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Red Pass

Rumo ao Tetra

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Braga 0 - 1 Benfica: Mitroglou Factura no WC de Jorge Simão

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 Roses are red

Violets are blue

e quem ficou com a miúda

foi o Mitroglou

 

Comecemos por responder à conferência de imprensa de Jorge Simão antes do jogo da Pedreira. O infeliz treinador do Braga meteu a martelo uma história popularizada pelo argentino Jorge Sampaoli, actual técnico do Sevilha, para falar da posse de bola. O conto do Jorge Simão terminava no WC. Ora, já se sabe desde a época passada o quanto Mitroglou gosta de ir ao WC. Foi um passo arriscado do treinador minhoto que só podia acabar mal.

Parece-me que Simão precisará mais do que histórias alheias para explicar a sua inaptidão em colocar o Braga a jogar um futebol ofensivo de acordo com as expectativas de adeptos e direcção de um clube que aponta para, pelo menos, o 3º lugar na Liga.

Estava Jorge Simão a preparar a imprensa, que o adora, para um jogo de contenção e defensivo, ao seu estilo, na esperança de ir aguentando um empate, ou num golpe de sorte um triunfo que seria um precioso balão de oxigénio.

 

Pegando na quadra mais popular desta semana nas redes sociais, respondemos ao Simão com a solução para sua história. No dia dos namorados choveram partilhas de versos começados por Roses are red e terminados em Mitroglou. Pois bem, o grego anda de tal maneira inspirado que prolongou o estado graça até ao Minho e resolveu um desafio bem complicado.

 

O Benfica chegou a Braga sem Ederson, expulso a meio de um jogo resolvido com o Arouca na Luz, sem Jonas, lesionado, em 2º lugar depois de ver o Porto resolver o seu jogo com o Tondela de forma surreal, como disse Pepa, e com o ambiente hostil que há muito as gentes de Braga tentam imitar de outros lados.

Para piorar o cenário, hoje tivemos um penalti sobre Salvio por assinalar e um golo mal anulado a Mitroglou. Felizmente, houve forças para marcar um que não pudesse ser invalidado. Na garra, na insistência, com fortuna, com sentido de baliza e com determinação, assim foi o golo de Mitroglou. Uma jogada que valeu 3 pontos.

 

O objectivo foi cumprido mas agora tem de haver espaço para, do cimo da nossa liderança, interrogarmos o que se anda a passar no futebol português desde a visita da claque do Porto ao centro de treinos dos árbitros no norte. A conversa de termos de jogar o dobro para assim podermos ultrapassar barreiras exteriores é muito linda e comovente mas é do domínio do surreal, para repetir Pepa. Não temos que andar a conviver com penaltis não marcados, golos sofridos irregulares, golos mal anulados e expulsões de fiscais de linha e cruzar os braços pedindo aos nossos jogadores que joguem a dobrar porque isso não é justo nem possível.

 

Tal como na época passada, o Benfica voltou a entrar na Pedreira sem estar na liderança mas saiu com uma vitória muito saborosa e moralizadora. Foi apenas mais uma barreira ultrapassada mas temos de olhar para o que não correu tão bem. Olhar para dentro e para fora. É essencial.

Sigamos o nosso caminho. Quanto ao Jorge Simão, depois disto duvido muito que chegue ao final da época com este trabalho. Depois terá tempo para ler mais histórias.

 

 

Benfica 3 - 1 Braga: Marafona Irritou, Mitroglou Bisou!

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 (Foto: João Trindade)

 

Oportunidade de acesso à liderança aproveitada. Fechar a jornada em 1º lugar é a grande notícia de Setembro depois do drama do empate com o Vitória FC e uma onda interminável de lesões, o Benfica está de volta ao seu lugar.

 

Comecemos pelo Braga porque não é um adversário qualquer do meio da tabela.

