Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Red Pass

Tetra Campeões

Red Pass

Tetra Campeões

Boavista 2 - 2 Tetra Campeão: Despedida em Festa

bessa.jpg

Um verdadeiro luxo, tão raro quanto saboroso. Ter o o Benfica a entrar em campo para um jogo fora de casa a contar para o campeonato nacional e ter zero de preocupação com o resultado final chega, até, a ser estranho.

O Benfica entrou em campo já vencedor da Liga 2016/17 e com vários estreantes, mais alguns regressos, no onze. Uma espécie de teste de pré época mas na última jornada de uma competição que muito nos fez sofrer.

Talvez a pensar nos pontos críticos da época, o Benfica não se encontrou no jogo e fez-nos lembrar o duplo confronto negro com o Vitória de Setúbal e até a visita deste Boavista na primeira volta. Aquele fim de tarde surreal em que de repente estávamos a levar 3 em casa! A maneira como reagimos a esses 0-3 e a outros resultados negativos é que nos conduziu a mais um título.

Ontem a equipa fez uma demonstração de como reagir a uma tragédia em pouco tempo. Mesmo que soubéssemos que com as alterações, por boas causas, no onze o risco de uma desfeita aumentasse. Mas ninguém levava a mal, era preferível consagrar alguns jogadores do que obter uma vitória certa.

 

Com Pedro Pereira, Kalaica e Hermes em estreia absoluta na Liga, Rui Vitória promoveu ainda os regressos de Júlio César, Lisandro, Eliseu, Samaris, Filipe Augusto, André Horta, Zivkovic e Mitroglou. O grego não fez por menos e fez mais um golo para a sua conta pessoal, Hermes pareceu meio perdido em campo e deu lugar a Rafa que veio a ser decisivo para evitar a derrota, Raul Jimenez também entrou para ajudar a chegar ao empate e Júlio César deu o seu lugar a Paulo Lopes, num dos momentos mais emotivos da noite. Pormenores interessantes, Eliseu entrou com a braçadeira de capitão que fez questão de dar ao guardião português na sua entrada. O facto do golo do empate ter sido marcado à Luisão por Kalaica, mostra que se trabalha bem nas bases para garantir um futuro tranquilo. Estreia de sonho para o central croata aos 18 anos!

Uma palavra a exibição de André Horta, um dos melhores em campo, que não jogando há três meses deixa no ar a incógnita que foi o seu eclipse na segunda metade da temporada.

 

Positivo, ver o Benfica a entrar no Bessa com os jogadores do Boavista a fazerem um respeitável corredor de aplausos aos campeões, é sempre bonito.

Negativo, os relatos de caixotes do lixo cheios de adereços do Benfica retirados a adeptos em bancadas do estádio que não o sector visitante. Podem dizer que já tinham avisado mas aqui não contem comigo para compreender isto. Já basta o clima dos derbys e clássicos em que quase não se pode sair à rua com as cores dos nossos clubes, num jogo como o de ontem não se justificam actos de terceiro mundo. Qualquer um dos meus amigos boavisteiros que queiram ir à Luz com a camisola ou o cachecol do seu clube vai poder entrar sem ter que mandar para o lixo nada. Foi só triste e evitável.

 

O Benfica despede-se do campeonato 2016/17 em festa à campeão. Pelo quarto ano seguido vamos para o verão com um sorriso que nenhum anti nos consegue tirar.

E quando os rivais pensam que podem suspirar de alivio pelo fim da época, temos que os lembrar que... para a semana há mais!
Foco no Jamor, Tetra Campeões!

 

Benfica 3 - 3 Boavista: Meia Volta

_JPT7797.jpg

Passadas todas estas horas (mais de 5) ainda não sei muito bem o que dizer sobre o 0-3 que no marcador aos 24' de jogo na Luz. Dizer que entrámos pior do que noutros jogos não me convence pois lembro-me do Gonçalo falhar o golo que podia ter sido o 1-0 e continuámos a atacar. De repente, três jogadas, três golos contra. Todos do meu lado, à minha frente. Do livre directo não percebi porque é que não foi marcada falta sobre o Rafa, no 0-2 fiquei a olhar para o árbitro a ver se marcava falta sobre o defesa, no 0-3 fiquei a olhar para o fiscal de linha à espera de ver o fora de jogo assinalado. E assim, tive que lidar com um surreal 0-3 antes da meia hora de jogo. Ficar a chorar e ensaiar o discurso óbvio de dizer que o circo compensa estava fora de hipótese, portanto comecei a fazer contas de cabeça. Era preciso fazer um golo e reagir depressa aquela tragédia para evitar uma derrota inesperada. O golo apareceu.

