro de 1969 quando o Benfica foi ganhar a Amesterdão por 1-3 ao grande Ajax de Johan Cruyff nos 1/4 de final da Taça dos Campeões Europeus. Jogou-se sobre neve e há um momento delicioso a reter: depois de apontar o seu golo José Torres salta para fora do campo e vai para o monte de neve ao lado da baliza festejando o golo atirando pedaços de neve ao ar. Lindo!
Inspirem-se nestas gloriosas noites do passado para continuarmos a escrever a nossa história.