Mais uma vez, o Braga chegou à Luz e mostrou um futebol à altura de um duelo pela liderança no campeonato. Já na época passada tinha entrado muito bem no nosso estádio e acabou traído pela falta de eficácia atacante. A história repetiu-se, os avançados de Peseiro não aproveitaram as oportunidades criadas e concedidas e acabaram a sofrer. Mas há um factor comum nestas últimas visitas do clube minhoto à Luz. Além de conseguirem marcar sempre, o que prova a intenção atacante e até os premeia, há ali um pormenor que o clube tem de limar. Vou puxar pela memória da última passagem do Braga por cá antes desta jornada, foi na meia final da Taça da Liga quando o Benfica teve de jogar numa 6ª feira para o campeonato e numa 2ª feira disputou o acesso à final de Coimbra. Aí o Braga tinha tudo a seu favor, a equipa do Benfica lutava até à exaustão pelo título, tinha ido longe na Champions League e Rui Vitória teve de rodar a equipa quase toda. O que fez o Braga? Tentou arrastar o jogo para o desempate por penaltis. O Benfica venceu o jogo nos 90'.

Agora, à 5ª jornada, os minhotos chegavam à Luz com possibilidade de subir ao 1º lugar da Liga. Começaram bem e proporcionaram um começo de jogo emotivo, aberto, contagiante. Lá está, foram desperdiçando oportunidades e sentiram o Benfica a crescer.

A partida estava electrizante até que Marafona resolveu pôr gelo. É isto que não bate certo com a atitude do resto da equipa que parecia determinada a lutar olhos nos olhos pelos 3 pontos. Quando o guarda redes começa a demorar a repor a bola em jogo, quando é ele o grande culpado por pouco se jogar entre o minuto 15 e o minuto 23 com assistências no relvado prolongadas, quando se quebra assim o ritmo de jogo opta-se por retirar intensidade ao ataque do Benfica mas acaba também por trair o esforço dos seus jogadores mais ofensivos.

Ou seja, aos 23 minutos passava-se da vertigem de lances atacantes para a manha menor de um guarda redes. Perguntava-se na bancada: mas se está assim tão magoado porque não sai?

A resposta veio rápida. Aos 27 minutos Mitroglou fez o 1-0 e as dores, a lesão e o sofrimento de Marafona desapareceram por milagre até ao final do jogo.

O Braga tem que decidir se quer lutar de igual para igual com os clubes que estão em patamares superiores ou se prefere continuar a pensar pequeno.

 

Depois há a conversa de José Peseiro que goza de enorme apoio mediático. Dizer que foi um pobre coitado expulso por defender os seus jogadores não serve de nada quando todos vimos a maneira descontrolada como saiu da sua área de intervenção para vir até ao outro lado do campo refilar com a equipa de arbitragem num lance obviamente legal. Ou tem que perceber melhor as regras ou precisa de mais auto controlo. Fazer-se de vitima fica-lhe mal. Mesmo com todo o conforto dos media.

A tentativa de Peseiro ir para o meio de benfiquistas na bancada central é ainda mais surreal. Na Pedreira o Benfica é tratado com um ódio idêntico ao que vemos no Dragão, por exemplo, por adeptos e intervenientes no jogo. Nas últimas épocas são mais que muitos os casos ali passados mas o treinador do Braga acha que na Luz pode e deve ver o jogo em harmonia com os adeptos que são mal tratados na casa que agora representa. Surreal.

 

( Galeria de fotos de João Trindade)

 

 

O que interessa, o Benfica.

Os outros resultados da jornada só seriam bons para o Benfica se a equipa conseguisse superar o adversário na luta pela liderança. O jogo não era nada fácil e o contexto continua a ser delicado. Muitas lesões, dois jogos em casa, embora em cenários muito diferentes, sem ganhar e a ansiedade de chegar a um lugar que na época passada demorou muitas semanas a ser conquistado.

A melhor ideia que Rui Vitória expôs desde que tomou conta do banco encarnado é esta: de cada problema fazer uma nova oportunidade.

Um lema que não é só teoria nem fachada. É uma ideia que tem sido posta em prática e que tem sido a melhor notícia no Benfica em décadas. Sem medos, o treinador tem lançado jogadores dentro de uma ideia de jogo e tem dado toda a confiança para que os mais novatos ganhem o seu lugar.