 

Ficámos com toda a 2ª parte para fazer 3 golos. Parecia aquelas noites europeias, um jogo de 2ª mão em que era preciso fazer vários golos para seguir em frente e o estádio todo acreditava no milagre.O facto de termos chegado ao empate com mais 20 minutos para consumar a reviravolta deixou-me minimamente satisfeito. Reagimos, fomos à luta, anulámos a desvantagem. Fiquei frustrado por ver que não tivemos forças para mais e não conseguimos fazer um último golo. Não me lembro de ver 6 golos na Luz e não festejar nenhum por estar à espera do 7º para explodir de alegria.

 

Percebem porque é que não quero destes jogos na minha vida? Muita emoção, surpresa, incerteza, muitos golos... Não! Não preciso nada disto em jogos do Benfica. Isso é bom para jogos que estou no sofá a ver de outras Ligas. Aqui só queria vitórias chatas, previsíveis e aborrecidas, sem ponta de emoção.

 

 

 (fotogaleria de João Trindade )

 

Isto foi de todo inesperado, mais um acidente de percurso, espero eu, parecido com aquele primeiro jogo em casa para a Liga. Esta partida final da primeira volta tem que servir de aviso para a metade que falta do campeonato. É verdade que vamos virar na frente mas hoje ficou provado que isto está longe de ser um passeio até ao fim.

 

Quanto à equipa, assinalo a capacidade de recuperação de três golos, estranho a opção de não entrarmos com Mitroglou de inicio e, há que dizer, pareceu-me que Pizzi acusou o cansaço da jornada dupla de Guimarães, não sei se não devia ter descansado na Taça da Liga. Isto são tudo observações de treinador de bancada e após o jogo, diga-se. Quando começou achei que a equipa estava óptima para mais uma vitória, tal como o nosso treinador.

 

Nunca mais me esqueci daquela tarde em que perdemos por 0-3 com o Boavista. Aí nunca acreditei numa reviravolta, hoje, felizmente, nunca acreditei que íamos perder. Tempos diferentes.

O dia de hoje fica marcado pelo almoço que tive antes do jogo com o meu pai que comemorou mais um aniversário. Não precisava de mais factores especiais para recordar o 14 de Janeiro de 2017.

 

Felizmente que este sofrimento inesperado de sábado à noite foi um pouco atenuado porque temos sempre os vizinhos para nos fazer sentir um pouco melhor.

Digerir e reagir é o que se pede, olhando para a frente.

 

 

A Vitória do Benfica no Bessa Agora em Imagens

 

A grande jornada de domingo vista pela lente do grande João Trindade.

Boavista 0 - 1 Benfica: Sorte? Sorte é Sermos do Benfica!

10504942_10156662133810716_8782741847187095827_o.j

 

Acordar num domingo ansioso por causa do Benfica. Só de ler esta frase já há quem sorria e a pensar: oh, tantas vezes.

A verdade é que é demasiado repetitivo este estado de ansiedade, principalmente quando chega a recta final do campeonato e estamos na luta como é tradição no nosso clube. E mesmo assim a sensação é sempre nova. É incontrolável acordar a meio da noite a pensar que nem fui assim tantas vezes ao Bessa na minha vida. Fazendo bem as contas só lá fui em 2005 e voltei campeão e depois com o Leixões num 1-1 no último jogo de Fernando Santos no Benfica. Pânico! Nunca vi o Benfica a ganhar no Bessa. Sono estragado. É gerir até chegar a hora de acordar e ir beber café.

Dar os bons dias aos meus amigos que na véspera brilharam no Jornal da Noite da SIC desde a Praia de Ipanema no Posto 9. A reportagem era sobre a situação politica no Brasil, o que eu vi foi vários portugueses de camisola do Benfica vestida numa esplanada com chapéus e cadeiras com emblemas do Benfica. Mas disso ninguém falou. Ir à foto do facebook dar um olá aquele pessoal.

600415_10153998610527629_5024406639451413513_n.jpg

 

Depois usar o chat do facebook para dar ânimo aos benfiquistas que foram até Turim levar benfiquismo junto do Torino em dia de derby com a Juventus, algo que destaquei ontem.

Continuar a falar com o pessoal que trocou a viagem ao Bessa pela ida ao pavilhão para ver o voleibol e acompanhar com mais atenção a final da Taça de Portugal de basquetebol.

Saber como estava a turma que ia partir para o norte.

Trocar uns cumprimentos pelos comentários do facebook com os companheiros de sempre que estão espalhados um pouco por todo o mundo e que sofrem ainda mais nestes dias com a distância.

No fundo, sentir-me perto de toda a família que sofre a mesma ansiedade que eu num domingo tranquilo a chamar a primavera.