 

É bom relembrar que temos estado sem André Almeida, Jardel, Luisão, Jonas e Raul Jimenez. Isto na ressaca das partidas de Gaitán e Renato. De repente, a equipa ganhou uma nova alma com Grimaldo a defesa esquerdo, Nelson na direita e Lisandro a jogar ao lado de Lindelof, que agora já nos parece um veterano. André Horta tem batalhado pelo seu espaço, Salvio renasceu na direita, Pizzi adapta-se à esquerda e Gonçalo Guedes tem aproveitado para usar a sua maior arma, a velocidade. Com o regresso de Mitroglou as coisas funcionaram bem.

 

Longe de termos a equipa ideal, muito longe disso, mas com tantos problemas as soluções, as tais oportunidades, têm resultado bem. Há uma ideia de jogo, há rotinas, há objectividade na hora de lutar pela vantagem no jogo.

Claro, que se vislumbram muitos problemas. Desde logo a nível defensivo, a definição de linhas e profundidade do ataque adversário não estava fácil de gerir. Hassan, Ricardo Horta, Wilson Eduardo e Pedro Santos, ontem exploraram bem as hesitações defensivas do Benfica. Mas com ajuda do incrível Fejsa e o esforço dos jogadores mais ofensivas a equipa vai se segurando. Quando já não há nada a fazer também temos Júlio César que negou de forma soberba o golo ao Braga várias vezes. A qualidade conta muito.

 

O Benfica mesmo em vantagem não conseguiu controlar o jogo, andou muito tempo atrás da bola e não conseguiu fechar o jogo. Até aos 74', altura do 2-0, a partida estava perigosamente aberta. Rui Vitória jogou um triunfo importante para relançar a equipa para o ataque. Não foi tanto a entrada de Carrillo que mudou o jogo mas sim a passagem de Pizzi da esquerda para a direita para o lugar de Salvio. O português renasceu dentro do jogo. Assumiu mais a bola, motivou-se e faz uma parte final impressionante. É ele que assina o 2-0 e ainda teve tempo para oferecer o 3-0 a Mitroglou. Pizzi na direita é um luxo.

Destaque para as combinações que nascem à esquerda. Grimaldo tem feito um arranque de época incrível e é ele que dinamiza todo aquele corredor. Atenção ao primeiro golo que aparece todo por aquele lado. Velocidade de transição de Grimaldo, qualidade de passe de Pizzi e explosão de Guedes que foi até ao fim para cruzar na perfeição para Mitroglou marcar. Há movimentações muito interessantes a aparecer entre jogadores que , teoricamente, nem eram para estar todos juntos em campo.

 

Foi um excelente resultado, uma exibição motivadora e há que reconhecer que o Benfica tem lutado contra adversidades que o estão a tornar mais forte. Veja-se a entrada do menino José Gomes. A estreia na Luz podia ter sido com um golo, tal como a estreia na Liga em Arouca esteve para ser épica. Adivinham-se grandes feitos ao nosso avançado.

Sabendo que tudo isto só pode melhorar com os regressos de Jonas, Raul, Rafa, Jardel ou André Almeida, ficando ainda a expectativa de ver o que vale Zivkovic, por exemplo, eu diria que estamos num belo caminho.

 

Felizmente, já lá vai o tempo em que ríamos das quedas dos nossos rivais e depois não aproveitávamos. Hoje já todos sabem que não podem vacilar, o Tri Campeão continua com muita vontade de vencer.

 

Mas temos muito que melhorar, nada melhor que recordar mais um golo sofrido para entender as dificuldades da equipa.

Depois de tanto foguetório que se viu por aí na última semana, sabe bem preparar a próxima luta na liderança.

Benfica 3 - 0 Braga: Fechámos a Celebrar, Começamos a Conquistar

Em Maio festejámos 35º título em casa numa festa que se espalhou pelo país. Continuámos em festa até Coimbra onde fechámos a época com uma goleada que garantiu a conquista da Taça da Liga. Saíram Gaitán e Renato. Veio o Europeu de França e, apesar da teimosia inicial, o seleccionador rendeu-se a Renato Sanches e o caminho ficou aberto para uma conquista inesquecível. Mais festa.

Depois entrou o verão e começou a tentativa de nos explicarem que devíamos entrar em depressão. Porque o rival do norte tinha acertado, finalmente no seu treinador e agora é que é a sério e, sobretudo, porque o rival do Campo Grande é o maior favorito a ganhar tudo porque mantém tudo igual. Como sempre, nós é que tínhamos que ficar apreensivos a cada jogo da pré época que corria menos bem, a cada notícia de saídas do plantel. O costume.

 

Como sabem, por aqui assim que termina a temporada afasto-me de dar opiniões e fazer previsões. Aproveito o intervalo entre temporadas para manter a minha sanidade mental, acompanho com interesse relativo o que se vai passando mas à distância. Guardo-me para o primeiro jogo a sério da temporada. Felizmente, connosco tem sido quase sempre primeiro que os outros. Ainda andam os grandes favoritos a tentar definir os plantéis já andamos nós a festejar novas conquistas.

 

E vamos lá ao que interessa. O Benfica começa 2016/17 como acabou a última, a ganhar.

Primeira nota impressionante deste Benfica, o banco de suplentes. Além de Paulo Lopes, Lisandro, Samaris, Salvio, Guedes, Jimenez e Carrillo! Quanto a opções, a qualidade destes nomes fala por si.

Então e o onze? Como ia Rui Vitória lidar com as ausências de Ederson, André Almeida, Eliseu ou as partidas de Gaitán e Renato? Fácil. Com a qualidade do plantel.

Júlio César na baliza continua a ser uma garantia de qualidade.

Grimaldo da esquerda continua a crescer de maneira espectacular, Luisão mesmo longe do seu melhor é uma autoridade, Lindelof mesmo atrasado na condição física é um esteio, Nelson Semedo na direita vive a sua segunda vida e corre para atingir o bom nível que o levaram à Selecção há um ano.

Fejsa no meio é... Fejsa. Pizzi na direita vem em crescendo e acabou o jogo de forma épica, Jonas e Mitroglou na frente são a dupla que se sabe, o brasileiro já abriu o livro e inaugurou a sua conta pessoal de golos.

Até aqui nada de novidades.

As boas novas estão nos lugares que mais preocupavam. Na esquerda, Cervi em poucos minutos mostrou ao que vem. Rapidez, improviso, velocidade, técnica e um golo assombroso a abrir a época. Foi Cervi que mostrou o caminho para a primeira conquista da época. Não consigo imaginar melhor forma de suceder a Nico Gaitán que estará orgulhoso da exibição do pequeno Franco Cervi. Tem tudo para fazer história no Benfica. A sua estreia foi um abuso.

Finalmente, falemos de André Horta, o número 8. Um puto que conheci por força do nosso benfiquismo, uma amizade que nasceu como tantas outras na minha vida, por causa do Benfica, pelo Benfica e a ir ver o Benfica. Neste caso fomos no mesmo carro a Oliveira de Azeméis ver um jogo de hóquei. Parece mentira que aquelas conversas de imaginar o puto a sair do Vitória de Setúbal para titular do Benfica se tenham tornado realidade. A verdade é que está mesmo a acontecer. O André foi à luta, conquistou o seu espaço e na estreia oficial pelo Benfica foi um dos melhores jogadores em campo. É uma sensação incrível ver um dos nossos a jogar e a festejar daquela maneira.

Eu não quero amigos, companheiros ou conhecidos na equipa do Benfica, eu quero é que os melhores jogadores estejam do nosso lado e se forem benfiquistas, então melhor! O André Horta é isto tudo e entusiasma a bancada.

 

Não consigo imaginar melhor arranque de época. Foi perfeito? Não. Há muito para trabalhar. Depois da obra prima de Cervi o Braga reagiu e mostrou bons argumentos que Rafa desperdiçou na melhor oportunidade que tiveram numa bola lançada pelo guarda redes. Um lance que não deve acontecer na nossa defesa. Devíamos ter resolvido o jogo nos primeiros 20 minutos onde a equipa jogou um futebol incrivelmente sedutor. Não conseguimos e tivemos que sofrer.