É reconfortante saber que vamos ter amigos a apoiar nos pavilhões, que temos quem represente o Glorioso em Turim e todos queremos tudo de bom para o nosso clube.

 

Depois, é juntar, rumar ao Porto em ambiente de diversão, parar algures na Mealhada para devorar leitão e vinho gasoso e acabar a viagem até ao estádio onde os nossos jogadores precisam de nós. Ver caras conhecidas cá fora, entregar bilhetes comprados em Lisboa a quem vive a norte e sente o Benfica como eu, entrar no estádio e sofrer. Trocar sms com quem não pôde vir, distribuir ansiedade por todo o lado.

Perceber que o jogo não vai ser nada fácil e aproveitar as várias paragens e a falta de pressa de jogadores e apanha bolas axadrezados para contemplar um estádio do Bessa que é bem bonito e prático para se ver futebol. As cores de fim de tarde no céu casam bem com as luzes saídas dos holofotes saídos das coberturas das bancadas. É um bonito quadro para vermos a nossa equipa jogar.

5515_10207836569808041_719238029908869225_n.jpg

 Apoio, como sempre, não falta aos rapazes de vermelho e branco. Jogar fora é um conceito algo estranho de entender para um jogador do Benfica, há sempre uma multidão que vai atrás deles pelo mundo fora para os ajudar nas nossas conquistas.

Mas a vontade das bancadas benfiquistas não estava a chegar ao relvado. O Benfica estava bloqueado perante um Boavista bem organizado e determinado a defender o nulo com todas as suas forças. Não havia momentos de perigo, não havia desequilíbrios, não apareciam oportunidades de golo. Não estava mesmo nada fácil.

A 2ª parte passou num instante e o empate parecia inevitável, embora todos nós, dentro e fora de campo, acreditássemos que a felicidade ia chegar em qualquer momento.

Foi para lá dos 90 minutos que o mundo parou, a terra deixou de rodar, os olhos não pestanejaram enquanto a bola sai do pé de Eliseu para a cabeça de Carcela que dá no ar para a entrada de Jonas que sem deixar a bola bater na relva chuta de pé esquerdo para um golo épico. Sem penaltis, sem cotovelos, sem foras de jogo. Só com classe. Uns segundos em que a bola andou no ar até acabar na baliza de Mika, os instantes em que nada mais importou no resto do planeta.

A loucura com que explodiu uma bancada mesmo atrás dessa baliza, o delírio com que todos os jogadores, banco incluído, festejaram o golo, diz tudo. O momento que sacia os que estavam no estádio, os que sofreram nos pavilhões, os que estavam no Rio de Janeiro, os que se agarravam aos portáteis com ligações complicadas pela mundo fora, a rapaziada em Turim, o Caetano e o Marques, todos, mas mesmo todos, abraçámos o Jonas naquele momento. Um golo inesquecível.

 

E logo ecoou o lamento de meio Portugal: que sorte!

Sim, falemos de sorte. Temos tido imensa sorte. A chamada do Jonas à Canarinha deve ter sido sorte. Ele justificou com sorte, faz sentido.

Mesmo sorte tem tido o Júlio César, o Luisão e o Lisandro, o Gaitán e o Fejsa. E a sorte que é não contar com Jardel e Mitroglou castigados ?!

Assim de repente, conto uns sete titulares, repito SETE, afastados da equipa e ninguém se queixou da sorte. Jogaram outros tantos que lutam por nós até ao fim. Mas lutam mesmo para sermos felizes.

Num jogo em que os jogadores deram tudo, em que o treinador teve que improvisar do principio ao fim, ao ponto de termos Luka Jovic (!) em campo para o assalto final. E isto, meus amigos, de sorte nada tem.

1098271_10207836570568060_4633179992301478108_n.jp

Aliás, durante o jogo não vi a sorte querer muito connosco dentro de campo. Nas bancadas também não houve sorte nenhuma, para falarmos da incompetência e irresponsabilidade de quem organiza um jogo em que a bancada mais cheia não tem iluminação nas casas de banho, nos corredores, nas bancadas não há luz nem nas portas de emergência... Uma vergonha que mancha a tal magia que é ver futebol num espaço tão bom para se ver futebol.

 

Sorte? Sorte é termos o Jonas. E o Eliseu. E o Carcela. E todos os que têm feito dos infortúnios novas oportunidades de mostrarem serviço.

Sorte é sermos do Benfica. No Bessa, em frente à televisão, a ouvir na rádio, em Portugal ou em Turim, no Rio de Janeiro ou no resto do mundo. Ser do Benfica não é só sorte, é tão bom!

Faltam 7 finais, ainda temos muito que sofrer mas já se percebeu que não se ganham títulos por decretos no facebook.