 

O Braga não conseguiu aproveitar os desacertos naturais desta altura da época e isso fez toda a diferença porque além de Rafa não ter sido decisivo, Boly também não conseguiu evitar com os seus companheiros o aparecimento da inspiração de Pizzi e Jonas que resolveram o jogo de maneira poética. O português com um chapéu superior e uma assistência maravilhosa que Jonas agradeceu fazendo golo.

 

Depois havia aquele pormenor do banco do Benfica estar recheado de opções de um nível insultuoso para Peseiro. O técnico do Braga acabou a época a perder a Taça e começa esta a perder a Supertaça. Só lamento que não tenha lançado o Ricardo Horta que ia proporcionar um encontro de irmãos dentro do jogo. Não quis, perdeu e lamentou-se como é seu hábito.

 

Está aberta a temporada, o Benfica continua forte como nos tem habituado esta década onde não conseguimos parar de ganhar troféus.

Estamos preparados para o ataque ao tetra.

Benfica 2 - 1 Braga: Apurados Para a 7ª Final da Taça da Liga

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 (Fotos: João Trindade) 

 

Mais uma brilhante página escrita nesta campanha 2015/16 com o apuramento para a final da Taça da Liga conseguido com uma equipa em gestão de esforço. 

Este triunfo será recordado para sempre como a noite em que ganhámos ao Braga ao mesmo tempo que o Leicester se sagrava campeão inglês, uma odisseia que a BTV acompanhou desde o verão.

Isto de não abdicar das competições tem a vantagem de ficarmos sempre mais perto de sermos felizes. Em vez de lamentarmos o calendário carregado e arranjar desculpas, procuram-se alternativas e soluções para sermos cada vez mais ganhadores.

Uma das enormes evoluções do Benfica nos últimos anos explica-se por noites como esta, a determinação em vencer todas as competições é transversal a todo o plantel e o compromisso de ir o mais longe possível tem deixado a equipa sempre mais perto de conquistar provas. É preciso é estar nos momentos das decisões para sermos felizes. Às vezes não acaba como queremos mas a vida é mesmo assim. Sabemos é que para podermos sonhar com os momentos felizes temos que fazer por isso e não abdicar de umas carreiras por causa de outras.

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Hoje, Rui Vitória escolheu um onze equilibrado e inteligente para defrontar um Braga na sua máxima força e que vinha com tudo para se apurar para a final. 

Ederson manteve-se na baliza, faz sentido porque não é uma posição de desgaste e Júlio César mantém-se lesionado. Sílvio na direita, a cumprir serviços mínimos, Grimaldo na esquerda a prometer um futuro simpático, Luisão no meio, o grande regresso à equipa e o, já indiscutível, Lindelof a manter o ritmo certo ao centro.

Renato Sanches foi aposta para meia tarde, fruto da frescura da sua juventude que alguns acham que já passou há muitos anos, Samaris também no meio, para fazer descansar Fejsa, Salvio e Carcela nas alas, foram os que menos impressionaram. Pelo menos, na primeira parte. Na frente, Raul Jimenez e Talisca.

 

O Braga começou logo mal ao trocar a ordem de ataque da equipa do Benfica. Obrigou-nos a atacar para sul primeiro, uma rábula que costuma custar caro a quem a pratica.

Esperava-se que o Braga voltasse a entrar forte, como no jogo do campeonato, e que, até, tivesse mais posse bola procurando tirar proveito da falta de rotinas colectivas do Benfica.

Não entrando muito forte, esteve mais na expectativa e confortável atrás a controlar o jogo, o Braga acabou por chegar à vantagem com um grande golo de Rafa que apanhou a bola na esquerda e fugiu para o meio acabando por fazer um remate muito colocado a dar golo. 

Esperava-se que o Braga embalasse para uma grande exibição na Luz.