Paragem para as Selecções, Benfica na frente.

 

 

Benfica 2 - 0 Boavista: O 4-4-2 de Gaitán

_JPT7298.jpg

(Fotos: João Trindade)

 

Objectivamente, missão cumprida e sequência de vitórias alargada.

Detalhadamente, há dúvidas que continuam à volta da equipa, de alguns jogadores e do valor da exibição colectiva.

 

Uma, improvável, tarde maravilhosa de verão em pleno mês de Novembro não deu para encher a Luz mas chamou mais de 46 mil adeptos que queriam ver, apoiar e ajudar a equipa a somar mais 3 pontos dando continuidade às vitórias de Aveiro e da Liga dos Campeões.

Rui Vitória não hesitou em dar a titularidade a Samaris e percebe-se bem porquê. Neste momento, o internacional grego é o único homem do meio campo absolutamente imprescindível. Voltou a ser um dos melhores em campo e é ele que se esforça por disfarçar os problemas que temos visto naquela zona do terreno. Continua por provar qual será o seu melhor parceiro neste sistema de jogo tão exigente para as posições "6" e "8" da equipa. Talisca voltou a ser chamado mas continua a não convencer. As suas exibições vão deixando o Terceiro Anel impaciente. Tirando um remate ao poste aos 79' num livre directo, o brasileiro esteve tão infeliz nas definições das jogadas que chegou a ouvir assobios. Tarde em se afirmar como titular. Neste momento não é o "8" que Vitória tanto procura.

_JPT7245.jpg

Por falar em postes, na tarde de ontem os ferros da baliza grande devolveram três bolas, o que , também, explica o resultado menos expressivo. A justeza da vitória não tem discussão mas a dificuldade com que o Benfica mostrou lidar com a postura defensiva do Boavista chegou a preocupar mais de meia hora os adeptos encarnados.

É verdade que Petit apostou tudo em dois muros defensivos, o quarteto defensivo mais a oposição às movimentações do Benfica de um trio muito esforçado, Anderson Carvalho, Idris e Tengarrinha. O problema é que as iniciativas atacantes do Benfica são quase sempre demasiado previsíveis e facilmente anuladas.

A solução é , invariavelmente, chamar a jogo Nico Gaitán que é, na verdade, o verdadeiro organizador de todo o jogo do Benfica. E a maior esperança quando o tempo avança e não há golos, diga-se.

Portanto, foi sem surpresa que veio dos pés do argentino a bola que Gonçalo Guedes chuta em remate bem colocado fazendo o golo que derrubou a resistência boavisteira. Foi aos 39', um alivio antes do intervalo e a esperança de uma segunda parte mais alegre.

_JPT7316.jpg

Mas o jogo não mudou, Petit optou por manter a mesma mentalidade e o Boavista abdicou de procurar o empate para tentar manter a diferença mínima à espera de um milagre. Cabia, então, ao Benfica procurar o segundo golo da tranquilidade. Mas a história manteve-se, Guedes e Gaitán sempre a procurarem desequilibrar das alas para o meio, Eliseu e Silvio a não serem determinantes nas subidas desde trás, Talisca nulo, Jonas esforçado a tentar criar uma ligação entre sectores a meio terreno que nunca se viu e Raul Jimenez a dar uma demonstração de muita corrida sem bola para depois não ser muito feliz com ela nos pés.

Aos 69' um susto para Júlio César num erro da defesa do Benfica que Manuel José não aproveitou, um lance que lembrou os adeptos que a ineficácia atacante podia custar caro se o Boavista fosse feliz num só lance de resposta.

 

As entradas de Mitroglou e Carcela deram algum sangue novo à equipa e tiveram o mérito de manter o Boavista em sentido no seu meio campo. Jonas já tinha tentado colocar a bola mas o poste esquerdo de Mika negou o golo, aconteceu o mesmo a Talisca, como já disse, e Jardel também viu a trave negar-lhe o golo de cabeça, só que Carcela estava por ali e aproveitou para fazer mais um golo. O passe para Jardel foi de Gaitán, claro.

_JPT7385.jpg

Estava arrumada a questão.

Final feliz na Luz, vitória justa do Benfica que continua a procurar um sistema de jogo alternativo ao que tem apresentado, isto é, a algo mais do que bola no Gaitán e o mágico que resolva.

Houve tempo para a estreia simbólica de Renato Sanches dando lugar ao ovacionado Gaitán. O miúdo recebeu a bola duas vezes do graúdo capitão Luisão e o jogo acabou. Fica o simbolismo do momento quando a equipa chama por um "8" que agarre convincentemente o lugar.

Ao nível dos resultados, excelente resposta da equipa após "aquilo" do derby.