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Como é diferente o comportamento das equipas em competições diferentes. Hoje, a equipa do Braga só recorreu a perdas de tempo durante o jogo em condições que podemos considerar normais, quando se apanhou a vencer. 

 

Rui Vitória para a 2ª parte chamou Jonas. Tirou Renato e recuou Talisca. Depois lançou Gonçalo Guedes e ganhou qualidade nas alas com a mudança de Carcela para o lado de Salvio que saiu. O treinador do Benfica quis dar a volta ao resultado negativo, as pouco mais de 24 mil pessoas na Luz acreditavam num desfecho positivo e apoiaram a equipa para uma reviravolta que premeia o esforço do Benfica e castiga a apatia do Braga.

Jonas fez o empate e o Braga pareceu estar mais preocupado em manter o 1-1 a caminho dos penaltis do que tentar resolver o jogo. O Benfica agradeceu a apatia e a falha de Mattheus que deixou Raul Jimenez isolado para fazer o 2-1. 

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Quem se pôs a jogar para não perder foi castigado. O Benfica em vantagem soube gerir o jogo e sofrer o último assalto do Braga. Rui Vitória chamou Fejsa para fechar definitivamente a porta do meio campo e aí garantiu o apuramento para mais uma final da Taça da Liga. 

 

Uma grande vitória de um plantel cheio de carácter e motivação O Braga foi uma desilusão.

O Benfica festeja mais uma presença na final da competição na mesma noite que o Leicester festeja o seu inacreditável título, uma odisseia que a BTV acompanhou desde o começo.

Porque Não Há Que Hesitar em Ir à Luz

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Se estiverem a hesitar em ir amanhã à Luz pensem bem.

Ver o Benfica jogar na Luz é um privilégio que milhares de adeptos não podem ter pelas mais variadas razões. Podendo não há desculpa para faltar a um jogo oficial do Benfica.

A época caminha rapidamente para o fim. Em poucas semanas vamos ficar sem jogos oficiais do Benfica até ao Agosto. Há mais dois desafios na Luz, depois são semanas e semanas sem bola na Catedral.

Estamos perante a meia final de uma competição oficial que envolve todos os clubes profissionais de futebol em Portugal. Jogam duas das três únicas equipas que já conseguiram ganhar a prova.

Em vez de passarem mais uma noite em casa a passar os olhos por programas de televisão que promovem futebol falado tóxico, podem estar num dos estádios mais elogiados da Europa a ver futebol a sério. 

O compromisso que o Benfica prometeu aos seus adeptos passa por lutar por todas as provas em que está envolvido. No campeonato a luta é o que se sabe, na Taça de Portugal caímos num prolongamento num derby fora de portas e na Taça da Liga estamos nas meias finais. A equipa, e os jogadores menos utilizados, merecem todo o nosso apoio e carinho por terem chegado até aqui.

O facto de termos um jogo oficial a começar uma semana que se prevê de grande tensão, é uma boa ideia para não nos lembrarmos do que se fala sobre jogos de malas e afins.

Mais grave tem sido a diferença de comportamento dos adversários que apanhamos sempre tão aguerridos na luta por um ponto e quando jogam com o 2º poupam jogadores, rodam a equipa, têm situações caricatas nos dias que antecedem o jogo com eles, enfim, um fartote.

Hoje o Marítimo bateu tudo no que diz respeito ao cumprimento da verdade desportiva tão badalada em vão. No Estoril a equipa de Nelo Vingada poupou meia equipa não arriscando utilizar jogadores que estavam em perigo de castigo. 

O Rio Ave está fora da Europa porque poupou a sua equipa na deslocação a Arouca antes de receber o Benfica.

Tem sido uma sucessão de loucura para os adversários do Benfica roubarem pontos. 

Por tudo isto, este jogo é um escape para a nossa sanidade mental. Na Champions soube tão bem o duplo duelo com o Bayern sem pensarmos em jogos de bastidores, tal como agora vai saber bem lutar pelo apuramento para mais uma final mesmo com jogadores menos utilizados.

Basicamente, vale sempre a pena ver o Benfica no estádio.